Círculo Vicioso Seguir historia

retrive retrive geibi

Suigetsu a preenchia por quase uma hora inteira para depois deixá-la mais vazia do que da última vez que se encontraram. Maldito.


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#Songfic #Suigetsu Hozuki #Karin Uzumaki #SuiKarin #SuiKa #Naruto
Cuento corto
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Único

O gemido escapou pelos lábios desenhados, quase como um ato desesperado. O batom já era algo praticamente inexistente e o rímel servia apenas para deixa-la com o rosto marcado de preto em um belo cosplay de panda.

Eram lágrimas e suor que se fundiam de um jeito tão… Triste. O prazer tomava conta dos corpo de ambos, mas o coração apertava.

Estranho.

Era uma boa palavra para definir. Suigetsu ligou e Karin teve total certeza que seu quarto virou um simulador espacial, pois o ar faltou e até gritar de agonia foi inútil, a voz não se permitia sair da garganta e a sensação era uma grande bosta.

Foi de encontro a ele, no mesmo motel barato que costumavam se encontrar quando eram, de fato e oficialmente, um casal. Na cabeça dela, não passava nada. Estava em um estado difícil demais de se explicar, apenas não conseguia pensar em algo fixo.

Perdida, totalmente fora de si.

O coração batia de forma estranha e ela costumava pensar “É fácil ficar sem você”, mas bastava uma mensagem ou sinal de fumaça dele para as coisas perderem o sentido e toda a pose desmoronar.

Fazia semanas que Karin não sentia a sensação de ser tocada por ele. A primeira ação do platinado foi acariciar a tez branca e retirar os óculos de armação vermelha.

Imóvel. Foi dessa forma que ela permaneceu. Entregue e ainda incapaz de pensar em algo.

Não podia esboçar uma reação. Não podia correr e não podia impedi-lo. E, verdadeiramente, ela nem queria que aquilo parasse.

Já fazia tanto tempo que não se conectavam na cama. Fazia muito tempo que o corpo dela não ficava sob o dele. Tanto tempo que o perfume dele não grudava em seus seios e mais tempo ainda que ele não a olhava da forma que estava fazendo naquele momento.

O olhar terno, apaixonado e meio triste, sentindo o mesmo que ela. Mas a ruiva sabia que entre os dois, a que saía do quarto mais fodido era sempre ela. Escondia as coisas por baixo de sua personalidade forte e grosseria gratuita, mas sofria duas vezes mais no silêncio da casa vazia, da cama sem ele.

O que estava fazendo ali? Novamente, aquela recaída maldita. Por que não era capaz de resistir a ele?

Uzumaki precisava e ansiava para saber a resposta. Desejava, com todas as forças, saber se queria continuar com ele ou se só sentia saudade do sexo.

O papo dele era o mesmo de duas semanas atrás. As mesmas palavras usadas no último encontro. O maldito do resultado também seria o mesmo.

“Acha que devemos tentar de novo ou apenas devemos ser amigos?”.

E a resposta dada pela ruiva se resumia sempre em “Não vejo problemas em foder as vezes sem compromisso”.

Mas o problema era justamente esse. Sentia falta dele 24 horas por dia e desejava beijá-lo da mesma forma que a lua beijava o mar todas as noites. Mas era tudo tão estranho.

Não conseguia ser clara e direta. Era incapaz de dizer a verdade nua e crua e esperava que ele fizesse isso pelos dois. Mas isso era esperar demais de alguém tão confuso quanto ela.

Já fazia um tempo desde que foderam pela última vez, aquilo não era mais amor nem no fim do mundo. Era um tortura sexual, psicológica e física. Aquela merda cansava e machuca fundo demais para ser ignorada.

Droga.

Quando foram parar na cama? A cada beijo distribuído pelo corpo, uma lágrima surgia de bônus, de forma rebelde. E ele sempre recuava, preocupado com o que ela sentia, mas incapaz de fazer tudo voltar ao normal.

“Não quer?”

E ela dizia que queria, apenas estava confusa demais e chorar era a única solução.

De fato, confusão era a melhor definição. Era a única frase verdadeira que conseguia falar sem muito medo.

Queria mata-lo? Ou desejava prendê-lo entre suas pernas até gozar, indo embora em seguida, sem dizer nada? Ou apenas queria voltar com toda aquela merda como costumava ser antes?

Karin realmente gostava das coisas que ele fazia ela sentir. Apenas Suigetsu podia fazer aquilo e isso era odioso para ela.

“Droga... Que merda você faz comigo?” e ele não respondia, apenas ia mais fundo como se o prazer fosse fazê-la esquecer os problemas e dores que carregava no peito a mais de cinco meses.

Mas as coisas não funcionavam daquele jeito.

E ela se sentia cada vez pior. Confusa, sem saber se devia gemer seu nome ou se manter em silêncio como se fossem perfeitos estranhos.

O sexo entre ele sempre era bom demais, e isso era um problema.

A ruiva não queria apenas uma noite. Não queria apenas perguntas e insinuações. Queria a porra de uma certeza somada com a merda de um pedido de desculpas e a declaração clara de que eles deviam tentar mais uma vez do começo.

Mas Suigetsu não seria capaz disso. Estavam presos em um círculo vicioso de orgulho, que às vezes acabava naquele motel quando a saudade apertava demais.

Aquilo fodia com a cabeça dela e abria um rombo no peito dele. Se machucavam, mas não conseguiam abrir mão. Não conseguiam dizer que queriam que as coisas voltassem a ser como antes.

“Eu sinto tanto a sua falta, Karin”

E a resposta era sempre “Por que você demorou tanta para ligar?” que morria com o gemido ofegante.

Mas nada daquilo era o suficiente, não eram provas de que tudo ficaria bem e muito menos um pedido de retorno. Eram apenas confissões superficiais que escapavam na hora do prazer. Mas que logo eram esquecidas, como se nunca tivessem sido ditas.

Merda, ele a deixava tão confusa.

Palavrões, ofensas, algumas lágrimas e todo o contato chegava ao fim. Mentalmente, ela sempre tinha aquela promessa de aquela seria a última vez. Mas a ruiva sabia que apenas uma ligação era o suficiente para que se encontrassem lá de novo.

Suigetsu a preenchia por quase uma hora inteira para depois deixá-la mais vazia do que da última vez que se encontraram.

Maldito.

E se afastaram, mais uma vez.

Cada um tomou seu caminho na noite escura, sem pronunciar uma única palavra sobre a merda da situação em que se afogavam cada vez mais. Ele sentia, sentia muito, mas estava tão confuso quanto ela.

Suigetsu não tinha muitas opções sobre como agir naquele momento. Amava Karin e não suportava ficar longe, mas não sabia agir com o estado. Não existia uma escola para ensinar a amar e lidar com uma situação com aquela.

E não existia uma cura para corações partidos, e ambos estavam machucados demais para pensarem com clareza em seus próprios atos. Não tinha muito para ser feito naquela situação fodida.

Após aquela vez, a quinta desde do término confuso, Karin tentou deixar claro certa regra para si mesma. Não precisava dele, não queria ouvir sua voz. Não queria vê-lo e muito menos estar na mesma cama que ele novamente.

Mas ele ligou, pela segunda vez naquela semana.

E ela foi ao seu encontro, mais uma vez, deixando ser levada por sentimentos doloridos, promessas vazias e sexo em forma de band aid para curar as feridas.

Cada vez mais vazia, cada vez mais confusa e perdida.

Mas a pior parte era que cada vez se sentia mais dependente daquela droga. Uma espécie de vício, o maldito círculo vicioso que ambos começavam a ver como um tipo de relação. Uma forma de deixar tudo melhor e espantar a saudade para longe.

Aquela merda machucava, mas ela não dava um basta e ansiava pela ligação dele todas as noites. Era masoquismo demais, mas apenas quando estava rebolando em cima de Suigetsu que conseguia se sentir completa novamente.

Droga... Aquele quarto de novo em uma única semana.

Merda, aquela blusa com aquele cheiro mais uma vez.

Porra, estava na cama mais uma vez enquanto ele beijava seu pescoço.

Inferno, não conseguia sair do círculo. Não conseguia fugir do orgulho e nem simplesmente desligar seus sentimentos por ele.

Puta merda, estava começando a se acostumar com aquela situação ferrada.

Não era nem um pouco fácil ficar sem ele. E ela realmente queria estar na mesma cama que ele.

Por que ele nunca dizia o que sentia? Por que não jogava as cartas na mesa e acabava com a tortura psicológica?

Por que ela mesma não arregaçava as mangas e colocava as coisas no lugar, quebrando o maldito círculo vicioso?

Merda, talvez ela fosse mesmo masoquista.


Songfic da música: Sevyn Streeter - Been A Minute (feat. August Alsina)

4 de Marzo de 2018 a las 05:07 0 Reporte Insertar 0
Fin

Conoce al autor

retrive geibi Ficwritter e designer nas horas vagas. 18 anos, criatividade demais para pouco tempo e muita preguiça. Mama da maravilhosa Igreja Arte do SaiIno Entrano

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