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LariPlisetsky Lari Plisetsky

Eu te amo desde que tinha dezoito anos, bem antes de pensarmos do mesmo jeito. Quero amar como você me fez sentir quando tinha dezoito.


Fanfiction Todo público.

#yuri on ice #plisetsky #altin #yuri #otabek #otayuri
Cuento corto
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Capítulo único.

De um lado para o outro, de um salto para um footwork, seus movimentos eram delicados, porém, transmitiam os seus sentimentos. Seu corpo esbelto, seus cabelos loiros que caiam sobre seu rosto suado. De longe podia perceber que aquele programa o cansava muito.

— Você está indo muito bem, Yuri. — Comentei.

Virou seu rosto e deu um pequeno sorriso em minha direção. Meu coração parou por um segundo, aquilo era fatal para mim. Sorri ao pensar como seria ter o seu corpo abraçado pelo o meu.

— Beka! — Yuri correu até mim — O que faz aqui?

— Estava pensando em te chamar para sair...? Fazer algo diferente do que sempre fazemos, o que acha? — proponho.

— Fazer algo diferente? Já tem algo em mente? — Questiona prendendo seus fios loiros em um pequeno coque bagunçado.

— Sim... Mas é surpresa. — informo com um sorriso.

— Surpresa? Droga, Otabek! — Mordeu seu lábio inferior e sorriu — Quando vamos? Agora? — Questionou pegando em minha mão e indo para fora do local onde estávamos.

— Não, agora não. — O loiro parou por um momento, virou seu rosto e me encarou com a testa franzida.

— O que? Por que? — perguntou.

— Yuri, você precisa de um banho — Digo e faço gesto como se estivesse fedendo, o garoto bufa fazendo-me rir — Ok, estou apenas brincando. Mas você precisa trocar de roupa, não?

— Vamos logo! — Exclamou.

Sempre foi impaciente, odiava surpresas, questionava-me toda hora, fazendo com que revelasse o segredo. Eu sempre acabava cedendo, não resistia ao rostinho fofo e bravo de Yuri Plisetsky. Mas dessa vez, era diferente.

(...)

Já fazia um tempo que estava completamente apaixonado por Yuri, cada pedacinho dele. Mesmo parecendo calmo, sempre que estava por perto, era uma confusão e uma mistura de sentimentos, borboletas no estômago e coração acelerado.

Minhas mãos estavam tremendo, suando frio, meu coração batia cada vez mais rápido, parecia que a qualquer momento sairia pela boca, sentia as famosas borboletas se mexerem em meu estômago.

Eu queria ter Yuri mais uma vez para mim, era difícil vê-lo, ele mora na Rússia e eu no Cazaquistão. Apesar de nos falarmos praticamente todo dia, tocá-lo e sentir seu calor, é algo que eu quero para todos os dias de minha vida.

— Prontinho. — apareceu pulando todo animado — Podemos ir? — mordeu o lábio inferior.

— Agora podemos ir, já que não está fedendo. — Digo levantando do sofá, uma almofada foi jogada em minhas costas.

(...)

O céu já estava escuro, havia algumas estrelas e a lua o iluminando. Não tinha muito movimento na rua, era apenas alguns carros e pessoas se exercitando. Yuri passou os braços pela minha cintura e me apertou um pouco. Sempre que fazia isso, pensava que queria ser o único à ser abraçado de tal forma por ele.

Estacionei um pouco afastado do local, estava diferente desde a última vez em que eu e Yuri viemos, talvez não reconhecesse.

Desci da moto e o ajudei a descer.

— Então...? Onde estamos? — olhou para os lados, curioso.

Coloquei as mãos no bolso e procurei o pedaço de pano preto. Yuri arqueou a sobrancelha.

— O que diabos é isso, Otabek? — perguntou apontando para a venda.

— Apenas faça o que eu mandar.

Coloquei a venda em seus olhos, Yuri pronunciou alguns xingamentos.

Segurei os ombros de Yuri, o conduzi até um parque meio abandonado. Nós costumávamos vir aqui jogar conversa fora sempre que tínhamos um momento de descanso. Ele já havia levado algumas broncas de Yakov por fugir pra cá sempre que eu o chamava. Tropeçou em algumas pedras, e sempre murmurava xingamentos. Chegamos ao parque, o gramado estava mal cuidado, as flores haviam morrido, e os balanços pareciam meio caídos.

Tirei a venda de Yuri, seus olhos verdes brilharam, sua boca abriu um pouco.

— Por que me trouxe aqui...? — Perguntou baixinho.

Quase ninguém frequentava esse lugar, por isso eu e ele passamos a vir aqui.

Queríamos ter um momento de descanso, só nosso, sem ninguém para perturbar. Traziamos salgados, doces e refrigerantes para comermos e falarmos sobre a nossa vida. Esse lugar era repleto de lembranças minhas e de Yuri, fez parte da nossa infância e adolescência, aqui foi onde demos nosso primeiro abraço, onde confessamos pela primeira vez gostar de alguém, onde demos nosso primeiro beijo, quando eu tinha dezoito anos.

— Eu só achei que seria bom vermos esse lugar de novo. Já faz um tempo desde a última vez que viemos. — disse.

Ele observava cada parte do parque, como se estivesse procurando por algo, talvez fosse nosso amor que se perdera durante esses anos.

Andei até um dos balanços e me sentei, Yuri veio até mim e fez o mesmo.

— Já faz tanto tempo... Crescemos bastante desde o parquinho. — Yuri levanta seu rosto e olha para o céu repleto de estrelas. — Mesmo estando abandonado e parecendo tão monótono, aqui é um dos melhores lugares para ver o céu.

Queria falar algo, gostaria de gritar ao mundo o quanto amo Yuri Plisetsky. Ele levantou do balanço e caminhou até um pequeno muro, apoiou-se nele e me encarou. Andei até Yuri, e cada passo que eu dava, sentia meu coração bater mais rápido. Coloquei os cotovelos sobre o muro, e olhei para a vista que o parque oferecia. Dava para ver toda a cidade, tinha muitas luzes no meio do breu.

— Quando eu tinha dezoito anos...

Começo a falar. Sinto um vento gelado percorrer meu corpo, Yuri se encolhe por conta do frio, estava usando apenas uma blusa de manga comprida. Tiro minha jaqueta e coloco sobre seus ombros.

— Não pensei que fosse ficar tão frio. — digo.

— Beka, você vai ficar com frio, ou pegar um resfriado. — Yuri vira para mim e faz menção de tirar a jaqueta.

— Yura, você está com frio. — arrumo minha jaqueta nele novamente, ele franze a testa. — Não seja tão teimoso.

— Mas Beka... — abraço-o apertado e acaricio seus cabelos. — Acho que assim fica melhor.

Yuri passou seus braços em volta de minha cintura e levantou seu rosto para me olhar.

A luz da lua refletia os lindos fios dourados de Yuri, entrelacei meu dedos neles. Coloquei minha mão sob sua bochecha, estavam rosadas e quente. Seus lábios tinham um tom avermelhados. E então eu o beijei.

Não importa o quão estranho e desesperado esse beijo seja. Eu o quero só para mim, quero cada parte do corpo de Yuri, quero beijar seus lábios de novo e de novo, quantas vezes for possível. Eu quero sentir aquilo que sentia quando eu tinha dezoito anos.

As mãos frias de Yuri foram para meu pescoço. Sua boca tinha um gosto doce, estava quente e macia. Eu sentia tanta falta disso, eu precisava de seu beijo de novo.

— Yuri, eu te amo desde que eu tinha dezoito anos, bem antes de pensarmos do mesmo jeito. Quero amar como você me fez sentir quando tinha dezoito.

Yuri se afastou um pouco, uma lágrima descia por sua bochecha e seus olhos já estavam avermelhados. Limpo suas lágrimas com meu polegar. Deu uma risada gostosa e sorriu para mim, seu sorriso era lindo, ele era tudo para mim.

— Eu te amo, Beka.

Ser amado, e estar apaixonado, é uma das melhores sensações que se pode ter.

1 de Marzo de 2018 a las 00:13 0 Reporte Insertar Seguir historia
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