Good For You Follow einer Story

gabsss polegarzinha aaa

Cada pessoa possui segredos e laços sanguíneos que jamais poderiam ser revelados ou desfeitos. Com Katara não era diferente e jamais seria. Ao sair de sua terra natal, para enfim começar uma faculdade em Londres, ela havia decidido que não se envolveria nunca mais nas partes ocultas de sua tribo, muito menos tentaria entender ou desvendar os segredos de sua família. Katara queria uma vida normal, então seu espírito livre e sua sede de conhecimento a levou para o outro lado do mundo, para enfim cursar o que tanto queria e quem sabe se ver livre dos dogmas e do destino da família da qual ela tanto fugia. Como se recomeçar não fosse bastante difícil em um país que pouco conhecia, Katara não só teria que lidar com seu passado mas lidar também com Zuko, um aluno do curso de advocacia que apesar de ser extremamente arrogante e lhe tirar do sério como nenhuma outra pessoa jamais havia feito, tinha mais semelhanças com ela do que havia imaginado e pouco a pouco fisgava o seu coração.


Fan-Fiction Karikatur Nur für über 18-Jährige.

#Zutara-Avatar-Katara-Zuko-China-DirtyTalk-Romance-Bender
0
628 ABRUFE
Im Fortschritt - Neues Kapitel Jeden Freitag
Lesezeit
AA Teilen

Londres? Eu consegui!

Katara

Despedidas nunca eram fáceis.

Sabíamos disso pois era inevitável as lágrimas, a dor e a saudade que já era sentida e mal se saía do lugar.

Sabíamos disso pois quando se apega a algo, dificilmente se deixa ir embora.

Na cabeça das mães, filhos servem para ficar debaixo de suas asas, para que nunca saiam de perto delas e sofram com o enorme mundo que está à frente de suas penas.

Com a minha avó não era diferente, não era nenhum pouco diferente das outras mães da aldeia. Ela havia me criado da melhor forma possível, prometendo que o seu amor seria suficiente por ela e pela minha falecida mãe.

Nunca deixou que nada faltasse a mim e Sokka, meu irmão extremamente tosco. Um ser humano melhor, é isso que ela queria que eu me tornasse. Uma guerreira, uma defensora sem precedentes de nossa família, mas eu definitivamente percebi que aquele não era o meu caminho. Longe daquela minúscula cidade é que era meu lugar.

Xiuanwater, ou Tribo da Água do Norte, para os mais íntimos, era o meu berço. Foi o lugar onde eu nasci e cresci, mas não pretendia viver. A cidade tinha as mais belas praias e por todas as suas ruas e vielas, podia-se sentir o cheiro do sal do mar e dos animais marinhos que do oceano eram trazidos.

As casas eram simples, feitas de tijolos, telha e palha, mas eram tão elegantes que se não fosse pelo preço, algumas jamais ficariam vazias. Em praticamente todas as residências havia um jardim com flores e plantas que só se davam bem no clima frio. Em Xiuanwater fazia frio durante metade do ano. Os dias ensolarados eram tão raros, que quando brilhava o sol, uma festa em toda cidade era celebrada, o dia inteiro.

Vovó de todas as formas tentou me impedir, mas eu havia feito minha escolha. Havia tomado meu caminho e estava disposta a enfrentar esse mundão que praticamente gritava em meu ouvido para ser desbravado. E não me arrependi nenhum pouco. Porém, como eu havia dito: despedidas nunca eram fáceis.

Pude meditar isso com muito mais clareza sentada com as malas e uma mochila me fazendo companhia no aeroporto de Londres, onde eu finalmente desembarquei depois de uma viagem longa, à espera de Toph, minha melhor amiga cabeça dura que me buscaria para finalmente dividirmos um apartamento como sempre sonhamos, desde pequenas.

De fato, eu fiquei aproximadamente quarenta minutos com a bunda na cadeira, esperando aquela vaca dar as caras, então eu tive tempo de sobra para pensar nas escolhas que eu fiz e vinha fazendo.

Não, eu não me arrependia de nada. Meu lugar não era na aldeia, meu lugar era onde eu sabia que seria feliz e eu tinha certeza de que a felicidade não estava lá.

Era como se um peso que me incomodou durante anos tivesse sido tirado das minhas costas, me permitindo finalmente respirar, mas em seguida um maior fora colocado: a saudade.

Para quem viveu a vida inteira em um lugar pequeno e frio, sem muitas “bugigangas” modernistas – como dizia minha avó –, não era fácil ver tanta tecnologia junta. Me deixava impressionada e assustada, mas extremamente feliz.

“O que você pensa que vai fazer em Londres?”

Eu lembrava da voz irritada de minha avó, que rondava minha cabeça vez ou outra e por alguns instantes o desespero de realmente não saber o que fazer ali, naquela cidade imensa, crescia dentro de mim.

“Eu quero conhecer o mundo, vovó. Vê-lo em toda sua plenitude com meus próprios olhos. Antes que… Ele se perca.”

Lembrando porém, de minha resposta, meu coração relaxava e eu sabia o motivo de estar ali e o motivo de cursar turismo. Queria ver o mundo, queria apreciá-lo em suas quatro formas: ar, terra, fogo e água. Fogo nem tanto, mas os outros três elementos era uma certeza.

Portanto, deixar o lugar onde morei por toda a minha vida foi realmente difícil, mas fora dele eu via o meu lugar e não poderia jamais me prender a uma cidade ou a segredos de família.

Os segredos de família principalmente.

– KATARA!! – Ouvi meu nome sendo gritado me despertando de minhas análises sobre escolhas e destinos. Quando me levantei, Toph estava vindo na minha direção praticamente correndo de braços abertos pronta para me abraçar.

Eu sorri e esperei por ela. Seus passos eram largos e seu sorriso era igual ao meu: gigante!

Quando finalmente nos abraçamos, suspiramos e demos lugar às lágrimas. Eu havia sentido falta dela. Muita falta eu diria.

– Hey! – Sua voz chorosa quase não pode ser ouvida. Seu rosto estava escondido em meu ombro.

– Está atrasada! – Me concentrei o máximo possível para não evidenciar o meu abalo com esse reencontro.

Toph era de uma cidade vizinha, Earthwei, igualmente minúscula entre os confins da China. Diferente da minha, que tinha sua economia vinda da água por ser uma cidade costeira, a dela vivia da terra. A agricultura, o cultivo de frutas, ervas, pasto e plantas era o que trazia renda à cidade e por causa de seu solo tremendamente fértil, os produtos não eram somente cultivados sem conservantes, como também eram os mais bonitos e provavelmente os mais saudáveis.

Nos conhecemos na infância, quando tínhamos aproximadamente dez anos. A ocasião era um festival da junção das quatro províncias e a comemoração dos cem anos de sua paz. Aquela anã estava metida em uma briga quando do nada eu apareci naquele beco. Nós duas acreditamos ter sido coisa do destino, pois era impossível que justamente eu aparecesse ali e acabasse ajudando ela a dar uma surra em três garotos que eram uns verdadeiros covardes.

“Você luta bem, para uma garota.”

“E você luta bem, para uma anã.”

Desde aquele dia, não desgrudamos mais. Eu faria tudo por ela. Toph era a irmã que eu nunca tive e com toda certeza se fosse para morrer uma pela outra, faríamos.

– Nem acredito que está aqui! Parece um sonho! – Ela me soltou e já foi pegando uma das minhas malas.

Que garota mais afobada.

– O voo acabou atrasando. Sair de Xiuanwater foi uma droga. – Puxei a outra e finalmente andamos para sair do aeroporto.

– Como está sua avó? E o Sokka?

– Vovó estava triste quando eu saí, mas está bem e sua saúde é melhor do que a de nós duas juntas. – sorrimos – O Sokka ficou por lá mesmo. Me vê como uma traidora ou coisa parecida. Sabe que para ele sair da cidade é o mesmo que virar as costas para a família.

Abaixei a cabeça começando a me remoer por ir embora. A expressão de Sokka ao me ver partir foi uma das coisas mais doloridas que vi na vida.

– O Sokka é um idiota! – Toph revirou os olhos – Ele gosta de ficar por lá por que é a zona de conforto dele. Aquele garoto jamais saiu pra fora do estado, vive pulando de cidade em cidade das quatro províncias.

– Bom, pelo menos ele faz com prazer e orgulho o que eu nunca quis: servir a nossa família e os segredos dela. – Suspirei.

– Katara, não pensa assim ok? Você fez sua escolha, está arrependida?

– Não! – quase gritei – De modo algum! É só que de vez em quando eu queria ser como o Sokka ou o restante da cidade.

Toph segurou seu braço e ambas pararamos já fora do aeroporto. O vento gélido soprava nossos cabelos e a minha pele arrepiava pela sensação térmica.

Somente ao olhar em volta eu pude perceber o quão linda aquela cidade poderia ser. A visão era muito melhor pessoalmente porque nenhuma revista poderia proporcionar aquela vista, muito menos aquela sensação.

Londres? Eu consegui.

– Você é você, Katara. Você é tão puramente você mais do que qualquer pessoa que eu conheço. Não é necessário se sentir mal por não ser igual. Como eu, você quis viver e experimentar uma nova vida, não se culpe por isso está bem?

Respirei fundo e sorri para ela. Tinha como não amar essa garota? Ela sempre sabia o que dizer, na hora certa e na intensidade que você precisa.

– Obrigada amiga! – A puxei para um abraço.

– Obrigada, obrigada! Agora me solta, eu tenho que devolver o carro que aluguei só pra não te fazer pegar táxi ou metrô.

Nos afastamos e ela se aproximou do que havia me contado ser uma BMW Isetta 300. Eu fiquei em choque ao ver aquele carro, por que na realidade ele era uma lata de sardinhas. Eu sabia o que estava dizendo, pois em Xiuanwater, o uso de caminhonetes e carros enormes era quase obrigatório por causa do leva e trás de mercadorias entre as quatro províncias.

Mas aquilo parecia uma paródia.

Era pintado nas cores vermelha e branca, tinha alguns detalhes em prata, as rodas eram preta e branca e abria, literalmente, abria na frente, fazendo todo o painel juntamente do volante, se elevar.

Eu estava assustada.

– O que é isso? – Perguntei sem tirar os olhos do que parecia ser um veículo.

– Como assim o que é isso? É o nosso carro! – Toph me olhou como se eu fosse louca.

– Uma lata de sardinha você quer dizer né? Como que nós duas vamos entrar? Eu não caibo ali! – Podia parecer besteira, mas eu estava em choque.

– Você não é um gigante, Katara. Não se preocupa, vamos conseguir ficar ali numa boa, você vai ver. Aliás, esse era o carro mais barato que eu consegui. – Ela deu de ombros, como se pedisse desculpas.

– Caramba, Toph. E quando vai devolver esse Kinder Ovo? – Entreguei minha outra mala para ela, que ajeitava tudo no porta malas. Eu nem poderia imaginar que aquilo tinha porta-malas.

– Daqui três dias. Até lá podemos conhecer a cidade e te enfiar em qualquer emprego.

– Que sorte eu tenho por cuidar de mim.

Respondi irônica e ela sorriu.

Entrar naquele carro sem dúvida era a coisa mais fácil que qualquer outro ser humano poderia fazer, mas para mim, foi uma verdadeira cruz! Toph entrou primeiro e coube lá de maneira tão perfeita que eu realmente pensei que ficaria com uma perna ou um braço ou metade do corpo para lado de fora.

– Katara, você parece uma criança de dez anos! Entra logo aqui! – Toph era um misto de risos e broncas.

– Isso não vai desmontar?

– Katara, entra logo nessa porcaria, se não eu te deixo para trás! – Toph passou a mão pelos cabelos e segurou o riso.

Eu apenas a olhei em desespero, mas consegui me acostumar com o espaço e no final, consegui caber direitinho.

– Nossa, você é tão louca! – Ela começou a sorrir e eu não me segurei, sorri logo em seguida e ela deu a partida, parecendo saber como dirigir aquela caixinha de fósforos de maneira perfeita.

•••

Toph estava morando em um apartamento num bairro simples. Era o que ela podia pagar e ainda sim tinha algumas dificuldades, pois mesmo sendo simples, era Londres, e era caro. O prédio era bonito, mas muito simplório. Era pintado nas cores vermelha e creme. Em todas as janelas havia um jarro com plantas e flores. Não tinha elevador, mas não era tão ruim, mas já que ela morava no terceiro andar, nós não subimos muito.

O apartamento era lindo! Pequeno e muito organizado. Pintado totalmente de branco, tinha alguns quadros na parede e até prateleiras com livros. Muitos retratos com fotos dela e de seu pessoal e Earthwei e uma pedra em cima da estante onde ficava a televisão. Sorri com aquilo. Talvez não fosse só eu que estava tendo dificuldades em se desapegar dos segredos de família.

Na sala tinha uma janela de tamanho médio, os sofás eram azuis e uma mesinha feita artesanalmente.

Tudo tão lindo! Era bem a cara dela mesmo.

– E então? Mi casa é su casa! Ou alguma coisa assim. – Toph sorriu.

– É maravilhoso! Como conseguiu essa raridade?

– Com muita procura, acredite. Eu praticamente rezei pedindo algo que não me custasse um rim ou qualquer outro órgão do meu corpo. Depois de muito procurar, eu finalmente achei essa belezinha. Fique à vontade!

– Obrigada minha amiga. Eu nem sei como te agradecer por essa oportunidade. – Senti os hormônios todos entrarem em confusão novamente. Sem chorar, Katara.

– Ah, você ainda é muito sentimental. Vem cá! – Toph me abraçou de novo e nós sorrimos como crianças bobas.

Depois de nos separarmos, ela me mostrou o único quarto que sobrara no apartamento. Tinha dois quartos então cada uma em um quarto estava mais que perfeito.

As paredes estavam pintadas de creme e a cama era de solteiro, com lençol cheio de estampas de gatinho. Uma graça!

Tinha um guarda roupa pequeno com um espelho que ia até o meio da coxa.

Serviria, ah, se serviria.

– Pode colocar suas coisas nas gavetas ok? E se quiser que eu contrate alguém para colocar prateleiras, eu faço isso. Fica por sua conta, se quer ou não.

– De jeito nenhum! Posso muito bem me virar com essas coisas. De verdade, obrigada. Primeiramente eu arrumo um emprego, depois a gente vê essas bugigangas.

Toph assentiu.

– Mas e aí? Ansiosa para começar na faculdade?

– Você não faz ideia! – Coloquei uma das malas em cima da cama e abri o zíper. Meu sorriso se estendeu por toda a boca e eu pude jurar que meu rosto se iluminou.

– É tão bom saber que vai recomeçar e vai viver do jeito que sempre quis. Estou orgulhosa de você.

– Obrigada! Eu também estou mais feliz que peixe em pôr-do-sol. Quero pular e gritar.

– Não posso prometer que será glamoroso, uma vida universitária nunca é glamurosa. É uma merda. Mas eu sei que você vai sobreviver, você é Katara, a destemida!

Encarei Toph e revirei os olhos.

– Sem esse apelidinho aqui. Nunca mais.

– Sabe que não é apelidinho. – Toph cruzou os braços e franziu a sobrancelha.

– Você prometeu me ajudar a evitar mencionar as quatro províncias o quanto pudesse. Como posso recomeçar se minha melhor amiga não me dá oportunidade? – Reclamei.

Toph não tinha culpa. Eu me sentia vulnerável fora de Xiuanwater e não tinha muita ideia do que fazer para recomeçar, mas acreditava piamente que já estar ali, do outro lado do globo era o suficiente.

Eu não era uma garota que se dava ao luxo de mostrar aos outros meu lado frágil. Eu era… destemida. Realmente. Enfrentar as coisas que surgiam em meu caminho e fazer justiça, essa era eu. Mas família é algo mexe com cada pedaço da nossa alma.

– Calma, calma! – Toph levantou as mãos como se estivesse se rendendo.

Suspirei de maneira pesada e me sentei na cama com uma peça de roupa na mão, já que estava pronta para desfazer as malas.

– Desculpe. Estou com medo. Um pouco, mas estou.

– Sem medos, Katara! Seja forte, você é destemida. Use isso para correr atrás do que quer. Sei que consegue.

Sorri para Toph. Ódio dessa baixinha que sabe como usar as palavras.

– Bom, agora me ajuda com essas roupas e depois que tomarmos banho, me alimente. Estou morta de cansaço. – Deixei meus ombros ficarem caídos.

– Certo, certo. Mas com uma condição.

– Qual?

– Eu fico longe das suas calcinhas!

Eu e Toph nos olhamos e começamos a gargalhar até que nossas barrigas doessem.

11. Oktober 2019 15:26:38 0 Bericht Einbetten 0
Lesen Sie das nächste Kapitel Não Se Pode Fugir

Kommentiere etwas

Post!
Bisher keine Kommentare. Sei der Erste, der etwas sagt!
~

Hast Du Spaß beim Lesen?

Hey! Es gibt noch 1 Übrige Kapitel dieser Story.
Um weiterzulesen, registriere dich bitte oder logge dich ein. Gratis!