crueldemons_cd cd park

O mundo enxerga a existência de apenas um tipo de raça humana, porém o que consideram ser um fato, é uma mentira e um segredo muito bem elaborado. Ao ver de qualquer pessoa, é considerado um homem normal, mais um herdeiro da grande fortuna dos pais. Porém, Eliot Park possui um poder único e diferente, que poderia ajudar em algo revolucionário na sociedade. Porém, que poderia custar sua própria vida. Por muitos, seria enxergado como um dom agradável, mas aos olhos de quem o têm, é perturbador. Um detalhe importante é Kim Vance, o conheceu de uma maneira tola e, por sua parte, egoísta. Mas Eliot não pôde ignora-lo, ele poderia ser sua chance de salvação, a chave que abriria a porta de sua liberdade. Pena que Vance é um pouco... Complicado de mais, o que o torna aos olhos de Eliot, um homem interessante. Início: 02/06/2020 Término: ?? Sem plágio. Não aceito adaptações. !Atenção! Se você está lendo isso em outra plataforma que não seja Wattpad, Spirit ou Inkspired você corre o risco de sofrer um ataque virtual. Cuidado.


Suspenso/Misterio Sólo para mayores de 18.

#romance #suspense #lgbt #crimes #
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Capítulo 1

Consigo sentir meu sangue ferver por causa do veneno, eles não conseguem me matar. Podem muito bem fazê-lo, porém meu tormento é mais prazeroso do que o meu decesso. Podem me bater,

cortar-me em pedaços, usufruírem de meu corpo sem consentimento. Estou totalmente desprotegido, vulnerável, como uma criança de três anos.

Minha mente quer apagar, mas meu físico se recusa. Meus pulsos ardem por causa dos cortes causados pelo atrito das algemas contra a minha pele. Está que arde ao contado do sangue com outras substâncias que não tenho o menor interesse em descobrir quais são. Minha motivação está indo para o lixo, sendo enterrado no poço mais fundo. A única pessoa em que acreditei que poderia proteger-me do mundo, a única em que confiei minha própria vida, minha história e minha alma está totalmente fora de meu alcance.

Nunca desejei tanto a morte quanto agora, as vozes grossas que berram em meus ouvidos soltam frases como: "Você é um assassino"; "Ele está morto agora"; "Ele não se importa com você"; "Você foi a pior coisa que poderia ter acontecido na vida dele"; "Arturo nunca te amou". Prefiro estar em um caixão treze palmos abaixo da terra do que acreditar nisso. Tais palavras conseguem doer mais que as feridas de meu corpo, estou enlouquecendo.

Isso tudo dói, está doendo tanto. A morte é um caminho fácil de mais para a paz que tanto procuro, e este é o meu único desejo agora.

Talvez em outra vida, eu possa ama-lo assim como ele merece. Mas nesta realize, neste instante, neste momento. O meu desejo mais profundo, é partir.


[...] Dois anos atrás...

Eu era apenas um jovem de 16 anos que tentava seguir sua vida sem interferir na vida alheia, e que agora estava encurralado no terraço do prédio do colégio em que estudo por causa daqueles malditos garotos idiotas.

Você não tem para onde fugir, pirralho! ㅡ Disse o mais alto.

Os três trancaram a única saída e prescionaran-me contra a pequena barra de proteção, eu poderia ter caído. Meus olhos estão marejados, minha garganta arde e eu quero gritar por socorro.

M-me deixem em paz! ㅡ Digo, medroso. ㅡ Me larga! ㅡ As lágrimas começaram a descer naquele momento. Patético.

Da próxima vez é só calar a merda da boca, entendeu? ㅡ O mais alto pressionou-me ainda mais contra a barra metálica.

Sabia que as coisas só iriam piorar, eu sentia isso. Então, comecei a espernear, me mexer de todas as maneiras em busca de uma escapatória. Os dois pequenos capangas seguraram meus dois braços, agora jogando-me contra a parede do prédio. Aquilo doeu, doeu muito. O mais alto se pôs em minha frente, fechou uma mão em punho e então levou-a com força até minha barriga, a socando com força. Em seguida desferindo mais um soco em minha bochecha.

Conte para alguém sobre o que aconteceu aqui e você já pode se considerar morto. ㅡ O mesmo referiu-se com raiva a mim.

Estava pronto para me meter ainda mais socos. Engoli o nó em minha garganta, silenciando-me imediatamente. Os dois mais novos me soltaram ao comando do mais velho. Enquanto o mesmo aproximava-se pela terceira vez, pronto para acabar com a minha raça.

Com as forças que ainda haviam em meu corpo, o empurrei para defender-me. Foi tão fraco, eu sou fraco. O mais alto tinha os olhos fixos nos meus. Ele não deu mais nenhum passo, continuou caminhando para trás e não parou.

Os dois correram até o mais velho, que não ficou por ali, continuou caminhando de costas no mesmo ritmo sem dar ouvidos a ninguém. Fiquei parado em meu canto, seus lumos ainda estavam grudados nos meus. Próximo de mais da barra, ele não parou. Meu corpo não estava respondendo aos meus comandos.

Ele caiu.

Tropeçou na barra de sgurança e tombou o corpo para trás, ele caiu.

Os garotos gritavam o seu nome e o mandavam parar, aquilo machucava meus ouvidos ao mesmo tempo que soava tão abafado.

ISSO É TUDO CULPA SUA. ㅡ Um dos garotos berrou para mim, foi a única coisa que consegui ouvir com clareza depois de uma sequência de tapas e chutes por todo o meu corpo.

De alguma forma aquilo foi culpa minha. Estou agarrado a mim mesmo protegendo-me dos dois. Não sinto mais nada. Meu corpo não quer funcionar, minha mente estava em branco.

Eu o matei.

É tudo culpa minha. ㅡ Sussurro, repetidamente para mim mesmo. ㅡ É tudo culpa minha.

Tenso, faltando oxigênio. Por fim. Acordo.

Desperto em meio a uma imensa falta de ar, meus olhos lacrimejam e minha visão fica cada vez mais embaçada. Peguei a bombinha - que estava na escrivaninha - às pressas, colocando-a entre os lábios e a pressionando. Espero por exatos dez segundos e bebo um copo de água para que não fique vestígios do medicamento em minha boca.

Espero minha respiração normalizar, e quando acontece, percebo que já é de manhã, mais especificamente: 6h26 da manhã. Tenho que ir dar uma visitinha no meu médico... Este medicamento ultimamente não tem ajudado em muita coisa. Porém, deito-me na cama novamente e fecho meus olhos. Só mais alguns minutos de descanso para colocar minha mente em ordem. É necessário.

Após cerca de cinco minutos - eu acho - levanto-me para tomar um banho quente. Assim que o faço, coloco minhas vestes. Uma camisa branca simples acompanhada por um jeans rasgado nos joelhos de cor preta, assim como o tênis. Faço minhas higienes e por fim dirijo-me para a porta, na intenção de sair do apartamento.

ㅡ Eliot? ㅡ A voz familiar chamou minha atenção.

ㅡ Bom dia, Rael. ㅡ O respondo, ainda meio atordoado.

ㅡ Bom dia. E, para onde o senhorzinho vai a essa hora da manhã em pleno sábado? ㅡ Perguntou com as duas mãos no quadril.

ㅡ Pra onde você acha? ㅡ Respondo com um bocejo, sarcástico. Pego na maçaneta e giro-a, abrindo a porta. ㅡ O médico, a cada duas semanas, esqueceu?

ㅡ Ah sim, tinha me esquecido. Vou voltar para a cama. Boa consulta, colega.ㅡ Sorriu em meio a um aceno, que desapareceu de minhas vistas assim que fechei a porta.

Rael é um bom garoto, meu melhor amigo desde que lembro-me que existo. Não há nada que ele não saiba sobre mim, literalmente. Um sorriso brotou em meus lábios ao relembrar a posição em que ele se encontrava há alguns minutos atrás, as mãos posicionadas no quadril com aquela cara de deboche. Ele sabe como arrancar um sorriso de mim.

Decidido a ir ao médico, pego minha bicicleta - não queria gastar dinheiro em combustível com minha moto - e vou direto ao hospital. Não é tão longe, apenas alguns quarteirões de distância. Meus pais não sabem sobre minhas consultas - não vejo a necessidade de eles saberem -, só meu médico e o Rael.

Desço da bicicleta e a deixo em um 'estacionamento de bicicletas' - sempre me esqueço do nome desse lugar - prendendo-a ali com um cadeado para que ninguém a roube. Adentro ao local e não demora nada para que chegue minha vez de ser atendido, digamos que eu seja um garoto bem privilegiado em relação a estas consultas.

ㅡ Bom dia, senhor Park. Vamos? ㅡ Ele sorriu para mim, dando uma brecha para que eu pudesse entrar.

ㅡ Bom dia, Arturo. ㅡ Sorri torto para ele, adentrando a sala.

O som da porta sendo fechada e em seguida trancada é nítido. Cento-me em uma das cadeiras e em seguida ele faz o mesmo em minha frente.

ㅡ Como vai a família? ㅡ Perguntou, curioso.

ㅡ Como sempre. ㅡ Respondi meio seco, sem ter a intenção de ser rude.

ㅡ Ainda não contou para seu pai?

ㅡ Sobre ser gay? Não. E sobre meus poderes? muito menos sobre isso. ㅡ Digo rápido, com esperanças de assim terminar este assunto. ㅡ Além de que nunca pretendo lhes contar, você sabe bem o por quê.

ㅡ Calma aí garoto, acordou com o pé esquerdo hoje?

Tento manter o controle - respirando fundo - para não voar na cara do Arturo. Não tem coisa que eu mais odeie do que me mandem ficar calmo. Ela deve ter surgido com defeitos, já cansei de ouvir e ela só me deixa ainda mais irritado. Posso dizer que essa palavra tá quebrada.

ㅡ Talvez eu tenha dois pés esquerdos..

O dia já não havia começado tão bem quanto o esperado. Digamos que meu pai seja um tanto quanto preconceituoso, minha mãe é... Eu não faço ideia. Meus poderes já são outra história, apenas duas pessoas nessa realidade sabem sobre eles

ㅡ E a faculdade? Seu pai continua insistindo com a empresa? ㅡ Continuou perguntando, levantando-se e buscando por algo na sala.

ㅡ Sinceramente, eu não queria essa empresa.. ㅡ Digo com um tom de voz pouco irritado. Todos sempre perguntan-me, mas pelo menos com ele sou sincero. ㅡ Ele faz isso apenas por ser uma herança de família, meu irmão se daria bem com ela já que a quer tanto. Mas não tenho muitas escolhas, infelizmente.

ㅡ Park Jisang continua com as ameaças?

ㅡ Não mudou nada. No início ficava preocupado, mas agora percebi que ele é do tipo que fala mas não faz.

Pego meu celular após a frase, tenho que me lembrar de bloquear aquele idiota. Suas mensagens são inúteis e sinto que não tenho mais o que temer. Tomei a decisão de orgulhar minha família, assumindo a responsabilidade para comandar aquela empresa - mesmo que não seja o que quero -, esse sentimento determinado ainda não me conforta o bastante, não é o suficiente.

Um silêncio pairava pelo consultório. Já havia alguns minutos, Arturo estava apenas se preparando para me checar.

ㅡ Me diga, sentiu algo diferente do que de costume? ㅡ Perguntou-me enquanto eu retirava minha camisa.

Vance pegou o estetoscópio e prescionou a parte circular metálica sobre meu peito. Respirando fundo como sempre, esperando com que aquilo acabasse logo.

ㅡ A asma.. Preciso de um remédio mais forte.

ㅡ Isso é preocupante. Você sabe que a asma é uma consequência que veio junto no dia que você ganhou seus poderes, no incidente. Se ela está piorando, então seus poderes estão alterando-se de alguma maneira. ㅡ Informou-me sério, eu sabia que ele diria isso. ㅡ Não notou mais nada de diferente?

Esse maldito acidente, o mesmo que sonhei durante a noite. Um pesadelo na verdade, sempre ressurge quando menos espero. Naquela época eu era apenas um adolescente cheio de hormônios, sofrendo bullyng de garotos que não tinham o que fazer da vida. Infelizmente descobri meus poderes da pior forma que eu poderia imaginar, senti-me um assassino. Ainda me culpo pelo que aconteceu...

ㅡ Estou aprendendo a controlar. As pessoas que toco, eu posso escolher usar ou não os poderes.

Meus poderes - de acordo com Vance - são chamados de "cura", o que para mim não faz sentido algum.Posso absorver os sentimentos humanos - apenas os ruins - depressivos, raivosos, ansiosos, entre outros. A pessoa fica cerca de dez segundos praticamente anestesiada quando o uso, ela entra em um transe estranho e perde todos os sentidos, fica "molenga", quase paralisada e vulnerável. Além de que meu corpo não sente dores físicas, pelo menos quando é relacionado ao poder.

Porém, há consequências. As emoções absorvidas são descontadas no meu físico, tanto em forma de doenças quanto machucados, feridas e etc. Tudo depende do sentimento e da intensidade deles.

ㅡ Se meteu em brigas de novo, não é? ㅡ Falou de repente. Continuou sério, seu tom de voz decepcionado acabou chamado-me atenção. Fiquei quieto, ele sabia a resposta. ㅡ É claro que se meteu, pelo menos não têm nenhum hematoma... Quantas vezes falamos sobre isso, Eliot? Você tem que parar com isso, sei que ajuda com seus poderes. Mas, não tem outra forma?

ㅡ Eu não quero outra forma.

ㅡ Você pode fazer aulas de boxe. ㅡ Propôs mais uma vez.

ㅡ Eu não quero... ㅡ Respondi-o, mais baixo.

Arturo não me dirigiu mais nenhuma palavra. Já conversamos sobre esse assunto muitas vezes e não importa o que ele diga, sabe que não quero ouvir sobre. É um bom homem, gosto dele, mas eu tenho meus limites. E também... Meus motivos.

ㅡ Acabamos? ㅡ Pergunto, na esperança de ir até meu quarto o quanto antes.

ㅡ Sim. Tome esses. ㅡ Disse enquanto revistava a própria maleta, me entregando os remédios. ㅡ São mais fortes, vão te ajudar.

Coloquei mimhabcamisa de volta e peguei os pequenos potinhos. Minha mente está confusa, agora sendo atormentada pelo pequeno trauma, que não sai da droga da minha cabeça. Quero apenas ir para casa e tentar esquecer.

ㅡ Obrigado, até logo. ㅡ Despeço-me com um pequeno sorriso no rosto.

ㅡ Se cuide, Eliot. ㅡ Respondeu no mesmo tom, acenando.

Abri a porta do consultório e em seguida caminhei para fora do prédio, peguei minha bicicleta, destrancando-a do cadeado e pedalando até o apartamento, levou um bom tempo.. Eu e Rael dividimos o mesmo lugar, estamos fazendo a mesma faculdade. Porém, ele escolheu fazer direito.

Cheguei no meu andar após alguns minutos. Assim que entrei no primeiro cômodo encontrei meu amigo esparramando no chão da sala com um sanduíche em mãos. Tento segurar o riso, precionando os lábios um contra o outro.

ㅡ Bem vinda de volta, peranha. ㅡ Ele diz, arrancando-me logo uma risada.

ㅡ Obrigado, meu amável companheiro. ㅡ Respondi em meio aos risos.

ㅡ Uau, quanta gentileza. Está doente? ㅡ Perguntou com sarcasmo, sentando-se no chão.

ㅡ Não estou para brincadeira hoje, Rael. ㅡ Digo tentando parecer bem. ㅡ Estou cansado, lembrei de algumas coisa que não queria...

ㅡ Oh... ㅡ Soltou, agora estando mais sério. ㅡ Vá descansar, você precisa, estarei aqui o dia todo então não se preocupe.

ㅡ Que bom que você entende.. ㅡ Digo, caminhando até meu quarto, fechando a porta ao adentrar.

Jogo-me na cama, retirando os sapatos com os pés. Fecho os olhos, tentando imaginar qualquer coisa que conseguisse me confortar.

Passei a tarde toda apenas comendo e dormindo, de vez enquanto buscava um copo de água. Já havia perdido a noção de quanto tempo havia se passado - de novo -, parecia estar de noite. Eu não quero mais dormir.

De repente uma sombra aparece, ele abriu meu quarto, começou a caminhar por ele dando algumas voltas, parecendo querer mostrar algo. Onde Rael vai todo arrumando desse jeito?

ㅡ E o que você acha? Estou bonito? ㅡ Disse apontando para si mesmo. Ele sabe que está, faz isso só por que quer ouvir.

ㅡ Posso saber para onde o senhorito vai? ㅡ Perguntei, sentando-me na cama.

ㅡ Só beber um pouco, descobri uma boate lá pelo centro que é divina. E eu não vou sozinho, pode se arrumar agora mesmo. ㅡ Ordenou todo convencido, em seguida retirando-se do quarto. Sabia que eu não iria rejeitar uma proposta tão tentadora como esta.

Tomei um banho quente e me sequei depois que saí. Coloquei uma camisa social branca, uma calça jeans vermelho vinho e um tênis preto. Deixei meus cabelos bagunçados, sempre gostei deles assim, faz eu me sentir mais leve e confortável de alguma maneira. Passei meu perfume preferido e fiz minhas higienes. Ousei passar um pouco de maquiagem, me sinto mais bonito com ela.

Fui de encontro a Rael, que estava me esperando na sala. Sentado no sofá marrom de três lugares, enquanto assistia algum programa na TV. Aproveitei para pegar minha belíssima jaqueta de couro negro, não me importo se vai combinar com o resto da roupa, ela é como minha melhor amiga para todas as motos.

ㅡ Au au, mas que monumento grego. ㅡ Disse, referindo-se a mim.

ㅡ Idiota. ㅡ Respondo em meio a alguns risos. ㅡ Vamos logo antes que eu me arrependa.

Vesti minha consagrada de couro e então partimos para o estacionamento. Meu pai me deu essa moto quanto tirei minha carteira de motorista - e minha mãe, a jaqueta -, uma das únicas coisas de valor que já ganhei dele. Ela é preta com vários detalhes em prata como se tivessem jogado respingos de tinta nela. Simplesmente linda.

A parei em um estacionamento que havia ali perto a uma quadra do bar, guardei as chaves no bolso traseiro da minha jeans. Rael reclamou o caminho inteiro dizendo para que eu fosse de vagar os mesmo tempo em que me guiava para a boate.

A faixada brilhante e vermelha chamou-me muito a atenção.

"Heaven".

É um prédio grande, a música alta vinda de dentro do estabelecimento combinava perfeitamente com a aparência e clima que transmitia. Por fora me parece realmente incrível, estou impressionado. Rael realmente têm bom gosto para escolher lugares para beber, nunca duvidei.

Adentramos pelas portas do prédio, é enorme. As luzes ficam oscilando lentamente entre vermelho e azul. Há várias mesas espalhadas, uma pista de dança no centro. Um balcão onde por trás há um bartender, com banquinhos brancos espaçados um dos outros. Nos cantos há sofás acomodados com algumas mesas, são várias repartições.

A baixa iluminação me deixa extremamente confortável. Esse lugar é definitivamente incrível, posso - talvez - chegar a dizer que seja perfeito.

Há também uma escada, com uma placa ao lado na qual está escrito algo. "Escadas para o céu"... Isso foi criativo, admito. Deve ser onde ficam os quartos, mal posso esperar para aventurar-me neles. Rael está de parabéns.

ㅡ Vamos, me diga. Eu arrazei não é? ㅡ Perguntou, mesmo já sabemos a resposta.

Chamou minha atenção, tinha ficado bem entretido e acabei esquecendo-me de que ele estava ao meu lado. Continuamos a caminhar, as portas de vidro atrás de nós fecharam-se automaticamente.

ㅡ Realmente, não há como negar. Você têm bom gosto. ㅡ Admito.

Fomos bem recebidos por duas garotas bem vestidas assim que entramos, elas nos guiaram até o balcão. Passamos um bom tempo da noite apenas bebendo e conversando, Rael de vez enquanto dava uma desaparecida. Provavelmente para s envolver com algumas pessoas.

Já eu, quero apostas sobre mim, dinheiro caindo na palma de mijahs mãos, ao menos nisto tenho vantagens. Essa porcaria de poder tem trazido pelo menos uma coisa boa para mim depois de tanto tempo, essas duas são as únicas coisas que ganho por mim mesmo.

ㅡ Eliot?

A voz grossa retirou-me de meus pensamentos, era Rael. Ele se sentou ao meu lado no banquinho, estava todo desarrumado. A gravata mal feita, a blusa para fora da calça e os botões mais abertos no peito chamaram minha atenção. Parece que alguém se deu muito bem essa noite, e não estou falando de mim.

ㅡ Parece que você acabou de brigar com um leão. ㅡ Digo em seguida, indignado. ㅡ Não consegue ao menos ser mais discreto?

ㅡ Não foi muito diferente de um leão. E no lugar de ficar aí me julgando, por que não vai atrás de alguma presa em? ㅡ Propos, provacando-me. ㅡ Está aí parado a mais de uma hora, parece uma planta.

ㅡ Não estou com vontade. ㅡ Falo direto.

ㅡ Qual é! Nunca está com vontade. ㅡ Disse, desacreditado. ㅡ Você chama a atenção por onde passa com todo esse seu charme aí, quem não consegue ser discreto é você.

Soltei ar pela boca, dando uma boa olhada a minha volta. Não estou no pique de sair aos amassos com alguém.

ㅡ Escuta, olha aquele ali. ㅡ Disse Rael, apontando com os olhos para um moço de cabelos negros que estava bebendo horrores em um canto escuro do bar. ㅡ De longe dá pra perceber que é bonito, além do físico que parece muito bem definido. Veja aquelas coxas...

ㅡ Rael, eu não vou me aproveitar só por que o cara está bêbado, Eu... ㅡ Parei no meio da frase.

Foi automático, fiquei quieto. Passei a observar de longe o garoto de cabelos negros. Estava apoiando a cabeça com uma das mãos enquanto bebia direto da garrafa. Não sei se deveria, é um jovem atraente, mas consigo sentir que não seria um bom momento. Sinto-me curioso e atraído ao mesmo tempo em que sinto que deveria ouvir meu médico e não me meter em encrenca.

Sinto que o conheço de algum lugar, há muito tempo. Porém não encontro anda por minha memória sobre ele.

ㅡ É sério. Se você não quiser, ele é todo meu. ㅡ Soou como uma ameaça.

ㅡ Que droga... ㅡ Resmungo. ㅡ Aquieta o cu moleque, pelo menos pare para respirar antes de ir para o próximo peguete.

ㅡ Tô sendo sincero, estou com tudo hoje. ㅡ Contou, passando a língua nos lábios de modo lento.

Rael levantou-se do banquinho e começou a se ajeitar, pronto para atacar. Após a breve revisão sobre si, pôs seu plano em prática e começou a dar alguns passos em direção ao moreno. O agarrei pelo pulso rapidamente, impedindo que seguisse em frente.

ㅡ Esse é meu... ㅡ Digo, alertando-o.

ㅡ Essa foi por pouco, agora vai logo antes que eu mude de idéia. ㅡ Sorriu satisfeito.

Sinceramente, eu não sei o que deu em mim... Realmente estou começando a atrair-me pelo de cabelos negros, parece interessante. Talvez essa noite não acabe por ser tão tediante quando eu pensava há cinco minutos atrás. Posso conseguir algo - nem que seja apenas para cair aos tapas com o cara - qualquer coisa mesmo.

Deixei meu amigo para trás e caminhei em direção ao moreno, deslizei minhas mãos por meus cabelos.. Comprei uma garrafa d'água para mim, talvez o garoto pudesse precisar também, ou sei lá. Segui meu caminho, já estou perto o bastante do jovem, vou começar com um papo simples.

ㅡ Aceita companhia? ㅡ Perguntei a ele.

O de cabelos negros olhou-me estranho, desviando seu olhar da bebida para mim. É fácil de sacar quais são minhas intenções aqui, não estou fazendo questão também. Quanto mais rápido for, melhor para mim.

ㅡ Vou aceitar este silêncio como um sim. ㅡ Digo sentando-me em sua frente.

Ele nem se quer olha para mim, na verdade só me olhou apenas uma vez. Agora está ignorando-me, isso é falta de respeito, na minha opinião... Mas talvez algo interessante ainda possa acontecer, eu quero que aconteça.

ㅡ Quer água? ㅡ Ofereci a ele - abrindo a garrafa - que novamento voltou seu olhar para mim.

Dessa vez pude ter uma visão melhor de seu rosto. Os cabelos negros caíam sobre suas bochechas, que estavam coradas pelo excesso de álcool. Os olhos também tinham uma coloração escura, maxilar bem marcado, um nariz redondo e os lábios finos vermelhos como o sangue. Seu físico é muito atraente, os músculos acabaram por ficarem marcados por cima da camisa fina que não consegui identificar a cor por causa da mudança das luzes no ambiente.

Sinceramente ele parece um típico hétero top padrão, talvez ele seja bi? Só testando pra saber. Ele não quer a minha água, realmente estou tentando ser gentil.

ㅡ Só saia daqui. ㅡ Disse incomodado, sua voz saiu rouca ao dizer.

ㅡ Não precisa ser tão grosso. ㅡ Digo, ainda mantém um tom casual. ㅡ Estou tentando ser gentil com você.

ㅡ Eu não preciso da sua gentileza! ㅡ Disse, praticamente aos berros.

O moreno levantou-se, batendo a mão em punho na mesa, fez um som tão alto que acabou chamando a atenção de algumas pessoas aos arredores. Por deus, ele está mesmo bêbado, que cara mais arrogante. Se ele for hétero, ficaria agradecido, um idiota a menos para mim ter certeza de não me envolver.

ㅡ Oh, Mister arrogância, desculpe-me por trata-lo tão bem. ㅡ Respondo, debochando do mesmo e levantando-me graciosamente.

ㅡ Me chamou de que? ㅡ O jovem forçou o maxilar, mostrando-se mais rígido do que antes.

ㅡ Não te interessa. ㅡ Retruquei sério, esse parece ser filhinho de papai.

ㅡ Você sabe com quem está falando? ㅡ Caminhou até o meu lado, fixando seus olhos tontos nos meus.

ㅡ Com um mimadinho egocêntrico. ㅡ Deixo escapar um breve sorriso - para provoca-lo - que se desfez rapidamente.

ㅡ Seu... Covarde do caralho. ㅡ Tentou provocar.

Pode xingar-me o quanto e do que quiser, porém a última coisa que sou, é covarde. O moreno encarava-me com ferocidade, já sabia o que estava por vir. Ele pode ter vários músculos, mas quem vai ganhar sou eu. O senhor arrogância estava pronto pra briga. Fechou os punhos raivosos, estava me ameaçando em silêncio. Se eu apenas saísse daqui nada aconteceria, mas como um bom homem orgulhoso, eu fiquei. Estávamos chamando muita atenção e se eu desistisse, poderia manchar a minha imagem e deixar-me como o covarde da situação.

O jovem já estava tomando impulso para o primeiro soco, foi quando comecei minha ação. Apertei a garrafa que havia em mãos, jogando água por toda a face do meu oponente. Enquanto ele se distraia limpando a própria cara com a manga das blusas, eu o empurrei, fazendo-o cambalear e cair para trás. Tomei a liberdade de tocar em um pequeno pedaço de sua pele no pescoço.

Além de estar bêbado, usei meus poderes. Tenho certeza de que ele não têm a menor chance contra mim, já que agora está totalmente anestesiado - e molhado - no chão. Achei que ele seria mais resistente, sério.

ㅡ Eliot?

Após a pequena "luta" - se é que posso dar esse nome ao que aconteceu - me dirigi calmamente para de onde veio a voz que me chamou. Olhei para trás para dar um pequeno vislumbre de minha mínima conquista, o cara ainda está no chão. Estou com um pouco de pena, mas não vou voltar atrás.

ㅡ Oi, Rael.

ㅡ É sério que você fez isso com o cara? ㅡ Disse, adequando uma das sombrancelhas.

ㅡ Nem teve graça, foi chato e tão fácil... ㅡ Um biquinho se formou na ponta de meus lábios.

ㅡ Ele já estava tonto de bêbado, coitado. ㅡ Disse tomando o resto de um drink que tinha em mãos e deixando o dinheiro na bancada. ㅡ Estou cansado, melhor voltarmos pro nosso refúgio.

ㅡ Concordo. Então, ganhou alguma das apostas sobre mim? ㅡ Perguntei enquanto caminhavamos juntos para fora do grande estabelecimento.

ㅡ Ah Eliot.. ㅡ Soou cabisbaixo. ㅡ na verdade perdemos dinheiro hoje. Não houve lucro algum.

ㅡ Apostou contra mim? ㅡ Pergunto duvidoso.

ㅡ Claro que não. É que a única pessoa que recebeu algum dinheiro hoje foi o garçom.

ㅡ Isso soou triste. ㅡ Encaro o chão, decepcionado.

ㅡ Não teve aposta nenhuma. ㅡ Começou a contar. ㅡ No início começou a ficar interessante e as pessoas começaram a se reunir, mas acabou tão rápido que nem deu tempo.

ㅡ Eu imaginei que isso aconteceria, foi sem graça até pra mim. ㅡ Foi tão rápido..

ㅡ O doutor vai ficar bravo quando souber que se meteu em mais uma briga. ㅡ Disse, cruzando os braçosm ㅡ Você não tem jeito.

ㅡ É uma pena... Nem mesmo você vai me convencer do contrário.

ㅡ Tá, tá. Vamos ao que interessa. ㅡ Rio alto antes de contar, ele está meio bêbado. ㅡ Você brigou com o cara que você queria dar uns pegas, como conseguiu essa proeza?

ㅡ Eu nem mesmo consegui descobrir o nome dele, Rael. ㅡ Conto, um tanto quanto entristecido pois ele era muito bonito.

ㅡ E espero que não saiba nunca. ㅡ Uma voz pronunciou-de próxima a mim, muito familiar e com um tom de idiotice.

O mister arrogância está de pé, como isso é possível? Eu posso jurar que toquei em sua pele, houve contato físico. Como o efeito passou tão rápido? Não faz nem dois minutos... Isso é impossível.

ㅡ Como voc-

Minha frase foi cortada ao meio por uma mão intrometida, sinto o gosto do sangue escorrendo por entre meus lábios. Mal tive tempo de pensar e o maldito empurrou-me, caí para trás com tudo. Senti uma imensa falta de ar no qual não tive tempo de conseguir recuperar.

O moreno sentou em minha barriga e começou a deferir vários socos por todo meu rosto. Após uma sequência de cinco seguidos ele se levanta, encarando-me com um sorriso malandro e satisfeito ao analizar meu estado.

ㅡ Vamos, playboyzinho de merda, talvez agora as coisas não sejam tão sem graça quanto antes. ㅡ O moreno provocou-me com um pequeno sorriso, jogando os fios negros para trás atravéz de um movimento com a cabeça. ㅡ Temos platéia, vai admitir a derrota tão fácil assim?

Levantei-me as preças, recuso a submeter-me a toda essa humilhação. Esse engomadinho vai ganhar o que merece, mesmo que por algum motivo meus poderes não o estejam afetando. Sou forte e tenho experiência o bastante para ganhar dele.

A nossa volta uma pequena multidão se formava, as apostas estavam sendo feitas. Esta noite está ficando interessante. Limpei os vestígios de sangue no canto de minha boca. O moreno parecia estar pronto, eu também estou. Acho que já podemos acabar com essa porcaria.

Decidi que eu quem daria primeiro passo. Corri na direção dele, que agarrou meus ombros e fez força contrária a minha. Seu rosto estava tão perto do meu que conseguia ouvir sua respiração, fiquei surpreso, ela não está nem um pouco acelerada. Mas o cheiro de álcool estava muito forte, o que incomodava-me de mais.

Continuei forçando-o até que o soltei de repente. O jovem se "jogou" na direção em que antes eu estava, aproveitei o momento vulnerável e o puxei pela camisa, onde virei-o para minha frente e o empurrei contra a parede. Segurei pela gola no pescoço com força e o levantei, com a mão livre dei um soco forte em sua boca. Uma linha de sangue percorreu a região até o queixo.

Talvez eu tenha me enganado. Toco o pescoço do moreno com a palma da mão, não me contento em encara-lo com uma expressão confusa. Mas que merda, eu perdi meus poderes ou o que? Eles não funcionam!

Fui pego de surpresa ao levar um chute na região das costelas, o que fez com que eu me recolhesse imediatamente. Sinnto-metonto pela falta de oxigênio, preciso da minha bombinha logo antes que piore.

ㅡ Eliot, corre!

A voz de Rael se sobressaiu as da multidão. O som das sirenes das viaturas aumentavam gradativamente enquanto se aproximavam. Alguém chamou a polícia, tenho certeza de que foi por causa dessa confusão toda aqui fora. O tumulto estava sendo desfeito rapidamente, quando percebi o moreno com quem eu estava lutando já havia desaparecido. Isso é o que eu devia fazer também.

Rael levantou-me, puxando meu braço e me guiando até minha moto. Antes de qualquer coisa, pego minha bombinha e a presciono por entre meus lábios. Pego minhas chaves e a ligo, o barulho do motor é sempre satisfatório para mim. Rael se sentou atrás de mim e agarrou-me firme, partimos o mais rápido possível antes que a polícia chegasse no local.

Ao chegarmos no apartamento e estarmos totalmente a sós, agradeço a deus por minha jaqueta estar em bom estado e ter sobrevivido à aquela bagunça.

ㅡ Eu não acredito nisso. ㅡ Disse Rael, surpreso com algo.

ㅡ Não acredita em que? ㅡ Pergunto, confuso.

ㅡ Fala sério! Você realmente não reconheceu aquele cara, Eliot?

ㅡ Eu deveria? ㅡ Continuo sem saber o porquê de ele estar assim.

ㅡ Caralho, você é muito tapado. ㅡ Disse, revirando os olhos. ㅡ Aquele era Kim Vance, dono daquela boate e de muitas outras! Ele estuda na mesma faculdade que nós, administração no curso da manhã.

ㅡ Eu nunca ouvi falar dele, Rael. ㅡ Digo sério, eu deveria saber?

ㅡ Fala sério! ㅡ Continuo insistindo.

ㅡ Podemos focar em um assunto mais importante? ㅡ Pergunto cansado, não quero mais ouvir sobre aquele homem. ㅡ Talvez sobre meus poderes?

ㅡ E o que têm eles? ㅡ Agora ele quem parecia confuso.

ㅡ É sério? Você não percebeu? ㅡ Digo, cansado. ㅡ Não prestou atenção em nada?

ㅡ Eu estava ocupado de mais ganhando nosso dinheiro. ㅡ Tentou se sobressair. ㅡ Vamos dividir amanhã.

ㅡ Ah, Rael... ㅡ Digo, soltando um suspiro no meio da frase e ignorando o que ele havia dito. ㅡ Eles não funcionaram naquele idiota...

ㅡ O que quer dizer com isso? Perdeu seus poderes? ㅡ Perguntou-me, preocupado.

ㅡ Eu não sei... ㅡ Repondo, abalado.

ㅡ Temos que avisar Arturo sobre isso, eu vou ligar para ele amanhã. Agora vamos descansar.

Depois do pequeno bate papo, tomamos nossos banhos e fomos cada um para seu quarto. Deitei em minha cama e liguei o ar condicionado, puxando um cobertor para cobrir meu corpo. Sinto que posso pegar no sono a qualquer momento.

Sendo sincero... Não ligo de perder meus poderes. Até há alguns anos atrás eles só me causavam problemas. Viver sem eles seria uma maravilha, metade dos meus problemas iriam desaparecer completamente. Meu irmão, Park Jisang, teria um motivo a menos para enxer meu saco.

Agora. Espero que o senhor arrogância não seja mais um problema, com certeza Arturo vai querer ir mais a fundo sobre isso. Não consigo parar de pensar nesse assunto, eu estava me acostumando e aprendendo a controlar aquela habilidade. Eu sinto que isso é culpa daquele tal de Vance.

Pelo menos consegui prestar uma mínima atenção na cor da camisa dele, com aquelas luzes vermelhas e azul seria realmente difícil adivinhar que cor era.

Era azul marinho...

Não combinou com a calça, que falta de bom gosto.. Teria ficado melhor em mim, pelo amor de deus.

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16 de Mayo de 2021 a las 16:46 0 Reporte Insertar Seguir historia
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