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misayama Misayama

Fria como pedra, meu bem. Deus sabe que eu tentei me sentir feliz por você, saiba que eu estou, mesmo que eu não consiga entender. Eu aguento a dor, meu dê a verdade, eu e meu coração, nós vamos conseguir superar. Se sua felicidade é ela, então eu estou feliz por você.


Fanfiction No para niños menores de 13.

#mila babicheva #otabek #yuri on ice
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Felicidade

Já havia se passado dois dias desde que eu recebera aquela notícia, dois dias em que um peso em meu peito se agravava mais e mais. Era tão doloroso só de pensar, tentava segurar as lágrimas que estavam prestes a cair.

Estava nevando e eu estava agachado em frente a uma enorme pedra coberta pelos flocos que caiam gradativamente, sabia que Yakov iria aparecer a qualquer momento me repreendendo.

— Queria ser como essa enorme pedra, sem sentimentos, dura e fria nos dias de inverno. — Passei meus dedos sobre a mesma.

Se ele não tivesse me dito, se ele não tivesse conhecido ela, mudaria algo? Ele não continuaria me olhando como somente um amigo? São tantas perguntas...

Suspirei profundamente.

— Se eu chorar... não sentirei mais nada? — A lágrima gélida desce e cai na neve fofa sob meus pés.


" — Tenho algo que quero te contar."


" — Estou tão nervoso, não sei como começar."


Não conte...


" — Vou me casar na semana que vem..."


Droga...

Balancei minha cabeça numa tentativa de apagar aquelas lembranças, sequei as lágrimas que caiam mais e mais de meu rosto, os meus lábios tremiam pelo frio que fazia.

Dei uns tapinhas em meus rosto e levantei, aconcheguei-me mais em meu casaco e entrei em casa. A lareira estava crepitando e as sombras de suas chamas iluminavam o teto.

— Que frio da porra... — Murmurei sentando em frente à lareira.

— Yuri, onde você estava? — Um senhor de meia idade, de cabelos acinzentados e grisalhos e de estatura baixa apareceu repentinamente atrás de mim.

— …Fui sofrer minhas desgraças sozinho. — Murmurava enquanto estendia minhas mãos sobre a lareira.

— Não tenho tempo para brincadeiras, garoto! — irritou-se. — Você tem uma competição amanhã, deveria está na pista e não aqui!

Mordia os lábios para reprimir minha raiva, estava triste, por que todos achavam que só estava simplesmente brincando? Não tinha o direito para tal? O amor da minha vida vai se casar com uma garota sem sal!

— Já estou indo..! — Exclamei virando-me, meus olhos lagrimejavam, tentava conter, mas era difícil.

— Yuri...

...

Depois de sair correndo, ridiculamente por sinal, como se estivesse em um filme de drama do chá da tarde fui diretamente para o ringue. Estava frustrado, quase mostrara minha fraqueza diante à Yakov, eu considerava ele como uma pessoa especial para mim, tipo um pai. No entanto, não iria mostrar minhas lágrimas para alguém tão facilmente.

Tenho meu orgulho de homem, oras.

Entrei no ringue e a música tema começava a tocar, havia dito para Yakov que não patinaria se a minha música tema não fosse "Stone Cold." Depois de tantas discussões no final consegui ganhar.

Posicionei-me sobre o gelo inclinando minhas costas para trás e a mão direita levantada acima da cabeça. Respirando calmamente comecei com o footwork e gradativamente coloquei a sequência de spins e algumas piruetas.

A música se encaixava direitinho com o que estava sentindo, emabalando-me nos sons as minhas lembranças de dois dias atrás voltavam.

...

O inverno havia começado e as ruas estavam a ficar totalmente branca, crianças corriam em várias direções jogando uma nas outras bolas de neve feita por elas mesmas. Sorri ao observar esses pigmeus brincando, sentia enorme vontade de me juntar a eles.

O cachecol cobria metade de meu rosto e o gorro só deixava a mostra alguns dos meus fios loiros. De tantas viagens que fiz para as competições e esperimentado variados climas, havia esquecido o quão frio a Rússia  ficava em seus dias de inverno.

Estremeci sob o meu casaco de couro preto, que agora estava ficando manchado pelos flocos que pousavam sobre ele. Dei algumas batidinhas para limpar.

— Por que ele está demorando tanto? —  Tirei o cachecol.

Otabek havia combinado de me encontrar em frente ao Vkus Est, um restaurante retrô com um estilo bem maneiro, em minha opinião, a comida também era maravilhosa.

— Yuri! — Virei-me, dei um sorriso pequeno ao ver o moreno correndo em minha direção. — Desculpe a demora, tive uns problemas na hora que estava saindo.

— Tudo bem — disse. — Acabei de chegar também.

Cheguei a mais de 20 minutos, mas ok.

Trocamos alguns comentários de como estava frio e entramos logo em seguida no restaurante. Estava como sempre, as paredes revestidas por tijolos vermelhos, as cadeiras ou sofás? Não sei, mas só sei que eram estofados por almofadas pretas.

— Vamos sentar perto da janela. — Falei indo em direção ao sofá/cadeira e me acomodando naquela almofada fofa.

— Por que aqui? — Otabek perguntou se sentando a minha frente.

— Tem um urso, um alce e um lobo nessa parede! — Exclamei extasiado, me virei e apontei para que o moreno pudesse ver. — Isso é super a minha cara.

— Verdade — Riu baixinho.

Volteei para encara-lo, estava lindo como sempre, usando a sua típica jaqueta de couro preto, seus cabelos negros como ônix estavam bagunçados por conta do capacete.

— O que foi? — Questionou-me.

— Na-nada, idiota... — Murmurei virando o meu rosto.

Uurgh..! Merda, quase fui pego. Quem manda ele ser tão lindo!

— Com licença, os senhores irão fazer o pedido? — Uma bela moça apareceu onde estávamos sentados, cabelos longos e loiros, olhos verdes e um sorriso gentil em seus lábios.

— Ah, sim. — Endireitei-me. — Vou querer uma Sangria.

— E o senhor? — Virou-se para o moreno que estava ao seu lado.

— Um Bloody Mary, por favor.

— Tudo bem — disse anotando tudo no bloco de notas em suas mãos. — Trarei o pedido de vocês em 15 minutos.

A loira se curvou um pouco e deixou a nossa mesa. Encarei Otabek a olhando também, senti uma raiva em meu peito crescer. Ele poderia encarar a mulher quando eu não estivesse aqui, né não? Mas que descarado...

— Unrun — Chamei sua atenção. — Você não disse que tinha algo muito importante para me dizer?

Seu rosto se iluminou de uma maneira tão fofa e angelical, meu coração se aquecia ao ver suas covinhas e as pequenas rugas que se formavam no canto de seus olhos, eu poderia usar todos os adjetivos do mundo, mas nenhum me satisfazeria para descrever Otabek.

— Ah, sim. — Respondeu. — Quero que você seja o primeiro a saber, ela também.

Ela? Quem?

— haha, do que você está falando, Otabek? — Perguntei ansioso.

Aquilo estava estranho, muito estranho. E sabe como eu sei? Meus dedos estão formigando, isso só pode ser um sinal!

— Hmm, como posso explicar... — Murmurou. — A gente tem quantos anos de amizade, Yuri?

Hum?

— 5 anos, por que? — O questionei.

— Eu tenho estado escondendo uma coisa de você há um tempo — Começou a falar. — Eu queria te contar, mas essa pessoa disse que ainda não era a hora.

O coração em meu peito martelava fortemente, sentia o suor frio em minhas mãos. Ele estava escondendo algo de mim? Por que?

— Só que aconteceu algumas coisas...

— Otabek, pare de enrolações! — Bati na mesa chamando a atenção de todos a nossa volta.

— Yuri, tenho algo que quero te contar... — Murmurou, passou a mão pelo seu cabelo rapidamente.

— Você está me assustando...

Não estava aguentando aquele suspense, minha vontade era de pular nele e fazê-lo falar logo. Mas que porra de demora!

— Estou tão nervoso, não sei como contar... — O moreno mexia com suas mãos enquanto me encarava. — Vou me casar com a Mila na semana que vem...

O que? Como? Quando? Por que? Eram tantas perguntas sendo geradas, escutei barulho de algo se quebrando dentro de mim, meu chão rachou e comecei a cair num profundo desespero.

Desde quando eles estavam juntos? Meu peito tá doendo, tá doendo demais... precisava sair dali o mais rápido possível, sentia que iria desmoronar. Peguei o cachecol que havia posto sobre a mesa e o envolvi em meu rosto.

— Yuri?!

Levantei-me, meu objetivo era a saída, porém, meu pulso foi segurado por Otabek. O encarei, queria bater nele, não pelo simples fato de que vai se casar, mas pelo fato de ter quebrado nossa promessa por causa de uma garota, de uma mísera garota. Havíamos prometido nunca mentir um para o outro em qualquer circunstância.

— Não me toque! — Puxei minha mão violentamente.

Estava com raiva, triste, sentia-me traído. Eram tantos sentimentos misturado em meu interior que segurar as lágrimas eram difíceis, mas não impossíveis.

— Depois conversamos — Disse saindo do estabelecimento.

...

Na última pirueta me desconcentrei e cair no chão, estava ofegante, meu suor pingava sobre o gelo. Puxava o ar com todas as minhas forças e tratava de controlar minha respiração.

— Sinto-me um idiota por ter feito tal cena. — sussurrei limpando o suor da testa, levantei e sair da pista.

Estava indo para o vestiário e tirava minhas luvas no caminho, resmungava baixinho por ter me desconcentrado na última pirueta e rezava para que isso não acontecesse amanhã.

— Parece que a nossa Fada Russa está em maus lençóis. — Parei de repente em meio ao corredor que dava para o vestiário, aquela voz, aquela maldita voz fazia meu corpo estremecer de raiva só de escuta-la.

— Jean...! — Virei-me para encara-lo. — O que você quer pedaço de estrume?

— Sendo fofo como sempre, né? — Andou em minha direção. — Aconteceu algo? Você tem estado cabisbaixo ultimamente.

O que essa cara de cavalo tá falando agora? Além de infernizar minha vida mostrando aquela aliança de 5 quilates toda hora que me ver, tá querendo se passar de bom moço agora?

— Desde quando eu te dei permissão de se preocupar comigo, idiota? — O questionei.

— Estou falando sério —  parou a minha frente, ele era mais alto que Otabek, seus cabelos também eram negros, era até bonito, mas não iria admitir isso. Seu ego já é grande demais. — Sua patinação está fraca.

Engoli em seco ao escutar aquelas palavras, esperava ouvi-las de todo mundo menos dele. Uma raiva subiu a minha cabeça, virei de costas para ele e entrei no vestiário a passos pesados.

— Quem ele pensa que é?! — Exclamei juntando o meu armário. — Urgh!!

...

Havia se passado uma semana e já era o dia do casamento de Otabek e Mila. O convite chegou em meu apartamento no mesmo dia que  havia deixado ele naquele restaurante. Era um papel grosso, tamanho mediano, e a letra era dourada e cursiva.

Não posso acreditar que guardei meus sentimentos por tanto tempo para no final ele se casar com uma de minhas colegas de patinagem. Tentei está feliz por ele, tentei aceitar sua escolha... mas não posso mudar meus sentimentos.

Eu aguentaria a verdade, ele poderia ter dito antes, eu e meu coração nos sentimentos acabados e cansados. Só queria alguém para apaziguar essa dor que estou sentindo.

— Yurio, você está pronto? — A voz calma do japonês perguntava através da porta de madeira.

— Sim... — Murmurei.

Abri a porta e encontrei o casal top 10, sorri fraco para os dois pombinhos apaixonados. Por que fui tão medroso e não contei para Otabek como me sinto?

— Você está muito bonito. — Viktor apareceu atrás do Yuri, envolvendo o mesmo em um abraço de lado.

Ver esses dois sendo carinhosos um com outro me dá náuseas.

— Você está bem? — Encarei o moreno a minha frente.

— Por que eu não estaria, porco? — Cruzei os braços.

— Por que você o ama... — Viktor disse.

Meu coração começou a palpitar, fiquei sem jeito e sem reação, estava tão na cara assim? Acho que sim, já que esses dois patetas foram capazes de perceber.

— Es-está tudo bem — Disse olhando para meus sapatos. — Se ele está feliz com ela, também estou feliz.

Levantei o rosto dando um sorriso meia-boca, não queria ter dito aquelas palavras. Não estava feliz, não queria está naquele casamento, sou tão egoísta.

— O casamento já vai começar, vamos. — Katsuki quebrou o clima tenso que havia se formado.

...

A cerimónia foi bonita, aconteceu às 19:00 da noite, as luzes iluminavam por todos os lados, Otabek estava muito lindo em seu traje, um terno preto feito sob medida. Seu sorriso era radiante, cumprimentava as pessoas alegremente e eu tentei evitar com todas as minhas forças passar por ele ou ser visto por ele.

Até que chegou o momento, a música começou a tocar, Otabek se posicionou ao lado do padre e todos os convidados se levantaram para receber a noiva. Mila apareceu com um vestido decotado na frente deixando um toque de sexualidade, seus cabelos ruivos estavam feito em uma trança lateral e ondulados na ponta. Estava linda.

O padre endireitou-se e pôs a falar quando os dois já estavam juntos.


— Otabek Altin e Mila Babicheva viestes aqui para celebrar o vosso Matrimônio. É de vossa livre vontade e de todo o coração que pretendeis fazê-lo?

— Sim. — Os dois responderam em uníssono.

— Estais dispostos a receber amorosamente os filhos como dom de Deus e a educá-los segundo a lei de Cristo e da sua Igreja?

— Estamos sim. — Responderam novamente.

Está acontecendo, eles iriam se casar, irão ter sua própria vida depois que sairem daqui, vão viver juntos e ter sua própria família.

— Uma vez que é vosso propósito contrair o santo Matrimônio, uni as mãos direitas e manifestai o vosso consentimento na presença de Deus e da sua Igreja.

Mila e Otabek se viraram um para outro, sorriam feito bobos. Estou sentindo meu estômago revirar, não sei se aguentarei ver até o final.

— Eu Otabek Altin, recebo-te por minha esposa a ti Mila Babicheva, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.

As lágrimas desciam pelo meu rosto, uma a uma.

— Eu Mila Babicheva, recebo-te por meu esposo a ti Otabek Altin, e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.

Faltava ar em meus pulmões, meu lábio inferior doia pela força que eu usava para tentar reprimir meus soluços.

— Se alguém se opõe a este matrimônio, fale agora ou cale-se para sempre. — O padre disse.

O silêncio se perpetuou no local, Yuri e Viktor olhavam para mim como se eu fosse fazer algo a respeito, mas não irei. Porque... tudo já está acabado. Não há como voltar atrás, limpei meu rosto com a manga do terno e continuei em pé encarando o nada.

— Tragam as alianças! — Exclamou o padre depois de alguns segundos de silêncio.

...

Escorado no lugar mais afastado da festa, com uma taça de champanhe em mãos enquanto a outra era ocupada pelo meu celular, foi como passei o resto da noite, queria chegar em casa e me esconder em meus lençóis.

Minhas redes sociais havia várias notícias sobre o casamento dos dois, já tinha até vídeo da cerimônia. Ele está dançando com ela naquele enorme salão, enquanto eu estou aqui olhando para tela do meu celular.

Percebi agora que seria impossível para nós dois, percebi que não podia satisfazer aos critérios para ser um bom companheiro para ele, Mila tinha tudo que eu não tinha, além de seu carisma e sua personalidade única, ela era perfeita para ele.

Acho que está na hora de aceitar, eu e meu coração vamos conseguir superar.

— Se a sua felicidade é ela, então estou feliz por você. — Cantarolei baixinho música tema da minha apresentação passada.

25 de Febrero de 2018 a las 23:31 0 Reporte Insertar Seguir historia
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Fin

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Misayama É preciso ter um caos dentro de si para dar à luz uma estrela cintilante. - Friedrich Nietzsche

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