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História baseada em fatos de contos e fábulas... todas em uma só... dando vida a Clara Birdwhistle... Uma princesa do reino Virgínia na América, no fim da era medieval. Ela aprende a lidar com seu passado e poderes recebidos pela natureza. Enfrenta tudo e todos, incluindo a bruxa disfarçada e um rei preparado a arruinar o império de seu pai. A jornada inicia quando Clara precisa fugir e obter outra identidade... caindo nas mãos do príncipe, filho do rei e rival de seu reino... inicia um romance... talvez o fim de tudo ou o inicio de uma guerra...


Fantasy Medieval Not for children under 13.

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CAPÍTULO I

Ando a cavalo pelos campos de todo o território do império de meu pai, o rei Afonso IV. Meu pai está em uma solidão profunda e nem sei o porque... Minha mãe Amália, linda escocesa prometida a meu pai quando ainda muito jovem... Nasci de um casamento arranjado, porém vejo o amor entre eles...

Cada continente há um reino, o de meu pai habita na América do norte, chamamos de Virgínia. Não sabemos como tudo realmente começou, só sei que sou a maior e única herdeira da América.

Grito de raiva sobre o topo das montanhas. - Você não pode fazer isso comigo!! AH!!!

Choro abraçada no meu cavalo tão negro, quanto as profundezas do mais obscuro existente. - Oh Dark! Eu não quero me casar! - Falo com meu próprio cavalo.

Tenho essa habilidade de entender os animais desde meus 5 anos. Todos os animais me compreendem e guardo esse segredo, junto de meus pais e das fadas das Américas. Monto em Dark e cavalgo em direção ao mar. Não consigo parar de chorar, a raiva é maior... Apenas corro o mais rápido possível e grito o mais alto que conseguir...

Minha mãe quer me casar com um dos príncipes primogênitos e herdeiros dos outros continentes. Semana que vem farei 15 anos, sim 15 anos!! Uma criança! Não estou preparada para um casamento! Eu não quero! Sei que isso um dia teria que acontecer, mas não agora!

Me aproximo do litoral... A água brinca comigo... Tento andar sobre as águas, mas ela foge de mim... Me distraio ao divertir-me com ela...

📷

Corro ao meio dela e vejo os peixes em uma parede aquática... As ondas me trazem de volta a superfície e me presenteia com uma concha linda... Esse é outro dom que adquiri com 10 anos, ter o controle sobre a água. Deduzo que de cinco em cinco anos, receberei um novo dom... Ou será apenas estes... Eu não sei... Mas só fico a pensar, por que eu?

Observo navios se aproximando do litoral americano. Lembro do meu trágico futuro e corro de volta ao palácio, antes que arrume mais confusão.

Entro pela porta da cozinha e logo encontro minha amiga de infância Margot, ruiva dos cabelos longos e lisos, alguns meses mais nova que eu. Uma das filhas de Lady Susanne, responsável por cuidar de mim desde que nasci. Lady sempre foi fria, não entendo por que diabos ela está aqui a cuidar de mim... Uma coisa é boa... Minha amiga Margot.

Juntas vamos até meus aposentos. - Mas que imundície! Clara! Vai se banhar urgentemente! - Lady Susanne me esperava em meu quarto.

Recebo sua ajuda de ao despir-me. Meu vestido está molhado e sujo. O cabelo cheio de areia. Entro nua na banheira e Margot me ajuda com o banho. Lady recebe ajuda de minha mãe a escolher o melhor vestido para conhecer os cincos príncipes herdeiros dos outros continentes. Reviro meus olhos de tanta raiva que tenho.

- Minha pequena flor... Sei que está brava comigo... - Minha mãe fala ao ajudar-me a secar meu corpo. - Seu pai está doente e não sabemos ainda quanto tempo lhe resta... Você é jovem de mais pra suceder o trono, precisa se casar!

- Você é a rainha! - Digo exaltada. - Mãe! Se acontecer algo com meu pai, você reina ainda!

- Clara, não! Você vai se casar e está resolvido! - Ela grita. Fico assustada, mas ao mesmo tempo a raiva que sinto de ascendem ainda mais. - Espero por você daqui meia hora... Entendeu?

Ela sai de meu quarto, assim que confirmo com minha cabeça. Fico a pensar por alguns instantes. Lady insisti em me vestir com aquele vestido azul e desprezível.

- Saia daqui Lady Susanne! Sei me vestir sozinha! - Ela me olha arregalada, parada em meio do meu quarto. - Anda! Saia de uma vez!

Lady Susanne sai imediatamente, apenas comigo fica, Margot. Fico um tempo calada... As lágrimas escorrem sobre meu rosto...

- Clara! - Olho para Margot que me chama. - Sei que não é o que tanto deseja, mas esforça-te! Olha como é lindo este vestido! Com certeza és a princesa mais linda que aqueles príncipes verão!

- Se gostou, então é seu! Não usarei este vestido! Vista você! - Digo ao pegar outro vestido, verde e simples. Totalmente ao contrário do que minha escolheu.

- Mas não... Isso é errado! Posso ser expulsa do palácio por isso!

- Apenas experimente então! Aproveite, vai! - Digo colocando o vestido sobre a cabeça dela e admiramos sua beleza no espelho. - Você está linda! - Digo a ela.

- Pareço uma princesa... - Ela se admira, logo me olha travessa. - Já imaginou ir no seu lugar!

Caímos na risada. Seria uma boa ideia, mas é ridículo... Escuto passos no corredor... Talvez seja já a hora de me retirar... Abro a porta para a vistar a correria. Nesse momento, uma rã salta em meu quarto e Margot grita assustada.

- Calma! É apenas uma rã! Não vai te fazer mal! - Digo pegando o anfíbio na mão.

- Esse bicho é nojento! - Ela diz se contraindo de nojo.

- Eu não sou nojento! - A rã fala.

- Claro que não! Não de ouvidos a ela! - Respondo para a rã.

- Está falando ainda com os animais? Clara! Jogue esse bicho pela janela!

- Não! Por favor não faça isso! - A rã implora. - Demorei para encontrar os aposentos da princesa e finalmente encontrei!

- O que você tanto quer com a princesa? - Digo olhando para Margot. Desconfio que a rã pense que ela seja a princesa pelo vestido que usa.

- O que esta rã está dizendo? - Margot pergunta, pois percebe que tanto converso a rã... Ela não entende, apenas eu...

- Se você ficar falando, não conseguirei ouvir! - Digo a ela e imediatamente levo meu olhar para aquela rã. O que será que tanto quer comigo? - Fale de uma vez?

- Eu sou um príncipe! - Ele diz e caio na risada. - Não ria de mim! Fui enfeitiçado, não sei por quem, mas vou descobrir... Preciso ser beijado pela princesa e voltarei a minha forma real...

- Ah é? Isso vai ser divertido! - Rio incansavelmente.

- O que houve? Por que está rindo assim? - Margot ri junto de mim, mesmo não entendendo do que se trata.

- Este sapo quer-lhe beijar! - Digo segurando o riso.

- O quê? - Ela pergunta assustada.

Digo o que a rã disse, menos a parte da princesa... É claro que não acreditei que aquele sapo é um príncipe... E uma brincadeira com Margot me faria rir em uma situação desagradável que me encontro. Convencer ela não foi fácil, mas não impossível...

- Anda! Beija ele de uma vez! Preciso ir até a sala de jantar me encontrar com meu futuro marido! - Reviro meus olhos só de lembrar.

- Espera! Você é a princ... - Margot o beija nessa momento. Uma luz amarela ascende em volta deles e não consigo ver direito. Fecho meus olhos, pois a luz é forte de mais.

Abro-os e arregalo os olhos ao ver meu vestido jogado no chão. - Cadê a Margot? - Pergunto a mim mesmo com a mão sobre meu rosto. - O que eu fiz?

Me aproximo do vestido no chão e não vejo apenas una rã, mas vejo... - Duas rãs? Margot se transformou em rã!

Escuto Margot desesperada, implorando por ajuda e ao mesmo tempo me insulta por estar naquela forma... Com certeza com toda a razão! Olho para o suposto príncipe. - O que você fez?

- Eu não fiz nada! Você fez! Ela não é princesa! - Ele diz todo irritado.

A porta de meu quarto se abre. - Clara! Disse para não se atrasar! - Minha mãe entra e recolhe o vestido do chão, me forçando a me vestir de uma vez. As rãs se escondem, antes que ela os veja. - Você deve ficar linda e apresentável para os reis e príncipes ali presentes... - Ela arruma meu cabelo castanhos e cacheados... Fico parada sem revidar.

Logo Lady termina de arrumar o que falta... Coloco colar e brincos... Fico digna de uma princesa, só me resta descer até a sala de jantar e deixar as rãs a minha espera.

Antes de entrar, meu nome é anunciado e todos se levantam ao me receber. - Minhas sinceras desculpas pelo atraso de minha filha! - Minha mãe fala a todos.

Fico nervosa, olho em volta e vejo tantos homens jovens e velhos... Todos me devorando, como se eu fosse um pedaço de carne de primeira... Uma jovem virgem com uma coroa! Por respeito aos meus pais, fico calada o jantar inteiro, mesmo estando desconfortável com tanto olhares masculinos.

Depois do jantar, os príncipes são apresentados a mim e aos meus pais. Ficamos sentados em nosso trono, um ao lado do outro. Escuto todos eles, que falam a mesma coisa... Cada um de seu jeito, mas com a mesma finalidade. Um dos reis, o rei da Europa, se aproxima com o Conde de seu reino... Meu pai logo pergunta de seu filho...

- Desapareceu logo que pisamos em solo firme! - O rei fala e um calafrio toma conta de meu corpo. A rã é mesmo um príncipe? Não falo nada... Apenas fico ali sentada com meu coração preso na garganta.

Meu pai exige aos soldados que comecem uma busca pelo príncipe perdido. Os outros reis riam alegando que este tinha fugido, quase inicia uma briga. Para minha alegria, tudo acaba graças a essa confusão e corro imediatamente ao meu quarto.

- Cadê vocês? - Procuro desesperada pelas rãs. Por sorte ali estavam em baixo da cama, me esperando mais irritados do que eu, quando descobri que devia me casar. Suspiro aliviada. - Margot! Me desculpe! - Olho para o suposto príncipe. - Acredito em você! O que eu faço pra ajudar?

- Você já sabe! Deve me beijar! - Ele diz já fazendo um bico com os lábios. Olho com repugnância, mas preciso resolver essa situação.

- Com uma condição! - Digo a ele.

- Qual? - Ele pergunta ansioso.

- Vai fazer de tudo para ganhar na disputa da minha mão!

- Se apaixonou pelo sapo? - Margot pergunta desentedida.

- Não! Claro que não! - Levo meu olhar direto a ele. - Me prometa!

- Se não quer casar comigo, por que quer que eu ganhe nas disputas? Sabe que se eu ganhar, então estaremos comprometidos! - Ele diz.

- Eu sei o que estou dizendo! Se não me prometer, vai ser um sapo pelo resto da vida!

Eles se olham pensativos e ele retorna seu olhar a mim. - OK! Combinado! - Ele faz o bico novamente com os lábios e só me resta se aproximar. Estalo meus lábios na boca daquele sapo e mais a vez uma luz se ascende. Comprimo os olhos e tento avistar um homem se transformando em minha frente.

- Ah!!! - Grito ao perceber que ele está nú! Fecho meus olhos e me viro de costas. - Você está pelado! Saia do meu quarto!

- Calma! Quando me transformei as roupas ficaram ao chão! - Escuto sua voz. Faz sentido, pois percebi como aconteceu com Margot. Que a propósito está inconsciente pelo o que acabara de ver.

Me viro para minha cama e arranco o lençol, lhe entrego com os olhos fechados. - Se cubra por favor!

Espero por um instante e seguro Margot nas mãos. - Pronto, pode virar... - Escuto a voz dele atrás de mim. Fico receosa, demoro um tempo, mas me viro para ele e abro meus olhos vagarosamente.

Vejo um homem com um rosto lindo... Todo descabelado e... Pelado! - Tem um homem nú enrolado no lençol da minha cama! - Digo ainda muito nervosa.

- Eu vou embora! Ninguém vai saber do que aconteceu aqui... - Ele diz abrindo a porta de meu quarto. Fico paralisada examinando aquele homem semi nú bem na minha frente. - Obrigado! - Ele diz antes de sair e não o vejo mais naquela noite.

Com certeza não esquecerei jamais dessa cena que acabo de presenciar. Margot começa a acordar e logo estalo meus lábios nos dela antes que ela diga alguma coisa. Novamente a luz se ascende e... Vejo minha amiga na sua forma real... Suspiro aliviada... Margot também está nua, mas pelo menos seu vestido está ali no mesmo lugar que havia deixado.

- Eca! Você me beijou? - Margot se exalta.

- De nada! - Digo sentada em minha cama recuperando ainda o fôlego.

Margot acaba de se vestir, quando minha mãe entra em meu quarto. - Margot, pode nos dar licença? - Ela sai me deixando a sós com minha mãe. - Não foi tão ruim assim, não foi? - Ela tenta puxar essa conversa de novo?

- Vai ser ainda melhor, quando todos irem embora! - Digo revirando os olhos.

- Clara, isso é preciso! Um dia vai entender e... Sinto muito por não compreender agora... - Ela fala tristemente, quase rola uma lágrima de seu olho, mas ela rapidamente se gira de costas a mim e percebo ela secar com seu dedo. Acho estranho... Não entendo, mas já estou cansada de perguntar...

- Amanhã conhecerá o príncipe que faltava nessa noite... - Ela diz e franzo a testa. - Ele apareceu logo depois do jantar. Disse que se perdeu na mata... - Seguro meu riso... Mal sabe que já o conheço, até sem roupas!

- Que bom ve-la assim com esse sorriso lindo! - Ela percebe meu riso escapando de meu rosto.

- Mãe! Vocês falaram que qual quer primogênito herdeiro pode disputar pela minha mão...

- Sim isso mesmo! E você tem sorte que tem uns belos partidos ansiosos por você!

Reviro os olhos novamente. Tenho que concordar que alguns são belos, mas dois deles são velhos, parecem meu avô! Morrerei se tiver que casar com um deles!

Recebo um beijo amável de minha mãe. Eu a amo tanto! Apesar de me obrigar a me casar tão jovem, não consigo e não devo não ama-la. Deito em minha cama e só consigo pensar que amanhã conhecerei meu futuro marido. Logo lembro no homem pelado em meu quarto! Ele precisa ganhar na disputa, mas não caso com ele e com mais ninguém!

April 20, 2020, 5:46 p.m. 0 Report Embed Follow story
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