vainglory Wendson Guedes

A Cadeia de destino corrói lentamente ao longo do tempo, coincidindo com a degradação dos laços da alma para o mundo dos vivos. O processo pode ser acelerado, sob certas condições, como ser atacado por outro Hollow, dando em extremo desespero, ou usando certos poderes espirituais. Quando a corrente deteriora completamente, tornam-se um Hollow, e é quando um buraco se abre em seu peito, onde a corrente foi anexada, o que significa que eles perderam seu coração.


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Capítulo I - Mate o destino

Toda vez que seus olhos buscavam o além quando direcionados ao horizonte, vendo apenas os campos floridos do bosque Fairchild sob luzes cintilantes dos raios solares, os ventos fortes batiam contra suas feições delicadas, bagunçando os seus cabelos entre os fios ruivos que voavam rente ao seu rosto. A garota vos segurou e abaixou o olhar mórbido a relva úmida — por conta da chuva no dia anterior — da trilha que caminhava, não demorou muito para que seu melhor amigo Hans percebesse a apreensão que se instalava naquela face tímida, então, ele pousou suavemente sua mão sobre o ombro da garota e disse com sua suma gentileza que sempre demonstrou ter:


— A alguns dias eu venho a perceber que você... Está mudando, aconteceu alguma coisa que queira me dizer? — Ele delicadamente chamou sua atenção.


Lexa parou e virou-se em sua direção, estreitou o seu olhar para o garoto esguio, e sempre se perdia naquela imensidão azulada, em suas íris, se encontrava um mar de perdição e o desejo da ruiva em nadar naquele mantro crescia cada vez mais, ali se encontrava o perigo. Ela sorriu, sem mostrar os dentes, esboçando algo simplório, conforme os segundos se passavam, ambos se afastavam mais dos outros alunos, era uma expedição mensal patrocinada por uma instituição biológica. Lexa nunca entendeu muito bem o propósito de ficar caminhando por uma floresta segurando um pote de vidro.


— Estou bem, não se preocupe — ela o respondeu, mordendo o lado interno de sua bochecha.


— Não... — ele resmungou, balançando sua cabeça em negação. — Sempre se morde quando mente, por que não me diz? Eu achei que fôssemos amigos — Complementou.


Ele apelou para o drama, porém parecia ter se esquecido com quem estava falando.


Talvez procurasse algo a mais nas expressões vagas da amiga.


— Deixa de ser idiota Hans — ela disse.


A garota deu-lhe um forte tapa na mão que a acariciava sobre o pano de sua camisa; pela primeira vez o toque dele não fora muito bem aceito por seu corpo, que clamou para que a sensação de queimação desaparecesse no mesmo instante que surgira.


— Você está estranha — ele comentou.


Mas desistiu ao passar os seus dedos entre os cabelos negros e lisos, colocando-nos para trás, olhou para o lado.


— Estou apenas cansada de ficar caminhando. Vou voltar para o ônibus e não venha atrás de mim, continue andando com esse pote ridículo estocando vento!


O barulhos dos seus passos ficavam cada vez mais altos, sentindo-se perseguida, mas, toda vez que olhava para trás, não via nada além de uma imensidão esverdeada, que brilhava a forte luz do sol. Porém, ao retornar para a frente, apenas gritou e abriu os olhos, percebendo que em poucos segundos estava caída no chão, fazendo caretas de dor, a formigação não ajudava em nada. O que a garota vira fora um espectro flutuante com forma humanóide, sua intangibilidade era visível quando podia-se olhar através do ser misterioso e contemplar o inexistente, talvez decrépito.


— Não faz mais isso! — Lexa gritou, indignada.


— Eu sou um espírito, é a minha natureza assustar os mundanos, mesmo com às minhas suspeitas — o espectro disse, erguendo uma das sobrancelhas.


— Então a sua natureza é ser um idiota? — Ela perguntou.


Lexa levantou-se do chão e limpou a sua traseira retirando os vestígios que poderiam estarem alí.


— Parece estranha — comentou o espírito. Fazendo-na recobrar-se de momentos atrás, e se lembrar do que porque estava caminhando com tanta pressa.


— É culpa sua! Olha, eu sou apenas uma garota de 15 anos, que mora em um bairro qualquer com a mãe e estuda, apenas isso! Eu não deveria ver espíritos ou sentir coisas estranhas a quase todo momento, além de que você me disse para ficar longe do meu melhor amigo, quer que eu me sinta como?


Ela extravasou, por mais que a garota quisesse saber o nome do espírito — conhecê-lo melhor — ela o respeitava, leu em algum lugar que não deveria perguntar o nome de um espírito e nem a forma que morreu, ou o poderia deixá-lo irritado. Tendo a experiência em vista, e sabendo que, aquele ser estava ali para lhe ajudar, ainda ficava com um pé atrás e sobrancelha a posta.


A garota chegou no ônibus escolar depois de alguns minutos, peculiarmente aquilo que ela considerava de novo desapareceu sem a responder, criando empecilhos, apenas deu de ombros. Fora para o seu lugar no fundo, sentou-se no banco confortável e passou a mexer em sua mochila, tirou o seu celular com os fones de ouvido, colocou-nos e ligou em uma música clássica: Chopin, sessão Etude. Claro que essas músicas não favoreciam-na em questões de popularidade, mas, a sua beleza supria qualquer necessidade que pudesse existir, era uma garota em ascensão na flor da idade. Ela fechou os olhos e respirou profundamente, canalizando o som das teclas de piano que inebriavam suas maçãs deixando-nas com tom rosado.


O fim de tal nota especial que se misturou ao último suspiro. Se não fosse pelo cinto de segurança que a garota usava provavelmente teria voado pela janela com o impacto no ônibus; o fazendo capotar duas vezes parado pelas árvores e não permitindo que caísse em um barranco — onde um raio de destruição seria bem maior. Lexa abriu os olhos com muita dificuldade, atordoada, seus ouvidos captavam apenas zumbidos e sua visão completamente turva, ao levar os dedos a testa, sentiu o líquido escorrer deliberadamente, suas pernas não a obedecia, tremiam, e consequentemente perdeu a consciência segundos depois. Algo havia batido no ônibus com força suficiente para virá-lo de ponta a cabeça. O tempo se passou como as folhas que caíam na estrada de barro logo acima.


Ainda não era o seu fim. Certo que havia um enigma: quem tinha batido no ônibus?


— Vigésimo terceiro encantamento; simulação telecinética — disse a voz vinda do fundo, ele gesticulava sinais de mãos ao recitar o encantamento.


Lexa fora puxada por uma força antigravitacional de uma forma nada cuidadosa, o que rendeu diversas broncas dentre a equipe de "resgate".


— Idiota! Poderia simplesmente ir lá e puxá-la — a voz feminina predominou no ambiente.


— Se calcular pode perceber que os riscos diminuíram.


Lexa estava fora do ônibus capotado, sendo segurada nos braços por um homem de postura rígida, seus cabelos eram curtos e olhos pequenos, os traços do seu rosto desenhavam um semblante sério. Suas vestes eram o que mais chamavam atenção; um roupão preto asiático, seus pés vestiam uma meia branca e sandálias, e por último uma katana em sua cintura. Uma insígnia de "3° adjunto" estava gravada numa pedra rústica colocada em seu peitoral definido — pouco mostrado pela abertura que o roupão dava-lhe.


— Ela precisa de cuidados, vou levá-la á Paradise. Tem que ser ela — o homem praticamente sussurrou às últimas palavras.


— Não poderemos saber se não levá-la, por que não vamos logo? Eu não gosto de me sentir impotente dessa maneira como estou agora — a garota disse.


— Eu também não. Mas ela estava sendo vigiada por você sabe quem, irei deixar o Hollow com você Eisheth, e Callun, me acompanhe.


Callun era o garoto que recitou aquele encantamento, ele se aproximou do homem depois de enfiar as mãos nos bolsos, era o seu gesto de preocupação.


— O capitão Aerys não vai gostar nada disso, estamos levando uma humana para a Soul Society — ele comentou, seu receio estava estampado em sua face.


— Com Rhaegar lido eu, não vai ser difícil, essa garota será pertencente a Paradise, ele não poderá fazer nada — Falou convicto


— Entendi...


Callun olhou o seu superior com admiração. Um sorriso ladeado nasceu em seus lábios, aquela valentia mesmo sendo apenas um adjunto, realmente estupefata.


— Cuidado! — Gritou a garota.


Após o grito de Eisheth todos os três saltaram como se não existisse gravidade, alcançando uma altura superior a 30 metros no ar. Uma explosão no solo em que pisavam acontecera e a cortina de poeira alçou distante deles. Quando todos pisaram no chão, Callun e Eisheth assumiram suas posições lado a lado, ambos tiraram suas armas; Eisheth um arco sem flechas, e Callun tirou duas espadas que estavam em suas costas, o terceiro adjunto apenas suspirou e desapareceu com Lexa em meio ao campo de batalha, sua velocidade não podia ser visível aos olhos humanos, ele era tão rápido que parecia um teletransporte. Ele sabia da força dos dois, e ainda assim fora embora preocupado, não poderia fazer muito. Callun e Eisheth se entreolharam, sabiam o que estava por vir e não continham os sorrisos de empolgação. Eram jovens e em busca de aventura, de adversáris fortes batalhas e carregadas de emoção, dessa maneira se tornariam inconseqüentes.


— Você preciso ir agora Callun! Eu posso cuidar dele sozinha — disse Eisheth.


Callun uniu as sobrancelhas.


— Não posso deixar que você ganhe esses pontos sozinha.


— Vai desobedecer a ordem do nosso superior? — Perguntou Eishth, estava disposta a ganhar a discussão da forma mais convencional possível.


— Não seja injusta comigo Fae...


Ela sorriu.


— Estou sendo a mais justa possível, agora vá! Antes qu...


Ela nem ao menos pôde terminar sua fala. Callun estava com um buraco no peito onde seria o seu coração, este agora pulverizado por um ataque invisível e de longa distância. Eisheth ficou sem reação, seu corpo parou por vê-lo ferido daquela maneira, na sua frente, e ela sem poder fazer absolutamente nada, humana era a palavra que lhe definia, a tensão e o medo predominaram.


— Não zombem de mim! — Gritou o Hollow.


Ele surgira em meio ao nevoeiro de areia. Seus olhos de azuis foram para negros no mesmo instante. Aquele semblante era diferente de qualquer coisa a ser vista, religiosos poderiam assimilá-lo como o próprio demônio. Um conjunto de veias pulsantes trabalhavam em anexas a um único propósito; aumentar sua força física por meio desse bombeamento no corpo inteiro, aquilo não era sangue; era a mais pura circulação de Hakai — destruição —, ou, energia da destruição. O que fez com que Eisheth quebrasse a cabeça tentando descobrir como ele atacou Callun — sem armas.


— Callun! — Ela gritou.


Callun caira nos braços de Eisheth, seus olhos não tinham forças para fecharem. Ela sabia que não havia mais nada que pudesse fazer, aquele ferimento era grave, ele iria morrer a qualquer momento.


— Cerō!!


Mais um disparo acontecera. Dessa vez Eisheth estava atenta o suficiente para saltar depois de largar o corpo de Callun que fora atingido pela explosão luminosa. Diante daquele ataque poderoso o corpo virara apenas cinzas. Eisheth gemeu baixinho, a dor que sentia sendo esta indescritível, e as imagens da infância ao lado do garoto pairou em seus pensamentos, dando-lhe forças o suficiente para retirar o arco de suas costas e mirar na direção do Hollow. Ele estava com a boca aberta e a ponta da língua para fora.


— Desgraçado! — Ungiu. Mas sabia do perigo, um Hollow que podia disparar Cerō era considerado de alto nível.


Olhares fulminantes foram trocados de ambos os lados. Eisheth flutuava e uma aura roxa a rodeou causando uma leve pressão no ambiente. Era o seu Reiatsu entrando em ação, dando um misto a sua pressão espiritual forçando o Hollow a reagir internamente antes que fosse destroçado por uma força enfurecida e avassaladora. Eisheth puxou a corda invisível do seu arco personalizado e uma flecha mimetizou brilhando de forma incandescente, conforme o poder se acumulava para um disparo poderoso de um único ataque — ela achava que seria o suficiente atirar uma flecha que carregava todo o seu poder, peculiarmente restringido por estar em solo humano. O Hollow não se intimidou, posicionou o seu corpo curvando às suas costas e estufou o peito esperando pelo ataque. A garota trincava os dentes liberando até a última gota de Reiatsu que poderia suprir a necessidade de uma vitória que regia na vida e na morte, presente e futuro, o seu destino se encontrava nesse ataque, se falhasse, seria o seu fim.


— Não seja patética deusa da morte, não sabe no que está metendo, tens a chance de fugir se usar todo esse poder sabiamente! — Gritou o Hollow.


— Não me subestime!! Eu sou uma deusa da morte condecorada. Uma criatura nojenta como você não chega aos meus pés.


Esta maleável ousadia somente fez com que Eisheth soltasse a corda e flecha avançasse rasgando o ar na direção do Hollow no solo carregado de destruição, deixando-se ser atingido onde uma explosão roxeada que ocorrera cobrindo um raio de 20 metros quadrados, a atmosfera do ambiente ponderou ao caos; com as nuvens ficando escuras e raios descendo dos céus seguindo á uma queda drástica na temperatura quase abaixo de zero. Nesse momento a garota estava no chão com sua respiração pesada, como se o ar não quisesse entrar em seus pulmões. Seu rosto suava, e ela esperava ansiosamente por seu êxito eminente — ainda mais por poder ter vingado o seu melhor amigo. Mas, sua boca ficou entreaberta quando as risadas assombrosas ecoaram pelos quatros cantos. A fumaça se dissipou e o monstro se esplendorou, sua aparência mudara, literalmente um monstro, quadrúpede e com uma máscara com formato de caveira no rosto, de cores preto e branco. Seus olhos assumiram uma tonalidade jamais vista antes, seu corpo, longo e negro com faixas brancas como uma zebra. Aquela era a sua verdadeira forma, e somente assim Eisheth pôde entender o porquê de muitas coisas, ela estava em apuros, seu ataque fora o suficiente para mudar o curso da natureza — havia uma cratera no epicentro — mas, não fora o suficiente para causar um arranhão no seu inimigo.


— Eu sou conhecido como Ferbus; o devorador de Shinigamis a mais de quinhentos anos. Meus conselhos sempre foram muito sábios.





26. Oktober 2019 17:16:28 0 Bericht Einbetten 0
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