Eternamente, minha Deusa Follow story

satsukimari Mari Satsuki

"Nunca irei esquecer a primeira vez que trocamos olhares. Seus olhos perolados me fitavam de uma maneira tão penetrante eu me senti uma presa vulnerável prestes a ser devorada." Uzumaki Naruto.


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Único

Eu poderia me achar um louco por estar há mais de dez minutos observando Hinata dormir, mas isso é tão inevitável, porque no momento em que seus lindos olhos perolados se abrirem ela me sorrirá como sempre e irá embora, voltará para os braços daquele maldito homem que nunca será digno de tudo que essa mulher pode oferecer, e eu continuarei aqui, cego de amor e aos pés dela, apenas aguardando que ela chame por mim.

Confesso que já tentei me afastar, quis desistir, mas toda vez que ela me sorri dessa forma tão doce, meu coração parece bater apenas porque ela existe. Porém, me doí saber que ela não me pertence, que ela não estará aqui ao meu lado amanhã quando eu acordar, que eu não poderei segurar sua mão e gritar para o mundo que ela é apenas minha.

Porque ela pertence a outro.

Um homem que não a merece, e nunca merecerá. Me parte o coração vê-la tão retraída ao lado daquele ser que lhe tira toda a vida, toda a beleza de seu sorriso. Mas quem sou eu perto de um homem tão poderoso como ele? Quando uma mulher trocaria um CEO bilionário por seu professor de dança que mal consegue pagar suas contas?

A música na sombra

O ritmo no ar

Um animal que ronda

No véu do luar

Já ouvi muito a expressão “amor à primeira vista”, mas nunca acreditei que isso fosse real, até conhecê-la.

Depois de muitas dificuldades financeiras, consegui um emprego como professor de dança em uma academia frequentada somente por mulheres.

– Meu nome é Uzumaki Naruto, a partir de hoje eu serei o instrutor de vocês. – Me apresentei educadamente e da mesma forma fui recepcionado pelo grupo de cinco mulheres. Me senti um tanto intimidado, pois não esperava um grupo de alunas tão jovens, e os olhares que me eram lançados chegavam a ser constrangedores. O que faria se por um eventual mal entendido algum comentário fosse feito? Precisava desesperadamente daquele emprego e não faria absolutamente nada que pudesse colocar isso em risco.

Até que nossos olhares se cruzaram pela primeira vez, aqueles olhos semelhantes à lua cheia no auge de sua beleza, que penetravam os meus com uma intensidade tão grande que me arrepiou da cabeça aos pés; me senti como uma presa prestes a ser devorada. Seu sorriso malicioso direcionado a mim causou uma reviravolta em meu estômago que jamais havia sentido nos meus trinta anos de vida.

– Quero iniciar a aula de hoje testando as habilidades de vocês, quem se habilita a começar? – Falei de maneira simplória na tentativa de quebrar a barreira interna de constrangimento que eu mesmo criei. Mas ela em especial não parecia querer facilitar para mim.

– Eu quero começar. – O suave som de sua voz era como música para meus ouvidos. A doçura fundida com a malícia implícita em suas palavras soavam como um imã que me atraía até ela. – Ootsutsuki Hinata, professor.

Ouvir seu nome criou um grande choque em mim. Estava diante de uma das pessoas mais poderosas do país, mais especificamente da esposa da pessoa mais poderosa. Eu estava completamente insano, mas sentia que aquela mulher me desejava desde o momento que botou seus olhos em mim, e eu, um pobre coitado quem nem mesmo possuía um futuro certo, estava ali, sendo levado pela sensualidade dela.

Eu saio dos seus olhos

Eu rolo pelo chão

Feito um amor que queima

Magia negra, sedução

Deixei que escolhesse a música. Se aproximou de mim e então colei nossos corpos. Segurei firme sua cintura enquanto ela entrelaçou seus braços em meu pescoço, aproximando ainda mais nossos olhares. Suas pernas encaixadas na minha se movimentavam com seu rebolado sensual. Sob o meu comando, seu corpo girava em torno do meu seguindo a batida da música, em seguida nos aproximamos um do outro novamente e todo aquele contanto me deixava cada vez mais inquieto.

Seu quadril requebrava em perfeita sincronia com meus movimentos, seu rebolado sensual seguia meus paços com perfeição. Cada um dos passos da coreografia não eram apenas decorados e bem ensaiados, ela vivia aquela dança, ela amava aquilo, e eu amava a forma como nossos corpos se movimentavam.

Confesso que me senti mal pela falta do meu profissionalismo, mas ela se insinuava de tal maneira que eu não conseguia controlar os meus toques em seu corpo. Ela girava em minha volta e rapidamente recuperava o contato entre nós e o intensificava cada vez mais. Desejei que a música terminasse logo para dar um fim a essa situação, assim como desejava continuar a dança para que pudéssemos permanecer cada vez mais próximos.

Finalizamos aquela dança, e eu permaneci em uma hipnose provocada pelo perfume adocicado daquela mulher. Queria senti-la um pouco mais, queria tê-la novamente em meus braços, mas não apenas em uma dança.

Ao findar da aula me despedi das gentis alunas e fui em direção ao vestiário do salão que usara. Respirei profundamente algumas vezes na tentativa de espairecer qualquer pensamento relacionado aquela mulher. Estava louco de desejo, sabia que ela se sentia da mesma forma, mas tentar algo tão insano quanto isso seria uma tentativa de suicídio.

Joguei um pouco de água fria em meu rosto e comecei a me preparar para o banho, quando alguns passos ecoam pelo corredor do local. Acreditei que seria algum funcionário, mas ao ver a figura que sorria de maneira maliciosa para mim, meu corpo estremeceu.

– Você não deveria estar aqui. – Desviei o olhar e busquei uma toalha para cobrir o meu tronco já despido.

– Tem razão, eu não deveria. – Ela falou de maneira sacana. – Mas estou porque eu quero estar.

– Olha, é melhor a senhora sair antes que alguém... – Não pude terminar minha fala, Hinata se aproximou e tocou meus lábios com o dedo para que ficassem em silêncio.

– Não se preocupe, ninguém irá entrar aqui porque tranquei a porta. – A forma com ela sorria era como um gatilho para os batimentos do meu coração acelerarem cada vez mais e bombear o sangue para onde não devia.

– Eu honestamente não sei o que a senhora está pensando, mas isso é arriscado demais. Não deveríamos mesmo estar aqui sozinhos. – A tentativa de me livrar daquela situação foi totalmente falha.

– Eu quero você Naruto. – Ela falou séria e convicta. – E eu sei que me quer, estou aqui para isso.

– Pelo amor de Deus. – O pavor e o desejo já me dominavam por completo. – A senhora é casada, tem noção do problema que isso pode criar?

– Só será um problema se alguém descobrir. – Ela voltou a sorrir. – Eu não irei contar, você irá?

– N-não... – Senti vergonha de mim mesmo por gaguejar como um maricas na frente dela.

– Então parece que temos um acordo. – Seu sorriso aumentou ainda mais e seus lábios se colaram nos meus em um toque suave, uma provocação que resultou no que veio a seguir.

Apertei-a ainda mais contra meu corpo e aprofundei nosso beijo. Hinata gemeu baixinho ao sentir o volume entre minhas pernas lhe tocar. Entre os movimentos de nossos lábios ela conseguiu sussurrar as palavras que jamais esquecerei.

– Eu quero você.

E como uma ordem, depositei seu corpo sobre a bancada do vestiário, arranquei com pressa toda a sua roupa assim como fiz com as minhas, voltei a beijá-la enquanto penetrava meus dedos em sua intimidade. Estava desesperado por aquela mulher, mas precisava prepara-la para mim.

Não conseguir me conter por muito tempo, pois ao primeiro toque a senti completamente molhada. Ela me desejava de verdade, e aquilo me levava a uma loucura extrema.

– Naruto. – Ouvi-la gemer meu nome daquela forma era quase tortura. – Por favor, eu quero você...

Aqui nesse lugar

Não há rainha ou rei

Há uma mulher e um homem

Trocando sonhos fora da lei

E então eu lhe penetrei, com todas as minhas forças, arrancando o mais alto e gostoso gemido que já ouvi.

O prazer que senti quando finalmente estava dentro dela foi surreal. Aquela mulher só poderia ser um ser místico que veio a esse mundo apenas para me inundar com o melhor sexo que fizera em toda minha vida. Precisávamos ser discretos, mas era impossível não gemer com o tamanho prazer que sentia a cada estocada em Hinata. Ela era quente, deliciosa, apertada, e estava completamente molhada para mim.

– Você é muito gostosa. – As palavras saiam embargadas pela minha respiração ofegante. Pude ver que Hinata sorria.

– Isso é maravilhoso. – Ela gemia entre cada palavra dita. – Eu vou gozar Naruto. – E mais um gemido alto saiu.

– Ainda não. – Puxei-a contra o meu corpo e prendi suas pernas em minha cintura. Caminhei com ela colada a mim até o chuveiro. Posicionei-a de pé e de costas, e ali a penetrei novamente com toda a energia que me restava. Estava prestes a chegar ao meu orgasmo e queria que aquela sensação fosse única para os dois.

A água morna caía sobre nossos corpos e o barulho abafava nossos gemidos altos. Seu quadril se remexia como na dança, e aquela pressão feita sobre o meu membro aumentava ainda mais as sensações deliciosas provocadas por ela.

E como uma enxurrada de novas sensações, nosso orgasmo veio em sincronia.

Gozamos juntos, debaixo daquele chuveiro.

Fazia pouco mais de duas horas que conhecera aquela mulher e ela havia acabado de me proporcionar o melhor orgasmo da minha vida. Naquele dia, soube pela primeira vez o que significava fazer amor, e também passara a acreditar em amor a primeira vista.

Como uma deusa

Você me mantém

Hinata finalmente acordou, e como havia previsto, abriu um imenso sorriso que me hipnotizara de uma forma assustadora. Mas eu não me importava, vê-la sorrir daquela forma era uma das poucas razões pela qual eu continuava a arriscar nossas peles.

Eu estava completamente apaixonado por Hinata, e ela dizia sentir o mesmo por mim, mas viver esse amor estava cada vez mais difícil.

Depois que fizemos amor pela primeira vez, continuamos a nos encontrar. Eu estava cada vez mais louco por ela, e não queria ser mais seu amante, queria que ela fosse minha, a minha mulher, queria lhe dar o meu sobrenome, ter filhos e viver uma vida feliz ao seu lado.

Doce ilusão de minha parte.

Quando Hinata disse que me amava pela primeira vez, minha vida passou a ter mais cor, eu criei mais esperanças de que poderíamos ser felizes juntos. Porém, as palavras que ela disse em seguida partiram meu coração da mesma forma que o iluminara.

– Eu sinto muito Naruto, mas nunca poderemos ser mais que amantes. – Ela dizia com tristeza. – Se eu deixar Toneri para ficar com você ele irá nos matar.

– Como pode se manter presa a isso? Por que se casou com esse homem se não o amava? – Era revoltante o fato de que eu não poderia tê-la por motivos tão fúteis.

– Sabe Naruto, eu nasci em um mundo onde as minhas vontades e decisões são irrelevantes. – Era possível ver uma lágrima cair de seu rosto.

Eu queria lutar pela felicidade de Hinata, queria libertá-la da prisão em que nascera. Estava decidido a lhe proporcionar apenas alegrias enquanto estivesse ao seu lado, e então um dia, a libertaria de tudo que lhe causara sofrimento.

E as coisas que você me diz

Me levam além

– Bom dia. – Ela falou de um jeito manhoso. Abracei-a imediatamente.

– Bom dia meu amor. Como dormiu? – Perguntei enquanto depositava um beijo em sua testa.

– Maravilhosamente bem. – Ela sorriu. – E sempre assim quando passamos a noite juntos.

– Hinata. – Sabia que como isso a machucava, mas não poderia desistir facilmente. – Vamos fugir, mudar de nome. Vamos ser feliz bem longe daqui.

– Meu amor. – Ela se levantou e sentou-se ao meu lado. Era incrivelmente linda quando estava nua, e vê-la coberta apenas com meu velho lençol era satisfatório e ao mesmo tempo vergonhoso. Em sua casa era cercada por todo tipo de luxo, enquanto aqui tinha que conviver com o quarto dividido com a cozinha. – Eu já disse como isso tudo é tão complicado. Toneri é tão doente que ele faria tudo ao seu alcance para nos encontrar.

– Então como ele não nos descobriu ainda? – A revolta me tomara repentinamente. – Já faz mais de um ano que vivemos assim Hinata, e segundo você ele nunca aparentou desconfiar de nada. Eu não acredito que esse cara seja tão esperto como você diz ser.

– Você não o conhece Naruto. – Hinata ficou séria. – Ele é perigoso, faz suas loucuras na calada e usa todos os recursos quem tem a seu favor. Eu tento ser o mais discreta possível para não te colocar em uma situação de risco, por isso Toneri não desconfiou ainda.

– Hinata. – Doía em minha alma ver o quanto ela se sacrificava por nós, o quanto ele se esforçava para me proteger, e isso me mantinha firmemente ao seu lado. – Me desculpe por pressioná-la novamente. Eu te amo. – Abracei-a como todo o meu amor e ternura e em seguida lhe beijei, um beijo intenso e apaixonado como nunca havia lhe beijado.

Eu poderia apenas dizer que isso foi causado pelos meus intensos sentimentos por ela, mas acho que minha consciência já sentia o que viria a seguir.

– Eu também amo você Naruto, mais que tudo em minha vida, e sempre irei te amar. – Ela disse ao finalizar o beijo, e em seguida me abraçou com toda sua força. Ficamos ali por alguns segundos, até que o pior momento de minha vida começou.

– Tenho que ir. – Ela disse com pesar. – Toneri chega de viagem em algumas horas, e eu como boa esposa tenho que recepciona-lo devidamente.

– Não queria quer fosse, nunca mais. – Falei de forma chorosa. – Hinata caminhou em minha direção e me beijou novamente.

– Talvez um dia isso acabe, e se acabar, eu serei eternamente sua. – Ela sorriu de forma tão sincera que passei a acreditar, mesmo sabendo que isso estava muito longe de acontecer.

Enquanto Hinata se vestia, ouvimos fortes batidas em minha porta. Ela se assustou e eu pedi que se escondesse para que eu pudesse averiguar do que se tratava. Recolheu o restante de suas coisas e foi para o banheiro.

Quando abri a porta, um imenso pavor e medo atingiu todo o meu corpo de uma única vez.

Aquele rosto que eu tanto desprezava estava diante de mim, seu olhar transparecia um imenso ódio e fúria. Hinata e eu estávamos enganados em pensar que Toneri não sabia de nosso caso.

– Onde ela está? – Ele empurrou meu corpo e invadiu o pequeno apartamento. – Onde você está sua vadia? – Ele gritou com toda a fúria que tinha.

Em minha mente só conseguia ver Hinata dentro do banheiro chorando de medo. Por diversas vezes ela mencionou como o marido tinha tendências violentas e as coisas que fazia quando precisava realizar uma “queima de arquivos”. Por isso ela sempre temia por mim.

Mas eu não tinha medo, aquilo era uma oportunidade para libertá-la de tanto sofrimento. Então decidi encarar o medo de Hinata por ela e dar um fim naquilo.

– Ela não está aqui, e eu não direi onde irá encontra-la. – Falei sério transmitindo a mesma fúria que ele.

– Seu desgraçado. – Ele direcionou seu olhar para mim. – Eu sei que ela está aqui, tenho pessoas que a seguem há algum tempo, por isso eu sei do caso de vocês dois, e eu vou acabar com isso hoje.

– Sou eu que irei acabar com isso hoje. – Respondi de forma convicta, mas era como Hinata havia me alertado, e se eu tivesse a escutado, tudo poderia ser diferente para nós.

Antes que pudesse esboçar qualquer reação, vi Toneri sacar uma arma. Puxou o gatilho e aquele som alertou Hinata ao que viria em seguida.

Ele disparou, e eu apenas fechei os olhos e esperei pelo meu fim.

Quando abri os olhos novamente, senti meu corpo esfriar e minha visão ficar cada vez mais turva.

Em minha frente estava Hinata que cambaleava um pouco. Apesar do desespero que me tomara, me joguei no chão e segurei seu frágil corpo que despencava lentamente.

– Naruto... – Sua voz estava fraca. Uma de suas mãos já coberta pelo sangue que jorrava em seu peito tocou meu rosto. – Sinto muito por isso, mas não poderia deixar você morrer, mas agora eu finalmente estou livre. – Um fraco sorriso se formou em seu rosto enquanto uma lágrima lhe escorria.

– Dane-se a minha vida, você não poderia ter feito isso Hinata. – O choro, o desespero, o medo de perdê-la me dominavam de uma maneira assustadora. Hinata estava morrendo diante de meus olhos e eu não era capaz de fazer nada.

– Por favor, me beije. – Ela pediu da mesma forma doce que sempre falava comigo. Queria tê-la para sempre, mas tudo que consegui fazer foi atender o seu pedido, pois sabia que o nosso tempo estava se acabando.

Toquei seus lábios com todo amor que era possível, e ela o retribuiu com as últimas forças que lhe restara. Senti seus dedos delicados deslizarem pelo meu rosto na tentativa de secar minhas lágrimas.

Enquanto nossos lábios permaneciam colados, pude sentir o seu último suspiro de vida.

Hinata partiu bem ali, em meus braços. E eu não pude protegê-la, então de que serviu todo o amor que senti? De que valeu a minha vida? Eu apenas não conseguia aceitar que era o nosso fim. Aquele não poderia ser o nosso fim.

Tão perto das lendas

Tão longe do fim

Nosso amor era como as trágicas histórias literárias, então apenas decidi que a tornaria épica o suficiente para nunca ser esquecida.

Vi Toneri entrar em desespero e caminhar até o corpo de Hinata sem vida, jogou a arma que tirara a vida da mulher que amávamos e a abraçou firmemente enquanto chorava desesperado.

Caminhei discretamente até o objeto e o apanhei. Toneri só despertou para a realidade quando ouviu o gatinho.

– Você vai me matar? – Ele perguntou de forma seca.

– O que acha? – Respondi ainda sério.

– Sabe o que acontecerá com você se me matar? – Ele lançou uma ameaça. – Nunca mais terá liberdade seu bastardo.

– Sem a Hinata, nada mais pode me causar dor ou sofrimento. Eu já estou morto mesmo. – E com a frieza que me dominara, disparei contra a cabeça de Toneri que caiu sem vida instantaneamente.

Voltei a me aproximar de Hinata, abracei-a novamente e me permiti chorar com seu frágil corpo em minhas mãos, e assim permaneci por alguns minutos.

Sabia o que precisava ser feito naquele momento.

Hinata foi à primeira, única e seria a última mulher que eu amaria. A ela eu entreguei tudo de mim, mostrei todas as minhas qualidades, meus medos e meus defeitos. Ela era o meu mundo e eu não poderia viver sem o meu mundo.

– Obrigada pelo amor que você me deu Hinata, e pela força que está me dando para o que farei. – Acionei o gatilho da arma e a apontei para a minha cabeça. – Logo logo estaremos juntos novamente, eu a amo com o mesmo poder que me foi dado para fazer o que farei. – Apertei sua mão sem vida e pude sentir por um momento que ela apertara a minha, entendi o gesto como um pedido para que eu fosse ao seu encontro.

Fechei os olhos. Ao sentir as últimas lágrimas escorrerem em meu rosto, então disparei a arma.

A fim de dividir

No fundo do prazer

O amor e o poder.

March 16, 2018, 5:49 p.m. 0 Report Embed 2
The End

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