Beauty And The Beast Seguir historia

slowqueen SlowQueen

Meus dias são cinzas e secos, como plantas mortas e barro, minha vida tão longa que se quer lembro quando exatamente ela começou... Mas existe algo de que não posso me esquecer, mesmo que eu queira... Minha aparência... Em algum momento em minha vida eu fui alguém muito ruim.. Ruim ao ponto dos deuses quererem se vingar... Me transformaram em uma fera... Para que ninguém mais pudesse se aproximar sem ter medo ou nojo... Os deuses realmente sabem castigar alguém... No desespero de me redimir, cultivo o que posso e alimento a cidade infértil ao lado de meu palácio... E as vezes, até mesmo ouso ir até lá... Foi assim que eu a conheci... e a partir do momento em que a vi percebi que não poderia mais viver sozinho... Eu vi a felicidade, e ela tem olhos verdes!!


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#Haruno Sakura #Uchiha Sasuke #Maldição #BeautyAndTheBeast #SasuSaku #Fantasia #Naruto #Amor #Drama #Romance #Magia
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O Labirinto

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O LABIRINTO


A lua brilhava alta e divina no céu, iluminando a pequena cidade, as pessoas de bem já não andavam mais na rua aquela hora, as bem nascidas, que a fortuna e a sorte tinha favorecido, mas os outros...

A capa suja que cobria seu corpo e arrastava na lama moveu-se levemente, tão leve que nem parecia ser feita de um linho pesado e sem cor, deixando aquele marrom natural transparecer livre, ela colocou as mãos no peito ao vê-los chegar, sempre traziam algo diferente, ficou parada apenas os observando se aproximarem e enfim pode enxergar o conteúdo que tinha dentro da enorme carroça... Eram lindas, brilhantes e vermelhas de uma forma que ela jamais tinha visto antes, as maçãs se amontoavam umas por cima das outras, e quanto mais ela as encarava, mais suculentas elas aparentavam ser, quase como se estivessem implorando para serem mordidas... A moça que escondia-se embaixo daquele capuz de linho deu um pequeno passo a frente, aproximando-se ainda mais da carroça, e assim que o fez pode ver que as frutas ali dentro eram tão brilhantes que ela quase podia ver seu reflexo distorcido na planície vermelha... Ela esticou a mão lentamente em direção a elas e antes de tocá-las com as pontas dos finos dedos...


O homem colocou o braço em seu peito e com o cotovelo ele a empurrou, com tanta força que ela foi direto de encontro ao chão, o capuz caiu de sua cabeça e os longos cabelos cor de rosa se espalharam pelo ar como pétalas de flor...


— Saia daqui sua imunda. Isso não é pra gente dá sua laia.


O carregador falava aquilo como se pudesse comer o conteúdo daquela carroça, o que ela sabia que não era verdade... Ele se quer olhou novamente para ela depois disso, apenas voltou a puxar o carregamento, deixando-a lá jogada ao chão e a lama... não que ela não estivesse acostumada, os homens com os alimentos continuaram passando por ela sem lhe dar a mínima atenção, até o momento em que ela sentou-se sobre os joelhos, com a capa e os cabelos ainda espalhados pelo vento e pode ver... a maçã caída no chão, com aquela cor tão viva.. era quase como se estivesse chamando-a... A moça dos cabelos cor de rosa pegou-a tão rápido do chão quanto pode e correu em direção oposta aos homens, mas isso não foi o suficiente para eles não notarem-na...


— Sua ladra!


Ela corria entre as pequenas vielas da cidade que tanto conhecia agarrada a aquela fruta, ouvindo os gritos do homem atrás dela, aah, se não fosse rápida o suficiente ele com certeza a pegaria antes de poder dar uma bela mordida naquela maçã em suas mãos. Dobrou em uma das esquinas da cidade e pode ver as luzes das casas já se apagando, ela correu por toda aquela comprida rua e sabia exatamente onde se esconderia do carregador... Ela apenas não contava com o homem de longa capa negra que surgiu de repente em sua frente naquela esquina, bateu contra ele tão forte que seu frágil corpo certamente iria direto para o chão pela segunda vez naquela noite... Mas isso nunca aconteceu, o braço forte dele enlaçou sua cintura com tanta firmeza e puxou-a para si, prendendo-a junto a seu corpo com tanta força que os pés dela sequer tocavam o chão... e tudo que ela pode ver por debaixo daquele capuz negro foram os olhos negros brilhando como pedras preciosas...

Mas não ele... o homem que se escondia no manto pode deliciar-se com a perfeição daquele rosto sujo de lama.. os enormes olhos verdes vestidos d'água brilhavam como se fossem filhos da lua que os iluminava, os cabelos daquela cor tão agradável de espalhando pelo ar e adornando o rosto delicado, e os lábios quase tão vermelhos quanto a maçã em suas mãos... ou o filete de sangue no canto de sua boca... “Me desculpe” foi o que ela disse antes de empurrá-lo e libertar-se de seus braços. O homem que a perseguia surgiu no fim daquela rua e ela voltou a correr com todas as suas forças, deixando-o parado ali enquanto observava-a ir embora e embrenhar-se em um dos becos... Ele apenas ajeitou o capuz do manto que cobria-o por inteiro quando o homem que a perseguia passou por ele, e continuou a caminhar calmamente pela rua...



Os dias passaram rápido como sempre, ela mal podia acreditar que um mês já havia se passado desde a noite em que quase comeu uma maçã... fosse lá o que viesse nas carroças daquela noite, ela com certeza conseguiria pegar, terminou de varrer a frente do local onde trabalhava e começou a tirar o avental quando viu o loiro se aproximando...


— Não vá. Eles vão acabar prendendo você.

— Eles não vão me pegar hoje Naruto, tenho certeza.


Estava cansada de comer pães duros e aquela coisa que chamavam de sopa, mas que na verdade eram apenas os restos dos ricos de cidade, aquela noite ela provaria o que os bem afortunados costumavam comer, colocou a capa sobre o vestido verde musgo... talvez fosse até um verde oliva, mas estava sujo demais para descobrir isso...


Ela sentou-se embaixo da janela que tinha uma mulher cantarolando e esperou por mais de uma hora até anoitecer, estava ansiosa como uma criança... Mas toda aquela alegria interna foi rapidamente rompida quando ela viu os homens se aproximando... Eles vinham de mãos vazias... Pela primeira vez em anos eles não traziam nada do labirinto... Passaram por ela com a cabeça tão baixa que se quer a notaram parada ali com os enormes olhos verdes arregalados...

Ela mal podia acreditar naquilo... Voltou triste para sua casa, pensando no que poderia ter acontecido para eles voltarem sem comida... afinal todos da cidade dependiam do que o labirinto lhes dava, e isso incluía os mais afortunados...



Os dias foram se passando, e ela podia ver o desespero dos mais ricos aumentando gradativamente... E eles nem estavam exagerando, se o labirinto não lhes desse mais comida, logo ela e os mais pobres morreriam de fome... Aquilo afetaria a todos na cidade...

As portas do lugar se bateram, fazendo-a se assustar e parar de varrer o lugar e dois guardas passaram pela porta rápido, um deles colocou seus olhos sobre ela, e isso foi o suficiente para assustá-la, eles vinham em sua direção como dois brutamontes e a única reação que ela teve foi se encolher e tentar se esconder entre os próprios ombros, mas o loiro saltou em sua frente antes que os dois guardas pudessem colocar as mãos nela e perguntou...


— O que querem? Ela não fez nada.

— Não está sendo presa, o prefeito quer vê-la.

— O que o prefeito teria a falar com uma garota simples como ela?


Ele indagou, mas não foi respondido, os homens o empurraram e pegaram-na praticamente a força, levando-a arrastada para fora da cidade até o labirinto, ela sabia que estava encrencada, mas honestamente não sabia o porque.. Lá estavam parados o prefeito e sua esposa, o bispo da igreja, e o banqueiro da cidade, a moça quase pode sentir a corda em seu pescoço ao olhá-los... Mas quando desviou os olhos para o labirinto isso tudo se esvaiu... qualquer coisa se esvairia tamanha a grandiosidade daquelas paredes feitas de galhos de arvores e espinhos... O prefeito aproximou-se dela e esticou a mão para cumprimentá-la... e isso com certeza nunca havia acontecido em toda sua vida...


— Olá mocinha.

— Não fui eu... — Ela se defendeu... — Não sei o que aconteceu, mas não fui eu Senhor.

— Ah, é você... — A mulher ao lado dele pestanejou, quase como se aquilo fosse uma ofensa a ela...

— Me desculpe. Mas vou lhe explicar a situação em que nos encontramos... — O prefeito colocou a mão sobre o ombro dela e calmamente começou a caminhar enquanto falava... — Você sabe o que é isso querida?

— É o labirinto. — Ela respondeu...

— E o que o labirinto faz por nós?

— Ele nos da alimento.

— Errado querida. — O homem com o chapéu se virou para ela... — Ele é apenas um labirinto, o que tem dentro dele nos dá alimento... Você sabe o que tem dentro dele? — Ela apenas sacudiu a cabeça em negativa... — Dentro do labirinto mora uma Fera... literalmente uma Besta... uma Fera que vive dentro dessas paredes há seculos. Ele mora em um castelo muito maior do que toda a nossa cidade, e ao redor de seu castelo existem arvores de todas as frutas, e plantações de todos os tipos de legumes e grãos... E essa Fera gentilmente divide toda essa comida com a nossa cidade... E você sabe o por que não sabe..?

— Porquê nossas terras são inférteis... — Ela respondeu...

— Exatamente... Não importa o que tentemos plantar, nossas terras jamais conseguiram fazer brotar se quer uma espiga de milho... E sem comida... toda essa cidade morreria. — Ele virou-se e continuou a caminhar, fazendo a garota segui-lo...— Todo o mês, eu mando alguns de nossos mais confiáveis homens aqui, buscar essa comida que a Fera gentilmente deixa preparada para nós, mas quando chegaram aqui no inicio deste mês, adivinha o que encontramos...

— ... C-comida? — Ela mais perguntou do que respondeu...

— Não. Não encontramos nada. Nem sequer um grão. Então ontem eu vim até os portões e esperei até que a Fera viesse me dizer o que aconteceu, e depois de horas ele apareceu... E você sabe o que ele me disse?

— Eu... Não saberia responder, Senhor...

— A Fera disse que vive a muitos anos sozinho e isolado de todos dentro dessas muralhas, e que isso é muito triste... Ele disse também que sempre nos deu todo o alimento que pedimos e até mesmo um pouco mais, e nunca pediu nada em troca além de paz... Mas.... — O prefeito virou-se para ela novamente... — Recentemente ele mudou de ideia... Ele resolveu que deixará que todos aqui morram, e que a fome tome conta de nossas casas, ele disse que todos nós podemos definhar em seus portões que ele se quer vai olhar para nós... — Os olhos verdes dela se arregalaram apavorados e paralisados com a informação.. e então o homem continuou... — Mas ele também disse que pode evitar tudo isso, se uma formosa dama de bom grado for lhe fazer companhia por um ano...

— Isso é bom. Ninguém aqui vai morrer de fome. — Ela pareceu mais viva com a proposta...

— Foi exatamente o que eu pensei querida. Mas ele não quer uma qualquer... Ele disse que queria a companhia da dama mais linda da cidade, apenas a mulher que tivesse olhos como esmeraldas, cabelos como as flores, a pele como pêssego e a voz de um anjo querubim. Ele quer... Você.


Os olhos dela paralisaram, ela não podia acreditar naquilo, levou a mão até o rosto e por um segundo o prefeito pode enxergar a beleza que a Fera havia descrito com tanta perfeição, a jovem moça não conseguia acreditar naquilo, deu um passo para trás, mas o que realmente queria fazer era sair correndo dali, fugir para que nunca a pegassem... Ela... Por que? Dentre tantas damas sofisticadas que a cidade tinha, dentre todas ela havia sido escolhida pela Fera... por que?


O barulho dos sinos da igreja tocaram... e tocaram... sem parar, sem deixá-la pensar direito a informação que havia acabado de receber e que ainda não havia conseguido absorver... Mas algo ainda maior lhe chamou a atenção... Aquela enorme parede de galhos e folhas começou a se mover, como se estivesse viva o tempo todo, e os galhos foram se acumulando e se sobrepondo até abrirem uma passagem, e então surgiu o lindo cavalo, negro como a noite sem estrelas, e ficou apenas parado ali, esperando como se tivesse recebido uma ordem... O prefeito aproximou-se dela, e com verdadeiro pesar na voz ele disse...


— A Fera disse que a dama escolhida tinha que entrar no labirinto ao meio dia em ponto...


Um ano... era muito tempo... Mas ela pensou em Naruto, pensou na senhora que sempre lhe sorria enquanto ela varria a rua, pensou nas crianças brincando na beira do poço, na moça gravida que tão gentilmente lhe dava bom dia todas as manhãs... Todas aquelas vidas dependiam da próxima ação dela... Ela suspirou fundo e pesado e caminhou até o cavalo, o animal por sua vez curvou-se esperando para que ela pudesse subir, e assim que o fez ele pôs-se a correr pela entrada do labirinto com paredes tão grossas que parecia não ter fim... E logo depois, a entrada fechou-se atrás dos dois...


26 de Febrero de 2018 a las 10:59 2 Reporte Insertar 1
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Olá, eu sou a MRz do Sistema de Verificação do Inkspired. O sistema de verificação atua não só para ver a qualidade da história, como também para observar se a história está de acordo com as normas do site. Sua história está “em revisão” porque há alguns errinhos de escrita, como a acentuação em “por quê” ao final da interrogativa (por quê?), a palavra “grávida” também tem acentuação. A expressão “bem-vinda” tem o hífen, e alguns outros errinhos desse tipo no decorrer dos capítulos. Acredito que uma revisão da história ajudará a identificar e corrigir esses detalhezinhos. Se você tiver o interesse de ter a história verificada, após corrigir os erros, é só responder a esse comentário que eu faço uma nova verificação. No mais você escreve muito bem e consegui pegar a referência da letra “Geni e o Zeppelin”, do Chico Buarque no primeiro capítulo. Achei a ideia e a adaptação fantástica! Parabéns pela obra! :)
19 de Abril de 2019 a las 11:08
Lis Souza Lis Souza
tão perfeito esse capitulo
14 de Marzo de 2018 a las 16:48
~

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