I'mma be your love Follow story

equinocio bree

Chegava a ser irônico ter uma cabeça tão quente para sentimentos tão frios, porém tudo estava certo quando um corpo duro se adaptou pra proteger um coração tão mole. Você se sentia sozinho, e eu era o único no mundo disposto a te ajudar com isso; disposto a ser tudo de que você fosse precisar um dia. Naquele momento, você precisava de amor, Bakugou. E mais do que fazê-lo com você, eu o seria. [Feliz aniversário, @bdamas!]


Fanfiction Anime/Manga For over 18 only.

#pwp #bakugou #kirishima #boku-no-hero #my-hero-academia #boku-no-hero-academia #mha #bnha #kiribaku #lemon
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Capítulo único

Vim aqui avisar a vocês do feriado.

Não sabiam? Dia 12 de maio é feriado nacional, mais conhecido como ANIVERSÁRIO DA @BDAMAS, YAAAAAAAAAY! Feliz aniversário, hime!

Três da tarde, e último dia como alunos do 3° ano da Yuuei.

Depois que fechamos a porta, os únicos traços de luz no quarto escuro eram o da fresta da janela entreaberta e o da sua mão direita contra a parede, falhando vez ou outra com a individualidade explosiva. Respirava fundo na tentativa de se concentrar, os músculos tensos ao se lembrar da promessa que fez sobre não me machucar, mas eu sabia que não machucaria. Nós já fizemos isso tantas vezes…

A mão esquerda segurava a minha com toda a força que podia enquanto eu te beijava devagar, minha língua deslizando sobre a sua dentro da boca, provocando você para que se rendesse de uma vez a mim. Te irritando ao ponto de fazer sua ereção pulsar por baixo da calça cinza e sob a palma da minha mão, que ameaçava desfazer o nó que segurava o moletom ao seu quadril.

Provocações te deixam irritado na mesma intensidade em que te excitam, Bakugou. E o sorriso que se abre no seu rosto quando está irritado me deixa de pau duro.

Seu peito subia e descia contra o meu, ofegante pela ansiedade. Ali não era mais o seu controle que falhava, e sim a minha respiração. O rosnado de protesto quando deixei sua boca passou a um gemido de satisfação quando comecei a mordiscar o seu pescoço, usando a língua para amenizar o possível ardor que os meus dentes viessem a te causar, afiados demais. Era eu quem deveria ter todo o cuidado do mundo com você, e também era eu que quase perdia o controle sobre o meu corpo quando você decidia revidar e me mordia de volta, passando os dentes de leve pela pele já suada e rindo do arrepio que, literalmente, me deixava de cabelo em pé.

Bruto demais, apressado demais, selvagem demais, esse era você: intenso. Completamente oposto aos meus atos, e perfeitamente complementar às minhas vontades.

Sua mão se livrou do aperto que eu dava para segurá-la contra a parede, e o vento que passou pela palma suada me fez tremer por um momento com a ausência do seu toque. Seus dedos guiaram os meus até se acomodarem ao redor do seu pescoço, e eu já sabia o que fazer. A única exigência era tentar não encarar seus olhos.

Só tive uma resposta na décima vez em que me proibiu de fazer isso, e ela dizia sobre o medo a respeito do que eu poderia encontrar no fundo da sua alma, através deles. Até os nossos temores eram parecidos. Naquele caso, iguais.

Mas se os seus olhos eram tão vermelhos quanto os meus, qual dos infernos é o mais profundo? Qual de nós tem o demônio mais faminto, e qual dos dois consegue se satisfazer primeiro? Ainda não havíamos chegado a uma resposta que se encaixasse, e esse era o motivo pelo qual eu te encarava; para descobrir qual a maneira mais apropriada de te devorar.

Na fração de segundo que me deixei levar em pensamentos, acabei com as costas na parede, colocando as mãos atrás da cabeça, em rendição. Era impossível não sorrir ao ver você abaixar minha calça com tanta agonia e esperar que um chute meu a jogasse para longe de nós dois, como logo eu iria fazer. Sua pressa só não se equivalia à minha vontade de já estar dentro de você.

— Pare com isso, seu merda.

— Parar com o quê? – respondi confuso, unindo as sobrancelhas.

— De fazer essa coisa com o seu rosto quando você fica feliz. Me deixa enjoado.

Qualquer risada que pudesse vir depois desse seu comentário foi engolida da mesma maneira que você abocanhou o meu pau: de uma só vez. Apertou com força a lateral das minhas coxas, me passando o recado para não me mexer. Mesmo de joelhos, naquele momento era você quem dava as ordens – e em pé eu tremia, aguardando o momento para obedecer.

A língua quente rodeava toda a extensão, com a habilidade de quem havia feito aquilo milhares de vezes, sugando com vontade a ereção que começava a pulsar dentro da sua boca. Dava pra sentir sua garganta se contraindo ao redor da glande, e aquilo me deixava louco de vontade de foder essa sua boca esperta. Instintivamente, uma das mãos foi até o seu cabelo, mas você não me afastou: ao invés disso, parou de me chupar. O polegar agora massageando a glande, espalhando por ela o líquido da excitação que saía de mim, me arrepiando ainda mais com a visão dos dois dedos que segurou e levou até a boca, os lubrificando para mim. Os mesmos dedos que eu usaria mais tarde em você.

— Já disse pra parar de ficar encarando, desgraçado.

— Se não quer que eu olhe pra você, então por quê faz isso?

— Imbecil.

— Você reclama demais, Bakugou. Eu gosto do que vejo.

— Gosta?

A mim só cabia assentir de olhos fechados, jogando a cabeça para trás logo em seguida. Não havia espaço para outra coisa em minha boca se não os gemidos que formavam o seu nome. Sua língua dava atenção às minhas bolas enquanto a mão ainda me masturbava, mais rápido ao passo que eu tremia entre os seus dedos; e aos seus olhos, eu me mostrava fraco por não resistir mais tempo. Que se foda.

Ou que eu te foda, como preferir.

No momento seguinte a sua boca já estava contra a minha, num beijo rápido e urgente, antes de se separar mais uma vez.

— É bom quando faz isso. Geme mais uma vez.

E a resposta era direta e clara, em alto e bom tom. Como não gemer com a sua boca tão próxima do meu ouvido, sussurrando nele tudo o que desejava que eu fizesse com você?

— Está sorrindo, Bakugou? – perguntei, ainda de olhos fechados.

— E se eu estiver?

O escárnio era evidente em sua voz, e o hálito quente contra meu rosto foi a última coisa que senti antes de girar o corpo e te pressionar de volta contra a parede, tirando a blusa preta que vestia.

— Então eu vou saber que estava pedindo por isso.

Você estava tão excitado que o pré gozo chegava a molhar o tecido da calça de moletom, seus próprios dedos desfazendo o laço do tecido e se livrando da peça, impaciente pelo que estava por vir.

— Não tão rápido. – disse quando esfreguei minha ereção contra a sua, arrancando de você um rosnar de frustração que outra vez se dissipou em um gemido, bem quando coloquei um dos seus mamilos na boca. Te ouvir praguejar sempre era um bom sinal nesses momentos.

— Filho da puta.

De forma desajeitada pela posição dos corpos, a minha mão trabalhava em você enquanto os seus dedos se ocupavam em mim, mudando a velocidade da punheta conforme eu te incitava com a língua, sugando e mordendo de leve, como gostava que eu fizesse. Era a parte mais sensível do seu corpo, e a que mais te fazia xingar.

Seus dedos se prenderam aos meus cabelos e puxaram minha cabeça para cima, comportando meu rosto em uma das mãos com tanto carinho que nem parecia que a outra agia de forma indecente. O beijo que veio a seguir foi lento e doce. A última súplica silenciosa da noite, antes que eu finalmente atendesse aos seus e aos meus desejos mais sacanas. Me abaixei já arrancando a blusa – a única peça de roupa restante que nos impedia – e coloquei sua ereção na boca, lubrificando do topo até as bolas, do mesmo jeito que havia feito comigo.

Tateei o carpete em busca da calça com o preservativo, pegando o pacote prateado e o rasgando enquanto assistia você foder a boca com os dedos, até que virou de costas e abriu um pouco as pernas para mim, a voz trêmula por conta da timidez, graças ao ângulo que eu presenciava toda a cena. Mesmo de costas, eu sabia que estava de olhos fechados.

Depois de vestir a proteção, eu me encontrava atrás de você, a ereção encostando na base da sua coluna, acima dos dois furinhos que tinha no cox. Apenas um dos inúmeros detalhes que eu gostava de reparar no seu corpo.

Suas mãos estavam espalmadas contra a parede, aguardando para se fechar em punho quando eu me pusesse para dentro de você, e assim como fiz quando chegamos no quarto, coloquei a minha sobre a sua, recebendo seu aperto como resposta. Aquela era a hora pela qual ansiamos tanto durante as preliminares.

Seu corpo tremia de desejo, e depois de pôr um dos dedos na boca – um dos que você havia chupado mais cedo com tanta vontade –, deslizei pela entrada apertada. O silvo que soltou foi abafado quando escondeu o rosto contra o braço, e toda a tensão foi se quebrando conforme eu beijava seus ombros para te relaxar. A lubrificação era tão natural que aos poucos o aperto não era mais tão forte ao redor do meu dedo, e dessa forma o vai e vem deu lugar ao movimento circular que te fez rebolar contra a minha mão. Um segundo dedo foi introduzido com facilidade, e no terceiro já não havia mais resistência. Três dedos estocando lentamente a sua entrada, e só com isso você suspirava e gemia para mim, extasiado. Mas quando chegou a vez do meu pau, seu suspiro foi quase de alívio.

Era apenas a cabeça e sua perna já tremia, rebolando de leve contra a minha ereção. Fui guiando com a mão até a base, me enterrando em você até as bolas para que não reclamasse do que deixei faltar meter. Aquele era o real significado de foder você com tudo aquilo que eu tinha.

A outra mão se juntou ao lado da sua na parede, e então comecei a me mover. Devagar de início, do jeito que te fazia protestar em agonia por ser tão lento, e acelerando até chegar no ritmo insano pelo qual pedia enquanto jogava seu quadril contra o meu, xingando mais do quê o que tinha costume. Suas costas se arqueavam quando fazia isso, e a visão que eu tinha do meu pau sumindo e reaparecendo enquanto eu me movia dentro de você era a melhor de todas.

Eu ainda beijava seu pescoço, subindo para gemer ao pé do seu ouvido, pois sabia que gostava de escutar; me ouvir suplicar pelo seu nome, mesmo quando já estava tendo tudo aquilo que desejava. Levei meus dedos até seu rosto, secando as lágrimas que previa cair com o primeiro fungar.

— Você quer que eu pare?

Era impossível não me preocupar, todas as vezes. Mas assim como nas outras, você se pôs a negar. Com você aprendi que dor não era o único motivo para as lágrimas. Algumas vezes choramos de alegria; as suas ali eram de puro prazer.

Gotas de suor começavam a brotar das suas costas e braços, e meu corpo se grudava ainda mais ao seu pelo mesmo motivo. Eu sorvia com gosto cada gota que brilhava em seu pescoço, sempre que eu me aventurava por ali. O ritmo das estocadas agora era lento e cadenciado, pele contra pele fazendo ecoar o barulho do que a gente fazia, junto com as nossas respirações descompassadas, alto o suficiente para quem quer que passasse no corredor se perguntar o que acontecia por detrás da porta.

Soltei suas mãos para me segurar ao seu quadril, me agarrando para me enterrar mais fundo – se é que isso poderia ser possível – quando me avisou que estava perto de gozar. Você apertava meu pau com as contrações que fazia, exigindo de mim que gozasse também, rebolando quando alcancei a próstata, e dizendo meu nome como se fosse o mais sujo dos palavrões que já passou pela sua boca.

Provavelmente meus dedos ficariam marcados na lateral das suas coxas, e mais tarde você iria me xingar absurdos por aquilo também, mas eu não me importava. Eu sabia muito bem como aquele tipo de discussão iria terminar.

O “porra” foi o aviso de que chegou ao ápice, as pernas tremendo na mesma frequência que as minhas quando gozei também. Se eu não te segurasse, com toda a certeza iria ao chão; e esse foi o nosso destino no final das contas, ignorando por completo a cama de casal há alguns passos de nós.

Depois de recuperados, você vestiu sua roupa como se nada tivesse acontecido, e eu segui você, me deixando ser jogado na cama quando entendi o que queria fazer. Passos começavam a ecoar pelos corredores, e deveríamos agir o mais normal possível depois de tudo aquilo.

Quem quer que fosse demorou a chegar até onde estávamos, ou nem era essa a intenção ao passarem por li. Não demorou muito para que se aconchegasse no meu peito e começasse a ressonar em meio ao abraço. Estava escuro demais para qualquer traço de luz, senão a do corredor, que só agora percebi iluminar o cômodo por debaixo da porta. Parte dela foi oculta quando dois pés bloquearam a fresta, e duas batidas soaram por todo o cômodo antes que ela fosse finalmente aberta.

Era Midoriya, perguntando se não iríamos nos juntar a eles para jantar. Das três da tarde até aquele horário, não sabia quanto tempo havia se passado, mas me assustei brevemente ao constatar que foi tempo o bastante para ser a janta a nossa próxima refeição.

Eu apenas te abracei mais forte e pedi por silêncio quando Todoroki se juntou a ele. Àquela altura, praticamente toda a ala masculina já sabia o que havíamos feito. Não que nós fossemos nos importar com isso. Só iria demorar um pouco até que seu humor se estabilizasse o suficiente para ser você.

A porta se fechou e eu suspirei pesado, fechando os olhos e acomodando melhor meu rosto em seu pescoço.

— Eles já foram?

— Bakugou. Achei que estivesse dormindo.

— E estava.

— Nos chamaram para jantar. Quer comer?

Depois de 2 minutos sem resposta, não havia mais o que dizer. Sua boca contra minha sussurrava o “quero” que eu desejava ouvir. Só não era exatamente o jantar que eu esperava.

— O que pensa que está fazendo?

Minha vez.

A fic foi baseada na música Be your love, da Bishop Briggs, e você pode ouvir o hino bem aqui.

A todos um bom feriado!

May 12, 2018, 4:46 a.m. 5 Report Embed 9
The End

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MP Mariana Pereira
Hino de fic! <3
Oct. 23, 2018, 8:56 p.m.
Isis Isis
Olha só que delícia eu acabei de ler! Eu adorei a narração em segunda pessoa, é raro e ficou muito interessante. A Química deles é surreal de tão boa. Os detalhes de carinho fazem tudo ainda mais gostoso. <3
May 14, 2018, 6:03 p.m.

  • bree bree
    Eu achava narração em segunda pessoa algo muito estranho, mas depois que testei me vi apaixonada. Acho que é meu tipo favorito de escrita hoje em dia kkkkkkkkkkkk e eu amo muito esse casal! Obrigada de coração 💜 May 14, 2018, 7:30 p.m.
Bárbara Maria Bárbara Maria
Comentando aqui também só pra dizer que amo-te, e que a capa FICOU MUITO LINDA AAAAAAAA <3
May 12, 2018, 8:10 a.m.

  • bree bree
    Primeira vez que quero a capa do Ink no SS, eu tô muito in love, Barbie <3 May 14, 2018, 7:24 p.m.
~