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Ao conseguir uma vaga em uma das maiores empresas de moda do momento, Park Jimin não imaginou que a parte mais difícil do trabalho seria ter que lidar com as exigências absurdas de um chefe repugnante; que faria de sua missão atormentar aquele homem, que sua vida viraria um completo caos e que nada o permitiria se livrar dele. E que, se levou dois minutos para odiá-lo, levaria muito mais tempo para conseguir tirá-lo da cabeça.


Fanfiction Bands/Singers For over 18 only.

#jimin #suga #yoonmin #minimini #minmin #suji #jimsu #sujim #bts
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Você não pode me comprar



Escrito por: @scarisvancci / @scarisvancci

Notas Iniciais: Olá, pessoal! Eu acho engraçado que cada fanfic que venho postando é totalmente diferente das anteriores, e com essa não foi diferente!

Como vocês já devem saber, o projeto está de aniversário e quem ganha o presente, além da staff, é claro, são vocês! Através de um amigo oculto que foi um dos melhores que eu já participei kkkk
Esses tempos escrevendo foram muito bons e eu confesso que no começo eu quase desisti várias vezes, mas, Belle, querida (@nameisabelle/@nameisabelle), você me desafiou e me fez sair da zona de conforto, e eu agradeço muito por isso, porque eu amei escrever esta história para você (porque sim, eu sabia que era pra você kkkk o tempo todo), então, apesar de eu estar perigosamente confiante com o que eu fiz aqui, eu espero de verdade que você goste e possa aproveitar muito (mesmo você tentando me silenciar não me deixando fazer meus finais tristes ou abertos — o que eu quase fiz, senão tivesse lembrado de última hora sobre a censura — sjdjsjdj) e pode ir tranquila, porque eu preparei um final gostosinho especialmente pra você (sério ksdk espero que goste)

A todos os leitores que derem uma chance à essa história, nem que seja por dois minutinhos (rs), eu agradecerei eternamente, e espero que gostem bastante também e se divirtam tanto quanto eu hehe

À Lena, eu quero dizer muito obrigado por me acompanhar, ler todos os capítulos e dar suas opiniões maravilhosas, sem você talvez eu não tivesse conseguido ir tão longe, então um eterno obrigado.

À capista Helô (xxpujinxx/xxpujinxx-) e à beta Gaby (girl_daegu/girl_daegu), muito obrigado pelo trabalho incrível de vocês! <3

E, como sempre, obrigado ao projeto por ainda estar me dando uma chance e me deixando ficar, mesmo fazendo todo mundo surtar às vezes kkkk

É isso, espero que gostem da leitura!

~~~~

Tudo bem, relaxa, esse é só, o que, um emprego do qual você absolutamente não pode ser demitido, senão vai estragar tudo? Sem pressão. Tranquilo.

Quem eu quero enganar? Eu vou cem por cento estragar tudo.

Não, sem pensamentos negativos, vai totalmente dar tudo certo, não tem nem por que dar tudo errado, não é? Vamos recapitular.

Primeiro, ser pontual; eu estou quinze minutos adiantado, então isso é um ponto positivo, certo? Ótimo primeiro dia. Segundo, fazer boas relações no trabalho; eu nunca tive dificuldades com isso, então sem problemas. Quer saber? Vai dar tudo certo, eu dou conta, não pode ser tão difícil. Sem falar que ninguém aqui sequer me conhece, então nada vai me atrapalhar, certo?

— Ai! Droga, me desculpa. — Abaixei-me para pegar o caderno com desenhos expostos que fiz o homem de terno à minha frente derrubar quando eu estava andando sem olhar o caminho.

Parabéns, já deu seu primeiro vacilo em menos de dois minutos após pisar na empresa. Uau.

— Sinto muito mesmo, espero não ter estragado — falei, referindo-me ao fato de o desenho ter caído virado para o chão. Sei o quanto um desenho desses (isto é, croquis em várias poses usando o que provavelmente seriam as peças de uma futura coleção) podem dar trabalho de recriar. Seria um grande problema.

— Imagina, eu que estava no meio do caminho como uma estátua. Sem problemas. Ei. — O homem franziu as sobrancelhas, e eu arregalei os olhos ao olhar bem seu rosto. — Eu conheço você, não conheço?

Ah… merda.

Péssimo primeiro dia.

— N-não, eu, hum. — Tossi, ajeitando meus óculos. — Eu acho que não.

— Tem certeza? Acho que eu… — Agora foi sua vez de arregalar os olhos. O homem de terno cinza olhou para todos os lados, como se quisesse verificar que não havia ninguém ali além de nós dois, e então voltou a me olhar. — Por favor, me acompanhe.

Ele passou por mim, andando rapidamente em direção a um corredor extenso. Vi quando ele levou a mão com o celular, que até aquele momento permanecia com uma ligação ativa, ao ouvido.

— Jeongguk? Sim, ainda estou aqui, tive um problema. — Ele olhou ligeiramente em minha direção e desviei o olhar, fingindo não prestar atenção. — Escuta, surgiu uma coisa, podemos discutir sobre as peças depois? Não sei, preciso ver minha agenda para confirmar. — Segui-o quando ele, após olhar para os lados novamente, abriu a porta de uma sala e entrou, sinalizando com a cabeça para eu entrar em seguida. — Eu sei, eu sei. — Não fazia ideia das respostas que estava recebendo durante a ligação, mas, pelas suas expressões, não pareciam ser boas. — Eu te retorno, está bem?! Não vou demorar. Eu já estou desligando, até mais tarde.

Ele suspirou e abaixou a cabeça, escorando ambas as mãos na mesa atrás de seu corpo.

— Me desculpa por isso.

— Não tem problema, eu que causei a confusão toda. — Tentei rir casualmente, como se não estivesse prestes a surtar.

Quase dois meses me preparando para esse trabalho e iria colocar tudo a perder sem nem ter conseguido trabalhar.

— De forma alguma, não é sua culpa, na verdade, isso não tem que ser um problema. — Ele rodeou a mesa e se sentou na cadeira que havia atrás, sinalizando para eu me sentar também.

— Tudo bem…

— Certo. — O homem manteve o olhar analítico fixo no meu, batucando os dedos na mesa. — Você sabe por que estamos tendo esta conversa, não sabe? — Assenti em silêncio.

Estávamos tendo essa conversa porque cometi a burrice de transar com o vice-presidente milionário da empresa em que, dois meses depois, eu consegui uma vaga, e agora o milionário seria, apesar de muitos níveis hierárquicos, meu chefe.

E, na verdade, isso era um problema enorme.

— Ótimo. — Ele enfiou a mão no bolso do paletó e retirou o que parecia ser um bloco de notas e uma caneta. — Quanto você quer? — perguntou, clicando a caneta, e quando reparei melhor, vi que ele na verdade estava segurando um talão de cheque.

— Como é? — O vice-presidente me olhou e recolheu a tampa da caneta ao ver minha reação.

— Não me entenda mal, você e eu sabemos que o que aconteceu foi algo de uma noite só. Eu estava frustrado e querendo esquecer alguém e transei com o primeiro que apareceu. Minha vida pessoal agora, acredite, está um caos, e eu não preciso de mais uma dor de cabeça, você entende, não é?

Estava de queixo caído emocionalmente; por fora, minha expressão estava simplesmente petrificada.

De jeito nenhum eu causaria o escândalo que queria causar.

Meu orgulho estava ferido após ter sido pisoteado como se minha reputação valesse menos que roupa de marca com defeito de fábrica.

— Então, me diga, quanto você quer para agir como se nunca tivesse me visto na vida?

Fechei os olhos e respirei fundo, praticando todo o meu autocontrole.

Respira, lembre-se, você precisa desse emprego.

[...]

— Eu quero que você pegue todo o seu dinheiro e enfie no meio do seu-

— Porra, você disse isso mesmo? — Meu amigo riu tão alto, que se não estivéssemos a sós, tinha certeza de que seríamos repreendidos.

— Claro que não! — Revirei os olhos, batendo a mão na água da jacuzzi. — Mas que vontade que me deu. Quem aquele cara pensa que é?

— Um milionário com dinheiro o suficiente para comprar o que ele quiser, inclusive, pessoas — respondeu, dando um gole em sua taça de champanhe. — Vai dizer que você não faria a mesma coisa?

— O que, se eu estivesse no lugar dele? Nunca! Eu jamais trataria alguém assim com tanta frieza, principalmente um funcionário.

— Sei. — Riu.

— É sério, Taehyung, olha para mim. — Ele largou a taça na borda da jacuzzi e me olhou. — Acha mesmo que eu seria capaz de fazer isso?

Taehyung deu de ombros.

— Não sei, não sei… O dinheiro muda as pessoas.

— Sério? — Ergui as sobrancelhas. — Por favor, o dinheiro não muda as pessoas, eu me recuso a acreditar nisso. Aposto que ele sempre foi um canalha. Céus… Aposto que todos eles são.

— Okay, Elizabeth, mas é melhor você aturar o senhor Darcy se quiser continuar nesse emprego. — Riu outra vez.

Revirei os olhos e joguei água em seu rosto.

— Muito engraçado, Taehyung. Você sabe que eu quero, não posso ser demitido de jeito nenhum, mas você me conhece, nunca, em toda minha vida, permiti que alguém me tratasse dessa forma e não pretendo permitir agora. Aquele idiota vai se ver comigo.

— É mesmo? E você vai fazer o quê? Aliás, pausa, volta um pouco. O que foi que você, de verdade, disse a ele?

[...]

— Não me entenda mal. — Cruzei as pernas e olhei diretamente em seus olhos. — Mas o seu dinheiro, nesta ou em qualquer outra ocasião, vale absolutamente nada para mim. Acredite, eu não tenho o menor interesse em revelar ao mundo que já me envolvi com alguém como você. Agora, se me dá licença, senhor vice-presidente... — Levantei-me da cadeira e me dirigi até a porta, pondo a mão na maçaneta. — Acho que devo ir para o treinamento.

Ele ficou me olhando sem reação por uns dois segundos e guardou o talão e a caneta no bolso outra vez.

— É claro — concordou ao levantar da cadeira e vir em minha direção. — Não é minha intenção atrapalhar o seu dia. E nem a sua também, não é? — Ele ficou de frente para mim, pondo sua mão em cima da minha, e contive a vontade de revirar os olhos.

A minha intenção é mandar você ir se foder.

— De maneira alguma… — Engoli minha urgência em insultá-lo. — Chefe.

A palavra saiu da minha boca como um insulto, mas pareceu chegar aos seus ouvidos como bajulação.

Ele me olhou de cima a baixo até parar nos meus olhos e sorriu ladino.

Se você soubesse o quão perto está de levar um soco, não sorriria assim, idiota.

Sorri cinicamente e girei a maçaneta para abrir a porta, mas ele deu mais um passo à frente e bloqueou minha passagem.

— Lembre-se, nunca nos vimos — disse e saiu, olhando para os lados antes de seguir pelo corredor, deixando-me ali, ainda segurando a maçaneta.

— Ninqui nis vimis, pi, pi, pi… — Finalmente revirei os olhos, grunhindo com raiva, tentando controlar a vontade de soltar todos os palavrões que conhecia. — Idiota, idiota!

Saí da sala a passos rápidos e voltei para a entrada da empresa, tentando me acalmar antes de ir em direção à recepção, onde eu realmente deveria ter estado, não enfurnado em uma sala tentando ser comprado.

— Bom dia! Em que posso ajudar?

— Bom dia… — Baixei sutilmente o olhar, procurando um crachá em seu uniforme. — Moonbin, estou procurando a sala de treinamento, pode me dizer onde fica?

— Ah! Você é o novo contratado. — Assenti. — Só há o seu treinamento hoje. Aguarde um momento, por favor, irei chamar o responsável — pediu e pegou o telefone ao seu lado, digitando um número.

Apenas concordei e me afastei, sentando em um dos bancos dispostos ali.

Enquanto esperava, voltei a recapitular tudo o que eu tinha estudado para ser um bom funcionário, como se fosse um exercício mental. Eu estava nervoso. De certa forma, apesar de sempre ter sido alguém confiante, aquele era meu primeiro emprego em muito tempo. Já havia me esquecido de como era a experiência.

Levantei quando um homem de terno azul-marinho foi em direção ao recepcionista e ele apontou em minha direção.

— Bem na hora. — O homem deu um sorriso cativante e extremamente simpático. — Desculpe fazê-lo esperar. Muito prazer, sou Jung Hoseok.

— Imagina. — Sorri e apertei sua mão. — E o prazer é todo meu.

— Ótimo aperto! Me acompanhe, então, quanto antes você se acostumar com a rotina da empresa, melhor! — Segui-o até o elevador panorâmico e o observei apertar o botão do próximo andar. — Vou mostrar todas as partes importantes do prédio, onde fica cada setor por aqui e, por fim, onde você vai ficar, tudo bem?

— Esplêndido. — Olhei para além do vidro do elevador, reparando como toda a arquitetura do prédio era elegante.

— Perfeito! — Andei bem atrás dele assim que o elevador abriu e continuei reparando nos detalhes da construção.

Fiquei um tanto impressionado, teria que admitir.

É… Até que o canalha tem bom gosto.

— Ah! Olhe só quem não está no escritório hoje! — Hoseok riu, atraindo a atenção de um homem de terno preto com listras, que eu suspeitava serem diamantes, junto a…

Não… Não acredito.

Taylor, o que eu fiz para merecer isso?

— Perdão, atrapalho alguma discussão importante que vocês dois estavam tendo no meio do corredor?

— Hoseok, a que devo a magnífica honra de sua presença? — falou o de terno de diamantes, e contive minha vontade de rir, pois reconhecia o tom de sarcasmo.

Céus, eles são iguaizinhos.

— Bem… — Hoseok me olhou. — Estes são os presidentes da Afterglow — declarou, indicando os dois homens com a palma da mão e imediatamente tive a atenção de ambos.

O de terno de diamantes — era um detalhe importante! Havia centenas deles! — estendeu a mão em minha direção.

— Jeon Jeongguk. Seja bem-vindo.

Assenti em silêncio e desviei o olhar quando notei outra mão sendo estendida para mim.

— Min Yoongi. É um prazer.

Encarei-lhe, imóvel por dois segundos, e aí me recordei de seu pedido:

"Lembre-se, nunca nos vimos".

Então, eu sorri e apertei sua mão firmemente.

— Park Jimin. Igualmente. É uma honra poder conhecê-los.

Recolhi minha mão e a pus no bolso da calça, ajustando meus óculos com a outra mão, sem desviar o olhar do dele.

— Espero que Hoseok possa fazer você se sentir confortável então, Park — Jeongguk voltou a falar. — Agora, se nos dão licença... — Ele curvou levemente a cabeça e se afastou, com a mão no ombro do canalha, melhor dizendo, Yoongi.

Quando se afastaram totalmente, Hoseok riu, e eu o olhei curioso.

— Eles odeiam serem interrompidos — explicou.

— Então…? — Franzi as sobrancelhas, e ele deu de ombros.

— Deixa para lá, algum dos seus colegas vai acabar te contando de qualquer jeito. Vamos seguir em frente.

Hoseok me mostrou tudo o que disse que mostraria, até finalmente me apresentar às ilhas de funcionários onde a minha mesa se encontraria.

Nós andamos por entre as estações até o fundo da sala, parando enfim.

— É aqui que você vai trabalhar. Essa...

Ele apontou para uma mulher trabalhando na mesa ao lado, concentrada, mas, ao perceber que falávamos, ou melhor, Hoseok falava dela, ela virou o rosto e acenou rapidamente.

— É Im Nayeon, vocês passarão muito tempo juntos, mas as apresentações são por conta dos dois. Enfim. — Ele voltou a se aproximar da minha mesa. — Essa é sua máquina de costura, aqui é uma pequena lousa para você anotar as metas do dia, esse telefone é para caso você receba tarefas específicas... A mesa tem gavetas, você decide o que fazer com elas. Os supervisores geralmente ficam passeando pela sala, então certifique-se de estar sempre focado no seu trabalho. As pausas para banheiro são livres, mas não abuse, e a pausa para o almoço é de uma hora. Qualquer dúvida, pode falar com os supervisores. Entendido?

Hoseok me encheu com tanta informação que fiquei tonto brevemente.

— Ahm… Sim.

— Ótimo! — Sorriu. — Agora se me der licença, é aqui que nos separamos. Tenha um bom dia!

— Igual… — Hoseok não me esperou terminar de falar, apressando-se em sair dali o mais rápido possível. —… mente.

[...]

— E foi isso.

Taehyung riu outra vez.

— Então quer dizer que você conseguiu se encontrar com Min Yoongi e Jeon Jeongguk no primeiro dia de trabalho? — Ele pegou a garrafa de champanhe e encheu sua taça outra vez. Quando esticou a garrafa em minha direção, peguei minha taça do outro lado da borda para enchê-la também.

— Não foi exatamente meu ideal de dia perfeito, acredite.

— Por quê? O que aconteceu que ainda pudesse piorar?

Revirei os olhos.

[...]

Sentei-me em frente à mesa e analisei bem meu local de trabalho.

A lousa, obviamente, estava sem nenhuma meta para ser cumprida e a máquina de costura estava desligada.

Ajeitei meus óculos e tirei a alça da minha maleta do ombro, colocando-a no chão, sob a mesa.

Aproximei-me dela graças à cadeira giratória e batuquei meus dedos sobre a superfície, respirando fundo.

O treinamento, com o perdão de Jung Hoseok, não havia sido útil quanto à rotina de trabalho, eu não fazia ideia do que deveria fazer.

Encarei a máquina de costura por alguns minutos. Fazia anos que eu não mexia em uma, não tinha nem certeza se ainda lembrava como era.

Virei o rosto discretamente em direção à minha colega e a vi concentrada novamente, costurando trilhos, e colocando zíperes numa velocidade absurda.

E o que me espantava era a probabilidade de aquilo ser, na realidade, uma velocidade média para o trabalho.

Observei-a pelo próximo minuto.

Seu cabelo castanho estava amarrado para trás, ela também usava terno e na cor azul, estava desabotoado e sem gravata, saia ao invés de calças, meia-calça escura e sapatos…

Soltei um suspiro de choque que a fez me olhar em um sobressalto.

— Ai, meu… santo das botas pretas com salto — exclamei com ambas as mãos nas laterais do rosto e boquiaberto, como aquele quadro famoso, o berro.

Encarava os pés da mulher em uma mistura de riso e incredulidade, e ela alternava entre olhar na mesma direção e para mim, assustada e confusa.

Aproximei-me dela com a cadeira giratória, tentando manter discrição no assunto.

— Primeiro, muito prazer, eu me chamo Park Jimin. — Estendi a mão em sua direção, afoito, e ela a apertou.

— Im Nayeon. — Ela ainda estava meio atordoada.

— Sim, sim, mas a questão é... — Aproximei-me ainda mais, falando em um volume bem baixo para não sermos ouvidos: — Esses são sapatos…? — sussurrei a última palavra o mais baixo que consegui.

— O quê? — Ela manteve o mesmo volume.

Indiquei com a cabeça os seus pés, dando ênfase com meus olhos.

— Você sabe, são… sapatos… Enchanted? — sussurrei sutilmente mais alto dessa vez.

— Desculpa, o que está dizendo?

— Enchanted, estou perguntando se seus sapatos são Enchanted — falei finalmente, em um volume de conversa normal, e Nayeon arregalou os olhos ao compreender, pondo o indicador sobre a boca e chiando.

Era de conhecimento de qualquer pessoa dentro e fora da indústria da moda, com acesso à internet ou qualquer canal midiático responsável por espalhar informações e notícias globais, que as marcas Enchanted e Afterglow, comercializadas mundialmente, eram rivais declaradas.

Rivais de fato, as marcas estavam longe de serem os tipos de empresas que tinham reuniões para combinar seus preços com a intenção de diminuir a concorrência no mercado.

Bem, na verdade, há dois meses o presidente da Enchanted entrou em contato com o presidente da Afterglow, ou seja, Jeon Jeongguk — após um desfile grandioso com as peças da última coleção, em que o próprio Jeon desfilou — para negociar a compra da marca.

O que foi divulgado para a mídia é que Jeongguk não hesitou ao recusar a oferta, mas o presidente da Enchanted não era de desistir.

Ao longo dos poucos anos desde que a marca foi registrada e ascendeu no mercado, uma de suas grandes estratégias era comprar marcas já conhecidas para aumentar seu reconhecimento e poder lucrativo. O homem era como um colecionador e queria a Afterglow como seu novo brinquedo.

Mas Jeongguk também era poderoso e não abriria mão do seu império tão facilmente.

Desde esse encontro, criou-se a ideia de rivalidade entre os homens e suas empresas. Em apenas dois meses, não se falava de outra coisa, apenas assuntos relacionados, como quais seriam os próximos passos de cada um, por exemplo.

Literalmente estava nos trending topics durante a semana. Era como acompanhar um reality show. Os jovens estavam até subindo as tags #teamEnchanted, #teamAfterglow e #SpeakNowTV — se bem que essa última é sobre outra coisa, mas a confusão é compreensível.

Se me perguntassem como eu tinha tanta propriedade ao discutir sobre o assunto, eu orgulhosamente diria que era um homem interessadíssimo em tudo que envolvesse a indústria, o mercado e a globalização.

O que era uma forma sofisticada e eufemista de dizer que eu passava tempo demais lendo notícias em redes sociais.

E toda essa massa de informações era crucial para entender a relevância que havia na escolha de sapatos de Im Nayeon, funcionária da Afterglow, naquela manhã.

Era como ter carros alegóricos nos pés.

— Por favor, não espalhe. — Seus olhos ainda estavam arregalados, ela balançava a cabeça e suas mãos tremiam.

— Calma, eu não vou dizer nada, não precisa se preocupar. Sério. — Nayeon respirou aliviada, por mais que ainda me olhasse com desconfiança.

— Eu consegui eles há um mês, naquela liquidação maluca. A Enchanted faz peças tão lindas que eu não pude resistir. — Ela grunhiu, mostrando o sapato de plataforma em vários ângulos. — Saí correndo da inauguração para comprar, muita gente saiu.

Realmente era uma beleza. Eram pretos, tinham salto alto grosso de plataforma e que fechavam com fivela.

Na minha opinião eram os melhores do ano.

A liquidação "maluca", mencionada pela Nayeon, foi uma jogada fria da Enchanted.

Decidiram reduzir ridiculamente os preços de centenas de peças no dia em que a Afterglow inaugurou uma nova loja na avenida mais movimentada da capital. Foi, como ela colocou, uma loucura. Enchanted quase virou uma marca popular no dia. Isto é: quando o público alvo é predominantemente a massa popular.

Comprar uma peça da marca naquele dia estava mais barato do que comprar comida.

Quando a inauguração foi encerrada, em poucas horas, os preços voltaram ao normal.

— Entendo completamente, eu, no seu lugar, teria feito a mesma coisa. Esses sapatos são divinos.

— São, não são? — Ela sorriu. — Como você os reconheceu tão rápido? Eles nem têm a logo da marca.

Dei de ombros.

— Ah, querida, eu desenhei esses sapatos — falei de uma forma que ela entendesse o meu domínio no assunto.

Moda era minha paixão e saber identificar peças das maiores marcas da indústria era apenas um dos meus talentos.

Nayeon riu.

— Inacreditável, finalmente alguém divertido para conversar! Você já vai descobrir como a rotina aqui dentro é repetitiva e robótica.

— Estou vendo. — Virei o rosto brevemente em direção às outras estações e vi os vários funcionários trabalhando quase que em sincronia.

Eu não conseguia nem começar a calcular a quantidade de peças que eram produzidas por dia em salas como aquela.

— Aliás. — Resolvi aproveitar a deixa, já que tinha conquistado sua atenção. — Será que você poderia me ajudar? Estou completamente perdido.

— Hoseok não te disse nada, não foi?

Assenti, e ela não pareceu surpresa.

— Ali! — Ela apontou uma parede com espaços quadrados, preenchidos por rolos de tecidos. — Ficam os tecidos selecionados. O supervisor passa no início da manhã com a lista de cada costura que deve ser feita no dia, cada equipe fica responsável por uma parte, esse mês a nossa é responsável pelos zíperes, a equipe à nossa frente faz os cortes das peças e colocam naqueles cestos.

Apontou novamente.

— Cada cesto tem um tecido diferente e cada mesa é responsável por um tecido, você tem que saber o seu tecido, o tipo de zíper, trilho e a quantidade de peças. O nosso trabalho é repassado para outra equipe até as peças ficarem prontas, como um enorme quebra-cabeça. Isso tudo compõe a meta. Os supervisores são responsáveis por montar o cronograma, certificando-se de tudo ficar pronto dentro do prazo.

— Uau.

— Pois é. — Nayeon riu soprado.

— E como eu descubro meu tecido e o resto?

— Então, Hoseok revisa as listas, ele devia ter te falado, mas você pode perguntar aos supervisores. Oh, a senhorita Kim Jisoo está bem ali, pode perguntá-la, ela é finíssima.

Assenti e agradeci à Nayeon, recebendo um dar de ombros antes de ela voltar ao próprio trabalho. Imediatamente me levantei da cadeira e fui até a mulher de postura invejável, olhar de autoridade e um belíssimo terno branco.

Minha recém-colega de trabalho me ajudou imensamente; graças à ela, eu pude entender mais rapidamente como seria a rotina.

Kim Jisoo, como descrita, foi cordial ao verificar a lista na prancheta que carregava e indicar o cesto do qual eu deveria pegar minha parte.

Voltei sorridente para minha mesa, coloquei o tecido em cima e preenchi a lousa com a meta.

Nayeon se esticou para olhar.

— É, até que te deram uma meta bem tranquila, fazem isso com os novatos.

— Não é?! — Sorri. — Caraca, cinco peças! Eu vou fazer o que no resto do dia?

Nayeon desviou o olhar para mim e comprimiu os lábios.

— Cinco levas — corrigiu.

— O… kay…? — Semicerrei os olhos, tentando entender onde ela queria chegar.

— Uma leva… são cem peças.

Meu sorriso morreu no mesmo instante.

— Como é que é?! — Engoli em seco. — Mas, mas… Isso vai levar o dia todo! — Sentei-me, sentindo a pressão cair. — Me diz que meu cérebro de humanas não está certo ao afirmar que são quinhentas.

Ela negou com a cabeça.

— Você vai pegar o jeito, no começo demora um pouco, mas eu, por exemplo, faço isso durante a manhã.

Claro, você é uma meta-humana!

Fiquei completamente desolado.

— É melhor você começar logo. Pode fazer metade agora de manhã e o resto depois do almoço. Vem cá, eu te explico como é.

Nayeon se aproximou da própria mesa com a cadeira e colocou o início da leva próximo à máquina de costura.

Ela me explicou minuciosamente o que eu deveria fazer, até o jeito de usar a máquina, independentemente de saber se eu tinha experiência ou não.

Passei o resto da manhã levando aquilo a sério até demais, como um próprio desafio pessoal, xingando e amaldiçoando todos os zíperes do mundo.

Qual a dificuldade de usar um botão ao invés de zíperes?!

Já era meio-dia quando eu finalmente terminei…

Três levas.

— Vamos almoçar. — Levantei e pus as mãos no final das costas, estalando-as.

Baguncei o cabelo e retirei minha jaqueta, colocando-a nas costas da cadeira.

A sala tinha vários ares-condicionados, mas, graças ao trabalho, ainda conseguia ficar com calor.

Puxei minha camisa várias vezes para entrar um vento enquanto esperava Nayeon levantar para sairmos juntos.

O refeitório ficava no andar de cima. No centro ficava o self-service liberado, onde já tinha uma fila de funcionários pegando sua comida. Nayeon e eu, então, entramos, cada um pegando uma bandeja para ir colocando a nossa comida.

Ajeitei meus óculos antes de sentarmos e saboreei a primeira garfada.

— Nossa, isso tá muito bom — elogiei após mastigar, preparando-me para comer outra vez.

Caprichei na segunda garfada, pegando um pouco de cada parte da comida.

— Com licença, senhor Park. — Parei o garfo no meio do caminho ao ser chamado e olhei para frente, vendo um homem com uma expressão séria e os braços para trás.

— Sim? — Abaixei o garfo, hesitante.

Ele ajeitou seus óculos e tossiu discretamente.

— O senhor Min deseja falar com o senhor.

Olhei de canto para Nayeon, que olhou para mim também.

O que será que o déspota quer?

— Tudo bem, é… — Semicerrei os olhos e gesticulei em sua direção.

— Lee Jihoon, senhor.

— Certo, tudo bem, Jihoon, pode dizer para ele me chamar depois do almoço, por favor.

Ele continuou ali, com a mesma expressão séria.

— Desculpe, mas o senhor Min deseja falar com o senhor agora.

— Nossa, mas ele não pode esperar nem eu terminar de comer?

— É um assunto urgente, senhor.

Olhei para Nayeon, indignado.

E os direitos humanos?

— Está bem. — Peguei um guardanapo da mesa e limpei a boca, levantando. — Eu vou ao escritório dele?

— Ele está na sua mesa, senhor. Com licença. — Jihoon curvou a cabeça e saiu.

Eu o acompanhei, mas nossos caminhos se desencontraram após sairmos do elevador.

Entrei nas salas das ilhas me sentindo inseguro.

Mil possibilidades me ocorreram.

Havia ele subitamente resolvido mudar de ideia e decidido que era melhor me demitir por não ser capaz de confiar em mim?

Eu não sabia, mas, enquanto ocupei minha mente com meus temores, meus pés me levaram até pararem ao me deixar próximo o suficiente.

Yoongi estava observando um pedaço de leva tirado por ele de dentro do meu cesto, na parede atrás da minha mesa, com as sobrancelhas franzidas.

Tossi sutilmente, atraindo sua atenção.

— Queria me ver? — Não consegui evitar o tom de desgosto na voz.

— Quais foram as instruções que você recebeu de Hoseok? — Ele ignorou totalmente o meu desprezo e me olhou com uma expressão neutra.

Respirei fundo.

— Nenhuma. Ele só me mostrou a empresa.

— Então quem te disse o que você deveria fazer?

— A supervisora, Kim Jisoo, me mostrou o material e quanto dele eu deveria usar e eu pedi a ajuda da minha colega. Hoseok revisou a lista.

Ele fechou os olhos, pôs os dedos de uma das mãos na região entre os olhos e devolveu o início da leva para o cesto.

— Isso está errado.

Senti um frio percorrer pela minha espinha e me aproximei com rapidez.

— O quê? — Olhei dentro do cesto para procurar a leva que ele tinha soltado e tentei enxergar uma falha na costura.

Eu tomei tanto cuidado…

— Tudo.

Virei o rosto para ele, não contendo meus olhos ao se arregalarem.

— Como?

Yoongi suspirou e pegou a peça novamente, passando o dedo pelo tecido e me mostrando os dois lados, que eram, sim, diferentes.

— O zíper está para o lado interno. — Ele colocou o tecido costurado de volta no cesto e me olhou com o cenho franzido, enquanto eu mantinha a mesma expressão atordoada. — Fiz bem em vir verificar, porque, se essas levas tivessem sido costuradas no resto das peças, teria sido um desastre, um grande prejuízo.

Virei o rosto outra vez para dentro do cesto, sentindo-me sem rumo, e Yoongi se afastou, passando para o outro lado da minha mesa.

— Mas… — Minha garganta ficou repentinamente seca.

— Hoseok deveria ter orientado você. — Abotoou seu paletó como se fosse um promotor, serenamente me acusando de um delito grave pelo qual ele nem sequer sentia um pingo de empatia. Era como um detetive vendo uma cena de crime hediondo e se comportando como se fosse apenas mais uma segunda-feira. — Infelizmente, você vai ter que recomeçar. Essas levas precisam estar prontas até o final do dia.

Se eu não tivesse uma gota de orgulho, amor-próprio, valores ou qualquer uma dessas infelizes partes do meu ser, teria caído duro ali mesmo.

Meus dedos ainda doíam devido às quase quatro horas ininterruptas tentando colocar TREZENTOS zíperes em malditos TREZENTOS trilhos que eu previamente costurava.

— Levei a manhã inteira para costurar essas e ainda faltam duzentas, não vai dar tempo!

Cruzei os braços e comecei a bater o pé no chão, segurando as minhas emoções.

Ele olhou nos meus olhos friamente e continuou olhando enquanto pronunciava as próximas palavras:

— Então eu sugiro que comece logo.

E dessa vez eu não pude evitar ficar boquiaberto.

— Mas o almoço-

— Eu sinto muito, Park — interrompeu-me. — Há um cronograma estabelecido, se essa pequena coisa se atrasar, num piscar de olhos a situação toda vai se tornar um caos completo. E se você não estiver apto para o trabalho, teremos que encontrar alguém que esteja.

E pela segunda vez no dia, ele se virou para ir embora, deixando-me sozinho, completamente atordoado e sem palavras permitidas em horário nobre.

Contudo, ele se virou e voltou a me olhar, parecendo ter um pensamento diferente rondando sua mente.

— Estou imaginando que Hoseok também não lhe informou sobre o código de vestimenta, certo?

Eu não posso ir para a prisão… Não posso ir para a prisão.

— Não?! Ele não me disse nada, só me deu um tour pelo prédio, como se estivéssemos em um museu.

Yoongi me olhou lentamente de baixo a cima, tomando o seu tempo, como se não tivesse a menor pressa de chegar ao meu rosto, mas, quando finalmente o fez, ele teve a coragem de rir soprado.

— Arrume um terno.

E finalmente foi embora, deixando-me ali, atordoado, despudorado verbalmente e com um veemente desejo de enterrar um corpo no quintal de alguém.

Olhei para a minha roupa e ri soprado também, incrédulo com a forma como havia acabado de ser tratado.

Eu estava usando uma camisa preta, jeans azuis justos, botas pretas e minha jaqueta de couro preta ainda estava na cadeira.

Só isso.

Mas aquele homem desprezível me olhou como se eu fosse um saco de lixo que esqueceram de botar para fora.

Pus ambas as mãos na minha mesa, abaixei a cabeça e respirei fundo três vezes, tentando me acalmar. Continuei fazendo isso por pelo menos dois minutos.

Eu vou arrumar um terno e fazer você engolir.

Ele não havia ferido meu orgulho, ele o havia arrancado do meu peito, cuspido, jogado no chão e pisado nele com sapatos de quinta.

Tudo o que eu conseguia pensar era em como eu o faria se sentir pior do que estava me sentindo.

Ah, eu vou arrumar um terno sim, você vai ver…

[...]

— Inacreditável.

— Pode acreditar. — Revirei os olhos outra vez.

— Eu nunca imaginei que Min Yoongi fosse tão escroto. Juro que nunca imaginei.

— Se você tivesse visto a forma como ele olhou para a minha roupa! — Eu ainda estava indignado e transtornado com a situação. — Aposto que ele é homofóbico.

— Mas vocês não transaram? — Taehyung riu.

Imediatamente escondi meu rosto com minha mão.

— Eu já tinha esquecido desse vergonhoso episódio, vamos fingir que nunca aconteceu, por favor. — Grunhi desgostoso.

Ele riu outra vez.

— Engraçado como a vida é, não é? — Ele deu um gole em sua taça, semicerrando os olhos como se pensasse na grande filosofia da vida. — Hoje você odeia ele e menospreza a menor das lembranças de ter tido qualquer contato físico com ele… Mas lembro que há dois meses você passou uma semana falando que daria qualquer coisa para sentar de novo no p-

— Taehyung, cala a boca, por favor. Se você ousar completar essa frase, eu te jogo da varanda e falo que você bebeu muito e escorregou.

Ele começou a gargalhar, divertindo-se com a minha desgraça.

— Realmente é uma tragédia, ainda bem que eu não sou você.

Não vou falar nada, pois sou um homem que tem muita fé… na lei do retorno.

— Já entendi, podemos voltar ao assunto?

— Claro, claro. — Sorriu. — Você estava prestes a dizer como vai fazer para arranjar um terno daqui para amanhã.

— Nossa… — Respirei fundo, encostando-me na borda da jacuzzi, tentando relaxar depois do péssimo dia. — Eu juro, a primeira coisa que me veio à cabeça foi conseguir o terno mais caro da marca que ele mais odeie e esfregar na cara dele.

— Ou seja, um terno Enchanted…

— Exatamente!

—… que custa vinte mil dólares.

— Tem esse detalhe. — Desanimei no mesmo instante. — Não poderia comprar o terno mais caro da Enchanted porque eu nem teria como pagar. — Fiz um bico. — Então…

Sorri sugestivamente para Taehyung, e ele semicerrou os olhos.

— Então…?

— Eu pensei, bem, seria uma sorte grande se por acaso eu tivesse um amigo incrível que, por mera coincidência, é rico e ama dar presentes… Pensei, uau, será que tenho um amigo assim?

— Você quer que eu consiga o terno para você?

— Ah, bem. — Dei de ombros. — Podia ser, de repente, um presente de aniversário.

— Seu aniversário é em dois meses. — Ele ergueu uma das sobrancelhas.

— Presente adiantado, Taehyung. Por favor, por favorzinho… Isso é muito, muito importante. — Juntei minhas mãos e fiz bico outra vez.

— Você se exibir para o seu chefe é importante?

— É mais do que se exibir! Se coloca no meu lugar por dois minutos. Como você se sentiria se alguém tivesse te olhado como se você comprasse suas roupas em um mercado de pulgas?

— Eu acho que você está exagerando.

— Não, Taehyung, eu juro, juro! Foi exatamente assim que ele olhou para mim. Me ajuda, por favor… — pedi mais uma vez em um tom manhoso.

Meu amigo manteve o olhar desconfiado até finalmente revirar os olhos.

— Tudo bem, vou conseguir.

Meu sorriso se estendeu de orelha a orelha e soltei um grito empolgado.

— Você é o melhor!

— Sei. — Riu soprado. — Sorte a sua eu, por acaso, ter alguns contatos que podem me ajudar, mas sorte mesmo! Vou pedir para alguém levar no seu apartamento antes de você ir trabalhar amanhã.

Revirei os olhos.

— Por que você foi falar disso? — choraminguei teatralmente. — Só de lembrar que vou ter que ficar no mesmo ambiente que aquele homem todo dia, tenho vontade de atravessar a rua sem olhar para os lados.

— Você nem deveria se preocupar tanto com isso. — Taehyung deu de ombros, terminando de beber seu champanhe. — Ele é o vice-presidente, Jimin, acho que nem preciso explicar o quão ocupado ele é. Você não vai ter que ver ele por mais que dois minutos.

— Que as suas palavras sejam ouvidas. — Suspirei, sentindo-me exausto, só queria deitar e dormir. — Senão, eu lhe prometo, quem só vai ter dois minutos é ele, mas é de paz!
~~~~

Notas Finais: E aí?!?!?! O que acharam?? Belle, o que achou? Kkkk

Muita coisa vem por aí, e, o que eu tenho a dizer, é que o senhor Jimin ainda vai aprontar, muito! Kkkkkk

Se puderem, comentem o que vocês acharam, porque eu vou gostar muito de saber ^ - ^

Bom, eu vejo vocês na próxima atualização!

Até!

E, ah, feliz aniversário, 2Min! 🥳💜

May 2, 2022, 9:52 p.m. 2 Report Embed Follow story
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Post!
giiviiana Lima giiviiana Lima
Pra mim, não há dinâmica melhor entre os Yoonmin do que eles se detestando assim KKKKKKKKKKKKK o tesão acumulado dos gatos Aaaah, quero ler maaaiiiissssssss
May 03, 2022, 14:21

  • Scar Letta Scar Letta
    Aaaaaaa pois você vai gostar dos próximos skdkdk inclusive, a história acabou de ser atualizada!! 🥰💜 May 07, 2022, 01:46
~

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