cafuné (jikook) Seguir historia

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cafuné [ca-fu-né] (p) o ato de correr os dedos pelos cabelos do seu amante ternamente. E poderia dizer que não havia nada no mundo mais satisfatório do que ver os olhos de seu amado se fechando levemente, em resposta ao afago suave que recebia. | kookmin one shot | fluffy |


Fanfiction Todo público.

#kookmin #bts #jikook
Cuento corto
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quando meus dedos beijam sua nuca

Conhecia ele.

Conhecia tão bem que às vezes premeditava suas ações.

O observava tanto que era capaz de captar qualquer microexpressão que se moldava em seu belo rosto. Por isso, quando ele chegou em casa naquela noite, fora capaz de compreender o que se passava por trás dos tempestuosos olhos escuros. Mesmo que tentasse esconder a confusão dentro de si adotando uma expressão calma, Jimin sabia que ele não estava assim.

Percebeu os ombros tensionados do maior quando ele adentrou o cômodo. Um sorriso fraco pintou os seus lábios em uma tentativa falha de não preocupar o seu amor com seus próprios problemas. Não adiantava, Jimin sabia, ele sempre sabia.

Ah, Park notou. Qualquer mínima ação de Jungkook não passava despercebida por Jimin. Como a forma que sua cabeça estava abaixada, o jeito como jogou seus tênis de qualquer forma no canto, os lábios finos se apertando. Contudo quando aqueles orbes escuros o olharam, ele teve certeza.

Então tudo o que fez foi abrir os braços para o maior. Esperando que o mesmo viesse em seu encontro.

E foi o que fez.

Jungkook se apertou contra o tronco do menor, tão forte, buscando apoio. E Jimin deixou que seus dedos serpenteassem pelas costas do mais novo, em um sinal de conforto.

Sentiu as lágrimas quentes de Jungkook molharem sua camisa. Aquilo doeu, doeu tanto em Jimin. Sussurou repetidas vezes que estava tudo bem, que iria ficar tudo bem.

Jungkook tentou falar, mas as palavras sufocavam entre o choro contínuo. Assim não conseguia formar frases coesas.

Jimin não precisava que Jeon falasse algo. A conexão entre eles era tão grande que Park podia sentir seu coração apertar ao ver a expressão triste no rosto do seu amante.

"Eu não..." tentou novamente pronunciar algo que fizesse sentido "Eu não consegui, Jimin. Me perdoa." a voz baixa, quase um sussuro.

Park compreendeu. Jungkook tinha saído para uma entrevista de emprego, tentava desesperadamente conseguir algo. A oportunidade era tão boa, mas não fora capaz. Se sentia tão envergonhado por isso, prometera a Jimin que daria uma boa vida aos dois, que cuidaria dele e odiava tanto não cumprir promessas.

Desde quando fugiram de Busan há alguns meses atrás - logo após os pais de Jimin o expulsarem de casa por assumir um relacionamento homossexual - souberam que tinham responsabilidades maiores, a nova vida em Seul não era só maravilhas.

Dividiam um pequeno apartamento no subúrbio, com algumas rachaduras e um elevador que estava sempre em manutenção. Jimin trabalhava como fotógrafo e Jungkook cursava artes, agora procurava um trabalho de meio período. A vida não era fácil, mas tinham um ao outro e isso era o suficiente para manterem o sorriso no rosto.

Park tomou o queixo de Jungkook e levantou seu rosto, de forma que os olhos de Jeon se fixavam nos dele.

Os dedos de Jimin roçaram nas bochechas do maior, limpando as lágrimas com o polegar. Deixando breves selares por todo o rosto de Jungkook.

"Meu amor, está tudo bem. Nós vamos fazer isso dar certo, não se cobre de mais, certo?" Jimin se pronunciou, a voz doce e carinhosa que Jeon tanto amava.

Assentiu levemente a cabeça, o choro cessando ao ver a expressão amorosa do mais velho.

"Você me ama mesmo assim?" Jeongguk indagou, buscando confirmação. " Mesmo eu sendo um fracassado que nem ao menos consegue um emprego?" 

Antes de falar algo, Jimin deixou um beijo breve nos lábios de Jeon.

"Você não é um fracassado, meu anjo. Eu te amo, é claro que amo." ele afirmou fitando com doçura o jovem a sua frente.

E Jeon pode ver o amor. O amor tinha cabelos escuros, orelhas furadas, sardas pequenas salpicadas na bochecha, o amor tinha lábios grossos e dedos curtos, tinha os beijos mais carinhosos e os braços mais reconfortantes. O amor não o amava pelo o que tinha, mas pelo que era. O amor tinha nome e sobrenome, atendia por Park Jimin.

Não soube ao certo quanto tempo ficou ali, embalando Jungkook e o mimando, dizendo que o amava mais vezes do que podia contar. Mas percebeu que Jeon cedia em seus braços, quase adormecido.

O mais novo parecia tão cansado - afinal não tinha tempo livre, a faculdade o tomava tempo de mais e a busca por trabalho era estressante - A respiração de Jeon ia acalmando, Jimin era capaz de senti-la batendo em seu pescoço.

Devagar, puxou Jungkook até o sofá. Sentando e sentindo o maior se aninhar em si. Não se faziam necessárias muitas palavras. Eles tinham certeza que tudo ficaria bem desde que tivessem um ao outro. Jungkook poderia tentar novamente e Jimin trabalharia mais para os manter.

Mas naquele momento, em meio as preocupações sobre o futuro, encontraram uma posição confortável e descanso. A vida era tão mais leve desse modo. Com a cabeça do maior repousando em seu colo enquanto seus dedos corriam suavemente pelos fios macios, sua mão chamando os cabelos do outro para dançar em um gesto de afeição tão puro e doce.

Jimin fitava o maior. Como se encolhia toda vez que seus dedos tocavam seus cabelos, abrindo um sorriso genuíno. A decepção pelo fracasso recente ainda estava ali, mas tendo Jimin o afagando ele soube que poderia se preocupar com isso mais tarde. Tudo o que importava agora eram as mãos do outro que se assemelhavam a peixes navegando no mar de fios castanhos.

O que acontecia ali era lindo, ia além de um casal tocando um ao outro. Era um encontro de almas, uma confirmação de que se protegeriam sempre. Era algo que passava de desejo carnal, a forma como as mãos de Jimin chamavam os cabelos de Jungkook para dançar. Era amor, na sua forma mais palpável.

E Jimin poderia dizer que não havia nada no mundo mais satisfatório que ver os olhos de seu amado se fechando levemente, em resposta ao afago que recebia.

Pois por Jungkook ele poderia fazer um café, ou um cafuné, até que ele dormisse em seu colo e pudesse observar a expressão serena do seu amor.

Sempre que Jungkook tivesse algum problema, ele sabia que podia correr até o outro e se deixar ser cuidado. Os dedos de Jimin beijariam sua nuca em um carinho suave e se aconchegaria ali, em seu lar. No cheiro doce e lábios quentes que percorreriam seu rosto.

Cafuné, o afago que os dedos fazem causando um carinho na alma. 

27 de Febrero de 2018 a las 23:43 2 Reporte Insertar 16
Fin

Conoce al autor

luizao c'est comme pour la fleur. si tu aimes une fleur qui se trouve dans une étoile, c'est doux, la nuit, de regarder le ciel. toutes les étoiles sont fleuries. jikooka; jk! utted; escrevo às vezes; saturn! enthusiastic; dear moon, will he love me just like he loves you?

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Isis Isis
Que lindeza de história! A descrição de amor = Jimin aaaa me deixou toda derretida. Que metáforas bonitas sobre k cafuné... A narrativa foi tocante e poética na medida certa. Adorei de verdade.
Seulgi Hasegawa Seulgi Hasegawa
Que amor, cara Todas essas metáforas usadas EU AMO METÁFORAS Não sei viver sem metáforas, esta é a verdade e eu já a aceitei. KKKKKKKKK enfim Apenas tão doce quanto uma delicada poesia para a alma, estaria eu apaixonada por essa one, talvez? Quem sabe rsr ... Eu devia estar dormindo, mas estou morrendo de amores aqui É, estou em um caso sério com isso aqui, definitivamente.
7 de Marzo de 2018 a las 23:24
~

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