Loucamente Minha - Season 1 Seguir historia

ero-lua Amae

Sasuke Uchiha, um executivo de 27 anos, dedicado, sério e com um desejo por silêncio e perfeição. Em uma noite qualquer, se dispõe a sair com um amigo, para a mais nova boate da cidade, e lá, tem o deleite de encontrar a mais bela mulher que viraria sua vida de cabeça para baixo. Uma menina animada, misteriosa, feliz, com um corpo bonito, olhos encantadores e um sorriso que o deixava sem fôlego. Eles se entregam a uma louca paixão, onde somente os desejos e prazeres são aceitos. Porém, apenas a verdade é o suficiente para acabar com um romance que parecia perfeito, mas o amor continua no ar, até eles mesmos se descobrirem incapazes de viver uma louca paixão sem o outro.


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#Romance #Naruto #Sexo #Hentai #SasuSaku #NaruHina #GaaIno #Romance Proibido
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Cap. 1 - A Boate




A iluminação e o estrondo alto da música preenchiam toda a rua da boate Seven Night na noite de quinta-feira.
Pessoas do lado de fora lamentavam pelo tamanho enorme da fila que, infelizmente, dava volta no quarteirão do bairro chique, para entrar na boate do momento naquela noite quente. Na portaria, um segurança de braços fortes e barriga saliente, vestido adequadamente para o serviço da noite, encarava a quantidade de pessoas presente ao seu redor. Muito pouco se importava com quais queriam entrar logo.
A boate estava lotada, e para o azar de alguns, cheia de estudantes da academia de dança da esquina, os amigos preferidos de Sasha, o segurança. E claro que ele jamais cogitaria que entrasse qualquer um para se misturar aos dançarinos.
- Pode me dizer novamente o que nós viemos fazer aqui? – A voz fria de um moreno de terno escuro sem gravata soprava nos ouvidos do amigo mais à frente. – Como vamos passar por toda essa gente, e entrar nesse lugar vulgar?
Sasuke Uchiha, um homem sério demais para uma ida a boate famosa do momento. Um homem pacato e cheio de regras. Pele clara, olhos negros, corpo malhado. Aos seus 27 anos, trabalhava na empresa principal da Família Uchiha, onde foi posto e ordenado a atuar no cargo maior da empresa, no lugar de seu pai.
- Relaxa, cara! Você quase não sai – Naruto Uzumaki, seu melhor amigo, acusou-o em meio à multidão com um sorriso largo no rosto. Acenou para o segurança e puxou o Uchiha pelo braço. – Sasha, como vai? Essa noite está agitada, não? – O Uzumaki lhe perguntou sacana, escondendo uma contável quantia em dinheiro dentro do terno do segurança.
- Seja muito bem-vindo outra vez, Sr. Uzumaki – Respondeu o homem de corpo largo, com um sorriso camarada para o loiro, e deu passagem para que os dois homens entrassem.
Naruto puxou novamente o Uchiha pelo braço, e então, adentraram no lugar barulhento e pouco iluminado. As luzes piscavam sem parar a cada batida da música eletrônica absurdamente alta. Sasuke tocou em sua cabeça e balançou a mesma, negativamente, furioso. Como pôde novamente, confiar em seu melhor amigo? Perguntou-se mentalmente, antes de uma turma de mulheres bêbadas, e nada cheirosas, passarem ao seu lado, tocando-o. Ele irritou-se ainda mais, e procurou por Naruto mais à frente. Seguiu seu amigo, pois pela velocidade, sabia exatamente para onde ele ia.
- E quando decido sair você me traz em um lugar assim – Ele esquivou-se de outra mulher. – Aqui só deve haver uma boa quantidade de gente vulgar e, pessoas que não prestam Naruto – Pigarreou ele, irritadíssimo.
- Cara, você precisa arranjar alguém para transar – Balbuciou Naruto, virando para ver o amigo. – Estresse é falta de sexo, amigo. E desse jeito você vai ficar louco. – Ironizou sorridente.
- Você acha que eu teria coragem de pegar prostitutas? – Naruto olhou ao seu redor. – É só o que vejo aqui.
- Ei, calminha aí! – Naruto se pôs a defender o lugar. – Aqui não tem esse tipo de mulher – Indagou o loiro, confiante.
E para seu azar, no mesmo momento sentiu um corpo ser jogado contra o seu. Sasuke perdeu toda a paciência que guardava. A mulher, possivelmente bêbada, jogou-se propositalmente sobre si. E contra a vontade de Sasuke, ela tentou lhe beijar. O Uchiha a deteve bem a tempo e com vergonha da tentativa falha com aquele homem se pôs a gargalhar sem ânimo algum.
Sasuke fitou o estado dela e, raivosamente, levantou o rosto para ver seu amigo sorrir amarelo. Lançou-lhe um olhar assustador, capaz de espantar qualquer um. O loiro tremeu as pernas puxando o braço da garota rapidamente em outra direção que não fosse Sasuke. O Uchiha passou a mão em seu terno caro e olhou novamente para Naruto.
- Tá – o Uzumaki manuseou a mão no ar dando de ombros. – Menos aquela mulher.
- Este lugar está cheio de putas e mulheres sem escrúpulos e mediocridade, Naruto. Vamos embora. – Bradou o Uchiha.
- Calma Sasuke – O loiro rodeou a mão por cima dos seus ombros, animadamente. Sasuke fechou os olhos, ainda irritado com o que aconteceu há poucos minutos. Além de que, o cheiro de tanta bebida misturada estava o deixando enjoado. – Vamos tomar uns drinks.
- Prefiro tomar em casa – Ressaltou andando. – A música está alta demais e esse cheiro de perfume barato está ficando impregnado na minha roupa.
- Você é tão humilde – Naruto revirou os olhos. E enfim, chegou ao seu destino. – Você é muito chato, aproveite e relaxe. – Pediu o loiro, animado. Virou-se para o garçom que abria uma cerveja para outro cliente. – Oi. Quero um drink, por favor– Pediu educadamente e, então, olhou para Sasuke. – E você?
- Uma dose tripla de uísque escocês – Murmurou e fitou a garçonete ao lado que riu maliciosa, mostrando seu generoso decote.
Sasuke encostou-se ao balcão ainda com raiva por ter sido levado àquele lugar. Era sujo, mais do que um Uchiha podia suportar, era vulgar além da medida, era demasiadamente repugnante para seu gosto. As mulheres dançavam aleatoriamente, e com qualquer corpo que encostasse atrás das mesmas. Sasuke odiava aquilo tudo, os chamava de sem classe, uma turma de medíocres.
- Aqui está – alarmou o garçom à Naruto e a garçonete logo reapareceu com a bebida do Uchiha, que nem sequer a olhou. – É a primeira vez de vocês por aqui? – O garçom perguntou a Sasuke, que o fitou de canto de olho.
- E a última – Respondeu, enquanto bebericava sua bebida gelada pelos cubos de gelo. – Não gosto de lugares onde só tem pessoas fúteis e sem classe. É muita vulgaridade.
O uísque desceu queimando pela garganta do moreno, incendiando até o último suspiro. Ele riu. O líquido tinha um gosto ardentemente bom.
- Ofendeu gatinho – A garçonete debruçou-se sobre o balcão deixando à mostra seu decote do vestido minúsculo. – Você precisa relaxar de vez em quando! – Exclamou a mulher sorridente. Naruto entendeu as segundas intenções da moça e riu com aquilo, reparando bobamente no volume dos seios.
- Relaxo muito mais sentado em minha poltrona na minha casa – o sorriso insinuativo da mulher sumiu quase que imediatamente.
- Sasuke para de ser tão rabugento – Murmurou Naruto, sem parar de prestar atenção no grande volume dos seios da mulher.
Sasuke pensou em falar certas verdades para o loiro descuidado e idiota, mas achou melhor se calar por hora, girou seu corpo para o outro lado e seus olhos encontraram algo bem melhor, um alguém muito melhor. Sasuke abaixou as sobrancelhas admirando a mulher encostar sua delicada barriga na beira do balcão sujo. Um sorriso singelo enfeitava seu rosto alvo e bonito. Seu mundo pareceu parar ao redor, seu coração palpitou por dentro de emoção e um desejo recém-descoberto.
Ele tirou a atenção do sorriso dela e desceu para o corpo pecaminoso, seios bem guardados dentro de um vestido verde, meio desalinhado no corpo pequeno, mas ainda assim, muito elegante para a noite. Eram notáveis as belas curvas, a silhueta era de uma mulher desejosa e encantadora. Seu rosto denunciava um ar de timidez, mas ainda estava naquele lugar repugnante.
Seus lábios pintados de uma cor fraca abriram e fecharam ao falar com o garçom, e Sasuke deleitou-se da movimentação sensual. O cabelo era delicadamente comprido, e rosa. Encontravam-se meio desalinhado, mas continuavam bonitos, dando-a um ar de exótica, totalmente custosa de se esquecer.
Uma bela mulher.
- [...] não é Sasuke? – Naruto olhou para o amigo, e este estava concentrado demais na mulher na sua frente para se importar com perguntas idiotas. – Ei cara está me ouvindo?
Naruto chamou sua atenção e só depois olhou na direção em que o moreno olhava fixamente, e encontrou a mulher com um sorriso gracioso. Mas diferente de Sasuke, Naruto não teve o privilégio de reparar melhor no corpo pequeno, porém, deslumbrante, pois logo a moça segurou duas garrafas de água e foi embora. E ali ficaram dois homens olhando para o vazio que ela deixara.
- Nossa! - Naruto exclamou atordoado e ainda buscando achar a visão da mulher entre milhares de cabeças. Logo Sasuke virou-se para ele novamente. – Fiquei encantando aquele corpo... uau. – Brincou o loiro virando-se para o bar novamente.
Sasuke não disse nada. Olhou a silhueta da mulher caminhar e desaparece no meio de toda aquela gente. Voltou-se igualmente para o bar e olhou para seus pés, em seguida subiu a visão para o amigo, levando novamente o copo de uísque à boca para saborear.
- Como era bonita – Comentou Naruto.
- Hm... – Sasuke encarou o copo em cima do balcão na sua frente. – Deve ser apenas mais outra prostituta aqui desse lugar asqueroso – Declarou o Uchiha.
- Na verdade não, meu caro senhor – O garçom chamou atenção de ambos. – Sakura é uma aluna da Academia de Dança da esquina. Adora essa boate porque gosta de dançar. Nunca a vi com algum homem, e olha que muitos deles dão em cima esperando conseguir alguma coisa. O negócio dela é apenas a dança, por isso, corta todos que se aproximam, e ninguém nunca soube o porquê.
Ele explicou lentamente, enquanto limpava uma taça vazia com um pano branco.
- Até homens mais sérios, como vocês, que parecem ser de uma classe mais alta, insinuaram em tê-la em sua cama, o que foi em vão.
Os dois se olharam e riram baixinho. De fato, aquilo parecia impressionante para uma beleza exuberante como a menina possuía.
- Sakura de quê? Não tem um sobrenome? – Quis saber Naruto, mais empolgado, tanto pela fama, quanto pelo belo corpo.
- Ninguém aqui sabe. E até acho melhor. Não sabemos muito dela, apenas que gosta de dançar e que é doce e gentil, amável, boa pessoa.
Sasuke deu mais uma olhada para trás, buscava encontrá-la outra vez, se a sua fama fosse realmente essa, se perguntava duramente o que ela fazia em um lugar como aquele? Naruto, mais interessado ainda, procurou saber mais pelo garçom que lhe respondeu segundos atrás. Quando Sasuke voltou sua atenção para o amigo, percebeu que o loiro já falava alto o suficiente para se mandarem.
Botou a mão no bolso de trás em busca de sua carteira, pagou sua bebida e olhou para o Uzumaki.
- Vamos – Ordenou Sasuke roucamente, entregando outra nota a mulher oferecida.
- Parece criança – Naruto sussurrou raivoso. Arriscou uma olhada para Sasuke e se arrependeu ao encontrar um olhar frio e maldoso. Engoliu a seco e virou-se na mesma hora. – É, vamos!
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- Sakura – Hinata se juntou à amiga, e então ambas olharam em volta, para o desespero da morena de olhos perolados, ela avistou a criatura grotesca e insensível não muito longe. – Vamos embora, “ele” está aqui.
- Mas... é, vamos. – Sakura inspirou, precisava de fôlego para não viver mais uma noite de terror. – A Ino não vai querer ir embora com a gente agora. Ela gostou do Gaara, que... – Sakura parou e fitou sua amiga ao lado –... você estava pegando.
- Esquece isso. O mais importante no momento é você. Vamos! – Chamou a rosada, ansiosa.
Agarrou o braço de Sakura que já se encontrava pálida e caminhou com ela por entre aquela gente toda. As pessoas dançando, suor escorrendo pelo corpo, as luzes brilhantes e a música alta, eram assim que as duas amavam estar, mas no momento de fuga, nada as faria ficar no lugar.
Na entrada, só encontraram mais pessoas, Sakura riu de canto e Hinata botou as mãos na cintura, uma de cada lado.
- Fácil entrar – Sakura murmurou.
- E uma briga para sair. – Completou a morena, suspirando.
Sasuke juntou-se a multidão bem na hora que um grupo excessivo entrou. Infelizmente, um empurra-empurra se instalou no local, Sasuke fechou os olhos para poder reter sua irritação e a vontade de matar Naruto.
- Você devia saber o quanto eu odeio lugares assim – chiou Sasuke.
- Calma Sasuke. Isto é apenas um contratempo.
Sasuke bufou de raiva. No aperto, infestado por perfumes baratos e sufocantes, o moreno se viu irradiando arrogância e ódio. Uma irritação profunda, capaz de superar todas as pessoas juntas existentes no lugar.
Em meio a aquele turbilhão de irritação, Sasuke sentiu seu coração acalentar-se de repente, o que não podia acontecer quando se estava no meio de uma grande multidão malcheirosa. Mas tudo ficou calmo, o ritmo das batidas foi ficando lento, reconfortante, suportável. Um calafrio passou por seu corpo, e ele se agitou, ajeitando o paletó em seu belíssimo corpo.
E como se o destino não gostasse dele, – assim ele entendeu – a briga aumentou, tanto para quem queria entrar, quanto para quem suplicava para sair. As pessoas empurravam umas às outras, e foi quando um corpo foi jogado contra o seu. Sasuke xingou alto, porém, diferente da mulher de outrora, essa cheirava agradavelmente bem.
- Naruto – Sasuke chamou olhando para os lados enquanto segurava a pessoa em seus braços. – Naruto?
Ele olhou para frente e pôde serenamente enxergar os olhos doces e esmeraldinos da rosada em seu peito, ela apoiou seus braços sobre os dele e parou para repará-lo. Sakura o olhou intensamente, Sasuke era um homem bonito, tão lindo, muito mais que qualquer outro homem. Seu rosto pálido aparentava arrogância e raiva naquele momento, porém, desenhado pelos anjos da guarda, e lábios chamativos como nunca havia visto.
Sakura tomou uma coloração avermelhada em seu rosto, o que deixou Sasuke ainda mais fascinado pela beleza da garota. Apoiou-se ainda mais sobre os braços fortes, e um desejo correu por suas veias. Sakura arfou nervosa. Sentia uma eletricidade passar por seu corpo que a deixou abobalhada por alguns segundos.
Tal como ele.
A voracidade que a eletricidade tomava seu corpo era malévola, tenebrosa e assustadora. Ele pestanejou. Seus olhos dilaceraram os dela tão brilhantes e reluzentes. A rosada soltou um grunhido ali. Estavam sendo sugados para um mundo sem nome. Ele frisou seus lábios convidativos, suas mãos desceram até sua cintura consensualmente, sem nunca distanciar ou desviar seu olhar do dela.
Depois que a multidão se dissipou, ele pôde folgar um pouco a distância dos corpos. Sasuke sentiu seu coração todo se incendiar, como nunca tinha acontecido. Um olhar tímido e sensual estava direcionado a ele.
Mesmo sendo tão tentadora, era ao mesmo tempo tímida e gentil.
Já ela estava ali, novamente petrificada e encantada por toda a beleza e masculinidade que ele irradiava. Era alto, moreno, e dono de olhos negros tão profundos. Um corpo bem delineado dentro do paletó escuro, contornando sua musculatura estável. Mesmo com a boate escura, eles se viam a cada piscar das luzes eletrônicas. Encaravam-se possessivamente.
Sakura logo voltou ao seu mundo. Olhou a sua volta preocupada, procurando “ele”. Agradeceu por não o ver ali, e voltou a admirar Sasuke.
- Me desculpe – Pediu ela, ajeitando o vestido. Trêmula e intimidada por ele. – Eu me desequilibrei.
- Hm – Sasuke olhava-a sem ter o que dizer, aquela mulher era linda da cabeça aos pés, de fato uma mulher atraente o bastante para que qualquer homem a desejasse.
Até mesmo ele.
- Bom – Sakura estava encantada por ele, um grunhido baixo soou de sua garganta e ela mordeu seu lábio inferior reprimindo mais alguns que queriam vir. – Eu perdi minha amiga.
- Hm – Murmurou ele, sob os seus lábios tentadores para a pequena e delicada mulher a sua frente.
Sakura ficou olhando para aquele homem tenebroso, bonito e intrigante. Um pensamento devasso passou por sua pequena mente e ela riu saindo de perto dele. A eletricidade que percorreu suas correntes sanguíneas ao se tocarem não se dissipou quando ambos se distanciaram.
Sasuke olhou ao seu redor e viu que mais gente entrava. Procurou por seu amigo e nada lhe apareceu, voltou a olhar para sua frente e também já tinha perdido a mulher de vista. Seu olhar passou de desejo para um ódio, ódio tão grande de Naruto, que talvez ele mesmo não fosse suportar. Mas, quando deu o primeiro passo para tentar sair daquele lugar repulsivo, ele parou, e brevemente lembrou-se das últimas palavras da menina:
“- Eu perdi minha amiga”. Ou seja, ela estava sozinha. Ele estreitou os olhos e olhou de volta à sua procura. A garota parecia um anjo, um anjo tão inocente e cativante que, saber que se encontrava sozinha, um arrepio impróprio subia por sua espinha. Um medo subiu a encarnação do Uchiha naquele momento. Um temor maléfico se apoderou de seu corpo. E logo caminhando por aquele lugar, ele tentava sair.
Passou pela porta depois de muito esforço. Talvez a menina se encontrasse lá fora, não é? E o pior, estaria sozinho andando pelas ruas? Como alguém deixaria uma mulher delicada como aquela sozinha? Principalmente a uma hora dessas na rua? Mas, o que diabos ela faz na rua a essa hora? Ele se perguntou incrédulo. Se aquela mulher fosse dele, com certeza levaria umas boas palmadas para não ultrapassar seus limites daquela forma.
Logo dissipou esses pensamentos melancólicos e maliciosos. Só queria saber se a garota estava bem. Assim que passou pela porta principal, viu Sasha novamente, enquanto sorria e brincava com Naruto. Sasuke sentiu uma ira enorme e caminhou mais rápido até chegar ao loiro.
- Sasuke, até que enfim – Naruto disse feliz, mas dava-se para ver que nem preocupado estava. – Por onde andou?
Sasuke nem o olhou direito, saiu na rua passando pelo meio de duas mulheres para poder procurar por ela. Naruto o chamou mais de uma vez, mas ele não olhou, queria apenas encontrar o anjo com a fragrância deliciosa. Desistindo da busca pela rosada, ele virou para ir embora quando sua vista pousou em um ponto cor-de-rosa e Sasuke arfou. Ele deu dois passos para trás, e se endireitou indo em direção à rosada.
- Ei Sasuke? – Naruto o chamou saindo na rua e viu o homem caminhar. – Você não queria ir embora?
- Me dá um minuto – Grunhiu baixinho ainda em direção a ela.
Por um breve instante, Sasuke pôde reparar melhor no corpo daquela mulher, parecia tão lindo e irresistível. Ele mapeou cada canto de sua coluna reta até sua bunda redonda, desceu para as pernas bem torneadas e subiu novamente.
Seus cabelos cobriam boa parte de sua costa. Os cachos dela pareciam um véu cor-de-rosa, sedosos e brilhosos. O vestido verde dava a ela um ar de encanto, demasiado encanto, levando a todos que a olhavam ao delírio. Inclusive Sasuke Uchiha.
- Hinata, onde você está? – Despejou sua irritação sob a mulher do outro lado da linha. – Como assim voltou?
Sakura sentiu um calafrio passar por sua espinha, aquela eletricidade de antes envolver seu dorso pequeno e convidativo. Ela arrepiou-se e arfou sobre seu próprio corpo. Trocando a posição de seus pés pousando o peso no outro, ela olhou para frente inspirando fundo.
- Sakura é rapidinho. Eu, bom... me separei de você muito rápido, eu não sei nem onde eu fui parar, mas estou chegando aí fora em menos de 20 segundos, prometo.- Proferiu Hinata da outra linha.
Sakura sorriu ruborizada de raiva por tanta coisa estar acontecendo naquela noite. Sem falar no homem em que se esbarrou e como ele era belo. Ela se virou sorrindo e, para eu grande espanto, ele estava atrás de si. Ela tomou um grande susto e tombou para trás quase caindo, logo se conteve, e levou o celular novamente ao ouvido.
- Eu... eu... – Ela arfou, a eletricidade ficou mais densa, parecia que aquele homem consumia todo o seu raciocínio tímido, levando-a para algum malévolo e intenso mundo. – Eu... vou t-te esperar a-aqui for-ra. – Gaguejou timidamente sem desviar seu olhar do dele.
Ela desligou o celular e inspirou profundamente guardando o mesmo na bolsa de mão preta. E rapidamente se recompôs ajeitando os cabelos. Mesmo com poucos centímetros de distância, eles podiam sentir um sentimento diferente, rasgando qualquer porta sexual que os rodeava.
Sakura não era qualquer garota para jogar-se nos braços de qualquer homem. Por isso não tinha namorado e não queria ter um tão cedo. Pensava ela que era mais feliz solteira. Tirava exemplos dos relacionamentos de suas amigas, e não queria aquilo para si. Porém, olhando aquele homem intenso e completamente irradiando sensualidade, luxúria e um lado maldoso, deixava-a excitada.
- Você está sozinha? – Balbuciou ele avançando um passo, sua mão estendida com intenção de tocá-la. Foi mais a frente, mas ela recuou um passo e olhou suas mãos.
- Estou esperando uma amiga – Sussurrou quase inaudível e levantou sua vista para o olhar atencioso e carinhoso do homem. Porém, carregado de malícia e um ominoso perverso e intenso, cheio de sensualidade e desejo.
- Sou Sasuke – Disparou ele, botando uma das mãos no bolso, enquanto a outra foi estendida a ela. Hesitante, ela deu um passo em sua direção e apertou sua mão.
- Sakura – Respondeu sentindo a mesma eletricidade passar por seus corpos. Um impulso e uma enorme vontade de tocá-lo invadiram os devaneios de Sakura.
Seu cabelo grande caia sobre o colarinho do terno, Sakura sentiu-se tentada a tocá-los. Senti-los sobre seus dedos, beijá-los e massageá-los com carinho e volúpia. Entretanto se conteve e voltou a dar um passo para trás.
- Sakura de...? – Ele tentou saber. Mas...
- Não te interessa – Praguejou sobre ele. Não queria ser grossa, nem nada, mas estava na defensiva por não o conhecer.
- Você se jogou em cima de mim – Murmurou ele com uma pitada de irritação. – Mereço pelo menos saber seu nome – Sakura franziu a sobrancelha e entreabriu a boca furiosa. Porém, ainda na defensiva.
- Eu não me joguei em cima de você! – Falou irritada, mas se deteve. Colocou-se novamente sob os saltos caros de cor preta e deu um sorriso amigável. – Eu apenas me desequilibrei e você por sorte me segurou, me impedindo de cair.
- Belos olhos – Interrompeu-a, encantado.
- Obrigada – Disse tão suavemente e cheia de desejo, tanto que Sasuke sorriu com aquilo. Ela deu um sorriso involuntário ajeitando os fios de cor rosa que teimava em cair sob seu rosto pálido. Sasuke entreabriu os lábios para proferir alguma coisa, quando uma mulher surgiu ao lado de Sakura.
- Prontinho, estou de volt... – Ela encarou Sasuke e o moreno a encarou também. – Ou... desculpe atrapalhar – Murmurou sorridente e olhou para Sakura maliciosa. – Podemos ficar mais um pouco se quiser.
Sakura olhou a amiga e depois encarou Sasuke. Ruborizou-se novamente e, bem timidamente, virou às costas, puxado a amiga que sorria para o Uchiha.
- Hinata? – Sakura praguejou seu nome enquanto caminhavam em direção ao estacionamento.
- O quê? – Ela olhou a amiga. – Ele era muito lindo, Sakura. Que gatinho você arranjou. Qual é o nome dele? Pegou o telefone?
- Hã? Claro que não – Sakura deu um simbólico tapa no braço de Hinata que sorria boba. – Ele apenas me ajudou quando você sumiu.
- Eu não sumi, eu perdi você de vista. Então fui buscar mais uma bebida para mim e voltei a tentar sair – Explicou-se abrindo a porta do carro e encarou a amiga pensativa.
Quando Sakura reparou que estava sendo observada, lançou um olhar confuso para Hinata que, mais uma vez, deu um sorriso malicioso.
- Sakura, você está toda vermelha, merece namorar, ser feliz, transar, sorrir, transar, dançar, transar, transar... – Sakura revirou os olhos, entrando no carro. – Precisa se divertir. Aquele homem MARAVILHOSO pareceu bem... interessado em você. Os olhos dele faiscaram enquanto te olhava.
- Ele não vale nada, é igual a qualquer outro. E eu não quero tudo isso. Se você se esqueceu, eu só tenho 16 anos – Sakura proferiu arrumando os cabelos em um coque no alto da cabeça. Viu a morena sentar ao seu lado colocando o cinto e olhou a rosada.
- Então, o que uma criança de 16 anos, faz numa boate em plena meia noite? – Disparou Hinata e Sakura fechou a cara.
- E você que tem 17. O que faz?
- Pelo menos estou perto dos 18, eu posso. E eu vim dançar e pegar uns gatinhos... – Sorriu maliciosa. – E você?
- Dançar. É proibido agora?
- Sim – Brincou Hinata saindo do estacionamento, sendo xingada pela amiga.
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Quando Sasuke voltou até Naruto, o loiro beijou uma loira bonita em frente à boate. Mas ele logo se distanciou dela e beijou-lhe a testa, murmurou algo em seu ouvido e ambos sorriram.
Sasuke queria ir para casa, até poderia deixar Naruto vadiar como sempre, mas... Ele não tinha vindo com seu carro. Naruto o interrompeu no meio de um expediente de trabalho para arrastá-lo àquele lugar asqueroso e, de quebra, nem se deu ao trabalho de vir no carro de Sasuke. Talvez ele soubesse que quando Sasuke viu para onde estava indo, desviasse o caminho.
- Naruto – Ele grunhiu e o loiro o olhou. – Vamos?
Sasuke chegou ao prédio onde morava meia hora depois, com uma dor de cabeça horrível, ele pigarreou. Xingou Naruto de todos os nomes possíveis que pudesse existir no mundo. O elevador parou em seu andar e se abriu dando passagem para o corredor. Sasuke caminhou pelo luxuoso corredor do prédio Mover Parks, um ambiente bonito e o mais gostoso lugar de se morar.
Passou por uma porta branca igual às outras e não pôde deixar de ouvir um pequeno gemido de socorro. Sasuke não era de se meter com problemas alheios, afinal, nem os seus ele resolvia todos. Os gritos aumentaram e em seguida surgiu um: Não faça isso comigo, seu monstro. Sasuke parou. Encarou a porta, mas tudo voltou ao normal, ele deu de ombros, e caminhou até seu apartamento.
Uma ducha de água bem quente era tudo que ele queria. Além de dormir é claro. Enquanto vestia uma blusa branca e uma calça moletom, ele voltou a pensar na garota de mais cedo. Em seu sorriso singelo enquanto pedia sua bebida, tão tímida, mas ao mesmo tempo ousada e atrevida. Lembrou-se de seu cheiro, e seu olhar sobre si.
Tão linda.
Queria ela naquele momento, para poder enchê-la de carinhos e mimos, mimá-la bastante, pois a rosada parecia frágil. Frágil como uma virgem inocente. Mas tão ousada quanto qualquer outra ali.
Qualquer outra não.
Ele deitou-se na cama e cruzou os braços abaixo de sua cabeça. Olhou o teto e cruzou as pernas em cima da cama. Pensando naquele sorriso lindo no rosto. Naquele corpo cativante e atraente por demais. Um desejo cresceu em seu corpo. A queria em sua cama para fazê-la sua, ou apenas mimá-la, e agradá-la de todas as formas.
Sasuke pigarreou sobre o colchão e fechou os olhos. Dormiria uma noite antes de vê-la novamente. Mesmo que para isso, tivesse que voltar naquele lugar asqueroso, repugnante, vulgar, o qual o proporcionou tanto ódio. Mas tudo isso era para o prazer de ver novamente aqueles belos olhos, e uma curva nos seus lábios se transformando em um sorriso inocente.
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Em um prédio não muito longe da luxúria da cidade de Tóquio, o sol alcançou as cortinas rosadas de uma varanda rosa, de um quarto rosado, acordando certa rosada, que rosnou ao constatar que já era de manhã. Como amanhecera tão rápido? Lembrava-se de acabar de se deitar sobre o colchão macio de sua cama e adormecer pensando nos olhos negros de um moreno a qual ela mal conhecia.
Ela pigarreou e abriu os olhos, olhou o teto rosa de seu quarto enxergando suas próprias fotos coladas no mesmo. Ela abriu um sorriso singelo e sentou na cama, bem a tempo de ver sua melhor amiga Hinata entrar pela porta.
Hinata era a melhor das melhores amigas de Sakura, ela e Ino moravam com a rosada por amizade, apesar de Hinata morar por que não suportava mais as exigências de seu pai. Ela era uma garota nada tímida, era comportada sim, mas quando se soltava, não havia ser humano que a segurasse. Ela era uma morena bonita, seus cabelos longos deixam-na com ar tão sensual quanto maléfica. Não tinha namorado pelo simples fato de uma mulher que já foi considerada sua melhor amiga roubar todos.
- Bom dia, querida dorminhoca, está na hora de acordar. Acha que pode ficar o dia na cama para relaxar? Você tem muita coisa para fazer. Então trate de se mexer.
- Bom dia Hinata – Ela olhou a amiga atravessar seu quarto com um simples pijama e lhe entregar uma xícara de café. – Pode me deixar dormir mais um pouquinho? É cedo.
- Cedo não querida. Faltam duas horas para irmos à escola e eu te acordo cedo porque você demora demais para se arrumar. – Sakura sorriu, era verdade, seu cabelo era difícil de cuidar e seu corpo não saia do quarto sem ser devidamente hidratado. – Há, pode tomar banho e se arrumar rápido enquanto faço o mesmo, não quero tomar café sozinha – Lamuriou esperançosa.
- Onde está Ino? – Sakura perguntou confusa e encarou a xícara a sua frente já sabendo que a resposta seria:
- Sakura querida, única virgem aqui nessa casa é você. Ela deve ter se divertido bastante ontem à noite.
- Tá me maltratando pelo meu status de virgindade? Olha aqui, eu não tenho vergonha de revelar isso – Ela sorriu entregando a xícara à Hinata, que pegou com cuidado e em seguida saiu da cama. – Te vejo em 30 minutos.
- Tudo bem... – Hinata virou as costas, mas logo se lembrou de algo importante. – Sakura?
- Hm? – Respondeu da porta do banheiro.
- Sua mãe ligou. Quer você às 18h na casa dela.
- O que eu fiz dessa vez? Para ela lembrar que tem uma filha e me chamar lá só pode ser algo bem grave. – Sakura murmurou pensativa.
Ela entrou no banheiro e logo soltou seu cabelo, deixando-o cair sobre seu corpo. Despiu-se e se olhou no espelho. Sakura tinha um corpo maravilhoso, cheio de curvas e um pouco de músculos, por ser uma dançarina muito boa. Tinha seios grandes e uma barriga lisa e fina, um bumbum redondo de dar inveja a qualquer mulher, olhos verdes como esmeraldas e um rosto alvo e delicado, cabelos naturais rosa passavam do bumbum da mesma e ela tinha um orgulho enorme. Tocar no seu cabelo era chamá-la para briga.
Olhou-se de lado ela amava seu corpo amava a si mesma. E enquanto admirava-se no espelho ela imaginou aquele deus grego da noite anterior a tocando. Ela tremeu só de imaginar. Se um simples aperto de mãos a fez arfar de desejo levando-a em extremo delírio o que seria se um dia eles se tocassem de uma maneira mais íntima?
- Isso é algo que eu nunca vou saber – Sussurrou ela, entrando no chuveiro, se entregando ao extremo prazer da água quente em sua pele delicada e sedosa.
A rosada saiu de seu quarto, largando a bolsa em cima de um dos sofás, e caminhou cantarolando sua música preferida. Vestia o uniforme normal da escola e viu Hinata sentada e pronta para ir.
- Bom dia de novo – Sakura proferiu sentando-se à mesa.
- Bom dia, temos 25 minutos para tomar café. – Sakura revirou os olhos e a morena sorriu.
- Ino não chegou mesmo? – Perguntou Sakura enquanto passava manteiga no pão de forma que ela tanto amava.
- Ainda não.
Assim que Hinata terminou de falar, foram contempladas pela visão de uma Ino entrando em casa. Com a maquiagem borrada e seus saltos na mão. Ela jogou-os sobre o sofá e correu até a cozinha, buscando água para beber.
Sakura a encarou de cima a baixo e se imaginou no lugar dela. Saiu da boate com algum homem, trepou com ele até de manhã, chegou em casa toda... destruída, e com um sorriso no rosto. “Com que amigas eu moro? ” Sakura virou o rosto e voltou a passar sua preciosa manteiga no seu precioso pão.
- Ainda dá tempo de me arrumar? – A loira perguntou bebericando um copo de água.
- Você tem 20 minutos - Sussurrou Hinata virando o rosto, e tomou um gole de seu café.
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Sasuke entrou em sua sala, sendo seguido pela sua renomada assistente e secretária Shizune.
- Senhor Uchiha, você terá uma reunião em 40 minutos com seu pai e dois advogados de sua família.
- Hm – Murmurou, sentando-se em sua cadeira confortável acolchoada de couro marrom.
- E em menos de 2 horas terá outra com os Uzumakis.
- Ah essa, eu tenho uma surpresa para essa reunião – Sussurrou ele quase inaudível, mas o suportável para ela escutar. – Quero que Naruto vá em meu lugar.
- O quê, senhor? Mas é uma reunião extremamente importante – Ruborizou ela, mas de raiva e medo de algo dar errado.
- Eu sei.
- Por isso espero que o senhor vá.
- Naruto é competente, sabe o que faz. – Ele disse dando um sorriso de canto capaz de encharcar a calcinha de Shizune, e induzindo-a ao pecado profundo.
- Perdão, senhor Uchiha... – Ela se recompôs ajeitando o decote. – Mas ele é um idiota.
- Não completamente – A voz bonita e adorada de Karin preencheu o lugar, Sasuke a encarou com certo desejo e reverência, afinal era sua amiga e sócia há muito tempo. Karin tinha seus certos encantos, mas Sasuke não a via como mulher o suficiente para levá-la a algo mais profundo do que uma amizade. – Nós deixe a sós, preciso falar com ele – Ordenou à Shizune que deu uma última olhada para Sasuke balançando-se em sua cadeira de couro, e saiu rapidamente.
- Não vou repetir – Ele a observou fechar a porta, seu olhar era sério desejando poder enforcá-la, odiava seu jeito de tratar seus subordinados – Não gosto que a trate assim.
- Pouco me importa – Ela apoiou-se sobre a mesa deixando Sasuke admirar seu decote explícito. – Não mande Naruto àquela reunião, precisamos dos Uzumakis como sócios.
- Tenho dois Uzumakis trabalhando para mim, é apenas para dizer sim à questão.
- Eu não trabalho para você, eu trabalho com você. É diferente – Ela sentou sobre a mesa deixando sua saia levantar um pouco. – Precisamos sair Sasuke. Juntos. – Ofereceu-se como fazia todas as manhãs.
- Eu sei... – Ele sorriu. – Por isso tenho Naruto, que está atrasado. Filho da mãe! – Disse o moreno empurrando a ruiva da mesa e começando a mexer nos papéis ali – Você tem algo para fazer não tem? – Perguntou-lhe.
- Sim. – Respondeu ela com raiva, mas saiu sem dizer uma única palavra a mais.
- Você está sozinha?
- Estou esperando uma amiga.
- Sou Sasuke.
- Sakura.
Seu cabelo grande caia sobre o colarinho do terno, Sakura sentiu-se tentada a tocá-los. Senti-los sobre seus dedos, beijá-los e massageá-los com carinho e volúpia. Entretanto se conteve e voltou a dar um passo para trás.
- Sakura de...?
- Não te interessa.
- Você se jogou em cima de mim. Mereço pelo menos saber seu nome –
- Eu não me joguei em cima de você! Eu apenas me desequilibrei e você por sorte me segurou, me impedindo de cair.
- Belos olhos.
- Obrigada.
- Impossível. Eu não sou assim – Sorriu ele e tornou a batucar o lápis na mesa de madeira preta da melhor qualidade.
Ele sorriu de canto, seus olhos brilhosos e cativantes insistiam em ser olhados mais uma vez, de ser adorados e venerados por mais uma delicada e amada vez.
- SASUKE, MEU AMIGO. – Naruto arreganhou a porta assustando o moreno, tirando-os de seus devaneios cheios de desejo e malícia. – PORQUE VOCÊ JOGOU ESSA REUNIÃO PARA CIMA DE MIM? EU ODEIO DISCUTIR COM MEUS PAIS SOBRE NEGÓCIOS, EU TENHO MEDO DELES, EU VOU CEDER.
- Se fizer isso eu vou te demitir. Aí você vai trabalhar para eles – Disse simplesmente, ainda brincando com o lápis na mão.
- Sasuke... – Naruto massageou as têmporas e olhou o amigo. – Como eu odeio você.
- Esse é o castigo por você ter me levado àquele lugar asqueroso.
- Você que é abusado. Eu peguei o número que duas gatinhas se quiser um é só dizer. Vamos sair hoje à noite. Eu a convidei...
- Você não vai a lugar algum. – Sasuke disse levantando-se de sua cadeira e virou as costas olhando além dos prédios e pessoas trafegando pelas ruas de Tóquio. – Tenho planos hoje à noite.
- É mesmo? Com quem? – Cruzou os braços curioso.
- Com você.
- Hã? – Naruto deu um passo para trás – Você para de viadagem, hein cara.
- Quê? – Sasuke se virou – Você está ficando louco? – Ele fuzilou Naruto e depois se impediu de socá-lo. – Vamos voltar à boate hoje à noite.
- Hã? – Naruto parou um pouco para assimilar o que acabará de ouvir. – O QUÊ?
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A escola onde Sakura estudava ficava há duas ruas da Academia de Tsunade, onde ela e a maioria dos seus amigos frequentavam. Sakura era uma aluna exemplar e ficava sempre em primeiro lugar entre os 10 melhores da escola. Não era a mais popular, mas era a mais querida entre as meninas da escola, despertando assim uma inveja desumana em algumas.
Sakura caminhava pelos corredores lendo um resumo de uma das melhores academias do mundo, a Academia Mundial, bastante pensativa. O sonho de todos os dançarinos era estudar lá, e Sakura havia acabado de ganhar um simples convite para entrar, mas ela não abandonaria sua Academia onde sempre teve seus melhores momentos com amigos e professores. Afinal, foi o local onde cresceu.
- Oi – Proferiu um ruivo.
Sakura olhou para o lado, vendo Sasori a seguir e, de imediato, escondeu o pequeno papel em seu bolso e sorriu alegremente para o amigo.
- Olá, Sasori. Como vai? – Perguntou, voltando a olhar para frente e depois para seus pés.
- Bem. Quer dizer, mais ou menos – Ele coçou a cabeça, desviando o olhar constrangido. – Eu fui a um encontro ontem e foi um desastre.
- Nossa – Ela deu um meio sorriso tímido. Sempre que seus amigos tinham um contratempo com seus relacionamentos, eles vinham até Sakura. Esperavam receber ótimos conselhos da amiga, mas Sakura não sabia o que dizer. Ela nunca namorou ninguém. – Bem, apenas pare de falar com a garota, ou dê uma nova chance para ela, talvez dê certo. Se não deu de primeira, pode dar na segunda. Tenho certeza que ela é uma garota especial.
- Não Sakura – Ela o encarou, confusa. – É um homem.
- Hã? – Sakura petrificou no meio do corredor, seus olhos faiscaram, olhando-o incrédula. – Oh meu Deus.
Depois de discutir com Sasori sobre sua sexualidade – não que Sakura o rejeitasse – deu conselhos a ele. Depois disso, ela se encontrou com suas amigas, almoçou e correu para a casa de sua mãe.
A casa de Sakura era uma das mais lindas de Tóquio, ficava em um dos bairros mais chiques da cidade, cobertos de luxo e puro glamour. Seus pais eram donos da empresa mais rica do mundo e não poupavam um centavo, gostavam de luxo e abusavam livremente da sua sorte.
Sakura era mimada pela sua mãe, mas por sorte ou azar, não gostava muito do luxo que possuía. Era uma garota humilde e não gostava de dizer a todos que seu sobrenome era Haruno. Seu pai era um influenciador de primeira categoria e se alguém soubesse que seu sobrenome era Haruno, iriam tratá-la de forma diferente de todos os outros. E ela não desejava isso, queria ser tratada como qualquer um ao seu redor. Luxo, riqueza e dinheiro... ela não se importava com nada disso.
Sakura estacionou o carro em frente à casa e inspirou, era sempre uma tortura visitar sua mãe. Por que sua vida lhe dava essa oportunidade tão intrigante e agoniada? Ela saiu do carro, depois de pegar sua mochila, e caminhou para a porta dos fundos. Sempre adorou as empregadas daquela casa e, se tivesse sorte, teria sempre alguma refeição pronta e bem gostosa para seu deleite pessoal. Ao abrir a porta, deu de cara com uma das empregadas, que lhe deu um beijo em cada um dos lados de sua bochecha, abraçando-a fortemente em seguida.
- Srta. Haruno, há semanas que não visita esta casa – Acusou uma das empregadas, empolgada ao ver a bela menina à sua frente.
- Probleminhas internos – Disse a rosada, dando uma breve olhada pela cozinha e seus olhos pararam em cima de um precioso bolo. – Acho que vou querer um pedaço desse bolo – Falou animada, passando a língua pelos lábios.
A mesma empregada a fez se acomodar sobre um banquinho na mesa no centro da cozinha espaçosa e luxuosa, e tirou uma fatia de bolo de morango para ela com delicadeza e prazer. Sakura começou a lembrar-se o quanto sentia falta daquele bolo. Morar com Hinata era ótimo, ela era uma cozinheira de primeira mão, porém o bolo de morango a fazia lembrar-se de casa, de sua família e de suas amizades conquistadas pela casa.
- Meus pais estão em casa? – Indagou, depois de responder algumas perguntas.
- Bom, sua mãe está em seu quarto, como sempre, e seu pai está no trabalho. Ele tinha uma reunião importante hoje.
- Sim, como todas as outras.
A empregada sorriu tristonha ao notar o rosto de garota desanimar. Sakura adorava seu pai, mas não tinha tempo para ficar com ele, ou para ser mais precisa, ele nunca tinha tempo para ficar com ela.
- Mas, logo, logo ele chegará – Ela disse e Sakura ergueu seu rosto, deixando escapar um sorriso.
- Vou ver minha mãe. Depois eu volto – Articulou, descendo do banquinho e caminhando para fora da cozinha.
A casa não havia mudado nada, continuava o mesmo luxo e glamour de sempre. A sala bem espaçosa e branqueada, bem arrumada, limpa e cheirosa como de costume.
As cortinas balançavam com o vento fraco que vinha de fora, Sakura admirar as belas fotografias de sua família e dela própria. Sua mãe era uma mulher muito bonita, seu cabelo era longo e belo, uma cascata de cabelos ondulados cor de ouro, tão brilhante quanto o mesmo. Seus olhos eram claros, quase cinza, e brilhosos. Já seu pai era um homem sério e bem conservado para seus 46 anos de idade, seu cabelo tomavam o tom grisalho pela idade por cima dos fios loiros que teimam em aparecer mais, os olhos verdes eram como esmeraldas.
Vagarosamente, a rosada foi subindo as escadas para ver sua mãe, porém sabia que provavelmente iriam brigar, como habitualmente. Uma vez que subiu todos os degraus da escada luxuosa e decorada da casa, Sakura entrou no corredor dos quartos. Sua casa era espaçosa e grande. Quando criança, ela se perdia por dentro da mesma e acabava por chorar em algum cantinho. Por sorte, tinha sempre alguém para acomodá-la em um abraço depois de encontrá-la.
Depois de passar por algumas portas, Sakura finalmente chegou ao quarto de sua mãe. Como sempre muito arrumado e ainda mais luxuoso do que qualquer outro compartimento daquela casa. As janelas eram de vidros decorados por flores verdes desenhadas nas mesmas e cobertos por uma ou duas cortinas de seda brilhosa.
A cama ficava em frente à porta e assim que a fechou, ela pôde ver sua mãe sentada nela. Usava uns óculos de no mínimo ouro branco com algumas pedrinhas brilhosas e lia um livro incrível que Sakura sempre admirou.
A mãe de Sakura ergueu os olhos para ela e um sorriso apareceu de seus lábios vermelhos e bem chamativos. Ela deixou seu livro de lado, tirou os óculos e olhou vagamente o horário no relógio de ouro, para depois levantar e caminhar até sua filha lhe dando um abraço caloroso carregado de saudades e de carinho.
- Sakura você está dois minutos adiantada. Querida! – Indagou a mulher, carinhosamente. Passou os dedos pelo rosto da menina e deu-lhe uns beijos em cada lado de sua bochecha.
- Quer que eu volte e bata na porta daqui a dois minutos? – Perguntou sorrindo, sarcástica. – Eu posso fazer isso. – Mebuki bufou um pouco irritada pela indelicadeza da sua filha.
- Não seja tão indelicada comigo, querida – Pediu tristonha. – Venha, sente-se comigo e comece a contar as novidades.
- Eu... acho que não tenho nenhuma novidade, mãe. – Sakura pensou por alguns minutos e descobriu que aquilo era verdade. Não havia nada que precisasse contar a sua mãe.
- É mesmo querida? Como estão as aulas da Academia? – Perguntou animada de frente para a filha que levantou uma sobrancelha.
- Estão ótimas, obrigada por perguntar.
- E a escola? Suas notas melhoraram, eu recebi uma linda carta de sua professora e por isso comprei um presentinho para você. – Disse a mulher mais velha empolgada.
Ela sumiu em seu closet e Sakura voltou a olhar o quarto. Estava bem mais aceitável aquela vez, as paredes em cores vermelhas deixavam o quarto com ar de sensualidade e isso lhe fazia pensar em seu pai e em sua mãe em seus momentos mais íntimos. Jesus, credo! Sakura mordeu as partes de dentro de sua bochecha e deslizou na cama até estar deitada.
Acomodou-se como se fosse uma gata manhosa nas cobertas vermelhas de seda e macias. Sua mãe veio logo em seguida com uma caixa grande e sentou-se na cama com ela. Sakura também se sentou, admirando a caixa com enfeites delicados e encarou sua mãe.
- O que é?
- Alguma coisa para você colocar naquele espaço pequeno que você chama de quarto é claro – Ela disse e Sakura franziu a sobrancelha irritada. – Quero dizer no seu apartamento.
- Obrigada mãe, mas eu não preciso de presentes. E por favor não fale mal do meu apartamento.
- Preferia que você voltasse a morar comigo e com seu pai, sinto falta de você, sabia? Você é a minha menininha. – Disse a loira, apertando de leve as bochechas de Sakura.
- Mãe! – Ela se levantou com raiva e arrumou os cabelos – Eu não sou mais uma criança.
- Você tem 16 anos! É uma criança sim é o meu bebê.
- Me poupe – Sakura caminhou até ela, pegou a caixa pequena e admirar os belos olhos de sua mãe – Obrigada por sei lá o quê. Eu preciso ir. – Balbucio Sakura começando a ir em direção à porta.
- Mas você acabou de chegar querida – Falou, seguindo-a.
- Eu tenho minhas coisas para fazer, ok? – Saiu do quarto, entrando no corredor e sua mãe seguiu-a quase correndo sobre os saltos altos e caríssimos.
- O que uma garotinha de 16 anos tem tanto a fazer? – Perguntou apressada, porém não obtendo qualquer resposta. – Eu queria somente passar mais tempo com você.
Sakura já descia as escadas quando escutou a última frase da mãe... sim ela tinha razão, Sakura não havia dado tanto atenção a sua mãe depois da mudança para o apartamento, porque estava ocupada demais, fazendo sozinha, o que só fazia com sua supervisão.
- Me deixa viver a minha vida em paz mãe. Por favor.
Falou ela terminando de descer as escadas e batendo a porta da frente em seguida. Mebuki terminou de descer as escadas e olhou tristemente para a porta, por onde poucos minutos sua única filha havia passado. Ela cruzou as mãos em cima de sua cintura e respirou fundo antes de virar seu belo rosto, admirando uma foto de Sakura sorrindo.
Tinha sido em seu aniversário de 15 anos, estava linda, parecia uma princesa, seu pai e ela estavam ao lado daquela bela princesa. Ela abaixou a cabeça e deixou-se derramar uma lágrima antes de voltar a subir as escadas.
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- AAAAAAAAAAA EU CHEGUEI – Naruto, novamente, abriu a porta da sala de Sasuke aos berros e depois a fechou com raiva. Caminhou rapidamente até a mesa e sentou-se na cadeira à frente de Sasuke, que mordeu os lábios.
- Tudo certo? - Perguntou Sasuke, já pegando o documento das mãos de Naruto e o abrindo.
- Tudo certo, e sim, nós ganhamos dos meus pais e também algo melhor – Sasuke olhou o amigo. – Os Haruno aceitaram serem nossos sócios também. Seu pai ficou feliz. E o senhor Haruno vai dar uma grande festa para comemorar essa nova parceria daqui há mais ou menos três semanas... ou se preferir daqui a 19 dias.
- Hum... – Sasuke passava as mãos sobre sua clavícula nem um pouco interessado naquela festa, muito menos no documento que estava em suas mãos. – Que dia é hoje? – Perguntou e olhou Naruto que franziu a sobrancelha assustado.
-Você está bem? Nunca se distrai... O que aconteceu com você?
- Nada – Disse maldoso e olhou o documento sem nem ao menos começar a ler.
- Hoje é quinta... – Respondeu Naruto. – Ainda está de pé a ida à boate? – Perguntou ajeitando sua roupa.
- Sim... – Sasuke sorriu. – Nós vamos sim.
- Legal, estou louco para ver aquela deusa de cabelo rosa novamente... Qual era o mesmo o nome...? Hm... Sakura, lembrei!
Sasuke tirou os olhos do documento da parceria com os Haruno para os pôr em cima de Naruto, que pigarreou na cadeira. Sasuke não soube o que sentiu naquele momento, mas uma tristeza invadiu seu coração de uma hora para outra. Um sentimento de angústia, uma escuridão tão intensa e uma dor aguda devastadora apossaram de seu peito, que chegou a doer. Sasuke bufou com aquilo, ele se aproximou rapidamente da mesa para buscar um lápis e tacar em Naruto, que desviou facilmente.
Naruto olhou o amigo e depois encarou seus olhos, logo percebeu um brilho diferente, era do jeito que ele via seu pai olhar sua mãe, quando se olhavam discretamente, era como seus tios se olhavam, o mesmo brilho estava nos olhos de Sasuke. Era como se seu amigo mais velho tivesse completamente... apaixonado?
- Não... – Ele começou – não é possível.
- Vai para sua sala Naruto – Ordenou.
- Não acredito Sasuke – Naruto levantou-se animado, porém dessa vez foi acertado pelo segundo lápis lançado em sua cara.
- Vai logo – Gritou duramente e Naruto assentiu dando um sorriso malicioso para o amigo que bufou virando o rosto.
Naruto caminhou com um sorriso safado nos lábios até a porta e quando abriu ele respirou fundo. Voltou-se para Sasuke que se acomodava em sua cadeira que lhe dava tanto poder.
- Você gostou da rosada – Inflamou Naruto e correu.
- Seu filho da mãe – Gritou Sasuke, emburrado. Mas não poderia negar que seu amigo estava certo, ele havia gostado mesmo da rosada delicada e frágil que tinha visto na noite anterior.
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Sakura chegou ao seu prédio meia hora depois, ainda chateada por sua mãe sempre querer mandar em sua vida. Às vezes, ela se perguntava se ela própria não pegava pesado demais com sua mãe, mas talvez fosse mesmo uma solução mais adorada por ela. Sakura odiava que jogassem regras nela, era por mais esse motivo que tinha saído de casa cedo. Sua mãe a sufocava e não dava espaço para ela. Além do mais, tudo isso tinha começado há pouco tempo. Antigamente, Mebuki parecia nem ter uma família para se preocupar. Tudo que ela iria fazer tinha de ter a permissão ou a negação de sua mãe. As aulas da Academia sempre eram interrompidas por alguma coisa que a Senhora Mebuki queria fazer e Sakura odiava isso.
Ao entrar em seu apartamento com os pensamentos longe, se deparou com Ino e Hinata em sua sala, ambas de frente uma para a outra. Agridem-se verbalmente de maneiras vulgares e maldosas. Sakura estreitou os olhos, certo que não era nenhuma novidade, mas aquilo já estava se tornando rotina.
- Gente, vamos parar? – Sakura interveio no meio das duas, que cruzaram os braços virando o rosto. – O que houve?
- O de sempre: Ino pegou um ficante meu – Hinata explodiu e encarou a loira à frente. – Se você tivesse um pouco de vergonha, você iria pedir desculpas.
- A culpa foi sua por deixá-lo sozinho – Defendeu-se Ino. – Eu não vou pedir nada.
- Eu fui ao banheiro – Hinata se agitou ainda mais. – Você é uma vadia Ino, puta que pariu. – Reclamou Hinata furiosa.
Ino apenas jogou uma mecha de seus cabelos loiros e virou as costas fazendo pouco caso daquela cena, pouco se importava com a amiga. Sakura olhou a loira bater à porta de seu quarto e Hinata ir direto para a cozinha. Seguiu a morena e a encontrou bebendo um copo de água, e depois sentou à mesa bem indisposta. Sakura torceu os lábios e sentou à sua frente.
- Não fica assim – Tentou acalmar a amiga, Hinata apenas sorriu e levantou-se da mesa para pegar mais água.
- Isso não é problema seu. Isso é assunto meu e dela não deve se meter ok? – Hinata disse e retornou a mesa, mas ao lado de Sakura. – Essa rixa entre nós duas é bem antiga, não quero que você se meta.
- Vocês duas são as minhas melhores amigas... eu não quero que vocês, briguem, poxa. – Sussurrou Sakura, completamente inocente. Hinata sorriu passando os dedos pelos seus cabelos.
- Tão inocente você – Ela brincou. – Mas mesmo assim, esses problemas não são seus... eu e ela nunca vamos nos dar bem. – Disse à morena, levantando-se da mesa.
Hinata deixou o copo na pia, caminhou até a entrada da cozinha e deu um sorriso para Sakura que estava sentada pensativa. Suspirou e foi embora. Sakura ficou por ali um pouco, mas achou melhor ir logo tomar um banho.
Entrou em seu quarto depois de pegar a caixa com o presente da mãe na sala e deixou-a em cima da cama. Olhou para relógio de relance e viu que já eram oito da noite. Sakura tirou sua camisa longa e sua calça apertada, terminou de se despir completamente no banheiro e, como de costume, parou em frente ao espelho comprido, que ia do chão ao teto em seu banheiro. Novamente, observou seu corpo deslumbrante em frente a ele.
Ela sorriu, assistindo sua pele maravilhosa brilhar com a luz do cômodo, Sakura amava seu corpo de todas as formas. Por um impulso escrupuloso, pensou outra vez naqueles olhos negros e penetrantes, fitando-a com malícia e tocando em seu corpo da cabeça aos pés, venerando-a.
Sakura entreabriu os lábios e gemeu com aquele pensamento. Por que desde que o viu não parava de pensar nele? Desejava poder um dia olhá-lo novamente, admirar sua beleza, tocar em seu cabelo longo e negro e descer as mãos pelo seu rosto lindo, esculpido e adorado pelos anjos. Seria ótimo poder tocá-lo e sentir seu toque.
Porém, tudo aquilo não passava de uma ilusão. O que aconteceu naquela noite foi sorte, nunca mais o veria e não encontraria alguém parecido com ele, com toda aquela beleza e que a fez sentir-se tão intimidada por ele ser tão lindo e transferir um desequilíbrio mental. Ela tratou de esquecer aqueles olhos, tentou esquecer a boca vistosa chamando seu nome. Como ela quis beijar aquela boca.
Vamos parar Sakura, isso é impossível.
Ela respirou novamente e deu de ombros entrando no chuveiro, deixando a água lavar as lembranças de ter encontrado com aqueles olhos intensos e profundos na outra noite.
Depois do banho, Sakura saiu do banheiro com uma toalha na cabeça e com outra enrolada em seu corpo. Ao chegar no quarto, ela olhou em volta e seus olhos pararam sobre a caixa que sua mãe havia lhe dado de presente. Ela sorriu meio boba, adorava os presentes de sua mãe, mesmo achando eles tão... idiotas.
Ela parou ao pé da cama, começou a rasgar o plástico que envolvia a caixa e ao abrir Sakura deu um de seus sorrisos mais glamourosos. Era uma grande foto dela mesma. Não era muito antiga e sim de dois ou três meses atrás, quando saiu em uma viagem com sua mãe e amigas. Estava na praia, sentada no chão com um sorriso gigantesco em seus lábios. A rosada sorriu e tratou de acomodar o quadro em algum lugar daquele quarto médio, porém bem decorado por ela e suas amigas.
Às 10h em ponto, as três saíram de casa com um sorriso no rosto. Desta vez, foram no carro de Hinata, apesar de Sakura ter reclamado que queria ir no seu e não no da morena, pois todas as vezes que queria ir para casa tinha que importunar uma das duas. E ela odiava isso, no entanto, desistiu e acabou por ir no carro da amiga por razões físicas.
Assim que entraram na boate Seven Night, alguns seguranças e amigos das três garotas gritaram para comemorar sua chegada. Ino logo tratou de procurar algo para beber, enquanto Hinata e Sakura procuravam sua turma.
Os alunos da Academia da Tsunade eram os que mais frequentavam a boate, pelo simples fato dela ser próxima à Academia e ser uma das melhores na noite - e talvez a única que deixasse menores entrarem. Mas apesar de serem menores de idade, eles não se precaviam ou se impedia de beber e dizer o que pensavam. Mas quem ligava? O dono nunca os proibiu pelo fato deles nunca brigarem naquele estabelecimento e sempre estarem lúcidos de tudo o que ocorria, não atrapalhavam clientes e sempre deixavam a boate mais animada.
Hinata, no meio da viagem, encontrou seu primo e ali mesmo começaram a dançar. Neji era um homem alto, com os olhos embranquecidos maravilhosos, um corpo escultural que deixava até as vovós desejando-o quando passava em algum canto.
No meio da boate, Sakura terminou de encontrar a grande turma, tanto da escola quanto da Academia. Gostava daquilo, da união que existia entre eles, entre todos os seus amigos. Sakura via todos como uma segunda família, cada um deles era importante para ela.
Logo, Sasori encostou-se ao seu corpo e começaram a dançar juntos. Sasori era seu amigo para tudo, o único que ela permitia tocar-lhe o corpo para dançar. Era um ruivo de olhos avermelhados, com um corpo maravilhoso por dançar todos os tipos de dança tal como Sakura. Era o mais desejado na escola e na Academia que estudava, tinha 18 anos e estava no último ano do colegial. Era um rapaz rico, que futuramente herdaria as empresas da família e, para a infelicidade das mulheres, gay. Um fato que até Sakura tentava engolir.
- Então, como foi lá com sua mãe? – Perguntou, ele sabia que Sakura não se dava bem com a mulher.
- Frustrante como sempre – Murmurou ela ao pé do ouvido dele, para que pudesse ouvi-la.
- Entendo. Estava com saudades de você sabia?! – Ele sorriu bobo e a girou no meio da pista enquanto voltavam a dançar animadamente.
Para quem os via de longe, pareciam um casal tão bonito, um casal de namorados esbelto e chamativo: uma rosada mais um ruivo de olhos avermelhados e dançarinos. Era para se chamar atenção mesmo. Ele segurava sua cintura enquanto ela rebolava em seus braços com um sorriso no rosto.
Sasuke e Naruto entram novamente naquele lugar, agora com roupas mais arranjadas para a ocasião. Sasuke vestia uma calça preta jeans e uma camisa branca com um suéter verde por cima, estava incrivelmente belíssimo, tão belo quanto na noite anterior. Dessa vez ele parecia mais novo e menos emburrado, parecia relaxado e bem à vontade naquele lugar – o que era mentira, claro.
- Você odiou tanto esse lugar e está aqui novamente? – Naruto brincou andando pelo meio daquele povo, sendo seguido pelo amigo logo atrás. – Então, o motivo é muito importante, você nunca faz um sacrifício.
- Isso não é um sacrifício – Respondeu ele, dando uma olhada geral pelo estabelecimento em busca de sua rosada.
- Não minta para mim eu conheço você – Naruto olhou para trás encarando o amigo. – Você odiou tanto esse lugar que eu fiquei encabulado quando você disse que vinha até aqui novamente.
Sasuke parou olhando o amigo cruzar os braços à sua frente e parecer uma criança falando e falando sobre aquele fato. Sim, ele havia odiado o lugar e ainda odiava, mas para poder ver novamente aqueles olhos brilhando e aquele sorriso irresistível, ele abriria mão de seu orgulho para deixar entrar a humildade.
- Cala a boca Naruto – Respondeu somente isso, voltando a caminhar, e dessa vez foi em direção ao bar.
Quando chegaram ao bar da boate, o garçom da noite anterior abriu um sorriso irônico, o que não passou despercebido pelo Uchiha que virou o rosto. Sabia que ele havia cuspido para cima.
- O que vão querer essa noite? – O garçom perguntou diretamente para Sasuke que franziu a sobrancelha e resmungou um “mesmo de ontem” e virou-se para a multidão.
Seu grande desejo era encontrar a mesma garota da noite anterior, queria poder vê-la, conversar com ela se possível e, não somente trocar algumas frases como fizera. Queria poder tocar em seu rosto, ou pelo menos receber um sorriso, sorriso aquele que não deixou Sasuke dormir. Ele queria vê-la novamente.
- Droga... – Sasuke resmungou. Seu uísque chegou e ele o pegou tomando logo um gole enquanto se virava de novo para ver se conseguia enxergá-la. E em meio a tanta gente ele pode ver alguns fios cor-de-rosa voarem por aquele lugar.
No primeiro momento ele pensou ser apenas uma alucinação. Talvez estivesse pensando tanto nela que já estava vendo-a por aí. Mas então, ele pode vê-la por completo e o sorriso brotou de seus lábios grossos, seu peito parecia pegar fogo com cada olhada para aquela mulher. Ela tinha algo que ele queria muito descobrir, só a viu uma única vez, mas ela despertava algo dentro dele que nem ele mesmo sabia o que era. Um desejo avassalador o consumia, sentimentos devassos passavam por sua cabeça. Uma sensação latejante em seu coração confundiu-o com a própria realidade.
Com todo esse latejo por seu corpo, foi muito difícil ele mudar seus pensamentos. Foi quando ele viu que ela não estava sozinha. Estava com alguém dançando logo atrás, sorrindo alegremente enquanto ele sussurrava algo em seu ouvido e virando-se em seguida para dar-lhe atenção e começar a rir para abraçá-lo, chegando até a beijar o seu pescoço. Sasuke se empertigou naquele momento, uma ira tomou seu coração repentinamente. Vários pensamentos maldosos passaram por sua cabeça, como se ele já fantasiasse a morte mais horripilante e desumana daquele cara que a tocava. Daquele que tocava o corpo tão inocente quanto seu sorriso.
Ele respirou fundo tentando conter o ódio que irradiava seu corpo contra aquele homem, seja lá ele quem for. Sasuke perdeu o brilho no olhar. Queria tanto vê-la, que acabou se equivocando. De repente, em sua mente veio às palavras do garçom da noite passada. Sakura não ficava com ninguém, dispensava todos que tentavam dar em cima dela. Sim, aquele poderia ser o motivo, por ela não se deixar atrair por alguém. Ela tinha namorado.
Como eu não pensei nisso antes?
Sasuke se perguntou intrigado, ele já devia ter pensando nessa possibilidade. Sakura era bela demais, era uma mulher maravilhosa, perfeita, atraente, deslumbrante e elegante demais para ser solteira. Novamente, aquela frustração invadiu seu coração. Um rancor cresceu, uma sanha atacou seu ser, seu corpo todo, a sua esperança de vê-la sorrir para ele foi arrancada. Ele tomou todo o líquido do seu copo e se virou para pedir mais um. Sua raiva era notável, até Naruto pensou em perguntar o que houve, mas vendo o estado do amigo deixou de lado.
Sasuke se virou novamente para admirar a bela mulher, que já tinha namorado. Quando olhou em sua direção, ela lhe olhou de volta. Seus olhares se cruzaram, como na outra noite. Sakura entreabriu os lábios, espantada com aquilo. A sensação, o desejo alcançou seu corpo mesmo estando tão longe dele. A eletricidade que percorreu por seu torso na outra noite alcançou-a, deixando-a tonta.
Sakura parou no meio daquela música alta assustando seu companheiro, que apenas sorriu e voltou a dançar, enquanto Sakura ficara pálida de repente. Ele estava lindo, não usava aquele terno que a deixou incomodada, porém, um suéter da cor… de seus olhos. Verde claro, definido lividamente seus ombros largos e seu rosto gélido. Sakura ofegou com tanto deleite para sua vista, como ele era maravilhoso.
- Sakura, está tudo bem? – Hinata chegou perto da amiga e tocou em sua mão, Sakura nem a olhou. – Sakura?
- Sim... – Disse em um sussurro inaudível. Hinata estreitou os olhos, encarou a amiga que entreabriu seus lábios ofegante, quase babando, e olhando para um ponto talvez que ela ainda não tinha visto. Hinata ficou ao seu lado e seguiu sua visão. Foi quando ela pôde enxergar o moreno da outra noite, fuzilando Sakura com olhares intensos e bem profundos. Hinata levou suas mãos à boca sorrindo e depois olhou a amiga, que o encarava surpresa – Aquele homem... de ontem... ele está aqui de novo... Meu deus.
- Cala essa boca – Sakura resmungou saindo da visão de Sasuke e distanciando-se de Hinata que arregalou os olhos quando, de repente, perdeu-a de vista.
- Sakura? – Chamou tarde demais.
Sakura caminhou entrando e saindo de grupinhos de dança, e empurrando quem tivesse pela frente para poder chegar ao seu destino: o banheiro. Ao empurrar o último grupo e chegar à porta do banheiro feminino, ela entrou fechando a porta atrás de si. A música abafou lá dentro e Sakura pôde respirar, ela encostou-se na porta e suspirou profundamente. Seu peito subia e descia, como se ela tivesse acabado de correr uma maratona, tudo isso porque o viu novamente. Sakura pôs a mão no peito para controlar suas emoções, ela não podia. Ela desvencilhou-se da porta e foi até as pias, se olhou no espelho extenso ali grudado na parede e respirou profundamente.
O que aquele olhar fez a ela. A garota estava pálida e sem conseguir respirar, ofegava, tremia, e se sentia... livre e feliz, tudo ao mesmo tempo. Ela tocou em seu rosto e percebeu que estava suando frio e tudo era por causa do olhar intenso daquele homem. A porta do banheiro abriu de repente, revelando uma Hinata bem preocupada, ela fechou logo em seguida e foi até à amiga. Hinata analisou Sakura da cabeça aos pés, e foi para sua frente…
- Você está bem Sakura? – Perguntou preocupada e tirou um pequeno lenço de sua bolsa e passou sobre a testa de Sakura. – Sakura, fala comigo.
- Eu estou bem. Só... – Ela ergueu seu olhar para o espelho, e pôde enxergar algo diferente em seus próprios olhos. Ela sorriu de canto e abaixou a cabeça. – O que deu em mim? – Hinata tentou segurar a risada e arrumou os cabelos dela. – Eu nunca senti isso. Parece que tem alguma coisa no meu coração, está batendo tão forte e latejando como se eu... – Ela se interrompeu e olhou a amiga sorrir, e depois mordeu os lábios.
- Você quer ir embora? – Ela perguntou meio tristonha. Afinal, tinham acabado de chegar.
- Não, eu não quero ir embora eu quero beber. – Disse determinada e virou as costas para sair do banheiro, deixando Hinata assustada com sua atitude repentina.
- Hã? – Hinata abriu a boca chocada. – Ei espera. Ai meu Jesus... Cuide da Sakura!
Sasuke estava por ali novamente, sua ira ainda estava grudada em seu peito e parecia ter crescido mais quando ela sumiu de sua vista. Ele saiu do bar em busca daquela garota, ele queria poder ver seus olhos novamente de perto, vê-la sorrir, era só isso que ele queria admirar de novo. Seus lábios formaram uma curva, transformando-os em um sorriso encantador e formoso.
Sakura chegou ao bar com Hinata no seu pé, ela não dizia nada, apenas vigiava Sakura, porque sabia dos seus problemas, e provavelmente Sakura iria fica muito mal depois.
- Sakura, a diva dos olhos verdes mais lindos da noite... O que deseja? – Perguntou o garçom animado.
- Eu quero uma cerveja, pode ser? – Ela perguntou com um de seus sorrisos sedutores e o garçom deu um passo para trás franzindo os olhos.
- Vai beber? – Ele a olhou bem nos olhos. – Você nunca bebe. E eu não sei se você tem idade o suficiente para beber, Sakura.
- Me dá logo – Ela piscou olhos e sorriu, deixando o garçom hipnotizado pela beleza exótica e exuberante daquele ser humano frágil. – Por favor. – Sua voz saiu mais sensual do que ela queria e o garçom logo a atendeu.
- Obrigada. – Disse ela recebendo sua cerveja gelada, e depois de uma piscadela para o garçom, que se derreteu todo, ela voltou para a pista mais animada do que quando saiu.
Sakura chegou ao centro daquela boate, encontrando novamente os amigos em uma espécie de roda que se formou ali. Seus amigos dançavam livremente, todos no ritmo da música alegre e agitada. Todos com um sorriso no rosto. Hinata dançava alegremente com seu primo, adorava-o de coração. Ino encarava Gaara enquanto dançava com seu corpo colado ao dele. Eles pareciam ter uma química grande, Ino gostava dele, gostava mais que do que precisava gostar. Tinha sentimentos verdadeiros com ele. E ele não ficava atrás.
Gostava do jeito louco que a garota se portava, mas odiava saber que ela não era sua, e nunca seria. Sakura, Sasori, Lee e outros alunos, dançavam livres, sorrindo e se agitando cada vez mais. Mas foi com um par de mãos que Sakura se preocupou rapidamente. As mãos, desconhecidas até o momento, rodearam a cintura dela com ferocidade, assustando-a. Ela sentiu uma ereção crescida sob sua bunda e corou, corou muito, parou de dançar paralisada e olhou em volta.
- Olá gatinha – Sakura olhou para o lado vendo seu amigo de escola sorrir bobo. – Está mais linda que as outras noites.
- Dessa noite você não vai escapar – Sakura tremeu ao ouvir aquela voz novamente. Maliciosa e ameaçadora, tão macabra.
- Kabuto? – Ela arregalou os olhos, sentindo-o beijar em seu pescoço. Rapidamente tentou se desvencilhar daquele homem grotesco, mas foi em vão.
Kabuto era um ser asqueroso a qual Sakura sentiu repulsa e medo. Ele tentava-a agarrar em todos os lugares que a via, Sakura o odiava. Ninguém sabia nada sobre ele, apenas que era um homem já feito, com mais de 30 e poucos anos e era rico.
Sakura segurou seus braços tombando para trás e tentou sair, mas não conseguia. Ela olhou em volta para seus amigos e parecia que ninguém a via, aquela escuridão não ajudava e os gritos dela estavam ficando cada vez mais abafados. Ela mal conseguia falar.
- Me solta! – Tentou gritar desesperadamente. Ele somente a puxou para mais junto de seu corpo e ela se debateu por inteira.
- Sentiu saudades, Sakura? – Perguntou malicioso e passou a língua por seu pescoço, provando-a e sentindo seu cheiro delicioso, sua boca beijou-a calmamente e mordeu sua orelha, Sakura sentiu um enjoo.
- Pelo amor de Deus… – Sakura começou a chorar de repente. Ela sentia seu coração bater tão rápido que quase não conseguia respirar. A agonia de estar nos braços daquele ser grotesco mais a cerveja que tomava, deixou-a tonta e quase deslembrada. – Me solta. – Sussurrou novamente.
- Não. – Ele falou quase gritando, e virou-a para sua frente, segurando seus ombros e sacudindo-a – Hoje eu a quero. – Ele aproximou-se dela com rapidez e tentou beijar sua boca.
Foi quando Sakura gritou um pouco mais alto, chamando atenção de Hinata que virou o rosto em sua direção, ela não enxergava nada. Mas foi só uma pequena luz piscar sobre Sakura tentando se desgrudar daquele homem para Hinata se desesperar a ponto de empurrar Neji contra sei lá quem e gritar correndo em direção à amiga.
- Gaara... a Sakura! – Hinata ainda ouviu a voz de Ino, gritando com Gaara. Gaara soltou Ino de uma vez, mas antes de fazer alguma coisa, todos viram Kabuto ir ao chão e Sakura ser puxada tão de repente que ninguém viu quem foi.
- Sakura... – Sussurrou Ino e Hinata se juntando a ela. Pararam diante de Kabuto e quando olharam em direção à Sakura, puderam ver que ela está abraçava a alguém, um alguém tão bonito.
Todo mundo parou naquele momento, fazendo um grande círculo ao redor de Sakura. Olhando para ela, todos somente a viram abraçar-se e a chorar grudada a um corpo de um homem bonito. Hinata sorriu de canto, mas não tirou a expressão de preocupação do rosto, ao ver, novamente, Kabuto tentar fazer mal a sua amiga. Os seguranças foram alarmados e imediatamente eles seguiram até onde estava a confusão.
- De novo seu tarado? – Gaara chutou uma das costelas do homem que urrou. – Não vê que ela não quer nada com você?
Ele gritou irritado. Sasori olhou o homem no chão e até poderia defender sua amiga, mas os seguranças chegaram e ao reconhecer a pessoa caída, um deles ficou irritado e o levantou com certa ira.
- De novo? – Praguejou Sasha. – Não se cansa? Dissemos que estava proibido de entrar aqui como você conseguiu? – Disse segurando seus pulsos e começou a empurrá-lo para fora dali com ajuda de mais outro.
Alguns seguiram Sasha, que arrastava Kabuto para fora, mas Ino e Hinata encaravam somente Sakura abraçada a aquele homem que ambas não conheciam.
21 de Octubre de 2018 a las 04:55 0 Reporte Insertar 0
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