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O Halloween era a data preferida de Jimin desde que ele tinha voltado para aquele mundo como um ser sobrenatural. E não era para menos: era o dia mais divertido de todos, quando ele podia se misturar entre os humanos e esquecer que estava preso àquele plano por não ter mais memórias da época em que seu coração batia. Ele estava acostumado à solidão, mas tudo mudou no instante que Jimin encontrou outro como ele: Yoongi, outro fantasma desmemoriado. A partir desse momento, eles estavam sempre juntos e todo Halloween faziam questão de se divertir entre vivos. Só não contavam que, aos poucos, suas memórias fossem ressurgindo… e eles fossem muito mais para o outro do que apenas fantasmas camaradas.


Fanfiction Bandas/Cantantes No para niños menores de 13.
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Meet me at the bottom of the ocean

Escrito por: @YinLua

Notas Iniciais: Olá, pessoal! Eu sou a Yin <3

Obrigada a quem resolveu dar uma chance a essa história. Sinto que não é meu melhor trabalho, mas gostaria que apreciassem ela da mesma forma, porque foi feita com carinho pra uma pessoa maravilhosa <3

É isso, boa leitura!


~~~~


Jimin adorava o Halloween. Ele adorava a data comemorativa desde que se entendia por fantasma, embora achasse que muito provavelmente era apaixonado pelo Dia das Bruxas enquanto era vivo também. E o motivo para tanto amor pelo dia 31 de outubro era claro: em meio aos humanos, podia fingir que seu coração ainda batia.

Escondido na multidão, ele podia se disfarçar como um pirata ou vestir-se de imperador, como já tinha visto muitos fazendo. Uma vez, ele até gastara sua energia para transformar suas vestes tradicionais em uma fantasia de Kumiho, a raposa de nove caudas da mitologia sul-coreana. Porém, foi vestido de Ceifador, como no drama coreano popular de 2016, que Jimin conheceu um amigo fantasma.

O Park não tinha muitos amigos entre os não-vivos, principalmente porque muitos dos fantasmas logo seguiam para a próxima vida. Contudo, mesmo estando vagando há décadas, Jimin não conseguia deixar aquele plano e reencarnar. Ele estava preso no limiar entre aquela vida e a próxima, porque, para ser liberado, precisava cuidar de seus ressentimentos e questões que ficaram em aberto antes de morrer. O problema era que Jimin não tinha recordação alguma, e ele sabia que isso acontecia porque provavelmente havia tido uma morte muito traumática.

Assim como Yoongi, como ele eventualmente chamou seu mais novo amigo.

Antes de conhecer o Min, Jimin nem sequer se chamava Jimin. Foi em meio a risadas três ciclos lunares após Halloweens ao lado do mais novo melhor amigo que ganhou um nome, porque nem isso ele tinha em sua alma ou memória. E na mesma ocasião, o outro fantasminha desmemoriado se tornou Min Yoongi, como o príncipe que Jimin achava que ele era e por ser o dono do sorriso mais lindo do universo, que brilhava como uma pérola recém-formada.

Por outro lado, Yoongi pensava que a curiosidade de Jimin, assim como o saber que tinha adquirido ao longo de sua vida-fantasma, merecia um nome também. Então, surgiu Park Jimin, cujo significado era “sabedoria” ou “aquele que será mais alto que o céu”. Chegava a ser irônico de certa forma, dado que Yoongi vivia chamando o menor de pintor de rodapé.

Porém, piadas à parte, tinha sido um momento que Jimin nunca esqueceria. Se pudesse, ele faria questão de levá-lo para sua próxima vida, só para poder saber que, independentemente do fim ruim que teve em sua encarnação passada, existia alguém torcendo por ele. Mesmo que tivesse sido no pós-vida.

Era bom… aliviante pensar que não estava sozinho naquele mundo imenso. E tudo isso era graças a Yoongi, que ele tinha encontrado pela primeira vez em uma festa de Halloween qualquer de calouros da Universidade de Seul.

Jimin ainda se lembrava de como havia esbarrado no mais alto, com sua fantasia de Ceifador, e derrubado seu ponche vermelho na camisa branquinha do homem trajado de vampiro.

— Meu Deus, me perdoe! — Jimin falara, um pouco afobado e já levando suas mãos à mancha que já havia se formado. Contudo, a risada do moço atraiu sua atenção e o impediu de continuar. Quando levantou seus olhos, pôde perceber que aquela alma parecia tão perdida quanto a sua, disfarçada na multidão.

No dia 31 de outubro, durante todo o dia, almas penadas podiam caminhar pela Terra como humanos novamente, se assim quisessem. Gastava energia, claro, porém muitos deles a acumulavam ao longo do ano para que pudessem se divertir, quem sabe, pela última vez antes de passarem daquela encarnação para a próxima. Porém, Jimin também sabia que infelizmente alguns mais rancorosos usavam daquela data para se vingar ou fazer alguma maldade com os vivos. Por isso, ele estava sempre atento para reconhecer seus colegas de existência nesses momentos.

Para descobrir se um “humano” era um fantasma ou não, bastava olhá-los nos olhos. O brilho nos orbes de humanos eram capazes de refletir a imagem que estava à sua frente, por esse motivo que eram a “janela da alma”. Os olhos de fantasmas, no entanto, não o faziam, já que a alma deles já estava ali, exposta para que todos vissem. Portanto, se não conseguisse ver seu reflexo nos olhos de alguém, era porque o coração dessa pessoa não batia mais.

E sim, esse era o caso do ser à frente de Jimin. O que viria a ser Yoongi.

— Oi, amigo fantasma — saudou o vampiro, mostrando suas presas ao sorrir.

— Errou, eu sou um Ceifador, não vê? — brincou Jimin, apontando para o uniforme completo: paletó, gravata e o indispensável chapéu preto que permitia que o personagem da série ficasse invisível.

— Parece mais o Homem de Preto. — Yoongi arqueou as sobrancelhas.

— Não, eu sou o Ceifador de Goblin! — Jimin cruzou os braços e seus lábios formaram um bico involuntariamente; o copo de plástico vazio em sua mão foi esquecido totalmente.

— O curioso caso do fantasma fantasiado de Ceifador…

Jimin desfez o bico e riu, porque realmente parecia irônico, afinal o trabalho do ceifador era encaminhar as almas para a próxima vida e o Park… bem, não consiga fazer o mesmo nem com si mesmo.

— Gostou? — Ele sorriu, inclinando seu rosto para o lado. — É meu personagem preferido.

— Ficou ótimo em você. — O Min assentiu em aprovação.

— Obrigado, suas presas também são lindas.

Aquela não tinha sido a primeira vez que Jimin havia achado alguém do gênero masculino atraente, nem de longe, por isso nem se surpreendeu quando suas bochechas se avermelharam quando os olhos de Yoongi percorreram seu corpo. Não havia nada de diferentes neles, mas apenas a ação foi capaz de deixá-lo tímido.

Ele ainda se sentia acanhado quando interagia com seu novo melhor amigo desde então. Porém, desde então, Jimin já tinha ideia que o motivo por trás de suas bochechas rosadas e da sensação maravilhosa que tomava conta de sua alma quando estava com Yoongi tinha a ver com emoções mundanas.

Mais especificamente, o Park havia passado da atração para a paixão eventualmente.

O que complicava tudo era que ele não sabia o que fazer sobre isso. Jimin não conhecia seu passado, não sabia se existia alguém, se era uma boa pessoa, não tinha a menor ideia de quando deixaria aquele plano e muito menos se Yoongi gostava dele romanticamente também. Era difícil sentir seu interior quentinho quando o Min se aproximava e não poder confessar que queria estar com ele em sua próxima vida, porque sua mente lhe autossabotava.

E se já tivesse alguém lhe esperando? E se, por não ter memórias, Jimin estivesse traindo seu par romântico? E se Yoongi tivesse alguém? Porque não era possível aquele ser tão incrível não atrair multidões com seu carisma. E se… Yoongi não gostasse de homens?

Além disso, a verdade era que Jimin tinha muito medo de revelar e acabar afastando o único amigo que havia feito em décadas de pós-morte. E se Jimin contasse a Yoongi que queria beijá-lo e Yoongi sumisse de sua existência? Ele não suportaria mais existir sozinho.

Estava cansado de ser solitário, de vagar eternamente sem um rumo sequer, porque não se recordava de nada dos lugares que havia visitado quando vivo.

E por conta do medo, da insegurança, Jimin suprimiu seus sentimentos.

Pelo menos ao lado de Yoongi, Jimin não precisava do Halloween para se divertir.

Contudo, isso não significava que o Dia das Bruxas deixou de ser sua data preferida do ano. Na verdade, ela se tornou ainda mais legal com Yoongi ao seu lado. Era até divertido combinar fantasias! Eles sempre discutiam sobre as vestimentas ao longo do ano, mas só chegavam a um acordo horas antes do Halloween; parecia até combinado, de tantas vezes que aquilo havia se repetido.

Naquele ano, Jimin estava doido para se vestir de Deadpool, mas Yoongi não queria ir de Homem-Aranha, por algum motivo idiota como…

— Eu não gosto de aranhas!

Esse. E só era idiota porque por que alguém não gostaria do Homem-Aranha só por não gostar de aranhas? Não fazia o menor sentido!

— E daí? Não é como se você fosse fantasiado de aranha, é só o cara que atira teias pelos pulsos e salva as pessoas — rebateu Jimin, batendo o pé no chão repetidamente. — Ele é um dos super-heróis mais legais, poxa.

Yoongi revirou os olhos, mas não se deixou abalar pelas mãos na cintura do outro fantasma.

— Tem literalmente um símbolo de aranha no peito dele.

— Que, adivinha, só faz parte da roupa. — Um bico se formou nos lábios do mais baixo ao ter seu argumento ignorado por Yoongi. —Yoon! Você escolheu a nossa fantasia ano passado, isso não é justo.

Com essas palavras, Yoongi não pôde deixar de soltar uma risada. Era sempre engraçado quando Jimin soava como um jovem mimado, e ele nunca passava credibilidade nenhuma nesses momentos, porque seu bico era mais fofo do que ameaçador ou irritante.

— Não ria de mim! Olha que eu vou de Deadpool sem você, hein!

No fim, Yoongi acabou aceitando ir de Homem-Aranha, contanto que ele pudesse escolher onde passariam a data festiva, já que esse era outro ponto que sempre discutiam e só decidiam em cima da hora.

E já que Jimin tinha escolhido os Spiderpool como vestimentas para a data mais importante do ano, Yoongi decidiu que passariam o dia em Jeju. Pela primeira vez desde que estavam juntos, passariam o Halloween em uma praia, onde o Min tinha ouvido que aconteceria um luau em comemoração ao Dia das Bruxas.

Fazia tempo que Jimin não visitava o mar.

Na verdade, ele nunca mais tinha voltado à praia desde que surgira na frente de uma, perdido, sem memórias e com uma sensação de desespero profundo em sua alma. Mesmo assim, achou justo fazer um esforço por Yoongi, aquele que em pouco tempo havia se tornado seu tudo.

Não tinha como se arrepender, não quando estaria ao lado do Min o tempo todo.

Ele até precisou respirar fundo quando o desconforto voltou ao pôr os pés na areia, mas a presença de Yoongi ao seu lado foi o bastante para fazer a sensação ruim passar. Está tudo bem, ele disse a si mesmo. Nada poderia machucá-lo, até porque ele já estava morto mesmo.

De cabeça erguida e forçando um sorriso, Jimin caminhou até o aglomerado de pessoas que estavam em torno de uma fogueira. Yoongi seguiu ao seu lado, observando os arredores, porém a única coisa que se destacava, além da festa que interrompia a paz do cenário, era a lua. Como a rainha das marés, ela se mantinha grandiosa no céu cheio de estrelas.

Foi sob essa mesma lua que tiveram o momento que marcou o começo do fim de suas pós-vidas.

Aconteceu enquanto conversavam com suas bebidas em mão, sentados em frente à imensidão de água, com os pés fincados na areia e suas máscaras depositadas em seus colos. O assunto foi terrivelmente interrompido quando a maré subiu tanto que a água salgada tocou os pés de Jimin e no mesmo instante um horror tomou conta de sua alma.

A água gelada pareceu despertar o que quer que tivesse enterrado em sua mente e o ar que tinha voltado a respirar por apenas uma noite ficou preso em seus pulmões, tirando de Jimin, por instantes, a sanidade. Era como o medo de Yoongi de aranhas. Era como o medo de Jimin de ser abandonado.

Só que mil vezes pior.

Sua visão escureceu e seus ouvidos pararam de ouvir. A música alta não mais o incomodava, porque nem sequer as ouvia. A voz de Yoongi se tornou abafada, como longínqua, da mesma forma que Jimin temia que ficassem um do outro. Porém, tudo se intensificou quando o Min teve o instinto de abraçá-lo.

Aquela era a primeira vez que os fantasmas se tocavam. O Halloween era o único momento em que ações como aquela eram possíveis, já que em qualquer outro instante eles se atravessariam apenas, e nunca antes um dos dois tinha tomado qualquer providência para isso… até aquele momento.

Yoongi percebeu quando Jimin começou a entrar em pânico, mesmo que o Min não entendesse o porquê, e sua primeira reação foi abraçá-lo para tentar despertá-lo daquele estado ou simplesmente passá-lo algum conforto.

Contudo, no exato momento que suas peles humanas se tocaram, ainda com o tecido dos trajes de herói e anti-herói entre eles, foi como se a praia sumisse e eles tivessem sido transportados para outra realidade. Uma realidade alternativa, em que ambos estavam agoniados e o terror estava impresso em suas almas.

— Por favor, por favor, não faça isso — Yoongi conseguia ouvir Jimin dizendo, mas não entendia o porquê, só sabia que suas próprias lágrimas caíam junto ao do menor.

— Por favor, senhor Han, não o machuque — a voz de Yoongi implorou. Mas quem era senhor Han? E por que de repente eles estavam amarrados em um navio?

— Calado! — O senhor Han rugiu, usando a pistola que tinha em mãos para acertar o rosto de Jimin. — Como você pôde se aliar a um deles? — o mais velho cuspiu as palavras, com o nojo e o desprezo em seu olhar. — Hein?! Depois de tudo que fizeram? Depois de terem matado a sua mãe e a sua irmã?!

O choro de Jimin se tornou mais alto, insuportável para os ouvidos de Yoongi. Tudo que ele queria era poder abraçá-lo, soltá-lo daquelas amarras e fugir com ele dali, mas… não podia. Seus braços não se mexiam, suas pernas estavam presas ao mastro do navio e o terror mantinha sua mente refém. Ele estava desesperado, mas seus olhos não ousavam se desviar de Jimin.

— Pai, não… — Jimin soluçou, tremendo da cabeça aos pés. Ele não entendia o que estava acontecendo, não sabia o que estava falando, só sabia que não tinha controle de nada. Parecia tudo um castigo divino. Tão real, mas ao mesmo tempo… Como ele tinha ido parar em um navio se há poucos segundos estava na areia com Yoongi?

Yoongi… Meu Deus, como tudo doía.

Jimin quis gritar o outro, mas nada deixou seus lábios, a não ser o filete de sangue quando o homem que Yoongi chamou de Han tornou a atingi-lo com força.

— Não me chame de pai! Eu não tenho filho assim, não crio traidores. Você não merece ser meu filho!

Logo em seguida, o ar faltou nos pulmões de Jimin. O soco do senhor Han foi tão forte que ele quase vomitou o que nem havia comido, e o grito de Yoongi ecoou em seus ouvidos depois de um, dois, três tiros soarem no deserto molhado. O Park arregalou os olhos, procurando desesperadamente os olhos do Min, que estavam fechados fortemente por conta da dor.

— Não! — Ele chorou, incapaz de aguentar ver a pessoa que mais amava sofrendo. — Jongsu!

Quem era Jongsu? Por que ele estava gritando por Jongsu enquanto Yoongi morria? Meu Deus, que quantidade de sangue era aquela?!

— Não, não, não — Jimin repetia.

Sua mente estava tão confusa e ele estava tão desesperado que nem sequer questionou o fato de Yoongi estar sangrando, sendo que ele já estava morto. Naquele momento, só o que importava era que ele precisava fazer algo, qualquer coisa, para estancar todo aquele sangue.

Ao redor deles, o mar se agitava cada vez mais, comovido com as lamúrias dos protagonistas da história. Mesmo assim, os deuses não os ouviram; o destino não mudou.

— Joguem-no no mar! — ordenou o senhor Han, apontando para o homem baleado.

— Não! — gritou Jimin, debatendo-se nas cordas enquanto dois desconhecidos seguiam até o mastro no qual prendiam Yoongi. Sua garganta doía, seu peito se comprimia e a dor parecia cada vez mais insuportável, porém era inútil. O Park estava fazendo esforço à toa, porque a corda estava tão bem atada que ele não conseguia se afastar um milímetro do próprio mastro. Era tudo em vão. E por quê? — Por que você tá fazendo isso? Por quê?! — berrou para seu pai, ainda que não fosse capaz de vê-lo completamente por trás das lágrimas. —Por favor, ele não fez nada de errado, ele não…

Uma coronhada interrompeu o que Jimin ia dizer e tirou o resto do ar de seus pulmões.

— Ele luta pelo Norte, então merece morrer! — O senhor Han, não satisfeito, torceu o nariz e declarou: — Amarrem Yeong-Cheol pelos pés e o pendurem de cabeça para baixo do lado de fora do navio. Deixem-no assistir enquanto o amante do Norte — cuspiu, com o veneno escorrendo de seus lábios — dele se desespera em alto-mar. Eu não crio traidores da própria pátria.

O homem deu as costas a Jimin, tornando aquelas suas palavras finais para o próprio filho. Ele disse que não suportava a ideia de seu filho se “aliar” a alguém do Norte, não depois de terem feito aquilo com a esposa e a filha, mas… O que era aquilo que ele estava fazendo com o próprio filho? Por amar um homem, por amar alguém que pertencia ao exército inimigo, mesmo que fosse obrigado? Fazia algum sentido alguém que lutava pela família condenar à morte a única que lhe restava?

Não fazia. Jimin não tinha as respostas para aquilo, e nem queria ter.

Naquele momento, sua mente lhe amaldiçoou por algum dia ter desejado se lembrar do que havia acontecido antes de sua morte.

Depois de tudo aquilo, Jimin nem sequer tinha forças para lutar mais. Seu corpo não o obedecia, sua visão estava totalmente turva e sua respiração parecia custosa demais para sua pequena figura. Ele se sentia flutuando, irresponsivo. Quase morto. Naquele momento, ele desistiu.

Ele foi solto do mastro, mas se deixou ser levado.

Seus pés foram amarrados, mas era como se ele estivesse dopado.

Suas mãos foram presas novamente ao seu tronco, mas ele não reagiu.

Ele foi posto de ponta-cabeça, mas não soltou uma palavra.

Seus lábios se partiram quando viu Yoongi — ou seria Jongsu? — ser empurrado na água, mas ele não gritou.

Seus olhos permaneceram fixos em Jongsu conforme ouvia os sons dele debatendo-se na água e tentando sobreviver, mas não chorou quando os sons cessaram.

E finalmente, no momento em que tudo que via era a escuridão do mar, Yeong-Cheol não protestou. Pelo contrário, cumprimentou a morte com alívio.

~~~~


Notas Finais: O que acharam? Ficaram com alguma dúvida?

Qualquer coisa, só mandar DM no @/soft_yoonminie no Twitter.

Obrigada por lerem!!

Beijinhos, até a próxima!

30 de Octubre de 2022 a las 23:17 0 Reporte Insertar Seguir historia
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