Tecendo Histórias Seguir blog

embaixada-brasileira Inkspired Brasil Era uma vez... mas nem toda história começa assim. Lá estava ele: o computador, aberto no tear de vidas. E a personagem. Estava tudo certo, mas, então, ela viu o autor. Curiosa, seu dedo quase o alcançou, e a roda do tear girou. Foi assim que as coisas se tornaram tênues: um toque e tudo daria errado, outro diferente e daria muito certo! A Bela Adormecida representa a fragilidade dos elementos construtivos da história. Uma história não vem pronta, ela é construída com enredo, sinopse, capítulos... O tear representa essa construção, enquanto que a agulha é o perigo de tudo desandar com sua Bela Adormecida. Nós queremos, neste blog, mostrar a vocês dicas para que consigam tear histórias cada vez mais harmônicas.

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A importância do Sinônimo!

Olá, caro leitor! Tudo bem?


Neste pequeno texto, abordaremos rapidamente os sinônimos e a importância deles para a sua história.


Você sabe o que é um sinônimo? Não? Então vamos lá, que vou te explicar!


Os sinônimos são palavras que possuem o mesmo ou semelhante significado. Pode-se considerar que uma palavra é sinônima de outra quando ela puder ser trocada e continuar com o mesmo sentido mesmo após a substituição, por exemplo: mas pode ser trocada por porém ou no entanto e o sentido do mas continuará o mesmo na frase, pois ambas dizem a mesma coisa. Deve-se lembrar que nem sempre iremos encontrar um sinônimo perfeito, aquela palavrinha especial que vai significar exatamente a mesma coisa daquela que estamos usando.


Os sinônimos podem ser classificados de duas formas: como perfeitos e imperfeitos. Quando perfeitos, as palavras têm significados iguais, enquanto que os sinônimos imperfeitos, como o nome mesmo diz, não são idênticos, pois não podem substituir outras palavras num determinado contexto, pois isso muda o seu sentido.


Os sinônimos perfeitos são palavras idênticas que não mudam o contexto da frase, como podemos ver nos exemplos a seguir:


➔ Marcos somente usa a internet após o jantar.

➔ Marcos somente usa internet depois do jantar.

➔ Maria morreu ontem.

➔ Maria faleceu ontem.

➔ O casamento será realizado na igreja.

➔ O matrimônio será realizado na igreja.


Os sinônimos imperfeitos são palavras que não são idênticas, que possuem significados apenas semelhantes, como nos exemplos: feliz e alegre, cidade e município, ouvir e escutar, acordar e despertar, adorar e amar, gordo e obeso, feio e horrível.


É importante lembrar que contexto é tudo. Em algumas frases, sinônimos que normalmente consideraríamos perfeitos não o são.


➔ Safado, cachorro!

➔ Safado, cão!


Nesse caso, “cachorro” estava sendo usado como sentido figurado, por isso não pôde ser substituído por “cão”.


Agora que já dei uma breve explanada no assunto, abordarei a importância do sinônimo para o seu texto, para sua história não ficar cansativa na hora da leitura.


“Mas como assim, Mega? De que maneira o sinônimo vai me ajudar a melhorar o meu texto?”


Os sinônimos, como você viu anteriormente, são palavras que possuem significados semelhantes e, por conta disso, de extrema importância para o seu texto; graças a eles, você não repetirá uma mesma palavra muitas vezes durante a narrativa.


Já imaginou como seria chato você ler uma história que repetisse as palavras carro, casa e mãe várias vezes num mesmo parágrafo? Pois é, não seria legal. Então, pensando nisso, procure sempre, na hora de redigir o seu texto, usar palavras diferenciadas, mas que digam a mesma coisa. Isso é simples; na própria busca do Google, se você colocar, por exemplo, frio + sinônimo encontrará as palavras: gelado, gélido e fresco. Elas são parecidas com frio e poderão ser utilizadas na frase, pois normalmente não mudam o sentido do que você quer passar. Confira os exemplos a seguir:


➔ Ele está frio.

➔ Ele está gelado.

➔ A chuva está gélida.

➔ A chuva está gelada.

➔ A chuva está fria.


Então, era isso que eu queria passar para você, que o sinônimo é importante para os escritores, pois nos auxilia na hora de deixar o texto fluido e enxuto, evitando as repetições desnecessárias de palavras que podem deixar a narração da história cansativa e chata, mesmo que seu enredo seja bom.


Espero que tenha ficado clara qual é a utilidade do sinônimo para uma história e suas características. Qualquer dúvida, pode perguntar, que estou à sua disposição.


Beijos e até depois!


Texto: Megawinsone

Revisão: Karimy


Referências


VILARINO, Sabrina. A importância dos sinônimos na produção textual. Mundo Educação, Rede Ômnia, Goiânia, [entre 2005 e 2019]. Disponível em: <https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/a-importancia-dos-sinonimos-na-producao-textual.htm>. Acesso em: 3 nov. 2018.

DIANA, Daniela. Sinônimos e Antônimos. Toda matéria: conteúdos escolares, Rede 7Graus, entre 2011 e 2019. Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/sinonimos-e-antonimos/>. Acesso em: 3 nov. 2018.

ARAÚJO, Luciana Kuchenbecker. O que é sinônimo? Brasil Escola, Rede Omnia, Goiânia, [entre 2005 e 2019]. Disponível em: <https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/portugues/o-que-e-sinonimo.htm>. Acesso em: 3 nov. 2018.

O QUE é um sinônimo. Significados, Rede 7Graus, Matosinhos, 2014. Disponível em: <https://www.significados.com.br/sinonimo/>. Acesso em: 3 nov. 2018.

21 de Noviembre de 2019 a las 03:21 0 Reporte Insertar 0
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Um pouco sobre Songfic

Olá queridos leitores/autores!


Espero que estejam animados para o tema de hoje!


Mas o que seria uma Songfic? Como saber se a minha história pertence a essa subcategoria? Acalmem-se jovens gafanhotos, irei sanar todas essas dúvidas nesse texto. Então, segue abaixo.


O significado do termo Songfic é bastante fácil de se entender, já que a palavra "Song" significa música, e "Fic" vem de ficção. Sabendo disso, fica bem mais fácil de entender do que vamos falar nesse post.


Ademais é importante frisar que muitas pessoas cometem um pequeno erro ao pensarem que essas histórias só aparecem em fanfics, mas não é bem assim. Pode-se escrever originais usando como mecanismo principal a música.


Songfics são histórias que possuem uma música como tema, e, em muitas vezes, têm a letra dessa determinada música intercalada durante o capítulo. Alguns autores utilizam essa ferramenta para estimular sua inspiração ou até mesmo para ajudar na dramaticidade do texto.


É comum vermos esse gênero em histórias sobre bandas, como é o caso do livro A Wish For Us, da autora Tillie Cole, que utiliza a música como uma ferramenta principal da trama para descrever os sentimentos dos personagens.

Podemos ver isso em um trecho retirado do livro no qual Cromwell canta para Bonnie uma de suas músicas:


"Mas não estava preparada para sua voz. Nunca esperei que o timbre perfeito de sua voz trouxesse vida às minhas palavras.

(...)

Coração frio e solitário, até ouvir sua música,

Sem sinfonia, sem coro, nem todas as notas, apenas uma.

Com uma batida tão alta, você trouxe ritmo à vida,

Com amor tão puro você transformou escuridão em luz."

(...)

— A wish for us


É importante ressaltar que o trecho pode ser da autoria do autor da história, ou de algum cantor já conhecido. Essas duas opções são válidas desde que, no caso de não autoria, os devidos créditos sejam dados nas notas iniciais.


Se agora você já está decidido que a sua história é uma Songfic ou está planejando escrever algo com esse gênero, não se esqueça de colocar “songfic” nas hashtags.


Isso é tudo, pessoal! Espero que as suas dúvidas tenham sido sanadas. Não? Ainda tem alguma dúvida sobre Songfics? Então deixe seu comentário abaixo.


Até mais!


Texto: JuVick

Revisão: Leonardo Aquino


Referência

COLE, Tillie. A Wish for Us. Estados Unidos: Tillie Cole, 2018.

12 de Noviembre de 2019 a las 23:32 0 Reporte Insertar 1
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Foco Narrativo

Olá, caro leitor!


Tudo bem?


Hoje falaremos sobre alguns dos diferentes tipos de narração que existem e suas características, com o intuito de você poder escolher qual deles se encaixa melhor em seu tipo de narrativa e enredo.


O foco narrativo trata sobre o sentido do texto, a forma na qual ele se apresenta para o leitor, podendo ser em primeira pessoa, terceira pessoa ou ambos.


A narrativa possui uma estrutura já definida: o início da história, o desenrolar dela, os conflitos, o ápice e a finalização. Ela geralmente tem os personagens como base, e eles podem ser antagonistas, protagonistas, secundários, entre outros. De modo geral, os autores tendem a focar a escrita nos atos desses personagens, sendo de grande importância também destacar a época e o lugar em que se passa a história. Isso tudo a gente já viu em ambientação e criação de personagens.


Hoje vamos tratar do foco narrativo, que é o ponto de vista a partir do qual a sua história será contada. Esse recurso é muito importante porque é a partir dele que seus leitores conhecerão o enredo que você bolou.


Existem quatro tipos de narração ou foco narrativo, que se apresentam da seguinte maneira:


● Em primeira pessoa


O narrador é o personagem principal da história, que nos conta tudo o que acontece a partir do seu ponto de vista. É esse personagem que nos transmite os seus sentimentos em relação ao que se sucede ao seu redor, sua visão de mundo, seus ideais e mesmo suas crenças. É importante lembrar que nem sempre narradores em primeira pessoa são confiáveis, porque o que chega ao leitor é a interpretação do fato pelos olhos daquele personagem. Um dos exemplos clássicos de primeira pessoa não confiável é o Bentinho, do livro Dom Casmurro, de Machado de Assis.


Nesse exemplo, o personagem acredita numa traição e repassa isso aos leitores mesmo sem ter nenhuma prova concreta, apenas interpretando olhares e momentos que, se analisados de modo frio, não nos dizem muita coisa.


Outro exemplo que podemos citar é a saga Crepúsculo, na qual Bella narra todos os acontecimentos da história a partir de seu ponto de vista. Ela passa o sentimento de surpresa e admiração por Edward para quem acompanha a narrativa. Para nós, leitores, uma interpretação possível é a de que ela ficou interessada em Edward por conta do jeito misterioso dele. A relação dos dois se baseava no mistério, na sedução, no proibido.


Trazemos a você um pequeno trecho do livro de Mario Prata, Diário de um Magro, no qual o escritor narra em primeira pessoa sua aventura de quinze dias num spa. A história é divertidíssima, suas aventuras e descobertas no local nos fazem pensar e refletir sobre um mundo à parte do que costumamos viver. A leitura é leve e fluida; o autor consegue prender muito bem a atenção do leitor, como vemos a seguir:


“Sei lá por quê, eu sempre achei que toda velhinha era puritana e beata. Coisa da minha infância, colégio de padres, bisavó caduca, não sei.

Pois aqui eu (ia me esquecendo de dizer que aqui também tem mulheres pacientes. Muito pacientes) comecei a conversar com elas. A gente começa contando piadinha de salão, vai ficando amigo, depois parte para uma mais picantes e, de repente, tá uma pornografia que você jamais poderia imaginar.

Como as velhinhas são sacaninhas, gente! Sacaninhas, não. Sacanas mesmo! No melhor sentido que a palavra possa ter. Que velhinho era sacana, eu já sabia. Não existe nada melhor no mundo do que uma sacanagem bem‑feita, pensei outro dia, roubando um palito de cenoura de um paciente que estava no restaurante, ao meu lado.”

— Diário de um magro


● Em segunda pessoa


Neste tipo de narrativa, o narrador é você. N. K. Jemisin fez isso em seu livro A Quinta Estação e venceu alguns prêmios com ele, como o Hugo Awards. Não é tão comum vermos livros escritos assim, porém essa forma de escrever é muitíssimo interessante; pode servir de desafio para quem nunca tentou.


● Em terceira pessoa, com o narrador onisciente


É mais conhecido como narrador-observador. Ele nos descreve os acontecimentos da história, pois possui conhecimento de toda a narrativa, mesmo não participando dela. É comum em histórias que envolvam muitos personagens.


Muitos autores gostam de trabalhar mais de um núcleo nessa narrativa, desenvolvendo ao mesmo tempo os protagonistas e os antagonistas, por exemplo. De forma geral, o narrador sabe o que todos pensam e o que todos sentem, apesar de não se prender à visão de nenhum deles.


● Em terceira pessoa, com narrador focado em um personagem específico


O narrador tem conhecimento sobre todo o desenvolvimento da história, mas foca em um único personagem e explicita os sentimentos dele, sem necessariamente deturpar a realidade a partir dos olhos desse personagem. É muito comum que autores separem os capítulos por personagem a fim de abordar vários pontos de vista em terceira pessoa, ainda que naquele capítulo exprimam os pensamentos de apenas um deles. Um exemplo é As Crônicas de Gelo e Fogo, que usa a terceira pessoa com foco num único personagem a cada capítulo.


Essa narrativa possui alguns elementos básicos que geralmente fazem parte dela: trama (enredo), conflitos, ações, personagens (antagonista, protagonista, coadjuvantes), sentimentos, cidade, região ou país onde se desenvolveu a história, como também a época e o tempo.


Em Harry Potter, por outro lado, o narrador onisciente é focado num único personagem quase a série inteira (com raras exceções), passando apenas a sua visão de mundo e pensamentos.


Quando se escreve um texto ou história, é de extrema importância pré-definir o tipo de foco narrativo que vai ser utilizado, porque é o tom da história que vai guiar o leitor.


Memórias Póstumas de Brás Cubas, por exemplo, tem um narrador em primeira pessoa que conta sua vida inteira. O importante desse narrador é que ele já está morto, então o tom que ele dá à história já pré-define o tipo de texto que será.


E o Vento Levou, por outro lado, tem um narrador onisciente que foca na personagem Scarlett O’Hara na maior parte do tempo, mas existem aquelas informações às quais a própria Scarlett jamais teria acesso, justamente porque só vieram a ser descobertas anos depois. O livro trata sobre uma guerra, apesar de o romance também ser parte essencial da narrativa. É por isso que foi importante a escolha de um narrador em terceira pessoa: porque existem fatos que o leitor precisa conhecer e que a personagem não sabe.


Não recomendamos que o autor misture narrativas ou mesmo intercale primeira pessoa com diferentes personagens. Há quem tenha feito, mas de forma geral isso deixa o texto confuso porque o leitor se acostuma a um ritmo (porque a voz da narrativa sempre impõe um ritmo) e de repente a história muda de tom. É como se outra história surgisse, e isso origina uma quebra que não costuma ser agradável para quem lê (a menos que isso seja seu objetivo, como uma coletânea com 4 personagens relatando o mesmo acontecimento, cada qual em seu ponto de vista, por exemplo). Mas, sem ser em situações específicas, é extremamente incomum que isso aconteça em livros com visibilidade.


Recapitulando o mais importante: histórias em primeira pessoa focam num único personagem, que vai narrar a história a partir seu ponto de vista e experiência; ele não vai saber como os outros personagens se sentem ou o que pretendem fazer. Em segunda pessoa, o leitor é o personagem. Em terceira pessoa, o narrador tem mais liberdade para abordar outros personagens e situações, em especial aquilo que o protagonista não tem como saber.


É importante que o foco narrativo seja definido antes de você começar a escrever sua história, pois por meio dele você dará um sentido ao seu enredo, mostrando ao leitor que tipo de narrativa ele tem em mãos.


Acreditamos que isso seja o mais importante sobre esse assunto. Esperamos ter ajudado e, quaisquer dúvidas, podem deixar nos comentários!


Um abraços a todos e até os próximos!


Texto: Camy e Megawinsone

Revisão: Anne Liberton

22 de Mayo de 2019 a las 00:00 0 Reporte Insertar 0
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A importância do conflito em uma história

Olá, pessoas! Tudo certo?


Hoje eu, Karimy, estou aqui com a Megawinsone para tratarmos a respeito do conflito dentro de uma história, mas, antes de qualquer coisa, lhe pergunto: você sabe o que é um conflito?


Basicamente, um conflito é uma situação diferente da qual você está acostumado a lidar no seu dia a dia. De modo geral, pode-se dizer que o conflito é uma circunstância difícil que aparece de repente em nossas vidas e nos obriga a tomar decisões que sequer gostaríamos de tomar naquele momento. É quando você quer ou precisa de alguma coisa, mas existe outra lhe impedindo de chegar até seu objetivo. Dentro de um conflito, uma pessoa pode ser obrigada a agir por impulso, porque muitas das vezes ela não tem sequer tempo de pensar, caso contrário a situação pode piorar.


É quando estamos sob pressão que descobrimos e mostramos para as pessoas ao nosso redor quem somos de verdade, pois é diante de um conflito delicado que o nosso verdadeiro eu se revela, não podemos mascará-lo ou escondê-lo.


Em uma história não é diferente. É através dos conflitos que um personagem revela quem realmente é, tanto na maneira de pensar, agir, quanto em todos os outros aspectos que envolvem sua personalidade.


É quando o seu personagem passa por um determinado conflito, de qualquer natureza, que o leitor começa a criar um laço com ele, pois é nesse momento que o leitor tem oportunidade de pensar se, no lugar do personagem, ele teria agido da mesma forma ou se teria feito algo diferente e o motivo de suas decisões. Isso porque temos a capacidade de nos colocarmos no lugar de outros seres.


O conflito é importante numa história, pois é por meio dele que a trama fica mais rica e interessante aos olhos do leitor, que é instigado pela curiosidade a continuar lendo para descobrir o desfecho do conflito apresentado, tornando-o de extrema importância para o enredo.


Mas, Karimy, a vida do meu personagem é de boa e ele não tem problema nenhum. Isso é ruim?


Bom, isso é mesmo um problema, porque não conheço nenhuma história sem conflito (mas conheço algumas em que os conflitos, na minha humilde opinião, não foram bem explorados). Talvez a sua história tenha conflitos e você só não saiba como identificá-los. Veja bem, existem pelo menos quatro níveis de conflito:


O nível físico, pessoal, psicológico e social.


Falarei um pouquinho de cada um.


1. Físico: é quando a história possui um conflito no mundo físico do personagem e ele precisa enfrentar situações como doenças, incapacidades, distância, eventos catastróficos da natureza, dificuldade financeira, monstros de vários tipos etc.


2. Pessoal: normalmente, nesse nível, o personagem precisa enfrentar um rival, que algumas vezes nem é mesmo o antagonista da história, mas, para o personagem principal, aquela pessoa está sendo um obstáculo em determinado momento e por isso “luta” contra ela, deseja vencê-la. Pode ser dois caras disputando uma mesma mulher, duas mulheres disputando uma vaga de emprego importante, pode ser um lutador tentando chegar ao topo, mas que para isso terá que enfrentar o atual dono do cinturão, enfim.


3. Psicológico: é quando o grande problema está dentro do personagem. São conflitos internos que, muitas vezes, ninguém do ciclo familiar ou social desse personagem sabe, apenas ele. Aqui encaixam-se os mais variados sentimentos e pensamentos do personagem sobre ele mesmo, sobre os outros e até sobre o mundo em que está inserido.


4. Social: nesse nível, o protagonista pode ter de enfrentar situações impostas pelo governo, por uma comunidade, pela religião, empresas, economia etc. Pode ser, por exemplo, uma pessoa inserida em uma religião, mas que não crê nesses ensinamentos como as demais pessoas à sua volta. Pode ser, também, uma luta pela modificação política na sociedade, como a luta para derrubar um tirano, um rei, um ditador, por exemplo.


Viu que existem vários tipos de conflito? Alguns conflitos são profundos e exigem muito do autor e também do leitor, mas alguns outros conflitos, como muitos apresentados em contos, exibem conflitos enfrentados nos nosso dia a dia, o que acaba agradando muito pela sua fácil identificação.


Agora que você já sabe o que é um conflito e quais são os diferentes tipos de conflitos de uma história, deixarei vocês em boas mãos. Tenho certeza de que a Megawinsone tem coisas incríveis para compartilhar!


Assim como a Karimy, gostaria de falar a respeito da importância do conflito numa história. Preparado? Então vamos lá!


Podemos definir como conflito tudo aquilo que gera desconforto a uma pessoa, que instigue nela uma ação esperada ou inesperada; esse conflito pode ser tanto psicológico como de ordem material.


O que seria de uma história sem um bom conflito? Acredito que não teria graça nenhuma e seria monótona, ninguém gosta de ler algo previsível e que segue uma linha em que só coisas boas acontecem e nenhuma reviravolta aparece. Um bom conflito marca uma história, deixando-a mais interessante, e incentiva o leitor a ler, por conta da curiosidade e interesse despertado nele; o seu enredo somente enriquece com vários conflitos e dramas.


Um conflito bem-feito é a chave para o sucesso de uma história, e você pode perceber que geralmente existem vários conflitos acontecendo ao mesmo tempo numa narrativa, eles também precisam ser bem trabalhados e desenvolvidos durante a narração.


Por exemplo, na trilogia Os Senhores dos Anéis, podemos ver nítido um conflito psicológico na hora de Frodo jogar o anel na lava para destruí-lo, quando o lado racional de Frodo gritava que era para destruir o anel, a cobiça e o lado sombrio que o anel despertava naqueles que lhe possuíam faziaFrodo hesitar em destruí-lo; nesse momento o personagem viveu um conflito interno, que lhe custou quase a vida, pois Smegal atacou Frodo para roubar o anel.


Outro conflito que posso citar é o de cunho pessoal, quando Gandolf chega para pedir ajuda a seu amigo Saruman e descobre que ele está do lado do inimigo. Nessa hora, Gandolf teve um conflito com o então ex-companheiro, que quis matá-lo, isso o fez agir de forma inesperada a algo que ele não esperava que acontecesse.


Em Harry Potter, notamos um conflito social quando a família Malfoy menospreza a família Wesley por eles serem mais pobres; na trama existem alguns trechos de Draco fazendo piadas com Rony ou Lucius com Arthur.


No filme Coragem de Viver, baseado em uma história real, a protagonista Bethany enfrenta um grande problema quando um tubarão arranca o seu braço, na época ela era uma surfista e campeã nesse esporte. Na história, o conflito dela se apresentou na condição física que a acometeu após o ataque do tubarão, depois disso a garota precisou lutar para continuar surfando, contrariando a opinião e o preconceito dos outros que achavam que ela deveria abandonar o surf, porque não conseguiria mais surfar com um braço só. Ela, porém, com determinação e dedicação, mostrou que a sua condição física não a impedia de continuar a fazer o que tanto gostava.


Além disso, no desenvolvimento de uma história, não é necessário apenas um conflito, a não ser que seja um conto. O que geralmente acontece é ter um objetivo principal e pequenos obstáculos até ele. Voltando com o exemplo de Harry Potter, todos os sete livros giram em torno de “vencer o mal”, derrotar Voldemort e instaurar a paz no mundo bruxo; esse é o conflito principal do garoto que sobreviveu. Contudo, em cada livro acontece um conflito diferente, como degraus de uma escada, percorrendo todo o caminho até chegar à “grande batalha”. Em uma única história pode estar inserido mais de um conflito, sendo que um alimenta o outro. Um outro exemplo, também citado no texto: uma mulher disputando uma promoção no trabalho com outra pessoa. Esse seria o conflito principal, mas no decorrer da história pequenos conflitos darão força a ele, como, por exemplo, o carro dela quebrar a caminho de uma reunião. É um novo conflito que a personagem precisa enfrentar e que afeta diretamente o principal.


Então, o conflito se mostra dessa forma, dividido em vários tipos como a Karimy explicou anteriormente e como nos exemplos que ilustrei logo acima. Você entendeu o que é um conflito? Ficou claro? Qualquer dúvida pode deixar seu comentário, que o responderemos.


Texto: Karimy e Megawinsone

Revisão: Byun_Re

8 de Mayo de 2019 a las 00:00 0 Reporte Insertar 1
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