Com A dança Mostrou Histórias Que Não Queria Contar Seguir historia

dimple doctor Jin

“Uma família que não possuía nada além de roseiras e mato, uma mãe solteiro com um filho mariquinhas lunático” era o que diziam as velhas da vizinhança; A casa recebia um apelido doce com intenções amargas.


Fanfiction No para niños menores de 13.

#Drama #Dança #K-Pop #Bts #Bangtan #Taehyung
Cuento corto
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A peça que nunca quis participar


 E foi virando a esquina do ponto de ônibus que pode avistar a tão conhecida casa das flores espremida entre as residências de três andares, tão simples como sempre fora. Sua cor era a mais bonita entre todas as outras porque era de simplicidade e aconchego, a cor das lajotas amostra nos buracos do reboco com trepadeiras e flores lhe dando delicadeza.

 

“Uma família que não possuía nada além de roseiras e mato, uma mãe solteiro com um filho mariquinhas lunático” era o que diziam as velhas da vizinhança; A casa recebia um apelido doce com intenções amargas.

 Abriu o portão de madeira velha e se agachou entre as plantas as cheirando, quantas vezes não fizera isso na infância? Lembrava das tardes que passara cavando a terra, a época em que conversava com as florzinhas e se imaginava tão pequeno quanto Alice, para que pudesse se aventurar na floresta que era seu jardim perante os olhos infantes.

 A pequena sala-cozinha ainda era habitada por poucos móveis, no canto ao lado da TV de 14 polegadas, estava o sofá ganhado de segunda mão e com um grande retalho do dia em que inventou de pular no estofado, o medo de apanhar fora tanto que chorou em antecipação.

 Ao olhar para o pequeno corredor com apenas 4 portas um arrepio lhe subiu a espinha, passou direto para a do seu antigo quarto que agora mais parecia ter o tamanho de um banheiro - talvez por isso fosse ao lado de um? -, é tão estranho pensar que passou tantas noites ali, deitado no colchão torto pelo tempo enquanto observava o céu escuro. Não tinha muito o que ver e a única porta de frente para a sua era a que mais temia abrir, foi então para a do fim do corredor que transmitia tanta luz pelas frestas.

 Era o seu tão amado quintal, com mais plantas por todas as laterais e fios do varal cortavam o céu, no cantinho perto do muro estava seu balanço no galho do pé de manga, permitiu então se sentar, observando a casa por um novo ângulo.

 Se recordou do banhos de mangueira no verão, de subir na árvore e no fim ganhar seu primeiro gesso no braço...Ah, mas nada supera as memórias de dançar por todo o quintal, era como se a dança o envolvesse o corpo e a gravidade não funcionava mais o fazendo flutuar entre os rodopios com todo o êxtase do Ballet.

 Taehyung queria chorar, o peso da culpa e dor lhe inclinaram os ombros, pôs-se de pé deixando que a orquestra de sua peça ressoasse em sua mente já abalada, logo dançava suas lembranças que lhe atingiam a boca de modo agridoce, em meio ao silêncio podia ouvir os risos de sua mãe ao encontrar o menino bailando entre as roupas molhadas e quase caindo ao se embrenhar em um lençol. O toque que um dia fora tão carinhoso agora parecia uma navalha invisível.

 Sentia como se o relógio regredia a hora, os anos...Não era mais um estudante de dança prestes a se formar, novamente era o garotinho que se apresentava para sua única família e no final do grande espetáculo no quintal recebia como prêmio um pedaço de bolo de chocolate, mas o gosto se tornou tão amargo quanto as velhas da vizinhança.

 Sua mente ia e vinha numa confusão irreal, seu corpo não mais flutuava entre os movimentos habilidosos enquanto via os olhos preocupados de sua mãe quando resolvera estudar fora, e a garganta parecia fechar com o bolo ao recordar das ligações que frequentemente fazia se tornarem escassas e as visitas inexistentes.

 Quando foi que passou a errar tanto? Em que momento o carinho da mãe foi esquecido no meio da agitação da cidade? A ficha então caiu.

 E como o turbilhão de memórias, sua dança chegou ao clímax onde perdera tudo, seu porto seguro, sua confidente, sua mãe tão querida se esvaiu aos poucos como a fumaça do seu café e ele distraído não percebeu a água ferver, quando viu já não tinha líquido, apenas lhe restou o pó amargo sobre o coador velho.

 A dança não podia mais ser executada, a gravidade parecia ter voltado a funcionar e os movimentos se tornam pesados demais, seus joelho doíam sendo amassados entres as pedrinhas na terra, de seu rosto pingava lágrimas e sentia quase se sufocar entre os soluços, porém não havia dor maior que a culpa e saudade.

 Como em um drama ruim não eram mais uma família de dois, agora estava sozinho e perdeu o colo de sua mãe que era seu verdadeiro lar, restando apenas os arrependimentos em seu coração.

 Com a dança mostrou histórias que não queria contar e interpretou a peça que nunca quis participar.


2 de Marzo de 2018 a las 17:54 2 Reporte Insertar 2
Fin

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doctor Jin Fantasmando enquanto posto minhas histórias.

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Alice Alamo Alice Alamo
Olá! Notei que sua história é uma fanfic e, portanto, está na categoria errada do site. Fanfics devem ser postadas na categoria Fanfiction e os gêneros como romance, poesia, lgbt, etc, devem ser postados nas tags ;) Para alterar, basta ir em Editar configurações da história, ok?
3 de Marzo de 2018 a las 18:42

  • doctor Jin doctor Jin
    Obrigada por me avisar, isso sempre me deixou dúvidas neste site ^^ 7 de Marzo de 2018 a las 11:36
~