Shameless Seguir historia

bdamas Bárbara Maria

O quarto cheirava a cigarro e a sexo. Apesar de dizer que nunca mais cometeria esse erro, lá estava Temari novamente, naqueles braços errados que jurou que não estaria, depois de beijar aquela boca e corpo que a fazia esquecer de tudo o que tinha prometido. [ShikaTema]


Fanfiction Sólo para mayores de 18. © Personagens pertencentes a Masashi Kishimoto

#fns #ShikaTema #Shikamaru Nara #Temari #Naruto
Cuento corto
7
7.0mil VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

Capítulo Único

   O quarto cheirava a cigarro e a sexo. Apesar de dizer que nunca mais cometeria esse erro, lá estava Temari novamente, naqueles braços errados que jurou que não estaria, depois de beijar aquela boca e corpo que a fazia esquecer de tudo o que tinha prometido. Sabia que não podia, mas nunca conseguia pensar em outra pessoa além de Shikamaru Nara, seu ex-namorado, quando o desejo a estava matando, ainda que a poucos quilômetros daquele quarto de motel estivesse seu atual noivo e, muito em breve, marido.

   Ainda amava o Nara e isso não entraria em discussão. Não estava oficialmente com ele por causa de sua família, que julgava inaceitável a filha do grande Rasa Sabaku, um dos políticos mais influentes do Japão, se relacionar com um jornalista que muitas vezes já tinha citado negativamente o dito cujo, ainda mais com um novo ano eleitoral se aproximando. Por isso, numa tentativa de separá-los, seu pai lhe arranjou um noivado às pressas com um riquinho dono de uma empresa automobilística em ascensão. Quem ouve falar em casamento arranjado em pelo século XXI, acha um absurdo que alguém de 23 anos tenha que se sujeitar a isso, mas Temari sabia do pai que tinha, e que ele se utilizaria de quaisquer meios possíveis para ter suas vontades concretizadas.

   A cerimônia aconteceria no dia seguinte, e quando perguntada pelas amigas sobre o que ela gostaria como despedida de solteira, a loira pediu uma noite sozinha. Saiu sem que ninguém soubesse seu destino, ligou para Shikamaru, que atendeu no segundo toque e nem hesitou em realizar seu desejo.

   Levantou seu olhar para o moreno. Ele estava incrivelmente lindo naquela noite, com os cabelos soltos, livres do habitual rabo de cavalo, espalhados pelo travesseiro. Um de seus braços estava ao redor da cintura da loira, que apoiava a cabeça em seu ombro forte, e o outro levava o cigarro de palha, segurado entre os dedos indicador e médio, aos lábios com destreza. Ao sentir o olhar de Temari sobre si, olhou para ela de volta pelo canto do olho e arqueou a sobrancelha direita, daquele jeito que a jovem achava tão charmoso e sexy. No mesmo instante, ela sentiu vontade de fazer amor com ele de novo.

   Se desvencilhou do lençol fino que cobria as pernas de ambos e se sentou sobre os quadris dele, sentindo o pênis e pele nua dele embaixo de si. Shikamaru sorriu, sendo correspondido pela loira, que lhe tirou o cigarro dos lábios e deu duas longas tragadas, logo depois o apagando no cinzeiro que estava na mesa de cabeceira da cama. De olhos fechados, deixou que a fumaça saísse, enquanto saboreava o cheiro que fazia parte de seu homem, e sentia as mãos masculinas acariciarem sua bunda, cintura, seios.

   — Você não precisa fazer isso. – Temari abriu os olhos, despertada de seu delírio prazeroso pela voz grave.

   — Isso o quê? – Perguntou, ainda um pouco tonta pelo efeito do cigarro.

   — Você sabe do que eu estou falando. Se casar com outro cara que não seja eu. – Respondeu, se apoiando nos cotovelos para vê-la melhor.

   — Você sabe que não é simples assim, Shikamaru. – Disse, sentindo a garganta se contrair com angústia, como sempre acontecia quando tinha que falar sobre aquele assunto.

   — Claro que é. Você é uma mulher linda, inteligente, independente. Como pode seu pai ainda ser capaz de te controlar dessa forma? É um casamento, Temari!

   Saindo do colo dele, Temari cruzou os braços embaixo dos seios, respirando fundo.

   — Eu não estou fazendo isso porque eu quero, e muito menos para agradar meu pai, Shikamaru. Estou fazendo isso para te proteger também!

   — E como você acha que se casar com outro pode me proteger? Com seu pai eu posso lidar, Tema. Agora imaginar você nos braços de outro, isso é o que realmente me destrói.

   — E você acha isso não está me destruindo também? – Lágrimas começavam a brilhar nos olhos verdes da moça. – Eu amo você! Mas temo pelas atitudes de meu pai caso continuemos com isso!

   — Eu não devia ter cedido mais uma vez. Devia ter dito que estava ocupado, assim não passaria pela dor que é ter você por algumas horas e depois de ver partir. – O moreno se levantou e caminhou até a janela, nu, onde cruzou os braços e passou a observar as luzes de Tóquio. A loira fitou as costas largas dele, a boca entreaberta, estupefata pela última sentença proferida pelo jornalista.

   — Não aja como se eu tivesse te obrigado! Por que veio então? Você é um idiota! – Se levantou da cama, se desequilibrando pela rapidez, enquanto catava as roupas espalhadas pelo chão do quarto. Seus movimentos foram impedidos pela mão do moreno, que segurou seu braço e a puxou rudemente, fazendo-a se chocar contra o peito masculino. Temari olhou para cima, para os olhos puxados e negros de Shikamaru, e notou neles algo que destoava da atmosfera tensa que estava no quarto. – Qual a graça?

   — Eu vim porque eu não tenho um pingo de vergonha na cara. Porque eu praticamente idolatro o chão que você pisa. Eu te amo tanto, mulher, que eu aceitaria até a condição ridícula de amante, só para continuar tendo você. – Eles se encararam por alguns segundos, Temari boquiaberta.

   — Shikamaru! – Numa mistura de ofegar com risada, Temari se agarrou ao tronco do Nara, abraçando-o forte, enquanto lágrimas quentes escorriam pelo rosto delicado. – Me perdoe, por favor! Eu te amo, e me dói demais te fazer passar por isso!

   O moreno envolveu a cintura fina de Temari com um braço, e com as pontas dos dedos do outro levantou o queixo da loira, tomando seus lábios em um beijo meio salgado pelas lágrimas femininas. As mãos dela subiram para o pescoço do Nara com urgência, se apoiando nele quando teve seu corpo erguido, logo em seguida enlaçando cintura dele com as pernas.

   Enquanto caminhava em direção à cama, os dedos de Shikamaru já trabalhavam em uma masturbação circular e lenta pela vagina da moça, arrancando-lhe suspiros em meio ao beijo, e fazendo-a rebolar involuntariamente contra a mão dele. O Nara abandonou os lábios de Temari apenas para deita-la de costas na cama, logo depois voltando a beijá-la com avidez, suas mãos agora apertando os seios médios e macios loira, seus polegares acariciando os mamilos enrijecidos. Não demorou muito para começar a sugá-los com os lábios, sentindo os dedos de sua mulher em seus cabelos, seu pau rígido resvalando na boceta molhada dela.

   Temari amava o oral de Shikamaru, o que fazia sua respiração acelerar e o abdome tremer em antecipação sempre que sentia os lábios dele percorrendo sua barriga, seguindo a trilha de pequeninos pelos loiros que levavam até sua vagina. Não pôde conter um gemido alto quando ele finalmente chegou lá, a língua se remexendo e carregando junto a sanidade a pouco recuperada. Quando alcançou seu clímax, se contraiu com um tremor prazeroso, involuntariamente apertando o rosto do amado com as pernas. Assim que conseguiu voltar a respirar, puxou o moreno pelos cabelos, beijando-lhe a boca com volúpia, enquanto que com a mão livre segurava o pênis rígido e posicionava em sua entrada. Com um movimento rápido e brusco, ele a penetrou, arrancando dos dois um gemido baixo.

   Shikamaru começou a se movimentar, deslizando num ritmo cadenciado que levava a loira à loucura. O som alto dos corpos se chocando tornava tudo ainda mais excitante, eles se beijando como podiam em meio às respirações ofegantes. Depois de vários minutos naquele frenesi de prazer, o moreno se sentou e puxou Temari junto, fazendo com que ela se sentasse em seu colo. Enquanto seus seios eram novamente chupados e mordiscados, a loira rebolava lentamente no pênis de seu amado, podendo sentir a penetração profunda que aquela posição proporcionava. Não demorou muito a chegar no seu limite outra vez, visto que já estava sensibilizada pelos orgasmos anteriores. Quando suas forças se esvaíram, o jornalista agarrou seus quadris fartos, fazendo com que ela rebolasse seguindo o ritmo dele, até que ele atingisse seu próprio prazer.

   O moreno se deitou de costas, Temari ofegante em seu peito. Se esticando para que seus rostos ficassem no mesmo nível, a loira depositou beijos carinhosos por todo o rosto do Nara, parando por fim nos lábios masculinos, onde deixou um beijo apaixonado.

   — Isso foi incrível. – Sussurrou baixinho, mas alto o suficiente para que ele ouvisse. Sentiu os braços dele se apertarem em sua cintura, enquanto o peito dele tremulava numa risadinha baixa.

   — Duvido que ele te foda assim. Que faça com você o amor que eu faço. – Temari não conseguiu evitar soltar uma risada leve também.

   — Eu também duvido.

Não demorou muito para adormecerem nos braços um do outro, procurando não pensar no acontecimento que batia à porta e que mudaria drasticamente a vida de ambos.

   Isso se Shikamaru deixasse.


   Temari acordou no dia seguinte com a voz de Shikamaru e recebendo seus beijos quentes nos lábios.

   — Eu sei que você está acordada, Tema. Abra os olhos.

   A loira negou com a cabeça. Não queria abrir os olhos e por um ponto final na noite anterior, encarar o casamento indesejado e a vida infeliz que teria dali em diante. Só abriu os olhos quando, surpresa, sentiu algo quente e molhado no seio direito, e viu seu amado lhe chupando e provocando com a língua. Sorriu, derrotada, enquanto fitava os olhos estranhamente felizes dele.

   — Bom dia, meu amor. – ele disse, dando um beijo breve nos lábios da moça.

   — Bom dia. – só agora notava que o moreno já estava vestido, com o corpo apoiado no seu. – O que aconteceu?

   — Temari, eu não posso permitir que você se case.

   — O que? – Ela riu, surpresa pelo tópico escolhido como assunto matinal.

   — Estou falando sério. Passei a noite toda pensando e cheguei à conclusão de que não posso deixar a mulher da minha vida partir, me deixar. – Apoiando um braço de cada lado da cabeça da loira, lhe deu mais beijo lento – Foge comigo?

   — Como assim, Shika?

   — Vamos deixar este lugar, ir para longe de toda essa merda e fazer nossa própria vida!

   — E para onde iríamos? – Perguntou, enlaçando os braços no pescoço do Nara e acariciando os cabelos negros, que já estavam presos num rabo de cavalo.

   — Para qualquer lugar do mundo, é só você dizer que sim. Poderíamos ir para Inglaterra, Estados Unidos, Brasil? Ouvi dizer que as praias de lá são lindas. Combinariam com você. – disse, enquanto acariciava os lábios entreabertos da moça com o dedo indicador.

   — Nós nem falamos português.

   — Por você, eu estaria disposto a correr o risco. Me deixe lutar por você e vencer, Tema.

   Não dando tempo para que a moça formulasse uma resposta, lhe beijou com urgência, depois se levantando e caminhando até a porta. Temari puxou o lençol e cobriu os seios quando ele abriu a porta. Antes de sair, ele olhou para o rosto delicado e corado de sua amada, tendo mais uma vez a certeza de que faria tudo por ela.

   — Hoje à noite, Temari. Estarei no aeroporto. Se você disser que sim, te farei a mulher mais feliz desse mundo.

   E saiu. Temari respirou fundo, dobrando os joelhos e se encolhendo na cama, os dedos entrelaçados nos cabelos loiros, um sorriso bobo nos lábios. Em sua mente, imaginava todas as implicações que suas decisões ocasionariam, mas em seu coração já sabia a resposta.

24 de Febrero de 2018 a las 21:04 2 Reporte Insertar 2
Fin

Conoce al autor

Bárbara Maria Estudante de odontologia, beta reader, escritora amadora, cantora de chuveiro e violonista dentro do meu quarto. Kvetha fricai! RoyAi, Kiribaku, ShikaTema e SaiIno. bdamas no ff.net e Spirit; Barbie no Nyah!

Comenta algo

Publica!
bree bree
Esse hino é um hino, esse hino. UM HINO DESSES, POHA, EU ME TREMO É TODA
24 de Febrero de 2018 a las 18:45

~