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kakimasu587 D- Rib

O amor é um jogo, onde não há vencedores ou perdedores. Naquela noite, Sakura e Sasuke, só queriam esquecer suas famílias, seus problemas, e quem eram. Para viver nem que fosse por um momento a tal "felicidade" que todos falavam. Eles só não esperavam que a união de seus problemas fosse lhes trazer um resultado não muito satisfatório para ambos. Quando a matemática de Sasuke e Sakura deu errado, os dois se viram à beira de um precipício, em um buraco sem saída, e teriam de enfrentar isso juntos. E juntos descobririam que nem sempre 1+1=2. Às vezes o resultado dessa soma pode ser igual a três.


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#SaiIno #Colegial #Gravidez #Drama #Sasusaku #Naruto
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Encontro

Primavera

12 Semanas

"Meu corpo estava em êxtase, parecia que uma corrente elétrica passava por ele, elevando meus batimentos cardíacos ao limite. O beijo era intenso, nossas línguas se abraçavam em uma dança sensual cheia de luxúria e desejo. Sua mão apertou minha bunda, me erguendo no ar com certa urgência. Enlacei minhas pernas em sua cintura, enquanto ele subia as escadas sem interromper o beijo, suas mãos apertavam minhas coxas me fazendo delirar de tesão. Abriu a porta do meu quarto e me jogou na cama com certa brutalidade. Nossas respirações descompassadas revelavam o tamanho da nossa excitação. Era inegável o quanto um desejava o outro. Ele foi beijando meu corpo se demorando nos seios, desceu até a barra da minha calcinha e sorriu de canto. Delicadamente foi descendo ela enquanto depositava beijos em cada área que ia descobrindo"

– Merda! – Acordou assustada.

Era a quinta vez que ela sonhava com Itachi em menos de um mês. Já estava ficando fora de controle, não sabia mais o que fazer, por mais que tentasse era impossível não sonhar com ele. O rapaz era alto, tinhas cabelos pretos na altura da cintura, e intensos olhos negros. Era o melhor amigo do seu irmão.

Por mais que o visse com frequência, foi no acampamento de verão do colégio, que se aproximaram de verdade. Alguns ex-alunos eram convidados a serem mentores dos novatos, e Itachi era um, assim como seu irmão Sasori. Ele era simpático e atencioso, um rapaz realmente carismático, e mesmo sem perceber se viu encantada pelo belo jovem.

Por mais que Itachi fosse um rapaz muito bonito, Sakura não compreendia o motivo daqueles sonhos eróticos. Não nutria qualquer tipo de sentimentos românticos por ele, e isso era o que mais a perturbava. Ela se remexeu na cama, virando para o lado ficando de costas para a porta. Sentiu um braço apertar sua cintura a puxando para mais perto. Ela se permitiu relaxar, e aproveitar o corpo quente e grande ao seu lado por um breve momento.

Amava acordar assim, nos braços dele, se sentindo acolhida e protegida. Ao menos ao lado dele, ela esquecia um pouco os problemas do dia-a-dia. Às vezes a vida podia ser injusta, e para Sakura, a vida era perversa. Remexeu-se a fim de se livrar do braço que impedia de levantar.

Vislumbrou a imagem do ruivo. Ele dormia tão sereno que parecia um anjo. Admirou o rosto dele por mais um momento, poderia admira-lo por um dia inteiro. Ao menos até se dar conta, levantou-se sobressaltada, olhou para o relógio e viu que estava atrasada.

Apressou-se para o banheiro, tomou uma ducha rápida e foi escovar os dentes. O sabor do creme dental a fez sentir enjoo – era novo, ainda não havia experimentado – correu para a privada, e vomitou. Pegou outro tubo, um de menta – simples, como estava acostumada – fez sua higiene bucal, enquanto observava as olheiras abaixo dos olhos, através do espelho.

Estava horrível, não dormia direito desde que as desconfianças começaram. Primeiro as tonteiras, depois o atraso do ciclo, e enfim os enjoos. Ainda não havia tido coragem para fazer um teste, mas não achava necessário. Sua menstruação não dava as caras a cerca de dois meses, e seu ciclo sempre fora bastante regular.

A vontade de gritar e chorar estavam ali, era notável em seu rosto o desespero. Com um suspiro consternado, fechou os olhos, não queria se ver. Tinha vergonha de si mesma, e do que fizera. Não entedia como a vida podia ser tão cruel com ela. Com tantas garotas que mereciam aquele castigo, por que logo com ela?

– Bom dia! – A voz rouca e arrastada, atraiu sua atenção.

Olhou para a porta e se deparou com Sasori encostado no batente, os braços cruzados, deixando os músculos dos braços evidentes, os cabelos vermelhos desgrenhados. Trajava apenas uma cueca boxer vermelha, seu abdômen definido estava ainda mais exposto devido à posição em que seus braços se encontravam.

Ficava fascinada toda vez que via o rapaz naqueles trajes. Rolou os olhos pelo corpo, parando para admirar a ereção matinal contida pela cueca. Ele sorriu para a menina de cabelos rosados à sua frente, ela ainda estava com a escova de dentes dentro da boca. Parando de encarar o porte do rapaz, cuspiu dentro da pia, e com a boca cheia de espuma sorriu de volta.

– Vou tomar um banho – Acenou com a cabeça, rindo da menina. Se retirou do quarto a deixando sozinha com seus pensamentos.

Assim que ouviu a porta do quarto bater, suspirou aliviada. Apoiou as duas mãos no mármore após enxaguar a boca, e afrontou seu reflexo no espelho. Tinha raiva de si mesma. Nojo. Olhou o fundo dos olhos verdes, tentando encontrar algum traço que mostrasse que poderia voltar a ser a menina de antes.

– Você é um lixo! – cuspiu no espelho onde sua face era refletida. – A culpa é sua! Toda sua! – Socou o mármore abaixo das mãos. – Ai! – Balançou os punhos a fim de amenizar a dor, enquanto saía do banheiro.

Perguntava-se como fora capaz de deixar isso acontecer consigo. Logo ela que sempre menosprezou garotas assim. Sua vida estava arruinada, seus sonhos de ir para a faculdade, estavam longe de se realizarem. Talvez nunca mais fosse possível realizá-los, queria tanto fazer medicina, e como faria gora? Tudo foi destruído, sentia-se uma completa idiota.

Não sabia o que faria dali para frente, mas precisa resolver. Tinha quinze anos, estava no primeiro ano do ensino médio. Tinha tantos sonhos, tantos planos. Sentia-se frustrada. Por um descuido, um deslize, um momento de fraqueza, toda a sua vida havia sido arruinada.

Vestiu o uniforme, e amarrou os cabelos em um rabo de cavalo alto. Olhou-se no grande espelho do quarto, se perguntado quem era aquela ali refletida. Colocou um sorriso forçado no rosto, como fazia todas as manhãs e desceu as escadas.

– Bom dia – Cumprimentou os pais sentados à mesa. Apressada pegou uma banana, não queria ficar muito tempo por ali. Tinha medo que eles pudessem ler seus gestos, seu olhar, sua mente.

– Não vai tomar o seu café? – Seu pai perguntou preocupado, erguendo o olhar do tablet, onde lia as notícias matinais.

– Estou atrasada – respirou fundo, se forçando a dar mais um sorriso. Sua mente queria sair correndo, mas tinha que manter as aparências perante eles. Não queria dizer que não conseguia comer nada – Na hora do almoço eu compro alguma coisa – Mentiu.

Deu um beijo no pai, depois na mãe e se apressou para fora de casa.

– Oh... cuidado rosada – esbarrou em seu irmão que também estava saindo, se não tivesse a segurado teria ido de bunda no chão. – Desse jeito vai acabar se matando. – Brincou.

– Estou muito, muito, atrasada. Me dá uma carona? – Juntou as mãos em frente ao corpo e implorou, fazendo um biquinho que deixava seu irmão louco. O jovem rolou os olhos cor de avelã, diante de tamanho drama.

– Vamos logo – Puxou seu braço, a trazendo para junto de si – também estou atrasado.

Por mais que Sasori tivesse dito aquilo, ela sabia que o irmão não ia para a aula. Sasori estava suspenso, assim como Itachi. Os dois infames, junto com toda sua classe, haviam decido matar aula para irem ao cinema. Sendo os dois, os cabeças da organização, juntamente com um tal de Yahiko, acabaram sendo os únicos punidos. Punição essa que estava sendo uma maravilha para os dois.

Dentro do carro, Sakura não parava de pensar em Itachi. Sabia que era errado, mas não podia evitar, principalmente pelo fato de sempre sonhar com ele. Lembrava do dia em que o conheceu, de como foi carinhoso e atencioso com ela. Pensava no sorriso perfeito, com todos aqueles dentes brancos, que pareciam ter saído de um comercial de creme dental. E principalmente em seu abdômen definido, os traços firmes desenhados por deuses. Já faziam três meses desde aquele dia e não conseguia esquecê-lo. Tinha uma boca maravilhosa e uma barriga durinha. A menina suspirava enquanto se lembrava do sabor dos lábios do moreno.

Seu irmão não sabia se prestava atenção na estrada ou nas pernas da garota ao seu lado. Se perguntava quando foi que sua irmãzinha se tornara tão gostosa, e por que aquele maldito uniforme tinha de ser tão curto. Seus seios estavam visivelmente maiores, sempre fora uma tábua, era reta de tudo e agora até bunda ela tinha. Suas coxas grossas o deixavam louco e acabou não resistindo a tocá-las.

Estava com os pensamentos tão longe, que se assustou com o toque inesperado, mas logo relaxou, afinal era só o seu irmão. Sorriu de canto para ele que piscou subindo a mão até o início da saia dela. A garota não se importou, estava acostumada com os toques do irmão. Sua mão apertou de leve a parte interna de sua coxa. Ela mordeu o canto da boca, sentindo o afago.

Ao parar o carro no sinal, Sasori, soltou o cinto e selou seus lábios ao da irmã. O beijo intensificou, enquanto a mão dele quase tocava sua calcinha. Ofegantes, separaram-se ao ouvir a buzina do carro atrás deles. Rindo, ele apertou seu cinto, dando a partida. Sakura, não se importava com os assédios do irmão, a menina o amava mais do que tudo. Seu primeiro beijo havia sido com ele. O rapaz era Fruto do primeiro casamento de seu pai, que havia se casado novo demais por ordem dos pais.

– Está pensando em que, irmãzinha? – Perguntou, sua mão ainda na coxa da garota.

– Nada em especial, só estou um pouco preocupada com a matéria de física. Este ano ela está particularmente terrível – mentiu.

Essa era sua nova rotina, mentir, mentir, e mentir mais. A cada dia que passava estava mais parecida com as meninas que tanto detestava. Sasori, a olhava de canto, tentando decifrar seus pensamentos. O rapaz a conhecia bem o suficiente para saber quando algo estava errado. Retirou a mão de sua perna e se concentrou na estrada. Se ela não queria falar, ele fingiria que nada estava acontecendo.

– Bem, chegamos – Disse assim que parou o carro em frente à entrada do colégio. A menina assentiu e pegou sua bolsa no banco de trás. Ela sabia que havia o magoado, mas não poderia se abrir com ele. Ainda não.

– Tchau irmãozão – Deu um selinho no rapaz, apertando a perna dele perto da virilha, e saiu.

– Caralho – Arfou ao ver a bunda da irmã rebolar em direção a entrada da escola.

Sasori a observou até que entrasse no colégio, odiava admitir, mas sua irmã era uma gata. Ficava pensando no tanto de gavião que deveriam rondar atrás daquele belo par de pernas. Isso porque nenhum deles tinham visto ela na piscina, pensou sorrindo. Enquanto lembrava-se de como sua irmãzinha ficava gostosa de biquíni, viu Sasuke Uchiha passar o encarando. O Uchiha era um velho conhecido do ruivo, na verdade, eram inimigos, desde que o moreno roubara sua namorada.

Sasuke sorriu de canto, passando o braço pela cintura da loira, dando uma leve apertada em sua bunda. Sasori cravou os dedos no volante, sua vontade era de descer ali mesmo e quebrar alguns dentes do garoto. Trincou o maxilar quando a loira passou a língua pelos lábios, se tinha uma coisa que aqueles dois adoravam, era provocar o ruivo. – Um motivo. Um bom motivo. Era tudo o que Sasori precisava. Ele não se rebaixaria apenas por um rabo de saia. Mesmo que esse rabo, fosse seu por direito.

Sakura pegava alguns livros de seu armário, quando alguém passou esbarrando nela, quase derrubando sua bolsa. Suspirou pesadamente. Será que era invisível? Já não bastasse tudo o que vinha passando sozinha, ainda tinha que aturar aqueles babacas. Sua vida, havia virado de ponta cabeça da noite para o dia, e não sabia o que fazer. Como pôde se deixar levar?

Observava os alunos passarem apressados pelos corredores. Despreocupados. Queria ser como eles.

Viu Naruto e Karin Uzumaki, caminharem sorridentes, o loiro mantinha os baços em volta dos ombros da garota de cabelos ruivos. Ele carregava os materiais dela, enquanto a mesma tagarelava ao seu lado, se destacando dos demais. O rapaz dava risadas gostosas com o que a menina dizia. Perguntou-se mentalmente por que não se apaixonou por um cara como ele. Naruto era um cara legal, era capitão do time de futebol, era popular entre as garotas e mesmo assim não era um idiota.

Naruto tinha todas as meninas da escola aos seus pés – Seus cabelos loiros, olhos azuis e o sorriso lindo, eram uma combinação perfeita que faria qualquer uma ficar de quatro por ele – e mesmo assim não ficava com nenhuma. Era respeitador, não queria uma garota por uma noite, queria algo para vida inteira ou pelo menos alguns anos. Não procurava por aventuras, tudo em sua vida era planejado, gostava de estabilidade. Sua fama era grande na escola, até mesmo havia um fã-clube formado por meninas apaixonadas por ele.

Sua irmã igualmente linda – não era a menina mais bonita da escola, essa na verdade era Ino Yamanaka, namorada de Sasuke Uchiha, o bad boy da escola. – Karin era meiga, doce e carinhosa. Tinha muitos homens que fariam de tudo por ela, porém era muito recatada, não se dava ao desfrute. Assim como Naruto, sonhava em conhecer o príncipe encantado, ou pelo menos alguém que fosse digno do seu amor. Era o tipo de menina que jamais se deixaria levar por palavras bonitas – ao contrário de Sakura – o que desanimava muitos rapazes. Os Uzumaki eram sem dúvidas uma das melhores famílias de Konoha, sempre estavam alegres, eram a típica família feliz de filmes americanos. – Sakura tinha nojo de gente assim. Toda aquela felicidade parecia tão superficial.

No início do corredor, viu Sasuke adentrar as portas do grande colégio abraçado a sua namorada, Ino – a loira era alta, longos cabelos loiros, e olhos azuis como o céu. – Todos os homens viravam a cabeça para olhar a linda mulher passar – como em um filme colegial americano, as pessoas abriam espaço para o casal passar “só falta a trilha sonora” pensou irritada.

O Uchiha tinha um sorriso presunçoso em seu rosto. Amava saber que tinha a mulher mais desejada da escola apenas para o seu deleite – A menina se agarrava ao seu braço como se sua vida dependesse disso – ele odiava esse jeito grudento e fútil dela, mas o que importava era que todos os olhavam com inveja. Eram de longe o casal mais belo da escola, senão da cidade de Konoha inteira. As brigas entre o casal eram constantes, mesmo assim não se separavam. Afinal a relação deles não envolvia amor, eram atraídos somente pela beleza, estavam juntos apenas porque era conveniente para ambos.

Sakura abominava esse tipo de garota, essas que ficam babando por um cara só porque ele é bonito. Odiava as meninas que faziam de tudo para chamar a atenção do Uchiha. Elas nem disfarçavam, davam em cima dele na cara dura, na frente de Ino. A loira em resposta beijava o namorado como quem ergue um troféu e diz: Ino Wins! Será que alguma delas lembrava que Sasuke era humano? Que ele tinha sentimentos, mesmo parecendo aquele um completo idiota? Como ela odiava aquele bando de Sasuketes.

Sakura odiava a si mesma, porque, por mais que se recusasse a admitir, ela também era uma das meninas apaixonadas pelo Uchiha. Mas não aquele bad boy idiota que todas idolatravam. Não, ela amava o outro lado do Uchiha, o lado doce e sensível – que ele fazia questão de esconder – o menino sonhador e solitário que estava sempre em busca do reconhecimento do pai. O garotinho assustado que tinha pesadelos todas as noites com as coisas terríveis que passou.

Observava o olhar dele para a namorada e sabia que não havia amor ali. De nenhum dos lados, tanto ele quanto ela, estavam juntos simplesmente por status e isso a magoava ainda mais. Odiava pensar que a aparência era mais importante do que os sentimentos para ele. Se recusava a acreditar naquilo, mesmo estando diante de seus olhos.

Analisando o casal de longe, nem percebeu suas melhores amigas se aproximarem. Estava tão vidrada no moreno, que parecia em transe. De repente – como se sentisse seu olhar queimando em sua pele – ele virou o rosto e seus olhares se encontram. Seu coração disparou, hipnotizada nos ônix do moreno. Por que ele tinha que ser tão lindo? Como que lendo os pensamentos da rosada, ele curvou seus lábios para cima lhe dando um sorriso, que para ela foi muito sexy.

Ino percebeu o olhar do namorado sobre a rosada, sem pensar duas vezes, ergueu as sobrancelhas para ela de um jeito ameaçador. Com o rosto queimando, a menina encontrou algo interessante no chão por uns cinco segundos. Seus pés sempre foram daquele jeito? Ou será que estavam inchados? Quando voltou seu olhar ao casal, eles brigavam.

Sentia-se uma idiota por se apaixona por ele. Sabia que era o mesmo que assinar a sua sentença de morte. Sasuke jamais se interessaria por ela. Para ele, ela era apensa mais um brinquedo em sua estante, estava a sua disposição, mas não valia a pena se esticar para pegar. Mas infelizmente não conseguia tirar o moreno de sua cabeça, sempre se pegava olhando para ele nos corredores da escola. Como podia?

– Sakura, acorda! – Tenten estalava os dedos, visivelmente irritada, na frente do rosto da menina, com uma mão na cintura.

Tenten tinha belos cabelos castanhos, os quais prendia em dois coques laterais – adotou esse hábito após assistir à novela Da Cor do Pecado, sendo fã da família Sardinha, aderiu o penteado da matriarca como uma forma de homenagem.

– Oi? Falou alguma coisa? – Respondeu meio aérea. Estava tão atenta ao casal que sequer havia notado as meninas ali.

Piscou algumas vezes tentando se restabelecer ao mundo real. Não era saudável ficar pensando nele, Sasuke era inalcançável. Mesmo em suas circunstancias atuais, sabia que ele nunca a pertenceria. Sabia que devia dar um jeito de seguir em frente. Atentou-se aos olhos castanhos de Tenten a sua frente.

– Nossa amiga, distraída hoje – Hinata observou, arrumando a alça da mochila no ombro.

Hinata era uma garota que passaria despercebida por todos, se não fossem seus estranhos olhos tão claros que beiravam o branco, fazendo contraste com os cabelos azulados que iam até a cintura. Uma menina tímida, que fazia questão de ficar quieta em seu canto, e chamar o mínimo de atenção o possível.

– É impressão minha ou o Uchiha acabou de sorrir para você? – Tenten perguntou incrédula.

– Não seja boba, Tenten. Ele nunca nem olharia para mim, imagina então sorrir – Disfarçou, mas a magoa em sua voz era verdadeira.

– Tem razão, ele jamais olharia para qualquer uma de nós. Olha para ele – Hinata apontou com a cabeça – estamos falando de Uchiha Sasuke – Concluiu o óbvio. As três encolheram os ombros.

Enquanto as amigas discutiam sobre suas unhas, e como os garotos da escola eram horríveis por não repararem nelas, Sakura só pensava em sair correndo e sumir dali. Sentia o mundo desabando aos seus pés, e por um momento desejou que a terra se abrisse de verdade e a engolisse. Tenten comentava do esmalte vermelho de Ino, dizia que aquela era a cor do Uchiha.

Sakura tinha coisas mais importantes para se preocupar do que a cor favorita – que por sinal era azul – de um simples bad boy do colegial. O sinal ressoou por toda a escola anunciando o início das aulas. Ino saiu pisando fundo, deixando Sasuke para trás. A briga parecia ter sido bastante calorosa. As três amigas se entreolharam e depois fitaram o moreno, que seguiu atrás da loira a passos rápidos.

Hinata e Tenten foram para suas salas – Por azar do destino as três haviam tido suas classes separadas – e Sakura para a dela. Seguiu o corredor na mesma direção que o casal. Só em pensar que poderia ver os dois juntos, seu estômago embrulhou. Fechou os olhos apertando a alça da bolsa, respirou fundo, sentiu um pequeno enjoo, a bile subindo sua garganta. E lá ia ela, mais uma vez naquele dia, em direção aos banheiros. Passou ao lado do Uchiha, que estava encostado na parede, estava tão apressada que não o notou até ele se aproximar dela.

–Ei! – Chamou-a segurando seu braço, fazendo com que ela se virasse.

Sakura respirou fundo, precisava ao menos tentar conter a queimação que lhe subia a garganta. Não podia vomitar na frente dele. Tinha que aguentar mais um pouco. Ele deu seu típico sorriso de canto, o que fez a garota estremecer um pouco.

– Ha... – Colocou os dedos no queixo fingindo ter esquecido o nome dela – Harango né? – Ele sorriu. Sua risada era deliciosa e fazia Sakura lembrar coisas que queria esquecer. Ela estava desapontada, Sasuke havia esquecido seu nome. Ao notar a expressão da menina ele sorriu abertamente se aproximando dela – Haruno! – Estalou os dedos no ar, como se tivesse lembrado naquele momento – Sakura Haruno – Soltou devagar saboreando o nome – Não achou mesmo que eu esqueceria o seu nome né, Saky?

Sorriu mais abertamente. Se virou, mas antes de ir embora pelo corredor olhou para ela uma última vez. Não resistindo voltou e tocou no queixo feminino, fazendo um carinho de leve com o polegar. Ela fechou os olhos absorvendo o pequeno gesto. Sentiu a respiração dele mais próxima de seu rosto, ansiosa esperou por um beijo. Porém ele se afastou rápido, olhou para os lados e passou a mão pelos cabelos. Atordoado fechou os olhos e antes de ir para a sala deixou escapar – Jamais esqueceria de você... Nem a nossa noite especial.

Sakura engoliu o seco enquanto via as costas de Sasuke se afastando. De repente o enjoo voltou, ainda mais forte, correu para o banheiro.


27 de Febrero de 2018 a las 16:01 0 Reporte Insertar 0
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