Vingança Seguir historia

mimiizumi Izumi Mimi

Sarada, por um engano, foi enterrada viva. Então, como sua última salvação, usou seu celular, que foi enterrado junto com ela, para pedir ajuda a sua melhor amiga: Sumire. Porém, as coisas não saem como o planejado pela morena.


Fanfiction No para niños menores de 13. © Os personagens aqui citados pertencem ao Kishimoto.

#Suspense #Naruto #Terror #Sarada Uchiha #Sumire #Universo Alternativo #Desafio dos 100 Temas
Cuento corto
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Capítulo Único

Um lugar escuro e apertado. Sem janelas, sem portas, sem espaço. Não conseguia me mexer direito. Parece que estou deitada também. O desespero foi tomando conta de mim. Então, com o pouco de espaço que minhas mãos tinham para se moverem, consegui encontrar meu celular, que estava jogado ao meu lado. O que raios o meu celular estava fazendo ali? Não faço ideia. Porém, ele pode me salvar de alguma forma. Com dificuldades, consegui colocá-lo na altura dos meus olhos e abrir o sms. O sinal de internet não pegava no lugar onde eu estava.

Com dificuldades, consegui encontrar o número da minha melhor amiga. Com certeza ela me ajudará a sair daqui. Sumire é a pessoa que mais confio no mundo. Ela não me deixará na mão. Com isso em mente e certa dificuldade, comecei a digitar.

“Sumire?”

“Ei, quem está aí?”

“Sou eu, a Sarada…”

“Impossível. Sarada está morta. O enterro dela foi agora a tarde. Quem é o engraçadinho?”

Espera… Morta? Como assim? Quer dizer que estou enterrada? Não pode ser. Isso tem que ser mentira. Preciso sair daqui rápido, antes que o ar comece a faltar. O duro é que não tenho como me mexer mais que isso. Estou começando a entrar em pânico. Voltei meu foco para o celular e comecei a digitar desesperada.

“Sumire, você precisa acreditar em mim. Sou eu, Sarada! Preciso de ajuda!”

“Não é possível… Você estava imóvel e sem nenhum batimento cardíaco!”

“Por favor, eu preciso de ajuda!”

“Fique calma… Irei ligar para sua mãe! Também vou ligar para a administração do cemitério, assim, vão poder te tirar daí!”

“Obrigada Sumire…”

Esperei por alguns poucos minutos. Porém, nesse tempo, comecei a sentir algo se arrastando em meus pés. Algo gosmento, cheio de perninhas afiadas que me davam arrepios de medo. Não podia mais ficar ali. Eu ia acabar sendo devorada viva. Com mais desespero ainda, com as mãos tremendo, comecei a mandar mensagens para Sumire novamente.

“Sumire? Conseguiu falar com alguém?”

“Desculpe a demora! Consegui sim. Sua mãe está a caminho! A administração do cemitério está providenciando os materiais para te tirar daí!”

“Obrigada Sumire!”

“Não fique desesperada. Logo, você sairá daí!”

“Eu quero sair logo! Tem um bicho se arrastando nos meus pés!”

“Oh meu Deus… Aguente mais um pouco, ok?”

“Não sei por quanto tempo irei aguentar! Além do bicho, estou ficando com falta de ar!”

“Calma Sarada! Resista, você consegue!”

“Sumire, estou sufocando aqui dentro…!”

“...”

“Sumire…?”

“Sabe Sarada… Ninguém vai te salvar…”

“Como é que é…?”

“É o que você leu… Ninguém irá te salvar.”

“Como assim Sumire? Para de brincar com isso!”

“Não estou brincando. Sua mãe ainda pensa que você está morta. A administração do cemitério nem sabe da situação em que você se encontra.”

“Sumire, pare de brincadeiras! Que hora minha mãe vai chegar? Estou ficando sem ar!”

Não acredito no que estou lendo. Ela só pode estar brincando. O que eu fiz pra ela? O que está acontecendo? Não estou entendendo. A cada minuto que passa, meu ar vai se acabando. Isso é agoniante, desesperador. Quero sair daqui agora. O pior de tudo é que não dá pra pedir ajuda a mais ninguém. Não dá tempo. Minha única salvação é a Sumire.

“Está ficando sem ar…? Que pena… Isso quer dizer que você morrerá em breve.”

“O que eu fiz pra você?”

“O que você fez? Bom… Antes de contar… Irei revelar como você foi parar aí.”

“Não quero saber. Só quero sair daqui!”

“Não quer saber? Irei contar mesmo assim. Fui ao hospital onde sua mãe trabalha. Falei a ela que tinha uma missão perigosa, então precisava de um veneno para fazer o oponente perder os sentidos e ser dado como morto por todos que vissem.”

“Não acredito que envolveu minha mãe nisso!”

“Isso é engraçado, sabe? Ela acabou ajudando a matar a própria filha… Enfim, depois de ter pego o veneno, eu o coloquei no seu suco quando veio me visitar ontem.”

“Sumire… Estou ficando sem ar…”

“E então, na mesma hora, você começou a tossir muito. No fim, caiu dura no chão.”

“Sumire, por favor…”

“O seu enterro foi hoje de tarde. Fiquei admirada com o efeito do veneno. Não sabia que ele era tão forte.”

“...”

“Então foi isso… Agora, sabe o motivo…?”

“Eu só quero sair daqui…!”

Eu estava com muita falta de ar. Estava respirando com dificuldades naquela altura do campeonato. Não acredito que irei morrer aqui, desse jeito. Não acredito que Sumire teve coragem de fazer isso comigo. Éramos tão amigas… O que aconteceu pra ela querer me matar? Ela é minha melhor amiga. Isso não faz sentido…

“Você não irá sair daí. Eu fiquei conversando com você até agora para te impedir de chamar por ajuda.”

“O que eu te fiz…?”

“Agora quer saber? Bem, aí vai: Você roubou a pessoa que mais amei na vida. Por que você teve que se apaixonar logo por ele…?”

“Espera, do que está falando?”

“De Boruto, é claro. Eu o amava, você sabia disso. Mesmo assim, aceitou namorar com ele.”

“Sumire, está me matando por causa de um homem?”

“Agora, sofra sendo comida pelos vermes, que é isso que você merece. Adeus, Sarada. Até nunca mais.”

“Sumire? Sumire?”

Esperei por um tempo, mas ela não me respondeu mais. Eu estava suando, minhas mãos tremendo, estava salivando e com medo. Sentia o bicho se arrastando nos meus pés a toda hora. Acho que esse é o meu fim. Não imaginei que Sumire guardasse tanta raiva assim de mim. Não acredito que ela vai me matar por causa de um homem. E agora, não acredito que a amizade dela era verdadeira. Mas, o que adianta isso agora? O que me resta é morrer aos poucos.

Com o passar dos minutos, senti os bichos começarem a me morder pelos pés. Isso doía. Porém, não dói tanto quanto a traição de uma amiga. Senti as lágrimas escorrendo pelo meu rosto. Comecei a lembrar de minha mãe, meus amigos, Boruto… É, pelo menos tive uma boa vida.

Aos poucos, minha visão foi ficando turva. Já não sentia mais as mordidas dos bichos pelo meu corpo. Tudo foi escurecendo. Tudo ficou escuro. Não sentia mais nada, não enxergava mais nada. Por fim, dei meu último suspiro, antes de apagar de vez.

4 de Marzo de 2018 a las 02:01 0 Reporte Insertar 0
Fin

Conoce al autor

Izumi Mimi Apenas uma aspirante a escritora. Procuro sempre escrever sobre o que me aflige. Além disso, gosto de escrever sobre os animes que gosto. É uma terapia fazer isso, já que sinto que entro em outro universo. Pretendo escrever muito ainda, afinal, sem escrever acabo enlouquecendo. Não quero isso e muito menos as pessoas ao meu redor.

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