bucetinhadobyun 𝕤𝕞𝕚𝕝𝕖 𝕠𝕟 𝕞𝕪 𝕗𝕒𝕔𝕖 ⁹⁹

Dizem que beleza é através do que se vê, mas e quando não se pode enxergar? Beleza é relativa e Baekhyun está aí para provar a uma fera que essa frase é mais do que teoria.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 21 (adultos).

#yaoi #fluffy #chanbaek #exo #Bela-e-a-Fera #Beauty-And-The-Beast-ChanbaekAU #Baekhyun-BlindAU
2
2.8mil VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

E a Bela

Os dígitos de Baekhyun percorriam a tela, pincelando cada centímetro, graças a uma invenção de seu pai, conseguia sentir as vibrações das cores e das posições da tela, assim, enxergando sem de fato enxergar. Era apaixonado por pintura, sua mãe quando viva sempre as descrevia para si quando levava ele ao museu em Paris. Quando ela morreu, o mesmo tinha 14 anos e o pai decidiu dar felicidade ao filho, o incentivando a pintar, mas o mesmo não se achava capaz por não poder enxergar, então o pai criou um equipamento para auxiliá-lo. Desde então, não parou mais de pintar, um dia sequer. Além de pintar, amava ler, graças a um método revolucionário de um homem também cego chamado Louis Braille e que acabou se tornando amigo da família após uma das viagens do pai do Baekhyun. Enquanto pintava, ouviu batidas na porta e apenas se afastou da tela perguntando quem era, já imaginando que podia ser o seu pai, mas assim que a pessoa pareceu abrir a porta, sentiu o forte cheiro de suor e deduziu de imediato ser outro.

— Junmyeon, o que o trás aqui? — sabia exatamente o quê e por quê, mas era um rapaz educado.

— Vim trazer um presente. — respondeu sorrindo largo, o pequeno sequer precisava de muito para sentir o mesmo sorrindo e o encarando como se fosse alguém que precisasse ser protegido, algo próximo a pena.

— Uma das suas caças de novo? Agradeço, mas dispenso porque não apoio esse… Esporte? — sorriu e virou-se, mesmo com o olhar perdido e caído, parecia sempre um boneco de porcelana.

Chamava a atenção por sua beleza, sendo comparado a falecida mãe que antes era a moça mais cobiçada do vilarejo mesmo sendo casada com o não tão belo Gustav, e era mais por sua beleza que Junmyeon o queria, já que se achava tão belo que apenas alguém tão belo quanto chegaria a altura.

— É mais do que um esporte, é a prova de um homem de verdade. — por dentro quis rir, mas por hora apenas esboçou um pequeno sorriso, já sabendo que o rapaz flexionava os músculos e tentava posar como um homem incrível e robusto, mesmo sabendo que o outro não veria metade daquilo.

— Claro claro, agradeço a visita, mas quero terminar essa obra o quanto antes. — o maior parou o que fazia e o encarou. — Senão se importa, claro…

— Por que perder tempo com uma coisa dessas, se pode caminhar comigo, ou me ouvir caçar e sentir a pelugem de um belo cervo morto? — não sabia se queria rir de desespero, nervoso ou pena, então apenas suspirou.

O outro parecia revoltado, confuso, completamente perplexo. Pra ele leitura e pintura eram coisas fúteis, manias de cidade grande, e não de um vilarejo de pessoas de bem.

— Parece tão incrível e encantador, UAU, mas eu realmente preciso terminar isso Myeon. — fingiu sentir pesar colocando a mão no coração. — De verdade, obrigado pelo convite mas dispenso.

— Mas logo quando se casar comigo vai se ocupar com outros afazeres, como cuidar de mim, cuidar da casa… — sua voz tinha tanta certeza e esperança, que causou arrepios no menor que apenas gritou um “NÃO” internamente e permaneceu com o olhar perdido para não demonstrar seu surto interno.

— Tchau Junmyeon. — o empurrou para fora enquanto o mesmo tagarelava, e logo fechou a porta a trancando, bufando em seguida. — Ótimo, perdi o ânimo de pintar… — escorreu pela porta de madeira até o chão, deslizando os dígitos contando mentalmente cada ponto que o pai desenhou para ajudá-lo a medir a própria altura conforme crescia, sorrindo nostálgico. — Preciso de um passeio.

Montado no cavalo de seu pai, ele cavalgou até um campo ali mesmo, sentindo o vento em seu rosto, o cavalo era inteligente o bastante para saber guiá-lo quase que de forma autônoma, então em caso de perigo ou problema, ele pensava em um jeito de passar por ali sem prejudicar o menor montado em si. Gustav dizia que aquele cavalo parecia ter nascido para o seu filho, já que os dois tinham uma ligação de amizade e companheirismo desde que se viram a primeira vez. Sorriu largo e então desceu do equino, sentindo o aroma do campo invadir seu olfato.

— Ainda irei sair daqui, conhecer o mundo… — disse e respirou fundo, ao menos isso o acalmava e o deixava feliz.

— Filho? — ouviu a voz do pai e sorriu esperando o mesmo se aproximar, sequer sabia que ele estava ali. — Finalmente te achei, falei com o Junmyeon.

— Ah, ele insistiu para permitir que casassemos?

— Sabe como ele é, mas disse que depende apenas de você. — sorriu com a resposta, era bom saber que o pai respeitava sua decisão. — Precisarei sair para levar a minha invenção, volto em dois dias.

— Precisa que eu volte pra casa?

— De preferência sim, sei que sabe se cuidar, mas acho que o melhor é estar em casa até eu voltar, principalmente que Solar estará comigo. — pode ouvir o cavalo relinchar e sorriu fraco, o pai temia que ele se machucasse e não tivesse como pedir ajuda.

— Irei então, me dá uma carona? Depois vai pra onde precisa ir. — o pai sorriu e o ajudou a subir na charrete.

Por um lado estava triste de ter ido embora dali tão cedo, e de outro feliz por estar com o pai mais uma vez antes do mesmo partir, mesmo que fosse vê-lo logo mais na semana seguinte. Durante o caminho o pai explicou que iria para uma feira de inventores, e que infelizmente não poderia levá-lo porquê não teria tempo de estar com ele e o mesmo não conhecia a cidade grande. Seria perigoso. Abraçou o pai e desceu da charrete, logo ouvindo a voz de Junmyeon com o seu fiel escudeiro, revirou os olhos e seguiu andando tentando não chamar a atenção da dupla, mas acabou esbarrando em algo na pressa e quase caiu, mas não caiu por ter sido segurado a tempo por quem tanto evitou.

— Seu pai saiu não é? Eu deveria ficar. — sequer forçou um sorriso e apenas afastou-se.

— Agradeço pela ajuda, Myeon, mas não. — passou direto já conseguindo se orientar pelas pedras que tinham uma trilha até os degraus.

— Insisto. — ouviu atrás dele tentando tocá-lo, mas apressou o passo e foi até a porta.

— Vá embora Junmyeon. — disse e antes que o mesmo dissesse ou tentasse algo a mais, trancou a porta.

Seriam longos dois dias, porquê ele sabia que mesmo que o expulsasse, o mesmo continuaria em sua porta até que seu pai voltasse. Foi até a cozinha preparar um chá para si, tentaria pintar de novo mais tarde, talvez ler e depois dormir.

Passou-se uma semana e nada de Gustav aparecer, o pequeno preocupou-se e não perdeu tempo em procurá-lo na cidade, mas todos juraram não tê-lo visto, até mesmo Junmyeon o ajudou a procurar, mas sem resultados. Era certo que ele era considerado louco, mas isso não significava que era e menos ainda que era perigoso, então não faria mal a ninguém, mas a mísera possibilidade de terem feito mal a seu pai já o deixava nervoso. Todos o olhavam com pena e ele sabia, o pobre cego que tinha um pai louco e agora estava órfão e largado a própria sorte, mas que teria um pouco de chance na vida se casasse com Junmyeon, e ele não queria isso, não aceitaria ser prisioneiro dele. Esperou a noite cair e saiu a pé em busca do pai, ao menos conhecia parte do caminho até a floresta, apenas usando uma capa e usando de seus sentidos restantes, por um segundo amaldiçoou-se por ser cego, já que senão fosse poderia conseguir encontrá-lo mais rapidamente. Caminhou por um tempo já sentindo-se um pouco cansado, até que de repente ouviu passos de cavalo que logo pararam em sua frente, relinchando, nitidamente assustado.

— Solar, o que aconteceu? — tocou em sua face e acariciou tentando acalmá-lo. — Onde está o meu pai? — o cavalo mesmo assustado pareceu se sensibilizar, e por não poder falar, decidiu guiá-lo para ao menos parte do destino.

Subiu no mesmo sem rédeas e segurou firmemente em sua crina, deixando que o animal o guiasse por entre as árvores e o caminho precário, já podendo ouvir a presença de lobos os perseguindo. O cavalo correu como nunca, mas acabou parando ao ser encurralado, mas manteve-se firme o tempo todo, tentando defender seu dono que ainda estava sobre si.

— SAIAM DAQUI. — gritou e desceu do cavalo, encontrando no chão um galho e o movendo para espantá-los.

Não adiantou e eles tentaram avançar, mas Solar deu um coice e uma luta se iniciou ali, quando tentaram atacar o pequeno, o cavalo relinchou e essa foi a deixa para que o mesmo corresse, mesmo sem saber exatamente para onde. Doía em si deixá-lo ali, mas se conheciam tempo suficiente para ele saber quando era a hora de partir, o amigo estava lutando para salvá-lo e ele não poderia deixar essa oportunidade passar, não o deixaria se sacrificar em vão. Escorreu em um barranco e saiu rolando, tentando não entrar em pânico, até acabar batendo em uma grade. Os lobos uivaram e pareciam não querer desistir da presa, já que foram atrás de si, mas antes que o pegassem, o portão se abriu e ele caiu para dentro. O coração acelerado e a adrenalina percorrendo o seu corpo, ele apenas correu quando conseguiu se levantar, torcendo não cair, escorregar ou esbarrar em mais nada. Parou de correr quando parou de ouvir os lobos e deparou-se com uma escadaria, subindo cada degrau ainda tentando se localizar, torcendo que o pai estivesse por ali. Chegou até uma porta e a mesma se abriu para ele, não hesitou em entrar e chamar pelo pai.

— Por aqui. — disse uma voz misteriosa ao longe.

— Quem é você?

— Sou o Sehun, está procurando o Gustav?

— Sim, estou, ele é o meu pai. — respondeu indo na direção da voz, até ouvir o som metálico de algo pulando para perto.

— Siga-me, meu rapaz. — assentiu e tentou tocá-lo, já que a voz parecia estar em sua frente, mas deparou-se com o vazio. — Estou aqui embaixo. — disse cutucando o pé do rapaz que sentiu-se confuso e abaixou-se, a beleza dele encantou o lustre a frente que ficou em silêncio o admirando.

Notou então que o mesmo era cego, assim como o prisioneiro tinha dito e muito bonito.

— O que é você?

— Um empregado do castelo, ma chérie. — disse sorrindo. — Consegue se guiar pelo som do meu saltar?

— Sim, desde que esteja perto, já que é pequeno.

— SEHUN, ONDE VOCÊ ESTÁ? — uma outra voz surgiu claramente irritada.

— Ele é mais barulhento, e falante, Kyungsoo. — riu ainda sem sair do lugar, e o rapaz sorriu curioso. — ESTOU AQUI, SOO.

— MAS O… — ficou em silêncio encarando o rapaz desconhecido e a luminária. — O QUE ACHA QUE É AQUI SEHUN, UMA COLÔNIA DE FÉRIAS?

— Esse é o filho do prisioneiro, não é uma sorte ele ter aparecido agora? Justo quando o pai está tão doente…

— Meu pai está doente? Eu preciso vê-lo, agora!

— O ÚNICO QUE DÁ AS ORDENS AQUI É O NOSSO SENHOR E NÃO VOCÊ, MAS ORA QUE AUDÁCIA.

— Vamos fazer esse favor Kyungsoo, deixe de ser rabugento. — virou-se para o rapaz.

— Seja breve, hum? Se o nosso senhor souber que tem outro estranho aqui, estamos todos fritos!! — disse para o rapaz que assentiu, sua única preocupação era seu pai.

Baekhyun perguntou sobre como o pai foi parar ali e que lugar era aquele, quem era o tal senhor e por que eram tão pequenos, se eram alguma invenção, mas logo tudo foi explicado durante o caminho, até mesmo sobre o senhor deles ser uma fera. Ele nunca acreditou em magia, apenas em ciência, mas na situação atual estava aberto a novas possibilidades de vida, mas isso era de menos, seu foco era apenas seu pai. Chegaram a masmorra e logo pai e filho se encontraram, separados por uma pesada porta de madeira.

— Pai…

— Eu estou bem filho, vá embora antes que ele chegue. — disse segurando nas mãos do filho pela pequena grade que havia ali embaixo.

— Quem?

E antes que o pai respondesse, um rugido foi ouvido por toda a masmorra, o pequeno arrepiou e virou-se ainda sem soltar as mãos do pai, com medo que o perdesse outra vez.

— Por que prendeu o meu pai? — perguntou sem rodeios, ouvindo os passos pesados daquele que estava a poucos centímetros escondendo-se nas sombras.

— Porquê ele cometeu um crime!

— Vou ficar no lugar dele.

— Não filho…

— ESTÁ LOUCO? — rosnou e o pequeno manteve a cabeça erguida, encarando mesmo sem o fazer.

— Apenas quero que meu pai não sofra aqui, ele já está velho e eu tenho mais idade… Independente do crime, eu o pagarei.

— É um tolo. — riu descrente e o menor crispou os lábios.

— Se ser tolo é amar o meu pai que me criou e amou, e me sacrificar por ele, então sou. — soltou as mãos do pai e ergueu os pulsos. — Por favor, o deixe ir.

— Certo, se é o que quer. — empurrou o pequeno para longe da porta, e em seguida arrancou o idoso da cela, colocando o menor ali. — E VOCÊ, SUMA ANTES QUE EU MUDE DE IDEIA. — o idoso chorou e o filho também, enquanto o mais velho corria atrapalhado.

Nenhuma outra palavra foi dita, até o maior notar que o mesmo pouco se importava com a pouca luz, e em momento algum mostrou-se espantado com a sua aparência, suspirou e perguntou calmamente:

— Não consegue enxergar?

— Sim, é um problema pra você? — ele sorriu mesmo sem perceber.

— Não, então não sabe como sou.

— Só sei que é grande, e imita muito bem um animal. — aquilo o fez rir, enquanto o menor encarava a porta confuso. — Qual a graça?

— Eu não imito, sou um. — o menor ficou quieto, não acreditava.

— Então você é o louco. — o maior riu surpreso, talvez fosse melhor ele não ver sua aparência mesmo.

— Tem muita coisa que não sabe. — saiu e o deixou sozinho, ainda rindo daquilo tudo.

Sehun esperou o mestre sair e pulou até a cela, a abrindo.

— Sehun?

— Sou eu, vejo que conheceu meu mestre. — sorriu e o menor serio concordou com a cabeça. — Peço que tenha paciência, ele não é uma pessoa ruim, só tem um temperamento dificil.

— E pessoas boas prendem idosos? — a luminária suspirou.

— Irei falar com ele, hum?

— Não precisa, estou bem aqui. — a luminária negou com a cabeça.

— Não está, ninguém estaria se estivesse preso aqui. — aproximou-se mais. — Admiro sua atitude nobre, então faço questão de ao menos convencer meu mestre a te deixar em um quarto melhor.

— Por que sinto que há mais do que está me dizendo, Sehun? — ele riu e decidiu confessar.

— Me pegou, ma chérie, eu acredito que você possa me libertar. — o menor semicerrou os olhos confuso. — E aos demais empregados, o meu mestre.

— Espera… Tudo o que me contou era verdade?

— E por que eu mentiria? — o pequeno sequer sabia o que pensar naquele momento. — Posso ser cego, mas não significa que vou me apaixonar por qualquer um, seria grato em te ajudar por ter me ajudado, mas isso é impossível.

— Tente, por favor… Quem sabe se conseguir isso não verá seu pai novamente? — suspirou e abraçou as próprias pernas.

— Não prometo nada, mas posso tentar.

— Serei eternamente grato. — beijou as costas da mão do pequeno e saiu saltitando atrás do mestre.

Ele nunca se apaixonou antes, por que agora iria e logo por quem aprisionou o seu pai e agora a ele? Aquela luminária estava completamente louca, e pensar que não imaginou que encontraria alguém pior que o Junmyeon.

Adormecido no chão, despertou com Sehun o chamando para acompanhá-lo, e assim o fez até o quarto em que ficaria, que era lindo e com cheiro agradável. Assustou-se com o guarda-roupa que repentinamente acordou e pensou que ele seria quem o libertaria, graças ao fofoqueiro do Sehun, mas ele apenas se conteve e sorriu querendo ficar em seu canto.

30 de Agosto de 2020 a las 23:28 0 Reporte Insertar Seguir historia
2
Leer el siguiente capítulo O verdadeiro prisioneiro

Comenta algo

Publica!
No hay comentarios aún. ¡Conviértete en el primero en decir algo!
~

¿Estás disfrutando la lectura?

¡Hey! Todavía hay 4 otros capítulos en esta historia.
Para seguir leyendo, por favor regístrate o inicia sesión. ¡Gratis!

Ingresa con Facebook Ingresa con Twitter

o usa la forma tradicional de iniciar sesión