Aulas Particulares (2011) Seguir historia

alicealamo Alice Alamo

Mas eu não podia mesmo reclamar. Os lábios dele vinham doces, o gosto de halls de melancia, os olhos negros indecifráveis. Era sempre assim. (Fic escrita em 2011)


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18. © Todos os direitos reservados

#yaoi #naruto #sasunarusasu #ua #naruto-sasuke
Cuento corto
30
7.3mil VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

Capítulo Único


As aulas eram monótonas, eu já olhava para a porta aberta, e encarava meu amigo da sala ao lado. Química nunca foi minha matéria preferida e por isso, eu não a entendia. O que, claro, resultou que tive de recorrer a ele.

O sinal bateu, anunciando o término das longas seis aulas do dia. Colegial sofre mesmo. O refeitório lotado, almoço na escola sempre era a mesma droga, o mesmo inferno de fila, o mesmo cardápio e a mesma atendente que fazia questão de me cantar.

Sei que não era saudável pegar um salgado em vez de uma refeição, mas a fila era de desencorajar até um deus.

— Vai acabar engordando com tanta porcaria. – eu ouvi a voz de Sasuke me dizer. Como se eu já não soubesse disso. – Consigo o almoço para você em dois minutos. – ele sorriu, olhando a fila.

— Você vai pagá-lo também? - perguntei irônico.

— Pego o almoço e ainda vai me dever cinco reais. – ele finalizou indo em direção ao começo da fila e o vi cumprimentar uma garota do primeiro ano, já enlaçando sua cintura e discretamente furando a fila. Ele era um maldito cretino, girou a garota devagar, enquanto sussurrava algo em seu ouvido e olhava para mim com um sorriso cafajeste.

Resolvi pegar já uma mesa e deixei minha mochila cair, desabar na cadeira. Sentei-me enquanto esperava meu plantonista.

Como assim, vocês devem perguntar.

Plantonistas são pessoas escolhidas pelos professores para ajudar alunos com dificuldades. São os queridinhos dos professores, e nós não podemos reclamar de seus métodos ou tempo.

Sasuke não era um mau plantonista. Ficávamos toda segunda, quarta e sexta depois das aulas até às quatro da tarde. Duas horas de plantão no mínimo, na sala de vídeo no quinto andar. Ajudava-me em física e química, e eu nem podia reclamar, ele me ensinava mais do que eu precisava, acho até que essas aulas estavam por fim. Não que eu tivesse aprendido tudo, mas pelo menos a matéria do ano eu havia conseguido aprender.

Não deu cinco minutos e ele já estava de volta à mesa com meu prato e, obviamente, seu sorriso malditamente presunçoso.

— Parabéns. – eu disse. – Provou ser um perfeito cafajeste. – acrescentei enquanto botava sal na minha batata frita.

— Não posso fazer nada se elas me amam. Ficou com ciúmes? – ele questionou enquanto se inclinava para frente e roubava uma de minhas batatas.

— Inveja seria melhor. – respondi. Odiava quando ele começava com frases de duplo sentido. – Sakura realmente é afim de você, não devia fazer isso com ela. – ele olhou sério para mim e bufou enquanto voltava a encostar-se à cadeira.

— Ela não faz meu tipo.

— Qual seu tipo? – perguntei sarcástico pela resposta que ele SEMPRE dava a QUALQUER garota.

— Gosto de cabelos loiros. – ele me encarou sorrindo.

— Loiras? – perguntei surpreso, nunca o havia visto com uma.

— Não exatamente. – ele disse sorrindo e me encarando. Aqueles olhos negros, tão escuros, profundos. Um olhar malicioso e sacana, cheio de cinismo e prepotência. O vi morder o lábio enquanto sorria – Não vai comer? – ele perguntou roubando mais uma de minhas batatas.

— Ah... Vou, claro. – e voltei a comer sob o seu olhar atento, atento demais. Dava até mesmo uma insegurança sobre os meus próprios atos, constrangia, sabe?

— Agora que parei para pensar... Nossas aulas estão acabando...

— Huhum... Você tem que me falar quanto vai me cobrar. – eu disse e o vi sorri – Nem vem! Não vou pagar mais que quinhentos, ouviu? – eu reclamei limpando a boca com o guardanapo. Mas ele sabia que não era sério, o valor girava em torno de R$500,00 mesmo. Ora, foram três dias por semana, durante três semanas, mais ou menos três horas cada e o preço da hora era 20,00... Façam a conta.

— Pode deixar, eu não vou cobrar muito caro. – ele disse enquanto mexia na mochila parecendo procurar algo.

— Você é meu amigo, não devia nem cobrar. - eu aleguei.

E era verdade, não acreditava que aquele filho da mãe que cresceu comigo, cobraria para me ajudar na escola. Ouvi-o rindo, enquanto parecia mandar uma mensagem no celular.

— Tem compromisso? – perguntei curioso.

Ele olhou para mim e suspirou. Já sabia o que aquilo significava. Era sempre do mesmo jeito quando os pais dele brigavam, Sasuke iria para a casa do irmão mais velho, o pai encheria a cara e a mãe começaria a chorar. Eu não entendia como ele podia ser tão calmo mesmo no meio de toda essa situação.

— Problemas em casa, nada importante. – ele falou, comprovando o que eu havia pensado. – Vamos? – ele já havia se levantado, jogava as mochilas nas costas e esperava eu levantar.

— Aham – concordei enquanto levava a bandeja de volta à cantina.

Subimos as escadas até o quinto andar em silêncio. Um silêncio que se torna perturbador se você levar em conta quanto tempo gasta subindo as malditas escadas. Não sei o que aquela maluca da diretora fazia com o nosso dinheiro que não sobrava para um elevador.

A sala de vídeo possuía o telão junto à parede e o restante da sala era repleto de mesas, que agradeço não serem aquelas universitárias, mas sim, àquelas que eles colocam para as crianças, ou seja, dá para juntá-las e formar uma mesa bem maior. O que era nosso caso, devido a quantidade de material que colocávamos sobre ela.

— Bom, ao trabalho. – eu disse e vi Sasuke sentar no chão, perto da parede, abrindo a mochila e tirando nossas apostilas, nada finas, de exatas. – Vai ficar no chão é?

— Aham. – ele respondeu. – Você vem? – ele perguntou e impressão minha o tom usado não foi o normal?

— Por que a mudança? – perguntei, mesmo que já tivesse cedido e estivesse com ele já no chão.

— Porque hoje não temos tanto material. – ele respondeu como se fosse óbvio. – Toma, leia. – ele me entregou um livro que não era nosso, com um marcador de páginas já me indicando onde ou o que deveria ser lido. O que fugia de nossas aulas anteriores, já que era sempre ele a ler, ou me explicar primeiro.

— Mas é do primeiro ano! – eu reclamei. – O que tem de importante no livro deles? – só para informar vocês, encontro-me no terceiro ano, junto de Sasuke, a diferença é que estamos em salas diferentes.

— História da Química. Agora por favor, Naruto, seja um bom aluno e leia. – ele disse enquanto se encostava em mim, de lado, suas costas apoiadas em meu braço, devia estar desconfortável, mas para ele não parecia.

Comecei a ler, em voz baixa, e hesitava em continuar cada vez que o sentia mudar de posição. A que mais durou foi quando ele se aproximou tanto que eu podia sentir a respiração dele em meu pescoço e meio sem jeito, eu consegui mudá-la.

Ele se levantou e foi até uma das mesas onde sentou e esperou que eu terminasse a leitura. Eu não sabia o porquê, mas o clima estava ruim naquele dia, parecia tenso demais e, para ajudar, o verdadeiro clima também não estava bom, nevava e eu odiava a neve. Tão fria e tão inútil.

Pensando nisso acabei não prestando atenção no que lia. Resultado? Não havia entendido o que havia lido há duas páginas. Soltei um suspiro pesado e olhei para Sasuke. Ele afrouxou a gravata, e os dois primeiros botões de sua blusa estavam abertos, o cabelo preto estava todo desalinhado graças à mania dele de passar a mão neles toda hora. É. Não estava ruim.

—Sasuke? – chamei.

— Que foi? – ele respondeu entediado. O que ele tinha para logo hoje estar tão mole?

— Não entendi... – eu falei meio sem graça. Não entender matéria do primeiro ano é meio vergonhoso, sabe?

— Qual parte? – ele quis saber enquanto voltava a sentar do meu lado agora bem próximo de mim.

— Essa. – eu virei o livro para ele enquanto desviava meu rosto. Eu sei que corei nessa hora devido à proximidade, mas porra ele é meu amigo!

Eu ouvia a respiração dele perto do meu pescoço e a sentia. Arrepiava-me tais pensamentos, e piorou quando senti o olhar dele, um olhar diferente, era cobiçoso, deixava-me desnorteado E EU NEM O ESTAVA OLHANDO, PORRA!

Pelo menos até aquele momento.

Cansado de senti-lo me olhando, eu virei para olhá-lo e me deparei com ele sorrindo de um jeito que eu não sabia se era malicioso ou cruel, um olhar que eu não sabia se era de desejo ou cínico. Só sei que depois disso, três segundos ou menos, eu já sentia os lábios dele junto aos meus.

A mão dele foi até minha cintura, puxando-me um pouco mais. Ele não esperou ou pediu passagem, ele invadiu e eu me deixava levar por ele.

Involuntariamente? Não, não sou hipócrita o bastante para não admitir que queria ou que estava gostando. A língua dele vasculhava minha boca e eu sentia necessidade de aprofundar-me mais naquele mar de tempestades que era Uchiha Sasuke. Minha mão foi até sua nuca e eu o trouxe para mais perto. Acho que a cena devia estar até censurada, pois já sentia as mãos dele puxando minha gravata e abrindo os botões da minha camisa.

Os lábios dele foram ao meu pescoço enquanto ele descia a mão pelo meu peito e apertava meus mamilos. Desculpem, mas narrar isso aqui é meio difícil, pois eu estava tão entretido nos toques, nas sensações que ele me causava que alguns detalhes me fogem.

Eu o vi ajoelhar-se, uma perna de cada lado do meu corpo, fazendo-me deitar. E eu como um bom dominado fiz. Sim, dominado, porque eu não tinha vontade ou forças de lutar contra ele.

Os lábios frios na minha pele quente, as marcas que ele deixava no meu pescoço. Eu gemia e agradecia por estarmos no quinto andar. Acabei não tirando a camisa e ele não fez questão de retirá-la. Seus beijos desceram para meu peito, ele chupou meus mamilos e nessa hora eu comecei a gemer seu nome.

Eu o ouvi rir, baixinho, e enquanto ele brincava com o outro mamilo, sua mão descia para meu membro já duro, ainda por cima da calça. Uma leve masturbação em que eu começava a ansiar por mais.

Abri mais as pernas, deixando ele me tocar por quanto tempo ele quisesse. Ele abriu o zíper da calça e a abaixou. Não segurei um gemido ao vê-lo se abaixar e ficar entre minhas pernas, a respiração tão perto do meu membro pulsante, pedindo por alívio. E isso sem nem mesmo termos tidos uma verdadeira ficada, que horror.

Ele abaixou minha cueca e o senti lamber a glande. Fechei os olhos e deixei que minha cabeça tombasse. Apertei as mãos, não tendo em que segurar e gemi ao ser lambido de novo.

Era uma tortura. Ele lambia toda a extensão e depois voltava para chupar de leve a glande. Aquilo estava me irritando já. Eu agarrei seus cabelos e o puxei para frente, enfim me engolindo. Agora eu tinha algo em que me segurar.

— Sasuke! Sasuke.. – eu gemia sem pudor algum, vendo-o olhar para mim enquanto me proporcionava prazer. Aqueles malditos olhos...

Eu já não queria saber de nada, abria mais as minhas pernas, as mãos dele apertando a minha bunda e os movimentos da língua, sei lá como ele fazia, me enlouquecendo.

Senti um arrepio gostoso, uma descarga elétrica pelo meu corpo, sinal que iria gozar. Eu apertei mais seus cabelos, contorcia-me mais, meu cabelo eu sentia estar ficando grudado em meu rosto devido o suor e aquele maldito ainda me chupando.

— Sasuke, eu .. eu...eu. droga, Sasuke! – eu tentava formular algo que ele pudesse entender, mas não deu. Com um gemido, alto com certeza, derramei-me na boca dele. E não pude não voltar a gemer vendo-o engolir tudo e lamber os lábios depois.

Eu estava em choque, senti os lábios dele de novo em um beijo quente, que ele interrompeu do nada, olhando para a porta. Tentei prestar atenção, mas estava tão entorpecido pelo orgasmo que não conseguia.

— Vem, vista-se. – ele pediu gentil, sorrindo de modo até sacana.

Digamos que Sasuke tem uma ótima audição, ainda mais quando está aprontando. Foi eu dar o nó na minha gravata quando vi um primeiranista entrar na sala. Droga de pirralho dos infernos. Devo ter olhado tão feio para ele, porque o menino não demorou nem um minuto na sala.

Sasuke arrumava as próprias roupas e parou para me encarar.

— Isso vai acontecer de novo? – eu perguntei. Ele se aproximou de mim e me beijou, levando os lábios ao meu ouvido.

— Gosto de você, mas não posso prometer nada. – ele sussurrou sincero. Eu já esperava isso, quando que um Uchiha iria ter um relacionamento sério? – Mas, pelo menos, eu gostaria de tentar. – eu sorri de leve e me afastei o suficiente para encontrar a boca dele de novo.

— Acha que preciso de mais aulas? – eu perguntei rindo.

— Bem, você acabou não estudando História da Química – ele falou sério.

— Ah Sasuke! – eu o empurrei enquanto pegava minha mochila – Eu não tinha falado sério! – eu saía da sala rindo com ele atrás de mim.

— Ainda está me devendo R$ 540,00 reais pelas aulas.

— Acho que já dei um bom adiantamento, não? – respondi irônico.

— Nem pensar! – ele devolveu. Uchihas eram sempre tão mercenários, quanto galinhas.

Mas eu não podia mesmo reclamar. Os lábios dele vinham doces, o gosto de halls de melancia, os olhos negros indecifráveis. Era sempre assim e mais uma vez, para variar, ele havia me ensinado mais do que eu precisava.

24 de Febrero de 2018 a las 21:43 3 Reporte Insertar 8
Fin

Conoce al autor

Alice Alamo 23 anos, escritora de tudo aquilo em que puder me arriscar <3

Comenta algo

Publica!
Netuno Chase Netuno Chase
Você dona Alice, falou que sua escrita de anos atrás não era tão boa, me sinto tapeada! Tá ótimo mano, as de agora estão sim num grau mais alto de vocabulário, evoluíram bastante, mas essa aqui tá ótima também. Por favor hein, vim aqui tentar achar algo que parecesse com o que escrevo pra me consolar, e é só tapa na cara. #revoltada Kkkkkkk enfim, ótimo como sempre! Parabéns e obrigada mais uma vez!
3 de Julio de 2019 a las 22:15
jaqueline ribeiro jaqueline ribeiro
amei tudo está perfeito como tudo que você faz bjs e Parabéns até a próxima.
17 de Diciembre de 2018 a las 17:49

  • Alice Alamo Alice Alamo
    Ahhhh muito obrigada!!! <3 <3 <3 <3 27 de Febrero de 2019 a las 18:49
~