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u15514544731551454473 Luiz Fabrício Mendes

2015 d.C.: O grupo Estado Islâmico ocupa o sítio arqueológico de Palmira, na Síria, e começa a destruir o patrimônio histórico da cidade, após matar o arqueólogo-chefe responsável. 272 d.C.: O imperador romano Aureliano cerca Palmira, encerrando a breve expansão territorial promovida por sua rainha-guerreira Zenóbia. Dois momentos conectados no tempo pelo luar... E, entre épocas tão distantes, a guerreira de outrora será capaz de enviar seu auxílio a uma guerreira do presente.


Drama Nicht für Kinder unter 13 Jahren.

#histórico #misticismo #rainha #terrorismo #passado #Elo #arqueologia #ficção-histórica #guerra-civil #Estado-Islâmico #ISIS #Síria #Zenóbia #Palmira #Império-Romano #Eras
Kurzgeschichte
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Capítulo Único

O Luar dos Antigos


Conto inspirado pelo quadro "O Último Olhar da Rainha Zenóbia sobre Palmira", de Herbert Gustave Schmalz, de 1888 - que serve de capa à história.


I


Seus joelhos tocaram o chão áspero, a pele lacerada por alguns pedregulhos. Uma das pernas e algumas costelas deviam estar fraturadas pelas coronhadas enquanto era levada até ali, dada a crescente dificuldade sentida para andar. O frio cano do AK-47 colado à sua nuca, no entanto, conseguia desviá-la da dor.

Permaneceu encarando o chão de pedra por vários instantes, tentando desligar os ouvidos do choro e gritos ao redor da mesma forma que desconectara os nervos de seus ferimentos. A ríspida ordem do militante às suas costas, no entanto, levou-a a erguer a cabeça ao mórbido espetáculo prestes a começar.

O antigo anfiteatro romano de Palmira, erguido em semicírculo com assentos esculpidos em degraus em torno do pátio onde no passado eram feitas as apresentações, era limitado ao fundo por uma parede entrecortada por colunas que constituía, no linguajar dos estudiosos, o "proscénio", a parede atrás do palco – lembrando a fachada de um pequeno palácio. A estrutura possuía cinco portas, guardadas àquele momento pelos irredutíveis soldados do Daesh, desprovidos de toda e qualquer pessoalidade por baixo de seus mantos e turbantes negros, somente os olhos à mostra focados como os de aves de rapina nos prisioneiros, as mãos prontas para disparar mecanicamente suas armas ao mínimo distúrbio.

Os demais membros da equipe estavam ajoelhados, tal como ela, ao longo do teatro, provando que suas tentativas de fugir haviam redundado em fracasso. Adnan chorava copiosamente, de certo temendo mais pelo destino da cidade nas mãos dos jihadistas do que pela própria vida. O Templo de Baalshamin fora pelos ares horas atrás, a fumaça ainda se erguendo das ruínas fumegantes noite adentro – assim como o Leão de Al-lāt meses antes. Quando criança e explorando as ruínas sírias junto com o pai, Zeinah acreditava existir algum tipo de magia capaz de conceder-lhes vida, o que teria possibilitado a Baal fulminar os extremistas com seus raios e ao feroz felino de pedra fazer seus corpos em pedaços...

O devaneio infantil mostrara-se mesmo apenas uma baboseira, e uma lágrima correu pelo rosto moreno da arqueóloga. Que aquilo tudo terminasse logo, para que ao menos não tivessem de presenciar o trabalho de tantos anos – e, pior ainda, a herança de toda uma civilização – serem eliminados.

Uma leve agitação tomou os jihadistas. Pela porta principal do proscénio, situada em seu centro, mais soldados surgiram, aos berros, escoltando um homem com as mãos atadas às costas assim como os outros prisioneiros. Seu estado era deplorável: vestes ensanguentadas e rasgadas, cabelos brancos desgrenhados, óculos com uma haste quebrada dependurado ao rosto, corpo sujo e diversas marcas de tortura por todos os seus membros. O coração de Zeinah ficou apertado não só por ver a figura do idoso, em seus mais de oitenta anos, tão maltratada, mas também pelo significado que tivera em sua vida...

O professor Al-Assad completara nela a paixão pelo passado despertada por sua curiosidade de infância. Quando chegara insegura e desorientada à Universidade de Damasco, suas aulas e palestras haviam feito com que tivesse certeza de que a carreira arqueológica era o que sempre almejara. Tomou parte em seu time de especialistas e, sob a orientação do mestre, ajudou a desvendar novos segredos sobre a joia da antiguidade isolada no meio do deserto sírio: Palmira. Zeinah havia, nos últimos anos, atuado com afinco nos trabalhos de pesquisa e restauração, tendo recentemente catalogado um novo grupo de relíquias encontrado nas ruínas... Quando veio a guerra civil. E, com ela, o Daesh.

Al-Assad foi colocado de joelhos. Apesar do corpo exaurido e quebrado, mantinha a cabeça erguida e um olhar obstinado. Não o direcionou a nenhum deles, no entanto, muito menos a ela – talvez por sentir-se culpado por toda a situação. Os jihadistas eram cruéis por natureza, mas Zeinah ainda se questionava por que o professor fora vítima de tanta crueldade. O nome em comum com o governante contestado do país devia ter intensificado os ânimos, por mais que inexistisse qualquer parentesco; mas Zeinah suspeitava que eles o houvessem interpelado a respeito de objetos valiosos. Ouro, ou relíquias que pudessem obter alto valor no mercado negro de antiguidades em que os extremistas tanto vinham investindo. Conhecendo o caráter do arqueólogo, ela bem sabia que nada tinha revelado...

...por mais que as consequências, a ele, fossem as mais nefastas.

Dois dos soldados que haviam trazido o chefe da equipe até o anfiteatro tomaram a frente do prisioneiro. Um deles começou a discursar, sua voz reverberando pelas arquibancadas, fazendo Zeinah lamentar que os romanos um dia houvessem dominado a acústica da construção para que agora palavras tão vis fossem tão bem amplificadas. Fazendo uso desvirtuado do nome de Alá, o arauto expôs como os arqueólogos haviam servido aos idólatras e infiéis, principalmente seu líder, o pobre professor Al-Assad. Este conservou a face levantada, mas o olhar perdera o brilho. Algo dentro dele se quebrara. Se antes ainda desafiava os captores como nem o Leão de Al-lāt conseguira fazer, a persistência se tornou resignação ao longo do discurso inflamado do terrorista.

Por fim, o segundo soldado, cumprindo a função de carrasco, ergueu a cabeça do estudioso com uma mão e, usando a outra, abriu seu pescoço com uma faca.

O impulso imediato de Zeinah foi baixar a cabeça, ignorando o fuzil, o jihadista atrás de si ou qualquer outro risco à sua vida. Mas, ao fitar as pedras brancas compondo o entorno do palco, as pupilas se ergueram lentamente até o que, no céu, concedia-lhes luz para refletirem naquele tom. A visão subiu através do pátio, acelerando pelo corpo sem vida do professor, venceu a parede de fundo com as colunas e finalmente se deteve na lua cheia visível de qualquer parte daquele deserto.

Fitando o astro, a jovem imaginou quais pensamentos estariam na mente de outras pessoas, nas mais diversas épocas, que haviam tido em comum poderem admirar aquela mesma forma no céu estrelado.

Com outra lágrima embebendo seus cílios, fechou os olhos...


Nota: "Daesh" – Nome árabe do grupo Estado Islâmico.


II


Mantendo um punho erguido sobre a mureta, ela encarou o luar no limiar do horizonte.

A imagem brilhante do disco noturno logo foi ofuscada pela fumaça negra subindo dos focos de incêndio pela cidade. Após ser sitiada vitoriosamente por Aureliano, imperador de Roma, Palmira sucumbia ao poder dos invasores – as últimas legiões ainda marchando para seu interior.

Desviando o olhar por um momento, a rainha lembrou-se do deus Febo, com sua coroa e carruagem solares, esculpido no muro ao qual se apoiava. Com o coração pesado, desprezou aquela imagem, que de nada lhe valia. Focando-se mais uma vez na lua, pediu forças à irmã gêmea do deus, Diana – a caçadora e implacável guerreira. Se não mais podia resistir aos seus inimigos, que ao menos fosse levada ao cativeiro sem perder sua força.

- É assim que termina a tão valente "Rainha da Ásia"? – o legionário romano ao seu lado zombou, aguardando ao topo da escadaria para levá-la até seu comandante. – Vendo sua capital queimar?

As palavras do inimigo fizeram com que, pela primeira vez desde que deixara o palácio, sentisse o peso dos dois braceletes de ouro, unidos por uma fina corrente, atando agora seus braços. As algemas perfeitas a uma rainha, como bem pensou, sem concluir se fora um ato de respeito, ou ironia, por parte de Aureliano. Ainda usava seus trajes de governante: o vestido branco atado por um cinturão de joias encimado pela capa azul bordada. A tiara dourada em formato de pássaro ainda lhe cobria a testa, porém incapaz de ceder-lhe asas para voar longe de seu infortúnio; ou livrá-la do pensamento de que era daquela exata maneira, para sua maior humilhação, que o imperador pretendia arrastá-la vencida pelas ruas de Roma.

O olhar continuou perdido entre o horizonte e a cidade saqueada. Já fazia quase uma eternidade desde que seu marido Odenato morrera e ela, assumindo o posto do filho ainda criança, quisera tornar Palmira não só um reino tributário a Roma, mas seu próprio império. "Não há como vencer os romanos" – disseram alguns de seus conselheiros – "Ainda mais uma mulher". A rainha queria provar o contrário, finalmente levando autonomia ao seu povo e ao total controle sobre as ricas rotas de comércio com o Oriente. Para isso, valeu-se da memória de duas mulheres que estremeceram as bases de Roma. Dido, a princesa fundadora de Cartago, e Cleópatra, a última faraó do Egito. A todos passou a declarar ser das duas descendente. Por mais que não o fosse por sangue, com certeza o era por ímpeto.

O Egito sucumbiu ao seu exército, as pirâmides estremecendo ao pisar de suas sandálias conforme marchou junto aos seus próprios soldados. A Anatólia dobrou-se vencida – e se tivesse avançado um pouco mais ao norte, teria conquistado também a Cítia e a Sarmátia, regiões onde diziam viver os descendentes das guerreiras Amazonas, das quais a rainha também pretendia reivindicar a herança. Já era, a essa altura, aclamada por seu povo como "Rainha da Ásia", porém não se tornaria de verdade antes de repetir o feito de Alexandre, varrendo a Pérsia a leste e derrotando o poderoso Império Sassânida, algo que nem mesmo os romanos haviam conseguido.

Nem o tempo, nem as circunstâncias, infelizmente, permitiram a concretização da glória à Rainha Zenóbia de Palmira.

O vento noturno veio beijar os lábios da guerreira, agitando seus cabelos negros e fustigando a tintura delineando seus olhos. O legionário romano bateu com a lança nas pedras do degrau em que até então estava de pé e começou a descer a escadaria, crendo ser sinal suficiente para que a rainha cativa o acompanhasse. Zenóbia ainda permaneceu debruçada ao beiral por alguns instantes, tentando obter de Diana as desejadas respostas. As sombras na lua eram um enigma difícil de decifrar. Mas, se haviam sido examinadas pelas mesmas mulheres do passado que tanto admirava, o astro sendo o maior elo que a ligava a elas através dos séculos, algo conseguiria obter. Tinha de obter.

Sem desviar o foco da lua, Zenóbia abriu os braços e afastou as mãos lentamente... até forçá-los com intensidade em direções opostas, colocando a corrente de ouro prendendo os braceletes em tensão máxima e fazendo-os estremecer. O esforço não foi suficiente para romper as algemas, e ela nem isso pretendia, porém outro algo se desfez – longe dali, algo etéreo e imemorial simplesmente levado pelo luar.

Ainda com os membros estendidos e levantados, a rainha foi tomada por imensa calma, exalando lentamente o ar pesado dos pulmões enquanto dirigia o último olhar à cidade tomada, vislumbrando o Templo de Baalshamin e o suntuoso anfiteatro no qual tanto se divertira com as comédias gregas. Baixou os punhos, enquanto finalmente começava a descer as escadas acompanhando o destacamento romano enviado para prendê-la...

...certa de que, mesmo incompletos, seus feitos seriam suficientes para gravar eternamente sua herança na trajetória humana.


III


O choro abafado dos arqueólogos tomou o anfiteatro. Sons líquidos e gorgolejantes seguiam-se à cruel execução do professor Al-Assad, enquanto o carrasco terminava de romper a cabeça do pescoço com sua lâmina. Ainda que cercada por tanta selvageria, Zeinah permanecia alheia com o rosto erguido em direção à lua, tal qual hipnotizada, privada da violência por uma força que inesperadamente vinha em seu auxílio – mantendo seu queixo levantado por rígidos, porém afáveis, dedos invisíveis.

Assim que conseguiu retirar sua atenção do céu, a arqueóloga percebeu que os dois soldados responsáveis pela morte de seu mestre – o arauto e o carrasco – terminavam de remover o corpo decapitado através da mesma porta pela qual tinham entrado, engolidos pela escuridão. Outros membros do Daesh os acompanharam, enquanto sentinelas permaneceram junto de cada prisioneiro pelas fileiras de assentos do teatro. Zeinah estava certa de que sua morte era mera questão de tempo, assim como as de seus companheiros.

Fechou os punhos. Se tinha de partir, ao menos acompanharia o amado professor em seus ideais. Sem jamais ceder, contribuir com fanáticos que desprezavam qualquer coisa próxima de cultura ou respeito. Contraindo o cenho, julgou-se pronta. Que o cano do fuzil que tanto a ameaçara fizesse logo seu trabalho...

Foi quando sentiu os pulsos inesperadamente leves, e com maior liberdade de movimento do que julgava recordar...

Com cautela para não atrair a atenção de seu vigia, mexeu as mãos testando sua hipótese. Um sorriso determinado desdobrou-se em seus lábios...

As cordas arrebentaram!

Não saberia explicar quando, nem como, mas os dois punhos estavam livres. E não pretendia dar tempo a seus captores perceberem. Uma nova chama se acendeu dentro de si, tomada por matizes de coragem e loucura. Tinha de arriscar. Mais do que salvar a própria vida, queria liberar os colegas e salvar o que restara do trabalho do professor. Talvez, assim, pudessem restaurar algum dia o que fora destruído...

Num só movimento, Zeinah ergueu as duas mãos para o alto, em pinça... e agarrou pelo meio o cano do AK-47 do jihadista.

O adversário gritou atordoado, pego de surpresa pela prisioneira. Disparou por reflexo, a bala passando centímetros acima dos cabelos da arqueóloga. O metal ardente queimou os dedos da jovem quando ela insistiu em segurá-lo, porém desviou novamente seus nervos de qualquer sensação de dor. Tomou a arma do fanático num puxão, levantou-se, girou sobre os próprios pés e, com um disparo certeiro, abriu um buraco na testa do inimigo. O corpo sem controle do soldado cambaleou para trás, desabando de costas contra a primeira fileira de assentos como um espectador comprando sua entrada para uma encenação no além.

Gritos ecoaram por todo o anfiteatro. Conforme desejara que acontecesse, os demais guardas tiveram sua atenção atraída para ela, ao invés de descontarem nos prisioneiros que vigiavam. Zeinah jogou-se atrás da mureta cercando o palco da estrutura para escapar dos tiros que de imediato foram efetuados contra si. Só manuseara aquela arma uma vez na vida, num treinamento oferecido pelo exército sírio – e recomendado pelo professor Al-Assad – para que se prevenisse quanto a eventuais escaramuças envolvendo trabalhar em zonas de conflito. Como se houvesse sido no dia anterior, as memórias inundaram sua mente enquanto inseria mais balas no fuzil...

Ouviu o padrão das rajadas. Tentou situar a posição dos atiradores pela lembrança de onde estavam os prisioneiros e o som de seus movimentos. Quando apoiou o fuzil sobre a mureta e disparou contra o segundo terrorista, os projéteis cravaram-se perfeitamente em seu peito. Recuou, mais balas atravessando o ar e lançando lascas de pedra em volta. Contou mentalmente os pentes dos inimigos antes de investir mais uma vez. O terceiro jihadista teve o crânio partido. O quarto, sem que Zeinah sequer precisasse esperar uma nova brecha, caiu com um intenso jorro de sangue a brotar de seu pescoço.

Com o corpo trêmulo e as mãos dormentes de adrenalina, percebeu que todos os vigias já haviam sido eliminados.

Correu a passos ágeis até os variados pontos das arquibancadas em que se encontravam os colegas amarrados. Um a um, rompeu as cordas de seus pulsos, atenta aos gritos dos soldados nos arredores clamando por reforços. Ao chegar a Adnan, o rapaz cobriu-lhe as mãos de beijos, deixando-as empapadas com suas lágrimas – agora, de gratidão. Ela se limitou a sorrir, estendendo-lhe outro AK-47 obtido de um dos jihadistas mortos. Precisariam também defender a si mesmos daquele ponto em diante; mas uma estranha intuição em Zeinah por pouco não a fez instruir que, se ele quisesse agradecer a alguém, que fosse à lua.

Deixaram o anfiteatro correndo pela saída oposta ao palco, todos já armados e atentos aos tiros dos terroristas que já voltavam a ameaçá-los. Conforme se aproximaram do antigo portão sul da cidade, os soldados do Daesh afastados pelo intenso fogo proporcionado principalmente por Zeinah, encontraram um caminhão deixado junto a um posto de suprimentos desguarnecido em meio à confusão que se formara.

Foi nesse veículo que os quatro arqueólogos sobreviventes deixaram as ruínas rumo ao deserto, o contorno das construções e da tragédia à qual serviram de palco tornando-se um borrão disforme em meio ao tom prateado da noite de lua cheia.

Ainda com os restos das cordas rasgadas circundando seus pulsos, Zeinah, enquanto dirigia, esperava que pudessem retornar ao sítio arqueológico tão logo aquela maldita guerra terminasse, e, num reconfortante pensamento, agradeceu a seu mentor.

Uma intrigante peça do destino acabou ignorada pela jovem ao não saber que, recentemente, o velho arqueólogo buscava nas ruínas a confirmação de um dado presente numa inscrição romana muito antiga. Ao contrário do que muitos afirmavam, a rainha Zenóbia não teria se suicidado numa greve de fome ao ser levada prisioneira a Roma, e sim libertada para logo depois casar com um senador local. Com ele teria tido vários filhos e filhas, que mais tarde migraram para o Império Bizantino e teriam se tornado ricos comerciantes. Baseado em textos e registros na própria Palmira, o estudioso buscava indícios de sobrenomes que remetessem a uma possível descendência da rainha-guerreira através dos tempos: "Shamie", "Al-Zahabi", "Zayat"...

Talvez um dia possibilitada de conhecer sua verdadeira linhagem, Zeinah Shamie, descendente da Rainha Zenóbia de Palmira, continuou dirigindo, resoluta, rumo ao horizonte onde aos poucos a lua se escondia.

6. Dezember 2019 00:05:28 0 Bericht Einbetten 2
Das Ende

Über den Autor

Luiz Fabrício Mendes Goldfield, alcunha daquele em cuja lápide figura o nome "Luiz Fabrício de Oliveira Mendes", vaga desde 1988. Nasceu e reside em Casa Branca - SP, local que se diz ter sido alvo da maldição de um padre. Por esse motivo, talvez, goste tanto do que é sobrenatural. Atualmente é professor de História, mas nas horas vagas, além de zumbi, se transforma em agente de contra-espionagem, caçador de vampiros, guerreiro medieval, viajante do espaço ou o que quer que sua mente lhe permita escrever.

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