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satsukimari Mari Satsuki

Sakura viveu grande parte de sua vida de maneira monótona, de uma forma que acreditou ser satisfatória o suficiente para si. Quando ela recusa uma proposta feita por seu marido, ela vê seu casamento e sua vida perfeita desabar, e junto com ele, sua carreira como médica pela qual sempre lutou parecia estar comprometida. Ao ser nomeada como residente chefe da emergência, Sakura enfrentará alguns obstáculos em sua vida profissional, e em contrapartida, ela também verá sua vida amorosa virar de cabeça para baixo quando uma de suas alunas começa a demonstrar seus reais sentimentos.


Fanfiction Anime/Manga All public.

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O "primeiro" beijo


Você vive, ou apenas existe?

Sakura parecia viver uma vida que não lhe pertencia mais, mas não foi capaz de perceber.

Realizou o sonho de estudar medicina, mesmo não tendo nascido em uma família que tornaria isso algo mais fácil, se apaixonou perdidamente e se casou com seu primeiro e único amor. Formou-se e se transformou em uma brilhante e renomada cirurgiã geral. Sua vida era perfeita aos seus olhos, aos olhos de seus amigos, de seu marido. O que uma mulher com Uchiha Sakura teria para reclamar?

Quando se tornou uma médica e se casou com um advogado – que mais tarde viria a se tornar um promotor de justiça – Sakura passou a pertencer há um mundo no qual não estava habituada. Sentia-se realizada por estar ali, mas sabia que precisaria se adaptar para viver naquele meio.

E ela se adaptou, se adaptou muito bem, mesmo que em algumas situações – a grande maioria – ela tivesse que se submeter a algo no qual não estava confortável, mas ela o fazia, fazia pelo bem das aparências que desejava manter, fazia pelo bem de seu casamento, fazia pelo bem do lugar que tanto sonhou em conquistar.

E foi ai que Sakura passou apenas a existir.

Mesmo que não soubesse do contrário, considerava-se imensamente feliz, e o que mascarava isso era a realização em seu trabalho. Medicina sempre foi o seu grande amor, e estar ali, realizada, bem sucedida e construindo uma reputação invejável era muito mais do que Sakura sonhou para si. Queria dedicar-se ao máximo para aquilo e crescer ainda mais na carreira, e quando um obstáculo para seu mergulho de cabeça surgiu, ela notou que não estava mais vivendo para si.

– Sabe Sakura. – Sasuke depositava beijos pelo delicado pé de sua esposa. – Acho que está na hora de pensarmos um pouco mais em nossa família.

– O quer dizer com isso, querido? – A rosada arrancou uma gargalhada do marido que acreditou que ela apenas se fingia de desentendida, quando na verdade, não estava mesmo compreendendo o que ele queria dizer.

– Meu amor, já estamos casados há dez anos, aproveitamos tempo o suficiente, construímos um patrimônio e tivemos muito sucesso em nossas carreira. Acho que está na hora de darmos mais um grande passo em nossas vidas.

– E o que seria esse passo? – Sasuke riu novamente ao notar que sua esposa não estava mesmo entendendo onde queria chegar.

– Está na hora de termos um filho, querida. – Sasuke sorria abertamente com a ideia, e a forma como seus olhos reluziam ao dizer aquilo, fez com que Sakura se sentisse a pior das esposas.

– Eu não sei, querido... – Sakura estava visivelmente desconcertada. Não sabia o que fazer naquela situação, pois não conseguia dizer não ao marido.

– O que você quer dizer? – O sorriso de Sasuke desapareceu e sua expressão se tornou vazia, como se já soubesse o que viria a seguir.

– Não sei se estou preparada para ser mãe. – Sakura suspirou. – Eu estou focada demais em meu trabalho, pensar em filhos agora é algo que talvez me complique um pouco.

– Se não é agora, quando será? – Sasuke se exaltou. – Já estamos velhos, Sakura. Logo chegaremos aos quarenta e isso se tornará ainda mais difícil, então acho que tem que ser agora. – Os nervos de Sakura se agitaram ao ouvir a forma autoritária com que seu marido lhe dirigia a palavra, e aquilo não lhe agradou nem um pouco.

– Pois eu acho que não tem que ser nunca! – A perplexidade com que falou a atingiu de imediato. Sabia que não deveria ter dito daquela forma, mas decidiu respirar fundo e se acalmar, para então abrir o jogo. – Não é isso que eu quero para a minha vida, Sasuke. Não é que eu não esteja pronta, eu simplesmente não quero ser mãe, nem hoje e nem nunca.

– Do que está falando? – A expressão vazia de Sasuke se tornou ainda mais intensa. – Você não quer ter filhos por causa do seu trabalho? Você vai jogar nosso casamento fora por causa do seu trabalho de merda?

– Como é que é? – Sakura despertou finalmente para realidade de sua vida. – Só porque eu não quero fazer sua vontade meu trabalho é uma merda? Presta bem atenção no que eu vou dizer Sasuke, eu passei a minha vida toda sonhando em ser médica, um filho não é o meu sonho, e francamente, sabendo onde eu posso chegar se me dedicar o máximo, não vou criar impedimentos para isso.

– Não acredito que vai mesmo fazer isso. – Sasuke gargalhou histérico. – Depois de tudo que fiz por você, depois de te dar conforto, um lugar entre os bem sucedidos, um mundo que sempre sonhou, é assim mesmo que vai me retribuir?

– Pelo amor de deus, Sasuke. Eu abri mão de tantas coisas por sua causa, eu passei a viver uma vida que não me pertence por sua causa, eu me tornei outra pessoa só para te agradar, e agora você tem coragem de dizer que eu não te retribuí o suficiente porque não quero um filho?

– Você está me privando de um sonho, Sakura, você vai me privar de ser pai. Você não tem esse direito. – As palavras de Sasuke saiam embargadas.

– Você está certo, eu não tenho, então faça o que quiser. Se quiser tanto um filho, tenha, mas não serei a mãe. Sinto muito. – Sakura bufou antes de se levantar da cama.

**

A semana já não havia sido desgastante o suficiente para que sua chefe lhe convocasse para uma reunião em plena sexta feira. Sakura passou sua última cirurgia resmungando vários palavrões enquanto aguardava a hora de saber o que era tão extraordinário que não poderia ter sido deixado para segunda.

– Boa noite. – Sakura cumprimentou os presentes na sala de reunião com uma reverência antes de se sentar.

– Fico feliz que esteja aqui, Dra. Uchiha, esta reunião de hoje diz muito respeito sobre você. – Tsunade sorriu para a médica.

– Mesmo? Por essa eu não esperava, Dra. Senju. – Sakura suspirou profundamente. – Há propósito, agora é Dra. Haruno.

– Oh, claro, me perdoe. – Tsunade ficou surpresa, mas deixou para entrar em detalhes quando estivessem a sós. – Bem, como pode ver, aqui está presente toda a comissão acadêmica do hospital e você, doutora.

– Sim, e isso está me deixando um pouco confusa, pois não é o meu setor.

– Há partir de segunda será. – Sakura teve um espasmo de choque em sua cadeira ao receber a notícia. – Estamos em falta no setor de residência do pronto socorro do hospital, por isso tomei a liberdade de nomeá-la para o cargo.

– Mas eu não faço parte da emergência. – Sakura se exaltou. Não conseguia acreditar que depois de tudo que passou para finalmente se tornar uma cirurgiã, teria que regredir para uma posição que havia abandonado há anos. – Já fiz, mas isso faz muito tempo, agora eu sou cirurgiã.

– Eu sei que você é cirurgiã doutora, afinal, foi uma de minhas melhores alunas, e eu não tenho a intenção de retirá-la por completo da cirurgia geral, porém, necessito de seus serviços no cargo que estou direcionando a você agora. – Tsunade dizia de forma séria e firme.

– Certo. – Sakura respirou fundo antes de abrir um falso sorriso. – Se é assim, eu ficarei feliz em aceitar o cargo.

– Muito bem, com isso encerramos nossa reunião. Os demais detalhes serão repassados por email. Estão dispensados. – Tsunade encerrou a reunião, mas interrompeu a retirada de uma das médicas da sala. – Gostaria de conversar em particular com você, Dra. Haruto. – Sakura apenas assentiu.

Seguiu Tsunade até seu escritório em passos lentos que ecoavam pelos corredores vazio da ala administrativa. O silêncio era incomodo para Sakura, mas preferiu mantê-lo pelo medo do quê vivia. Chegando ao local, a médica mais velha trancou a porta, sentou-se em sua cadeira e suspirou profundamente antes de falar.

– Muito bem Sakura, pode começar a falar tudo que está acontecendo. – Tsunade abandonou as formalidades, apoiando-se em sua mesa e cruzando os braços, aguardando uma resposta de Sakura.

– Primeiro você tem que me explicar o que foi isso. Por que me colocou como residente do pronto socorro? Poderia ter feito isso na cirurgia... – Sakura deixou que a raiva lhe tomasse, mas foi interrompida pela loira.

– Você sabe que ainda não é boa o suficiente para assumir a chefia da cirurgia geral, e francamente, do jeito que está nunca vai ser. – Tsunade disse furiosa enquanto fuzilava a rosada com os olhos, que acabou recuando. – Você sempre foi tão profissional Sakura, eu depositei tanta confiança em você quando te preparei para a cirurgia, isso porque eu sabia do que era capaz, mas eu tenho recebido tantas reclamações absurdas da sua equipe nas últimas três semanas, e agora essa história de Dra. Haruno no meio da reunião. O que está havendo com você?

– Eu e Sasuke estamos nos divorciando. Eu vou mudar meu nome novamente. – Sakura foi direta em abrir o jogo, sem ao menos entrar em detalhes.

– E está deixando isso afetar em sua vida profissional? – Tsunade sempre fora uma boa chefe, mas não admitia incompetência por motivo qualquer. – Esse é todo o seu profissionalismo? Sakura, você é uma cirurgiã, você lida de forma delicada com a vida dos seus pacientes, não pode simplesmente entrar em uma sala de cirurgia irritada por causa de um divórcio. Graças a deus não aconteceu nada até agora, mas pelo que sua equipe me relatou, se continuar agindo assim, não vai demorar muito até que algo desastroso aconteça.

– Tudo bem. – Sakura suspirou derrotada. – Vou visitar a terapeuta, vou tentar relaxar antes de vir trabalhar. Pode me tirar desse cargo de residente chefe da emergência?

– Mas é claro que não! – Tsunade foi curta e grossa. – Como eu disse, não vou te tirar da cirurgia, mas quero você um pouco afastada até se recuperar de verdade. Acredito que lidar com novatos será uma boa forma de relaxar, sei que será uma excelente chefe, e se estiver com raiva, desconte neles.

– Mas eu não quero fazer isso. – Sakura choramingou. – Eu lutei tanto para chegar na cirurgia, não é justo com o meu esforço regredir dessa forma, não agora.

– Sei que as coisas estão difíceis para você, mas só estou fazendo isso pelo seu bem. – Tsunade suspirou e acalmou a voz. – Seu lugar na cirurgia geral está guardado e ninguém irá toma-lo de você, mas sinto que é melhor te ocupar com outras coisas por agora. Não me odeie por isso, faço pelo seu bem, sei como é uma excelente profissional e por isso não vou deixar que coloque sua carreira em jogo por algo tão pequeno como um divórcio.

– Estou irritada pelo que fez e feliz com sua preocupação, e isso está me deixando confusa. – Sakura abriu um sorriso amarelo. – Mas isso não significa que estou feliz com sua decisão, mas não tenho outra opção, de qualquer forma.

– Não, você não tem. – Tsunade abriu um sorriso. – E você também deve visitar o terapeuta. É uma regra para qualquer médico que se divorcia. E também vamos sair amanhã para beber e você vai me contar tudo que aconteceu entre você e o Sasuke. Merda Sakura, eu nunca gostei dele, e não sei o que aconteceu, mas vou me dar ao prazer de te dizer que avisei que esse casamento não era boa ideia.

– Quando eu te contar o que aconteceu, não vai acreditar. – Sakura estalou a língua no céu da boa e sorriu. – Enfim, vai ficar para manhã os detalhes. Convide a Shizune também, será legal revê-la.

– Pode deixar. – Tsunade sorriu. – Tenha um bom descanso e cuide-se, segunda será um dia intenso.

– Fazer o quê? – Sakura soltou uma risada fraca. – Até lá, então.

**

Apesar de seu corpo fadigado implorar por um dia inteiro de descanso, Sakura sabia que sair e espairecer um pouco lhe faria bem. Desde que deixou a casa em que vivia com o marido, tudo que havia feito era trabalhar. Já fazia alguns dias que não visitava um salão de beleza, que não fazia as unhas – mesmo que não pudesse pintá-las – e nem mesmo com sua depilação estava se preocupando. Riu nervosa ao se alto culpar por estar tão desleixada, enquanto seu belíssimo ex marido provavelmente estava se divertindo em busca de uma mulher para ser a mãe de seu tão sonhado filho.

Concluiu que, se não fizesse algo, acabaria aos trapos por causa de uma separação, então ligou para sua cabeleireira de todas as horas implorando que a atendesse, a mulher relutou, mas no fim não foi capaz de dizer não a rosada.

Sentiu-se renovada após algumas horas de beleza, o cansaço que lhe tomara havia desaparecido, e tudo que Sakura queria era se divertir um pouco. Ligou para Tsunade e Shizune confirmando o encontro e estendeu o convite para sua melhor amiga, Ino.

Queria se sentir bonita, e foi revirando seu guarda roupa que percebeu que suas roupas eram comportadas demais para uma mulher solteira. Precisava de algo mais ousado, que mostrasse mais o seu corpo no qual sempre teve tanto cuidado. Correu para o shopping em busca de algumas peças novas e saiu do local satisfeita com suas novas aquisições, havia feito um alto investimento em si mesma e sentia que daquele dia em diante sua vida mudaria para melhor.

**

– Mais uma garrafa de vinho e de saquê, por favor. – Uma Tsunade já alterada dizia com a voz tremula enquanto sorria. As três mulheres que lhe acompanhavam sabiam como a mais velha se portava diante do álcool, mas nenhuma delas se atrevia a lhe controlar.

Sakura era a única que ao menos tentava acompanhar seu ritmo, apesar de tentar manter o controle para não atingir tal nível de embriaguez. Suas amigas apenas bebiam casualmente enquanto cuidavam da mais velha que poderia ter uma crise há qualquer momento.

– Vou dar uma volta. – Sakura se levantou. – Tenho que observar os ares daqui. – Ela sorriu maliciosa.

– Eu percebi que está mal intencionada hoje. – Ino soltou uma gargalhada maliciosa. – Vestida desse jeito, aposto que veio atrás de uma foda.

– Se me interessar, não estou em posição de rejeitar, não é mesmo? – Ela abriu um sorriso. – Aviso se algo aparecer, não vão precisar me esperar. – Piscou para Ino e abriu um sorriso safado.

Caminhou em direção ao balcão do bar e pediu uma bebida mais forte como desculpa para ficar ali por um tempo, e talvez roubar a atenção de algum homem presente. Assim como Ino havia mencionado, Sakura usava algo completamente diferente do que lhe era costumeiro quando ainda era tratada como Sra. Uchiha. Um vestido vermelho bordô em veludo três palmos acima de seu joelho, com uma discreta fenda lateral que exibia um pouco mais de suas pernas, o decote frontal descia um pouco além da fenda entre seus seios, exibindo parte deles. Nos pés um scarpin preto de salto alto, e a maquiagem era mais leve, como se sentia confortável. Estava deslumbrante, mais do que já se sentiu em toda sua vida; o que lhe trouxe a memória que suas antigas roupas eram compradas apenas com o consentimento de seu ex marido. Pela segunda vez, sentiu-se livre para tomar suas decisões e estava começando a apreciar sua nova vida de independência.

Para o infortúnio de Sakura, a primeira pessoa que iniciou o assunto foi uma mulher. A ruiva com o visual mais descolado posicionou-se ao seu lado e lhe sorriu como cumprimento, que foi retribuído como forma de educação. A aparência da mulher não era nada discreta, o que acabou chamando a atenção de Sakura, até demais.

A ruiva possuía o cabelo um tanto longo e um pouco rebelde, pouco abaixo de seu ombro. O vermelho artificialmente bem cuidado era de uma cor viva de sangue, com uma das laterais raspada. Não sabia se o óculos era apenas para deixar o visual ainda mais chamativo do que já era, ou se era realmente algo de extrema necessidade. Se Sakura havia optado por usar aquele vestido com o intuito de chamar atenção, ao observar o que a ruiva vestia, sentiu-se a mulher mais discreta do mundo e agradeceu por ter parado por ali com seu momento de ousadia. Um vestido preto extremamente justo e ainda menor que o de Sakura ergueu-se um pouco mais exibindo as longas, fartas e torneadas pernas da ruiva quando ela se sentou. Era difícil não encarar, a mulher chamava atenção demais para si, e ao notar como a rosada analisava-a atentamente, abriu um sorrido ladino e iniciou o assunto.

– Fugindo da amiga bêbada? – Ela direcionou o olhar para a mesa onde as três companhias de Sakura estavam, e Tsunade começara a ficar mais agitada.

– Eu já deveria saber que ela faria isso. – Soltou uma risada. – Sempre que me convida para sair é a mesma coisa. Mas hoje eu não ligo muito. – Finalizou o último gole em sua bebida.

– Mais uma? – A ruiva ofereceu.

– Acho que não. Já bebi um pouco demais, não quero correr o risco de ficar igual a ela. – Apontou para Tsunade fazendo a ruiva rir.

– Não se preocupe, apenas uma não vai te deixar assim, e essa vai ser por minha conta. – A ruiva encarou-a penetrante enquanto sorria. – É difícil achar uma companhia feminina para beber algo, não posso perder essa oportunidade. Há propósito, sou Karin.

– Sakura. E acho que vou aceitar sua bebida. – Sakura sorriu agradecida. Mesmo já sendo uma mulher na casa dos trinta, ainda era muito inocente em alguns aspectos por ter vivido muitos anos presa em uma bolha, e isso a impediu de reconhecer as reais intenções da ruiva ao seu lado.

– Então, Sakura. – A bebida oferecida por Karin foi servida e ela deu o primeiro gole. – O que faz da vida?

– Sou médica. – Sakura bebericou o copo em sua frente. – Cirurgiã, mas há partir de segunda serei residente chefe de um bando de pirralhos no pronto socorro. – Rolou os olhos ao se lembrar da tarefa que lhe foi dada.

– Não brinca? – A ruiva se animou. – Também sou médica, mas não trabalho em hospitais. Sou legista na polícia. E boa sorte com a emergência, quando me formei também iniciei nessa área, mas depois descobri que sei lidar muito melhor com gente morta. – A ruiva riu. – Estou nisso há quatro anos e tenho certeza que foi a melhor decisão da minha vida.

– Eu não queria nada disso, mas a minha chefe, que por acaso é a loira bêbada, insistiu que eu deveria me afastar um pouco da cirurgia por estar me deixando levar por problemas pessoais. – Sakura suspirou. – Não que ela esteja errada, mas residente chefe na emergência é castigo.

– Você está saindo com a sua chefe? – Karin gargalhou admirada. – Pelo menos tem uma boa relação com ela. O que aconteceu para ela te dar esse cargo?

– Eu me divorciei e ela acredita que será melhor assim até que eu me recupere por completo. – Sakura abriu um sorriso fraco. – Bem, são quinze anos com a pessoa, sendo dez de casamento, é mesmo difícil.

– Eu sinto muito. – A ruiva abriu um sorriso consolador. – Você parece uma mulher forte, vai superar isso. Outra bebida?

– Acho que sim. – Sakura sorriu e a ruiva acenou para o barman que voltou a lhes servir.

Continuou ali por algum tempo conversando com Karin sobre profissão enquanto bebiam juntas, e Sakura acabou perdendo um pouco a noção da quantidade de álcool que ingeria. Karin também não soube identificar que a rosada já havia extrapolado seus limites, e continuou lhe oferecendo bebidas e mais bebidas.

Quando uma música animada ecoou pelo local, Sakura já alterada, rapidamente puxou Karin pelo braço guiando-a até o local onde outras pessoas dançavam. A rosada remexia seu corpo animadamente ao seu estado espiritual causado pela embriaguez.

Shizune decidiu levar Tsunade para casa, visto que a mais velha já havia atingido eu limite. Como Sakura não havia dado nenhum sinal de vida e continuava na companhia da ruiva, Ino optou por ficar e aguardar uma decisão da amiga. Ficou em sua mesa, pois sentiu-se um pouco desconfortável em interromper seja lá qual fosse o assunto da amiga com a outra mulher.

– Meu deus, a Sakura está muito bêbada, e ruiva com ela está do mesmo jeito. – Ino falou consigo mesma enquanto ria da amiga se remexendo na pista. – Melhor ir lá e encerrar a noite dela, antes que dê um vexame.

Ino levantou-se, mas antes que chegasse até Sakura, a rosada tomou uma atitude que chochou a loira. Não era nada vergonhoso como temia, mas o fato de Sakura estar agarrada a ruiva com a língua dentro de sua boca, foi algo que lhe surpreendeu bastante. 

June 2, 2018, 12:43 a.m. 0 Report Embed 1
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