Moy Krolik Follow story

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Yuuri sempre faria de tudo para agradar Viktor, até mesmo se vestir daquela forma tão constrangedora.


Fanfiction Anime/Manga All public.

#especial-de-páscoa #páscoa #fluffy #gay #viktuuri #yuri-on-ice
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Capítulo único.

             Yuuri queria morrer.

             Não literalmente, mas...

       Estava amargamente arrependido daquilo. Havia, mais uma vez, cedido aos caprichos de seu amante e treinador, Viktor Nikiforov. E graças a isso, estava preso na aventura mais embaraçosa de todos os seus vinte e cinco anos de vida.

          — Yuuri, não seja tímido! Vamos, eu quero te ver, meu amor.

          Mesmo que a voz do Russo soasse um pouco distante, ele estava apenas a dez metros de distância do japonês, com somente uma porta de madeira fina separando-os.

          Yuuri tremeu da cabeça aos pés ao ouvir o chamado do platinado, seu rosto totalmente em chamas.

           — Vi-viktoru, e-eu, eu não posso fazer isso...

          A voz do nipônico saiu tremida e levemente esganiçada, pois a vergonha impedia-o de soar firme como gostaria.

          — Yuuri, por favor! Eu tive tanto trabalho para encontrar isso, não seja estraga prazeres. – A voz do Russo tinha um leve tom de súplica, que fez com que o moreno de orbes castanho-avermelhadas suspirasse. — E além do mais, aposto que você deve estar lindo...

          Maldito Nikiforov e sua lábia! Não era atoa que aquele homem era considerado um dos mais sexy's do mundo, não é mesmo? Com poucas palavras, seria capaz de convencer até mesmo um padre a pecar.

          E principalmente, seu namorado bobo à passar vergonha.

          Katsuki travava, arduamente, a maior de suas batalhas internas. Seu lado racional dizia-o para não fazer besteira, enquanto o emocional, aquele que queria tanto compensar o namorado por tudo que não havia feito durante a temporada, queria logo cumprir o fetiche estranho de seu parceiro.

              “Eu...eu vou mesmo fazer isso...”

          Yuuri deu curtos passos antes de parar, abruptamente, a poucos centímetros da porta branca.

          — Yuuri...!

          “Pare de me chamar, pare de me chamar Viktor...”

          O asiático levou a mão esquerda – completamente trêmula – de forma mecânica até a maçaneta, destravando-a em seguida com um suave girar em sentido anti horário na chave.

          Um baixo som de click fôra ouvido, e, após isso, o mundo pareceu perder todos os sons. 

          Katsuki respirou fundo uma, duas, três vezes consecutivas, lutando para desacelerar seus batimentos cardíacos.

          Enfim, girou a maçaneta.

          A porta fôra aberta.

          E, para a alegria de certo russo, um asiático com o rosto em vários tons de vermelho deixou o pequeno banheiro da suíte simples em que estavam.

          — Yuuri!

          O japonês sentiu-se corar mais um pouco, após o suspiro exagerado do namorado, não ousando erguer o olhar para ele.

          O asiático havia se visto momentos antes no grande espelho do banheiro, e esperava apenas que seu namorado não o achasse ridículo como ele próprio estava se achando desde que vestira aquilo.

          Uma tiara com duas grandes orelhas brancas de coelho estava a enfeitar-lhe o topo do cabeça, um blazer também branco e brilhante lhe cobria parte do tórax, e, por fim, uma cueca branca com um buraco estratégico por onde apenas a parte branca e felpuda de um plug anal estava a mostra.

          A natureza tímida e recatada de Yuuri nunca permitiu que ele fosse além de seus próprios limites, e aquela era, sem sombra de dúvidas, a primeira vem que fazia algo do tipo.

          O som de passos pôde ser ouvido pouco depois de um curto intervalo de tempo, e Katsuki soube que seu amado estava se aproximando.

          — Yuuri, – Os dígitos longos e graciosos do platinado tocaram o queixo alheio com delicadeza, fazendo certa pressão para que o japonês erguesse o rosto. Quando isso, de fato, aconteceu, o russo sorriu. — não sei porque você está com vergonha, afinal, essa fantasia te deixou a coisinha mais deliciosa e bonita desse mundo.

          Se aquilo fosse fisicamente possível, Yuuri diria que todo o sangue de seu corpo havia se concentrado justamente na área de suas bochechas.

          — Vi-Viktoru... – Murmurou acanhado, mas ainda assim, com um gostoso aperto em seu baixo ventre graças as palavras do namorado.

          — Shhh... já que você se deu ao trabalho de se vestir assim só para me agradar, nada mais justo que eu te recompensar agora... мой кролик¹.





¹мой кролик(moy krolik) – significa "meu coelho" em russo. 

April 2, 2018, 12:27 a.m. 0 Report Embed 1
The End

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