Efeito Borboleta Seguir historia

mizuhina Mizuhina Tsukai

Uchiha Sasuke, ao descobrir um jutsu que o torna capaz de voltar no tempo sente-se tentado a executá-lo e mudar o passado. Acreditando que tudo estaria resolvido e com o intenso desejo de rever seu irmão mais velho, ele retorna disposto a concertar tudo e evitar sofrimento, mas será que ele sabe que uma borboleta fora do lugar é capaz de criar uma catástrofe no futuro? Sasuke não imagina o quanto o futuro pode mudar radicalmente, com o efeito borboleta. É impossível evitar as perdas, não importa em que realidade esteja. OBS: Sasusaku e Itasaku.


Fanfiction Sólo para mayores de 18. © Masashi Kishimoto

#drama #Naruto #UN #Sasusaku #Universo Naruto #Itasaku
Cuento corto
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Capítulo Unico

Notas da autora: Bem, a fanfic terá dois tempos. Presente, passado e novo presente. Não da para detalhar numa one-shot tudo o que aconteceu ao longo do tempo, então resolvi por apenas as consequências principais. E terá alguns breves Flash backs sobre momentos importantes. rs. Bom, como vocês vão perceber ou não em itálico e aspas tem trechos da música Stop crying your heart Oasis. É a música tema do filme e eu colei alguns trechos de forma aleatória. Como inspiração também ouvi a música Wind Primeiro encerramento de Naruto.

Os: Se lerem por favor me digam suas opiniões a respeito da fic. Pretendo fazer uma long dela um dia, mas para isso preciso do apoio de vocês leitores.


Trechos em "italico" sao flashbacks, e trechos da música Stop crying Your Heart Out - Da banda Oasis. 

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“Aguente,

Aguente

Não se assuste.

Você nunca mudará o que aconteceu

e passou... ”

         Segundo a física, efeito borboleta é um fenômeno que acredita que um bater de asas de uma borboleta poderia criar furacões caso este fosse mudado no passado. Não, não, isso é confuso, mas uma pedra fora do lugar no passado pode realmente mudar drasticamente o futuro. Porém, esse tipo de indagações não passava nem perto da mente confusa e sombria de Uchiha Sasuke.

         Tudo tinha começado numa noite de lua cheia, Sasuke caminhava de forma solitária por uma trilha na floresta, depois de um árduo treinamento. O vento soprava, deixando a brisa levemente fresca, e assim, ele continuava sua jornada solitária. Por várias e várias horas, pensamentos melancólicos e lembranças do passado açoitavam sua mente, e na verdade, ele não tinha muita certeza de como seguir em diante, depois de tudo que tinha acontecido, depois de descobrir que seu irmão era apenas mais uma vitima das armações de um maníaco.

         Ele avistou um templo no alto de uma escadaria, com talvez vinte ou trinta degraus, a estrada onde tinha chegado estava vazia, não havia um só sinal de vida em parte alguma, tudo silencioso. Um emblema familiar de um leque metade vermelho e metade branco indicava que o lugar empoeirado, pertencia aos Uchihas.

         Sasuke deu um longo suspiro, decidiu subiu a escadaria e tocou o sino da entrada. Aquele era um antigo e abandonado templo dedicado aos mortos de seu clã. Ele não tinha bem ideia do porque estava ali, já que nunca tivera vontade de fazer oferendas, entretanto seus passos o levaram por acaso, sua mente divagava fora de sua razão, ele queria apenas, por um momento, seguir um breve extinto.

Nos fundos do templo tinha algo parecido com um rio, e nele alguns barquinhos com velas, todas apagadas, talvez aquilo já estivesse há décadas abandonado. Sasuke pegou uma kunai em seu bolso, e numa vela esculpiu o nome “Itachi”, ascendeu como pode e a colocou flutuando na água. O barquinho ficou ali, com as chamas acesas, e logo o Uchiha saira após o favor pela alma do irmão.

– Como teria sido tudo sem essas catástrofes, Nii-san? – Sasuke sussurrou com a voz baixa, num tom tristonho, olhando para a lua no céu. Se fazendo a pergunta, na qual imaginara esse mundo diversas vezes.


“Apenas pegue o que você precisa e siga seu caminho.”


         Sasuke ouviu o chacoalhar de folhas, e logo seus olhos tornaram-se vermelhos como sangue, pondo-se em posição de batalha. Ele observou bem ao seu redor, tentando detectar inimigos, procurando detectar chakras estranhos, ele estava atento. O vento pareceu aumentar a intensidade, estava muito frio, e logo ele entrou no tempo novamente para se abrigar. Tinha embaixo do piso de madeira uma sala secreta, como quase tudo que pertencia aos Uchihas, ele estava meio cansado, pretendia descansar ali, mas não sem que antes sua atenção fosse desperta por uma estante de pergaminhos.

         Ele caminhou até a estante, e leu cada um dos manuscritos procurando segredos de seu clã, obviamente, sem a existência dos Uchiha, era melhor que tudo fosse queimado, mas ele não pode deixar de se interessar por um em especial. Um jutsu de viagem no tempo. Aquilo só podia ser piada, afinal aquilo era impossível, não era? Por incrível que pareça, era muito mais simples do que aparentava.

– Para executar o jutsu o usuário do sharingan precisa apenas criar um genjutsu da época a qual deseja voltar, e assim, fazer os selos necessários. – Ele leu atentamente. – Somente o executor do jutsu se lembrara das alterações de tudo o que acontecerá, porém, mudar o passado pode ter consequências drásticas.


[...]


O Recomeço.

      Sem hesitar e já com o coração eufórico pela possibilidade, Sasuke imaginou que nada teria a perder. Ele ativou seu mangekyo sharingan, e tentou fazer um genjutsu da noite em que Konoha fora atacada pela besta de nove caldas, na verdade, um pouco antes.

Um homem mascarado espreitava os arredores da vila, e em passos lentos aproximava-se do local onde havia o parto do filho do quarto Hokage, porém, antes que concluísse seu destino, um Uchiha tinha aparecido diante dele. Ele vestia uma capa negra, com nuvens da akatsuki e um capuz, embora os olhos denunciassem sua herança sanguínea.


– Esses olhos. – O homem disse surpreso ao contemplar o mangekyo sharingan. – Você é um Uchiha.

– Sim. – Sasuke respondeu de forma direta. – Você não passará daqui.

– Você não atrapalhará meus planos. – O mascarado disse, sua mascará começou a mover-se em forma de espiral, porém Sasuke sorriu.

Ele retirou o capuz para enxergar melhor, o mascarado não entendeu bem o que estava acontecendo. Fora um grande erro de sua parte, em primeiro momento encarar o Uchiha nos olhos.

– Eu conheço todos os seus truques. – Disse Sasuke enquanto um de seus olhos tinha tomado uma coloração branca.

Ele tinha usado o Izanami, um genjutsu que muda a realidade, e sequer importava-se com o risco e a perda do sharingan, uma vez que isso não faria diferença naquele momento. O mascarado, paralisado nada podia fazer.

– Desapareça. – O moreno disse, liberando o amaterasu com um dos olhos que restava.


      Logo o corpo de Tobi, começava a ser corroído pelas chamas negras, desaparecendo, impossibilitado de causar desgraças. Sasuke sorriu com satisfação, com certeza sem a catástrofe o “Sasuke” que voltará no tempo não iria existir, ele sabia que não tinha muito tempo. Então rumou em direção ao antigo templo, novamente, lá ele deixou um pergaminho com instruções sobre o futuro. Provavelmente por causa do jutsu, que quebrava o tempo e a realidade, seu “outro eu” se lembraria de algumas coisas, mas provavelmente não acreditaria nelas e as esqueceria rápido.

Sasuke, após deixar o pergaminho, saiu para o lado de fora, aproveitando o vento fresco, a lua novamente cheia, ele logo se sentou no chão de grama bem verde e encostou-se a uma árvore fora do templo, o corpo enfraquecido, naquele 10 de outubro ele sabia que provavelmente seu melhor amigo já estava seguro. Sem a catástrofe Naruto não cresceria sem pais, e nem ele próprio sem o clã, o futuro parecia promissor.

Aos poucos, o corpo de Sasuke estava desaparecendo, ele fechou os olhos, contemplando as estrelas, e apenas sorriu. O jutsu já estava feito, e ironicamente, não tinha como voltar atrás, ele também não queria isso.

“Porque todas as estrelas

Estão desaparecendo.

Apenas tente não se preocupar.

Você as verá um dia.

Pegue o que você precisa.

E siga seu caminho.”

[...]


A retribuição.



     Dezessete anos tinham se passado, e desde então muitas coisas mudaram. Sasuke vivia constantemente, questionando-se sobre as memórias de outra vida, a qual ele sequer sabia de onde vinham, simplesmente estavam ali desde sempre. Sentado no alto de uma árvore, ele olhava com atenção a zona de treinamento dos Uchihas, as coisas na vila pareciam tensas e a sobrecarga de missões estava o deixando bastante ocupado. Na verdade, depois de quase um ano de treinamento com seu pai em uma base a parte do clã, longe da vila, ele mal podia evitar a nostalgia de estar novamente em casa. Rever os amigos, e como sempre, levar sua vida normal.

– Ei seu grande idiota, eu preciso falar com você.- A voz alta e irritante de Uzumaki Naruto despertou o Uchiha de seus devaneios momentâneos, Sasuke desceu da árvore ficando de pé, frente ao amigo no chão.

– O que quer bastardo? – O Uchiha retribuirá o insulto num tom de escarnio. – Acabei de chegar e já tenho o desgosto de ver você.

– Pare de ficar se achando, Sasuke. Eu estou falando sério. – Naruto pareceu indignado. – Eu vim busca-lo, Kakashi-sensei quer vê-lo.

– Só o Kakashi? – O moreno pareceu decepcionado.

– Está bem, eu falo, estamos fazendo uma festa surpresa. Droga, você tem sempre que estragar tudo? – Naruto cruzou os braços e virou o rosto. – E, é claro que eu sei, que a Sakura-chan também quer vê-lo.

– Você fala como se eu me importasse com isso.

– Ei, como assim? Você disse antes de partir que talvez se casasse com ela, se ela tivesse sorte, ou eu ouvi errado? Admita! Você gosta dela. – O loiro provocou num tom zombeteiro. Sasuke como de costume fechou a cara.

         Mas ele mesmo não podia negar que pensará naquela possibilidade. A garota irritante tinha crescido e torna-se uma ninja de respeito, e por alguma razão ele carregava consigo um sentimento que parecia sempre ter estado ali. Sakura era bem diferente do que “sua mente lembrava”, ela já não era tão irritante, tinha se tornado muito mais feminina e a forma amável como o tratava e o curava das lutas, como o incentivava o tempo todo lhe deixava pasmo.

A primeira vez em que Sasuke reconhecerá seu valor tinha sido durante a prova chunnin, na luta contra Orochimaru.


         Sasuke, para livrar-se do genjutsu que tinha sido lançado pelo sannin, tinha fincado uma kunai na própria perna. Ele então, em seguida, pegou Sakura, também presa no mesmo genjutsu, e a salvou das kunais que tinham sido lançadas. Orochimaru tinha o ar de quem brinca com uma presa, e até então, mantinha um tom de deboche e tédio. Sádico e impiedoso.

Sasuke parou com a parceira acima de uma árvore, e quando Sakura lhe perguntara o que aconteceu, ele simplesmente lhe tapou a boca com a mão, o corpo estava tremendo. – Precisamos fugir daqui o mais rápido possível.

         As coisas tinham acontecido rápido de mais, Naruto tinha impedido uma serpente gigante de ataca-los, estava ferido e desacordado, Sasuke não reagia e só pensava numa forma de fugir dali, foi quando, ela... O despertou...

– O Sasuke-kun que eu conheço não é covarde! – Sakura tinha lhe dito de forma a encorajá-lo. E o incentivá-lo a lutar, aquilo tinha dado certo. Ele sentiu-se motivado e iniciou uma batalha. No meio de jutsus e golpes, lutava contra o sannin, até que ele decidiu mostrar a verdadeira força. Após um jutsu de fogo, a mascará falsa cairá do rosto de Orochimaru, descamando a pele e mostrando sua verdadeira face.

– Você ainda não se compara a ele, mas eu confesso que seja um ótimo substituto. – O sannin disse, passando a língua nojenta pelos lábios. – Seu irmão, você definitivamente não é igual a ele.

– Isso não vem ao caso. – Uma voz diferente e mais rouca cortou o silêncio. Logo, uma figura fora tornando-se nítida no meio de vários corvos. – O quarto hokage me avisou que você estava aqui, então vim verificar. – Itachi interveio na luta. Tinha ido o mais depressa possível defender o irmão, e logo uma batalha sangrenta e viva tinha se desenrolado até o Sannin fugir com a desvantagem.

– Sasuke você está bem?

– Pare de ficar se metendo nas minhas lutas! – O mais novo gritou.


      Sasuke amava o irmão, mas ainda assim, a sensação de estar sendo passado para trás, de ser inferior deixava o Uchiha mais novo possesso. Eles não tinham uma relação ruim, se davam muito bem, mas vez ou outra era difícil evitar uma explosão de humor. Sasuke queria mostrar que podia ser tão bom quanto Itachi, mas aquilo parecia impossível.

Foi naquele momento em que pela primeira vez ele tinha reconhecido a importância do apoio de Sakura, que também, infelizmente o sinal de que a estaria perdendo. Entretanto, naquela época, sentimentos não eram tão claros. Ele recusava-se a ter esse tipo de fraqueza.

– Ei, você está me ouvindo. – Naruto balançou a mão na frente do rosto do amigo, para ver se ele acordava. – Pare de fazer essa cara de peixe morto, baka. Você parece que vive em outro mundo.

– Vê se não enche. – Sasuke bufou. – Vamos a essa droga de festa ou não?

– Você é um mal agradecido. – O loiro saiu andando na frente, e o Uchiha, apenas o seguiu.


[...]



         As coisas em um ano tinham mudado muito mais do que Sasuke poderia esperar. Um ano longe, ele não sabia o que diria a Sakura quando a visse de novo, principalmente, porque partiu por causa dela. Sakura, por sua vez, tinha tido tempo de descobrir novas coisas, sensações, e sentimentos.

Ela estava encostada a uma árvore, num campo florido, ali perto. Acariciava o rosto de um rapaz, para ser mais preciso, Uchiha Itachi. Ambos estavam interagindo juntos há algum tempo, e as coisas, tinham fluido de uma forma que não era esperada.

“Que seu sorriso brilhe (que seu sorriso brilhe)

Brilhe (brilhe)

Não tenha medo (não tenha medo)

Seu destino talvez te mantenha aquecido”


– Itachi, acorde. – ela o sacudiu sutilmente. Itachi estava deitado em seu colo, descansando serenamente.

Ele abriu os olhos sonolento, deu um bocejo, fazia tempo que não se sentia relaxado dessa forma. – Eu dormi de novo? – Ele esfregou os olhos. – Acho que as missões estão mesmo me matando. – Ele se sentou, esticando o corpo e encostando ao lado de Sakura na árvore.

– Naruto-kun me disse que Sasuke-kun está voltando hoje, terá uma festa. – Sakura disse casualmente. – Não podemos nos atrasar.

– Seria melhor que Sasuke ficasse longe, e você também. – Ele a encarou, segurando a mão da rosada com receio e incertezas. – Eu não sei por quanto tempo vou segurar o derramamento de sangue.

– Então conte ao Sasuke. – A rosada disse séria. – Na verdade, ainda há tempo.

– As coisas não são tão simples como parecem, Sakura. – Itachi levou a mão até o rosto da rosada, acariciando a pele alva. Ele temia o que poderia acontecer, queria que ela desistisse da ideia tola de segui-lo, mas tudo que dizia ele parecia em vão.


         Ele se aproximou, lentamente, enquanto seu toque passeava delicadamente pela pele da kunoichi. Sakura sentia um arrepio cada vez que ele se aproximava, o hálito quente perto de seu rosto, o olhar profundo e intenso, as feições calmas. Itachi aproximou seus lábios lentamente, ele a beijou.

No meio de caricias, naquele clima confortável, ambos se perderam na presença e na essência um do outro. Ao término do beijo, Sakura o abraçou deixando que o Uchiha se refugiasse em seu ombro, ela não faria mais perguntas, pois sabia o quanto Itachi sofria com isso. Em toda sua vida, ela nunca tinha imaginado que esse tipo de sentimentos despertariam em seu coração e sua mente.

      Era obvio que ela sempre nutrira uma admiração pelo Uchiha mais velho, embora seus olhos fossem mais voltados para Sasuke, até o momento que ele partiu seu coração. E Itachi a salvou.

Era um dia comum em Konoha, Sasuke e Naruto treinavam e Sakura tinha se aproximado para cumprimentar os amigos, quando ouvira uma conversa entre os dois.

– Talvez se Sakura tiver sorte pode ser uma boa opção para se casar comigo, o Itachi já está noivo e eu não quero ficar para trás. – Sasuke referia-se ao fato do casamento arranjado pelo clã, mas não parecia muito motivado, tinha medo do que viria a seguir.

– Eu sabia! – Naruto disse animado e ficou rodeando o amigo de perguntas. – Você nunca me enganou.

– Para com isso, é claro que isso é só porque a Sakura é forte. – O Uchiha murmurou irritado.


      A rosada tinha ficado animada com a conversa, e acreditara estar em um sonho, mas as coisas não eram tão simples como pareciam. Aquela declaração, na verdade a conversa que tinha ouvido por acaso, parecia longe de ser verdade. Afinal, ela jamais esperava, que assim como vieram, seus sonhos também se foram, tornando-se pesadelos. Eles foram quebrados e estilhaçados no dia em que ele partiu. Ela realmente não entendia porque Sasuke era daquele jeito, o tipo de pessoa que complica tudo, e que, tem facilidade em magoar.


– Eu soube que você vai pra fora da vila. Eu realmente desejo boa sorte, Sasuke-kun. – a rosada disse, sentada ao banco da praça, era lua cheia. – Mas eu gostaria que você ficasse.

– Não tem possibilidade alguma disso acontecer. – Sasuke disse friamente. – Esperei minha vida toda por isso, além disso, não tem nada que me prenda aqui.

– Eu pensei que eu e você poderíamos... – Sakura corou.

– De onde você tirou uma bobagem dessas? – Sasuke disse incrédulo, sem encará-la. – Eu quero apenas me tornar forte, não tenho tempo para namoros. – Ela o tinha pego de surpresa.

– Eu apenas... Ouvi sua conversa com o Naruto-kun – sorriu sem graça. – Um dia você será bem forte, assim como o Itachi-san.

– Será que você não cansa de ser irritante? – Naquele momento Sasuke irritou-se. – Que droga! Itachi isso, Itachi aquilo. Porque você não some da minha frente? Seja lá o que for que você ouviu, eu não falei sério, só queria que aquele teme idiota parasse de me encher.

Naquele momento o coração da rosada se estilhaçará em pedaços, Sakura não sabia onde enfiar a cara, aquilo parecia um pesadelo. Ela deu meia volta e correu pela vila, na direção oposta, adentrou a floresta que tinha ali perto, foi quando tombou com alguém. Estava escuro, as lágrimas escorriam pelo rosto. Sakura observou bem a pessoa em quem tinha batido, era um ANBU.

Ele retirou a máscara, a espada ainda estava presa às vestes, o uniforme padrão, os cabelos negros balançavam ao vento, os olhos rubros mostravam surpresa. O Sharingan.

– Sakura? – Itachi encarou-a surpreso, estava voltando de uma missão.

Ela só queria sumir dali, desaparecer.


“Apenas faça seu coração parar de chorar.”

      Itachi, embora de vista parecesse um cubo de gelo, na verdade era uma pessoa bem gentil. O shinobi sangue frio era apenas uma de suas faces, ele estava lá o tempo todo, com seus dramas internos e problemas próprios. No dia seguinte quando Sasuke viajou com o pai, Sakura não teve coragem de ir se despedir depois das palavras ásperas que ele dissera.

Um tempo depois, ela e Itachi foram resignados a cumprir missões juntos, uma vez que Sakura era uma excelente ninja médica. E com isso veio à proximidade, o amor e o medo.

      E então, ali estavam ambos juntos após um treinamento, uma mera desculpa que tinham de usar, para se verem de vez em quando. Longe de todos, longe do mundo, longe da realidade.

– Melhor nós irmos, já está anoitecendo. – Itachi disse ao encarar o céu rubro. – Aposto que meus pais vão querer me ver.

– Boa sorte. – Sakura disse, enquanto ele lhe depositava um beijo na testa. Ela desenlaçou sua mão, e seguiu na direção da vila enquanto Itachi ia para o distrito Uchiha.

Chegando em casa, a rosada arrumou-se o mais rápido que pode, apressada como sempre, e então correu em direção a churrascaria. Lá estavam todos os que Naruto considerava amigos do moreno, não era bem o tipo de recepção que o antissocial Uchiha Sasuke gostaria, mas o loiro tinha dado uma desculpa qualquer que a ideia fora de Kakashi, mas até então, nem mesmo o sensei encontrava-se tão atrasado. Todos já assavam alguns churrascos, Ino tinha se empoleirado no ombro do Uchiha enchendo-o de perguntas, e Sasuke estava aparentemente muito irritado.

– Você está atrasada Sakura-chan! – Naruto gritou acusadoramente, e Sakura sorriu sem graça sentando-se ao lado de Kakashi em frente à grelha. Ela pegou uma carne com o Hashi e colocou em seu prato.

– Eu estava treinando, então não tive muito tempo. – Respondeu. – Mas sobre o que falavam?

– Sasuke-kun dizia que ele e o senhor Uchiha encontraram um membro de um grupo chamado Akatsuki. – Ino disse animada. – E toparam com o tal do Orochimaru.

Todos ficaram assombrados, Naruto tinha convidado apenas o time do Shikamaru, Sai o membro da raiz, e Hinata com quem estava começando uma relação. Sua real intenção era que todos rachassem a conta, uma vez que ele estava meio que, falido por enquanto.

– Ele é um homem perigoso. – O loiro disse sentindo calafrios ao se lembrar do ultimo encontro com o sannin das cobras, em sua viagem com Jiraya.

– Ele só disse bobagens e fugiu como sempre. – Sasuke ao tocar no assunto, colocou a mão sob o pescoço, tentando esconder algo. O gesto passou despercebido por todos, mas Sakura o notou, e por alguma razão, ela sentia que ele estava diferente, um pouco mais sombrio.


      Sasuke comeu silenciosamente, embora Naruto não calasse a boca. O Loiro faria questão de se vangloriar por cada grande feito que fizera durante o ano, e um deles, era o fato de ter conquistado Hinata. Ou melhor, ter sido menos tapado para nota-la. Sakura não se sentia muito bem para dirigir palavras ao Uchiha, ela sequer sabia por que estava ali, pois as palavras fugiam, os pensamentos. Como agir depois de um ano? Muitas coisas tinham mudado. E ela, ainda sentia-se estranhamente nervosa na presença dele.

      A comemoração acabou cedo, todos se despediram, a noite estava iluminada e cheia de estrelas. Sakura se despediu pronta para ir pra casa, quando a voz de Sasuke a surpreendeu.

– Eu te acompanho. – Ele disse, num tom calmo, ninguém teve objeções, e Ino aproveitou-se para ir junto já que morava na mesma direção. Eles não puderam conversar, Sakura aproveitou a situação para escapar, não estava pronta para esse momento, a tensão era grande, não podia, ficar a sós com Sasuke. Ela queria apenas organizar seus pensamentos. Eram muitos os motivos para não falar, ele não sabia quantas coisas estavam em jogo. E assim, as coisas seguiram, com caminhos traçados, tudo mudado. Não tinha como voltar atrás.

“Você não pode mudar o que aconteceu e passou”.


[...]

Efeito Borboleta.


      O bater de uma asa de borboleta pode causar um furacão do outro lado do mundo, e assim, uma mudança no passado, pode causar uma guerra. Explosões alastravam-se por toda a vila, o som de kunais chocando-se, armas senso lançadas e a cada segundo corpos de vitimas caindo sob o chão. Para todo o lado que se olhasse, olhos vermelhos espreitavam e limpavam a cidade, os Uchihas finalmente tinham entrado em guerra contra a vila, e o sangue derramado estava presente a cada esquina. Era impossível naquela altura impedir a guerra civil, os ninjas de Konoha tentavam equiparar-se ao exército numeroso do clã.

      Sasuke parou pasmo diante da situação, ele tinha acabado de voltar de uma missão, não sabia o que estava acontecendo. Porque tinham escondido aquilo ele? Ele sabia, que sem o nove caudas os Uchihas não seriam massacrados, mas agora a vila estava em guerra.

Ele tentou se movimentar pelas ruas, sem envolver nos conflitos, tentando não ser atacado. Precisava procurar seus amigos ou alguém que controlasse essa situação. Ele viu Itachi passar com um grupo de ANBUS e parou de frente para o irmão.

– O que está acontecendo? – Sasuke disse alarmado.

– Nosso clã está dando um golpe de estado nesse momento, à vila está em guerra. – Itachi deu um sinal para os ANBUS dispersarem. – Você precisa sair da vila, agora. E leve a Sakura com você.

– Nós ainda não terminamos esse assunto. – Sasuke irritou-se. Aos poucos seu corpo começava a ser tomado pelas marcas da maldição, manchas negras espalhavam por sua pele, assim como uma grande fúria. – De que lado você está?

– Eu vou proteger Konoha. Então, por favor, não interfira.

– Mas e o nosso clã?

– Desculpe... – Itachi abaixou os olhos e lançou um genjutsu sob o irmão, desaparecendo entre os corvos. – Não se envolva. Conversamos em outro momento. – A voz desapareceu, explosões perto de Sasuke começaram a surgir uma após a outra, inundando as ruas de poeira.


      Sasuke sentiu uma forte dor de cabeça, caiu no chão de joelhos. As coisas pareciam passar por sua mente em câmera lenta, ele já não ouvia nada ao seu redor, via apenas a destruição se alastrando pela vila.

Crianças inocentes sendo mortas, seus amigos próximos de perder a vida. O quarto Hokage estava fora da vila para uma conferencia, e de fato, Minato sequer poderia imaginar o que estava acontecendo naquele momento. Sasuke avistou dois homens de capas negras com nuvens vermelhas avançando no meio da multidão, carregando Kushina desacordada nos ombros. Um deles fez um pássaro de argila e pulou nele levando a mulher.

– Devolvam a minha mãe! – Naruto gritou furioso e fez milhares de clones tentando seguir inutilmente o rapaz loiro, que lançou bombas em sua direção.


      Aquilo tinha que parar, como líder do clã, Sasuke imaginara que seu pai tinha se dirigido até o escritório do Hokage, então era para lá que iria. Tinha que deter a todo custo o senhor Fugaku, talvez se ele conversasse, pudesse convencê-lo a desordenar o ataque. Mas será que isso adiantaria? Os Uchihas já tinham traído a vila, tratado algum poderia parar aquilo. Não tinha como apagar o que foi feito.

Correndo, apressadamente, logo ele parou diante do escritório do Hokage, e chegou a tempo de presenciar o pior, infelizmente. Uma ANBU estava caída ao chão, a máscara cobrirá seu rosto, embora os cabelos róseos não deixassem a dúvida de que aquela, sem dúvidas era Sakura. Ela estava com o abdômen perfurado, tinha sangue no chão, o senhor Uchiha segurava uma espada ensanguentada. Porque?


– N-não. Isso não é possível. – Sasuke dissera, com o coração acelerado, afoito, ele encarou o pai com incredulidade.

– Ela estava contra o clã, meu filho. Não tive escolha. – O senhor Uchiha lamentou, embora aquilo para ele não significasse nada, Sakura era apenas mais uma ninja da vila, sem valor algum.

A raiva fora tomando seu corpo, a marca se expandindo pela pele, as manchas negras, o ódio. O chakra extremamente sombrio submergindo pelo corpo, Orochimaru, a marca. Sasuke estava confuso, desolado, ele lembrava-se da guerra. Do porque tinha se tornado forte. Em outra vida, o sacrifício de Itachi. Sakura estava morta? Ela estava não estava? Ele, de algum modo gostava dela, e agora o seu próprio clã o tinha traído e tirado o que ele mais amava.


      As lembranças passavam por sua mente, cada momento, cada traço, cada sorriso. Ela era irritante, e incrivelmente carinhosa. O pai de Sasuke executou um jutsu para que a marca fosse contida, o filho caiu ao chão, os olhos semicerrados e o sangue da rosada chegando bem próximo ao próprio corpo.

Para Sasuke era como naquela vez, quando Itachi em outra realidade tinha matado seus pais, aquilo doía tanto quanto aquela noite. Será que ele a amava? Não tinha mais tempo para se lembrar, tudo estava se apagando.


“Levante ( levante)

Vamos ( vamos)

Porque você está assustado? ( Não estou assustado)

Você nunca mudará o que aconteceu e passou.”

[...]  


         Quando pode perceber, Sasuke estava novamente, diante daquele antigo templo ascendendo uma vela. Sakura não era uma Uchiha, ele tinha dado a desculpa tola aos pais que era para o clã. Os Uchihas tinham vencido e a vila estava agora sobre o controle deles. A organização dita como Akatsuki tinha levado a jinchurink de nove caudas, alguns shinobis inclusive Naruto estavam presos, tudo estava uma bagunça. A vila estava em ruinas e esse era apenas o começo dos problemas. Embora isso ocorresse, Sasuke estava confuso.

         A vela flutuava no barquinho, ele lembrou-se de um piso falso que tinha ali. E entrou na sala secreta, procurou alguns pergaminhos e surpreendeu-se ao encontrar um outro. O autor era ele mesmo, Uchiha Sasuke, embora tivesse lembranças confusas. No pergaminho estava escrito tudo sobre o futuro da vila ninja, a guerra contra Madara, o que tinha acontecido, e no outro pergaminho com o emblema do clã, estava o tal jutsu de viagem no tempo.

      Sasuke saiu da sala secreta, caminhou durante algumas horas para organizar os pensamentos, ele precisava ter certeza se aquelas lembranças eram reais ou se ele estava ficando louco. Ele sempre se lembrava de coisas aleatórias dessa forma, embora pensasse que fosse apenas sua imaginação.

      A angustia tomava seu coração, a raiva, o ódio. Porque aquilo tinha que acontecer se tudo estava resolvido? Ele caminhou de um lado para o outro, ele precisava tomar uma decisão. E se pudesse concertar as coisas de novo?

Ele abriu o pergaminho para executar o jutsu, quando fora interceptado por alguém. O Uchiha olhou para o lado, e viu que Itachi segurava seu pulso de forma sutil.

– Não faça isso, Sasuke. – O irmão disse de forma calma e serena, embora sua voz estivesse cheia de tristeza e magoa. Fazia tempo que eles não se falavam. Porque Itachi estava ali?

Será que Sasuke não tinha entendido que poderia causar um novo efeito borboleta? Seu coração encheu-se de dúvidas, ele queria Sakura de volta, e provavelmente o irmão também, e de algum modo isso lhe deixava cada vez mais confuso.

Será que seu egoísmo poderia mesmo falar tão alto? Sasuke estava em dúvida, sobre voltar ou não no tempo. Ele abaixou as mãos, um estrondo alto veio do céu, um raio. Estava começando a chover, embora o dia estivesse claro. O céu... estava chorando... assim como seu coração...

“Apenas tente não se preocupar.

Você as verá um dia.

Pegue o que você precisa.

E siga seu caminho.

E faça seu coração parar de doer.”

28 de Febrero de 2018 a las 15:29 0 Reporte Insertar 1
Fin

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