Dançando Lambada Seguir historia

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Lambada ficou conhecida no mundo como sendo a dança proibida por conta de seus passos colados e o abuso de sensualidade. Mas Sai só foi conhecer o ritmo muitos anos depois e foi graças aos quadris calientes e soltos de Ino. Yamanaka era, definitivamente, a loira mais quente do mundo e a dançarina mais sexy que ele já viu na vida.


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#Sai #Ino Yamanaka #Songfic #CachecoldoBrega #BregaFNS #SaiIno #Naruto
Cuento corto
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Único


Chorando se foi quem um dia só me fez chorar
Chorando estará, ao lembrar de um amor
Que um dia não soube cuidar

Ino jogou a cabeça para trás com maestria e alegria quando a música chegou ao fim.

O ritmo animado da boa e velha lambada, estilo de dança preferido da professora, parecia ainda tocar em seus ouvidos quando as palmas tomaram conta do salão espelhado. Encarando o próprio reflexo, a mulher arrumou os fios que fugiam do penteado que prendia todo o longo cabelo em uma espécie de coque e soltou o ar pela boca, ainda com um largo sorriso carregado e orgulho próprio.

A turma da noite, composta por jovens casais doidos para aprender o ritmo caliente e a dança proibida, era extremamente animada e acabava com o fôlego da dançarina. Não podia negar, de forma alguma, que adorava ver os rapazes soltando os quadris enquanto eram dominados pela música intensa.

O professor que dava aulas junto a ela não era o professor que Ino achou que seria quando chegasse naquele momento em sua vida. Kiba era um bom dançarino e rebolava como um verdadeiro latino apaixonado quando o bom humor o dominava e Yamanaka não tinha do que reclamar.

Mas ele não chegava aos pés do homem que fazia com que seu o quadril e peito dançassem com toda a alegria que possuíam sem nem precisar de música.

Sai foi uma das pessoas mais importantes da vida de Ino. Colega da escola de dança, parceiro de dança e namorado na vida real, mas um covarde de primeira linha quando o assunto era relacionamento sério.

Foi o namoro completar o um ano e quatro meses que o rapaz deu um jeito e inventou a melhor desculpa esfarrapada. No fim, ele partiu para estudar dança na Europa. Não se importou em deixar a professora sozinha com o negócio que começaram juntos.

Um verdadeiro canalha. Um canalha de primeira linha que mais parecia o idiota que iludia para conseguir o que queria.

O canalha que a loira nunca seria capaz de esquecer. O término ainda parecia recente. Os sete meses não foi tempo suficiente para ela se recompor na vida amorosa, mas foi tempo para que o negócio de abrir curso de dança para casais decolasse do dia para noite.

Deu graças aos céus quando Hinata disse que Kiba procurava um emprego. Foi graças ao rapaz que a ideia não foi enterrada de vez.

Quando a turma se retirou e Inuzuka a ajudou a limpar os espelhos e o chão, a loira liberou o amigo e disse que fecharia o local sozinha.

O cheiro de pinho da grande sala espelhada trazia lembranças. As melhores e as piores. Ino nunca se importou com coisas trágicas em sua vida, mas tinha que admitir que seu primeiro e único namoro sério foi algo bem traumático.

Sai fazia ballet e a loira sempre via algo encantador quando o rapaz realizava piruetas. Já Ino era a maluca da dança de salão que via aquilo apenas como um pequeno lazer. Um lazer que ela dominava com maestria e acabou virando profissão.

O moreno levava a dança a sério, ela nunca teve dúvidas disso. Era focado em todas as aulas e Yamanaka chegava ao ponto de pensar que aquele rapaz não tinha uma vida social ou algo do tipo.

Tal pensamento permaneceu dessa forma por quase três meses, até o dia em que os amigos se uniram para ir em uma festa que acontecia em um bar no centro da cidade. Era uma festa animada que envolvia muita dança e acontecia apenas uma vez por mês, sempre em locais diferentes. Era conhecida por só ser frequentada por dançarinos extraordinários.

Todos os amigos de Ino tinham algo envolvido com dança ou pelo menos eram próximos da arte. Mais da metade estudava na mesma academia que ela e o que restava eram pessoas que tinham a dança como um lazer levado a sério apenas nos fins de semanas e durante festas dançantes.

Sasuke era uma amigo que nunca fez uma única aula de dança, mas era filho da grande Mikoto Uchiha, referência na valsa. Podia nunca ter feito aula, mas sabia conduzir uma mulher como ninguém.

Mas Ino nunca imaginou que Sasuke fosse amigo próximo de Sai e também nunca pensou ver o aluno aplicado de ballet em uma festa como aquela. Aquilo não era do nível de um dançarino tão refinado.

Sai estava maravilhoso no meio de todos e dançava com Tenten uma dança não coreografada, estavam sendo guiados pela música que era levemente mais lenta do que se costumava tocar em festas daquele tipo. Pela intimidade entre eles, Ino teve a certeza de quase todos seus amigos conheciam o rapaz.

Yamanaka sempre era a excluída das coisas.

— Ele só veio por isso? – quase cuspiu a bebida no Uchiha. – Está tirando uma com a minha cara?

— E você já me viu fazer isso? – sua expressão facial não mudava. – Aparentemente, ele gostou da forma que você mexe os quadris enquanto dança. Acha esse seu traseiro bonito, em resumo.

Foi impossível não ficar corada com a ideia de ter o moreno a observando durante alguma de suas aulas. O suspiro bobo seguido por um sorriso morreu quando Sai de aproximou.

Ele era bonito de longe, mas de perto era de tirar o fôlego. O cabelo escuro recaia sobre os olhos em uma charmosa franja e ele era pálido, quase como se não saísse no sol. Um colírio para os olhos azuis dela é uma grande tentação para o corpo, que já aclamava por Sai com apenas um rápido contato visual.

— Ino, certo? – tinha uma voz charmosa e mantinha nos lábios um sorriso sapeca como se estivesse a dois passos de fazer algo que não é correto.

— Eu vou tirar alguém para dança, se beijem a vontade – foi a cartada utilizada por Sasuke para se retirar do local e deixar os dois sozinhos.

O Uchiha jurou de pé junto que viu faíscas saírem dos dois quando começaram a dançar de forma tão envolvente. A primeira dança deles foi marcada pelo ritmo da lambada que Ino tanto adorava. Foi naquela festa que ela descobriu que bailarinos também sabem dançar qualquer ritmo quando querem.

Ino nunca achou alguém com um gingado mais sedutor que o dele e nem mesmo Kiba era capaz de encaixar tão bem seu corpo no dela.

Yamanaka descobriu, meses depois, que o moreno pediu a Tenten para que lhe ensinasse dança de salão apenas para conquistar a loira. Foi um aluno dedicado por três longos meses, mas foi com a loira que ele aperfeiçoou sua dança a aprendeu a requebrar de uma forma tão quente quanto ela. Foi graças a loira que ele conheceu a lambada, que virou a marca registrada do casal.

Em todas as festas que iam, ambos dançavam do início ao fim. O corpo escultural suado, o olhar feroz e a forma de Ino dançar levantando a saia feito uma latina feroz eram tão sexy aos olhos do moreno que nem mesmo uma noite inteira de dança era capaz de impedir que tudo terminasse em sexo no fim das contas.

Mas não demorou muito para que o mar de flores se tornasse uma tempestade de espinhos.

Sai exigia muito de si mesmo quando o assunto era ballet e estava longe de ser o cara ideal para uma namoro sério. Não suportava a ideia de mandar mensagens avisando onde estava e odiava andar de mãos dadas. Mas ainda era carinhoso quando estavam sozinhos e sabia como agradar uma mulher na cama.

E mesmo com todas as barreira, Yamanaka manteve um namoro por um ano inteiro somando a alguns meses de bônus que quase deram certo de verdade. Assim que completaram um ano e três semanas de namoro, começaram com o ideia de montar um lugar onde Ino poderia dar aulas de dança de salão.

Porém, Sai nunca facilitava.

— Eu vou para a Europa.

Ino parou de analisar a tela do notebook e encarou o namorado, estava boquiaberta. O lugar onde eles dariam aulas juntos já estava pronto e a loira trabalhava na divulgação e organização dos horários para as aulas.

— Como?

— Consegui uma bolsa em uma boa escola de ballet. Vou viajar amanhã.

— E você só está me avisando agora? – estalou os dedos da mão.

— Não achei que fosse importante.

— Então falar pra sua namorada que vai pra caralholandia não é importante? – riu pelo nariz, sem o menor pingo de humor.

Sai nunca foi bom com sentimentos. Não sabia a hora certa para expressá-los e isso causou diversos problemas entre ele e sua namorada. Mas não fazia de propósito.

Sabia que gostava dela, de alguma forma sabia, mas não tinha ideia de como agir ou de como lidar com tudo aquilo que carregava no peito. Era quase uma criança iniciando sua vida como dançarino quando o assunto era namoro.

Eram sensação novas. Em determinado momento, chegou a pensar que Ino poderia ser mais importante do que ballet, mas a bolsa era uma oportunidade que ele não podia deixar passar.

Sai escolheu a carreira com a certeza de que dançar era a única coisa que ele sabia amar. Tendo a certeza de que aquilo era sua melhor escolha.

O som do sino, que ficava na porta de entrada, fez Ino franzir o cenho enquanto se virava para ver quem vinha.

— Eu disse que fecharia tudo sozinha, Kiba.

Pegou a bolsa no chão e levou até o ombro. Apagou as luzes do local e sacudiu as chaves no chaveiro.

— Se ficar perdendo tempo me ajudando, vai se atrasar pro seu encontro com a pessoa misteriosa.

— Você ficará desapontada se não for o Kiba?

Lambando estarei ao lembrar que esse amor
Por um dia, um instante foi rei

A bolsa foi ao chão. Não era possível ser ele, afinal, Sai estava estudando fora e ficaria lá por dois anos inteiros sem planos para voltar durante as férias.

Ele acendeu as luzes pelo disjuntor que ficava perto da porta. O sorriso era o mesmo e não parecia ter mudada nem o corte de cabelo durante os 7 meses longe.

— O que faz aqui? – a voz era baixa, quase como se estivesse conversando com uma espécie de fantasma.

Sai jogou o mochila no chão e fez o mesmo com a mala de rodinhas que tinha atrás de si. Carregava um semblante cansado e o que carregava parecia mais pesado do que ele era capaz de carregar.

Havia acabado de chegar de viagem, não era necessário muito para que tal fato fosse notado.

— Eu desisti da escola de dança – estalou a língua enquanto os olhos negros exploravam o local. – Gostei das cores que usou nas paredes, melhor do que as que estavam antes.

— Desistiu? Por que fez algo assim?

— Senti sua falta – era aquele tom de sempre, mas com um leve toque de vergonha. – É realmente estranho admitir isso em voz alta para você.

Yamanaka deu dois passos para trás. Beliscou o próprio braço para ter certeza de que aquilo não era um sonho ou algo do tipo.

Estava maluca? Delirando e sonhando acordada com a volta do rapaz que ainda fazia seu coração bater como se o tempo não tivesse passado.

— Do que está falando, Sai?

— Sete meses, 30 semanas, 212 dia e 5110 horas. Todo esse tempo e eu só conseguia pensar em você. Não conseguia me concentrar nas aulas e só queria dançar com você.

Ino suspirou. Definitivamente, uma miragem. Riu sem humor e negou com a cabeça condenando a si própria. Nem em um milhão de anos que Sai iria conseguir ser tão bem resolvido em relação ao seus próprios sentimentos.

Pegou a bolsa no chão e revirou os olhos enquanto caminhava em direção a saída, pronta para deixar aquele pequeno delírio para trás.

— Ino, não fuja de mim.

Sai segurou o braço da loira com força e ela teve certeza de que estava maluca.

O ar faltou quando o cheiro do rapaz tomou conta de suas narinas. Era, definitivamente, ele. A dona dos olhos azuis não sabia se devia chorar, rir, ir embora ou espancá-lo ali mesmo por ele ser tão burro e babaca.

— O que faz aqui?

— Vai me fazer falar de novo? – ela assentiu e ele suspirou. – Eu senti sua falta e acho que estou começando a finalmente entender os sentimentos que sinto por você. Você é mais importante pra mim do que o ballet e eu prefiro dançar com você do que ganhar uma bolsa em um escola renomada na Europa. Não tem sentido fazer algo se não tenho você para dançar comigo.

O ar faltou e o mundo desmoronou quando o moreno a puxou para perto. A segurou pela cintura e afundou o rosto na curvatura do pescoço da moça, sugando tudo que podia do cheiro de flores que apenas ela tinha.

Sentiu falta daquilo e não teve um só dia que não se condenou por não ter a chance de dançar lambada com ela novamente.

Dançaria com aquela mulher mais uma vez, mesmo que ela nunca mais aceitasse a ideia de vê-lo.

A mão deslizou pela lateral do corpo da moça até chegar a cintura. A palma da mão aberta nas costa foi o apoio que ousou para trazer a loira para mais perto de si. Ele quase arfava com todo aquele contato.

Pele na pele. Ino tinha um calor natural que era maravilhoso de se sentir. Apenas a ideia de vê-la dançar e balançar aquela saía fazia sua pensamento flutuar para uma dimensão onde Yamanaka era rainha do universo e ele apenas um escravo de seus caprichos.

Não precisavam de música, tinham um repertório completo na cabeça e sempre dançavam com sintonia como se fossem apenas um único corpo dividindo o mesmo espaço.

Ele conduzia a dança e sentiu o corpo mais leve quando ela aceitou ser levada. A fez girar no próprio eixo e logo a puxou de volta para perto. Os corpos se encaixaram enquanto a loira rebolava.

Ino girou mais uma vez, mas dessa vez ficou de costas para o parceiro sem parar sua sessão de rebolado. O provocando, mostrando que nada em sua dança havia mudado, deixando claro que foi aquilo que Sai permitiu escapar entre seus dedos.

Ao se virar, teve que fechar os olhos enquanto a mão deslizava pela coxa nua. Eram mistos de emoções fortes demais para ela.

Ambos sentiam falta daquela sensação de bailar juntos. Ambos queriam dançar a dança proibida até os pés caírem.

Aquela dança. Aquele rebolado e aquele contato físico servia para deixar Sai louco em sua própria excitação. Sempre achou falta de profissionalismo ficar tão duro enquanto a loira rebolava em sua perna, mas não demorou muito para entender que aquilo era uma atração que ele sentia apenas por ela.

Yamanaka era a dançarina de lambada mais quente que Sai conhecia. Era a melhor também e a única com quem ele queria dançar pelo resto de sua vida.

Amava aquela mulher mais do que amava ballet, e por muito anos ele julgou isso como sendo impossível.

Era mágico senti-la rebolando. Naquela altura do campeonato, a loira já sabia o quanto o moreno a desejava. Estava tão sem ar ao fim da dança não coreografada que foi incapaz de desviar do beijo que ele deu início.

Os lábios de Sai sempre foram finos e frios, apenas ela era capaz de esquentar todo o corpo do homem. Envolveu o pescoço dele com as mãos e se entregou ao beijo carregado de saudade e milhões de sentimentos que não foram bem resolvidos com o término confuso.

O beijo chegou ao fim e Yamanaka pensou estar doida quando viu um brilho diferente nos olhos do moreno. Ele estava quase chorando ou a luz estava a iludindo?

A voz parecia não querer sair, mas ela não podia perder aquela pequena chance que tinha.

— E você precisou ficar longe por mais de 5000 horas pra perceber que gosta de mim de verdade? – mordeu os lábios, um pouco nervosa com medo de tocar demais na ferida e estragar todo aquele momento.

— Minha mãe costumava dizer que as pessoas só dão valor quando perdem e eu nunca entendi. Eu não perdi você, eu te afastei. Precisei me ferra para notar as coisas e eu espero de coração que você me entenda. Mas se não quiser mais me olhar, vou entender perfeitamente e sair por aquela porta sem nenhum recentemente. Você tem todos os motivos para me odiar.

— Você desistiu do ballet por mim, Sai – ela riu boba – E sinceramente, acho que estou precisando de um parceiro novo pois Kiba recebeu uma proposta irresistível de trabalho.

— Está me oferecendo um emprego, lindinha? – arqueou a sobrancelha.

— Estou te devolvendo o lugar que você sempre teve na minha vida. Tenho motivos para te odiar, mas os motivos para te amar são bem maiores – o segurou pela bochechas obrigando o moreno a fazer um biquinho e sorriu. – Eu amo você.

Ele sorriu. Não teve um só dia que não pensou em todos os seus erros na relação com a loira. Estava disposto a arrumar tudo, aberto de coração e alma e tudo daria certo daquela vez.

Daria o devido valor para aquela relação e o amor de ambos viraria rei novamente, durante cada segundo de suas vidas. Dançaria lambada e ficaria sedento naquele rebolado viciante que Ino tinha.

— Eu também amo você.

Ficaram envolvidos em um abraço que logo voltou a ser um beijo. O casaco dele voou para trás do balcão e foi com todos os espelhos refletindo a cena que Sai provou que nem mesmo horas em um avião poderia cansá-lo quando o assunto era a loira.

Nunca mais iria embora. Seus sentimentos estavam claros e, enquanto a loira nua dormia no chão de madeira ao seu lado descansado do sexo, ele só conseguia pensar em uma única coisa: Ficar com Ino era o ponto alto de sua vida e nunca mais a deixaria escapar como areia entre seus dedos.

Canção riso e dor, melodia de amor
Um momento que fica no ar
Dançando lambada


Songfic da música: Kaoma - Lambada 

26 de Febrero de 2018 a las 04:55 0 Reporte Insertar 0
Fin

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retrive geibi Ficwritter e designer nas horas vagas. 18 anos, criatividade demais para pouco tempo e muita preguiça. Mama da maravilhosa Igreja Arte do SaiIno Entrano

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