La Chiesa Follow story

paolaconsigliere Paola Consigliere

Desacreditada pela religião, Mia e sua amiga, Gabriele, zombam e desprezam constantemente os fiéis que frequentam a igreja próximo de onde trabalham, principalmente quando estes são os seminaristas - garotos que se dedicam ao estudo da teologia para a formação do sacerdócio. Porém, certo dia, é desafiada pela amiga a conquistar um deles e fazê-lo desistir do sacerdócio, assim, Mia conhece Dominic, um garoto doce e inocente mais novo que ela, e terá de se fazer por alguém totalmente diferente para continuar conhecendo-o e vencer o desafio. No entanto, Mia começa a desenvolver reais sentimentos por Dominic os quais tentará combater a todo custo.


Romance Young Adult Romance For over 18 only.

#sexo #teen #adolescente #romance #clichê #humor #drama #aposta #religião #igreja
3
2.8k VIEWS
In progress - New chapter Every Friday
reading time
AA Share

Livro 1

"Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. Um crê que de tudo pode comer, mas o débil come legumes; quem come não despreze o que não come; e o que não come não julgue o que come, porque Deus o acolheu. Quem és tu para julgar o servo alheio? (...) Romanos 14:1-4, Novo Testamento.

Havia muitas pessoas ali, todas já em seus últimos momentos de euforia, o ar quente e o suor escorrendo de suas testas era resultado de uma longa e agitada madrugada. A quase uma hora de terminar a festa, poucas pessoas bebiam, alguns estavam caídos em algum canto devido ao excesso de álcool e a grande maioria se concentrava já fora da boate, sentados nas calçadas e até mesmo na rua. Não havia ninguém àquela hora, portanto podiam ficar à vontade.

-Vocês viram aquele desgraçado teve a coragem de vir hoje! - Bianca esbravejou enquanto encarava ferozmente um garoto de vestimentas pretas e cabelo verde do outro lado da rua que conversava com duas garotas mais novas, Mia estava bêbada demais para visualizar seu rosto, mas teve uma impressão de que era Enzo, namorado - ou ex-namorado - da amiga.

Os postes de luz mal iluminavam a estreita rua de ladrilhos, agora cheia de jovens bêbados e drogados jogados nas calçadas ou em rodinhas a conversar no meio da rua. Todos os estabelecimentos ao redor ainda estavam fechados, mas Mia sabia que daqui duas horas estariam chegando os primeiros funcionários responsáveis por abri-los.

-Por que vocês não se acertam logo? - resmungou para ela. - Essa briga de vocês é tãaaaaaaao insuportável.

-Ele é insuportável! - devolveu Bianca.

-Então terminem. - Danio sugeriu.

-Argh, vocês não entendem nada! - gritou e, em seguida, saiu em direção a outro grupo que conheceram na fila mais cedo.

-Ela anda tão dramática ultimamente. - observou Gina ao acender um cigarro que ofereceu à Mia, no qual, aceitou e, após um trago, devolveu-lhe.

Àquela altura não conseguia pensar em mais nada a não ser cair em sua cama e acordar no mês seguinte, não se lembrava do motivo de ter aceitado sair naquela noite.

Danio e Gina estavam sentados a sua frente, encostados na parede do que parecia ser uma loja de roupas pela vitrine com manequins, fumando e rindo um do outro. Gina era alta e esguia de cabelos loiro escuros e usava um vestido azul curto colado no corpo, já Danio tinha a pele escura como a noite e cachos perfeitos no cabelo, vestia apenas um simples jeans preto com uma camiseta branca, sua marca registrada.

Ambos a tinham convidado para aquela festa com a promessa de que voltariam antes das quatro, pois teria de trabalhar no dia seguinte. Bem, como podem perceber, isso não aconteceu e Mia achava ter bebido demais, sua cabeça girava tanto que não conseguia ficar de pé, a sonolência começava a se intensificar, mas não tanto quanto o enjôo.

-Precisamos ir embora. - disse, mas ninguém pareceu lhe escutar, então ela repetiu pela vigésima vez naquela noite. -Precisamos ir embora!

Dessa vez, seus amigos pararam de conversar e prestaram atenção em Mia. Gina deu-lhe um sorriso, deixando Mia mais irritada ainda.

-Mia, não seja chata você também, nós já vamos, a festa já acabou mesmo.

-Amiga, aproveita os últimos minutos! - encorajou Danio. - Vamos achar um homem pra você.

O amigo a puxou pelo braço, levantando-a com sua força absurda, porém o esforço acabou fazendo sua cabeça quase explodir. Nos segundos seguintes não conseguia enxergar mais nada a não ser o chão e sentir o próprio vômito subir pela garganta. Notou as mãos de Danio segurando e afastando seu cabelo enquanto eliminava o conteúdo de seu estômago e, em seguida, o sono e o frio se intensificaram até Mia não conseguir mais se manter acordada, deixando as mãos firmes do amigo segurá-la enquanto deixava sua consciência voar para longe.

⤜ ✟ ⤞

-Mia.

Uma voz a chamava, à princípio, bem fraca e distante, mas, conforme ia retomando a consciência, ficava mais forte e reconhecível.

-Mia!

Acordou em um sobressalto, estava em seu quarto, na sua cama. O aposento parecia estar consumido pela bagunça, roupas jogadas no chão, latas de cerveja vazias por toda a escrivaninha e sobre o notebook, Gabriele sentava na beirada de sua cama com um copo de água em uma mão e um comprimido branco em outra.

-Finalmente acordou! - disse ela, nada animada. - Tome isso aqui.

Gabriele era sua colega de trabalho, ambas trabalhavam em uma velha loja de CD's não muito longe dali. Mia tinha lhe dado a chave do apartamento para quando perdesse a hora do expediente, aliás, a loja era só dois quarteirões dali, não custava nada fazer aquela viagem e Gabriele não gostava de ficar sozinha. Provavelmente tinha perdido a hora, olhou o relógio na cabeceira e dizia: 7h59. Sim, com certeza perdera a hora.

Afastou a sonolência e a visão embaçada esfregando os olhos e sentando-se na cama, foi aí que percebeu a infernal dor de cabeça acompanhada pela dor muscular em todos os lugares de seu corpo. Olhou a amiga que vestia um shorts preto e coturno por cima de uma meia-calça rasgada com um corselet também preto com costuras em relevo de mesma cor, bem ao estilo gótico, seu cabelo agora era roxo, finalmente tinha mudado o verde musgo, e estava preso em um coque volumoso com um laço azul prendendo a franja que crescia. No rosto passara uma maquiagem escura e chamativa, com batom preto e sombra também preta nos olhos. Por incrível que pareça, os donos da loja não se importavam com o tipo de roupa que usavam e até preferiam contratar funcionários com estilos alternativos.

Sua cabeça latejava como nunca e aceitou de bom grado o copo de água e o remédio que a amiga lhe ofereceu.

-Fiz café também. - disse ela. - Apresse-se, te espero na loja em uma hora.

Ela se levantou e saiu do quarto, mas antes de ir embora, virou-se novamente para Mia e completou.

-E não se esqueça de tomar um banho, você está com um cheiro horrível.

Com isso, ouviu a porta principal bater anunciando sua saída. Mia deixou-se cair novamente no travesseiro, mas não conseguiria dormir novamente. Por fim, aceitou a derrota e levantou-se, vestia a mesma roupa da noite anterior, uma saia rodada da cor preta com um cropped branco e justo na parte de cima, que deixava seu umbigo a mostra. Tirou-os lentamente enquanto se acostumava com o peso de seu corpo e cambaleou até o banheiro que ficava ao lado de seu quarto no corredor.

No momento em que acendeu as luzes foi um choque total, seus cabelos negros estavam embaraçados e amassados, seus olhos verdes estavam preenchidos por sua pupila e sua pele pálida parecia sem vida. Com certeza precisava de um banho e muita maquiagem, se bem que seus clientes não se importavam com sua aparência. Que clientes, Mia? Ninguém compra CD's hoje em dia.

Abriu a torneira da banheira e deixou com que a água enchesse o compartimento para, em seguida, adentrar na água quente e relaxante, fazendo seus músculos relaxarem.

Só foi sair de casa de verdade meia hora depois, vestindo uma calça jeans preta com rasgos nos joelhos, uma camiseta também preta com estampa da banda Bauhaus com um jaqueta de couro por cima e botas marrons de camurça com cadarços vermelhos. Tomara o café feito por Gabriele e comera um pedaço de pizza da semana anterior.

Levou cinco minutos de sua casa até a loja, esta, assim como grande parte das lojas em Roma, era pequena e simples. Com vitrines vintage e com prateleiras, no interior, cobrindo as paredes cheias CD's de todos os gêneros musicais em ordem alfabética. No centro, havia um pequeno balcão onde discos de vinil estavam em promoção e, no fundo da loja, ficava o caixa no qual Gabriele mantinha-se sentada do outro lado do balcão enquanto mexia no computador, cuja tela ficava escondida, provavelmente a amiga jogava RPG ou algo do tipo. A verdade era que a loja não recebia muitos clientes, afinal, quem é que compra CD nos dias de hoje?! Portanto, Mia e Gabriele tinham tempo o suficiente para conversar e fazer qualquer outra coisa.

-Finalmente. - disse Gabriele, por fim, quando a notou, porém sem desgrudar os olhos da tela digital.

Seus dedos mexiam enlouquecidos sobre as teclas do teclado e a mão do mouse se deslocava rapidamente de um lado para o outro.

-O que você está jogando? - perguntou Mia enquanto se aproximava.

-League of Legends. - respondeu.

Sinceramente, Mia não curtia muitos videogames, o único que realmente tinha gostado fora Skyrim e, mesmo assim, não tinha muita paciência para ficar horas jogando. Observou enquanto Gabriele andava pelo mapa e atacava as torres e outros jogadores, chegou um momento em que se cansou de ver aquelas luzes piscando incessantemente, não entendia como a amiga podia ficar o dia todo jogando aquilo.

Por fim, saiu para fumar um cigarro e observar o movimento da rua. A Via Del Corso era, assim como a maioria das ruas da cidade, estreita, as pessoas ali usavam mais motos do que carros para chegarem aos seus destinos, a maior parte dos carros na rua eram vans ou mini-caminhões que geralmente transportavam mercadorias. Àquela hora, a rua não estava tão cheia, mas no horário de almoço era um movimento caótico. Mia encostou em uma das paredes e acendeu seu cigarro, ignorando os demais que a olhavam feio, já tinha se acostumado com pessoas incomodadas com ela.

Observando os prédios antigos que não tinham mais do que dez andares, recém-pintados com cores que não combinavam com sua arquitetura gótica, com pequenas janelas e lojas abertas no térreo, Mia admirava a beleza e a história daquelas construções que eram bem mais velhos do que ela. No quarteirão a frente, no meio do caminho entre a loja e sua casa, ficava a igreja de San Giacomo in Augusta onde, todas as segundas e sextas-feiras, seminaristas a visitavam para...fazer as coisas que eles fazem, rezar, encher o saco dos outros com folhetos, acender velas, essas coisas. Ela e Gabriele gostavam de brincar e rir dos garotos que eram mais ou menos da sua idade, dezenove era sua idade, mas Mia acreditava que aqueles meninos não tinham menos de dezessete, e já tinham escolhido a virgindade eterna. Nunca fora religiosa e não entendia como alguém podia adorar e depender totalmente de uma divindade que nunca se mostrou verdadeiramente, porém nunca deixava transparecer esse preconceito, principalmente quando se vivia em uma cidade de grande maioria católica, apenas com Gabriele podia desabafar e zombar.

Mais tarde, lá pelas onze horas, quando voltar a fumar, reconheceu o grupo dos virgens quando chegaram à igreja. Eram um grupo de mais ou menos dez pessoas que usavam uniformes iguais, um blazer azul marinho com uma camiseta branca por baixo e uma calça caqui também de cor azul para combinar com o blazer. Totalmente antiquado.

Terminou seu cigarro enquanto observava o grupo adentrar a igreja, uma enorme construção ao estilo arcaico, e voltou para a loja.

July 26, 2019, 5:43 a.m. 7 Report Embed 2
Read next chapter Livro 2

Comment something

Post!
Rodrigo Borges Rodrigo Borges
Eu gosto da forma como você descreve os personagens e suas roupagens. Só me fez falta uma maior descrição dos ambientes iniciais, como a rua pós-festa e o quarto de Mia. Ah, também senti falta de pontos finais; existe muitas vírgulas que poderiam ser trocadas por pontos finais, ponto e vírgula, ou até mesmo o hífen " - ". Mas com certeza vou ler o Livro 2!! Já deixo meu gostei e passo a seguir a história. E convido você a ler um clichê meu que escrevi há alguns anos, postarei o segundo capítulo amanhã.
Aug. 30, 2019, 9:43 a.m.

  • Paola Consigliere Paola Consigliere
    Olá, muito obrigada pela leitura e pelo comentário construtivo!! Admito que foi uma opção minha a carência de descrições neste cap., pois prefiro trazer detalhes ao longo da história e não já no primeiro cap., mas se o erro se repetir pode continuar batendo nessa tecla kkkkk Obrigada, vou dar uma olhada na sua história! Aug. 30, 2019, 10:20 a.m.
Davi Morais Davi Morais
Essa Gabriele ai deve jogar de Yasuo kkkkk
Aug. 28, 2019, 10:55 p.m.

~

Are you enjoying the reading?

Hey! There are still 14 chapters left on this story.
To continue reading, please sign up or log in. For free!