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mithai Mithai Gomes

Ser um Shinobi que comanda uma quadrilha especializada é rodar a paleta como pneus de carros de corrida. A paz nas cinco nações só existe graças ao submundo do crime presente nas grandes Vilas Secretas. A Akatsuki mantém a paz enquanto é apontada como o maior problema da nação. Dividida entre as grandes famílias fundadoras, a organização preza pela paz após inúmeros anos de guerra. Novas organizações surgem a cada instante, tendo o mesmo fim; cedendo perante o poder da Akatsuki. Contudo, uma organização, intitulada Filhos de Kaguya, vem se mostrando bastante audaciosa, cruel e ardilosa. Assassinato, tortura e ameaças são os avisos deles, no entanto, isso não assusta a Akatsuki, só os irrita e quando irritados eles são a elite do mal.


Fanfiction Sólo para mayores de 18. © Masashi Kishimoto

#Naruto #Shikatema #Naruhina #Sasusaku #Gaaino #Konangato
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Rosa Choque

“...Quando você vem lutando por isso a vida toda

Você está lutando para fazer as coisas certas

É assim que um super herói aprende a voar

A cada dia, a cada hora

Transforme a dor em energia.”

Superheroes – The Script


Sakura

Das duas às cinco da manhã, a emergência do hospital central de Konoha costuma ficar vazia. Eu amo essas horas, tão calmo. Mas, hoje o dia estava movimentado demais. Um ônibus tombou no começo da cidade e todos os médicos do PS estão atendendo ainda, e eu era a única livre. Já tinha atendido cinco pessoas, com vários cortes profundos no corpo em três horas. Estava sentada no banco brincando com a filha de uma das passageiras. Ela tinha um corte na testa, que eu tive que costurar, e vários arranhões no braço. Tratar de criança é difícil, pois eles são mais sensíveis que os adultos. Ela tremia de nervosismo quando chegou. Eu cuidei dela enquanto examinava outras pessoas. Ela tem cabelo preto enorme, uma franja como a da Hinata e olhos castanhos escuros. Parece uma boneca de porcelana.

O estalo no teto chama a minha atenção, esses estalos estão ficando cada vez mais frequentes. Ikky, o faxineiro da noite, se aproxima com um balde. Espero ele se aproximar. Trato todos os funcionários igualmente, des da faxineira até um grande cirurgião. O que seria do hospital sem os faxineiros? Um lugar com mais bactérias e sujo de sangue.

- O senhor sabe o motivo dos estalos?

- Algo com os tubos de ar estar ruim.

- Por que eles não tiram?

- Vai custar muita grana e o diretor não quer gastar tanto. O homem que veio aqui disse que só uma pancada forte no teto e tudo cai sobe nós. – ele levanta o balde cheio de água. – A parte mais afetada é a bifurcação perto da porta.

- O estalo e a rachadura depois da porta?

- Sim.

- Aquela parte ali está horrível, é uma mistura de água pingando, rachadura e estalos quase toda hora.

- Essa água que está caindo do teto só vem piorando a situação, meu novo trabalho é por baldes em baixo de goteiras.

- Obrigado. Bom trabalho e se souber de qualquer outra coisa sobre isso venha falar comigo, se não for um incomodo.

- Não há incomodo doutora.

Ikky segue em direção a goteira ao canto da emergência. Esse lugar é tão pequeno que dias como esse parece um vagão do metro as seis. A porta do PS é aberta com brutalidade e um grupo de homens vestidos de preto entra. A mulher ruiva vinha atrás berrando ordens. E lá vamos nós. Viro para a pequena Nik e abro um sorriso amoroso. Ela voltou a sentir medo.

- Vai ficar tudo bem. – sento-a na cadeira. – A tia Sakura já volta para brincar com você, até lá não fale com ninguém e nem sai daqui. Qualquer coisa grita.

- Sim, tia.

Vou em direção a gritaria que tinha se formado na sala de espera. Estava um verdadeiro caos. Homens de preto e uma mulher ruiva gritando com os enfermeiros, eles estão em volta de um homem com o corpo cheio de kunais. Aproximo-me deles e um grandão ruivo me encara.

- Para trás e vá chamar um médico. – ele põe a mão no meu peito, me impedindo de ir atender o homem debilitado.

- Eu sou a médica. – tiro a sua mão da minha frente e aproximo do paciente.

- Eu não quero ser atendido por um rabo de saia.

Muitos homens ainda têm preconceito com Kunoichi médicas, mesmo que um dos três sennins lendários seja uma mulher. Eles não aceitam mulheres ninjas, só lamento. Fui a terceira melhor ninja da Academia de Shinobi de Konoha, formada com graduações incríveis. O meu dever é cuidar e curar os pacientes que passam pela aquela porta e não vai ser eles que irão me impedir.

- Senhor eu sou a única médica disponível. Eu fui a terceira ninja formada com as melhores notas na academia Shinobi, o senhor não precisa se preocupar.

- Eu não ligo para a sua posição. Chama a porra de um homem para me atender, mulheres não me atendem.

- Temo em deixá-lo triste com a notícia. Mas eu realmente sou a única disponível.

Ele me olha com olhos vermelhos carmim. Ah, ótimo. Um Uchiha em um dia movimentado, nada contra o clã, mas alguns deles são muito prepotentes. Examino o seu corpo, evitando olhar em seus olhos, para ver a extensão do seu problema. Várias kunais no tórax, braço cheios de cortes – braços largos e musculosos que tem uma coloração arroxeada, um problema avistado –, kunais fincadas em sua coxa, num local sem muito risco, aparentemente superficiais, e – meio relutante – olho para seu rosto, todo arranhado – mas um rosto muito bonito, diga-se de passagem, parece um anjo, só parece – e alguns cortes profundos. Ele é lindo... Porém fodido. Uchihas são conhecidos pelos seus poderes oculares, vendo esse olho entendo o porquê de muitos temerem os Uchihas.

- Você não vai me atender! – o homem grita olhando com raiva para meu rosto.

- Eu sou a única. – vamos realçar isso, porque aparentemente ele não entendeu. – Médica que pode te atender no momento.

- Por que será?

- Porque atendi todos os meus pacientes e eles saíram bem.

- Moça não tente irritar o chefe. – o cara de cabelo azul e branco diz. Não vou julgar o cabelo deles, o meu é rosa.

- Se ele não quer ser atendido nesse hospital, sugiro ir para o outro hospital que está a uma hora daqui. – abro um sorriso sarcástico. – Claro que o senhor não conseguira sobreviver.

- Só homens que me atendem, não vai ser uma mulher irritante que irá mudar.

- Primeiro, eu não sou irritante e sim você. E segundo, deixa de ser idiota e deixa eu te atender.

- Primeiro, você é... – ele berra furioso. – Sim, uma mulher irritante. E segundo, nenhuma mulher de cabelo rosa me atende, na verdade nenhuma mulher me atende. Só H-O-M-E-M!

Eu não tenho culpa de ter nascido com cabelo rosa! Eu só nasci assim. Igual ele que nasceu para ter um sharingan, eu nasci pra ter cabelo rosa. Genética, oras. Meu pai tem e eu herdei, a única coisa que herdei da minha mãe foi os olhos verdes esmeraldinos. Esse cara vai dar um trabalho. Preciso tapear ele de alguma forma. Boto um olhar triste e olho para o chão, fingindo ser derrotada.

- Tudo bem. Irei chamar um médico.

- Boa garota. – não agredimos pacientes Sakura, não agredimos.

Sigo para dentro do PS, meu plano está borbulhando dentro de mim. Entro na sala do armazém médico, Shin, a chefe das enfermeiras, se aproxima com um olhar indignado. Pego um kit de agulhas e seringas. Mexo um pouco até achar a menor seringa que consigo e uma agulha pequena. Vou até o armário e tiro um frasco de calmamente. Agora sim ele vai sossegar. Preparo a seringa e a escondo no bolso do meu jaleco. Saio do armazém tranquilamente, vou até Nawaki, o chefe do ambulatório. Sinto uma vontade enorme de socar o rosto bonito do paciente baleado. Eu odeio interromper o trabalho das pessoas.

- Siga-me, por favor. – fecho as mãos e faço um biquinho.

- Tem um plano para convencer o irritadinho?

- Como sabe?

- Todos ouviram.

- Ok. Por favor, venha.

- Claro. – ele se vira para a senhora que atendia. – Senhorita Fuji, eu preciso ajudar a doutora com um paciente e já volto.

- É só alguns segundos. – eu forço um sorriso.

- Desde que faça esse marica parar de gritar, por mim está ótimo.

- Obrigado. Ele irá.

Saímos e eu explico o meu plano para ele. Basicamente vou sedar ele, sem ele perceber. O que pode ser meio difícil, considerando o seu sharingan. Aproximamos do nervosinho e ele sorri vitorioso. Seus olhos voltam para uma tonalidade profunda de preto. Vai rindo desgraça, vai rindo.

- Esse é o doutor Nawaki Senju.

- Senju? – ele solta uma curta risada irônica enquanto nega com a cabeça. – Hoje, definitivamente, não é o meu dia.

Aproximo devagar e paro ao seu lado. Nawaki se apresentava a ele e eu uso isso para tirar a agulha e aplicá-la no seu braço. Ele me olha assustado e começa a ficar molenga. Ganhei. Um dos seus capangas bota a mão no meu ombro e puxa para trás. Seguro o seu braço e o puxo na minha direção. Levanto o braço e dou uma cotovelada no seu pescoço. Ele tomba um pouco pra trás, aproveito a deixa e chuto a sua barriga. Outro brutamonte vem na minha direção e eu espero o momento certo para chutar o seu Malaquias (?). não tenho tempo a perder, viro para o ruivo e aponto para o chefe dele.

- Se eu não fizer nada, ele morre. Manda esses idiotas pararem agora.

- Tudo bem, doutora. Mas se o nosso chefe morrer, você vai junto, os seus pacientes também.

- Tudo bem. – dou de ombros. – Ele não irá morrer mesmo. Maca! – berro o mais alto que eu consigo.

O enfermeiro entra correndo com a maca e com a ajuda do ruivo bota o moreno, de lado, na maca. Marchamos para a primeira sala vazia que vemos. Tiramos a sua blusa e a barriga estava bem pior que o esperado, o enfermeiro informou que ele tinha um corte profundo na nuca. Preciso curar ele na barriga e ao mesmo tempo na nuca. Qualquer outro médico perderia o paciente por não conseguir cuidar da barriga e a nuca ao mesmo tempo. Mas eu consigo concentrar o meu chakra e curar as duas regiões rapidamente. Tiramos as kunais com cuidado, algumas ainda ficam em seu corpo para evitar sangramento em excesso. Toco na barriga e na nuca. Concentração Sakura, concentração. Começo a usar o meu chakra nele e as cicatrizes mais profundas começam a curar. Não vou perder ele, já atendi piores, que viveram quase destroçados. O Uchiha perto dos outros pacientes chega a ser algo fácil.

Levei cerca de vinte minutos para curar a barriga e nuca e mais quarenta minutos para acabar de vez, uma hora completa. Estava um pouco exausta de tanto chakra que usei hoje, mas consigo terminar de curar esse cabeça dura. Depois que curei as cicatrizes profundas, começo a dar pontos em algumas delas que não consegui fechar completamente. Ele é cheio de cicatrizes pelo corpo. Pior que isso da um bagulho nele, meio que um ar sensual e selvagem. Para com isso Sakura, ele é um paciente. Parece que ele é um ninja muito do popular entre os gângster da cidade, já que as kunais que estava no corpo dele são de gangues criminosas temidas na cidade. Não entendo o que ele está fazendo por aqui, uma área no limite da cidade. Termino de cuidar dele e vou para a sala de espera. Nik estava brincando com a mulher ruiva e o cara de tubarão, o de cabelo azul e branco. Eles se levantam e me olham apreensivos.

- Ele está fora de perigo, com alguns curativos e arranhões leves.

- Você não disse que ia curá-lo? – o ruivo se aproxima com raiva.

- E curei, ele tinha vários cortes profundos na barriga e na nuca. – aproximo e o encaro. – E eu cuidei de todos ao mesmo tempo para ele não ter uma hemorragia.

- Ele está bem, então? Eu não entendi nada. – o de cabelo branco levanta a mão confuso.

- Sim. Ele está fora de perigo, os pontos são nas feridas muito profundas que eu não consegui curar completamente. Ao total são cinco. Uma na nuca, duas nas costas e uma na barriga.

- Eu disse que a tia ia curar. – Nik diz com um sorrisinho fofo.

- Sim, minha flor. – a ruiva volta a brincar com ela.

Ela está com uma barriga que aparenta quatro meses. Pela a forma que ela brinca com Nik, ela será uma mãe excelente. Se ela está com ele deve estar machucada, isso pode prejudicar o bebê. Aponto para ela.

- Você tem algum machucado? Quer que eu a cure?

- Não, estou bem. Obrigado. – ela diz com um sorriso.

Concordo com a cabeça. Menos mal, sempre fico um pouco tensa quando se trata de crianças, adolescentes, idosos e mulheres grávidas. A maioria que vem aqui participa de alguma gangue ninja, em vez de usar para proteger a cidade eles ficam desperdiçando com o crime organizado. Viro na direção do ruivo, esse cara é estranho.

- Ele deve acordar daqui a uma hora.

- Tudo bem... Doutora. – ele diz com um sorriso tímido.

Suspeito isso. Vou para a sala dos médicos. Tô quebrada achei que seria fácil. Pego a chave da minha gaveta e retiro a minha bolsa. Tiro alguns ienes da minha carteira, guardo a bolsa e escondo a chave. Todo cuidado é preciso aqui. Saio da sala apressada, estou morta de fome, e vou para a cantina que tem ali perto. Compro dois salgados e duas Coca-Colas. Volto para a emergência e não vejo Nik na sala de espera, meu coração acelera um pouco. Ela está na minha responsabilidade e é algo pequenino e inocente. Ando desesperada para as salas de consultas, nada. Começo a olhar todos os lados, onde ela pode estar. Ouço sua risada alta, ela está bem, sigo para a ala que ouvi. Encontro ela com o Uchiha. Eles conversavam sobre algo e ela estava rindo sem parar. Aproximo calmante e pigarreio. O Uchiha me olha com raiva e Nik com um sorriso radiante. Nessas horas que eu queria ser mãe, mas ninguém quer casar com uma médica de pronto socorro que passa metade do seu tempo treinando e trabalhando. Os homens querem uma mulher 100% de casa e isso eu nunca serei, no máximo 50%. Puxo uma cadeira e sento ao seu lado. Dou o salgado e a coca dela.

- Obrigada, tia.

- De nada, anjinho.

Comemos em silêncio com o Uchiha olhando cada movimento que eu dava. Isso está me deixando tímida, nenhum homem me olha assim. Quando terminamos de comer, eu jogo as coisas fora. Saio da sala e vou para o banheiro. Abro a porta rapidamente, solto o ar que prendia. Ele é estranho demais. Vou para a pia, limpo a minha mão e olho o meu reflexo no espelho. Nada mal, ele tem sorte de uma mulher tão bela e talentosa como eu atende-lo. Seco a mão e respiro fundo, hora de cuidar de certo Uchiha. Abro a porta do banheiro devagar, alguns pacientes estão dormindo. Sigo para a sala, assim que entro aproximo-me dele. Quando toco no seu braço, ele puxa com força. Deve ter doído muito esse movimento, bem feito ninguém mandou ser manhoso.

- Eu preciso te examinar.

- Você me sedou.

- Você não me deixou te atender.

- Vai me sedar de novo, doutora? – ele fala com sarcasmo. Não pode socar os pacientes.

- Não senhor, U-chi-ha. – digo pausadamente seu sobrenome. Se ele continuar assim, vou tratar ele que nem criança.

- Ainda bem que sabe quem eu sou. Agora chame outro médico.

- Não. – abro um sorriso e seguro o pulso dele.

O Uchiha tenta puxar o braço, mas como eu tenho uma força sobre-humana, ele falha. Fico olhando o meu relógio e marcando os seus batimentos, tudo ok. Evito olhá-lo nos olhos e foco nas maquinas, tudo certo. Agora vem a pior parte, que eu sei que ele irá dificultar. Pego o meu estetoscópio e aproximo do seu pulmão, para ver se tem líquido nos pulmões. Como eu disse, ele se nega a ser atendido. O Uchiha se vira de costas e olha pra parede, mas que quengo. Só de sacanagem vou por o estetoscópio na sua costa. Subo na cama e o prendo de costa. Puxo o estetoscópio e ouço o seu pulmão, tudo ok. Sempre dou um jeito. Desço da cama e ouço a risada de Nik. Começo a anotar os exames que eu fiz e a hora. Mas como ele é um babaquinha, ele abre a boca.

- Você é realmente irritante.

- E você é infantil.

- O que você disse? – a raiva em sua voz era algo que qualquer um percebia.

- Que você é infantil.

- E ainda tem coragem de repetir?

- Claro, por que eu não teria? Você é o meu paciente.

- Não sou! – ele grita, lanço um olhar para fora.

Uma das pacientes do acidente acorda assustada. Tadinha dela, estava tomando soro e esse babaca a acorda. Ah, mas não vai ficar assim. Ninguém trata os pacientes assim. Desculpa Rikudou e os pacientes, mas isso é necessário.

- Olha aqui! – já viro em sua direção com o dedo indicador apontado para o seu rosto e a voz perigosamente baixa. – Abaixa essa sua bola, que quem manda nessa emergência sou eu. Aqui você é só mais um paciente.

- Como é...

- Calado! – interrompo ele com a voz fria e contida. – Se não quisesse vir aqui, não fizesse merda, caralho! – contenho a vontade de gritar com ele. – Eu não quero ouvir nem mais um grito seu. Porque não sei se você percebeu bebezinho, mas você não é o único nesse lugar. Há pessoas aqui e elas sofreram um acidente grave. E esse seu showzinho está perturbando o descanso deles. Grita novamente e eu te aplico outro remédio para dormi, e dessa vez vai ser um forte para você só acorda amanhã.

Ouço palmas na emergência, isso que da o local ser pequeno. Dá pra ouvir o que se diz aqui até na entrada. O Uchiha me fuzila com o seu sharingan. Viro para a sala de emergência e vejo os seus sei-lá-o-que com uma expressão surpresa. Faça comigo, mas não faça com os meus pacientes. Volto a escrever no prontuário e deixo um aviso bem malcriado para o outro médico.

“Paciente tem fogo no rabo e faniquito em meia-meia hora. Joga a verdade na cara dele e ele apaga esse fogo de sete éguas que tem no brioco.

Obs.: Ele costuma ativar o sharingan na hora dos seus showzinhos."

Sinto pena do próximo médico que irá atender ele. Deixo a prancheta sobre o balcão e viro em direção a Nik. Abro um sorriso alegre, a mãe dela deve ter acordado com todo esse escândalo que aconteceu. Bato palma e ela me olha séria. Tadinha, assustei ela.

- Muito bem Nik, vamos ver a sua mamãe?

- Sim, tia.

Ela empurra a cadeira até a maca e sobe nela. Nik puxa o braço do Uchiha e dá um beijo. Ela sorri para ele, que retribui o sorriso. Nem parece que é um demônio. Os contrastes da vida.

- Tchau, amigo.

- Tchau, bebê.

- Tá se dando tchau agora? – solto uma risada sarcástica e Nik me olha surpresa.

- Você sabe quem eu sou? – ele pergunta me olhando com raiva.

- Sei. – cruzo os braços com um sorriso irônico.

- Eu 'naum'. – Nik diz com a mão levantada.

- Eu sou Sasuke Uchiha. – ele diz me encarando com um sorriso vitorioso.

- Eu sou Nik Mikawai. – ela olha para ele com um sorriso amável. – Prazer, moço.

Ela levanta a mãozinha para ele, que segura balança. Olhando assim nem parece uma peste. Uma peste gostoso demais e complexo demais. Que tipo de pensamento foi esse? Essa coisa deve estar tentando possuir o meu corpo.

- Prazer Nik. – ele abre um pequeno sorriso gentil. – Você sabe o nome da doutora? Ela não me disse até agora.

- Shiiiuuuu. – boto o dedo na frente da boca e ela ri.

- Shiiiuuu. – ela me imita rindo.

- De qualquer jeito eu vou saber mesmo, sua irritante.

- Tudo bem, senhor Uchiha.

Pego Nik no colo e boto a cadeira no lugar. Foi algo rápido. Em um segundo só se ouvia a troca de farpas entre eu e o Uchiha, no segundo seguinte se ouvia barulho de briga na sala de espera. Olho para a sala e vejo homens com máscaras verde e dourada em formato do rosto de uma cobra, o mesmo rosto assustador. Volto com Nik para o quarto e boto-a embaixo da maca. Pego as kunais em cima da bandeja, que eu deixei para o senhor Uchiha levar com ele. Mas parece que terei que usa-las. Concentro toda a minha energia e respiro fundo. Calma e determinação, eu preciso proteger e salvar os civis presentes do PS, mas se eu me afastar do Uchiha ele morre. E esses homens saem impune do crime que estão cometendo. Sei que se o Uchiha viver, esses caras vão pagar.

Ouço um barulho na maca e olho de esguelha para a maca, o Uchiha estava sentado com o sharingan ativado. Dou quatro kunais pra ele e fico com o resto, ele chegou com onze kunais ao total. Dois dos homens aparecem na frente da sala de atendimento. Taco uma kunai e eles desviam, entretanto, eu não taquei para acerta-los. O extintor voa em direção a um deles bem na cabeça, o outro eu taco novamente uma kunai e ele desvia. O ninja taca uma na minha direção e eu me defendo. Finjo que estou perdendo, mas estou concentrando o meu chakra na minha mão. Quando ele chega perto o suficiente, eu me abaixo e ele levanta a kunai para acerta a minha cabeça. Choco a minha kunai na dele e bato com tudo na sua barriga. Ele voa até a parede da sala de espera e fica preso em nela. Nawaki sai com os pacientes e os leva em direção a sala dos médicos.

- Shannaroooo! – grito para os idiotas.

Volto para a minha posição de defesa. Cinco homens entram na área de atendimento. Boto a kunai perto do meu rosto e pego uma do chão, posicionando-a atrás das costas. Lembro do que Ikky-sama disse sobre o tubo do ar-condicionado. Vamos ver se ele está falando a verdade, ou é só encanamento furado. Desse diretor não duvido de mais nada. O tubo de bifurcação fica depois da porta, onde algum dos gracinhas está em baixo. Respiro fundo, agora ou nunca. Taco a kunai que estava perto do meu rosto e me defendo com a que escondi nas costas. O tubo cai fazendo muito barulho, um deles fica preso em baixo do tubo que prende a porta do PS. Mais nenhum irá passar por ali. Os outros três se preparam para me atacar. Eles pulam ao mesmo tempo na minha direção. Pulo para trás, eles caem ajoelhados no chão. Concentro chakra no meu pé e chuto um deles, que voa até a porta e quebra o vidro. Os outros dois se levantam e se olham. Continuo com uma kunai me defendendo, o da esquerda dá um passo para a frente e é acertado na cabeça por uma kunai, ele cai morto no chão. O outro vacila ao dar um passo para trás. Dou um passo para frente e ele para trás. Ficamos nisso até eu pegar a kunai que o Uchiha jogou. Agora estou com duas, uma para defender e outra para atacar. Ele esta na frente do tubo de ar, eu posso usar isso como distração e acertá-lo. Taco uma kunai e me defendo com a outra, infelizmente sou acertada no braço. Merda! A kunai fica presa no tubo e ele vem na minha direção. Puxo a kunai do meu braço e me defendo novamente. Ele vinha garantido na minha direção. Ele roda no mesmo lugar, pegando pressão, seu pé faz um movimento que conheço. Ele quer me chutar. Afasto o meu corpo a tempo, sua perna passa em câmera lenta, a centímetros do meu rosto. Aproveito a proximidade e cravo a kunai no calcanhar dele. Ele cai no chão e eu continuo em defesa. Aproximo devagar, ele levanta a cabeça.

- Dá mais um passo e eu acerto a garota. – ele apontava a kunai para Nik. – Solta a kunai.

Solto a minha kunai na hora, preciso fazer algo. Não posso deixar ela morrer, é uma criança. Seu corpo cai para frente com a pressão exercida pela kunai crava na sua cabeça. O impacto foi tão forte, que o seu corpo fez um baque ao cair no chão. Veio do lado de fora. Olho para a porta e vejo um homem mais velho, com cabelo até o ombro e um olhar severo. Outro homem, com cabelo branco, para ao seu lado e o ajuda a entrar. Boto a mão no meu corte do braço. Que dor! Pego a kunai e entro em modo defesa novamente. Eles param no meio do caminho.

- Ele é o meu pai. – Sasuke diz aliviado.

Respiro aliviada, obrigado pai. Olho de esguelha para ele, Sasuke está deitado de lado com a mão dada a Nik. Ele olha pra frente e faz um movimento. Os homens voltam a andar, dou espaço para eles entrarem.

- Como você está? – o mais velho pergunta.

- Pergunte a minha médica, eu estava dopado metade do tempo.

Filho de uma quenga. O homem me olha com uma carranca séria e uma sobrancelha levantada. Rikudou dá paciência para não voar na garganta do Uchiha menor e força para enfrentar o Uchiha maior. Curvo para o Uchiha maior, respeito a hierarquia do poder né. Ele para na minha frente e eu levanto a cabeça para olhá-lo.

- Você que cuidou do meu filho?

- Sim, senhor.

- O que ele tem?

- Cinco pontos, que eram cortes muito profundos e não dava para curar completamente, e alguns arranhões superficiais.

- Ele chegou com quantos cortes?

- Vários. Não deu para contar, mas de profundos só tiveram na nuca e abdómen.

- Cadê o outro médico que te ajudou?

- Foi só eu, senhor. – estou me sentindo uma criança levada que foi pega pela mãe. – A emergência estava lotada, as vítimas do acidente de ônibus vieram pra cá e algumas horas depois ele chegou.

- Obrigado, senhora. Você fez um trabalho bom e protegeu meu filho, meu clã está em dívida com a senhora.

- Só de ele estar bem me basta, senhor.

- Tudo bem. – ele se vira para sair e ai eu lembro das kunais.

- Senhor! – eu digo um pouco alto e ele se vira. – Ele chegou com onze kunais no corpo. – olho em volta e pego duas. – São diferentes. A da esquerda... – mostro uma kunai com traços em verde. – Pertence aos homens que nos atacaram aqui. – mostro a da direita para ele, que tem traços em preto e branco. – Essas vieram no corpo dele. Pelo que eu entendo de gangues, a verde é de uma gangue diferente da branca, que é superior a verde.

- E como você sabe que é de gangue? E não de mercenários.

- Eu trabalho aqui a dois anos. Já atendi várias pessoas, inclusive integrantes de gangue diferente. E até atendi um mercenário e as kunais deles tem traços marrom.

- Interessante. – ele olha para o chão pensando. – Obrigado pela informação.

- De nada, senhor.

Vou em direção a maca, aliviada. Nik está agarrada ao Uchiha e treme a todo instante. Ele tenta acalma-la contando a história de Rikudou-sennin. Pego os meus equipamentos. Um último exame neles e irei ver a sala de espera. Primeiro vejo Nik, completamente bem. Só assustada e querendo a mãe. O Uchiha estava com um pequeno corte na bochecha. Boto a mão no seu machucado, ele a afasta e me olha incrédulo. Seu dedo aponta para o meu braço, que ardia de mais.

- Se cure. Depois trate dos outros.

- Uma Kunoichi médica deve sempre priorizar os pacientes.

- Eu não sou mais seu paciente.

- Hm, é mesmo?

- Sim, meu pai chegou e irá me levar para o meu clã.

- Então, eu irei cuidar dos pacientes na sala de espera e vê se mais alguém precisa dos meus trabalhos. – me curvo para ele e sorrio alegremente. – Adeus, senhor Uchiha, espero que melhore logo. – vou até a mesinha e pego o seu prontuário com todas as informações. – Mostre para o seu médico.

- Senta essa bunda gigante aqui.

- O que você disse?

- Senta essa bunda gigante aqui. – ele bate na cama.

Nik solta uma bunda... Pera, o que? Risada. Que droga é essa? Quando ele viu a minha bunda? O jaleco impede de ver. Ele sustenta um olhar vitorioso. Vou arrancar esses olhos. Estou exausta. Meu corpo está quebrado, mas não vou deixar de atender quem precisa. Foi por isso que eu virei ninja, ajudar quem precisa. Viro de costas para ele e vou até a porta. Com muito esforço, subo no tubo e passo a porta. O estrago aqui é pior do que lá dentro. Tem sangue para todos os lados. Localizo o grupo do Uchiha, o ruivo esta com um corte profundo na testa e a mulher de cabelo vermelho pressionava um pano na sua cabeça. Aproximo e tiro a mão dela. Concentro o meu chakra e começo a curá-lo. Depois que termino com ele, vou até a ruiva. Ela estava com cortes nos braços. Bota a mão no seu ventre e no braço, começo a curá-la. Só cuidei do cara primeiro porque ele estava horrível. Assim que termino, me sento ao lado do ruivo.

- Você é uma ótima doutora. – ele diz me estendendo o pano.

Olho desentendida para o seu rosto e ele aponta para o meu braço. Oh, sim, eu estou com um corte no braço. Pego o pano e passo pelo braço. Nawaki ficaria puto se me ver assim. Segundo ele, eu tenho que pensar no meu bem-estar também.

- Obrigado. – sorrio para ele.

- Ei!

Todos se viram para ver Nawaki saindo do buraco da porta. Ele esta com uma careta engraçada. Uma mistura de 'te peguei' e 'se prepara que lá vem'. Por favor, que não seja comigo.

- Que corte é esse ai? Seu braço tá horrível.

- Quando eu passei pela porta, eu não vi um caco de vidro pontudo e me cortei.

A maioria das vezes Nawaki não acredita nas minhas mentiras, ele é esperto. Meu chefe aproxima e começa a me curar. Mais homens vestido de preto entram, no PS, alguns passam pro outro lado e outros ficam desse lado. Poucos minutos depois o tubo é tirado da porta. Que magia negra é essa? Um grupo de paramédicos, contei dez, entra no PS e volta com o Uchiha safado. Eles deixam a maca perto das cadeiras e vão ver se tudo está limpo para tirar ele. Deixá-lo ir assim, sem dar um troco por tudo que ele fez hoje. Ou me vingar? Afasto gentilmente a mão de Nawaki, levanto e vou até o lado da sua cama.

- Já vai, Kaguya? – boto a mão no peito e finjo estar triste. – Vou sentir saudades sua Sasuke-kun.

Eu quero amostrar que realmente sei quem ele é. Não sei o porque, mas quero implicar com ele. Acho que é porque quero vingança e a carinha dele de contrariado é maravilhosa.

- Você não vai se livrar tão fácil de mim. – ele me olha de uma maneira tão séria, que medim. – Eu ainda vou me vingar, doutora.

Dou um tapa no seu ombro, onde tinha um arranhão e ele trava o maxilar. Ainda bem que doeu, mas deu raiva do filho da mãe ter escondido isso.

- Espero nunca mais te ver. – solto uma risada alta.

- Quem ri por último, ri melhor.

- Ah, Sasuke-kun, não diga isso. Eu fui um amor com você. – finjo estar indignada.

- Você se fez, irritante. Caçoou, me sedou, gritou comigo e sabe-se-mais-o-que fez enquanto eu estava apagado.

- Eu não fiz nada, sou completamente ética no trabalho. – me aproximo dele, até as nossas respirações se cruzarem. – Mas fora do trabalho eu sou bem pior, não me atiça Sasuke-kun.

Tá decidido, vou chamar ele pelo nome. Sasuke se aproxima mais, só mais alguns centímetros e rola um beijo. Olho no olho, um frio percorre o meu corpo. Esses olhos são profundos e cheios de mistério. Por mais que eu diga que quero um cara oposto do Sasuke, lá no fundo eu desejo um assim. É como um lado selvagem meu. Odeio esse lado.

- Que os jogos comecem, doutora.

Os homens voltam acompanhados e eu me afasto da maca. Abro um sorriso vitorioso, nunca mais vou ver ele. Eles levam Sasuke para a ambulância, que tinha o símbolo do clã Uchiha. Espero nunca mais vê-lo na minha frente. Por mais divertido que seja implicar com ele, eu não quero ter que atender ele. Viro-me para trás e vejo o homem, de máscara e cabelo cinza, olhando na minha direção. Dou de ombros e volto para a emergência. Passo por ele e ouço uma risadinha vinda dele. Eu ein, esses Uchihas são estranhos. Ah, hoje a madrugada foi tão movimentada. Hinata não vai acreditar quando eu disser para ela o que aconteceu, nem sei por onde começar.

26 de Febrero de 2018 a las 22:24 0 Reporte Insertar 1
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