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blog Jackie Inkspired Blogger Era uma vez... mas nem toda história começa assim. Lá estava ele: o computador, aberto no tear de vidas. E a personagem. Estava tudo certo, mas, então, ela viu o autor. Curiosa, seu dedo quase o alcançou, e a roda do tear girou. Foi assim que as coisas se tornaram tênues: um toque e tudo daria errado, outro diferente e daria muito certo! A Bela Adormecida representa a fragilidade dos elementos construtivos da história. Uma história não vem pronta, ela é construída com enredo, sinopse, capítulos... O tear representa essa construção, enquanto que a agulha é o perigo de tudo desandar com sua Bela Adormecida. Nós queremos, neste blog, mostrar a vocês dicas para que consigam tear histórias cada vez mais harmônicas.

#embaixadaBrasil #narrativa #conteudo #sinopse #construçao-de-historia #tecendo-historias
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A saga deve continuar?

Acredito ser uma pergunta frequente tanto para leitores como para o próprio escritor. A gente acaba se acostumando com os trejeitos dos personagens, a história que encanta muitos e move universos literários que causam suspiros constantes.


Porém pensem que grandes sagas que fizeram sucesso e ainda fazem precisaram cessar nas palavras, senão a história perde o fio da meada e acaba que por trazer uma história com muitos vácuos que não poderão ser respondidos, porque o escritor acaba por trazer muito na narrativa e não dá tempo para o leitor entender.


Imaginem o quanto foi difícil para a autora J.K Rowling, escritora de uma das sagas mais famosas mundialmente, ‘Harry Potter’, poder dizer que finalmente terminou? Você porventura pode não ter lido alguns dos livros, mas deve ter visto alguns dos filmes. Muitas crianças cresceram com o Harry Potter e hoje podem dizer que foram muito felizes com essa história.


A J.K Rowling criou um mundo onde muitos puderam de alguma maneira se inserir nele, e ficar com o coração bem aquecido a cada leitura ou a cada filme. E ela pôde terminar a saga mesmo com vozes que ainda torciam (e torcem) pela continuação — assim como outras gratas por ver a história favorita ganhando um final. Afinal, os fãs sempre serão muito exigentes e insistentes.


No entanto os leitores devem também saber que toda a história tem um final e, continuando nesse exemplo da autora, ela pôde se ater no mundo Harry Potter e ter outros mundos a partir dele, contar as outras histórias que faziam parte dele. Tinham muitos personagens que tempos depois conseguiram conquistar outros fãs, e assim manter o personagem vivo.


O que queremos dizer, querido escritor Inkspired, é que o término de uma narrativa não significa o fim de um universo, mas pode ser um recomeço para novas histórias em outros livros que poderão ser publicados. E nesses novos caminhos você poderá aprofundar melhor o enredo e um personagem especial.


Caro escritor, revele a sua magia aprimorada da escrita e encante os seus leitores! Pense bem e aprenda a compreender quando está na hora de encerrar um livro e começar outro, com outras histórias.


Texto por: Ruana Aretha Beckman

Revisão por: Karimy

20 de Septiembre de 2022 a las 00:00 0 Reporte Insertar 5
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Estou com bloqueio criativo, e está tudo bem

Oi, pessoal, como estão?


Para início de conversa, você sabe o que é bloqueio criativo?


Então, vamos lá!


Bloqueio criativo é designado como a falta de inspiração ou de criatividade, que leva o indivíduo a sentir frustração por não conseguir sair dela. Esse mal persegue qualquer um, não importa a área que trabalhe, então relaxa que isso não acontece só com você na hora que mais precisa de suas habilidades.


O que causa os bloqueios criativos?


Há vários fatores que podem nos fazer estagnar com as ideias, e elas estão ligadas diretamente com a mente e o corpo. Quando tem muita pressão te cercando, principalmente a preocupação de entregar algo no prazo, faz acumular o estresse e a frustração de não encontrar uma resposta para o seu problema, fazendo você parar totalmente a sua produção.


E se o seu emocional estiver abalado com os sentimentos de raiva, tristeza e cansaço, é muito provável que você tenha um bloqueio, então tente trabalhar primeiramente a raiz desses sentimentos para depois voltar para a escrita, fazendo uma coisa por vez.


Muitas ideias na mente podem provocar bloqueios criativos?


A resposta é: sim!


Muitas ideias dispersas do tema principal de sua história podem trazer frustração para quem está escrevendo, por isso é muito importante manter o foco para não sair da realidade e se perder no final, acomunando bloqueios criativos por não achar uma direção correta. A única forma é dar uma pausa no enredo para depois checar tudo o que escreveu e a partir daí procurar um direcionamento correto para sua narrativa.


Por que é tão comum acontecer bloqueios criativos em escritores em todas as fases?


Muitos de nós, escritores, temos as nossas paranoias e perfeccionismos durante o desenvolvimento de nossas histórias. Alguns chegam a se cobrar tanto, que esquecem que o foco principal é escrever e se perdem em situações criadas na mente.


O medo tem várias fontes, como de errar gramaticalmente, da sensação de estar deixando escapar ideias, de ter medo do que os outros vão pensar de sua história ou até mesmo de achar que tudo que escreveu está uma porcaria, então a autossabotagem faz com que muitos deixem de seguir em frente, pois as situações criadas fazem com que as pessoas parem suas atividades por causa dos empecilhos, formando o tão temido bloqueio.


Por que está tudo bem em ter um bloqueio criativo?


Como já foi mencionado, o bloqueio atinge qualquer pessoa em qualquer ocasião, então você não está sozinho. E nem sempre eles são ruins: às vezes é a nossa mente precisando de um descanso. Quando a mente trabalha muito, é normal que uma hora ela queira descansar, então é nessas horas que devemos respeitar o nosso corpo e dar uma pequena pausa para espairecer.


Desfrute o ócio criativo, faça as coisas de forma equilibrada.


Encontre um meio para o corpo descansar, assim como a mente, para que possa recarregar as energias. Sabe quando dizem que, quando estamos relaxados, a fluidez é melhor? Talvez seja isso que você precise no momento.


“Mulher, eu já estou há meses sem escrever nada, preciso de uma ajuda, pois não quero abandonar a minha história!”


Uma coisa que aprendi nesses últimos anos com os meus bloqueios é não forçar nada. Faça as coisas quando tudo tiver okay consigo, deixe a inspiração transbordar de forma natural. Se estiver se sentindo realmente pronto, busque por estratégias para burlar essa condição, mas não se frustre mais tentando impor isso como uma meta absoluta.


Quando uma ideia aparecer, anote sem muito compromisso também. Não tenha a preocupação de se vai utilizá-la ou não, deixe isso quando a criatividade estiver em prática, daí você decide se vai usá-la em algum lugar.


Enquanto o bloqueio estiver te consumindo, pratique outros hobbies. Ouça música, caminhe, brinque com os seus animaizinhos. É nesses momentos que você tem que relaxar e se livrar do estresse e de toda pressão que lhe consome.


Respeite o seu tempo, seu corpo e sua mente, pois está tudo bem ter bloqueios criativos, okay?


E você, como faz para sair do bloqueio criativo?


Conte aí, vamos desfrutar dos seus segredos para ajudar os coleguinhas que precisam de uma luz.


Texto: Janaína @Dunew

Revisão: karimy

10 de Septiembre de 2022 a las 00:00 1 Reporte Insertar 6
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Se estiver cansado, escritor, respire, volte depois para escrever

Eu sei, você está cansado de escrever e escrever. Sua mente está exausta de ver tantas palavras, que algumas delas estão até se embaralhando com outras, impossibilitando que você compreenda o que está escrevendo. Sim, eu sei exatamente como é isto. Não se preocupe, você não está sozinho nessa e eu garanto que isso não é crime algum. Afinal, podemos ter nosso momento de descanso, nosso projeto não vai sair correndo, certo?


Não se julgue nunca por não conseguir continuar aquele texto. Faça o seguinte, feche a aba onde você estiver escrevendo: Word, Documentos Google, Bloco de Notas, seja no computador ou no celular. Ou se você for mais clássico, feche seu caderno. "Ah, Yas, mas o que eu faço agora?" Simples, vá respirar e fazer algo diferente.


Para um dia quente ou fresco, talvez caminhar em uma praia ou ficar um tempo na piscina. Tomar um sorvete na pracinha, ir ao parque e ficar debaixo de uma sombra de uma árvore lendo um livro ou apenas fazendo algum outro hobby. Se você desenha, talvez seja a hora de voltar a desenhar um pouco. Se você tem algum bichinho, leve-o para passear ou apenas brinque um pouco com ele, dar um banho num dia quente também seria ótimo. Imagine só a bagunça que seria você e seu bichinho. Divertido, não?


Se de repente for um dia frio ou chuvoso, praticar aquela receita que você salvou no Facebook meses atrás seria uma ótima ideia. Talvez você seja daquela pessoa que prefere apenas existir e não fazer nada, então acho que dormir depois de uma xícara de chá, café ou leite quente seria muito bom. Ver um filme ou uma série diferente do que está acostumado, atualizar as que você já está vendo ou pegar aquela lista que você tem pra assistir e nunca assiste. Ler um livro que está esquecido na sua estante, dar uma corrida no seu quarteirão… São tantas coisas que você pode fazer para se distrair apenas para não se forçar a escrever algo que você sabe que depois pode se arrepender!


Dê um tempo para sua mente, respire, descanse e depois, quando estiver melhor e mais disposto, volte a escrever. Afinal, seu texto não saiu correndo, né? Está tudo bem parar um pouco às vezes.


Texto por: Yas Pinheiro

Revisão por: Karimy

20 de Agosto de 2022 a las 00:08 1 Reporte Insertar 5
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Como guiar o leitor em sua história

Olá, caros escritores. Espero que tudo esteja bem para todos!


Na conversa literária de hoje, vamos abordar um tema muito interessante, que é essencial para que sua história flua bem e para que os leitores possam entender de quem é o mundo — fictício ou não — que você criou.


Quando você se aprofunda em uma história, o que especificamente faz você ficar tão fascinado nela de tal maneira que o mundo real some de sua visão como em um passe de mágica?


Certamente você diria algo como: "Oh, mas isso dependeria muito do gênero literário que estou lendo, Ivi.”, ou então: "Não sei dizer, acho que não há uma resposta concreta para isso".


Porém devo dizer que estes são pensamentos equivocados.


Desde pequenos, somos levados a uma curiosidade crescente sobre qualquer coisa que possa despertar nossa atenção ao nosso redor que possa facilmente contar uma história, como uma pintura, um livro, ou mesmo sobre todos os seres vivos existentes em nosso mundo.


Ouvi certa vez de minha professora de literatura: “Sabemos como reconhecer uma boa história quando a encontramos” e isso é fato.


No entanto o que torna menos claro para nós compreendermos é: o que pensamos que nos cativou não é, na verdade, o que nos cativou.


O que quero dizer, caros escritores, é que existe um fator vital que fascina e prende o leitor, que dá sentido a toda a história, qualquer que seja o gênero literário.


O que cativa e desperta o interesse de um leitor é o conflito interno, não o externo, que o protagonista é impulsionado a confrontar de capítulo em capítulo.


As histórias são como uma projeção para a vida real, assim você se vê imerso nela, você sente e vive tudo o que o personagem enfrenta, por dentro e por fora. E isso de alguma forma também desperta uma empatia por ele e nos pegamos imaginando como seria se tomássemos uma decisão tão difícil em seu lugar.


Como escritor, você pode planejar uma história que possa realmente prender a atenção do leitor, começando por formá-la em um lugar onde surge todo o significado e conflito: dentro do pensamento do personagem principal.


Com isso, listo as perguntas abaixo:


1. O que você quer transmitir?


2. Qual é o motivo inicial do personagem principal e o que ele quer?


3. Que concepção errada o personagem principal possuiu durante muito tempo e que será forçado a enfrentar e a superar para conseguir o que quer?


4. Que força ou problema de fora da trama impulsionará seu personagem principal a ir atrás do que ele quer?


5. Qual será a ocasião inesperada que fará com que seu personagem abra os olhos?


E depois de responder a todas elas, você se verá diante de uma imersão profunda do personagem, se questionando sobre os porquês de suas escolhas cruciais e perceberá o potencial que tudo isso tem a acrescentar à sua história, o que o levará a usar o backstory do personagem como base também, oferecendo uma visão moldada pelas vivências passadas dele, cuja percepção estará exposta à medida que a narrativa avança, dando significância a tudo.


Texto: Ivina Simplicio

Revisão: Karimy

20 de Agosto de 2022 a las 00:00 0 Reporte Insertar 0
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