Tons de Azul Seguir historia

vanychan734 Vany-chan 734

Sai precisava terminar sua pintura, mas ele só tinha um problema: atingir o tom azul cristalino que apenas os olhos de Ino tinham.


Fanfiction No para niños menores de 13.

#Pós-guerra #InoSai #SaiIno #Naruto
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Capítulo Único - Tons de Azul

16h58.

Estava quase na hora, logo ela passaria pela porta do estabelecimento, fazendo o sino da entrada soar e iria se sentar na terceira mesa da direita, próxima a janela. Ela ficaria olhando os transeuntes do lado de fora até a garçonete ruiva cumprimenta-la e perguntar o seu pedido.

“O mesmo de sempre” era o que respondia com um sorriso aberto.

Sai já havia decorado qual era o seu chá preferido por tanto observá-la. Camomila com mel. Ele até tentou experimentar, mas achou o sabor horrível, porém tinha a impressão de que era um sabor único, assim como ela mesma.

16h59.

Ele tamborilava os dedos na mesa de madeira, impaciente. Faltava um minuto exato para ela aparecer e olha-lo com aqueles olhos maravilhosamente azuis, um tom que ele desconhecia e que por mais que tentasse, nunca parecia ser semelhante às safiras que ela possuía.

17h00.

O ponteiro vermelho que contava os segundos retornou ao ciclo e ele se pôs a olhar fixamente para a porta. Mas apesar do que esperava, não fora ela a cruzar a entrada, mas uma mãe com sua filha risonha com sacolas pendidas na curvatura de seus cotovelos.

17h01.

“Onde ela está?”

Se empertigou na cadeira. Ora, já havia se passado um minuto exato desde o prazo em que ela devia ter chego. Ela nunca atrasava. Pegou seu caderno de anotações para conferir a data. Terça-feira, estava correto.

Todas as terças, quintas e sábados de expedientes ela entrava na Casa de Chás da senhora Yumi às 17h00, exatamente. Ele sabia. Já tinha decorado parte dos seus hábitos.

17h02.

Ele se perguntava se algum problema poderia ter ocorrido, se talvez ela precisasse da sua ajuda? Não. Ela era forte o suficiente para lidar com qualquer empecilho. Na verdade, era provável que estivesse na companhia da Feiosa e por isso atrasaram. Sim, já as havia encontrado juntas no local.

Ora, por culpa da Feiosa, ele não conseguiria terminar seu desenho há tempo. Maldita seja Sakura.

17h03.

Passou a analisar sua pintura novamente. Os detalhes do estabelecimento estavam milimetricamente representados, assim como os incontáveis fios de cabelo dela... até tinha tentado conta-los uma vez para desenha-los corretamente, porém ela se mexeu e ele perdeu a contagem no 2.243.

Suspirou.

As cores estavam contrastando de forma suave, dando harmonia ao quadro, o fundo estava enquadrado da forma correta, dando uma perspectiva de profundidade realista, o reflexo da luz no vidro da janela também fora retratado, o rosto angular dela sobre os ombros, olhando em sua direção com um sorriso faceiro estava ali, com apenas uma imperfeição: os olhos. Ele não conseguia atingir o tom correto do seu azul celestial. Haviam feixes mais claros perto da pupila, entrecortando os tons escuros no final da íris.

Era como observar as ondas do mar.

Ele havia visto o mar apenas uma vez, ao lado de Naruto e Sakura, e gostava da sensação de calmaria que a visão da água salgada proporcionava, a mesma sensação que os olhos de Ino proporcionavam.

O albino estava tão distraído que nem notou a assinatura de chakra dela ao redor, apenas fora desperto com o soar do sino, indicando a entrada de um freguês, e quando olhou esbaforido para a porta ela estava lá, ainda vestia o jaleco do hospital por cima das roupas civis.

- Oh, eu achei que não viesse mais hoje, querida – a senhora Yumi falou, de trás do balcão.

Sai olhou furtivamente para o relógio ao fundo. 17h09.

Ino lhe sorriu.

- Encontrei uma das crianças da clínica no caminho, ofereci um chá, mas ele decidiu ir brincar com os coleguinhas – explicou, apoiando-se no balcão, como costumava fazer em sua própria floricultura.

- Bem, então vá se sentar, eu já vou servir o seu chá – a senhora deu a volta no balcão e foi para a cozinha preparar o pedido.

Ino a acompanhou com os olhos, depois se endireito e lançou a Sai seu costumeiro sorriso provocativo, levantou o braço, cumprimentando-o de longe e foi para “sua” mesa.

Sai engoliu a seco. Não, o olhar dela era muito mais aconchegante que a visão do mar em si, ainda absorto, sinalizou para a garçonete ruiva que agora iria querer seu café sem açúcar.


- Sai! – Sakura gritou, enquanto arrancava seu livro novo de suas mãos – Pare de ler essas idiotices! Elas nunca funcionam!

- Mas aqui diz que mulheres...

- Esqueça! – ralhou – Me ouça! Ino é extremamente bonita e sabe que é bonita, ela não vai aceitar qualquer elogio decorado de um livrinho de auto-ajuda!

- O que a Gostosa tem a ver com isso? – perguntou, confuso, tombando um pouco a cabeça.

O olho direito de Sakura tremeu, demonstrando sua raiva por ele ainda chamar sua amiga daquela forma.

- Ela tem nome por um motivo, Sai!

- Mas apelidos...

- PELO AMOR DE KAMI-SAMA! ME OUÇA! – ela aproveitou que o livro estava em sua mão e o acertou na cabeça dele – NUNCA MAIS LEIA ESSAS PORCARIAS!

- Ta bom, Fei... – as bochechas dela enrubesceram pela raiva – Er... Sakura.

O sorriso vitorioso da rosada foi suficiente para ele abandonar o antigo hábito.

- Agora, preste atenção! O aniversário da Ino já passou e você perdeu uma grande oportunidade de tê-la chamado para sair, mas logo ela será eleita a sucessora de seu clã, então você podia fazer uma surpresa para ela! – falava tão animadamente que ele mal acompanhava a mensagem.

- Surpresa? – novamente confuso.

- SIM! Ela vai adorar! – Sakura suspirou, quase apaixonada e então se lembrou de que estava falando com Sai e que surpresas vindas dele poderiam não ser tão boas – Olha, ela gosta de ser surpreendida positivamente, entende? Não se prenda ao físico dela, vá além... Ino tem um personalidade forte e ao mesmo tempo calma, é fiel e ama flores... – pensou um pouco – mas não dê flores a ela, é clichê – fez um bico de desprezo – Faça algo seu que demonstre como se recorda dela... – ela ficou enrubescida novamente, dessa vez com vergonha por refletir nas coisas que Sai pensaria da amiga – quero dizer, de modo socialmente aceitável, Sai.

- Socialmente aceitável – ele anotou no bloquinho de notas vermelho que carregava no bolso.


A lembrança o atingiu, recordando-se do motivo que o prendia ali. Deveria surpreender Ino para não apanhar de Sakura.

“Certo” pensou, sacando seu estojo de pinceis e lápis, voltando a pintar a tela da melhor forma possível, afinal, ele detestava apanhar de Sakura. A Feiosa era bruta quando queria, e normalmente sempre queria bater nele.

A garçonete trouxe seu café, olhando do desenho para ele e depois para Ino.

- Ela ficará muito surpresa! – comentou baixinho.

Sai sorriu – seu sorriso falso – e agradeceu com um meneio de cabeça.

Ino não era burra. Sabia que ele a observava, e até mesmo Sakura já havia introduzido o assunto entre elas, mas não chegaria nele. Gostava de homens com atitudes e não covardes, e se para isso precisasse retornar à Casa de Chás toda terça, quinta e sábado, o faria sem problemas, afinal Yumi era uma grande conhecida de sua família e também era um momento de reflexão solitária que passou a apreciar conforme o tempo.

Olhou as pessoas na rua através da janela e apoiou o queixo não mão. Adorava neve e vestir-se agasalhada no frio, porém era péssimo para as vendas na floricultura. Finalmente entendia seu pai.

Suspirou saudosa.

Logo sua atenção foi para a garçonete ruiva, chamada Shion, que lhe trouxe seu chá.

- Boa tarde, doutora Yamanaka – curvou-se e em seguida se retirou.

Ino sorriu, e aproveitou o movimento da mulher para olhar por sobre os ombros e fitar o moreno mesas atrás.

Sai ainda a observava descaradamente, tanto que a senhora Yumi já ria da sua situação. Ele não entendia o motivo da graça e nem porquê se sentia tão esquisito perto da loira, porém voltou a pintar a tela. Era normal que observasse de longe, mas ao levantar os olhos do papel para observá-la novamente, se deparou com os azuis cintilantes, fixos em si.

Engoliu a seco de novo, esquecendo-se completamente do café.

Algo que não passou desapercebido pela loira, que soltou uma risada leve e então voltou-se para frente, sorvendo sua bebida.

“Esse homem já é meu!” glorificou em pensamento.

Sai piscou algumas vezes, recordando-se dos detalhes azulados que faltavam na pintura, introduzindo-os rapidamente com fervor. A cada pincelada o tom se assemelhava um pouco mais às íris de Ino e isso estava o deixando ansioso.

Ele olhou novamente para o relógio.

17h17.

Ela saía de lá às 17h25, então tinha mais alguns minutos para terminar o quadro e finalmente surpreender a Yamanaka.

Tic Tac.

Tic Tac.

Tic Tac.

Trabalhar sob pressão era um costume devido as batalhas constantes em missões, porém essa era uma situação diferente, ele vinha se dedicando há dias para tornar a pintura perfeita, então qualquer erro, qualquer tom a mais poderia estragar seu trabalho.

Estava tão empenhado que não percebeu a aproximação da loira, que já estava de saída antes do tempo. Ela diria “Até mais, Sai” como em todas as outras vezes, mas estagnou ao olhar para ele.

Sai parecia uma máquina impressora, redecorando cada detalhe, dando vida a uma simples paisagem, embora não fosse tão simples assim. Os olhos minuciosos da Yamanaka absorviam toda a imagem que compunha o quadro, e soltou um suspiro chocado, levando a mão ao peito.

Sai olhou de repente para a mulher ao lado da mesa, constrangido. Fora pego antes da hora. Não era dessa forma que deveria surpreendê-la.

- Sai... isso...

- É uma surpresa – respondeu.

Sabia que era uma surpresa, só não conseguia reconhecer se era positiva ou não, já que Ino demonstrava apenas choque.

- Ainda não acabei... seus olhos...vê? – apontou com a ponta do pincel – Eu não consigo atingir o tom certo.

A boca escancarada de Ino não proferia nenhum som.

“Era isso que ele fazia todos esses dias?”

- Está surpresa – apesar de ser uma afirmação, seu tom de voz não fora condizente, parecendo uma pergunta.

- SIM! – respondeu, agudamente – Está lindo! Sai... eu ... nem sei como te agradecer – suas bochechas coraram.

Ino nem se chocou por enrubescer. Ela não esperava por aquela obra.

- Não precisa, a Feiosa disse que deveria surpreendê-la, que você é bonita e sabe que é bonita.

Isso trouxe a Yamanaka de volta para a realidade. Seu sorriso faceiro retornou, enquanto ela apoiava ambas as mãos no quadril.

- A Testuda disse isso?

- Sim – confirmou com um aceno.

- E você? – perguntou aproximando-se dele.

- O que têm eu? – questionou confuso.

“Lembrar de procurar um livro sobre mulheres confundindo homens...” seu auto-lembrete foi esquecido quando o rosto de Ino estava a um palmo do seu, permitindo que suas respirações mesclassem e ele fitasse aqueles grandes mares azuis.

Paz.

- Você me acha bonita, Sai? – a voz, antes aguda, estava sensual.

“Ela está invadindo minha zona de intimidade, então quer dizer...”

Ele acenou rapidamente com a cabeça, enquanto buscava alternativas para agir de modo socialmente aceito naquela situação.

- Você é gostosa – confessou sob a pressão do seu olhar.

Ino sorriu maliciosa, mas não se aproximou mais, ao invés disso endireitou a postura e roubou o quadro de sua mesa, começou a analisa-lo detalhadamente e por fim sorriu.

- Está perfeito, Sai. Vou considerar isso um pedido de namoro. Aliás, eu aceito – olhou-o de esguelha – Me leve para jantar hoje às 18h30. Não se atrase, se não eu enfio esse quadro na sua cabeça – sorriu meigamente, voltando a olhar seu retrato.

Yumi e Shion que observavam a cena com expectativa desataram a rir do pobre coitado. Ele permanecia confuso, mas aceitou a nova missão.

“Devo namorar a Ino, se não ela enfia o quadro na minha cabeça”. 

25 de Febrero de 2018 a las 19:55 3 Reporte Insertar 4
Fin

Conoce al autor

Vany-chan 734 Fada do Fluffy e maluca dos angst. Luto pelo fim dos leitores fantasmas, por SasuSaku e por ShiIta, meus OTPs! "KakaSaku - Uma Chance para Nós" não será repostada aqui até ter sido devidamente betada, assim como "O Caminho que Trilhamos".

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Maybe SN Maybe SN
ASHUAJSHAISHAISJSIAHS OMG TADINHO DO MEU BEBÊ!!! Ino e Sai foram feitos um para o outro... Ela toda desinibida e ele um sincerão que às vezes beira a inconveniência e você retratou isso, ai! Eu amei 💛
5 de Octubre de 2019 a las 07:31
Quézia Cristina Quézia Cristina
Ai hahahahahahaha "Você é gostosa" MORRI! Sai Sincerão kkkkkkk É a cara deles isso, a Ino é super cheia de si, o Sai não tem filtro e não faz a mínima noção tadinho de como interagir socialmente kkkk Eles são feitíssimos um pro outro, não é à toa que é canon <3 Você capturou total o jeito dele no anime, adoreiiii! As gargalhadas que eu dava com as gafes dele lá eu dei aqui, tadinho ele tenta mas é muito engraçado! Tem sido uma experiência ótima ler suas histórias. :3
27 de Febrero de 2018 a las 16:59

  • Vany-chan 734 Vany-chan 734
    Olaaar de novo! AAAAAA que bom que vc gostou de Tons e achou a personalidade deles fieis! Eu acho engraçado como o Sai não sabe ser social, então tentei manter essa característica aqui além do talento artístico dele! A Ino eh gostosa mesmo, além de ser cheia de si, então ela tinha que se manter aqui, principalmente com um "elogio" desses HSIAGIAGSJAH Eu confesso que não gosto muito do ship, mas não por achar que eles nao combinam, mas é pq eu semprr pensei que o Sai fosse gay (no mínimo) ou assexual, ai quando eu descobri que ele teve o Inojin com ela fiquei "YUKEEEE????" HSUSAUAHUAHA Hoje já sou mais adepta do casal, principalmente depois de Tons hahaha. Bem, vou ficando por aqui! Um beijao e estou amando ver seus comentários! <3 <3 28 de Febrero de 2018 a las 09:16
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