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Por Que Matei um Homem?

Disse o santo que seríamos perdoados apenas se aprendêssemos a perdoar. Ainda não sei a quem perdoar. Na verdade, sei e sei bem, mas não possuo a grandeza de espírito necessária para isso. Deus, onde o senhor estiver, se estiver lendo isso, e com certeza está, eu lhe peço perdão. Não consegui. Foi impossível seguir o exemplo deixado por você. Tentei, mas o Diabo sussurrava em meus ouvidos, trazia imagens em minha cabeça e fazia-me desejar a morte dele. Estou ciente de meus atos e pronto a enfrentar todas as consequências.

Na falta de sacerdote para tornar essa situação oficial, deixo escrito as causas, jamais fugindo a minha responsabilidade, que resultaram em atos tão extremados. A confissão dos nossos pecados é importante.

Senhor, me perdoe. Perdoe-me, Senhor, pois eu pequei.

Renata e eu nos mudamos para a cidade pouco tempo após o casamento. Foi um daqueles momentos de felicidade onde tudo parecia se encaixar, onde tudo parecia ocorrer da maneira mais certa possível. Gostaria de ter entendido seus meios, Senhor. Gostaria de ter entendido a maneira em que opera. Gostaria. Nunca imaginei que haveria um momento tão brilhante, de presença da glória e da felicidade, apenas para ser arruinado em seguida.

Perdoe-me, Senhor, pois eu pequei.

Uma casa legal numa vizinhança tranquila. Cercas baixas, crianças e senhoras pela rua o dia inteiro. O casal finalmente deixando para trás a família e preparando-se a levar a vida da maneira que sempre sonhou. O fim das amarras impostas pela antiga cidade e antigos conhecidos. Eu, Renata e apenas o futuro a nossa frente. Pouco importava quem fomos no interior, pouco importavam as antigas trapalhadas. Pouco importava. Importava que tínhamos uma casa, empregos fixos e a vizinhança mais adorável. Importava acordar de manhã e sabermos, e sabíamos mesmo, ser o melhor casal que já se teve notícia por esse mundo velho. Amor.

Conversávamos. Bastante. Conversávamos demais. Pensávamos saber de todos os problemas que afligiam os outros casais e daríamos o exemplo de como superar cada situação, cada briga mínima e infantil. Tudo nos outros enxergávamos, e nada daquilo faríamos.

Saudades de viver essa inocência.

Renata, meu amor, perdoe-me pelo que estou fazendo, mas agora há apenas uma atitude correta a ser tomada. A expiação de minha culpa, de minha incapacidade de protege-la. Desculpe-me.

O casal deslumbrado pela sorte. A casa bonita, a vizinhança segura, os dois bem empregados. Três meses. Foi a nossa duração. Logo após, apenas o inferno, a tristeza. Dor, vergonha, culpa.

Ela estava de folga. Eu não. Acordei cedo e saí fazendo o mínimo de barulho. Ninguém merece acordar cedo numa folga, ainda mais por descuido alheio. Eram nove horas da manhã. Uma reunião com clientes importantes. Recessão em alta e os caras precisam comprar um barracão enorme. Eles podiam gastar até meio milhão. Precisava estar com a mente tranquila.

Poderia ter me atrasado aquele dia. Poderia ter dito um foda-se para o emprego, para a comissão de vinte por cento. Ou talvez apenas ter me demorado um pouco mais em casa antes de pegar o carro.

A notícia chegou perto das onze da manhã. Vendedores precisam ser pontuais. Clientes não. Era um investigador da polícia, Oliveira, Pereira, ou qualquer outra eira. O senhor é o esposo de Renata Aganno?

Respondi que era o esposo de Renata Aganno e perguntei quem ele era. Investigador. Homicídios e Proteção de Pessoas. Precisava que eu o acompanhasse. Era bom eu ser forte. Aquilo o deixava enojado, ele falou. Tinha a garantia pessoal de que ele faria o melhor e pegaria o filho da puta. Mas o que aconteceu? Ela está bem? Por que você não fala o que aconteceu com Renata?

Chegamos na delegacia. A mulher no comando tinha traços duros. Uma ruga permanente entre as sobrancelhas e desconfio ter uns dez anos desde sua ultima risada. Ela falou que ocorreu uma invasão na minha residência, perto das dez horas da manhã. Uma vizinha ouviu um barulho estranho e começou a gritar, questionando, você entende, se tudo estava bem. A vizinha entrou na casa e foi pedindo licença, os gritos não paravam. Chamou a polícia e explicou a situação. Os gritos pararam. Alguém retirou o chão de debaixo de seus pés e apagou as luzes. A próxima coisa que se lembra foi dos policiais a acordando.

O que aconteceu com Renata, doutora? O invasor não roubou nada, nem matou ninguém. O invasor violentou sua esposa, senhor. Preciso que você fique forte.

A próxima lembrança é de acordar num sofá da delegacia.

***

Ganhei licença por tempo indeterminado, tinha de cuidar de Renata. O médico usou palavras difíceis, como se termos técnicos diminuíssem a brutalidade do ocorrido. Não foi possível extrair um depoimento dela. A mulher que eu amei havia deixado o edifício. A vida, voz, as piadas, o conhecimento enciclopédico de assuntos que eu desconhecia, abandou tudo e deixou apenas a casca.

Mudamos para outra casa, muros bem altos, portas reforçadas. Às vezes ela andava de um lado ao outro, às vezes ficava parada como um móvel de decoração. Precisava dar banho nela, colocar comida na boca, um processo degradante.

E eu tinha raiva. Odiava a tudo e todos. Odiava os policiais por não terem a mínima pista de quem seria o criminoso, a vizinha por não ter chego antes, aos clientes por nunca terem comparecido à reunião, os chefes dela por darem folga, a odiava por não reagir, por ter se entregue a apatia, odiava o mutismo dela. E por fim, me odiava por pensar dessa maneira.

Um dia o chefe ligou e deu notícias. Estava sensibilizado com a situação que eu enfrentava em casa, claro, quem não ficaria?, mas o mundo ainda continuava a existir. Ninguém entrou em modo de espera até Renata voltar ao normal. Dessa maneira, ele gostaria de perguntar: há uma previsão de retorno ao trabalho ou é melhor iniciar a busca por um novo funcionário? Respondi que em poucos dias retornava. Busquei uma pessoa de confiança para cuidar de minha esposa, e descobri que não havia ninguém. Com dificuldade extrema, entrei em contato com Laura, irmã de Renata. Pedi discrição e prometi um bom pagamento para ajuda de custo. Ela bateu na porta de casa, xingando e dizendo que eu a ofendi. Oferecendo dinheiro para cuidar da irmã doente? Que tipo de pessoa eu pensava que ela era?

Assim viramos três em casa. Um vegetal, uma enfermeira improvisada e eu, um homem improvisado. O que Laura pensava disso, nunca cheguei a saber. Contentava-se em me encarar e resmungar aos cantos enquanto cuidava dos afazeres de sua irmã. Por mais horrível que fosse, era bom ouvir algum som dentro de casa. Alguém falando. Alguém vivo.

De casa para o trabalho, do trabalho para casa. Era uma rotina infernal, odiava todos lá. Aqueles olhares de pena. Chegava em qualquer ambiente e tinha certeza, nunca ouvi, eles não deixavam, mas a conversa era sobre o ocorrido. O fato de devia permanecer confidencial, o chefe não devia contar a ninguém, mas estamos falando de pessoas, a rala mais desprezível que já andou por esse planeta. Era claro que o chefe tinha falado. Era claro que eles cochichavam “a mulher foi estuprada, que coisa não, mas também, eles devem ter feito algo, se ela estivesse em casa não teria acontecido, mas ela estava em casa, então você pode ter certeza que tem mais nessa história do que mostram, um cara invade uma casa só pra estuprar alguém, sem mais nem menos? não, não, não, tem algo errado.”

O próximo passo era previsível. Afundar no álcool. Bebia sozinho no fundo de casa todos os dias. As garrafas de bebidas variadas iam se amontoando pelo quintal. Laura algumas vezes, quando vinha avisar que sairia com alguém, ou que chegou comida, ou que ia fazer comida, ou simplesmente bisbilhotar, ficava por momentos encarando as garrafas. Sempre em silêncio, mas o ar ficava denso e toda a censura emanava dela. Fraco, covarde, maricas, entreguista, faça algo, tome alguma atitude!

Era quinta-feira. Consulta com a psiquiatra. Colocamos Renata dentro do carro e a levamos. Ela parecia um pouco mais animada. Laura não reclamava e eu estava sóbrio. Estacionei o carro próximo à calçada. Renata gritou. Havia meses que não ouvia sua voz.

Apontou um homem e disse:

— Foi ele.

***

O homem passou ignorando a existência do carro, embora para mim, a cidade inteira tivesse escutado o grito de pavor. Mirei o rosto de Laura pelo retrovisor. Estava tão espantada quanto eu. Os policiais, com todos os meios oficiais e não oficiais, estava longe de encontrar um culpado e eu ali, encarando o monstro de frente. Pedi que levasse Renata ao consultório e avisei para me esperar.

Segui atrás do homem indicado, pensamentos atravessando minha cabeça, imagens dos últimos tempos, da degradação a que ela foi exposta. Eu mal podia acreditar. Ele abria caminho entre as pessoas na calçada, esbarrando de frente com elas. Não saia do caminho e não pedia desculpas. Umas seis quadras para cima, entrou numa loja de eletrodomésticos. Atravessei a rua, encostei junto a um poste e observei. Era o local de trabalho dele. Ele era um vendedor. Ali fiquei um bom tempo, os olhos fixos no desgraçado, sem perder um único movimento, acompanhando pacientemente a presa.

Um punho invisível me acertou na boca do estômago e assim voltei à realidade. Perdi a noção do tempo. Tinha responsabilidades a cumprir. Laura e Renata sairiam a qualquer momento da consulta. Precisava levá-las em casa, me afundar debaixo de um banho quente. Precisava de um norte, de um sinal, de inspiração.

Laura aguardava, porém sem o desprezo costumeiro às minhas atitudes. Estavam as duas sentadas no banco de trás, Laura agarrada à irmã, querendo garantir que ela nunca mais sairia do local. Entrei no carro e dei a partida, ouvindo a explicação de Laura. Foi impossível fazer a pobre criatura sair do carro, de maneira que psiquiatra algum a ouviu naquele dia. No trânsito, pensava nos sentimentos nascidos daquele encontro fortuito, de ver o rosto dele, de imaginar que finalmente Renata abandonaria o mutismo, o olhar distante, a atitude vegetativa perante a vida. Que, por mais traumática que fosse a experiência, sua alma finalmente pudesse emergir do meio daquela dor e voltar ao seu estado natural. Doces segundos de ilusões. Encarava-a pelo retrovisor. Ela continuava apática, como se há uma hora não tivesse encarado o agressor.

De noite, depois de Laura ter sedado Renata, depois de jantar em silêncio, depois do banho, depois de todos dormirem, depois de tentar dormir sem sucesso, levantei, incomodado. Fui à cozinha e abri a geladeira, pegar uma garrafa de bebida, prestar tributo ao meu Deus, ao senhor que poderia me compreender. Copo, gelo e garrafa; sentei à mesa e o fluxo de pensamentos iniciou o julgamento. Eu: réu, promotor, defesa, juiz e júri de meus atos. Eu acusador era de uma crueldade até então desconhecida. Citava os momentos de fraqueza, falhas de caráter, acontecimentos esquecidos ou superados, tudo examinado minuciosamente por uma lupa. Os jurados concordavam, o réu era uma pessoa horrível e omissa, incapaz de cuidar de quem deveria, na infância foi incapaz de alimentar o cachorro, incapaz de vigiar o irmãozinho no mercado, levando seus pais a horas de aflição até que finalmente o garoto fosse encontrado. Felizmente, ele disse, nada de grave aconteceu, mas vemos a tendência do réu em deixar os mais fracos e dependentes dele em situações horríveis, e honestamente, considerando tão farto histórico de falhas, insucessos e covardia, era de certa forma impressionante demorar tanto para uma catástrofe ter se realizado.

Eu defensor não fez um grande trabalho, e muitas vezes duvidei se tal advogado realmente estava do meu lado. Ele concordava com todas as afirmações, para satisfação do júri, pois os malditos queriam uma condenação pela incapacidade deles. A defesa avalizou todas as acusações impostas a mim e lembrou os jurados de outras que por descuido o eu promotor esqueceu de mencionar, mas será que realmente poderiam culpar o réu de algo? Será que alguém tão fraco, que obviamente nem mereceria estar vivo, alguém que sem a própria existência o mundo ficaria um lugar mais tranquilo, poderia ser culpado? Ele não pediu para estar ali, senhores, nem pediu para ser um fraco, hesitante, fujão. Não podemos culpar pessoas por serem tão patéticas e incapazes, pois a única solução para nos livrarmos seria a eugenia, porém considerava de bom tom a minha castração, evitando que esses genes ruins se espalhassem mundo afora. Desse ponto de vista, a tragédia poderia ser vista como um trunfo para um bem maior.

A deliberação do júri foi rápida. Incompetente, omisso e fraco. Não merece outras chances, pois essas resultariam em novas falhas e a vida era curta demais para que alguém apenas falhasse sucessivamente. Eles aconselhavam que o juiz indicasse o réu a desistir de vez e procurar uma saída para as falhas recorrentes. Às vezes, doutor juiz, a morte é mais limpa. Eutanásia é indolor, disseram.

O juiz, o grande homem da capa preta, parabenizou os advogados pelo duelo limpo e leal, contou que se todos fossem honestos como os dois, o mundo seria um lugar melhor. O juiz não podia ignorar todas as evidências e o histórico de omissão, e declarou o réu culpado. Porém, a eutanásia é uma saída fácil, pois seria uma forma nova de escapismo. Nesse ponto ele iria ignorar os jurados. Existe uma atitude correta, pois o sangue chama por mais sangue. O réu sabe quem foi o responsável por iniciar a agressão daquela a quem deveria proteger com a vida. Embora não desfaça o mal feito a tão inocente pessoa, havia uma obrigação moral explícita na questão. O réu deveria apresentar ao tribunal de sua consciência a cabeça do estuprador, para que não fosse necessário levar a cabo as medidas do júri.

***

Contei uma história sobre Renata piorar e pedi duas semanas de dispensa no trabalho. Esperava ter a boa vontade da empresa com a situação, minha esposa, brutalmente violada, lembra dela, senhor?, estava tendo episódios violentos e um suicídio parecia questão de tempo, era necessário maior participação em casa. Deus me livre, senhor, mas receio ser necessário uma internação dela. Se for impossível atender meu pedido, estou pronto para pedir a demissão, mas procurarei meus direitos depois, pois veja só, se o emprego prejudica cuidar da saúde de uma pessoa tão abalada e que sofreu tanto…

O gerente emulou as feições de alguém que entendia perfeitamente e me deu as duas semanas de folga. Fiquei livre para agir como executor do maior tribunal de todos os tempos.

Saí do trabalho e logo passei na loja onde ele trabalhava. Fui atendido pelo objeto de todas as desgraças na bela vida que eu Renata construíamos. Um vendedor educado, solícito e conhecedor dos seus produtos. Sentia nojo de respirar o mesmo ar contaminado pela existência dele, e ainda assim comprei um liquidificador. No mesmo dia o segui no ônibus, observando bem o ponto onde ele descia. No dia seguinte eu estava na rua, esperando ele descer do ônibus. Com muita perseverança e ódio, principalmente o ódio, fui atrás dele sem chamar a atenção. Descobri onde morava.

Vigiava a família dele enquanto ele estava fora, esposa e duas meninas, meu Deus do céu, ele tinha duas meninas pequenas. Pensamentos explodindo, tentando encontrar uma explicação para como ele podia ter feito o mal que fez a Renata, especulando se era algum tipo de ódio crescente da vida e se por não dever maltratar suas filhas ele procurou alguém de fora de seu círculo, se usava drogas, se era doente ou um monstro.

Pensava também em como realizar a vingança. Matá-lo era piedoso demais, ele deveria sofrer durante tempo prolongado. Tinha de ver suas vísceras serem arrancadas, ser obrigado a comer um pedaço do próprio cérebro. Olhava a esposa e as crianças saírem de casa, talvez numa visita ao parquinho. E se para fazê-lo sofrer eu atingisse a elas e não a ele? Dessa maneira seria feita justiça, com certeza. O deixar sem o que mais preza na vida, aquilo que ajudou a gerar, amou e criou, o sorriso da esposa nunca mais seria visto, substituído pelo vazio eterno de uma pessoa que já esteve lá e agora não se encontra em lugar nenhum. Dessa maneira, nós dois estaríamos em pé de igualdade. E depois desses pensamentos, a culpa vinha e eu me sentia um lixo de ser humano, não importa o que ele fez, elas não têm culpa alguma, ele e só ele que deve passar. A incerteza e auto-sabotagem também cobravam seu preço logo na sequencia, pois quem eu queria enganar? Era impossível de ser feito, e mesmo se fosse, não seria eu a fazer, pois falhei em proteger, imagina em vingar. Era preciso de uma coisa a mais, e essa coisa eu não tinha.

Conhecia o trajeto e a rotina dele, cada parte de seu dia, as pessoas com quem falava, o lugar onde comia, os lugares onde ele não deveria ir. Observava e pensava, meu tempo de retornar se aproximando.

Escolhi uma sexta-feira, para que ele pensasse em descansar. A chave de roda do carro foi bem útil. Ele passou por um beco após o trabalho. Uma pancada na parte de trás o fez cair. Várias pancadas na cabeça tornaram impossível a sobrevivência dele. O barulho de metal e ossos, alto demais em minha imaginação, quase inaudível para os demais. Fui para casa com o senso de dever realizado.

Em casa, uma viatura. Policiais a minha espera. Bom, pensei, é isso. A vingança foi executada ao menos. Estava quase confessando, nos segundos eternos que levaram do carro até os policiais. O mais alto deles tirou a boina e me lançou um olhar grave. Laura me olhava com os olhos esbugalhados. Todos já sabiam e eu querendo descobrir quando me viram. Porém eu estava errado.

Eles vieram avisar que o responsável por violentar Renata finalmente foi preso.

***

Na delegacia me mantive impassível, ouvindo os detalhes da operação. Alguns detalhes burocráticos, mas sem sombra de dúvidas, aquele era o culpado. Prova material, DNA combinando e outros termos técnicos. Meus pensamentos voavam a um homem largado numa rua escura, com a cabeça arrebentada por uma chave de rodas, uma arma de crime que se encontrava no meu carro. Por que não joguei aquela merda fora?

Em casa, comemos. Renata ficou quieta, porém Laura exaltava as virtudes da policia, e em como nós julgávamos eles incompetentes, e na verdade, eram muito mais inteligentes que nós, finalmente a justiça estava feita. Concordei, absolvido pelo novo julgamento no tribunal de minha consciência.

Termino este relato de punho próprio, encarando o lençol pendurado no lustre. Espero que pelo menos nisso não falhe, que o lustre aguente meu peso e que o laço não esteja mal feito. Não aguentaria viver com mais esse fracasso. Perdoe-me, Deus. E dê a essa alma o destino que achar melhor.

Amém.

27. August 2019 01:09:48 0 Bericht Einbetten 0
Das Ende

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