Cartas de Despedida A Ninguém em Particular Follow einer Story

Blue Martell Blue Martell

Toda e qualquer coisa há de ser explicada. De maneira intrínseca, embaralhada e destoante, por vezes até contraditória. Mas não há forma de passar todas as minhas pobres angústias para o "lí-vel" sem que algumas coisas fiquem confusas. Afinal, meus pensamentos são um formigueiro a qual alguém jogou água quente, não há como traduzir de forma que alguém entenda de fato. E é por isso que decidi escrever, pra que alguém, num átimo, ou até outra versão de mim possa entender o que se passa.


Lebensgeschichten Nicht für Kinder unter 13 Jahren.
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Um Fim Irônico

Bem, eu imagino que quando qualquer um de meus amigos verem isso, vão ficar bem alarmados.

É uma tristeza informar que eu ainda não parti, porque eu deveria.

Àqueles que não conheço, sejam bem vindos, e desculpe o incômodo, a minha pessoa está uma bagunça, espero que não repare e peço encarecidamente que nada daqui seja tomado de qualquer outra maneira a que eu estou expondo. Isso aqui é uma visão, um espécie de maneira a qual eu achei para não ir embora por completo. Não tente interpretar ou achar significados, ou até mesmo encarar como uma história.

E pensar que na minha comunidade, eu me afogaria no viver clichê de sofrer por amor, e por fraternidade. A bela novidade para mim é saber que o gosto de sangue é bem mais aceito do que continuar vivendo do jeito que estou agora.

Aliás, essa escrita não era para estar formal, eu queria algo bem mais pessoal. Sem frufru e sem palavras complicadas, sem tentar mascarar ou parecer alguém culta com um vasto vocabulário a qual só mais complica do que ajuda de fato.

O problema é que eu tô afogando, venho afogando há muito tempo. E isso era algo a qual eu já vinha pensando a tempos… Cartas de Despedida.

Eu poderia muito bem dizer que todo mundo ao meu redor conhece minha vontade de partir disso aqui como se fosse apertar o interruptor de uma luz, ou fechar a cortina de uma peça. Mas não, não conhecem. E se viessem a conhecer, talvez não ligassem o suficiente, nem pra mandar um "fica bem" no WhatsApp.

A realidade é que isso não ajuda, não ajuda nenhum pouco. A realidade é que ninguém tá afim de lidar com crises e surtos. A realidade é que há gaiolas a qual eu jamais conseguirei abrir, mesmo que a chave esteja do meu lado.

Veja bem, eu não tô querendo me vitimizar aqui, eu só estou expondo os fatos e por favor, não banque o leitor de Machado de Assis que só vê por um ângulo. Um ponto de vista de um protagonista amargurado e psicótico, sedento por quaisquer provas ou mínimas mudanças para colocar centenas de possibilidades na cabeça.

Acontece que mágoas pesam, e talvez nesse mar de pesar, a gente acabe perdendo o brilho de apreciar aqueles que gostam de nós pelo que realmente somos, e deixemos de enxergar o mundo da maneira bela que nos fez sorrir de maneira exaustiva.

Eu tenho pessoas maravilhosas ao meu redor e longe desse alcance, que tenho certeza que gostam de mim. Mas acredito que essa certeza não faça efeito, pelo menos, não no estado em que me encontro. E isso, sem dúvida, é o mais triste.

Uma vez eu ouvi numa música que era foda tomar remédios para salvar os "um por cento". No meu caso, esses um por cento já foram perdidos faz tempo. E acredito que nem tenha sido perceptível.

Nem pra mim. E acho que isso que é o perigoso.

Quando eu perdi o valor pra mim mesma? Quando foi que, por um átimo insignificante, eu deixei de me atribuir o valor de um centavo, ao mínimo? Quando, em um suspiro desesperado, eu comecei a derramar lágrimas por motivos risíveis de tão patéticos?

Sabe, eu sempre fiz a linha de que não se deve chorar. Tanto por impulso paterno e de que "pessoas fortes não choram." quanto por orgulho, talvez esse tenha sido o maior dos erros. Chorar desafoga, chorar te dá uns por centos a mais de bateria, porque te motivaciona a tomar atitudes, sejam elas prejudiciais ou benéficas.

Objetivo. Perspectiva. Meta. Algo a que seguir e buscar de tal forma que você não se renda ao desejo de findar a tua existência e possa suportar os obstáculos que venham a seguir.

É uma pena eu não ter nenhum deles no momento.

É uma pena eu ter crido que não chorar nos faz pessoas mais fortes. Talvez se eu não tivesse essa convicção, o meu orgulho estaria intacto depois de chorar tanto.

Meu aniversário é daqui a um mês, literalmente.

Talvez eu não chegue até lá. Talvez eu não chegue aos vinte e dois anos.

Talvez… eu não devesse nem ter chegado aos vinte e um.

Que desperdício de tempo e dinheiro meus pais tiveram, para só ter uma alegria ou outra no meio de tantas decepções, fracassos e trabalho infindável com a minha inutilidade e zero aptidão em qualquer coisa. A minha habilidade é decepcionar até quem me trouxe a esse mundo.

Eu não sou bonita, nem atlética, nem inteligente e nem nada. Eu sou "bonitinha", efêmera e descartável, algo insosso a qual é divertido quando não se tem nada no momento para brincar ou passar o tempo. Eu sou aquilo que você não vai se lembrar nem o nome quando o tempo passar. Em questão de dois a três anos tu vai pensar em mim como "a menina que tinha cabelo colorido e vestia vestidinhos engraçados". Invisibilidade é um termo que me define bem.

Cara, como eu queria que uma galera não lesse isso aqui. Sempre tem essa galera, a qual tem uma satisfação enorme em ver a gente no fundo do poço. Também tem a galera que vai me pedir pra procurar Deus, tem os que dirão que é exagero e aqueles que me olharão com pena e podarão os próprios comportamentos para comigo. Posso dizer que esses são os quatro cavaleiros do Apocalipse pra mim.

São três e cinquenta e três da manhã agora, e o sono, mesmo que eu tenha dormido dos meio-dia até às seis horas da tarde, está vindo também. Acho que não é natural.

É muito forte dizer que não quero acordar? Acho que é.

Então finge que eu não disse, really, esquece.

Assim como você esqueceu a mim.

Vai doer no início, mas vai passar, tudo passa.

24. September 2019 07:15:54 0 Bericht Einbetten 0
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