Meu chefe é um monstro Seguir historia

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Tudo o que Rin desejava era melhorar seu curriculum para conseguir trabalhar na empresa de seus sonhos - em Londres -, e para isso ela teria que trabalhar durante um ano em um estágio na empresa Taisho. O que ela não imaginava era o quanto o chefe dela poderia ser instigante, misterioso e assustador. Muito menos, ela conseguiria imaginar o quão fácil seria se apaixonar por ele. Agora Rin luta contra os sentimentos que tem pelo chefe e a confusão entre permanecer no Japão com ele, ou voltar para Londres.


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#Kagura #Naraku #Miroku #Sango #Kohaku #Kagome #Rin #Sesshoumaru #Inuyasha
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Primeiro dia

           Peter agora beijava minha intimidade com intensidade. Ele demorara um pouco para achar o meu ponto mais sensível, mas eu fui paciente. Afinal, ficaríamos separados por muito tempo. Um ano para ser exata. Eu mudaria para o Japão e ele me esperaria em Londres. Foi esse o nosso combinado.

         Eu o ajudei a encontrar meu pequeno ponto, movimentando meu quadril junto à língua dele, e agora eu me deliciava com a sensação maravilhosa de ser beijada ali. Estava chegando ao êxtase e relaxei enquanto ondas de prazer me dominavam. Peter olhou para mim sorrindo, satisfeito por ter me dado prazer, afinal não era sempre que ele achava meu pequeno pontinho. Eu sorri de volta, abraçando-o com as minhas pernas, trazendo-o para perto de mim. Ele se deitou sobre mim, beijando meu pescoço.

      - Agora vamos nos divertir juntos. – Ele sussurrou em meu ouvido, penetrando seu órgão em mim. Gemi de prazer, pois minha intimidade já estava sensível. Eu não demoraria muito a chegar ao meu ápice novamente.

      Claramente, nem ele. Não durou muito sua dança de vai-e-vem para ele se derramar dentro de mim. Ele caiu do meu lado, ofegante e sorridente.

      - Sentirei tanto a sua falta, Rin! – Ele disse com os olhos sinceros, acariciando meu rosto.

         Eu apoiei meu rosto com a minha mão, apoiada sobre o cotovelo e comecei a encará-lo.

         - Tenho certeza que Amanda te fará companhia. – Falei em tom sarcástico.

         - Quantas vezes terei de te dizer que eu não dou atenção para a Amanda? Ela não passa de uma louca. – Ele disse sorrindo, divertindo-se com meu ciúme. Deu uma pequena apertada no meu nariz e eu bufei por brincadeira.

         Era verdade que eu odiava Amanda. Ela era colega de trabalho de Peter e vivia se insinuando para ele, mesmo com ele negando todas as suas tentativas. Pelo menos era isso que ele me dizia e era nisso que eu queria acreditar. Peter era lindo e muitas mulheres davam em cima dele. Só que elas paravam assim que tinham o conhecimento de que ele era comprometido, o que não acontecia com a vadia da Amanda.

         Conheci Peter na faculdade, eu era caloura dele. Ele era o mais inteligente de sua classe e por isso conseguiu um emprego na melhor companhia de comércio exterior da Inglaterra, a Garret and Sons. Era o meu sonho trabalhar lá, mas meu curriculum ainda era fraco. Foi uma tremenda sorte eu conseguir um estágio da Companhia Taisho, no Japão. Era a número um no Japão e com certeza seria minha porta de entrada para Garret and Sons.

         Peter formou em Relações Internacionais dois anos antes de mim, e por isso agora conseguira o emprego dos meus sonhos. Bom, o pai dele também tinha alguns contatos, que facilitaram a vida do filho. Minha vida não era assim tão fácil. Meu pai morreu quando eu tinha dez anos, deixando eu e meu irmão Souta aos cuidados da minha mãe.

         Minha mãe estava cansada, pois cuidar de dois filhos sozinha certamente era algo difícil, ainda mais com algumas crises financeiras que vivemos nos últimos anos em Londres. Muitas vezes minha mãe pensou em voltar para o Japão, já que minha família é de origem japonesa, mas ela temia que Souta não se adaptasse bem. O que eu achava bobagem, já que em nossa casa só falávamos japonês, algo que foi um ponto crucial para eu conseguir o estágio na Companhia Taisho; eu falava inglês e japonês fluentemente.

            Então a minha ida para o Japão seria boa em dois aspectos: eu ajudaria minha mãe com meu salário (que era incrível, eu nem conseguia acreditar que pagavam tanto para estagiários) e eu deixaria meu curriculum mais agradável aos olhos do RH da Garret and Sons.

         Levantei-me e comecei a procurar pelas minhas roupas na escuridão do quarto de Peter. Ele começou a choramingar.

         - Sério mesmo que você não vai passar sua última noite em Londres comigo?

         - Me desculpe, querido. Prometi a Souta que passaria essa noite jogando vídeo game com ele, já que eu vou dormir durante a viagem mesmo.

         - Poxa, cunhadinho! – Peter fez um biquinho.

         Terminei de me vestir e me sentei na cama de Peter, olhando o belo inglês de cabelos loiros e olhos azuis que prometera esperar por mim. Ele se sentou e me beijou.

         Ficamos nos beijando por alguns minutos. Eu sentia lágrimas se formando nos meus olhos. Eu realmente amava Peter, sentiria tanta falta dele. Ele me soltou e acariciou meus cabelos castanhos escuros.

         - Sentirei sua falta, minha bela japonesa.

         - Sentirei sua falta, meu belo inglês.

         


         - Achei que não iria cumprir sua promessa, Aneuê!

          Souta estava sentado no sofá, em frente ao velho Playstation. Nossa situação financeira não era a melhor – ainda mais quando minha mãe teve que apertar o orçamento para pagar minha faculdade -, mas não era por isso que não tínhamos um Playstation 4 ou um Xbox one. Eu e Souta amávamos jogos antigos, por isso a gente escolheu manter o Playstation e o Super Nintendo. Passávamos grande parte do tempo jogando Donkey Kong, Super Mario World, Top Gear e, principalmente, Final Fantasy VII.

         Final Fantasy era de longe o nosso favorito, e foi ele que Souta escolheu jogar até a hora da minha partida.

        - Me desculpe, Souta! Foi bem difícil me despedir de Peter, já que ele não vai poder nos acompanhar até o aeroporto amanhã. O que estamos esperando? Sephiroth não será vencido sozinho!

         Souta se iluminou imediatamente e ligou o Playstation. Era muito bom ter esse laço com ele. Souta só jogava vídeo game comigo, já que os coleguinhas dele preferiam jogos novos, como Halo ou The Witcher. Eu insistia com Souta de que eram jogos excelentes, mas ele não aceitava e só jogava jogos antigos comigo. Eu tinha vinte e três anos e ele tinha treze, logo só gostava da minha “era” de jogos.

         Eu e Souta já tínhamos zerado Final Fantasy várias vezes – e eu nunca entendia como eu ainda conseguia me emocionar com a morte de Aerith todas às vezes. Ela era minha personagem feminina favorita. Talvez fosse por isso que eu ficava triste todas as vezes que ela morria, pois ela era assassinada pelas mãos do meu personagem masculino favorito: Sephiroth.

         Sempre gostei do mistério que rondava Sephiroth. Na verdade, gosto tudo nele: a força, os trajes, a música tema, a voz marcante, os olhos verdes e, principalmente, o longo cabelo prateado. Quando eu era criança, gostava de fantasiar que um dia Sephiroth sairia da televisão e a gente se casaria. Ele era o malvado, mas eu entendia um pouco a mágoa dele. Talvez ele se sentisse sozinho e por isso se revoltou contra o mundo.

         Minha obsessão por Sephiroth era tanta que eu joguei todos os jogos que tinham ele, só para ver aquele rosto másculo de diferentes ângulos.

         Ver ele ali, o boss que Cloud (o mocinho) teria que vencer, me dava um certo desânimo. Eu torcia pelo malvado. Sempre achei Cloud meio chato, chorão demais. Entretanto, ver a animação do meu pequeno irmão em acertar Sephiroth me dava um pouco de alegria. Com certeza foi uma ideia maravilhosa passar a ultima noite em Londres fazendo o que eu e meu irmão adorávamos. Eu queria que Souta se lembrasse de mim assim quando sentisse saudade.

         Eu e Souta estávamos tão absortos em nosso jogo que nem percebemos que o dia já estava amanhecendo. Minha mãe se levantou e foi fazer nosso café da manhã. Desligamos o vídeo game e nos juntamos a ela. Ela estava mais desanimada que o normal. Claro, a filha dela estaria a milhares de quilômetros de distância do olhar materno dela. Isso era normal.

         Normal, mas nem um pouco fácil. Eu percebi, ali no aeroporto, como era pior despedir da minha família do que fora despedir de Peter. Minha mãe chorava e Souta, como um bom homem que era, segurava as lágrimas. Eu queria ficar mais com eles, dizer a minha mãe que eu ficaria bem, para ela não chorar. Entretanto, eu também estava sem forças para isso. Abracei os dois, e juntos choramos. Tive de me separar deles quando a mulher no auto-falante fazia as ultimas chamadas para o meu voo.

         - Rin. – Minha mãe me chamou quando eu começava a me afastar. Eu parei e me virei para ela. – Fique bem, meu amor. Coma direito e lembre-se como é importante respeitar os mais velhos no Japão.

         - Eu me lembrarei disso, mamãe. – Eu disse, sorrindo. Peguei minha pequena mala e me dirigi ao portão de embarque.

         Mais uma vez agradeci mentalmente ao Souta por ter me mantido acordada durante a noite da véspera da viagem, pois eu dormi a viagem toda. Eu odiava ficar horas e horas sentada em um avião, e dormir foi uma ótima maneira de passar o tempo.

         Quando eu saí do aeroporto, parecia que eu tinha chegado a outro planeta. Tóquio brilhava, mesmo estando à noite. Brilhava como se eu estivesse em um grande fliperama. As propagandas alegres mostravam as ultimas tendências do Japão, em grandes televisões de LED. Fiquei estática durante alguns minutos, olhando a movimentação dos japoneses e suas roupas diferentes. Peguei um taxi e entreguei um papel para ele, com o endereço do meu novo apartamento.

         Durante o caminho, adorei ver como Tóquio mesclava o novo e o velho. Eu via garotas vestidas como lolitas e outras garotas, com a mesma idade, vestidas de quimono. Havia templos antigos ao lado de prédios modernos. Eu estava assustada com o que eu teria de enfrentar pela frente, medo pelo desconhecido, mas minha primeira impressão do Japão foi maravilhosa. Não é de impressionar que foi uma mente japonesa que criou meu amado Sephiroth.

         Pensar em Sephiroth me fez lembrar-me de Souta, peguei meu celular para ligar para casa, mas ao ver que eram vinte e três horas eu desisti, pois em Londres seriam duas horas da manhã. Eu teria de ligar depois. O taxista parou em frente a um pequeno prédio, com três andares. Eu paguei pela corrida, peguei minhas duas malas e, corajosa, segui meu caminho.

         Meu apartamento ficava no segundo andar e eu tinha três vizinhos naquele andar. Os apartamentos ali não eram muito grandes. O meu tinha uma suíte, uma sala com cozinha americana e uma pequena lavanderia, o que era um luxo, já quem em vários apartamentos que eu pesquisei, a lavanderia ficava na área comum.

         Desfiz minhas malas, o que não foi difícil, já que eu tinha pouca roupa e liguei meu computador. Escrevi um e-mail para Souta, dizendo que eu tinha chegado bem e que assim que pudesse eu ligaria para casa. Aproveitei para olhar a minha programação para amanhã.

         Eu tinha me matriculado em um curso de japonês empresarial, já que meu japonês não era muito culto e eu conhecia poucas expressões do mundo empresarial. Seria uma hora por semana, de segunda a sexta, às sete horas da manhã. Nove horas eu deveria estar na Companhia Taisho, meu trabalho já começava amanha. Eu conversaria com a minha chefe imediata, Kagura Asano.

         Já era meia noite e meu dia seria cheio amanhã. Coloquei roupa de cama no colchão, que ficava no chão, e dormi. Eu estava exausta.

         Sonhei com meu primeiro dia de trabalho. Eu estava em frente a um computador pesquisando os preços de alumínio no mercado exterior quando uma mulher gorda de olhos puxados me chamou a atenção. Era Kagura. Ela gritava impacientemente comigo, dizendo que o senhor Sesshoumaru Taisho me chamava à sala dele.

         Fiquei em pânico. O que o presidente da empresa queria comigo? No meu primeiro dia eu já tinha feito algo errado? O semblante irritado de Kagura demonstrava que eu não enfrentaria coisas muito boas com o presidente. Juntei toda minha coragem e fui a passos rápidos para a sala do presidente.

         Ele poderia ter gritado comigo, me dado um tapa, jogado seu copo de uísque em meu rosto; nada teria me deixado mais impressionada do que a aparência do senhor Sesshoumaru. Ele tinha cabelos prateados. Cabelos prateados que me lembravam de um certo vilão.

         Acordei assustada. Agora eu me reprimia por ter jogado até tarde com Souta. O jogo me fez ter um sonho estranho. Extremamente estranho. Quem teria cabelos prateados? Ok, no Japão havia várias pessoas com cabelos de cores estranhas, mas definitivamente o presidente da empresa onde eu iria trabalhar não teria um cabelo diferente. Provavelmente seria um velho tarado, como a maioria dos japoneses.

         Eram seis horas da manhã. Levantei-me e fui até o banheiro tomar uma ducha. Vesti-me com um terninho cinza escuro e penteei meus cabelos lisos com cuidado. Passei um pouco de maquiagem para esconder minhas olheiras.

         - Certo, Rin. – Eu disse para mim mesma, dando tapinhas encorajadores em meu rosto. – Não seja boba! Vai dar tudo certo. Você vai fazer um ótimo trabalho nesse país que você não conhece ninguém. É só por um ano! Provavelmente você vai voltar e Peter estará te esperando com um belo anel de noivado.

         Depois de tentar levantar meu moral, fui até uma padaria que ficava na esquina do meu prédio e pedi meu café da manhã. Fiquei orgulhosa por entender tudo que aquela velha senhora dizia sem problemas. Meu japonês coloquial não seria uma preocupação para mim.

         Sai da padaria alegre e fui caminhando até a escola, que ficava a algumas quadras da minha casa. Minha timidez começou a querer tomar conta do meu ser quando eu vi o letreiro da escola.

         - Não seja boba, Rin! – Eu falei baixinho comigo mesma. – Vai ser moleza.

         Apesar de eu controlar minha timidez, meus passos desajeitados não me ajudaram, me fazendo cair assim que eu passei pela porta da escola, me esbarrando com um cara. Minha timidez voltou com força, me deixando totalmente sem jeito.

         - Por favor, me desculpe! – Eu disse, com o rosto em chamas, para o jovem que estava caído no chão.

         Ele se levantou e simpaticamente estendeu a mão para me ajudar a levantar. Ele trajava um terno preto e tinha os cabelos escuros presos em um pequeno rabo de cavalo.

         - Não tem problema. Você está bem? – Ele perguntou. Eu confirmei balançando a cabeça. – Me chamo Kohaku Yajima. Qual é o seu nome?

         - Sou Rin Mamiko.

         - Prazer em conhecê-la, Rin! – Ele abriu um sorriso verdadeiro.

         - Eu te machuquei? – Eu tinha que perguntar.

         - Não. – Ele deu uma risadinha. – Prometo que estou bem. Você é de qual turma?

         Peguei meu celular e dei uma olhada no meu horário.

         - Sou da turma 3B.

         - Ótimo! Eu também! Eu já estava sem graça por não conhecer ninguém. Parece que somos os únicos calouros.

         Eu sorri aliviada por ter conhecido Kohaku antes de entrar na sala. Não teria todos os olhos dos alunos veteranos focados em mim, Kohaku iria dividir a vergonha comigo. Logo de cara, eu fiquei muito alegre por ter conhecido Kohaku. Digamos que meu santo bateu com o dele.

         Entramos na sala juntos e, como eu havia imaginado, os olhos dos quinze veteranos dividiam o foco em mim e Kohaku. Fiquei apenas metade sem graça do que ficaria, pois Kohaku dividia a vergonha do primeiro dia comigo.

         - Kohaku-kun? Rin-chan? – A velha professora perguntou. Nós confirmamos com um breve “sim”. – Sejam bem vindos! Sou Kaede Jika, serei a professora de vocês. Por favor, fiquem a vontade para escolher seus assentos.

         Havia cinco cadeiras livres, mas eu e Kohaku escolhemos duas que ficavam lado a lado, assim poderíamos ficar juntos; os dois calouros.

         A aula foi extremamente agradável. Lemos vários artigos financeiros das revistas empresariais mais conceituadas do Japão. Comecei a fazer pequenos cartões com as palavras novas, assim eu poderia revisá-las todos os dias, até finalmente memoriza-las. Kohaku fazia suas anotações em um tablet. Certamente ele tinha mais recursos financeiros do que eu.

         Eu e Kohaku conversamos bastante depois da aula, já que eu tinha uma hora para chegar ao trabalho, o que seria rápido graças aos modernos metros de Tóquio. Kohaku tinha a história parecida com a minha. Seus pais eram japoneses, mas mudaram para os Estados Unidos quando Kohaku ainda era um bebê. A diferença era que Kohaku viera para o Japão em definitivo. O japonês de Kohaku era semelhante ao meu, com um pouco de sotaque. Ficámos felizes porque poderíamos falar em inglês entre nós, que nos fazia ficar um pouco mais a vontade no país desconhecido.

         Antes de me despedir com ele, trocamos nossos telefones e redes sociais. Eu estava um pouco mais segura, pois em poucas horas no Japão eu já tinha um amigo. Mandei um pequeno e-mail para Souta contando sobre minha aula e sobre Kohaku enquanto eu esperava o rápido metro chegar a minha estação. Meu coração bateu mais forte quando desci na estação e vi o grande prédio com o nome Taisho em minha frente. Era possível vê-lo de longe, mesmo ali da estação, a quatro quadras. Eu imaginava que a empresa seria grande, mas eu não imaginava o quão grande ela realmente era. Lembrei-me do filme do Espetacular Homem-Aranha; o prédio da empresa Taisho se assemelhava com a torre Oscorp.

         Respirei fundo e comecei a caminhar até o meu trabalho. Cheguei à recepção, que era imensa, com duas belas fontes enfeitando o local, e timidamente conversei com o recepcionista. Informei a ele que eu era Rin Mamiko e que Kagura Asano me aguardava. Ele pegou o telefone e falou por alguns segundos. Me entregou um crachá com o meu nome e me pediu para pegar o elevador até o trigésimo terceiro andar, Kagura me encontraria lá. Eu sorri para o “nem um pouco simpático” recepcionista e fui até o elevador.

         Haviam quatro elevadores igualmente cheios de pessoas vestidas formalmente. Eu realmente estava em um lugar de negócios e me sentia extremamente animada de estar ali no meio. Era como se eu estivesse na Garret and Sons.

         Quando eu sai do elevador, uma mulher de pele alva e corpo magro me esperava. Ela tinha um semblante sério. Os olhos dela eram castanhos avermelhados e seu cabelo negro esta preso em um coque. Ela estava vestida elegantemente em uma saia xadrez longa e terninho azul marinho.

         - Bom dia, senhorita Mamiko. – Ela se aproximou, fazendo uma breve reverência. Eu a imitei. – Sou Kagura. Siga-me, ele está quase chegando.

         Eu não entendi quem era “ele”, mas segui Kagura sem demorar, pois ela se afastava em passos rápidos.

         - Fico aliviada que você seja inglesa e entenda a importância da pontualidade. Nós japoneses também damos valor aos horários marcados. – Nós passávamos por um labirinto de mesas, com muitas pessoas fazendo seu trabalho em frente ao computador ou pendurados no telefone. Havia relógios com os horários de várias capitais de outros países. Fiquei alegre em ver o relógio com uma pequena etiqueta dourada escrita “Londres”. - O senhor Taisho sempre chega às nove e meia e é recebido pelos seus funcionários, em sinal de respeito. Acelere o passo, garota.

         Na medida em que íamos andando, a quantidade de mesas ia diminuindo, mostrando que os que ali trabalhavam eram mais importantes que o restante. Pude ver uma sala de vidro, à minha esquerda, com uma grande mesa e várias cadeiras. Na porta, também de vidro, havia uma etiqueta que informava que aquela ali era a sala de reunião. Do meu lado direito havia duas portas imponentes feita de mogno, a etiqueta – de ouro – informava que ali ficava o presidente.

         Passamos por uma parede feita de vidro fosco. Ali havia quatro mesas acopladas e uma mesa maior separada. Não era uma sala grande, mas também não era pequena. O papel parede tom pastel e a pequena palmeira deixava a decoração da sala aconchegante. Três das quatro mesas estavam ocupadas, o que me fez pensar que meu lugar seria ali. As pessoas que estavam trabalhando se levantaram assim que perceberam a presença de Kagura. Eram duas mulheres e um homem.

         - Pessoal, essa é a senhorita Mamiko, nossa nova colega de trabalho. – Kagura disse sem afeto nenhum, em tom frio. Simplesmente se dirigiu até a mesa mais distante e se sentou, deixando-me sem jeito.

         Uma das mulheres, a de cabelo negro solto, bufou e voltou a se sentar. “Bruta”, eu pensei. A outra mulher, uma de cabelo preso em rabo de cavalo, com uma franja central e duas laterais, se aproximou de mim sorrindo.

         - Seja bem vinda, Mamiko-chan. Me chamo Sango.

         O homem também se aproximou, com um sorriso simpático.

         - Me chamo Jack. – Ele disse, com um tom de voz meio afeminado. – Aquela ali é Kikyou. – Ele apontou para a mulher de cabelos negros que já estava absorta em seu trabalho. Jack se aproximou e sussurrou – Não ligue para ela, ela pode ser um pé no saco quando quer ser.

         Eu me limitei a sorrir. Eu sentia minhas bochechas em chamas, mas aqueles dois ali pareciam querer me fazer ficar a vontade.

         - Obrigada, Sango-san, Jack-san! – Eu disse, tentando não gaguejar. – Por favor, me chamem de Rin.

         Os dois sorriram e me guiaram até a mesa vazia. Ali tinha apenas um computador e um telefone, diferentemente da mesa de Sango, que era enfeitado com dois porta-retratos com fotos dela e de um homem bonito, uma pequena violeta e materiais de escritório extremamente fofos. A mesa de Jack era mais singela, mas elegantemente organizada.

         Kagura se levantou na mesma hora que Kikyou e elas se dirigiram para fora de nossa sala.

         - Venha, ele chegou! – Disse Sango, também se retirando da sala.

         - Não diga nada, não o encare. Apenas fique lá. – Alertou Jack. – De preferência, nem respire! – Ele sorriu com a piadinha, que apenas tinha me deixado ainda mais aflita.

         Segui Sango e Jack, ficando entre eles. Todos os funcionários estavam em pé, alguns fitando o chão, outros olhando para os lados, esperando a entrada de Sesshoumaru Taisho. Havia um corredor livre para a passagem do presidente.

         Havia algumas pessoas conversando, mas de repente só havia silêncio. Tudo que eu escutava era os passos abafados pelo carpete. Olhei de rabo de olho para Kikyou e Kagura. As duas tinham sorrisos de canto de boca, satisfeitos. Elas deviam respeitar muito o senhor Sesshoumaru para sorrirem daquela forma.

         Eu sentia meu coração palpitar de curiosidade. Eu ainda só escutava os passos dele, não conseguia vê-lo.

         Mas quando os meus olhos encontram Sesshoumaru pela primeira vez, senti que iria desmaiar. Ele estava acompanhado com dois homens e uma mulher, mas eu nem consegui olhar para eles. Era como se o centro da gravidade da Terra tivesse mudado subitamente e tudo que eu conseguia olhar era meu chefe.

         Ele era jovem, diferentemente do que eu havia imaginado. Devia ter no máximo uns vinte e oito anos. Ele era alto e seu terno negro, impecável, mostrava que debaixo daqueles panos finos havia um corpo musculoso. Ele era o homem mais bonito que eu já vira na minha vida.

         Entretanto, não foi a beleza estonteante dele que me chamou a atenção. Foram os cabelos. Ele tinha longos cabelos prateados, quase brancos. Exatamente como no meu sonho. Sem que eu pudesse pensar eu sussurrei:

         - Sephiroth.

         Foi um sussurro bem baixo, nem Sango nem Jack, que estavam do meu lado, foram capazes de escutar. Mas de alguma forma, aquele singelo sussurro chamou a atenção de meu chefe para mim. No momento que ele colocou os olhos em mim senti minhas pernas ficarem bambas.

         Diferentemente dos olhos verdes e frios do meu personagem de vídeo game favorito, os olhos de Sesshoumaru eram dourados, como ambares derretidos. Eu nunca tinha visto um olhar tão intenso. Ele chegou a parar sua rápida caminhada para me encarar.

         Eu não sabia o que fazer, estava sendo intimidada por aquele olhar, então a única coisa que eu pude fazer foi desviar meu olhar, fitando o chão. Assim que eu abaixei meu olhar, ele voltou a caminhar e eu escutei as portas de madeira sendo fechadas com força.

         Aquele foi o meu primeiro encontro com Sesshoumaru e eu não sabia como tirar a imagem daquele homem de minha cabeça.

28 de Febrero de 2018 a las 14:13 0 Reporte Insertar 2
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