Hawkmail- SS Month Seguir historia

juliana-magalhaes4055 Juliana Magalhaes

As vezes um simples pergaminho trazido por um falcão correio não constam apenas palavras, talvez tenha o poder de transformar no melhor dos gestos...


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#Romance #Naruto #Insinuação de sexo #Sasusaku #SSmonth #Universo Naruto
Cuento corto
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Falcão Correio

O barulho das batidas secas contra o vidro da janela do quarto fizeram Sakura arregalar os olhos assustada. Voltou seus orbes para o relógio na cabeceira do criado mudo sinalizando 06h30min de uma manhã preguiçosa de inverno, estava a poucos dias da primavera, estação do ano favorita da Uchiha e também de Sarada.

O toque insistente chamou a atenção de Sakura que permanecia de bruços assimilando ainda sonolenta.

-Kami. – a rosada retesou o corpo descrente. – Hoje é dia 26. – Correu até a janela se desequilibrando atordoada, praguejando mentalmente por ser tão descuidada.

Como poderia ter esquecido?

Esperava por todo dia 26 de cada mês , durante esses 11 anos de separação física, e isso se tornou apenas mais uma forma de conexão entre seus sentimentos e os de seu otto.

Abriu a janela vendo-o majestosamente ereto apenas meneando sua cabeça observando – a com seus olhos negros e astutos. Sorriu singela e tenra afagando suas penugens escuras.

O falcão apelidado carinhosamente de Peregrino, referência também a sua raça, mantinha a postura indicando a pata com o bico reto. Sakura sorriu puxando o pergaminho preso por uma fita azul.

- Sempre pontual, Sasuke –kun. – sussurrou para o animal sentido o peito se aquecer. Sorrindo para Peregrino segurou o pergaminho contra o peito o colocando sobre o criado mudo logo após o gesto, eram sempre as mesmas reações neste dia. - Só um momento rapaz eu já volto. - Era engraçado como a ave entendia os comandos da Uchiha se mantendo imóvel aguardando seu retorno.

Apressada, correu até a cozinha com cuidado para não acordar Sarada que repousava no quarto ao lado, porque se a Uchiha mais jovem visse tal animal, enérgica do jeito que era não sossegaria enquanto não lesse o papel, antes mesmo que Sakura se certificasse do conteúdo.

Sorriu mais ainda ao pensar na filha, um pedaço seu e de Sasuke, com traços dos dois tanto na personalidade quanto fisicamente. O fruto , a conexão, um laço eterno e irrompível, um recomeço mas também o ponto final.

Ainda sentindo o coração pulsar acelerado, pegou uma vasilha de petiscos crus andando na ponta dos pés ate seu quarto.

O falcão permaneceu no batente bicando suas penas, num gesto habitual das aves de rapina. Notou a aproximação da Uchiha excruciando o olhar em direção ao pote.

Sakura sorriu repousando o objeto na sua escrivaninha empurrando na direção da ave que prontamente beliscou as carnes cruas, degustando daquela iguaria que a rosada tinha o habito de lhe dar, naquela mesma data, todo os meses nesses anos .

Nostálgica, Sakura acariciou as asas de cor azul-acinzentadas, descendo os dedos finos até a base da cauda do animal que era detalhada nas pontas em tom branco. Observou a coroa negra em sua cabeça, tão negra quanto os cabelos de seu otto.

Otto. Ainda sentia a mesma emoção toda vez que proferia esta palavra essa palavra ao se referir a Sasuke, afinal era sua tsuma.

- Como ele está huh? Tem se alimentado corretamente? – ele perguntou ao animal como se o mesmo pudesse responder, riu do seu gesto bobo , deixando que ave terminasse seu lanche.

Tateou a mesa pegando um pergaminho dobrado com a fita vermelha, esperando que a ave findasse sua refeição pacientemente. O falcão pausou seu lanche observando atentamente as mãos da Uchiha e em seguida empurrou a vasilha com o bico, indicando que havia terminado. Sakura o olhava encantada, aquele animal parecia de alguma forma estar conectado a ela, muito além dos comandos de Sasuke.Tocou sua pata amarrando com a fita vermelha seu pergaminho resposta.

Os pergaminhos que seu otto enviava eram sempre amarrados com uma fita azul e os dela com a fita vermelha, algo que passaria despercebido, mas não para ambos. Tinha um significado maior, algo somente deles.

A fita vermelha indicava a quentura dos raios solares em uma bela manhã de primavera, era mais que uma certeza de que ele teria sempre um lugar quente e acolhedor o esperando , sua família : Sakura e Sarada, o seu tão sonhado futuro.

Para Sakura a fita azul indicava o céu que foi palco das divagações e contemplações de ambos, mas a maior certeza que enquanto eles estivessem sob o mesmo céu, silenciosamente e fortemente ela esperaria pelo seu regresso.

Sakura finalizou o laço e sorriu ao notar o falcão abrindo as asas como uma singela despedida e alçando voo, em seguida . A sombra do animal, feita pela posição do sol triplicava seu tamanho , hipnotizando a Uchiha que elevava as mãos sobre os olhos estreitando –os para melhor observar a ave se afastar no horizonte.

Peregrino foi sumindo do campo de visão da rosada, assim como Sasuke fizera por diversas vezes e mesmo o falcão sendo apenas um mediador entre ambos, não deixava e sentir toda vez que o animal partira, era como se Sasuke as tivesse deixando mais uma vez.

Sakura nunca fora egoísta, sabia que era tão difícil para Sasuke àquela separação quanto para ela e Sarada, mas entendia que seu marido buscava a segurança de ambas e de toda vila, algo digno de um verdadeiro herói, como seu cunhado, Itachi Uchiha sempre desejou que ele fosse reconhecido.

A rosada tentava ao máximo suprir as necessidades da filha, principalmente depois de todo aquele mal entendido de um ano atrás, por parte de sua pequena travessa. Sarada tinha puxado a curiosidade de Sakura, e isso foi dito pelo próprio Sasuke naquela ocasião.

Depois disso, Sakura passou a mostrar para Sarada os pergaminhos que o Uchiha a enviava nesses anos todos, sempre curtos e objetivos, mas com um toque de carinho e preocupação com elas.

Nunca vai esquecer da noite em que ficaram no sótão revirando os baús lendo todas aquelas lembranças, fazendo Sarada descobrir um lado do pai que ela nunca poderia imaginar.

Secou as lágrimas caminhando pelo quarto deles, observando tudo aquilo apertando contra si o pequeno papel e o laço azul, como se aquilo pudesse escapar por entre as mãos. Fixou seus orbes verdes sobre a cama, que fora por diversas vezes o recanto e aconchego de seus corpos depois de se amarem, por inúmeras noites seguidas. Sasuke apesar de reservado, com ela naquele lugar tão intimo, era tão entregue e urgente , que mesmo na ausência das palavras ela podia sentir em cada toque , beijo, gemido e gesto todo amor que ele lhe destinava.

Parou em frente ao espelho ajeitando seu quimono com o símbolo do leque vermelho e branco, símbolo este de seu clã agora era Uchiha Sakura, medica, mãe e esposa. Suspirou resignada ainda segurando o papel, entregue pelo falcão correio, ajeitou a mexa do cabelo curto atrás de sua orelha abrindo em seguida o pergaminho, enrolando por fim a fita azul por entre os dedos.

Seus orbes arregalaram e ela instantaneamente elevou as mãos sobre os lábios incrédula deixando o papel cair sobre o assoalho de madeira, totalmente aberto . A caligrafia fina de Sasuke tracejada na folha.

“ Taidama, Tsuma...”

Sakura mantinha os olhos arregalados em direção à folha quando sentiu um chakra crescente, mirou o espelho notando a figura negra refletida. Virou vagarosamente, vagando seus olhos pelas sandálias, subindo pela calça escura coberta pelo sobretudo negro.

Parou ao confrontar os olhos de seu otto que variavam do negro ao arroxeado indicando seu Rinnegan, ambos circunscritos em sua direção. Notou um leve curvar de lábios demonstrando o típico sorriso Uchiha.

-Sasuke –kun!? – ela sussurrou.

Era ele não lhe restara dúvidas, ainda mais quando o viu caminhar até ela no mais absoluto silêncio, esboçando aquela pose imponente que só Sasuke possuía, que a deixava trêmula desde a primeira vez que o vira.

-Taidama, Tsuma. – Sasuke proferiu tocando a face de sua esposa com um carinho genuíno fazendo com que Sakura fechasse os olhos em apreciação.

-É você... otto. – ela murmurou como afirmativa.

Sasuke encurtou a distância entre eles selando seus lábios com delicadeza, pegando Sakura de surpresa. Com a língua reivindicou passagem para explorar a boca de sua tsuma com toda gentileza e sem pressa.

Os lábios de Sakura moldavam-se aos macios de Sasuke que movimentava-se lentamente. Com a única mão enlaçou a cintura fina de sua tsuma apertando-a contra seu corpo elevando um pouco para que ficassem da mesma altura, com apenas aquele toque, Sasuke demonstrava toda saudade contida.

O ar aos poucos foi faltando e ambos ofegantes se afastaram, mas sem descolar suas testas. Sakura enroscou seus braços no pescoço de Sasuke abrindo os olhos verdes esboçando um sorriso enorme tentando acalmar sua respiração.

- Okaeri, otto!

26 de Febrero de 2018 a las 03:20 0 Reporte Insertar 2
Fin

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