ahrima Cassiano Murad

Essa história se passa no continente de Vitari, um local habitado por humanos, elfos, orcs, anões, tiefling, e diversos outros seres fantásticos do mundo de Dungeons & Dragons. Faça parte do grupo de aventureiros, cada um com seus objetivos e pretensões, enquanto lutam contra bestas, aliam-se a facções, e participam de disputas politicas para evitar que uma grande catástrofe assole o continente. Escolha o caminho do grupo, e lide com as consequências de seus atos.


Fantasy Medieval Not for children under 13.

#fantasia #épico #medieval #aventura #328 #interactive #d&d
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Bast

Bast tinha vagas memórias sobre aquela estrada, talvez tivesse passado por aquele lugar quando era criança, mas não tinha certeza, então tinha que confiar nas velhas placas já desgastadas que indicavam o caminho. Diversas carroças e carruagens passavam por ele, além de um ou outro cavaleiro, mas por sorte as estradas eram largas o suficiente para que Bast não precisasse se meter nos campos para dar passagem. Logo avistou uma pequena construção distante. Uma placa próxima dizia “Taverna Meio do Caminho”. Como caminhava desde os primeiros raios de sol, e a água em seu cantil estava quase acabando, decidiu que uma pausa seria muito bem-vinda. Além de poder descansar um pouco e repor seus suprimentos, talvez conseguisse alguma informação sobre do que se tratava a grande missão do rei.

Assim que chegou no local, levantou seu capuz tentando esconder seus chifres, enrolou sua cauda envolta da cintura jogando seu manto por cima, e usou sua taumaturgia para que seus olhos ficassem mais parecidos com os de um humano. Para sua sorte sua pele não tinha o tom avermelhado comum dos tieflings, sendo está um pouco mais escura. Com a iluminação certa e um pouco de sorte, poderia se passar por um humano de pele negra ou bronzeado sem maiores problemas. Os tieflings, por sua herança amaldiçoada, apresentam uma aparência demoníaca que muitas vezes assusta ou incomoda outras raças, principalmente os humanos, logo Bast sempre tentava se camuflar ao máximo para evitar problemas.

A construção do local era simples, paredes de madeira, piso de madeira, algumas das janelas estavam apertas, e mesas simples espalhadas por todo o salão. Ao entrar, o tiefling contou rapidamente as pessoas no local. Haviam nove homens distribuídos pelas mesas da taverna, alguns jogando e apostando moedas de cobre, outros apenas bebendo e gritando. Enquanto isso, uma bela melodia vinha do canto do local, produzida por uma figura encapuzada com um pequeno alaúde em um pequeno palanque. A sua frente havia um pequeno chapéu, com várias moedas. No balcão, pode ver um homem bastante robusto usando um avental por cima de sua camisa branca, sendo provavelmente o dono do estabelecimento.

Bast se aproximou do balcão, e colocou oito moedas de cobre e seu cantil sobre o mesmo dizendo:

– Boa tarde senhor, poderia por favor encher meu cantil e me servir o almoço com uma cerveja?

O homem o olhou rapidamente, e então apanhou as moedas e o cantil, e saiu pela porta de trás do balcão. Depois de um breve período ele retorna, com o cantil e um prato, os coloca na frente de Bast e se vira para pegar a cerveja.

– Sabe... – Disse o homem. – É bastante raro encontrar sua raça por aqui...

A cauda de Bast se agitou em sua cintura, demonstrando sua surpresa e descontentamento. Ele rapidamente olhou para os outros homens da taverna, mas estes pareciam nem ter notado sua presença. O dono do bar pareceu notar o nervosismo de Bast, pois logo emendou:

– Pode ficar tranquilo, seu disfarce está muito bom, mais ninguém aqui irá perceber que você é um tiefling. Eu só descobri pois já vi esse truque algumas vezes ao longo dos anos...

O homem então terminou de encher a caneca com a cerveja, e a entregou a Bast.

– Meu nome é Alon, bem vindo a minha taverna.

– Obrigado. – Agradeceu Bast enquanto dava um gole em sua bebida.

Enquanto Bast fazia sua refeição, ele escutou os homens discutindo e brigando sobre o jogo, e apreciava a melodia produzida pelo alaúde do bardo encapuzado. Alon logo se aproximou enquanto se servia uma caneca de cerveja.

– Então, você também está a caminho da capital?

– Sim. – Respondeu Bast.

– Para falar com o rei, eu presumo.

– Sim, você sabe algo sobre essa tal missão?

– Você não? – rebateu Alon levantando uma sobrancelha.

Bast deu mais uma garfada e moveu sua cabeça de um lado para o outro enquanto mastigava.

– Eu estou apenas seguindo as ordens de Bahamut.

Alon dá um longo gole em sua caneca.

– O deus Bahamut? Então você é um paladino?

– Em treinamento ainda. Você poderia me contar por favor o que sabe sobre essa tal missão que o rei tem convocado a todos?

Alon olhou em volta da taverna, deu de ombros e tomou outro longo gole de sua caneca.

– Como a casa não está muito cheia acho que tem algum tempo para te contar essa história. Vou lhe contar o que eu sei, o que me foi contando pelo meu avô. Duzentos anos atrás, em Treven, capital do reino dos elfos, nasceu o príncipe Illithor Fara. Ele passou sua juventude viajando pelo continente de Vitari, aprendendo sobre a história de diversos povos e treinando para se tornar um guerreiro. Illihor sempre foi admirador das artes mágicas, e o sangue arcano que corria em suas veias permitiu que aprendesse de sobre feitiços em suas viagens. Após o falecimento do rei, Illithor assumiu seu lugar como líder dos elfos ao lado de sua da princesa. Depois de tantas viagens e batalhas, Illithor conhecia a maior parte do continente e as culturas presentes nele, então seu reinado foi marcado pela aproximação entre todas as raças, levando o mundo a um longo e prospero período de paz. Uma das medidas adotadas pelo novo rei dos elfos foi a criação de um conselho de magos e feiticeiros, para prever possíveis catástrofes, e evitar guerras. Porém, o poderio adquirido pelo elfo subiu a sua cabeça, e logo ele começou a se aprofundar em magias antigas e diferentes planos. Ele se auto intitulou imperador de Vitari, e criou uma guarda de elite com artefatos poderosos magia negra, dando então início a uma guerra nunca antes vista no continente. Foi necessário que todas as raças unissem seus exércitos para estarem à altura do poderio de Illithor. A guerra só foi encerrada quando um grupo de heróis derrotou o rei elfo e sua guarda de elite. A queda de Illithor foi marcada pela liberação de uma poderosa onda energética que amaldiçoou toda a região de Treven, a capital do império, deixando o lugar inabitável. Depois da morte do rei, os artefatos do rei e de sua guarda real ficaram tão impregnados por magia negra, que eram fortes demais para serem destruídos, e perigosos demais para serem mantidos no mesmo lugar, por isso, os heróis decidiram que seria melhor selar esses artefatos em caixas, e espalha-las pelo continente.

Bast tinha acabado seu almoço a algum tempo, e continuava a ouvir atenciosamente a história de Alon.

– O que nos trás até os dias de hoje. Pelo visto o rei está preocupado com o paradeiro dessas caixas, ele teme que há aqueles que as desejam para fins malignos, e por isso, ele está contratando diversos grupos para... – Alon olhou em direção a entrada da taverna por um momento – ...Isso não vai ser bom.

Bast se virou da forma mais discreta que podia, para que pudesse ver a que o dono da taverna se referia.

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April 26, 2020, 1:07 a.m. 0 Report Embed Follow story
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