Eu não sou um príncipe Follow blog

dcsales D.C. Sales Um jovem sonhava em se tornar um cavaleiro. Seu mundo desmorona quando descobre que terá que ser o escudeiro do arrogante príncipe o resto de sua vida. Tudo muda quando príncipe e escudeiro embarcam em uma jornada para salvar uma donzela indefesa e o príncipe por acidente cai do cavalo. Com o príncipe morto, ele tem a chance de salvar a princesa e ser feliz para ....sempre?
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Capítulo 8 - Que trata do sentimento nobre que move a ação


Coragem. Essa eu não encontrei mesmo, então parti para o Reino encantado sem coragem, mas com o coração disposto a salvar a princesa.

May 27, 2019, 1:19 p.m. 0 Report Embed 1
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Capítulo 7 - Que trata da aceitação do outro assim como ele é


Em nome do sangue nobre de minha mãe, me tornei pajem aos 7 anos e aos 14 aprendiz de escudeiro e aos 20 um derrotado. Mas o ponto não é esse: como escudeiro havia uma condição: jamais subir no cavalo do príncipe. Talvez a ordem de não subir no cavalo ainda insistia em minha mente. Era como se eu ainda estivesse sob juramento. Eu me perguntava se mostrar ao cavalo que ele não estava mais sob o juramento do príncipe o faria me deixar montar nele. Assim, soltei as sela e mostrei ao cavalo que ele estava livre. Sem mais torturas, chicoteadas ou ferro quente.

O cavalo correu a grama em direção a água, corri atrás dele, removendo parte da armadura de batalha do príncipe. Agora éramos somente Ferradura eu. Foi com esse pensamento em mente que subi no Ferradura pela primeira vez. Sem sela e sem rédeas. Fiquei 30 segundos e claro, caí novamente. Mas continuei tentando durante um dia inteiro e ao final percebi que o Ferradura não mudaria seu jeito de ser. Talvez um tipo de piada. Uma brincadeira mortal para o príncipe.

O jeito era aceitar o cavalo do jeito que ele era e não mais tentar dominá-lo. Precisava dele para enfrentar o dragão. O segredo era aprender a cair.

May 27, 2019, 1:19 p.m. 0 Report Embed 1
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Capítulo 6 - Que trata da arte de tentar manipular o cavalo Ferradura

Após procurar o cavalo por horas no vale, lá estava ele a margem de um rio de águas límpidas comendo a grama.

- Ferradura, você quer comer morangos silvestres?

O cavalo simplesmente ignorou o ato de manipulação e continuou comendo seu delicioso alimento. Mas não me deixava vencer. Ainda tinha pêssegos, maçãs e flores comestíveis.

Tudo inútil.

- Ferradura, você sabia que a grama está contaminada?

O cavalo arregalou os olhos e parou de comer a grama por um segundo, mas voltou a comer.

Enfim, a primeira forma de convencer o Ferradura a ajudar a salvar a princesa fora um fracasso. Então parti para a segunda: a força bruta que também não deu muito certo. Afinal toda a força de um garoto magrelo não é páreo para o poderoso cavalo de guerra.

Coices, lançamentos no rio e até mordidas. O ferradura era mesmo um cavalo indomável. Não é difícil imaginar de onde surgiu um nome tão amável.

Nada resta além da mais alta tática de convencimento: o apelo emocional. Lágrimas e mais lágrimas:

- Por favor, me ajude a salvar a princesa Adara. Ela vai morrer no alto da torre e nós seremos os culpados.

Nenhum movimento do animal. Agora somente me restava a psicologia reversa:

- Se você não quer ir, está bem. Eu vou sozinho.

Ao dar cinco passos, uma chuva forte começou a cair. Era a desistência que finalmente rendera. Com os cabelos molhados escondendo os meus olhos, me escondi em uma caverna ali próximo para me proteger da chuva, convidei o ferradura e ele prontamente obedeceu ou melhor, fez a própria vontade.

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Capítulo 5 -Que trata do monólogo do escudeiro que decide se irá ou não irá

Olhei para o príncipe e sua armadura e uma ideia um tanto como inusitada começou a invadir meus pensamentos. Assumir o lugar do príncipe, matar o dragão, salvar a princesa e ser feliz para sempre.

- Mas apenas um príncipe pode enfrentar um dragão. - Disse uma voz na minha consciência.

Mas eu possa ser o primeiro a provar que um escudeiro também pode ser corajoso. Afinal quem é capaz de ir às batalhas sem uma única arma, e ainda entregar seu único meio de proteção ao cavaleiro.

- E se a princesa descobrir, afinal você é magro, baixo e as sardas....Não se parece nenhum pouco com um príncipe. - Essa voz é insistente.

Nada disso vai importar, afinal quando Adara pensar que eu sou o príncipe, seu subconsciente vai achar que sou mais alto, mais forte e minhas sardas serão até um charme.

- E se eu não gostar da princesa?

Meu subconsciente fez uma pausa.

Realmente dessa vez eu posso ter razão. Quantos príncipes não se apaixonam pelo simples fato da garota ser apesar uma princesa?

Um título de grande nobreza, até torna a pessoa mais interessante apesar de talvez ser arrogante, metida ou chata mesmo. Mas ela é uma princesa, e tudo é perdoado.

- E se não for bonita?

O dinheiro não compra a beleza, mas é capaz de fabricá-la ou mascara-la. Não importa se a natureza da beleza for interior ou exterior: Em um mundo onde o capital é o mais importante, qual seria a escolha do príncipe Artur, uma bela e amável camponesa ou uma princesa esnobe e rica? O final é previsível: E eles viveriam felizes para sempre.

O exemplo que vi dos meus pais, abdicar de uma fortuna e se casar por amor também não é sinônimo de felicidade.

Acaba que estou odiando a princesa sem ao menos conhecê-la. Mas parando para refletir, nenhuma pessoa princesa ou não, merece morrer de fome na torre mais alta de um castelo e não ser salva por seu príncipe encantado ou não. Por isso devo salvar a princesa Adara. Mesmo que não fiquemos juntos no final.

Agora só me falta duas coisas: o cavalo e a coragem. Primeiro vou procurar o Ferradura.

May 27, 2019, 1:19 p.m. 0 Report Embed 1
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