u15715377901571537790 Gláucio Imada Tamura

Certa noite, a jovem Stella acorda num lugar desconhecido, e se desespera por não saber onde está. "Que lugar estranho é esse?! -- ela se pergunta. Acontece que o ambiente é soturno, cheio de sussurros e vozes indiscerníveis, apenas com a fraca luz das velas a, ora e outra, dançar seus covardes feixes de luzes na escuridão quase palpável ao redor. Mas logo ela descobrirá que ali também é o reinado de uma mulher muito poderosa; e que, - conforme Stella tanto desejou inconscientemente em seu coração - finalmente lhe ensinará um dos caminhos do autoconhecimento pleno; enquanto decidem trilhar juntas pelos árduos meandros da sublime entrega e da completa dominação.


Erotica For over 21 (adults) only.

#sadismo #masoquismo #tortura #submissão #dominação #violência-sexual #luxúria #bsdm
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Parte 1

Do centro de um salão pouco iluminado, eu vejo uma mulher mascarada, vestida de preto, passeando ao meu redor como que verificando um produto.

Velas espalhadas em círculos nos iluminam, assim como parte do ambiente soturno carregado de sussurros e vozes desconhecidas que ora e outra eclodem na escuridão ao redor, pra logo a seguir imiscuírem-se com o tilintar de uma corrente que a mulher segura, e que está presa na coleira atada ao meu pescoço.

“Que lugar estranho é esse?” — me pergunto, mas não encontro respostas, de forma que fico hipnotizada com a tal mulher que não para de me rodear.

— Escrava! — de repente ela grita.

Seus olhos são como fogo ardente, e a sua voz, como que estando carregada de tempestades prontas para desabar sobre mim.

Penso em perguntar: “Quem é você?” ou “O que estou fazendo aqui?”, mas estranhamente meus lábios não correspondem ao que quero, pelo contrário; logo a seguir se rompem num submisso: “Sim senhora!” que me causa tremendo espanto.

Quanto à mulher, à medida que ela caminha, a passos lentos, sua postura dominadora é ainda mais destacada pelo coturno militar que afirma sua silhueta imponente, e o olhar de felino como que esperando o momento certo para abocanhar a presa.

De repente ela para diante de mim.

— Quando eu era pequena, — ela diz — meus pais descobriram que eu tinha tendências sadistas. Aí eles passaram a me bater todo santo dia, para ver se eu parava com isso. E adivinha?

Sinto os pelos do meu corpo arrepiarem-se. Daí ela se aproxima de meu rosto, — sinto seu hálito fresco de hortelã — e pousa as mãos suavemente em meus ombros.

— Ajoelhe-se — ordena.

Enquanto declino meu corpo, temerosa torno a ouvir sussurros e vozes desconhecidas pipocando ao meu redor. A luz das velas dança na escuridão quando ouço as correntes tilintarem nas mãos da mulher que me puxa, exigindo atenção.

— O prazer culpado de se deliciar com desastres faz parte da natureza humana, escrava — ela diz isso pra mim, enquanto vira-se para sacar um chicote.

— Lamba minhas botas — ordena.

Tento resistir, mas logo o meu rosto está no pó, literalmente. Entretanto sinto o entremeio de minhas pernas umedecerem quando um sentimento de extrema humilhação permeia minha alma, agita-a, pra logo a seguir repousar num lugar obscuro que até momentos antes não imaginava existir dentro de mim.

— Basta! — ela diz, já afastando o bico da bota da minha sôfrega língua.

Quando me viro, a mulher mira o cabo do chicote entremeio aos meus lábios. Seu olhar está carregado de malícia. Sua língua passeia de um lado pra o outro.

— Engula escrava!

Apesar de resistir a princípio — eu acabo obedecendo, ou seja, abocanho o cabo do chicote por inteiro. Daí eu pressiono o couro enrijecido entre a língua e o céu da minha boca, enquanto inflijo ao mesmo uma tortura prazerosa no vai e vem degustativo que vai deixando seguidos rastros de gemidos nas falas da mulher.

— Que tal inventarmos o nosso próprio pecado, escrava? — de repente ela diz satisfeita, enquanto alisa meus cabelos com suavidade.

Ao ouvi-la, os pelos do meu corpo arrepiam-se pela segunda vez. Já o entremeio de minhas pernas fica bem mais úmido que antes.

Ainda ajoelhada, — e com a boca avolumada — eu fito os olhos da mulher como que oferecendo minha submissão total a ela. E por causa desse gesto, ela diabolicamente logo entende que — no que depender de mim — seus anseios ocultos inerentes à própria alma devassa ali seriam todas realizadas enquanto eu estiver aos seus pés.

Quanto a mim, inconscientemente já sei que a obedecerei como uma cadela. Sim, como uma cadela no cio. E nem me envergonharei de dizer um absurdo como esse. Pelo contrário, gritarei aos quatro ventos que sou dela, que me entregarei de corpo e alma a ela, sem limitações, sem pudores, sem medo de me arrepender, ainda que tudo isso custe o preço da minha sanidade.

Logo palavras e frases antes julgadas pesadas, obscenas ou grosseiras, a seguir são todas furtadas de seus rótulos de vulgaridades e passam a ganhar cada vez mais corpulência nas falas da mulher.

— Você vai sangrar até morrer, escrava. — ela diz com severidade — Pelo menos durante uns quatro minutos...

Depois ri com sarcasmo, e torna a forçar o cabo do chicote que entra cada vez mais fundo na minha garganta.

Quase chego a vomitar. Daí ela retira o cabo da minha boca, mas não sem antes me oferecer o sorriso perverso de outrora.

Na minha boca; o gosto de couro impregna meus lábios. Meus olhos ardem. Penso em fugir pela segunda vez, mas isso é pura idiotice, afinal de contas ainda estou presa em sua corrente.

— Agora se levante escrava — ela ordena, e a seguir, como me demoro, imediatamente sinto quando o chicote estala bem alto na suavidade das minhas nádegas: “Plaft!”.

Eu começo a chorar. De maneira que minhas lágrimas borram minha maquiagem, destacando ainda mais o vermelhidão em meus olhos.

Mas isso nem faz diferença, pelo contrário, a incentiva a continuar sobre mim, me dominando, me possuindo, me humilhando. A seguir me força a ficar de quatro, levanta minha saia, e, depois fica passeando o cabo — suavemente — sobre os enlevos mais úmidos da minha calcinha.

— Quieta escrava! — ela grita quando me viro para olhá-la.

Pois eu não aguento, de forma que rebolo; contorço-me; ora e outra guino para frente em fugas passageiras carregadas de provocação, mas quando me sinto acuada, me lanço de volta pra trás já toda abrasada, sedenta, arrependida pelos segundos perdidos deixando de atuar em cumplicidades com sua mão tão generosa.

Como ela se afasta de mim, eu declino minha cabeça e — instintivamente — me volto para seu sexo, com intensão de retribuir.

Daí ela empurra minha cabeça com força e diz com o mesmo olhar de desprezo:

— Para mim nada é mais indigesto do que essa sua liberdade de mulher...


Continua...

Oct. 21, 2022, 11:23 p.m. 1 Report Embed Follow story
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