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O cupido Kim Taehyung estava ansioso para cumprir com mérito sua primeira missão, mas seus planos de juntar os supostos rivais Park Jimin e Min Yoongi não saíram como o planejado.


Fanfiction Bandas/Cantantes No para niños menores de 13.

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O começo de um sonho

Escrito por: @sunflywer_ / @Flyinsunshine



Notas Iniciais: Olá, estou aqui para mais uma fanfic nesse projeto maravilhoso!

Espero muito que gostem, tive ajuda no plot da ADM minie_swag/

minie_swag , muito obrigadaaaa <3

Espero que gostem da fanfic...



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O caos na aula de Educação Física não era exatamente uma raridade, levando em conta que se tratavam de dezenas de adolescentes competitivos, com hormônios à flor da pele, competindo entre si.

Se for levar em consideração as intrigas e provocações rotineiras, não era nenhuma surpresa, mas a situação era outra. Fora do comum, diga-se de passagem.

Tudo começou quando um cupido novato chamado Kim Taehyung foi designado para sua primeira missão em campo. Ainda bastante inexperiente, ele imaginava que não seria fácil cumprir seu objetivo; todavia, não passou pela sua cabeça que, em vez de ajudar seus alvos, acabaria causando um tremendo mal-entendido na escola.

Seu superior lhe passou a tarefa que deveria seguir, e Taehyung precisava colocar em prática tudo o que aprendeu ao longo dos anos.

Tinha recebido as devidas instruções antes de embarcar em sua primeira missão. O cupido de cabelos ruivos, vestimentas despojadas e sorriso quadrado se sentia eufórico.

Sempre via seus amigos sendo convocados para missões importantes, casos difíceis de serem solucionados e até mesmo alguns de almas gêmeas eram presenciados, enquanto ele, ainda aprendiz, não tinha a formação completa para poder trabalhar fora dos escritórios e das salas de aula.

Até que o seu grande dia chegou: lhe foi designada a tarefa que definiria o seu futuro como cupido.

Apesar de estar relativamente animado, a pressão também era grande, pois deveria entregar um trabalho bem feito aos seus superiores — que, inclusive, podiam vigiar cada um de seus passos a qualquer momento, por consequência do radar que todo cupido levava consigo.

Aparentemente era uma situação simples: juntar dois adolescentes de Ensino Médio, que eram rivais, viviam brigando pelos corredores e pareciam gato e rato. De fato, não seria fácil, mas também uma simples flecha poderia ajustar todo aquele clima ruim entre os jovens.

Seus nomes e fichas eram um tremendo clichê.

Park Jimin era o aluno exemplar, participante do Grêmio Estudantil e dono de um boletim de notas impressionante. Do outro lado da moeda, havia Min Yoongi: cabelos tingidos de verde, jogador do time de basquete, e o estereótipo de bad boy que anda de moto, veste jaquetas de couro e roupas rasgadas.

Os dois eram vizinhos desde sempre e, antes mesmo de frequentarem a mesma escola, já se odiavam, pois um sempre queria ser melhor que o outro sempre. Disputavam por tudo, até mesmo por quem seria o primeiro a ocupar o balanço do parquinho.

Tudo piorou quando começaram as disputas dentro da escola, em qualquer situação. Um colocava o pé para o outro cair, Yoongi sentava na mesa de Jimin na frente da classe apenas para irritá-lo... Uma vez a moto do atleta foi vandalizada pelo Park, que colou chicletes mastigados no banco e nos espelhos do veículo.

Dentre esses e mais milhares de outros exemplos de paixões adolescentes reprimidas, os dois viviam em guerra desde que se entendiam por gente, e a tarefa de Taehyung era dar um fim àquele ciclo interminável. Contudo, não foi exatamente isso que aconteceu…

O cupido pensava que tinha treinado bem sua mira. Nunca errava alvos fáceis, principalmente um adolescente logo à sua frente, mas acabou sendo surpreendido com o acidente que havia provocado assim que colocou seu plano em prática.

Tinha acabado de entrar em seu novo personagem. Kim Taehyung não era mais um cupido iniciando sua carreira, era um adolescente comum de Ensino Médio.

Taehyung deveria ficar totalmente imerso em seu disfarce. Ficou observando como os adolescentes normalmente agiam e não pareceu nada difícil de reproduzir, na verdade. Não era muito diferente dos amigos que tinha onde vivia. A única diferença entre eles e os jovens "normais" era que a missão dos primeiros era juntar casais e espalhar o amor para as pessoas.

Era como se a vida de um cupido consistisse em um treinamento eterno, sempre procurando maneiras e criando planos para tornar as pessoas felizes.

E como alguém se tornava um cupido? Na verdade, os recém-nascidos já eram possuidores de um dom impressionante de encontrar a todos em volta, tendo a capacidade de juntar dois indivíduos facilmente. Eles eram donos de habilidades similares a Eros, Deus da mitologia grega (claro que não chegava aos pés do poder de um Deus, mas pode ser utilizado como um parâmetro).

Taehyung nasceu em uma família normal, mas seu coração e sua energia mudaram o rumo de sua vida. Ele cresceu em uma escola apenas para cupidos depois de ter recebido uma carta entregue na caixa de correio de sua residência.

Passou a vida inteira na escola, onde outros aprendizes como ele aprendiam sobre tudo, tanto os conhecimentos dos cupidos, o manuseio correto dos equipamentos, treinamentos necessários, quanto o currículo escolar normal de História, Geografia, Matemática…

Com a chegada do final de seus estudos no que pode ser considerado o Ensino Médio dos adolescentes normais, ele conseguiria passar com êxito caso concluísse a missão.

Seus professores diziam que o que diferenciava os cupidos dos demais humanos era a compaixão deles, o amor imensurável pelo próximo que tinham dentro de si. Eram também pessoas extremamente empáticas e apaixonantes.

Enquanto isso, encontrava os pais em dias periódicos, pois a escola era um internato, tornando-se a casa de todos os aprendizes.

Os cupidos chamavam a atenção tanto por sua beleza quanto pelo seu carisma, comparados a um vagalume no meio de uma noite escura.

Dessa forma, desde cedo, estudou sobre sentimentos, aprendeu a atirar com o famoso e clichê arco e flecha, e finalmente ficou pronto para a sua primeira missão, na qual deveria pôr em prática tudo o que tinha aprendido. Caso conseguisse, seria chamado para mais missões e subiria de patente.

No momento, era quase um formando. O próximo degrau era o de estagiário, no qual seria convocado para pequenas missões. Assim que fosse promovido, poderia alcançar os cargos de auxiliar (ajudando diretamente), supervisor (dando ordem aos estagiários) e até gerente de missões. Eram empregos onde, claro, quanto maior seu cargo, maior eram os salários mensais.

Claro que também tinham os professores, a gerência, os diretores e demais cargos envolvidos. Contudo, como Taehyung se interessava só pela parte de missões, as promoções que lhe interessavam eram apenas aquelas em específico.

O Kim foi até o local que lhe fora designado e, durante uma semana, tudo parecia bem. Ele entrara em um clube de fotografia como atividade extracurricular para se enturmar, fizera alguns amigos também e, em especial, tinha se aproximado de um de seus alvos: Park Jimin.

O "garoto exemplar", como muitos chamavam, mostrou as dependências da escola ao Kim, explicou as atividades extras que poderiam somar em seu currículo e lhe entregou sua grade horária.

Desde aquele dia, passaram a conversar. Claro que Taehyung não tinha tido tempo suficiente para chamar aquilo de amizade, porém, pelo menos, estava conseguindo manter bem o seu personagem.

Nesse pequeno espaço de tempo de uma semana, conheceu dois colegas próximos de Jimin, chamados Mark e Jackson. Os garotos eram legais, divertidos e atléticos também.

Por que tocar nesse assunto? Afinal, qual a necessidade disso? O problema começou quando Taehyung decidiu colocar seu plano em prática. Ele imaginava que seria uma tarefa simples. Iria se esconder, atirar uma flecha em Jimin ou Yoongi quando um estivesse ao lado do outro e pronto! Tudo resolvido, não? Porém, não seria assim tão fácil.

O cupido havia amado sua missão, parecia que suas fantasias clichês estavam sendo alimentadas: inimigos que se amam. Não existia nada melhor que isso! Ele logo se viu ainda mais animado para mudar todo aquele cenário de guerra.

Era uma segunda-feira normal, como qualquer outra. Taehyung analisou seus alvos com bastante atenção. Ele se aproximou de Park desde o primeiro dia que chegou, já totalizando uma semana de adaptação.

Não precisava ser observador demais para notar a rivalidade entre os dois adolescentes. As intrigas, provocações e piadinhas eram diárias, sendo raros os dias que não se viam e logo iniciavam alguma alfinetada apenas para se provocarem.

Voltando para o fatídico dia em que Taehyung descobriu que seu plano infalível, que fez após receber as devidas instruções de seu instrutor, não era tão infalível assim… Ele caminhava normalmente com Jimin, Mark e Jackson pelo corredor em direção aos armários. O alarme do primeiro horário soaria em poucos minutos e o corredor estava cheio. Conversavam casualmente sobre o final de semana deles e o que fizeram.

— Virei duas noites jogando videogame — disse Mark.

— Até parece que você faz isso só aos finais de semana e não todos os dias — caçoou Jackson.

— Que moral você tem? Nem precisa dizer o que fez ontem, porque todo mundo sabe que você tava metido em alguma balada — alfinetou.

Enquanto isso, Jimin e Taehyung apenas se divertiam escutando a pequena discussão.

— Ah, cala a boca, que, se você tivesse amigos, também iria — rebateu.

Parecia ser rude da parte de Jackson para quem escutasse de fora, e Taehyung ainda estava se acostumando com a maneira como eles se tratavam, porém percebeu que eram apenas brincadeiras e provocações, como se gostassem de irritar um ao outro, e que nunca falavam algo que realmente pudesse machucar.

O cupido achou interessante, pois sua relação com os amigos da escola de cupidos era muito mais formal. Eles se tratavam com bastante respeito, sem as trollagens de abaixar a calça do outro no corredor, colocar o pé para cair e dar tapas na nuca toda vez que encontrava o amigo distraído.

Não era ruim, mas diferente. Sentia-se em um mundo totalmente paralelo. Claro que os cupidos não eram nada santos, longe disso, eles davam suas escapadas e as fofocas rolavam soltas, mas ali era tudo mais leve.

O Park era observador e quieto; às vezes soltava comentários ácidos e provocativos. Também era um jovem bastante dedicado.

— Essa doeu, viu? — Jackson colocou a mão no peito, fingindo desconforto. — Jimin, me defende!

— Os dois que se entendam — desdenhou. — Não tenho nada a ver com isso.

Começaram a pegar os livros nos armários e, vez ou outra, alguém falava com eles, principalmente com os dois jogadores de basquete. Muitos encaravam Taehyung com curiosidade, pois ele era o "novato gostoso", como ficou sabendo que o chamavam.

Um dos poderes de um cupido era conseguir identificar sentimentos com facilidade, fossem eles quais forem: amor, atração, inveja, ciúmes...

A maioria das garotas suspirava por ele, encantada com sua beleza. Taehyung amava aquilo, modéstia nunca foi uma de suas qualidades — e convenhamos, de nenhum outro cupido.

Os garotos, em suma, lhe olhavam com raiva e inveja, justamente por ele chamar tanta atenção. Outros se aproximavam por interesse. Contudo, Jimin, Mark e Jackson eram pessoas legais e divertidas.

— O coitado do Taehyung já deve ter cansado de vocês dois — provocou Jimin.

— Mentira, ele adorou conhecer a gente. — Mark rodeou os ombros do Kim.

— Adorou me conhecer, você quis dizer, não? — Jackson empurrou levemente Mark, afastando-o do Kim.

— Eu gostei de todos. — Revirou os olhos, sorrindo quadrado. — Não tenho preferidos.

— Ah, é? Não dou uma semana pra você perceber o pé no saco que é conviver com essa dupla aí — respondeu Jimin.

No final do corredor, andando com alguns garotos, Taehyung viu Yoongi se aproximando com a bola de basquete embaixo dos braços, uma regata do time que mostrava seus braços definidos e calças rasgadas nos joelhos.

Perfeito! Aquele era o momento de pôr em prática tudo o que aprendeu em todos aqueles anos.

Finalmente juntaria o seu primeiro casal.

Antes que perdesse a oportunidade, deu uma desculpa esfarrapada para os novos colegas e se afastou.

— Vou ao banheiro — anunciou, afastando-se. — A gente se encontra na sala.

Recebeu acenos positivos do trio, mas algo lhe chamou a atenção, o que deixava tudo ainda mais interessante.

Taehyung não tinha sido o único a identificar Yoongi se aproximando. Como se fosse um ímã, os olhos de Jimin cravaram no adolescente e sua expressão logo mudou.

Usando suas habilidades para entender melhor com quem estava lidando, o cupido tentou ler as emoções de Jimin, mas seus pensamentos eram como um emaranhado de dúvidas, medos e raiva, similar a um quebra-cabeça.

Taehyung estava disposto a mudar aquilo, trazer mais clareza a ambos os adolescentes quanto às suas dúvidas.

Então, afastou-se rapidamente, clicando em um botão em seu celular e ativando seu modo de invisibilidade. Basicamente, tinha a habilidade de ficar invisível, dessa forma ninguém conseguiria vê-lo atirar a flecha. E como o impacto era indolor, o alvo consequentemente não sentiria nada físico. Apenas o que já era esperado: apaixonar-se pela pessoa certa.

O cupido tinha um sorriso de orelha a orelha. Não conseguia esconder a ansiedade.

Pôs-se atrás de um armário, com uma visão boa o bastante para não ter perigo de errar nenhum dos dois garotos.

Mesmo que o corredor estivesse relativamente movimentado, não era algo que poderia atrapalhar Taehyung e seu olho devidamente treinado por anos.

Estava quase lá. Finalmente completaria a sua primeira missão.

Pegou seu arco escondido dentro da mochila. Era um disfarce convincente para o objeto: uma lapiseira normal que qualquer estudante poderia ter. O diferencial era que, se clicasse em um pequeno botão específico, tão pequeno que apenas os cupidos conseguiam identificar — pois era disfarçado justamente para ser perceptível apenas pelos mesmos, já que a probabilidade de um humano normal encontrá-lo era mínima —, o instrumento de escrita se transformava em um arco.

A melhor parte era que Taehyung não deveria se preocupar com alguém descobrindo seu disfarce porque cada um de seus objetos de trabalho só funcionava com a sua digital (e as de seus colegas de trabalho).

Para alguém ainda meio aéreo, sem tanta experiência, aquela questão era uma mina de ouro para o Kim.

Enfim, voltando ao que interessa, o cupido pegou seu arco e uma de suas flechas, e ajeitou a postura: coluna ereta, olhar atento, mãos firmes… Estava tudo caminhando para uma missão cumprida com êxito.

Jimin fingia não se importar com a presença de Yoongi no corredor, enganando qualquer um ao seu lado, menos Taehyung, que conseguia enxergar a aura dele mudar de cor como um camaleão.

Era uma paleta estranha, que misturava tons entre tons de vermelho, laranja, azul… Identificou alguns dos sentimentos como: tristeza, confusão e raiva.

Nada incomum, não para adolescentes que tentavam enganar o próprio coração. As borboletas no estômago, entretanto, nunca mentiam.

O Min andava, alheio à conversa que desenrolava, com seus amigos, algo que deixou Jimin ainda mais irritado, visto que não recebeu atenção nenhuma da parte do jogador de basquete. Yoongi nem notou sua presença, sem iniciar nenhuma briga ou discussão.

A cena era a seguinte: Taehyung estava em posição, Jimin conversava com Mark e Jackson, ainda perto dos armários, e Yoongi iria passar ao lado do trio.

Quase lá, faltavam apenas alguns metros de distância... Assim que os dois ficaram lado a lado, no mesmo milésimo de segundo, Taehyung atirou sua flecha.

Soltou um suspiro de alívio logo em seguida, jurando que tinha dado tudo certo. Pensara que ia ser mais difícil. Alegrou-se com seu desempenho, cantando vitória antes da hora.

Ao terminar sua pequena comemoração, sentiu o sorriso se desmanchar. De repente, Kim Taehyung murchou como uma flor sem água.

Não era possível. Estava tudo perfeitamente bem. Que raios aconteceu?

Olhou para a confusão no corredor sem entender absolutamente nada. Ele tinha atirado em Jimin, que estava encarando Yoongi passar ao seu lado, mas não foi ele que acabou sendo atingido.

Era impossível, pois Taehyung jamais erraria um alvo tão fácil. Parecia que realmente existia uma primeira vez para tudo.

A flecha tinha acabado acertando Mark… Isso mesmo, um dos melhores amigos do Park. E o pior de tudo era que ele olhou para Yoongi no exato momento da flecha.

— Meu Deus… — Taehyung escancarou a boca, chocado. Colocou as mãos no rosto e quis chorar ali mesmo.

Na sua frente, a feição de Mark mudou completamente. Ele pareceu derreter quando Yoongi passou do seu lado, ostentando um sorriso meloso.

— Yoonie — chamou.

Todos ali se surpreenderam com a intimidade repentina. Eles eram colegas de equipe, amigos de longa data, mas nunca se chamavam daquela forma.

— Mark? — Virou-se, dando de cara com os outros dois. — E aí?

Levantou a mão para se cumprimentarem, dirigindo-se para Jackson e ignorando a presença de Jimin — que passou a ter a aura brilhando em vermelho, carregada de raiva.

— Hoje tem treino, não é? A gente podia sair depois, sei lá… — Mark sugeriu, mas foi interrompido.

— Hoje nós temos trabalho, esqueceu? — resmungou o Park, batendo a porta de seu armário.

— Podemos deixar para amanhã — rebateu.

— Não, cara, Jimin tá certo, a gente precisa da nota para continuar no time — interveio Jackson.

Isso não estava indo para um bom caminho. O cupido conseguia ver faíscas elétricas voando entre o grupo, como se faltasse uma pequena chama para acontecer uma catástrofe.

— A gente sai outro dia com os caras — falou Yoongi. — Alguns estão realmente precisando de nota, né? — Deu um sorriso de canto, alfinetando Jimin.

— E enquanto isso, tem gente que prefere passar o final de semana fazendo sei lá o que no meio da rua. — Jimin estava comentando sobre um vídeo que tinha viralizado de Yoongi pichando um muro. Pelas fofocas, seus pais tiveram que pagar uma multa para ele ser liberado pela polícia.

Os amigos de Yoongi, Kim Seokjin e Kim Namjoon, engoliram a risada, recebendo um olhar ameaçador do Min em resposta.

— Você parece que está sabendo demais sobre minha vida, não acha? — Levantou uma das sobrancelhas.

— Até parece que eu me importo com o que você faz ou deixa de fazer!

— Não se importa?

— Não!

E o restante do grupo ficou calado.

Mark parecia estar perdido encarando Yoongi, sorrindo e com as pupilas dilatadas.

Notando o erro, Taehyung precisava encontrar logo sua flecha para acertá-lo com o antídoto, mas estava nervoso demais e começou a se atrapalhar com seus equipamentos.

Procurava dentro de sua mochila sem sucesso, até que lembrou que tinha deixado dentro do armário sua caneta com as flechas reversas.

Não imaginou que fosse errar a mira. Ele era um dos melhores alunos no grupo de treinamento, principalmente nas aulas de tiro com o arco e flecha.

Decidiu manter a calma; não iria ficar desesperado, conseguiria reverter o efeito daquela confusão.

Disse para si mesmo que iria ficar tudo bem, todavia, havia se enganado completamente.

À sua frente, estendia-se a cena de Yoongi sendo empurrado por Jimin, que era alguns centímetros mais baixo do que ele. O Park bateu no peito do outro com as duas mãos, gritando:

— Não me provoca! Estou sem paciência.

— Ah, é? Pode falar um pouco mais alto, que você é pequeno demais? Tá meio baixo daqui de cima.

Como já estavam todos acostumados com as discussões, ninguém se intrometeu. Ou pelo menos não deveriam. Até que Mark empurrou Jimin, com raiva e força o bastante para derrubá-lo.

Todos foram pegos de surpresa.

— Merda! — exclamou Taehyung.

— Não empurra ele! — gritou Mark.

— Enlouqueceu?! — falou Jackson, mas foi totalmente ignorado.

— Da próxima vez que você fizer algo para o Yoon, eu vou…

— Vai o quê? — Jimin levantou, ficando frente a frente com ele. — Ficou louco de vez? Por que me empurrou? Por acaso tá apaixonado pelo magricela?

Yoongi estava chocado, junto a seus amigos. Eles não sabiam o que estava acontecendo e, quanto mais tentavam entender, menos sentido fazia.

— E se eu estiver? — Elevou a voz. — É um problema pra você?

— O que tá acontecendo? — murmurou Namjoon para Jin e Jackson. Os dois deram de ombros, impressionados com a cena.

— Você o quê? — Jimin arregalou os olhos.

— Ei, Mark, tá de boa, cara — Yoongi tentou intervir. — Nem machucou. Ele não tem força o bastante para isso.

Mark amoleceu novamente, como se a voz do Min o deixasse totalmente entorpecido.

— Tudo bem — murmurou, apaixonado.

Jimin não entendia o comportamento do amigo e isso o deixou fervendo de ciúmes. Que história era aquela de defender Yoongi? E por que Mark sorria feito um idiota para ele?

Perdeu a paciência, jogando-se em cima de Yoongi, mas, antes de atingir seu peito com outro tapa, Mark pulou em cima dele.

Os dois caíram no chão, deixando todos espantados. O corredor ficou em silêncio absoluto.

— Que porra, mano! Sai de cima de mim! — gritou Jimin.

— Não encosta nele!

Os dois rolavam no chão. Jimin tinha medo de machucar o amigo, tentando apenas se esquivar e tapar o rosto, enquanto Mark não media tentativas de atingi-lo com socos e puxões de cabelo.

Yoongi e Namjoon se abaixaram para separá-los, pois Jin e Jackson estavam espantados demais para mexer um músculo sequer.

— A gente vai se meter em confusão — disse Namjoon. — Parem com essa merda!

Taehyung queria sumir, se esconder e nunca mais voltar. Ele tinha estragado tudo na sua primeira missão.

— Larga o pivete, Mark — falou Yoongi. Mesmo no momento de tensão, ele não deixava de soltar comentários provocadores.

Estavam quase conseguindo soltar os dois quando o monitor apareceu no corredor e falou em alto e bom som:

— Os quatro, detenção no final da aula!

O cupido viu quando eles levantaram do chão. Jimin e Mark se encaravam com o ódio estampado no rosto, e o restante dos presentes, atônitos.

Suspirou fundo, soltando um palavrão ao notar que definitivamente aquela missão não seria tão simples quanto imaginava.

"Se eu odeio você? É claro que sim! Toda vez que vejo esses seus cabelos loiros e sorrisinho confiante, meu coração dispara. Isso é um sinal claro de repulsão, não?"

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Notas Finais: O que acharam??

Talvez Taehyung tenha subestimado demais sua missão e as coisas não foram

tão fáceis como imaginou.

O que ele irá fazer parar arrumar essa confusão?


8 de Septiembre de 2022 a las 00:58 0 Reporte Insertar Seguir historia
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