silva-pacheco1589114879 Silva Pacheco

Juízes cap. 5 registra o poema de vitória da mais surpreendente das heroínas bíblicas. Em tempos caóticos, devido ao colapso do Império Egípcio, Débora, uma oráculo, organizou a resistência de camponeses desarmados contra o mais poderoso exército de Canaã. O que seria um massacre tornou-se uma das mais retumbantes vitórias bíblicas. Esta é a história desta mulher...


Clásicos No para niños menores de 13.

#mistério #guerra #mulheresfortes #bíblico #antiguidade
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Prólogo

Correndo esbarofida por entre as palmeiras, a menina tropeçou. Caída ao chão, a nuvem que tomava o topo da montanha engoliu-a. Ofegando e com os olhos arregalados, contemplou às visões que se formavam como fumaça que saiam do incenso.


Espessas e oníricas, asa fumaças tomaram lentamente a forma de uma gigantesca serpente de bronze, com ferinos e luminosos olhos vermelhos


Caída na grama, a menina virou a cabeça no instante seguinte em que fitou o monstro, olhando para outra direção, onde parte da fumaça tomava a forma de um homem que vinha do céu cavalgando num touro de asas de águia. Por mais que tentasse, ela não conseguia ver seu rosto, entre os cabelos e a barba branca.


O guerreiro do céu desceu perseguindo a serpente colossal, cuja fumaça viva de bronze metálico já se enroscava pelo derredor da menina. Da aljava reluzente de prata que trazia às costas, ele disparou, com um arco, fumaças em forma de flechas, que eram mais luminosos que os olhos da serpente.


Usando as próprias mãos, ela protegeu seus olhos, mas ficou surda com o som dos trovões. Não pode ver, assim, os raios perfurarem a couraça da serpente, produzindo feridas como de metal fundido sobre a carne queimada. Da mesma forma, não pode ouvir os rugidos macabros que a besta emitia cada vez que era ferida.


Ela abriu de novo os olhos, e viu o guerreirosaltando sobre o dragão. Cravou a fumaça que tomara a forma de espada na cabeça do monstro, empurrando-o violentamente até o chão, caindo aos pés da menina. O impacto contra o solo fez com que a fumaça se tornasse azul e espumante, espalhando-se como água ao redor dela. A menina olhou para baixo, notando outra fumaça, marrom e verde, como a montanha sobre a qual ela estava.


As fumaças então se rearranjaram em novas formas, então, sem cor nem vida. Um comerciante que adulterava a balança; um guerreiro que iria para a guerra despedindo-se da família; anciões negando o pasto de uma viúva; uma mãe que deixaria órfãos os filhos devido a picada de uma cobra; homens em banquetes com bestas imundas num palacete em meio à miséria.


A menina então voltou para si, examinando seu corpo hovenzinho e magricelo. Olhou em redor, percebendo montanha e as árvores em volta formadas pela mesma fumaça de cores vivas, e se pôs a caminhar uma estrada iluminada entre as palmeiras.


Até que ouviu o zumbido no ar.


Eram abelhas. Mais luminosas, mais oníricas. Enxames velozes e ferozes, que lhe alcançaram sem que ela tentasse fugir. Sua única atitude foi erguer as mãos para proteger o rosto.


A primeira picada foi a mais dolorosa, e lhe trouzeram de volta à realidade. As fumaças havia desaparecido, e ela rolava no chão, entre as palmeiras do topo da montanha, com as demais abelhas picando sem trégua suas mãos. Somente as mãos.


- Quanto tempo fiquei aqui? – ela se questionou, recuperando o fôlego após a ultima abelha despedir-se de seu corpo. Suas mãos estavam feridas com as picadas que não incharam, nem mais doíam, mas deixaram marcas que formavam runas as quais ela, iletrada e camponesa, não era capaz de compreender.

1 de Junio de 2021 a las 22:35 0 Reporte Insertar Seguir historia
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