Boneca de Luxo Seguir blog

misterlolla Lolla S. Por conta de uma dívida, um mafioso passou a chantagear Lily; uma mulher que vive por sua mãe e trabalho. Para fugir do mesmo, ela aceita a oferta sexual de Harry. Seu chefe. Ela só não sabia que Harry, era meio-irmão de seu chantagista.
Historia No Verificada

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Capítulo III

"Ainda bem que me fizeram com atitude, por mim, por você e por nós."

Andressa Escobar


Era noite.
Eu tinha a chave da empresa, eu só tinha uma coisa a fazer ainda hoje.

***

-Senhorita Collins, pode vir um minuto na minha sala, por favor.
Harry chamou a mim quando viu eu chegar um pouco atrasada na empresa. Provavelmente por ter chorado a noite inteira na minha casa ontem?

Dizendo para ir até sua sala pessoalmente, parado na porta a me encarar com seriedade, engoli seco. Fui até lá devagar, com meus pés quase a rastejar pelo chão, os outros funcionários nem sequer me encararam, nem por meio segundo. Mas para mim, todos olhavam.

Oh céus.

Fechei a porta da sala de Styles ao chegar no local pedido, respirei fundo antes de o fitar com atenção.

-Sim?
Questionei perguntativa, já sabendo do que se tratava.

-Entrou na minha sala ontem a noite?
Estava sentado na sua cadeira, largado com as costas inclinadas, com seus olhos a me observar cada movimento. Engoli seco.
Tremi meus lábios antes de falar, na esperança de que o outro me parasse e falasse por cima como sempre fazia.

-Sim...

-Ótima garota. Inteligente. -Ele riu debochado, com seus olhos quase fechados, logo em seguida a parar e me observar como um gato. O vi se erguendo e vindo até mim. -Por que assinou?

Travei minha língua quando o vi ir para a porta da sala e travar a mesma. Congelei sem saber o que responder, então com meus dedos tremendo e minha mente em branco, levantei minha face e respondi olhando para a janela aberta do mesmo.

-Preciso do dinheiro.
Disse pausadamente, mexendo minhas mãos na intenção de aliviar toda aquela pressão dos meus músculos. Mas ele veio. Encostou a mim, de costas, apertando meus ombros e sussurrando.

-Resposta errada.

-Qual a resposta então? -Perguntei, quando já tive coragem o suficiente para falar e sentir o que ele de fato fazia . Na verdade, ele não fazia nada, apenas a aproximação que Harry estava de mim já me começava a causar pressão.

-Você vai descobrir sozinha, Srta. Collins.
Ele beijou meu pescoço, empurrando meus fios escuros para o lado, roçando a ponta de seu nariz fino sobre minha pele pálida. Abaixei a cabeça e fechei os olhos por conta do arrepio momentâneo.

Sua mão esquerda arrastou os dedos lentamente do meu pulso até meu ombro, passando a mão em seguida.
E soltou-me. Fiquei parada, fora automático olhar ele ele em seguida para saber o que iria fazer para ter me largado neste momento.

-Teremos um jantar hoje, as nove. Por isso você está dispensada hoje para se aprontar.
Falou se afastando de mim, virando para a porta e encarando o quadro vermelho que tinha ao lado da saída de sua sala.
Então não me sosseguei até conseguir forças para perguntar.

-E sobre o que seria? -Questionei meu chefe, que se pôs a soltar um riso nasal em seguida. Ah sim, agora sabia do que se tratava.

-Você.
Respondeu unicamente a me fitar com suas orbes brilhando sobre mim. Engoli seco e logo pôs a encarar o quadro novamente.

Estava a passar ao seu lado indo diretamente para a porta, e antes que eu pudesse encostar na maçaneta na esperança de sair daquele lugar. Meu chefe se pôs a segura-la na minha frente. Sorriu.

-Não se atrase. -Fora a única coisa que disse antes de me tomar os lábios sem perguntar antes a mim. Não tive ação de primeira, meus olhos arregalaram e minhas pernas enfraqueceram, meu peito não cabia de vergonha. Não soube o que fazer de início, mas Harry então não ficou parado e logo passou a beijar com atrevimento, ele queria mesmo era poder me tirar o fôlego.

Não estava sendo nem um pouco calmo, nem gentil.

Quando os soltou, senti minha boca inchar e seus olhos quase se fechando, encarando a mim com fome. Olhei para o lado, querendo fugir dali. Estava sendo vergonhoso demais ter que encarar Styles, meus chefe, depois dele me beijar com volúpia.
Senti um meio sorriso vindo do outro, mas fiz questão de não o olhar. Arrumei uma mecha de meu cabelo, colocando-a atrás de minha orelha. Estava sem ar.

Harry abriu a porta e me deixou sair, antes de fechar sem olhar para lugar algum. Seus outros funcionários me encararam, fiz questão de fingir desprezo, cara de nojo... Eu tinha medo de que descobrissem, minha vida estaria arruinada se isso acontecesse.
Na mesma hora que fazia a feição, um de seus sócios chegará. Niall Horan, ele era o braço direito de Harry, pelo que sei eles sempre foram amigos desde a adolescência. Harry confiava muito nele, era visível, e isso me deixava tensa.

Niall sorriu para mim quando me viu e perguntou se estava tudo bem, claro,disse que sim. Mas sabia que logo Styles haveria de contar para o amigo o que estava ocorrendo, certamente Niall o conhecia melhor do que a própria mãe.

Saí de sua empresa e lembrei que teria de encontrar o chantagista, já o vi antes, ele já fora em minha casa. Mas era estranho, não sabia o que ele queria com isso, já que ele mesmo que propôs esse "encontro" entre nós. Eu simplesmente poderia ligar para um de seus números e dizer que pagaria a divida final de mês, já que eu havia assinado aquele lixo de contrato.

Abri meu celular a procura do endereço que o homem havia me mandado, neguei em adicionar seu telefone a minha lista, nunca o faria, mas não podia negar que ele me mandava repetitivas mensagens. Entrei em um ônibus quando descobri o endereço e fui para o local indicado.

Quando cheguei ao local indicado, pensei que ele me mandaria para aqueles becos que estão cheios de seguranças musculosos e com cara amarrada, mas, não. Estava em um local público, uma cafeteria aberta, o que me deixou menos apreensiva. Talvez ele só quisesse mesmo conversar e colocar as coisas no lugar.
Cheguei mais próxima ao local para ver se o encontrava.

-Collins? -Ouvi uma voz me chamar. Familiar.

Era o homem que estava esse tempo todo a me ligar, ir em minha casa, me mandar e-mails, mensagens... Como não percebi o quão bonito ele era antes?

Virei a ele e senti um selar sobre as costas de minha mão, arqueei minhas sobrancelhas. E ele sorriu.

-Prazer, Zayn Malik.

28 de Abril de 2019 a las 16:13 0 Reporte Insertar 0
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Capítulo II

"Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e voltar sempre inteira."

Cecília Meireles


-O senhor pode me explicar que palhaçada é essa?! -Disse berrando. Minhas veias eatavam saltadas e minhas sobrancelhas franzidas por pela ira contida desde ontem a noite ao ler estes papéis.

O mesmo nem se estressou por ter gritado, eu podia ver sua face transparecendo calma, com os olhos antes a encarar a tela do computador, agora; me fitavam vagarosamente.

-Perdão?

Fechei a porta de seu escritório com força, espalmando sobre a mesma, indo em sua direção, lançado os papéis sobre sua mesa de vidro. Irritada.

-Como ousa ser tão arrogante e tarado assim! Isso é algum tipo de brincadeira?! -Disse um pouco mais baixo, sabia que causar uma comoção envolvendo os outros funcionários só pioraria tudo.

-Não fui claro o bastante? Deixe eu dar uma folheada nisso novamente... -O sossego de Styles estava me matando, eu não conseguia distinguir mais nada naquela situação, no início, imaginei ser alguma piada ou algo do tipo... Mas Harry não era de fazer piadas, ainda mais nesse nível de babaquice.

-Espera... -Chamei sua atenção de volta. -Isso é sério?!

-Mas é claro que sim! Acha mesmo que faria piada sobre isso? -Oh céus, Harry Styles estava realmente falando sério.
Coloquei minhas mãos na cabeça e dei dois passinhos para trás, incrédula com o que estava acontecendo ali.

Meu chefe, simplesmente queria que eu fosse sua prostituta de luxo!

-Não, eu não acredito que você teve a audácia de... De... Criar um contrato para que eu transa-se com você! Como se isso fosse normal! -Esbravejei. Apontava o dedo para si conforme discutia com meu próprio chefe.

E fora ver o sorriso sacana de Harry que eu logo descobri a verdadeira face daquele imundo.
Suas palavras começaram a voar contra mim, como balas sendo atiradas de uma 38 silenciosa.

-Não entendo, Srta. Collins. -Se levantou da cadeira devagar, me encarando sempre. -Eu disse que você era a melhor, e é. De todas, você é inteligente; sabe se vestir; sabe se portar diante um empresário e é sexy.

Eu perdi a fala durante suas palavras. Meus olhos se arregalaram por dois segundos, minha língua travou o tempo todo que o ouvia. O observava trocar de expressão rapidamente, me encarando de cima a baixo, com seus lábios entre abertos e seu perfume europeu a exalar fortemente.

O mesmo deu a volta na mesa, se aproximando de mim, enquanto apenas caminhava para trás; numa vontade de fugir de seu joguinho.
Até eu mesma bater contra a parede, sua mão ficou estacionada em meu ombro direito, travando a única passagem que eu tinha de sair dali.

-Você, Srta. Collins é única. -Sussurrou próximo a mim vendo o quanto eu tentara fugir de si. Um sorriso amarelo surgiu em seguida, na face de Styles é claro.

-Não sou uma prostituta, Sr. Styles. - disse por fim, colocando um ponto final em tudo o que ele havia dito anteriormente. Senti que ele havia engolido seco, sua expressão ficou séria imediatamente, como sempre fora. Se afastou de mim e pegou o contrato novamente.

-Minha decisão está tomada, não vou aceitar esse tipo de--

Ele cortou o que dizia...

-20.000... Te dou 20.000 mil dólares por mês. -Gelei. O que ele estava dizendo? Era tão louco a ponto de... Será? Harry não precisava pagar para as mulheres irem pra cama com ele... Mas eu mesma não iria, não dessa forma.

-O que está dizendo? -O questionei, vendo ele folhear as páginas dos papéis anteriores, retirando a última página e a entregando para mim.
Meu rosto dizia; choque. Enquanto o dele carregava calmaria, sério.

-Não seja tímida. Eu sei que precisa do dinheiro, ouvi sua conversa no telefone, está endividada Collins.

Ri de si mesmo,e ele estranhou. Ergueu as sobrancelhas e colocou o papel sobre a mesa de vidro.

-Por todo o dinheiro no mundo, Sr. Styles, eu nunca o faria! -Esbravejei contra meu chefe e dei passos para trás, chegando a porta para fora de sua sala. Ouvido uma frase antes.

-Você sabe, pode mudar de decisão a hora que quiser, Collins.

Soltei um sorriso nasal e dei uma pausa para o encarar antes de sair de sua sala, enfurecida pela sua safadeza.

Batendo o pé, segui para o banco mais próximo da primeira praça que vi na cidade. Derramei algumas lágrimas de ódio naquele instante, mas, quando percebi o que fazia, as limpei antes que escorre-se para meu queixo.

Olhei para os céus respirando fundo e lembrando de tudo que acabara de passar com meu próprio chefe. Meu peito ardia de ódio, numa mistura de vergonha e medo. Ódio por ele; vergonha pelo pedido e medo; por perder meu emprego.
A verdade era que eu precisava colocar dinheiro na minha casa,pagar as contas, comprar comida. Minha mãe nunca trabalhou de carteira na vida, como faríamos?

Meu celular começara a tocar.

Alô? -Atendi, engolindo o choro.

Collins?

Ela mesma. -Percebi que ficava sério quando o homem havia me chamado pelo sobrenome, talvez uma cobrança de cartão de crédito ou chip de telefone.

-Já conseguiu o dinheiro? Pois eu não quero criar problemas com sua família, Collins. Então seria melhor ir adiantando a grana.
Essa não. Esse homem me ligou duas vezes hoje e tenho certeza que nos outros dias também. Respondi qualquer coisa para ele, estava atordoada por Styles e logo agora esse senhor me liga falando de dívida!
O respondi e desliguei enquanto o mesmo falava. Deixei no silencioso apenas para não escutar o telefone tocar novamente, estava surtando.

Então parei para pensar...

Minha mãe não tinha onde morar direito, estávamos em uma situação difícil. O que eu ganhava mal dava para guardar pra essa dívida que meu pai deixou como herança para mim. Estamos devendo mais de vinte mil dólares! E Harry estava me dando problemas tanto pessoais quanto no trabalho!
O que vou fazer!?

Eu não podia aceitar... Séria só um mês até ganhar o dinheiro que ele me ofereceram, mas eu não iria aceitar! Não sou uma mulher que se vende para um homem estúpida que pensa que dinheiro compra tudo!

Mas minha mãe precisa do dinheiro...
Esse chantagista vive indo atrás dela para cobrar ela, e a mim, recebi e-mails; cartas; ? mensagens e ligações. Sem contar com as vezes que ele mesmo aparecerá em casa!

Eu me odeio por isso!

26 de Abril de 2019 a las 09:16 0 Reporte Insertar 0
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Capítulo I

"Ajusto-me a mim, não ao mundo."

Anaïs Nin


Chegando a porta do homem, Lily deu duas batidinhas com as costas de sua mão e adentrou a sala do mesmo.

Durante dois segundos a garota fitou seu chefe, antes de olhar para janela ao lembrar que o mesmo não gostava que não o encarasse.

Suas íris âmbar cheias de luxúria a encaravam com desdém. Engoliu seco, e ele revirou os olhos.

-O senhor me chamou...?

-Chamei. -Harry dava pausas enquanto falava, levantou seu corpo da cadeira de couro rotativa e encarou a tela do notebook branco. -Pelo o que eu vi, você é a melhor. Nossa empresa teve um lucro maior desde que você foi contratada, a senhorita se destacou entre muitos.

A voz grave de Styles ecoava sobre a mente da mulher, ela o viu sair de trás da escrivaninha de vidro e continuar a falar conforme andava ao seu redor.

-E então? -Perguntou rápida, num modo de saciar sua curiosidade do porquê Harry a havia chamado até ali. Se fosse a promover ele faria isso com rapidez, mais ainda se a fosse demitir.
E nem ao menos usaria os elogios que estava a usar naquele momento.

-Sei o quanto a senhorita é capaz disso... Tenho uma oferta irrecusável Srta. Collins.

-O que seria? -Perguntara mais uma vez, incógnita, o viu se dirigir até seu lado; com seu corpo encostando ao seu, a mão esquerda de seu chefe correu sobre a mesa de vidro escorregando pela cintura da mesma. Lily engoliu seco tudo aquilo, levantou o rosto antes de piscar umas três vezes rapidamente.

O viu tirar de cima da mesa um envelope comprido, no qual dentro tinha vários papéis, quando Styles os tirou do envelope a mesma viu a quantia de folhas ali, no máximo dez páginas, todas grampeadas.

-Este é seu contrato. Terá que o ler cuidadosamente para se lembrar de cada função exigida aqui. Mas só o faça ao chegar em sua casa, não quero que mexa nisso dentro de nossa empresa. -O outro explicou enquanto saia de perto da moça, colocando os papéis de volta ao envelope e se sentando na cadeira de couro de antes.

-Estou sendo promovida?

-Pode se dizer que sim. -Um meio sorriso surgiu diante a face de Styles. -E bem, quanto ao pagamento, podemos conversar amanhã. Traga sua resposta amanhã, Srta. Collins.

Collins asentiu com a cabeça, virando-se para ir embora da sala de seu chefe, segurando a maçaneta com uma mão, pois a outra segurava o envelope.

Mas, mais uma vez Harry a chamou.

-E lembre-se: tem que ter certeza disso.
E esta fora a última coisa que ouviu do homem.

O que Lily não entendia o porquê dele estar tão preocupado assim. Se estava apenas colocando mais funções em seu contrato, porquê a preocupação de todos verem? Ou então, não teria necessidade da grande certeza assim, era apenas um contrato anual! Assim como todos os outros. Mas se era um contrato anual, deveria ter vindo em janeiro; mês no qual ela fora contratada. E não em março.

Com aquilo na cabeça, Lily mal consegui resolver as situações diárias da empresa. Fitando o computador, Collins tentava ao máximo se manter fixa à tela do notebook.
E quando pareceu que a mulher finalmente conseguiu prestar atenção no que fazia, seu celular passou a tocar.

-Alô? - Questionou a garota para o outro lado da linha.

Um chiado era audível em sua ligação. O ruído estava misturado com uma voz masculina; pesada e grossa. Lily tentava ao máximo adivinhar quem era. Pensou que fosse até Liam Payne; namorado fazendo uma dessas brincadeiras sem graça, mas descartou a possibilidade rapidamente. Finalizou a ligação no momento que o chiado parou, irritada.

Bufou alto, e olhou para cima. Pensativa sobre a proposta de Harry.

***
O

local era iluminado fracamente, com uma decoração amarelada e branca, simples com orquídeas falsas nas janelas.

Sentada numa mesa de lanchonete; estava Collins. A sua frente podia se ver o namorado da mesma.

-Liam, eu te expliquei. Estou com uma dúvida pesada, não vamos conseguir pagar as despesas de um casamento. -A morena explicava ao namorado o quanto estava difícil noivar nesta época de sua vida.
Mas o outro não entendia.

-Posso conseguir um empréstimo, Lily! Não importa o que eu tenha que fazer... Eu só quero casar com a mulher que eu amo. -Se declarava, olhando dentro das orbes da garota. Na mesma hora a moça enrubesceu e sorriu, segurou uma das mãos de Payne antes de falar mais uma vez.

-Eu sei, querido. Mas eu realmente quero sair dessa primeiro, assim podemos fazer nosso casamento com calma. Detalhe por detalhe.

O homem consentiu, sorrindo lentamente logo em seguida. Segurando o rosto da garota antes de beijá-la. Um beijo terno, com amor e carinho vindo dele.

Mas, Lily estava mesmo receosa por casar. Ela não queria casar tão cedo, e nem tão jovem assim.

Mas ela e Payne se amavam...

***

-Okay. Vamos ver o que o mimado preparou pra mim...
A mulher estava agora em sua casa, era tarde. Umas nove horas da noite.
Retirava o envelope de dentro de sua bolsa, o abrindo e puxando as folhas para fora.

A primeira folha estava em branco, certamente par que ninguém pudesse ler de longe.

Mas o grito da garota foi alto o bastante, tão alto que com certeza sua mãe e vizinhos escutaram.

-Mas... Que porra é essa?!

25 de Abril de 2019 a las 23:19 0 Reporte Insertar 0
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Prólogo

+ "O pior sentimento que se pode oferecer a uma mulher é a piedade."

Vicki Baum


A base de uma família é o amor e o respeito. Será mesmo? Meu pai quando morreu, me fez lembrar o ódio que eu tinha de ter nascido, me recordou o quanto minha mãe tinha sofrido na vida;o quanto ela havia lutado para protejar a mim.

A boa casa; minha educação escolar; meus cursos caríssimos... Todos comprados com dinheiro sujo, minha alma chegava a feder de tanto rancor. Não de meu pai, mas, da mente pequena que ele tinha à 23 anos atrás.

A voz de minha mãe trasbordava lamúria. Suas frases sofridas vinham até meus ouvidos em forma de choro. Sentia pena de minha mãe.

...

Saí de meu quarto ao começo da manhã. A janela transparecia o começo do dia num nascer do sol radiante. A luz laranja batia na vidraça contra meu quarto enquanto fechava a porta diretamente indo ao corredor. Descia os degraus e vi minha mãe sorrir alegremente direto para mim, correspondi da mesma forma enquanto ia abraça-la.

Coloquei minha bolsa preta em cima de uma das cadeiras da mesa pra quatro; no meio da cozinha. Na mesma mesa de vidro eu vi um envelope branco sem remetente. Minha mãe vendo meu olhar, virou-se para a pia enchendo um copo com água.
Abri o envelope e lá continha um papel dobrado, o desdobrei e li a "chamada".

O aviso inapropriado vindo de alguém no qual eu nem conhecia, a casa em que morávamos estava construída sob dinheiro ilegal. Eu tinha consciência disto à três meses.

-De novo? Eu sei que estamos devendo! Já mandei um e-mail dizendo que vamos pagar! Por quê ele não pode parar de mandar cartas e e-mails?! -Exclamava, meu suor frio começara a escorrer pela minha ira. Neguei nervosa e então minha mãe veio a me acalmar. Toquei em seu ombro e sentei-me ao lado da cadeira em que pus minha bolsa.

-Vamos dar um jeito, filha. -Disse minha mãe, me acalmando.

-Não, mãe. Eu vou dar um jeito, a senhora já fez de mais nesta casa... Eu vou resolver tudo. -Ergui da cadeira após tomar um copo de café com torrada que a outra havia me dado em seguida. Dei um beijo na testa de minha mãe, peguei a bolsa e coloquei o envelope dentro da mesma. Saí depressa da nossa casa, indo direto para a estação de trem de Richmond; Main Street Station.

Como todos os dias de trabalho; segui para Manhattan, onde se encontra a empresa Styles. Um nome um tanto egocêntrico já que vem do próprio empresário;Harry Styles.
Quem é Harry? Meu chefe, filho de um dos maiores bancários do país. Tão sozinho quanto o Sol em meio ao dia, egocêntrico e arrogante; nunca vi um homem tão insuportável quanto ele.

Trabalho em sua empresa à um ano, mas, apenas à seis meses me tornei sua secretária. O que não é fácil, já que Styles simplesmente não conversa com nenhum de seus funcionários à não para contrata-los ou demiti-los. Nem mesmo fala comigo, a não ser pelo interfone que vai de sua sala até a minha.

Ninguém conhece o passado dele, apenas sabemos quem foi seu pai, na verdade, todo o país sabe quem foi Bruce Styles.

Talvez haja um passado cabuloso em meio a tudo isso, mas, eu não estou desejando descobrir nada.

...

Quando adentrei a empresa espelhada, subi direto para entregar os papéis que meu chefe havia pedido, nos quais só haviam pedidos de contratos para Harry assinar.
Trabalhava dentro de uma empresa de roupas; onde os melhores estilistas e modelos trabalhavam e fechavam contratos. Atualmente já tínhamos três comerciais para serem gravados, e eu teria que ir em todos já que Harry não se habilitava a ir em nenhum. Então sempre mandava eu e seu vice-presidente; Louis Tomlinson.
Louis até que era divertido e educado, mas, tão pouco capaz de guiar uma empresa sozinho.

Bati em sua sala, mas, estara vazia. Pela segunda vez na semana meu chefe estava atrasado, algo que acontecia poucas vezes ao ano. Não adiantava continuar ali se Harry não estava presente.

Voltei à minha sala, abri meu e-mail pelo notebook que a empresa me proporcionava. Teria de ver mesmo a novas "opções" empresáriais de Styles!
E quando cliquei, foi lá, mais uma nova mensagem misteriosa vindo da pessoa que me recordava da dívida de meus pais. Eu nem ao menos sabia quanto devíamos, mas, agora eu tinha noção do quanto era.

Nunca em minha vida conseguiria 25 mil dólares! Na poupança do banco temos no máximo 7 mil, no qual usariamos em meu casamento. Por que ainda me incômodo com casamentos? Maldição!

Quado cliquei no e-mail rementente, a mensagem simplesmente foi apagada. Fiquei em choque por minutos, até ouvir o toque do interfone em cima de minha mesa, certamente, Harry havia chegado.

Styles disse ontem para que hoje mesmo fosse a sala dele. Dizendo que tratava-se de um contrato no qual só poderia dizer pessoalmente.

25 de Abril de 2019 a las 10:52 1 Reporte Insertar 0
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