tiatatu Tatu Albuquerque

Por mil anos, os marcados como Quintae foram condenados por Santo Kag à servir, proteger e se curvarem à Supras, Lumis, Conirs e Artis, as quatro castas mestre como punição pela guerra que um dia assolou Gracnar. Quando Hinata se mostra como a reencarnação daquele que foi poderoso o bastante para controlar a pedra soberana, sua iminente ascensão ao trono assusta todos os que juram impedir que uma escrava tome aquilo que lhe é de direito e ela é obrigada a guerrear para obter sua coroa e enfim cumprir sua única promessa: libertar seu povo da eterna escravidão.


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#Naruto #FugaMiko #FNH #SLACQ #Castas #Shiba #KonoHana #SaiIno #GaaLee #FNS #NaruHina #SasuSaku #ShikaTema
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Prólogo

Mansão Hyuuga - Reino de Gracnar

Noite-Meia

Mesmo com todas as janelas do local abertas, o pequeno quarto estava mais quente que o normal. Suada e absorta por pesares desconhecidos, Hinata não conseguia dormir permanecendo sentada próxima à abertura das folhas de vidro escuro que serviam para esconder a serventia daquele cômodo durante o dia.

O forte vento noturno era incapaz de aliviar o calor e ela passou a mão direita sobre o pescoço que pingava a mistura de sua transpiração com as gotas de água que escorreram de sua boca na ânsia de se refrescar. Decepcionada em ter guardado tão pouca reserva, jogou a moringa vazia sobre a cama pra qual se recusava a voltar após o quarto pesadelo com sua iminente coração seguido, olhando para os lençóis úmidos com o incômodo que seu rosto não demonstrava.

Para quem foi criada para não se impressionar fácil com as ameaças e estar sempre pronta para o pior, era frustrante temer justo o que sua mente criava para atormentá-la como se o mundo externo já não fosse o suficiente. Que merda ela tinha a ver com as lembranças de não sabia quem viveu antes dela? Só queria ter uma última noite de paz antes que tudo virasse do avesso.

Suspirou tensa, abraçada às próprias pernas e com a cabeça apoiada nos joelhos. Se arrependeu de ceder ao desejo do pai para que dormisse em uma cama confortável em vez do chão gelado da escravaria destinada aos Quintae. Não teria festas ou coisas do tipo por conta do pouco tempo de descanso que poderiam gozar, mas se sentiria mais segura se pudesse fingir que ainda era uma menina e se refugiar nos braços da chefe Kurenai.

Estalou os lábios chateada e passou o dedo pelo desenho em seu pé direito. Moveu os lábios para a esquerda sem saber o que sentir. Já tinha aceitado quem era e não poderia mudar mesmo como rainha de Gracnar, mas não deixou de imaginar como as coisas seriam mais fáceis se tivesse nascido soberana, fosse uma justa, tivesse talento para ciência ou fizesse algum tipo de arte. Gostava da sua aptidão para a guerra e o serviço braçal que seriam muito bem utilizados, mas se não fosse por eles ao menos não teria que abandonar tudo sob ameaça constante por um trono que nunca desejou.

Caiu em si logo depois, relembrando que o problema estava nos castos e em quem criou todo esse sistema e não nel… Desanimou do raciocínio pois se a alma do fulano era uma só com a sua, então era lá que a problemática estava de qualquer forma.

— Maldito Santo! - praguejou como desde pequena.

Se ao menos o tal poder funcionasse… Milagres não existiam, mas quem sabe se tentasse de novo aquela aura bonita e cheia de forças misteriosas aparecesse? Estendeu a mão e mentalizou ao máximo para que algo acontecesse, sem sucesso. Cerrou o punho e fez de novo. Se animou um pouco quando tremeu, achando que enfim estava conseguindo resultados, mas era só um reflexo do quão forte estava fechando a mão em sua ânsia por algum sinal.

Merda! Bufou injuriada consigo mesma por cogitar que da noite pro dia, literalmente, conseguiria dominar a tal energia por si só para usá-la a seu favor no dia seguinte, porque só no braço, sozinha, não daria conta de todas as ameaças e, por falar nisso…

Pegou a espada escorada na parede e mais rápido do que um piscar de olhos saltou para fora do quarto, deixando a bainha para trás. Ainda no alto, armou seu ataque contando com a ajuda da escuridão para o elemento surpresa, dando um novo salto na direção de uma das árvores do quintal.

Bateu sua lâmina na adaga de quem acho uma boa ideia invadir sua casa e a lua iluminou bem seus olhos claros quanto o próprio satélite, dando ao oponente uma noção da raiva que sentiu ao ser tirada de seus devaneios com o que podia ser o 8º atentado à sua vida desde que o Rocnor lhe escolheu como mestre, 5 anos antes.

— Você está na propriedade de Hiashi-Hyuuga-Supras. Diga quem é agora ou morra aqui mesmo! - alertou seca.

Aquilo era um tremor por estar cara a cara com a morte? Definitivamente, não era um Quintae matador. Será que era um treinamento surpresa de seu pai? Levou a troca de chutes para o ponto mais iluminado que conseguiu para tentar identificá-lo. Estreitou suas vistas e não reconheceu aquela máscara de pano como de alguém da casa e por isso dobrou o esforço para capturar o invasor que achou uma boa ideia agarrar uma das mechas de seu longo cabelo.

Treinada a não por vaidades ou tradições de família acima do dever, ela cortou fora a parte agarrada sem pena e no fim nem faria diferença, agora a presença de um estranho… Insistiu para saber quem era e, sem resposta, partiu para a investida de agressão. Abaixou-se e escapou de um belo golpe, mas conseguiu dar sua advertência na forma de um corte na pele desprotegida no braço do outro que deixou cair… Uma máscara?

Arqueou a sobrancelha quando escutou o barulho do acrílico contra o chão de concreto, sem entender o que tinha de atraente em um artigo “maldito” para que alguém se atrevesse a furtar.

— Você invadiu minha casa pra levar a máscara de um escravo? - questionou sem reação.

Seu pai ficaria decepcionado de vê-la baixar a guarda. Ficou fazendo perguntas bestas e deu tempo de quem quer que seja chutar o artefato, pegá-lo e correr. Esboçou persegui-lo, mas será que valia a pena lutar mais por um disfarce a toa? Já tinha suado tanto só por um falso adorno…

Sentindo o cansaço do esforço bater, ofegou com a mão sobre o peito ainda desacreditada pelo do que aconteceu ali e, antes que alguém acordasse e ela passasse pela vergonha de contar que deixou um ladrão fajuto desses fugir ou, pior, algum vizinho a visse fora da escravaria por aquela hora e denunciasse a infração ao leario cometida, decidiu voltar pro quarto. Não valia a perda do sono e tomara que seu corpo logo entendesse isso.

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Casarão Uzumaki - Reino de Gracnar

3ª hora/noite

Kushina não gostava da insônia. Em mais de 20 anos, só conseguiu ter paz quando dormia e às vezes nem assim, porém estar fora da cama quando a lua estava em seu ápice lhe era mau presságio desde a adolescência. Ao menos céu estava bonito.

Calorenta, ergueu o longo cabelo vermelho que servia de coberta para seu pescoço, abanando-o com a mao livre quando pôs os fios para a frente do corpo. O tempo seco dificultava a respiração, mas não sabia dizer se era isso que pesava tanto seu peito. O "aperto" era diferente dessa vez e duvidava ser ansiedade para a coroação da nova rainha, por mais que trabalhar nos preparativos da cerimônia tivesse sido estressante.

Soltou o ar lentamente. Horas como essa lhe faziam pensar demais e pensar lhe trazia recordações e saudades. Sorriu na nostalgia dos luares que contemplou ao lado do falecido amado e a beleza da cena não lhe deixava menos triste. Sacudiu a cabeça e ensaiou um sorriso esperançoso e confiante no novo governo que repatriaria seu Menma e lhe daria a paz de estar com seus gêmeos em seu seio mais uma vez.

Minato estaria contente compartilhando dessa boa ansiedade ou lhe ajudando a preparar a acomodação mais confortável que ele merecia no interior da casa. Era revigorante imaginar mais um lugar à mesa e mal se aguentava, mas porque uma notícia tão boa não lhe devolveu a tranquilidade?

Serviu-se mais um pouco de chá, observando a aparente calmaria dos corredores da parte Oeste da casa com desconfiança, afinal, a solidão da madrugada era traiçoeira. Ergueu suas vistas quando as cortinas se mexeram como nunca com uma brisa estranha. Nem fodendo que foi só um ventinho.

— Quem está aí? - perguntou em vão.

Odiava se assustar e todos os da casa sabiam disso. Seria Naruto que voltou do quartel antes da hora e quis fazer mais uma de suas brincadeiras chatas? Se enfureceu com a mera possibilidade, mas o aroma não tinha um traço sequer do perfume de seu filho. Começou a desejar que fosse só mais uma travessura quando o vulto passou no sentido de retorno.

Nervosa, virou para trás, seguindo a sombra com o olhar a todo instante com as pernas trêmulas. Notou uma movimentação anormal no paredão de rosas do jardim e o temor da morte superou o choque, lhe impulsionando a correr para dentro de casa. Ouviu o ruído da quebra de seu jogo de chá e engoliu seco ao ver que de tão forte que a pancada foi no chão, o ferro da espada soltou pouca faísca.

Correu mais depressa e pensou estar segura quando foi fechar as portas, mas o estranho foi mais rápido ao impedi-la, pondo o cabo entre elas e forçando sua entrada. Piscou veloz e reconheceu a máscara que a pessoa usava.

— Hinata? - chamou assustada, sem entender o porquê a futura rainha da nação lhe atacaria.

Voltou a fugir, dando rápidas olhadelas para quem lhe perseguia. Não era ela, apesar da máscara ser bastante utilizada pela moça e não havia o sangue de alguém descalço que pisou sobre cerâmica quebrada, então não era um escravo. O que estava acontecendo e porque o inimigo conhecia tão bem sua casa e que estava só?

Correu para a sala de estar e foi encurralada entre seus móveis. Querendo se defender, Kushina lançou mão da tesoura que viu sobre a mesa e tentou atacar a pessoa, dando com toda força na altura de seu rosto. Só o que conseguiu na investida foi rachar a máscara com o choque no focinho do animal representado, fazendo os cacos de acrílico branco caírem junto a gotas vermelhas e seu queixo quando seus dedos deslizaram pela face do outro e lhe arrancaram o disfarce de pano.

Horrorizada, levou suas trêmulas mãos até a espada fincada em sua barriga, bem em cima da marca de sua casta, sentindo a fraqueza da massiva perda de sangue. Tonta e com a visão distorcida, encarou o rosto conhecido com incredulidade. Quando o oponente puxou, sem dó ou piedade, a lâmina de volta, cuspiu o fluido e sujou mais ainda a pele e o remanescente disfarce que agora só cobria a testa do assassino.

Kushina cambaleou e, sem forças, caiu ajoelhada enquanto perdia o contato visual com quem mais lhe deu desgosto na vida, chorando a dor da ferida e da morte que lhe chamava antes de ver condenado os que lhe fizeram passar dor maior que aquela ou de ver os novos rumos que Gracnar daria em sua política de castas.

— Mal… Di… - não conseguiu terminar sua praga.

Ouviu um sorriso de desinteresse em suas últimas palavras quando tombou, caindo de lado no chão e tudo o que viu foi o distanciar do ser que já não via diversão em assisti-la agonizar e a poça de sangue que começava a lhe sufocar. O choque acelerou sua ida e ela não soube se conseguiria descansar em paz de todo aquele furdunço por saber para que sua morte tão tola serviria.

Fechou seus olhos com rigidez, praguejando em mente por, mais uma vez, ser usada à revelia contra sua vontade para os interesses alheios e ser obrigada a participar daquela sujeira que tanto rejeitou ao longo dos últimos 5 anos de uma forma ou de outra.

Amargou sua aflição mas aceitou ir embora, mentalizando o sorriso de seus filhos antes de partir. Se pudesse fazê-los um último pedido seria que escrevessem em sua lápide:

Aqui jaz Kushina-Uzumaki-Supras, aquela que não foi respeitada nem depois de morta”.

25 de Febrero de 2018 a las 23:37 5 Reporte Insertar Seguir historia
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Aline Fonseca Aline Fonseca
AAAAAAAAAH não acredito que vc fez isso! ou acredito kkk ela morreu mesmo, de veras? não lembro mais do que vc me contou, sdds dessa fic, super feliz que vc voltou a trabalhar nela. 😍😍😍
January 15, 2020, 21:48

  • Tatu Albuquerque Tatu Albuquerque
    AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA morreu sim. Kushina já começa morta e só aparece agora em lembranças e citações January 17, 2020, 17:28
Danielle Botelho Danielle Botelho
Ahhhhhhhh TC é meu xodozinho, Ju. 😍😍😍😍😍
March 01, 2018, 23:21

  • Tatu Albuquerque Tatu Albuquerque
    Menina, tu também tá aqui Hauahaha Doida pra ter tempo de voltar pra essa história, beijo! March 01, 2018, 23:27
  • Tatu Albuquerque Tatu Albuquerque
    Menina, tu também tá aqui Hauahaha Doida pra ter tempo de voltar pra essa história, beijo! March 01, 2018, 23:27
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