ayzu-saki Ayzu Saki

Um psiquiatra forense procurando vingança Um garoto com um passado traumático que é amigo dos mortos E um assassino procurando seu último ato. O bem, o mal e o homem entre o bem e o mal.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

#sobrenatural #suspense #crime #terror #fantasmas #mistério #policial #naruto #violência #itanaru #serial-killer #abuso-infantil
6
4.9mil VISITAS
En progreso
tiempo de lectura
AA Compartir

Prefácio - 3:30

Um sentimento que era um misto de horror e remorso;

mas não passou de um sentimento superficial e equívoco,

pois minha alma permaneceu impassível.


Edgar Allan Poe



ELE CORRIA PELA FLORESTA ESCURA, PISANDO EM FOLHAS SECAS ENQUANTO UMA NÉVOA LEITOSA COBRIA SUA VISÃO. Apenas a voz o guiava, os gritos distantes e desesperados:

Nii-San! Me ajude!

Ouviu a exclamação dolorosa e aumentou o passo, caindo, erguendo-se com as mãos esfoladas. Seu irmão precisava de ajuda, tinha que conseguir alcançá-lo.

—Não!

O grito estava mais perto, podia ouvi-lo, mas nada via.

— Sasuke! — gritou com todo o fôlego que possuía.

A resposta foi um grito mais desesperado.

Nii- San! Nii-San!

Mais um grito de dor.

Correu mais desesperado. Os gritos foram diminuindo, ficando mais baixos. Alcançou uma clareira e parou de forma abrupta ao sentir a água em seus pés.

Era um rio.

— Sasuke!

Ouviu o choro baixo do irmão. Vinha do outro lado, tinha certeza.

— Por favor, faça parar. Pare. PARE! ITACHI!

Entrou no rio em desespero e começou a nadar para a outra margem, em direção onde sabia que Sasuke estaria. Tinha que alcançar seu irmão.

— Sasuke! Aguente!

Ele ia acabar com quem estava machucando-o.

Tudo aconteceu muito rápido.

Estava perto da margem quando foi abruptamente puxado para o fundo. Lutou para subir, sufocando com a água escura ao seu redor. Sentiu a mão fria em sua perna, o arrastando. Mesmo com toda a água, ouvia ainda os gritos de Sasuke em sua cabeça.

Nii- San, por favor... Me ajude-

Lutou contra as mãos em sua perna. Sentiu-as o largar e se preparou para subir quando encontrou os olhos negros dentro da água, bem perto de sua face.

— Me ajude- — a água começou a ficar vermelha de sangue e sentiu a mão gelada que estivera em sua perna tocar sua bochecha.

Foi quando finalmente reconheceu o corpo na água: Era Sasuke.

...............................................................................................................................

Itachi acordou de supetão suado e arfando. Sentiu como se a escuridão do quarto estivesse prestes a engoli-lo e demorou instantes para lembrar onde estava e quem era, ainda dentro da atmosfera sufocante de seu pesadelo. Passou a mão nos cabelos longos e úmidos, tentando controlar a respiração e a dor em seu peito. Olhou para o celular, que buscou apalpando as cobertas. Estava ao lado da sua arma.

A luz da tela o cegou de forma momentânea e piscou as lágrimas, causadas pela luminosidade ou pelo pesadelo.

Eram 3:30 da manhã.

Tentava entender isso: sempre o mesmo pesadelo e sempre despertando no mesmo horário. Há cinco anos essa era a sua rotina. Itachi acordava sempre nesse mesmo tempo, todas as madrugadas. Mesmo quando não tinha o pesadelo, erguia-se de supetão e sufocando sem ar.

Segundo o legista aquele fora o horário aproximado da morte de Sasuke.

Ergueu-se da cama do hotel e foi até a bolsa que largara no canto, procurando o remédio. O tomava desde que começaram as arritmias cárdicas. E aqueles pesadelos só pioravam a sua situação de saúde.

Buscou a água e tomou o comprimido, recostando a cabeça e os braços na parede fria, tentando respirar e acalmar o coração. Os pesadelos haviam parado há um ano, mas agora retornavam com todo o vigor, cheios de detalhes gerados por sua mente criativa. Até mesmo a voz de seu irmão, era igual como sempre lembrava.

Esmurrou a parede, querendo chorar.

— Droga, Sasuke!

Foi interrompido pelo toque de seu celular. Voltou a cama e atendeu. Sabia quem era antes mesmo de ver o nome da chama. Era a única pessoa que sabia que ele estaria acordado naquele horário.

— Fala, Kurenai.

A voz que o respondeu era sonolenta.

— Tomou o remédio?

— Sim. — respondeu baixo, ainda respirando com dificuldade.

Ouviu um suspiro.

Você sabe o que eu penso sobre tudo isso Itachi. Os pesadelos voltaram não foi? Eu sabia que você voltar para Konoha não seria uma boa ideia.

Ele riu sem humor, sentando-se na cama e olhando pela janela para as luzes da cidade que começavam a apagar.

A sua cidade natal, que não via há cinco anos.

— Eu sou psiquiatra, Kurenai. O que diria a meus pacientes se não pudesse enfrentar meus medos? — zombou e ouviu a respiração exasperada do outro lado.

— Nem todos reagem da mesma forma aos traumas, você sabe bem disso. Já sabe onde vai ficar?

— Na casa dos meus pais, a antiga. Se nenhum parente indesejado houver tomado posse. — falou com desgosto.

— Boa sorte nisso. Mas chegou bem mesmo, não é?

— Claro, mãe. – Zombou.

Kurenai era a única pessoa que fazia-o ser livre para fazer uma piada diante daquela situação. Era uma das únicas pessoas que lhe restavam no mundo e que podia entender o que sentia. Ela conhecia todos os seus monstros.

Talvez porque os monstros de ambos fossem tão parecidos.

— Certo Vou dormir então. Me liga qualquer coisa, Sinatra.

Bufou com o velho apelido, mas só ouviu a risada sonolenta e a linha muda antes que pudesse xingá-la.

Ficou olhando para a luz do celular de forma silenciosa, seu coração já no ritmo normal.

Kurenai sabia bem manipulá-lo quando ele tinha os pesadelos, mas no fundo, tudo o que o atormentava continuava ali, dentro de si. Como uma semente que germinava na escuridão e apenas crescia, ameaçando engoli-lo.

Afinal, seu irmãozinho, que ele havia cuidado quando os pais morreram, sua família, havia sido cruelmente assassinado. E a culpa era sua.

A culpa e o arrependimento faziam parte daquela semente que germinava.

Se houvesse sido mais forte, mais rápido. Menos cego. Se houvesse o ouvido, quando ele mais precisou-

Fechou os olhos, caindo na cama.

— Eu sinto muito... — murmurou. — Me perdoe, me perdoe- — repetiu o mantra como sempre fazia.

Por não ter estado lá quando ele gritou por ajuda, por não o ter protegido como havia prometido a vida inteira.

Por não ter pegado o desgraçado que fizera aquela atrocidade.

E como sempre, quando voltava a adormecer, quase podia senti-lo ali, perto novamente. Quase podia acreditar que tudo fora realmente um pesadelo e que seu irmão ainda estava ao seu lado.

E não que sobrevivia dia após dia apenas de arrependimentos, amarguras e dor.

........................

1. Nii-san: irmão mais velho.

2. Sinatra: refere-se ao músico Frank Sinatra.

Edit (24-04-2020): Então, eis a versão editada de névoa. O que podem esperar dela? Primeiro estou revisando a fluidez do texto e erros gramaticais, mas também as atitudes e personalidade de alguns dos personagens. O final da história não será alterada, mas acho essas mudanças necessárias e algumas delas são bem evidentes, principalmente em relação a Itachi e o relacionamento dele com o Naruto, que acho que precisa melhorar e muito. Outra coisa é que haverá partes extras e outras, que acho desnecessárias, serão removidas. Bruma será incorporada aqui também, não sendo mais uma história em separado. O passado de alguns personagens será mais explorado.

Por enquanto ela será repostada apenas no wattpad e postada no inkspired, mas quando terminar tudo retiro ela do privado, já com as modificações, nas outras plataformas.

Por enquanto é isso, se lembrar mais volto aqui. Boa leitura!

20 de Agosto de 2020 a las 23:51 0 Reporte Insertar Seguir historia
1
Leer el siguiente capítulo Capítulo I - Distrito Uchiha

Comenta algo

Publica!
No hay comentarios aún. ¡Conviértete en el primero en decir algo!
~

¿Estás disfrutando la lectura?

¡Hey! Todavía hay 13 otros capítulos en esta historia.
Para seguir leyendo, por favor regístrate o inicia sesión. ¡Gratis!

Ingresa con Facebook Ingresa con Twitter

o usa la forma tradicional de iniciar sesión