Noiva por engano Seguir historia

teylla Escritora Teylla

Pressionada por si mesma a se casar com um homem que até o momento desconhecia para poder salvar sua família, ela finge ser alguém que não é. Com sua irmã gêmea doente e com casamento marcado, Sakura troca de lugar com a mesma para se casar, evitando que seu noivo acabe com sua família. A única opção é fingir ser sua irmã, sua principal missão. Mas Sasuke acreditará que ela é a noiva que ele almejava? Sakura conseguirá agir que nem sua irmã sem ninguém desconfiar? Ela será a Noiva por Engano de Sasuke Uchiha, um homem com um passado sombrio e de certa forma ligado ao passado dela.


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#Naruto #Hentai #Sasuke #Sakura #KibaIno #SaiIno #NaruHina #SasuSaku
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Pedido


Noiva por engano

Capítulo 1 - Pedido

Por Teylla

O amor é o nosso estado natural quando não optamos pela dor, pelo medo ou pela culpa.

— Willis Harman e Howard Rheingold.


1808, Inglaterra.

Sakura trajava um vestido simples e bem chamativo de cor amarelada, junto a sua irmã que tinha um sorriso sapeca no rosto, gêmeas, era isso que ambas eram.

Tão idênticas, mas ao mesmo tempo tão diferentes.

Corriam pelo jardim de mãos dadas, e a cada corrida dada pelo espaço um riso alegre ecoava. Aquela época era a qual a Haruno mais gostava de lembrar, seus momentos felizes com sua irmã, o tempo mudou, e com o mesmo, sua relação com ela não era mais a mesma.

Sakura havia tropeçado em uma pequena pedra, machucando sua perna, seus olhos instantaneamente encheram de lágrimas, fitou o chão e logo após os olhos igualmente intensos de sua irmã.

— Levanta, Sakura! — ordenou com um sorriso nos lábios. — Uma quedinha não vai te abater, né, irmã?

Sakura deu uma risada e mordeu os lábios para segurar as lágrimas.

— Claro que não, maninha — respondeu e segurou a mão estendida pela outra.

— Ótimo, porque somos as irmãs Haruno e nada pode nos abater! Certo? — questionou, segurando a mão da sua irmã.

— Certo! — confirmou.

— Sempre juntas — avisou Sena ao estender o dedo mindinho.

— Sempre juntas — retrucou e entrelaçou seu dedo mindinho com o da irmã, ambas sorrindo.

Após o ocorrido, alguns anos depois Sena havia mudado drasticamente ao ponto de Sakura não a conhecer mais como conhecia antes. Ela amava sua irmã, isso era verdade, mas…

Eram companheiras inseparáveis e hoje… hoje não eram mais assim, o que poderia ter mudado? O que Sena poderia saber?

Muitas vezes procurava sentido na sua vida meia-boca, não fazia nada que uma mulher da idade dela fazia.

Não ia a festas fazia um bom tempo, na verdade, um longo tempo. Nunca pôde se dar o luxo de experimentar beijar alguém, de sentir os lábios de outra pessoa nos seus. Ela queria poder dar o seu coração puro ao “homem” certo, como nos livros que lia direto.

Era baboseira, ela sabia disso.

Graças a Deus tinha uma irmã e não precisava ser convocada para bailes nobres e não precisaria se dar ao ridículo de ser flertada por vários homens que habitavam o salão. Certas vezes agradecia pela vida que levava.

Não tinha que se preocupar com casamento.

Não tinha que se preocupar com um marido.

Não tinha que se deitar com um homem.

E por último e não menos importante;

Não tinha que se preocupar em dar um herdeiro a seu marido.

Talvez fosse estranho uma mulher não pensar em ter um filho, mas Sakura achava que ela tinha que ter quando fosse a hora que ela quisesse e não por pressão do marido e da família dele.

Em seu âmago sabia que queria tudo aquilo que lutava para não ter, ou acreditava que não queria ter.

Sakura não era uma pessoa cheia de amigos, nem teria como tê-los, vivia trancada dentro de sua mansão, não ousava por nenhum pé fora de casa. Parou de frequentar os bailes cedo e com isso, cortou a maioria dos laços que tinha.

A Haruno parou para pensar, ela tinha sim amigos, apesar de não serem vários, dois amigos, um que conheceu em uma Igreja e o outro em uma biblioteca, únicos lugares que ela se permitia ir, apesar de não ser tão importante para os outros, era muito importante para ela, seu único refúgio da sua casa e de sua vida monótoma.

E também, único lugar que bem provavelmente os amigos de sua irmã nunca iriam, afinal, porque iriam em uma igreja e em uma biblioteca?

Colocou seu caderninho rosa claro de lado, fechando-o e foi até sua casa, seu corpo não queria levantar, afinal o dia estava lindo e perfeito para ficar tomando um pouco de ar fresco, resmungou um pouco e ficou olhando para os arbustos verdinhos enquanto andava.

Havia tantas coisas que precisava se preocupar, sua irmã era uma delas. Tão jovem, tão saudável e ainda assim…

Preferia que tivesse ocorrido consigo, seria muito melhor, afinal, sua irmã ao menos saia de casa e se divertia, para Sakura não faria tanta diferença, já que passava sua vida dentro daquela mansão.

Ajeitou sua mecha de cabelo que estava rebelde. Seu vestido bege prendeu em um pequeno graveto o que a fez levá-lo arrastado. Ao senti-lo, agachou-se e o retirou com dificuldade.

— Droga... — pensou. — Hoje definitivamente não é o meu dia.

Respirou fundo e continuou a andar, ao chegar à porta de sua mansão logo foi recebida pelos seus empregados.

— Milady — disse o mordomo se curvando com os outros.

— Não precisa fazer isso, Sr. Austin — disse com um sorriso. — Irei sair por um momento, logo voltarei — avisou.

Sakura dirigiu-se a sala de visitas e pegou seu chapéu que havia esquecido lá, junto com sua sombrinha decorada, o colocou na cabeça e saiu.

As ruas de Londres eram bem movimentadas, principalmente na área nobre da cidade, abriu sua sombrinha de modo elegante e começou a andar.

Era tudo tão vibrante, parecia divertido ter uma vida na sociedade, só por esse lado.

Avistou uma carruagem, a carruagem que sempre usava e sorriu, encaminhando-se para lá, foi até lá e falou com o cocheiro.

— Bom dia, Estevão — disse.

— Srta. Haruno! — comentou. — Para onde vai hoje? — perguntou.

— Para a Igreja, Estevão. — Sorriu.

— Claro! — avisou e desceu da carruagem, abrindo a porta para Sakura entrar e assim feito voltou para seu lugar, segurando as rédeas dos cavalos.

Sakura olhava a rua pela janela, porém evitava aparecer demais, ela não sabia o que esperar na esquina, certo?

Ajeitou seu cabelo e o chapéu, bateu as mãos em seu vestido e suspirou, era bonita, sabia disso, porque sua irmã gêmea era, mas por que Sena parecia possuir um brilho e beleza maior? Isso era tão estranho.

Notou que se aproximava da igreja e já estava se preparando para sair, a carruagem foi parando lentamente e logo após Estevão abriu a porta, ajudando-a a descer.

— Não demorarei, Estevão, serei rápida — avisou, olhando-o.

— Tudo bem, Srta. Haruno, irei esperar aqui — retrucou e voltou para carruagem.

Sakura endireitou seu chapéu para ficar um tanto irreconhecível, queria passar despercebida. A rua estava bem movimentada, muitas pessoas saiam de dentro da Igreja conversando umas com as outras.

Fechou sua sombrinha ao chegar no início da escada e começou a subi-la segurando o vestido, cabisbaixa.

Levantou sua cabeça ao chegar na porta e deu um sorriso de canto ao ver uma moça de cabelo castanho longo e liso, com um sorriso encantador no rosto ao vê-la, acenou e adentrou, mas seus olhos focaram em um homem de cabelo preto ajoelhado em frente ao assento, estava aparentemente rezando.

Sakura arqueou a sobrancelha, era estranho ter algum homem por ali, ainda mais bem-vestido como ele.

O mesmo pegou sua cartola cinza ao lado e levantou-se, pôs a mesma em sua cabeça e começou a andar para a saída, seu paletó e calça eram cinzas também, sua blusa social branca e seu sapato preto que eram de cores diferentes.

Ele definitivamente tinha um rosto bonito e atraente, mas seus olhos… seus olhos mostravam algo mais, um ódio, seus olhos pareciam estar em chamas, o mesmo olhou-a pelo rabo de olho, arqueando a sobrancelha, como se a conhecesse.

O coração de Sakura quase parou, ela fitou o chão e logo olhou para sua amiga, seguindo o caminho, ignorando o homem que estava passando ao seu lado.

— Saku… — Tenten chamou, mas foi interrompida quando duas mãos pousaram em sua boca, o homem olhou para trás novamente e seus olhos causaram arrepios em Sakura, queria que ele fosse embora rapidamente. — Qual o problema com aquele homem? — perguntou Tenten, franzindo o cenho.

— Não faço nenhuma ideia, mas não quero confusão, não quando existe uma de mim por ai — respondeu se ajoelhando a frente de um dos bancos e olhando para a cruz presa na parede.

O ambiente era escuro e claro ao mesmo tempo, as vidraças coloridas refletiam no piso brilhante do recinto, a cruz marrom com uma estátua da representação de Jesus em frente a mesma com os braços estendidos.

O lugar não era nem grande e nem pequeno, era do tamanho ideal.

Sakura respirou fundo e juntou suas mãos, fechando os olhos, começou a orar e pedir pela melhora de sua irmã, que ela pudesse se recuperar e que a situação de sua família melhorasse, queria que tudo ficasse melhor.

Lembrou dos olhos do homem que havia visto um minuto atrás e um arrepio percorreu-a por inteira, estava com medo, um olhar totalmente assustador, um olhar capaz de matar.

Sakura respirou fundo e fez o sinal da cruz, abriu os olhos e beijou seu dedo indicador.

— Amém — disse, olhando fixadamente a estátua de Jesus.

— Amém — logo após Tenten proferiu. — Como está Sena? — perguntou, arqueando a sobrancelha, não gostava nada da irmã de sua amiga.

— Não sei… ela estava melhor ontem — respondeu, mordendo o lábio inferior, morta de preocupação.

— Eu não posso ser falsa, você sabe que eu não consigo, sua irmã não me desce, não gosto dela, mas também não gosto de te ver assim — começou. — Mas ela vai melhorar, sei que vai, vaso ruim não quebra tão cedo.

— Obrigada pela sinceridade, Ten — agradeceu e riu. — Eu vim rápido apenas para te ver, tenho que voltar e olhar a situação de minha irmã.

— Claro, eu entendo você, nos vemos em breve então? — perguntou sorrindo.

— De certo que sim — respondeu e abraçou a amiga. — Bom, estou indo, se cuide.

— O mesmo sobre você — disse Tenten, acenando enquanto a amiga saia do recinto.

A morena voltou a se ajoelhar e suspirou, queria que sua amiga tivesse uma vida melhor, e não que vivesse em prol dos outros.

Sakura abriu sua sombrinha apenas para fazer a caminha da porta até a carruagem, evitando ser reconhecida pelos demais da redondeza.

— Já voltou, Srta.? Tão rápido? — perguntou Estevão surpreso.

— Eu disse que não iria demorar, não disse? — rebateu e sorriu, entrando na carruagem.

Estevão se sentou e começou a andar com a carruagem.

Sakura respirou fundo, estava um pouco cansada e o olhar insistia em invadir sua mente, o que causava-a um certo medo.

Estevão não demorou muito para chegar na esquina de sua casa, ao ajudá-la a sair, Sakura entregou algumas moedas de ouro ao mesmo.

— Obrigada, Estevão — agradeceu e abriu sua sombrinha.

Estevão assentiu e voltou para seu lugar.

A Haruno caminhava lentamente, apreciando o vento e a visão que possuía das pessoas ao seu redor, todas extravagantes. Atravessou a rua e logo avistou sua mansão, aumentou os passos, queria tomar um banho.

Sakura entrou em sua mansão e estranhou a expressão que Austin possuía em sua face, arqueou a sobrancelha desconfiada.

— Milady — disse, se curvando com os outros empregados que estavam presentes. — Quer tomar um banho? — questionou.

— Não por agora, obrigada, Austin — agradeceu e ao notar novamente a expressão preocupada do homem, arqueou a sobrancelha e parou para pensar um pouco, logo se tocando do porquê. — Oh, como está minha irmã, Sr. Austin? — perguntou preocupada ao retirar suas luvas.

Austin olhou para trás, e fitou o chão.

— Está lá em cima... Não temos uma boa noticia, Lady Sakura. — Austin ficou sério.

— O que houve? Sua condição piorou? — perguntou apreensiva.

— Sim... Sua... — tentou falar.

— Minha o que, Austin? — perguntou novamente, aproximando-se.

— Sua irmã está morrendo, Lady Sakura — respondeu temeroso.

— O quê? — Sakura ao escutar as palavras proferidas por ele, rumou e subiu as escadas correndo, tropeçando em degrau e degrau.

— Pobre Lady Sakura.. Tão jovem... E já perdendo sua irmã... — disse Austin para os outros empregados, abraçando-se.

— Em comparação da Milady com sua irmã, com certeza ela é bem melhor. Sua irmã é muito...

— Chega Shizune, não podemos falar assim dos nossos patrões, não importa quão ruim eles sejam — cortou Austin.

— Sim... — Shizune concordou com um bico e segurou as pontas de seu vestido.

— Acho bom. Agora todos ao trabalho! — gritou.

— Sim... — todos concordaram e saíram do hall.

Sakura corria desesperadamente pelo corredor até achar o quarto de sua irmã, ouvia alguns murmúrios vindos de lá, e ao chegar ficou ofegante. Se apoiou na porta e olhou para sua mãe que estava com os olhos marejando.

— Mãe? — perguntou apreensiva ao se aproximar.

— Sakura... — Sua mãe a abraçou com força.

— O que aconteceu? — Afastou-se um pouco, segurando os ombros de sua mãe e encarando-a, olho a olho.

— A sua irmã... — ia responder direito, mas parou, e logo ouviu-se um soluço e mais choro.

— O que tem ela? — questionou, arqueando a sobrancelha, estava nervosa com todo esse mistério.

— Está quase morrendo... só um milagre para salvá-la, minha filha — Mebuki respondeu pondo as mãos em seus olhos.

— Eu... não posso acreditar nisso... — disse desesperada e foi até o leito de sua irmã, deixando sua mãe no canto.

O cabelo rosa claro da garota deitada era a única coisa que parecia ser viva, seu corpo estava todo pálido e a boca um pouco rosada, suas pálpebras aparentavam estar bem pesadas. Sakura passou lentamente sua mão pelo rosto da irmã, acariciando-o com um olhar penoso.

— Irmã... por favor... acorde — implorou Sakura. — Sempre juntas, lembra-se? — perguntou em vão, prestou atenção em todos os movimentos possíveis que sua irmã poderia fazer.

Sua irmã soltou apenas um suspiro.

Um suspiro.

As coisas ainda tinham esperança, sua irmã poderia viver!

Permitiu que as lágrimas descessem, estava feliz. Levantou e foi até sua mãe e seu pai, contou o que aconteceu e todos ficaram apreensivos,

Sakura ficou abraçada com sua mãe, acariciando-a.

Algumas horas depois.

Kizashi Haruno entrou na sala com uma carta na mão, não parecia muito bem, sua aparência estava péssima e aparentava ter péssimas notícias.

— Querida, temos que conversar — disse se aproximando, sério.

Mebuki virou-se de forma inquieta e fechou suas mãos, fitando-o, imaginando o que poderia ser.

— Tudo bem, podemos conversar aqui, querido — retrucou a mãe da Sakura.

— Na frente da Sakura? — Buscou alguma cumplicidade no olhar de sua esposa ao esperar a resposta, Sakura não deveria saber dessa conversa, em sua opinião, conhecia bem sua filha. — Não acho que seja algo bom.

— Sim... está tudo bem — respondeu com um sorriso meigo, dando de ombros.

Kizashi respirou fundo, sua respiração começou a ficar descompassada, como poderia dizer algo na frente de sua filha? Não era algo bom, julgando pela personalidade da Sakura, sabia que ela iria querer ajudar.

Ele mordeu o lábio inferior, resistindo para não contar nada e ficar quieto, optando por querer conversar depois, olhou sua esposa, ela parecia esbanjar tranquilidade, como se nada fosse dar errado.

— O que houve, pai? — perguntou Sakura, arqueando a sobrancelha. — Por favor, não esconda nada de mim. — implorou, se aproximando, ainda mantendo uma distância.

Kizashi suspirou e fitou os pés, logo após olhou para ambas.

— Então tudo bem... Já que insistem… o Sasuke Uchiha mandou uma carta hoje... — disse de forma rápida e parou ao notar um olhar surpreso e ao mesmo tempo desesperador nos olhos de sua esposa.

— Oh! Tínhamos esquecido totalmente... mas o que podemos fazer? — perguntou colocando a mão no cabelo, preocupada.

— Eu não sei, meu bem... mas a essa altura não podemos cancelar o casamento — respondeu cabisbaixo. — Ou então nossa reputação estará acabada. — proferiu, se aproximando da esposa.

Sakura arqueou as duas sobrancelhas, do que eles estavam falando? Que casamento? Quem ia se casar?

— Que casamento? — Sakura procurava uma orientação em meio a sua surpresa, seus pais olharam para ela.

Foi até os pais e se manteve no meio deles. Olhava para os dois procurando alguma resposta.

Kizashi fitou a sua filha e ao notar que estava perdida em meio a conversa, suspirou, teria que contar tudo a ela.

— Sua irmã ia se casar com Sasuke Uchiha... E do jeito que ela está... Acho que não dá… — começou a dizer, passando a mão no cabelo da Sakura. — E ele acabará com a família Haruno se isso acontecer — respondeu Kizashi choroso.

— Por que ele iria acabar com a nossa família? Isso por acaso faz algum sentido? — indagou Sakura ao aproximar-se do pai, juntando as sobrancelhas.

— Sua irmã é muito importante para ele... ele realmente a almeja e faria de tudo para tê-la, não importa o quê — respondeu exausto, sentou-se em uma poltrona de veludo e cruzou uma das pernas de forma máscula. — Ele parece ter um tipo de obsessão pela sua irmã, ele é louco por ela.

— Louco pela minha irmã? Isso é... — começou a dizer.

— Loucura, certo? — perguntou Kizashi. — Mas Sasuke Uchiha é assim, ele tem tudo o que deseja e não se importa com nada, não existe a frase “não posso ter” em seu vocabulário. Ele iria acabar conosco.

— Mas como vocês planejavam entregar minha irmã a um homem assim, pai? — perguntou surpresa e indignada.

— No início ficamos com um pé atrás, filha, mas sua irmã queria esse casamento, só não consigo entender o porquê — respondeu, passando a mão pelo cabelo. — Porém, sua irmã está doente e na cama, não conseguirá sair de lá tão cedo — suspirou.

Sakura roeu as unhas, estava apreensiva, o que poderia fazer para ajudar seu pai? Rolou seus olhos pelo espaço e logo parou seu olhar em um ponto importante; sua irmã.

Pensou em um plano para ajudar sua família, afinal, faria de tudo por ela ao ponto de sacrificar-se, como já havia feito antes pela sua irmã.

Não poderia deixar ninguém acabar com sua família ou com a reputação maravilhosa que os Harunos tinham.

— Ele já viu minha irmã? — perguntou Sakura, cruzando os braços.

— Sim... — respondeu seu pai cabisbaixo.

— Percebeu todos os aspectos físicos sobre ela? — perguntou novamente, agora pensativa.

— Não, não o suficiente para conseguir diferenciá-la — retorquiu levantando a cabeça e olhando fixamente para a filha. — Sakura… o que pretende...

— Ótimo... para quando é esse casamento? — Se aproximou, interrompendo-o.

— Depois de amanhã — respondeu relutante, arqueando a sobrancelha, ele não podia acreditar na loucura que sua filha iria fazer.

— Não se preocupe papai, irei fazer de tudo para que ele não descubra sobre mim, ele não irá destruir nossa família, e quando minha irmã melhorar, nós trocaremos de lugar — disse com um sorriso acolhedor. — Tudo bem?

— Sakura… o que você está planejando fazer? — perguntou, levantando-se de supetão. — Você está planejando se passar pela sua irmã? Isso é loucura! Loucura, escutou bem? — completou, passando as duas mãos pelo cabelo, nervoso.

— Kizashi, deixe nossa filha decidir o que seria melhor para ela, não adianta ir contra a ideia dela, você sabe disso, não importa o que façamos, Sakura nunca muda de ideia — disse, levantando-se e indo ao marido.

— Exatamente, pai. É pela nossa família — disse e olhou para Sena. — E pela minha irmã, não irei mudar de ideia, é mais fácil você aceitá-la.

Kizashi resmungou para si.

— Então tudo bem, Sakura, vamos terminar o seu vestido — disse e olhou para Mebuki. — Por favor, vá com sua mãe em Londres para ir a botique — pediu Kizashi.

— Certo, papai — disse e o abraçou, acalmando-o. — Tudo vai ficar bem, não se preocupe, serei uma cópia da Sena, como sempre fui.

Dito isso, Kizashi sentiu seu coração doer, então era assim que ela se via? Como cópia de sua irmã?

— Está vendo, meu bem, não disse que tudo daria certo? — perguntou Mebuki em relação a Sakura, se sentia mal pela sua filha fazer isso, mas era o que ela queria e nada mudaria sua ideia, teria que ser do jeito que ela queria.

— Você sempre tem razão, querida — respondeu Kizashi, ainda hesitante. Sakura se aproximou de sua irmã e agarrou sua mão.

— Irmã... enquanto você está ai lutando para sobreviver, eu estarei aqui, lutando por você. Então dê o melhor de si para ficar bem! — disse encorajando-a.

Sim, ela faria de tudo para ajudar sua irmã, até se tornar alguém igual a ela e era isso que ela faria.

— Vamos, Sakura? — perguntou sua mãe com uma aparência um tanto cansada.

— Sim, mamãe — respondeu e saíram da sala, rumo a carruagem que já aguardavam-nas.

O ambiente ficou sozinho, já que logo após, Kizashi saiu do cômodo para ir trabalhar em seu escritório.

Nem todos viram, mas quando a irmã da Sakura ouviu o nome “Sasuke”, tentou de tudo para abrir os olhos, o que não conseguiu fazer.

26 de Febrero de 2018 a las 05:13 3 Reporte Insertar 2
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MO May Oliveira
Caraca pq vai ser de sakura se sua irmã acorda e descobri q ela tom9u o seu amor
6 de Mayo de 2019 a las 11:50
Mandy Mandy
Preciso de mais, esse plot promete e muito! Nem sou adepta ao SasuSaku mas você me ganhou ❤️
25 de Febrero de 2018 a las 23:53

  • Escritora Teylla Escritora Teylla
    vc é linda, meu deus, venha cá <3 Mana, se tu quiser embarcar, vou te mostrar os casais mais diferentes na vida huashu Não que SasuSaku seja diferente, pq ele n é crackship, mas... e se quiser me pedir alguma história, pode me pedir <3 26 de Febrero de 2018 a las 00:01
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