Os Filhos de Loki Follow story

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Não é de hoje que as pessoas acreditam em dimensões paralelas, mas nunca foi-se possível provar suas existências. Mesmo ao transitar entre os Nove Mundos pelos galhos de Yggdrasil nunca foi possível encontrar um décimo mundo, até agora. Fanfic do universo de Magnus Chase de Rick Riordan criada para a Copa dos Autores focando nos personagens Samira al-Abbas, Alex Fierro e Magnus Chase junto que OC's meus com uma pequena participação de Blitzen e Hearthstone.


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Capítulo 01

Capítulo 01


A árvore no quarto de Magnus balançava seus galhos com um misterioso vento que lhes acertavam. Era tarde e ele já estava dormindo. Nenhuma luz além da ambiente penetrava no cômodo. O rapaz possuía um sono tranquilo, mexendo-se um pouco pelo colchão e fazendo algumas caretas discretas, provavelmente sendo um reflexo de seus sonhos.

— Magnus!

O grito dado foi o bastante para fazer o loiro acordar, mas ainda manteve os olhos fechados, apenas jogando o cobertor para cima cobrindo o rosto por conta do pequeno brilho que Jacques estava emitindo e resmungando algo inaudível.

— Magnus! — gritou novamente.

— O que foi Jacques? Sabe que você pode sair para seus encontros sem ter de me avisar — falou ainda por baixo das cobertas.

— Isso não é um encontro! — sua voz soava com um pouco de desespero e em forma de sussurro — É uma emergência!

— Emergência? — abaixou o cobertor tentando olhar para o companheiro com apenas um dos olhos abertos.

— Digamos que estou sentindo... Algo... É estranho e está arrepiando todo meu corpo... E não é azia.

— Você não tem estômago para ter azia, Jacques — coçou um dos olhos e procurou se levantar um pouco — O que seria esse “algo”?

— Parece estar vindo de Boston, precisamos ir lá conferir!

— Não vamos para Boston às 3 da manhã!


*****


Não estava nevando, mas o frio da madrugada era o suficiente para fazer Magnus ficar com os dedos trêmulos, mesmo com eles sob luvas grossas de lã. Passar tantos meses no hotel aparentemente o fizeram perder um pouco de suas "habilidades de mendigo", sendo uma delas, não se incomodar tanto com baixas temperaturas.

— Eu não acredito que viemos para Boston às 3 da manhã... — resmungava.

— É para um bem maior! — afirmou Jacques.

— Por que está flutuando ai? Alguém pode te ver!

— Relaxa, é fim de semana. Nada passará de uma alucinação de um bêbado qualquer.

Magnus suspirou em desânimo, para uma espada, Jacques conseguia pensar em respostas muito rápidas, contudo, o fato de estarem ali não era o que mais lhe incomodava.

— Certo... Agora pode pelo menos me dizer o quê eles estão fazendo aqui? — gritou apontando para o lado onde Samira e Alex estavam, um pouco mais atrás.

Jacques não se explicou, as duas garotas pararam ao lado de Magnus e o encararam de forma torta, Samira chegou até a cruzar os braços em reprovação.

— Nada contra, apenas... — suspirou levando a mão à cabeça — Eu não sei o que está acontecendo.

Alex soltou um sorriso se divertindo com a situação enquanto a irmã permanecia em silêncio, ainda séria.

— Eu que devo perguntar o que estão fazendo aqui — Samira enfim se pronunciou — Especialmente você Magnus. Um filho de Frey não deveria sentir o que estamos sentindo.

— Eu estaria dormindo se Jacques não tivesse me acordado — bufou voltando a andar.

O trio caminhava pelas ruas seguindo as orientações da espada que muitas vezes tornavam-se confusas e pequenas discussões surgiam entre as duas meninas e o objeto mágico. Chegou uma hora que Magnus apenas observava um pouco mais atrás ainda tentando entender o que estava acontecendo. Ele parecia ser o único alheio à situação e isso lhe incomodava.

Em mais uma das pausas para tentarem se orientar, o rapaz recostou-se sobre o muro do prédio próximo e ficou observando ao redor. A chegada do amanhecer não parecia estar ajudando a temperatura a se elevar. As ruas estavam estranhamente desertas naquela parte da cidade por isso foi fácil perceber uma estranha movimentação do outro lado da larga rua.

O brilho soltado pelo objeto em questão foi logo reconhecido, a camiseta branca não ajudava a se esconder nas sombras, se é que estava tentando se esconder visto os movimentos.

— Eu não sei o que vocês três estão procurando, mas encontrei algo — anunciou fazendo os amigos se calarem para olha-lo.

O tempo que passou com Blitz e sua tia Freya pode não ter sido muito, mas foi o bastante para ele aprender algumas coisas. Uma delas foi que as lágrimas de Freya viram ouro ao caírem na terra. Outra coisa foi que o ouro de suas lágrimas possui um brilho especial. A terceira, nenhum humano normal estaria usando algo feito do ouro das lágrimas da deusa.

Apesar disso não deu aos amigos uma longa explicação, apenas pediu para Jacques voltar a forma de pingente e saiu correndo em direção a estranha pessoa que vira, sendo seguido pelas duas irmãs.

Seja lá quem era, não parecia estar fazendo esforço para poder se afastar do trio ou sequer andava rápido, por isso foi fácil rastreá-la até um parque próximo onde repousava em um dos bancos.

Assoprava as palmas das mãos procurando aquecê-las e estava completamente alheio a aproximação dos jovens, tendo sua atenção chamada apenas quando Magnus lhe chamou com um “hey”.

Com a aproximação foi possível notar que se tratava de uma garota e mesmo não estando claro o suficiente foi possível notar seus belos olhos verdes os encarando assustados.

— Quer luvas? — ofereceu, ela negou com a cabeça.

Enquanto Magnus tentava conversar com a misteriosa garota, Alex aproximou-se de Samira na intensão de sussurrar algo, mas a valquíria a impediu de se pronunciar murmurando um “eu sei” e voltando a prestar atenção na misteriosa garota.

— O que está fazendo aqui a essa hora? — ele continuou.

— Devo perguntar o mesmo para vocês — sua voz era um pouco ríspida, como se a presença deles não a agradasse.

— Estávamos passando e te vimos, com essas roupas... — fez uma pequena pausa — Acho que elas não são muito adequadas para o clima.

A jovem parecia o olhar de cima a baixo sem ignorar a presença das moças atrás dele. Algo neles a incomodava um pouco e não disfarçou a torção no lábio dada.

— Sou Magnus — estendeu a mão para cumprimenta-la — Estas são minhas amigas, Samira e Alex, pode confiar na gente.

A resposta demorou a vim e ele ficou contente por ter sido positiva.

— Amethyst.

Retirando a mão de perto do peito e estendendo-a para cumprimenta-lo ficou evidente o medalhão dourado que usava, pendurado em uma corrente preta, próximo ao seu peito.

Suas mãos não chegaram a se tocar antes de Jacques sair da forma de pingente em um pequeno brilho dourado e ficando ao lado de seu portador.

— É ela! — gritou — Ela é a energia que eu estava sentindo!

— O quê? — ele virou-se assustado para a espada.

A garota não perdeu tempo, aproveitando o braço esticado, concentrou sua energia na palma das mãos e quando ninguém esperava, Jacques foi mandado para longe como se tivesse sido arremessado por alguém. O susto criado foi a deixa para ela sair correndo largando os três semideuses sem entender o que acabara de acontecer.

— Jacques! — gritou Magnus correndo até ele.

— Eu vou atrás dela! — anunciou Alex correndo em direção a garota.

Samira queria seguir a irmã, mas achou melhor por as cartas na mesa para o loiro antes que ele começasse a gritar querendo entender a verdade das coisas. Ao se aproximar ficou feliz em ver que Jacques estava bem, a espada tagarelava dizendo que jamais tinha sentido algo naquele jeito, afirmando ser como se o vento o tivesse cortando em vez do contrário.

— Eu confesso que aquilo me pegou de surpresa — comentou Samira vendo o rapaz empunhando a espada.

— O que foi aquilo? — olhou para ela.

— Nem eu sei. A verdade é que acordei essa madrugada por causa de um estranho sentimento... Acho que o mesmo aconteceu com Alex. E por algum motivo Jacques também sentiu.

Magnus olhou para a espada como se perguntasse o que estava acontecendo para ele, esperando uma explicação minimamente descente.

— É verdade isso Jacques?

— Em parte sim... — sua voz saiu baixa como se quisesse desviar do assunto.

— Você me acorda no meio da noite por causa disso e não me conta? — o soltou ao erguer ambas as mãos perto do rosto.

— Eu concordo com o Magnus — comentou Samira — Você ao menos deveria ter contado o motivo para ele antes de saírem do hotel.

— Ah! Me desculpem senhores semideuses! – Jacques levantou o tom — Se eu tivesse braços tenham certeza que eles estariam cruzados agora!

A espada começou a flutuar na frente dos dois adolescentes expondo sua pequena revolta e indignação.

— Da próxima vez que acontecer uma explosão divina banhada na energia de Loki em Midgard e uma de suas filhas estiver usando um medalhão com o Aegishjalmur gravado nele dentro de um círculo rúnico, eu vou avisar!

— Espera... O quê? — Samira estava confusa — Como você tem tanta certeza disso?

— Estava bem claro para mim quando Magnus queria cumprimenta-la, mas não me surpreendo com humanos serem um pouco cegos às vezes.

— Não o medalhão! Como sabe que ela é filha de Loki?

— Acho que tem a ver sobre eu ser um objeto mágico divino bonitão — Jacques não reparou, mas ambos adolescestes reviraram os olhos — Sabe quando você percebe que alguém é de fora pelo sotaque, foi algo do tipo.

— Você e Alex tinham percebido essa energia? — questionou Magnus.

— Sim... Eu queria acreditar que foi apenas uma manifestação de Loki que deu errado, acontece às vezes e sua energia fica solta na atmosfera, animais e algumas pessoas podem sentir isso.

— E o que garante que aquela garota não é Loki? Sabemos que ele pode assumir formas... Femininas... — estava sem jeito ao dizer aquilo se lembrando um pouco da história de Alex.

— Loki não usaria um símbolo de Odin tão descaradamente como aquele. Na verdade eu não o vi, mas aquele medalhão era bem grande, se Jacques está dizendo, eu acredito nele.

— É bom ver que alguém me da valor por aqui.

Magnus encarou a espada por um tempo não acreditando muito no que ouviu. Negando de leve com a cabeça, voltou a olhar Samira, preocupado.

— Acha que aquilo foi o poder de Loki se manifestando?

— Talvez... — ela não sabia muito bem o que pensar — Precisamos avisar Odin sobre isso, mesmo ele provavelmente já ter ciência do ocorrido.

— Não podemos ir sem Alex!

— Eu confio nela.

— Não por isso... Não sabem que saímos do hotel...

Samira pareceu o fuzilar com o olhar. Realmente confiava na irmã e não acreditava que ela fosse se meter em um problema que não conseguisse sair referindo-se a estranha menina, agora o pessoal do hotel era outra história. Após convencer Jacques a voltar a ser um pingente, ambos saíram correndo atrás da jovem de cabelos verdes.


*****


Algumas lâmpadas da cidade começavam a se apagar com a chegada do sol se aproximando. As ruas, agora claras, tornava mais difícil para alguém tentar se esconder e ainda havia algum tempo até o movimento de carros e pessoas começarem a circular. Ainda assim, não era uma tarefa fácil, mas Alex sempre dava um jeito nas coisas.

Havia se transformado em um pastor alemão e procurava farejar a menina. Mesmo não tendo pegado muito bem seu cheiro esperava que a energia de Loki que sentia vindo dela lhe ajudasse. Em pouco tempo se afastou do centro, indo para uma área com prédios residenciais.

Em pouco tempo viu-se parada de frente para um beco. Adentrou com cautela ainda varejando ao redor para ter certeza que estava certa da direção a seguir. Além de algumas caixas de papelão e lixo, o lugar era tomado por um fedor horrível que esperava muito se tratar do esgoto.

Já estava se aproximando do muro quando se deu conta de não haver ninguém ali, pronta para dar meia volta, foi atingida por algo que não soube dizer do que se tratava e acertou a parede de tijolos voltando ao normal.

Aproximando-se lentamente, pisando em uma das poças presentes no lugar, a menina estava com o braço direito estendido em direção a Alex, com os dedos em forma de garra.

— Muito bem, que gracinha você aprontou dessa vez Loki? — seu tom era firme e sério, não parecendo nem um pouco feliz com aquilo.

— Loki? – levantou-se um pouco sentindo um pouco de dor na lateral do corpo, segurando essa parte — Desculpe dizer, mas eu não sou minha mãe.

— Sua... — abaixou o braço, confusa com aquilo — Mãe?

— Longa história...

June 11, 2019, 11:44 p.m. 0 Report Embed 0
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