Aniversários Podem Ser Incríveis Seguir historia

taimatsu_kinjou Taimatsu Kinjou

Marik nunca gostou do seu aniversário, mas Bakura vai lhe mostrar que nem sempre aniversários são ruins como o loiro pensa. (escrito em 2012)


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18. © Kazuki Takahashi

#romance #yaoi #sexo #lemon #thiefshipping #yu gi oh! #Marik Ishtar #Yami Bakura
Cuento corto
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Oneshot

Marik odiava seu aniversário. Era um dia amaldiçoado em que ele nasceu e tirou a vida da própria mãe. Todos os anos sua irmã e irmão diziam que não foi culpa dele, por um lado sabia que era verdade, mas ele nunca iria conseguir parar de se atormentar todos os anos nesse mesmo dia. Afinal foi para ele nascer que ela acabou morrendo.

Fazia quase oito meses desde a Batalha da Cidade e os Ishtar resolveram viver por um tempo em Domino City. Marik não queria voltar ao túmulo e seus irmãos concordaram que seria melhor assim, já que o loiro ainda estava emocionalmente instável e um pouco perturbado com tudo que havia acontecido.

Suspirou, estava sentado perto da janela do apartamento onde estava morando agora, seus cotovelos apoiados no peitoril e o rosto descansando entre as mãos observando o lado de fora. Sua respiração fazia o vidro ficar embaçado e de modo despreocupado ele pressionava um dedo contra a janela e o deixava deslizar abrindo um pequeno caminho para a sua visão.

Bufou novamente olhando em frustração para o movimento nas ruas, era inverno no Japão e havia nevado uma semana atrás, mas exatamente hoje, no seu aniversário, uma súbita onda de calor fez a neve derreter, mas mesmo assim o ar estava gelado. Não como deveria ser, mas ainda assim estava muito frio para alguém que viveu a vida inteira no deserto escaldante do Egito.

Apesar de não haver neve, Marik estava feliz, assim talvez parasse de pensar em certo ladrão de cabelos brancos. Era um fato que agora não tinha motivos para tentar matar o faraó, ele o ajudou com seu yami e que agora eles era amigos de certa maneira, mesmo que Yugi e os outros ainda mantivessem um pé atrás com ele. Mas por alguma razão ele não podia deixar de se sentir culpado por ter deixado Bakura no Reino das Sombras.

E se ele ainda estivesse o esperando para ajuda-lo? Ou se ele tivesse conseguido escapar de alguma maneira e agora estivesse querendo se vingar? Ele devia ter ajudado de alguma forma, Bakura foi o único que o socorreu no momento em que mais precisava. O ladrão se arriscou para derrotar seu yami e é por sua culpa que ele foi enviado ao Reino das Sombras, o mínimo que ele poderia fazer por ele era ajuda-lo a sair aquele lugar. Pelo que conhecia o albino, se ele retornasse, estaria furioso com ele por deixa-lo para trás, mas ele não poderia culpa-lo, não é mesmo? Ele faria o mesmo se fosse deixado também. Marik ficou noites acordado pensando sobre isso, logo depois de ter pesadelos sobre Bakura tentando mata-lo das piores formas possíveis.

Balançou a cabeça freneticamente. Não. Bakura tinha coisas mais importantes para pensar do que em como se vingar dele. O ladrão tinha que planejar como derrotar o faraó e libertar as almas das pessoas de sua aldeia. O loiro se inclinou contra o encosto da cadeira onde estava, puxou as pernas contra o peito e apoiou o rosto nos joelhos estudando atentamente o chão carpetado.

- Será que ele também viu meu passado? – se perguntou fechando os olhos. Quando foi pedir ajuda a Bakura para conseguir seu corpo de volta, uma parte de sua alma havia sido colocada no Anel do Milênio e de alguma forma, eles dividiram a relíquia por um tempo curto. Mas foi o suficiente para o egípcio poder ver o que aconteceu com o ladrão, tudo o que ele havia passado por causa da ganância de um faraó que queria ter mais poder. Ele pôde ver as lembranças dolorosas do Bakura.

Marik nunca comentou nada, primeiro por não ter tido tempo o suficiente para falar sobre isso com o ladrão e talvez Bakura não gostasse de saber que ele tinha visto o seu passado. Podia entender o desconforto em contar sobre seu passado para outra pessoa, mesmo que o albino tenha insistido que contasse o que houve, ele sempre negou, mas tinha certeza que Bakura viu o suas memórias naqueles poucos momentos em que estavam ligados a relíquia. Suspirou fundo, tinha certeza que aqueles momentos juntos não significaram nada para o ladrão, afinal, eles eram apenas Parceiros de Crimes... Nada mais que isso.

Deu um pequeno pulo ao ouvir o som de alguém batendo na porta. Ergueu uma sobrancelha, talvez fosse Ishizu ou Rishid que haviam esquecido algo e não haviam levado a chave. Caminhou ate a porta se esticando preguiçosamente e bocejou, seria bom dormir um pouco e esquecer que era seu aniversário, isso poderia lhe fazer bem e evitar que ele ficasse se torturando o dia todo.

Abriu a porta com um pequeno sorriso esperando encontrar um de seus irmãos, mas logo seu sorriso se desfez. A sua frente estava um adolescente de cabelos brancos, compridos e bagunçados, e profundos olhos castanhos avermelhados. Ele estava com um casaco grosso preto e cachecol cobrindo a garganta.

Marik ficou imóvel em estado de choque – Bakura? – ele perguntou incerto piscando várias vezes para ter certeza que não estava tendo alucinações ou que havia perdido a sanidade de vez agora.

O albino sorriu largamente – Francamente, eu iria me sentir ofendido se você não se lembrasse de mim, Marik. – ele diz apoiando um dos braços na batente da porta. O loiro sentiu seu coração disparar e as imagens da Cidade da Batalha começaram a invadir sua mente, todos aqueles momentos que passaram juntos. Tentou acalmar sua respiração e engoliu em seco – O quê? Não me diga que não fui convidado para sua festa de aniversário? – ele perguntou sarcasticamente revirando os olhos.

Os olhos lavandas se arregalaram – "Ele só pode estar de brincadeira, não é mesmo?" – pensou nervosamente – "Por que ele viria aqui?" – deu um passo para trás balançando a cabeça – "Não!" – Bakura havia voltado e estava atrás dele! Só podia ter um motivo para o ladrão estar ali na sua frente com aquele sorriso tortuoso de sempre. Bakura queria acabar com ele por tê-lo deixado no Reino das Sombras para apodrecer. Seus pesadelos estavam se tornando realidade bem no dia do seu aniversário! – Não... Vai embora daqui Bakura! – ele gritou quase que com medo do que poderia acontecer se o ladrão pálido não o escutasse. Sem pensar muito Marik empurrou a porta fechada, mas seus olhos se arregalaram quando viu um pé o impedindo – Saia daqui!

Bakura não ficou perturbado com isso, simplesmente se inclinou para frente segurando a madeira da porta com força, a empurrou bruscamente para abri-la e poder entrar no apartamento. Isso fez Marik cair para trás contra o chão duro. O egípcio ofegou quando Bakura fechou a porta com um chute e deu três passos em sua direção ainda mantendo aquele sorriso.

Marik se levantou desajeitadamente tropeçando nos próprios pés e correu ate o banheiro, batendo a porta com força e se trancando ali dentro. Sua respiração era descompassada como se tivesse acabado de correr por quilômetros e seu coração estava prestes a sair pela boca, podia muito bem sentir a adrenalina correr pelo seu organismo. Se apoiou contra a porta, deixando seu corpo escorregar ate o chão gelado e apoiou a cabeça contra a porta. Pôde ouvir do lado de fora os passos pesados do Espírito do Anel do Milênio se aproximando e isso foi o suficiente para que ele estremecesse imaginando o sorriso sádico se formando no rosto pálido.

Puxou suas pernas contra o peito como se isso bastasse para protege-lo de qualquer dano que Bakura estivesse prestes a fazer a ele. Olhou fixamente para a parede a sua frente tentando se concentrar em ouvir qualquer tipo de ruído do lado de fora, mas mesmo que tentasse, só conseguia ouvir o som da sua respiração e seu coração batendo. Fechou os olhos tentando se acalmar e encolheu os ombros.

Não podia deixar de se sentir feliz em ver o ladrão de cabelos brancos, sentia falta dele e era bom saber que ele estava bem. Mas e se Bakura realmente estivesse com raiva? Balançou a cabeça, aquilo deveria ser apenas coisa da sua imaginação, as chances do albino ir atrás dele eram mínimas, Bakura não perderia seu tempo com ele, o próprio Bakura deixou isso bem claro milhares de vezes.

Se sentou de modo que pudesse pressionar sua orelha contra a porta para tentar ouvir o que acontecia do outro lado – Bakura...? – perguntou hesitante só para confirmar se ele não estava surtando por nada.

Havia apenas o silêncio por algum tempo, o loiro ate chegou a pensar que tudo não passava de um pesadelo, ate que uma voz abafada e aparentemente de mal humor ecoou do outro lado – O quê?

Inconscientemente Marik deixou um suspiro de alivio escapar, isso significava que ele não estava perdendo a sanidade novamente, mas em compensação, provavelmente, estava prestes a morrer ali pelas mãos de quem ele considerou seu Parceiro de Crime alguns meses atrás.

- P-por que você esta aqui? – ele se chutou internamente por gaguejar. Bakura deveria estar se divertindo em tortura-lo dessa forma.

- Para sapatear na sua cabeça usando um dos vestidos da sua irmã. – o albino fez questão que Marik pudesse sentir claramente o seu sarcasmo e revirou os olhos mesmo que o egípcio não pudesse vê-lo – É seu aniversário, não é mesmo? – ele diz apoiando os braços sobre os joelhos e olhando para a porta na expectativa de ver Marik abri-la.

Marik mordeu o lábio com força. Não podia ser isso. Por que Bakura viria apenas por ser seu aniversário? Não fazia sentido nenhum para ele. Provavelmente Bakura estava brincando com ele só para dar um pouco de esperança de que estava tudo bem entre eles. O loiro se sentou sobre os joelhos de frente para a porta apoiando as mãos nas coxas e olhou para a madeira da porta como se pudesse ver o albino através dela.

- Eu não acredito em você! – ele diz com mais firmeza na voz e isso fez o ladrão jogar a cabeça para trás e rir divertidamente.

- É claro que não. – ele diz parando de rir e olhando para a porta novamente esperando que Marik a abrisse, mas nada aconteceu. Estava começando a ficar impaciente com o Ishtar. Ele havia gasto quase duas horas ate chegar aquela parte da cidade e agora Marik nem iria olhar para ele e ficaria agindo como se ele fosse mata-lo?

- Eu... Eu sinto muito Bakura... – o ladrão ergueu uma sobrancelha sem entender o que Marik queria dizer com aquilo, esperou alguns segundos, talvez Marik estivesse se desculpando por tranca-lo do lado de fora do banheiro e trata-lo como se fosse um assassino? Não que ele realmente não fosse de certa forma, mas não queria que, justamente, Marik pensasse isso ou estivesse com medo dele – Por não ter voltado pra você... Eu devia ter te ajudado a sair do Reino das Sombras, você é o único amigo que eu já tive nessa vida e eu te deixei... Você tem todo o direito de me odiar e agora nós... Somos inimigos... Certo...? Eu...

Ele se cortou encolhendo os ombros e fechando os olhos com força ao ouvir um estrondo do outro lado da porta, parecia que Bakura havia batido os punhos contra a parede ou algo assim – Isso não importa mais. Eu estou de volta, certo? – ele fez uma pausa respirando profundamente. Suas mãos estavam apoiadas na batente da porta, uma de cada lado e sua cabeça inclinada para frente olhando para o chão de madeira – Marik, eu não me importo se você se sente culpado por não ter me ajudado, não estou aqui para me vingar de nada! E não quero pensar agora no maldito faraó ou nas malditas relíquias...! Eu apenas vim por causa do seu aniversário.

Bakura respirou profundamente fechando os olhos, mas logo os abriu ao ouvir o som da porta sendo aberta e Marik trombando de frente com ele. O loiro se afastou rapidamente, ainda não acreditava no que o albino falava, afinal, Bakura é um ladrão e para ladrões, mentir é quase como respirar, é necessário para sobreviver.

- Então você veio aqui pra nada... – Marik murmurou franzindo a testa – Não há nada de especial no meu aniversário! Nada de bom acontece! – ele praticamente grita em frustração fazendo Bakura recuar dois passos e ergue as mãos em rendição de forma zombeteira.

- Tem que haver algo Marik. – o albino murmura se aproximando com cautela e para sua surpresa, Marik não parecia querer se afastar dessa vez – Pense um pouco, deve ter alguma coisa. – o loiro apenas negou com um aceno e isso fez Bakura sorrir largamente – Então teremos que mudar isso. – o ladrão passou um dos braços sobre os ombros do egípcio. Marik ficou tenso com essa ação e arregalou os olhos, mas antes de poder perguntar alguma coisa Bakura deixou cair em suas mãos uma caixinha pequena num tom lilás com uma fita dourada. O Ishtar ergueu uma sobrancelha observando o pequeno objeto com cautela e a abriu com curiosidade.

Ergueu uma sobrancelha em confusão ao não encontrar nada dentro e ergueu o rosto prestes a perguntar o que aquilo queria dizer, mas foi cortado pelos lábios do albino sobre os seus. Os olhos lavandas se arregalaram em choque e seu coração voltou a disparar em seu peito. Aquilo só poderia ser uma alucinação! Bakura não podia estar ali o beijando, podia? Mas era verdade, podia sentir os lábios dele se movendo sobre os seus e o calor emanando do corpo dele.

Saiu de seus pensamentos quando sentiu uma mão pálida segurar seu rosto delicadamente e a língua úmida deslizando sobre seus lábios pedindo passagem, que com um pequeno gemido, foi concedida timidamente. Seus olhos se fecharam lentamente e ele começou a corresponder o beijo sem saber muito bem o que fazer. Passou os braços em volta do pescoço pálido o fazendo se inclinar mais perto e se perguntou desde quando Bakura se tornou mais alto que ele?

Gemeu entre o beijo quando Bakura o puxou de encontro ao seu corpo o prendendo pela cintura. Suas línguas se tocavam com necessidade, de uma forma que Marik nunca esperaria que acontecesse. Tentou lutar pelo domínio, mas o albino parecia ter mais experiência do que ele e logo o dominou, o tornando um beijo mais intenso.

Ele não tinha percebido que estavam se movendo ate que suas costas bateram contra a porta de seu quarto o fazendo gemer um pouco de surpresa, mas Bakura ainda o forçou a permanecer no beijo, segurando seu rosto com ambas as mãos agora. Gemeu baixinho quando uma das pernas do albino encontraram o caminho entre as suas esfregando a coxa na sua virilha, fazendo seus corpos se encaixarem. Aquilo foi o bastante para ele começar a sentir um desconforto em suas calças e tremores percorrerem seu corpo o fazendo gemer abafado pelo beijo.

O albino sorriu internamente pressionando mais seu corpo contra o egípcio, ele apoiou uma das mãos conta a parede enquanto a outra fazia seu caminho pelo corpo do loiro. Deixou sua mão deslizar por baixo da blusa que Marik estava usando tocando cada pedaço da pele bronzeada, sentindo cada arrepio e tremor que causava a ele.

Quebraram o beijo por falta de ar, ambos ofegavam pesadamente. Marik desviou o olhar para o chão sentindo seu rosto esquentar fazendo o rasto de saliva que ligava suas bocas ser quebrado. Ele colocou as mãos sobre o peito do albino e tentou empurra-lo, mas parecia que aquilo não seria suficiente para afasta-lo.

- B-bakura... Sai... – ele choramingou tentando evitar gemer ao sentir os dedos pálidos brincarem com um de seus mamilos – B-bakura...! – se cortou quando sentiu o ladrão o afastar da parede e puxar sua blusa sobre a cabeça e joga-la no chão. Abriu a boca para protestar, mas não pode deixar de gemer baixo quando o albino começou a beijar e lamber a parte de seu pescoço que não estava coberta pelas gargantilhas de ouro.

Ele segurou os ombros do espírito com força estremecendo com a sensação úmida em sua pele. A boca do albino percorria sua clavícula espalhando beijos cálidos e chupões enquanto as mãos deslizavam pelo seu peito e abdômen. Jogou a cabeça para trás com a sensação dos lábios dele descendo mais pelo seu corpo encontrando um dos mamilos o lambendo e mordendo de leve. Aquilo lhe causava tremores, sentia como se suas pernas estivessem começando a perder as forças.

- "Não... Por favor, pare..." – ele protestava internamente, pois de sua boca só saiam gemidos e suspiros, mesmo que ele implorasse mentalmente que Bakura parasse, seu corpo queria mais. Precisava ser tocado, sentir as mãos pálidas na sua pele, os lábios dele sobre os seus. Havia sentindo falta daquilo tudo.

Tentou afasta-lo pelos ombros novamente, mas Bakura segurou uma de suas mãos e entrelaçou os dedos juntos. O albino se ajoelhou em frente ao menor beijando o abdômen bronzeado deixando um rastro de saliva ate chegar a calça moletom surrada que Marik estava usando.

Marik ofegou quando sentiu a mão pálida segurar sua calça a puxando para baixo ate que tivessem deslizado pelas suas pernas e estivessem no chão. Sentiu seu rosto ficar vermelho em estar apenas de boxer na frente do albino, que sorria largamente. Quase deu um grito de surpresa quando ele beijou a ponta de sua ereção por cima do pano.

Bakura olhou para cima com uma sobrancelha erguida e sorriu divertidamente ao perceber que o loiro estava com os olhos fechados com força gaguejando um protesto. O sentiu tentar afasta-lo novamente, mas Marik parecia ter perdido todas as forças temporariamente. Sorriu de canto e mordeu a última peça de roupa que Marik usava e a puxou lentamente sentindo o loiro estremecer quando a boxer chegou ao chão revelando o membro ereto.

Levou a mão livre ao membro fazendo movimentos lentos enquanto esfregava o polegar na ponta da glande e sorriu satisfeito ao ouvir um gemido estrangulado de Marik. Parou os movimentos e se inclinou lambendo a cabeça do membro dele o fazendo agarrar seu ombro com força gemendo alto e suas unhas deixando marcas profundas nas costas da mão do albino.

Antes dele poder dizer algo Bakura levou seu membro a boca, sentia a língua dele fazendo movimentos circulatórios em seu membro enquanto continuava movendo a boca. Soltou um gemido mais alto quando a ponta de seu membro tocou a garganta do ladrão e isso fez Bakura agarrar seus quadris com força, deixando marcas de seus dedos na sua pele bronzeada.

Uma corrente elétrica percorreu sua espinha quando o ladrão se afastou de seu membro lambendo toda a extensão dele antes de leva-lo a boca novamente. O loiro ofegou se apoiando mais a parede, suas pernas tremiam mais ainda e uma sensação de formigamento descia ate sua virilha o fazendo arquear o corpo.

- B-bakura... Eu vou...! – gritou alto ao chegar ao seu clímax e liberar seu sêmen na garganta do ladrão. Ele tentava recuperar o ar e se manter de pé apoiando as mãos nos ombros do maior, seu corpo ainda tremia um pouco.

Bakura passou a língua nos lábios de forma provocativa, e isso fez Marik sentir outra corrente elétrica percorrer seu corpo em direção a certo local entre suas pernas. O albino sorriu beijando a barriga do egípcio ate chegar perto da virilha mordendo o local com certa força, mas apenas o suficiente para deixar uma marca. Isso fez o loiro soltar um gemido baixo se contorcendo um pouco.

O albino se levantou ficando de frente para o menor e o puxou para um beijo. Um de seus braços o envolveu pela cintura enquanto a mão livre segurava o rosto bronzeado com cuidado deslizando lentamente ate o pescoço acariciando a pele que estava a mostra. Ele amaldiçoou internamente aquelas malditas jóias que Marik insistia em usar.

Os braços bronzeados passaram em volta do pescoço do albino o puxando para aprofundar mais o beijo, os dedos finos se enroscavam naquele cabelo branco macio que ele desejou se esquecer há alguns momentos. Deixou que Bakura dominasse o beijo, suas línguas se moviam juntas necessitando se tocarem.

Sem quebrar o beijo, Bakura os levou cegamente ate o quarto do loiro abrindo a porta desajeitadamente e a fechando com um chute. Sorriu um pouco fazendo ambos caírem sobre a cama, pode ouvir um choramingar do egípcio, mas ignorou voltando a beija-lo com fome.

Uma de suas mãos deslizou por um dos lados do corpo bronzeado ate chegar a coxa a apertando com certa força, apoiou um dos braços sobre o colchão e se moveu ficando entre as penas do menor. Se afastou tentando recuperar o ar aproveitando para retirar sua camiseta revelando o corpo pálido. Marik franziu ligeiramente a testa, não havia marcas sobre o peito do albino e ele se lembrava muito bem de já ter visto cicatrizes ali, que foram causadas pelo Anel do Milênio.

Inconscientemente ele ergueu uma das mãos tocando o local com a ponta dos dedos suavemente causando um estremecimento da parte do ladrão. Bakura não disse nada, apenas ficou ali sentindo o loiro tocar seu peito de forma cautelosa, quase como se tivesse medo que seu toque o machucasse e ele não pode deixar de revirar os olhos internamente para isso. Já estava se cansando de ficar parado e resolveu acabar com esse momento se inclinando para beijar a clavícula do menor o fazendo suspirar em apreciação.

Bakura puxou Marik pela cintura para que ele se sentasse a sua frente, as pernas bronzeadas estavam ao redor da sua cintura, mas não o estavam prendendo, olhou nos olhos lavandas com um leve sorriso e levou uma das mãos ao rosto bronzeado o acariciando. O egípcio fechou os olhos se inclinando para o toque suave, sentiu a mão pálida descer ate seu pescoço e encontrar o caminho ate sua nuca. Ele abriu os olhos ao perceber o que Bakura queria fazer, mas não protestou, apenas continuou observando a expressão seria que o albino fazia enquanto retirava as gargantilhas e as colocava sobre a mesa de cabeceira.

Marik franziu a testa com a sensação da mão pálida tocando seu pescoço. Não gostava muito de ficar sem suas jóias, de alguma forma, se sentia desprotegido quando estava sem elas. Teve o pensamento subido de que Bakura estava brincando com ele durante todo esse tempo e que agora ele tinha chance de estrangula-lo ate a morte sem nada para impedi-lo.

Não duvidava que Bakura seria capaz de fazer isso, afinal, o ladrão adorava torturar suas vitimas, engana-las, para somente depois acabar com tudo. Isso o fez ficar com o corpo tenso, fechou os olhos com força e tentou respirar normalmente, mas o ar ficou preso em sua garganta. Já podia imaginar o que aconteceria agora, mas para sua surpresa, ao invés de sentir as mãos pálidas apertando seu pescoço, na verdade sentiu os lábios macios sobre sua pele o que o fez relaxar um pouco.

Como se Bakura pudesse ler seu pensamentos, ele riu contra o pescoço bronzeado antes de lamber aquela área recém revelada ate a mandíbula do egípcio e beija-lo novamente levando as mãos ao pescoço esfregando um pouco os dedos naquela área. Se afastou observando cada detalhe do rosto de Marik deixando suas mãos deslizarem pelos braços finos do Ishtar ate chegar aos braceletes os retirando também.

Marik estava curioso sobre o motivo do espírito estar retirando todas as suas jóias, mas não abriu a boca para perguntar nada. Se inclinou mais perto pressionando seus lábios contra a pele clara do pescoço espalhando beijos naquele local, sorriu internamente o ouvindo suspirar um pouco. Antes de poder fazer mais alguma coisa, foi empurrado de volta a cama e ergueu ligeiramente a cabeça para observar o que o albino faria agora.

Sentiu seu rosto corar ao vê-lo começar a desabotoar a calça jeans, virou o rosto para o outro lado para disfarçar, mas isso só causou um riso do maior. O loiro não pode deixar de sorrir com isso, sentia falta de ouvir aquele riso, a voz... Sentia falta de tudo que tivesse a ver com o ladrão pálido.

Bakura se aproximou dele apoiando as mãos no colchão, uma de cada lado da cabeça do loiro e se inclinou o beijando suavemente nos lábios, mas logo se afastou levando três dedos aos lábios do menor. Sem precisar dizer uma palavra, Marik levou os dedos a boca os cobrindo com saliva, suspirou fundo sentindo Bakura voltar a beijar e lamber seu pescoço. Parecia que o albino tinha uma paixão pela aquela área, talvez seja por sempre estar coberta pelas gargantilhas.

Quando achou que já era o suficiente, Bakura retirou os dedos da boca do egípcio e os deslizou pelo corpo bronzeado, sentindo Marik se arrepiar com o contato. Moveu os dedos ate encontrar a entrada apertada do loiro. Empurrou o primeiro ouvindo o menor gemer um pouco e continuou a beijar o pescoço dele tentando distraí-lo do desconforto. Quando sentiu que ele estava mais relaxado deslizou o segundo dedo o fazendo grunhir um pouco, esperou que se acostumasse antes de começar a move-los para abrir mais espaço.

O egípcio arqueou o corpo quando sentiu o terceiro dedo ser empurrado para dentro de seu corpo. Jogou a cabeça para trás dando mais liberdade para Bakura deixar marcas de chupões em seu pescoço, sabia muito bem o que ele estava tentando fazer, mas mesmo assim ainda não conseguia não sentir certo desconforto e agarrou os lençóis com força.

Arregalou os olhos gemendo alto o nome do maior quando a ponta dos dedos pálidos tocaram um ponto sensível em seu corpo – Oh, deuses...! Bakura se apresse... Por favor...! – ele choramingou olhando suplicante para o albino. Suspirou um pouco decepcionado ao senti-lo retirar os dedos, mas logo um arrepio percorreu sua espinha ao sentir a ponta do membro dele ser pressionado em sua entrada.

Suspirou fundo fechando os olhos por um momento para tentar relaxar e sentiu Bakura se empurrar para dentro de seu corpo com cuidado. Não pôde deixar de soltar um gemido meio dolorido a cada centímetro que o albino avançava em seu corpo. Bakura apoiou sua testa contra a do menor respirando profundamente se forçando a ir com calma, seu corpo pedia para esquecer tudo e entrar de uma vez só no corpo bronzeado, mas ele ainda mantinha um pouco do seu auto controle. Não fazia ideia do quanto sentia falta de sentir Marik, o corpo quente, o cheiro do egípcio.

Soltou um gemido baixo contra o pescoço bronzeado ao terminar de penetra-lo, fez uma pausa para deixa Marik se acostumar em tê-lo dentro de si e pressionou seu lábios juntos num beijo mais suave que os anteriores. Os braços bronzeados passaram em volta do pescoço pálido o puxando para mais perto e ele arqueou o corpo com a primeira estocada.

Os movimento eram lentos, para se acostumarem com a sensação. Marik ainda sentia certo desconforto, fazia algum tempo que não fazia isso, mordeu o lábio inferior com força para não gritar e acabou tirando um pouco de sangue dos lábios. O ladrão o olhou por um segundo, podia ver claramente algumas lágrimas se formarem nos cantos dos olhos do egípcio, revirou os olhos internamente, mas estava satisfeito. Aquilo queria dizer que Marik não havia feito sexo com mais ninguém alem dele. Marik era seu e mais ninguém.

Se inclinou lambendo a gota de sangue antes de morder de leve o lábio inferior dele o puxando um pouco causando um gemido baixo da parte do loiro. Apoiou o braço sobre o colchão enquanto a mão livre segurava os quadris dele o ajudando a encontrar um ritmo. A cada impulso aumentava a força fazendo Marik arquear o corpo gemendo.

Bakura grunhiu em frustração tentando encontrar aquele lugar que faria Marik gemer mais alto. Ergueu um pouco os quadris do loiro e apoiou uma das pernas bronzeadas sobre os ombros sem parar de se mover. Gemeu alto sentindo Marik jogar o corpo de encontro ao seu o fazendo entrar mais fundo nele e isso fez o loiro gemer seu nome passando um dos braços em volta do pescoço seu segurando os fios brancos com força enquanto a outra mão agarrava o braço pálido deixando linhas vermelhas.

Ambos se moviam no mesmo ritmo enchendo a sala com os sons de seus corpos se chocando juntos com gemidos que deixavam escapar. O Ishtar retirou a perna dos ombros pálidos e envolveu ambas em volta do corpo dele os aproximando mais e o puxou para um beijo necessitado gemendo.

Suspirou o sentindo descer os lábios ate sua mandíbula e pescoço espalhando marcas vermelhas na pele escura. As mãos pálidas percorriam as laterais de seu corpo o apertando algumas vezes, com força suficiente para deixar marcas de unhas. Passou os braços em volta do pescoço dele escondendo o rosto no peito pálido lambendo aquela área. Sorriu internamente ouvindo o maior gemer com a sensação.

O loiro arqueou as costas quando o ritmo das estocadas aumentou, sentindo Bakura acertar aquele ponto delicioso que o fazia se contorcer a cada impulso. Arfou o sentindo levar a mão ao seu membro a movendo de maneira lenta e torturante esfregando a ponta do dedo em sua glande. O albino sorriu largamente sentindo gotas de pré-gozo lambuzar seus dedos e acelerou os movimentos de sua mão ouvindo Marik gemer mais alto e com mais vontade.

- B-bakura...! – foi tudo o que o egípcio disse antes de gozar na mão do ladrão albino. Sentia todo seu corpo tremer e se contrair. Um frio percorreu sua espinha o observando lamber a mão com um sorriso malicioso nos lábios e gemeu roucamente o sentindo estocar uma última vez antes de grunhir contra seu pescoço gozando languidamente.

O albino apoiou as mãos no colchão, uma de cada lado da cabeça do Ishtar mantendo o rosto no nível dos olhos lavandas. Ambos respiravam ruidosamente, os corpos suados, mas mantinham pequenos sorrisos exaustos. Marik riu um pouco se erguendo o suficiente para beijar o maior, que correspondeu de imediato com a mesma necessidade.

Quebraram o beijo por falta do ar, Bakura saiu de dentro do menor e se deitou ao lado dele na cama encarando o teto, sentiu Marik se mover na cama e olhou de canto dos olhos para ele. Sorriu um pouco o vendo deitado de lado o observando e se virou para ficarem de frente um para o outro, estudou atentamente os traços do egípcio e levou uma das mãos aos cabelos dele colocando os fios loiros atrás da orelha deslizando os dedos pelo rosto bronzeado ate chegar ao pescoço.

Marik franze a testa ligeiramente, não era normal o albino estar agindo dessa forma... Carinhosa...? Bakura nunca gostou de sentimentalismo, muitas vezes ele simplesmente iria se levantar da cama, colocar as roupas e o deixaria sozinho. Então, o que havia mudado nesses oito meses que eles não se viram? E se ele havia voltado do Reino das Sombras já fazia algum tempo, por que somente agora ele resolveu aparecer?

- Bakura...? – ele diz hesitante. Bakura murmura um ‘Hm?’ o olhando nos olhos. Isso causou um estremecimento no corpo bronzeado, que o fez erguer uma sobrancelha na expectativa, esperando Marik continuar. O loiro apenas piscou algumas vezes depois balançou a cabeça com um pequeno sorriso – Não é nada. – murmurou suspirando.

O ladrão apenas bufou divertidamente e se sentou esfregando a nuca, Marik fechou os olhos já esperando que ele saísse e sabe-se quando o veria novamente. Ele não queria que Bakura sumisse da sua vida novamente, mas desde quando o albino o escuta? Não importa o que ele dissesse, tinha certeza que nada o faria ficar, nem que seja por mais algumas horas.

Abriu os olhos surpreso ao ser puxado pelo braço para se sentar, olhou para Bakura, que agora estava sentado a sua frente. Ergueu uma sobrancelha quando ele estendeu a mão para colocar suas gargantilhas novamente, pôde sentir a ponta dos dedos roçarem levemente na pele da sua nuca. As mãos pálidas deslizaram pelos seus braços parando sobre os pulsos.

Observou Bakura colocar os braceletes com curiosidade, estudando atentamente a expressão no rosto pálido. Bakura sorriu satisfeito quando terminou, olhou nos olhos lavandas e o puxou para se deitar novamente – O que foi isso? – Marik pergunta divertidamente deitado de frente para o albino.

- Você parece estar nu sem eles. – Bakura diz rindo divertidamente. O egípcio apenas revirou os olhos exasperado, mas não pode deixar de sorrir ao sentir os dedos pálidos em seu rosto e suspirou fechando os olhos.

- Então... – começou receoso – Como você... Conseguiu seu próprio corpo...? – Bakura o olhou seriamente e ele se perguntou se era uma má ideia tocar nesse assunto, o albino poderia ficar irritado com ele ao se lembrar. Suspirou fundo – Hm... Deixa pra lá, isso não é importante... – murmurou se encolhendo um pouco. O albino apenas acenou positivamente, não queria entrar em detalhes agora, era complicado explicar como conseguiu seu próprio corpo – Me diz uma coisa... – Marik começou num murmuro – Por que eu deixei você entrar? – ele pergunta suavemente, era mais como uma reflexão.

- O que é isso? Adivinhe os enigmas? – Bakura pergunta sarcasticamente com a voz meio rouca revirando os olhos, virou a cabeça para observar o loiro, que bufou se virando para encarar o teto e cruzou os braços fazendo o ladrão rir se aproximando mais dele e beijando o ombro bronzeado – É muito fácil... Porque sou sexy. – ele murmurou perto da orelha do loiro o fazendo se arrepiar e riu o sentindo ficar com o corpo tenso.

O Ishtar fez careta o olhando de canto com uma sobrancelha erguida – Só pra você saber, não estou com o Cetro do Milênio. Não tem como eu entrega-lo a você. – disse meio de mal humor.

Bakura sorriu tortuosamente – Sem problemas. – murmurou voltando a encarar o teto – Não vim por causa do cetro. – diz casualmente. Marik ergueu uma sobrancelha curiosamente. Se Bakura não estava ali por causa do Item do Milênio, então o que ele estava fazendo ali? Era impossível que o ladrão pálido realmente estava falando serio quando disse que era tudo por causa do seu aniversário. Olhou para o albino com a testa franzida o viu virar a cabeça para olha-lo – Eu vim para... – fez uma pausa – A jóia mais bonita do universo.

O Ishtar se engasgou com o ar tossindo secamente e olhou para Bakura em descrença tentando encontrar algo que dizia ou indicava que o ladrão estava mentindo, que aquilo era apenas mais uma de suas brincadeiras ou resposta sarcástica. Mas não conseguiu encontrar nada. Suspirou fundo passando as mãos pelos cabelos cor de areia – "Ou ele se tornou um ótimo mentiroso ou... Ele esta falando a verdade... Oh, Rá...!" – os olhos lavandas se arregalaram com o pensamento.

- Marik... – o loiro piscou duas vezes saindo de seus pensamentos e olhou para Bakura – Se você continuar me olhando dessa forma por mais de três segundos, não vou poder não te beijar. – o albino disse suavemente.

Isso foi o suficiente para o egípcio perceber que seus rostos estavam apenas a alguns centímetros de distância, era possível sentir a respiração quente em sua pele. Arregalou os olhos se afastando desajeitadamente e isso fez Bakura sorrir divertidamente. Marik não sabia muito bem o motivo de estar se sentindo tímido do nada, Bakura e ele já fizeram coisas mais... Constrangedoras antes.

Ficaram em silêncio por alguns instantes observando o teto. O loiro se recusava a olhar para o espírito pálido, mas aquele silencio o estava deixando mais nervoso, podia sentir suas mãos começarem a suar e sua respiração acelerar um pouco. Mordeu o canto do lábio olhando rapidamente para Bakura, que parecia estar realmente interessado no teto, ou pelo menos era o que parecia.

- Só porque fizemos sexo, não significa que estamos juntos. – o loiro murmura pensativamente se sentindo nervoso por algum motivo desconhecido.

- Eu sei... – Bakura respondeu com indiferença cruzando os braços atrás da cabeça e fechando os olhos calmamente relaxando na cama. Marik ficou em silêncio novamente, observou o ladrão percebendo que a respiração dele estava ficando cada vez mais suave, provavelmente já estava quase pegando no sono.

- Bakura... – o albino apenas murmurou um 'Hm?' sem se dar ao trabalho de abrir os olhos – Para quantas pessoas você já disse isso? – ele perguntou amargamente tentando esconder sua irritação atrás de uma suave. Bakura ergueu uma sobrancelha abrindo um dos olhos e observou o loiro egípcio ao seu lado.

- O que exatamente? – ele perguntou tentando não sorrir e manter a expressão confusa. Estava adorando fazer isso com o loiro, os olhos lavandas pareciam ficar mais escuros quando Marik se irritava e era adorável o beicinho que ele fazia. Bakura teve que se segurar para não puxa-lo para um beijo.

Marik gemeu exasperado, sabia que Bakura tinha entendido o que ele queria dizer, mas como sempre, o ladrão preferiu se fazer de desentendido e brincar com ele, faze-lo ficar frustrado ate que ele começasse a xingar em egípcio. Sentiu seu olho se contrair e se segurou para não chutar Bakura do apartamento e desejar que nunca mais o visse, mas só o pensamento de nunca mais vê-lo o fez estremecer interiormente.

Ele fez beicinho cruzando os braços – Você sabe do que estou falando! Basta responder e deixar de ser um idiota! – exclamou fazendo careta. O ladrão riu divertidamente se apoiando em um dos cotovelos para poder observa-lo melhor e sorriu maliciosamente sem dizer uma só palavras e ergueu uma sobrancelha. O egípcio estreitou os olhos perigosamente – Nunca mais me diga as mesmas frases idiotas que você diz para todos os outros! – murmurou entre dentes e se virou de costas para Bakura.

Sentiu um nó na garganta. Era fato que Bakura gostava de se divertir com outras pessoas, qualquer um que não pudesse resistir aos seus encantos e palavras doces. Doces palavras que deixava um gosto ruim em sua boca quando se lembrava que você é apenas mais um na lista de idiotas ingênuos que foi iludido pelas palavras falsas.

Suspirou fundo puxando o lençol roxo para cobrir seu corpo e tentou se concentrar nas formas não definidas que estampavam o pano em tons sutis. Inconscientemente começou a enrolar uma mexa loira em seu dedo indicador, uma ação que ele só faria quando estava muito frustrado e se chutou mentalmente por isso. Não queria que o albino percebesse que aquilo mexia com ele.

- Não muitos... – Bakura murmurou casualmente, ele ainda se apoiava em seu cotovelo e descansava a cabeça em sua mão enquanto mexia nos fios loiros, que estavam espalhados pelo travesseiro, com a outra. Sorriu divertidamente por Marik estar irritado o suficiente para não prestar atenção no que ele fazia – Se você quiser eu posso contar quantos.

- Não. – tentou parecer desinteressado, mas sua voz o traiu e a palavra saiu um pouco tremula. O loiro fechou os olhos com força desejando que perdesse a capacidade de ouvir por alguns momentos, sabia que Bakura falaria só para se divertir em vê-lo irritado. Sentiu os dedos frios traçarem suas cicatrizes e tentou se afastar, mas já estava na beirada da cama e não se sentia disposto a se levantar agora.

O albino se inclinou mais perto dele respirando profundamente perto do pescoço bronzeado. Sorriu o sentindo ficar tenso e murmurar algo em protesto - Vejamos se me lembro... Um...

Marik podia imaginar um largo sorriso diabólico se formando nos lábios do ladrão, parecia que Bakura sentia prazer em tortura-lo dessa maneira – Você é surdo? Eu disse não! – pôde ouvir um riso ecoar pelo quarto enchendo o lugar.

- Mas agora eu quero contar. – Marik mordeu o canto do lábio com força, desejou que Bakura perdesse a voz naquele momento. Não queria ouvir quantas pessoas mais o albino se divertiu além dele e o amaldiçoou por fazer isso! O espírito do anel suspirou – Um... – ele começou novamente fazendo o loiro fechar os olhos com força e tentar pensar em algo que não fosse no ladrão de cabelos brancos que estava se divertindo as suas custas – Dois... – a esse ponto Marik já estava choramingando internamente para bloquear a voz baixa e rouca que era apenas um sussurro.

Continuou com os olhos fechados, esperando que Bakura continuasse com a contagem. Chegou ao ponto de desejar que o ladrão contasse logo para tudo aquilo terminar e ele poder se sentir como um lixo. Franziu a testa quando Bakura não continuou. Então era somente dois? O ladrão disse aquelas mesmas palavras para apenas duas pessoas?

- Quer ouvir quem? – o espírito antigo sussurrou contra o pescoço bronzeado causando arrepios percorrerem o corpo do Ishtar. Marik apenas balançou freneticamente a cabeça, não confiando em sua voz e o albino teve que suprimir um sorriso divertido – Você e... – ele fez uma pausa e o loiro prendeu a respiração – Alguém muito bonito há cinco mil anos.

O loiro franziu a testa pensativo. Fazia sentido, Bakura era um ladrão conhecido no Antigo Egito. Não seria muito surpreendente que ele tivesse alguém ou ate mesmo alguns, mas então... Por que ele ainda se sentia tão irritado com isso? O ladrão riu um pouco balançando a cabeça casualmente.

- Você não muda... – disse divertidamente mais ao mesmo tempo em que seu tom era suave – E ainda chega a ser tão bonito que poderia ser um pecado. – comentou voltando a se deitar corretamente na cama e encarou o teto – Agora e cinco mil anos atrás. – os olhos lavandas se arregalaram e Marik virou rapidamente a cabeça para olhar o ladrão pálido por cima do ombro. Franziu a testa abrindo a boca para dizer algo, mas ainda estava em choque com o que ouviu do maior – Você ouviu? Você é a pessoa mais linda do universo, agora ou há cinco mil anos. – o egípcio se sentiu tonto com tudo aquilo, não estava conseguindo pensar corretamente agora. Sentiu sua garganta ficar seca e algo fazendo um tipo de cócegas em seu estômago. Bakura parecia estar falando serio! – O tesouro mais belo de todos. – ele murmurou se movendo para beijar o ombro bronzeado.

Marik corou um pouco e se virou para encara-lo – Mentiroso! Você realmente quer que eu acredite que estou vivo por cinco mil anos como você? – revirou os olhos ironicamente – Bobagem.

Bakura riu divertidamente – Por você ter me divertido com sua cena de ciúmes, vou ser legal e te explicar. – o loiro franziu a testa e abriu a boca para dizer que ele não estava com ciúmes, mas foi cortado pelo outro – O Rei Ladrão era famoso no Antigo Egito e penas uma vez, uma única pessoa roubou algo dele. Alguém bonito que vivia dentro do palácio havia roubado seu bem mais precioso. – ele diz puxando a mão bronzeada e colocando sobre seu peito pálido. O Ishtar corou novamente sentindo os batimentos cardíacos do ladrão acelerarem, olhou fixamente nos olhos vermelhos e mordeu o lábio. Sua respiração ficou mais ruidosa e parecia havia borboletas em seu estômago – E depois de cinco milênios terem se passado... Eu o deixei rouba-lo novamente...

O loiro engasgou com o ar e piscou algumas vezes tentando decidir se preferia se aquilo tudo fosse real ou se desejava que tudo não passasse de uma alucinação e que ele realmente tinha perdido a sanidade de vez agora. Resmungou um pouco quando Bakura empurrou sua testa com o dedo indicador rindo.

- Estúpido. Um humano comum não vive por cinco mil anos, não como eu. Mas um humano pode reencarnar. – ele explicou como se estivesse dizendo para uma criança uma coisa óbvia, mas Marik não percebeu isso, estava muito ocupado tentando processar o que o albino disse.

O loiro egípcio olhou para o lençol pensativo, franziu a testa um pouco mordendo o lábio com força – Você quer dizer que... – ele não se atreveu a terminar a frase, apenas olhou significativamente para o ladrão pálido.

- Ah, mas eu não me esqueci de nada. – Bakura diz animadamente – Foi no ano novo, quando eu entrei em seu quarto por causa do meu trabalho e no mesmo instante eu sabia... – Marik levantou uma sobrancelha esperando que Bakura continuasse, mas soltou um ruído surpreso ao ser puxado pela cintura para mais perto do corpo pálido. Descansou a cabeça sobre o peito dele e sorriu fracamente o sentindo traçar suas cicatrizes novamente com cuidado – Você me queria.

- O quê!? – o loiro exclama se engasgando, ergueu ligeiramente a cabeça, apenas o suficiente para olhar no rosto do maior.

Bakura sorriu largamente – Você acha que eu não sei? A maneira que você me olhou quando nos encontramos na Cidade da Batalha é o mesmo que me olhou há cinco mil anos. Você praticamente gritava pra eu te levar pra cama. – os olhos lavandas se arregalaram e o rosto bronzeado se tornou vermelho – Na verdade eu pensei que você fosse uma garota. – Marik fez careta dando um tapa no braço pálido – Não me culpe por isso, você tem esse rosto feminino e o corpo cheio de curvas... – para enfatizar o ladrão esfregou um pouco a cintura fina do egípcio – Além disso você usava todas essas jóias. É claro que eu pensei que estava roubando o quarto de uma mulher. – o egípcio bufou, não gostou nem um pouco de saber que ele era confundido com uma mulher – Então, não me culpe por ficar fascinado pela sua preciosa beleza. – diz num tom divertido, sorrindo largamente – Você é apenas bonito demais para um homem, Marik. – terminou beijando o na testa suavemente.

O loiro fez beicinho – Não me culpe por me sentir atraído pelo seu charme. Você é bonito demais para um ladrão, Bakura. – ele diz no mesmo tom de brincadeira fazendo Bakura rir alto e não conseguiu deixar de sorrir ao ouvir aquele som. De repente ele lembrou de algo e olhou seriamente para o rosto pálido – Mas se for assim, por que você concordou quando eu disse que não temos um relacionamento? – perguntou meio receoso, não sabendo se realmente queria ouvir a resposta para essa pergunta.

Bakura parou de rir, mas ainda mantinha um largo sorriso e deu de ombros casualmente – Não temos um relacionamento, temos um vínculo. Relacionamentos podem ser terminados, mas o vínculo que temos sobreviveu mesmo depois de cinco mil anos. Nós simplesmente não vamos nos separar nunca. – explicou num tom casual – Mesmo depois de todos esses anos eu escolhi roubar o seu coração, mesmo com as diferenças do passado e de agora, você ainda é o mesmo. E isso... – disse entrelaçando os dedos com do egípcio – É uma coisa que o faraó nunca vai poder desfrutar. – ele sorriu satisfeito com a própria resposta.

O Ishtar tentou não começar a rir e logo estava segurando sua barriga – Você sabe que algumas coisas que você disse soou com poesia? – perguntou entre as gargalhadas. O albino apenas revirou os olhos, mas sorriu por ouvir um dos raros momentos em que Marik estava rindo verdadeiramente. De repente, quando o riso estava quase morrendo, o loiro volta a gargalhar fazendo Bakura o olhar curioso com uma sobrancelha erguida – Já que temos esse vínculo por tantos anos... Podemos dizer que o passeio no dirigível de Kaiba foi como nossa lua de mel...! – ele gritou sem conseguir parar de rir ao imaginar isso.

O Espírito do Anel do Milênio sorriu e se colocou sobre o corpo bronzeado, antes do egípcio protestar ou perguntar o que ele estava fazendo, o ladrão pressionou seus lábios juntos num beijo suave e apaixonado, apreciando o momento. Logo se afastaram, o albino descansou a testa contra a do loiro e sorriu o olhando nos olhos o beijando suavemente.

- Eu te amo Marik. – sussurrou contra os lábios levemente inchados do menor. Marik ficou surpreso ao ouvir isso, seu coração falhou uma batida e não pode deixar de sorrir. As palavras pareciam fluir com tanta naturalidade dos lábios do ladrão e isso tornava tudo mais especial. Nunca imaginou que um dia o ouviria dizer isso a ele.

- Isso não é uma alucinação, não é mesmo? Eu não perdi minha sanidade de vez, não é? Isso realmente esta acontecendo? – ele pergunta hesitante. Bakura apenas acena negativamente sorrindo e isso fez Marik suspirar aliviado – Eu também te amo Bakura... – murmurou fracamente com um pequeno sorriso se formando. Bakura sorriu se deitando ao lado dele o puxando contra o seu peito, deixando Marik se aninhar mais perto e beijou o alto da cabeça do loiro.

- Ah, antes que eu me esqueça... – ele sussurrou fazendo uma pequena pausa para olhar nos grandes olhos lilases – Feliz aniversário Marik. – sorriu beijando suavemente a testa dele ­– Então, ainda acha que nada especial aconteceu no seu aniversário? ­– perguntou divertidamente.

Marik inclinou a cabeça para o lado fingindo ponderar sobre isso – Bem... Eu poderia me lembrar de uma coisa agora. – diz num tom divertido pressionando seus lábios juntos num beijo calmo.

Às vezes aniversários são simplesmente incríveis!

~Fim~

27 de Febrero de 2018 a las 11:58 0 Reporte Insertar 0
Fin

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Taimatsu Kinjou ƒαηƒι¢ѕ тαмвéм ησ ηуαн!, ѕριяιт, ƒαηƒι¢тιση.ηєт, ασ3 e ωαттρα∂

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