O menino bom e o menino mau Seguir historia

ohhtrakinas Sasah Trakinas

Jonathan tinha uma visão perfeita de Dio, onde o mesmo não tinha defeitos. Se um dia acreditava que o loiro era merecedor de todos os elogios, o garoto percebeu que não era bem assim que as coisas funcionavam.


Fanfiction No para niños menores de 13.

##shonen-ai ##jojo bizarres adventure ##jonathan ##JJBA
Cuento corto
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one-shot

Assim que Dio chegou na casa dos Joestar, destacou-se por causa de sua inteligência e classe, deixando Jonathan ofuscado e levemente frustrado.

Não que Jonathan fosse um garoto mau, mas a fama que o loiro havia ganhado naquela mansão o incomodava um pouco, fazendo-o parecer o membro desajeitado da família. Não queria se sentir daquela forma, queria ser mais receptivo e mais amigo de Dio, afinal, os dois seriam irmãos; porém tinha um certo bloqueio.

Nas primeiras semanas foi um pouco difícil, ainda mais com algumas brigas que aconteciam, todavia com o passar do tempo, em poucos meses poderia se dizer que a relação dos dois estava bem melhor. Tratavam-se como verdadeiros irmãos, indo á escola juntos, passando o resto da tarde no grande jardim, hora ou outra brincando com o grupo de amigos.

Jonathan percebia que suas primeiras impressões para com Dio eram um tanto precipitadas, e que não havia de quê sentir inveja do mesmo. Com tais pensamentos o garoto se conformou, e assim levava seus dias normalmente ao lado de seu irmão.

Em um certo dia, quando voltava andando para casa sozinho depois da escola –Pois Dio havia dito que estava passando mal- percebera certa movimentação em uma moita, perto do riacho. Iria ignorar, quando escutou alguns murmúrios. Achou estranho, poderia ser um animal ou alguém ferido, e foi verificar.

Era um garoto bom de coração puro, não deixaria de ajudar ninguém que estivesse precisando de ajuda. Cauteloso, se aproximou o suficiente para escutar os murmúrios ficarem mais claros, e perceber que os sons feitos eram um tanto sugestivos. Mesmo que sua mente fosse honesta e inocente, não tinha como não pensar malícias com aquilo.

Escondeu-se atrás de uma arvore para que não fosse percebido, e assim que se esgueirou, seus olhos engrandeceram tamanha a surpresa em que ficara. Viu Dio aos beijos com um outro garoto um pouco mais velho. Para não soltar um suspiro alto, colocou as mãos na boca, impedindo qualquer som. Seus olhos vidrados não conseguiam se desviar da tal cena pervertida que via. Nunca pensou que Dio era esse tipo de pessoa, sempre o encarou como um garoto prodígio educadíssimo.

O beijo era lascivo, como se o loiro fosse acostumado á fazer aquele tipo de coisa, e mesmo que estivessem vestidos, os dois faziam parecer quere estarem sem nada. As mãos do garoto mais velho apalpavam o corpo de Dio, e o mesmo parecia retribuir e incentivar os toques.

Jonathan percebia que sua mãos estava trêmula, apertando as cascas da arvore que escondia-se. Um pouco nervoso com tal situação, desviou o olhar e voltou para atrás da arvore, deixando-se soltar o ar preso nervosamente. Percebera que estava soando frio e seu corpo tremia um pouco.

-E-ele disse que estava doente... –Murmurou baixinho á si mesmo –Ele mentiu pro papai, então?

-Tá bom, chega... –Jonathan escutou vozes atrás de si, e logo se virou novamente para encarar os dois que continuavam na moita. Viu Dio se afastar do mai velho, limpando a boca descaradamente na frente do mesmo, não se importando se aquilo fosse uma ofensa.

-Preciso voltar, Joestar deve estar me procurando. –Disse o loiro, se levantando.

-Vamos continuar, não vamos? –perguntou o outro, ajeitando a gravata que estava um pouco desarrumada.

-Se eu tiver vontade, talvez –Deu de ombros, começando a se afastar do riacho.

-Oe, Dio... Não diga assim, vamos. Que tal amanhã? Mate aula mais uma vez, será divertido!

-Não quero ser um lixo como você, bastardo! –Jonathan se surpreendeu com o linguajar do loiro, já que o mesmo nunca havia falado daquela forma –Tenho os meus estudos para me preocupar.

-Tsc, que se dane, então. –O rapaz fez um gesto obseno, dando as costas e seguindo por outro caminho.

Assim que se viu totalmente sozinho, o moreno sai de trás da arvore e corre em direção á onde Dio havia ido. Antes de se aproximar do loiro, tomou uma postura diferente, como se nada havia acontecido, e por fim o chamou:

-Dio! –Gritou sorrindo, balançando o braço, como se havia o encontrado por acaso.

Ao escutar seu nome, levara um pequeno susto, não esperava encontrar ninguém na volta pra casa. Amaldiçoou mentalmente Jonathan por ser tão irritante, e por fim virou o rosto, com sua costumeira expressão amigável.

-Ohh, Jojo! –Parou de andar até que o mesmo se aproximasse e continuassem o rumo juntos –Voltando da escola?

-Sim, você perdeu a aula de literatura que tivemos... –Comentou, coçando a nuca.

-Não estava me sentindo bem.

-O que está fazendo aqui, então? –Perguntou o encarando de soslaio, esperando arrancar alguma coisa do mesmo.

-Falei para o papai que iria caminhar um pouco, tomar um sol para ver se melhorasse.

E mentiu descaradamente, assim como o moreno esperava, porém não queria. Estava profundamente desapontado com Dio, pois não foi fácil se acostumar com sua vinda á sua família, e depositara sua confiança ao mesmo quando conseguiu. Era impossível não transparecer qualquer reação perante aquilo, desviando o olhar um pouco cabisbaixo, sentindo-se tolo.

-O que foi, Jonathan? –Dio acabara percebendo a súbita mudança de comportamento do irmão.

-Hm? –Saiu do transe, voltando a encará-lo. –N-não foi nada.

-Parece que algo lhe entristece.

-Não, eu estou bem. Não se preocupe –Não era de seu feitio, mas deu um sorriso falso para driblar a situação e voltar a caminhar em direção a casa.

Dio o conhecia muito bem, sabia que aquele sorriso forçado era falso, e um pouco desconfiado, acabou deixando aquele assunto de lado, voltando a andar ao lado do moreno.

Depois do tal incidente, Jonathan tentava não pensar muito naquilo, porém ás vezes acabava lembrando-se do que havia visto.

Dio era um garoto esperto, comunicativo e carismático. Fora adotado pela família Joestar e muito bem recebido, sempre recebendo boas criticas e elogios, muitas vezes mais do que si próprio. Muitas vezes tinha orgulho de se chamar irmão do loiro, porém, a imagem do mesmo estava completamente manchada por causa do incidente.

Virando-se de um lado para o outro em sua cama buscando o sono, antes de adormecer prometeu á si mesmo que iria investigar um pouco mais as ações de Dio. Toda aquela insegurança que tinha com o mesmo assim que chegara na mansão, havia voltado. E isso não lhe agradava em nada.

A medida que os dias iam passando, Jonathan tentava ao máximo investigar Dio. A onde o loiro ia, seguia-o escondido. Torcia para que todas as suas desconfianças estivessem erradas, torcia para que o doce e inteligente Dio voltasse e que tudo fosse um sonho. Não queria pensar que o loiro era duas caras, um grande mentiroso, que trata e usa as pessoas como lixo, porém estava cada vez mais difícil tentar defender o mesmo...

A cada vez que o seguia, sentia-se mais desapontado. Se um dia Dio disse que amava animais, no outro estava chutando vira-latas e enforcando gatos. Se por acaso já disse que respeitava qualquer mulher, em outra ocasião estaria maltratando garotinhas com seu grupo de amigos.

Estava tão desapontado, tão desacreditado, tão decepcionado. Aquilo de certa forma era demais para Jonathan aceitar. Dio Brando era completamente diferente em casa, conseguindo mentir muito para seu pai. Saber que seu irmão estava mentindo para seu pai e não fazer nada era doloroso.

Não conseguindo parar de pensar sobre tudo que estava descobrindo sobre o loiro, suas noites cada vez mais estavam sendo mal dormidas, resultando em olheiras e baixo rendimento na escola.

Nunca pensou que voltaria a passar por aquilo novamente, mas mais uma vez, Dio voltava a ser o cento das atenções na sua própria casa, fazendo-o parecer uma grande piada.

Dio está fazendo da minha vida um inferno...”

E mais noite se inicia, e mais uma vez o moreno estava com insônia. Com os braços sob os olhos, concentrava-se em dormir, porém sem sucesso. Depois de alguns minutos rolando na cama, resolvera se levantar. Estava com sede e iria até a cozinha beber água.

Abriu a porta de seu quarto e viu o corredor pouco iluminado com as velas. Com os pés descalços e sem fazer barulho, andava com cuidado em direção á escada, porém, assim que passou em frente ao quarto de Dio, escutou um murmúrio.

Tal barulho já lhe era familiar uma vez que se lembrou do dia que viu o loiro aos beijos com um estranho. Engoliu a seco, e com a curiosidade dominando seu corpo, esgueirou-se na parede ao lado da porta, e com cuidado inclinou-se no batente.

Não queria investigar mais a vida de Dio, não queria mais descobrir coisas podres do mesmo, estava farto, mas parecia que com o passar do tempo, depois de tanto o seguir, havia ficado obsecado pelo mesmo. Nunca iria admitir a si mesmo que de alguma forma errada estava sendo atraído pelo loiro, mas... Estava.

Com apenas um dos olhos encarando o interior do quarto escuro, as cortinas da janela estavam abertas, deixando entrar o pouco de luz que o luar fazia, iluminando a silhueta do jovem Brando. Era difícil de enxergar, mas Jonathan ao escutar os murmúrios baixinhos e uma certa movimentação vinda do braço direito do mesmo, sabia o que acontecia ali.

Estava vidrado, não conseguia parar de encarar a masturbação alheia. A sede que sentiu sumira completamente, e assim como naquele dia, não conseguia desviar o olhar; sentindo o corpo suar frio, começar a tremer.

Aquela sensação já sentira algumas vezes, e seu baixo ventre começara a formigar levemente com tal visão. Permitiu-se piscar algumas vezes, voltando a realidade. Afastou-se, encostando na parede novamente, soltando uma lufada de ar que estava presa, percebendo que sua respiração estava descompassada. Seu rosto queimava e seu corpo tremia. Ver Dio daquela forma era desconcertante, e estranhamente estimulante.

Apertou os olhos com força, percebendo que os mesmo estavam começando á marejar. Sentia ódio de si mesmo, ódio por ter acreditado no loiro, pensar de forma ingênua que o mesmo era perfeito, merecedor de todos os elogios; de sentir orgulho de ser seu irmão. Mas não era apenas isso, acima de tudo, sentia ódio de si mesmo por estar excitado. Mesmo depois de tudo, mesmo de tanto seguir e descobrir mais de Dio, o quão baixo o jovem garoto poderia ser, conseguia se excitar com um dos momentos mais íntimos dele.

Dio podia ser mau, mas Jonathan o seguia, sabia de tudo, mas fingia não saber de nada; e ainda por cima o observava escondido, e se excitava.

Quem era o mais baixo agora?

Com tantas perguntas em sua mente, farto, começara a chorar. Ajoelhado no corredor com a cabeça posicionada entre as pernas, chorava rente a ereção formada entre as pernas. Sentia tanto ódio de si mesmo que não tinha coragem de tocar-te.

Com tais lágrimas sendo derramadas, não percebera que seus soluços poderiam ser escutados, e antes mesmo de pensar em se levantar e ir para seu quarto, escutou a porta ao lado ser aberta, e Dio aparecer.

Levou um grande susto ao ver o loiro parado na sua frente.

-O que está fazendo? –Perguntou o jovem Brando com um olhar afiado, desconfiado.

Sentindo-se completamente oprimido com tal abordagem repentina, Jonathan desvia o olhar, virando o rosto molhado e corado.

-Eu perguntei o que está fazendo, Jojo...

-Nada... –Respondeu com a voz tremula.

Dio se ajoelha á sua frente e o encara mais de perto, fazendo-o se sentir desconfortável. Com as pernas cruzadas, tentava esconder a ereção.

-Está chorando?

-E-eu já disse que não é nada! –O empurrou, levantando-se de supetão, tentando esconder com a camisa que usava o volume entre as pernas. –Eu vou dormir, com licença...

-Você anda agindo estranho, Jojo... –Comentou o loiro, ainda permanecendo no mesmo lugar.

Antes de entrar no seu quarto, o moreno vira-se para encará-lo. Ao ver o olhar que o mesmo fazia direcionado á si, partia seu coração. Era um olhar preocupado, meio culpado; mas sabia que era tudo mentira. Doía deduzir isso.

-Estou preocupado com você...

-Não precisa se preocupar com isso –Murmurou, cabisbaixo.

-Seja o que estiver acontecendo, pode contar comigo, ok? –Afirmou, dando um pequeno sorriso –Somos irmãos, não somos?

Jonathan respira fundo, sentindo os olhos marejarem mais uma vez. Escutar aquelas doces palavras era doloroso, sabendo que aquilo era dito da boca pra fora. Todavia, ainda prezava muito pelos bons momentos que um dia já passaram juntos, quando ainda acreditava que o loiro era uma boa pessoa, quando o achava perfeito.

Não aguentando mais aquilo, simplesmente se deixou levar, não ligando mais para as consequências. Com um sorriso um tanto tristonho, deixou o seu bom coração mais uma vez tomar as rédeas, e mais uma vez deixou-se iludir-se.

-S-somos... 

27 de Febrero de 2018 a las 00:32 0 Reporte Insertar 0
Fin

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Sasah Trakinas Alcoólatra triste.

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