Meu Querido Mestre Follow einer Story

sophiagrayson Sophia Grayson

Kiki tinha muitas duvidas e inseguranças. Será que estava fazendo tudo certo? Será que estava cuidando bem da jovem criança sobre sua tutela? E o mais importante, Mu aprovaria tudo o que fez e faz? Será que tinha orgulho?


Fan-Fiction Anime/Manga Alles öffentlich.

#drama #omega #cavaleiros-do-zodiaco #saint-seiya
Kurzgeschichte
1
2715 ABRUFE
Abgeschlossen
Lesezeit
AA Teilen

Capítulo Único

Os longos cabelos loiros avermelhados de um homem, por volta de seus vinte anos, balançavam ao vento calmo daquele início de manhã, nem fria e nem quente do Santuário na Grécia.

Um laço roxo prendia seu cabelo mais a baixo, na altura de sua cintura, adornada por sua armadura de ouro, perfeitamente detalhista, com relevos e desenhos. Nos ombros, carregavam dois chifres do animal que representava seu signo, Áries, o carneiro. Suas coxas davam para revelar a calça branca que usava, até o início de suas botas de ouro, em seus braços também estava com grandes luvas até os ombros do respectivo material dourado.

Em suas mãos, jazia um chá quente de camomila. Sua aparência calma, não revelava o caos que estava por dentro. Tinha tido um pesadelo com a Guerra Santa, cuja havia levado a vida de seu mestre e daquele que considerava um pai. Foi um grande trauma para a então criança de oito anos.

Sentia falta do antigo portador da armadura de Áries. Muita mesmo.

Amadureceu muito jovem, se esforçando bravamente para ser um orgulho para Mu, para ser tão bom quanto ele. Assumiu sua armadura de ouro, protetor da primeira casa.

E seguindo o destino, agora tem uma aprendiza, a jovem Raki, que como ele fora abandonada ainda bebê na porta de seu templo em Jamil.

Com isso, aquelas dúvidas, insegurança batiam no jovem professor e mestre. Será que poderia ser tão bom como seus antepassados? Conseguiria cuidar de uma criança? E o que rondava sua mente agora, será que todas suas ações durante a vida e suas escolhas, Mu aprovaria tudo? Sentia que as vezes errava, coisas que o falecido mestre não cometeria. E que nessas vezes, queria conselhos, que não encontraria tão facilmente como antes.

E com esse pesadelo, se sentia uma bomba relógio, prestes a explodir, não conseguiria segurar a enxurrada de sentimentos que sentia, que guardava durante anos. Seu coração doía, assim como seu corpo. Estava mal, muito mal.

Suspirou, tomando um gole de seu chá, observando o amanhecer e o silêncio que predominava o Santuário com todos ainda em suas camas confortáveis dormindo, inclusive a pequena Raki.

Grossas lágrimas faziam caminho em seu rosto branco com sardas. Seus belos olhos cor mar ficaram vermelhos, assim como seu nariz e bochechas, que se alteravam quando derramavam água salgada.

Nunca que Kiki mostrava esse seu lado, achava-se fraco, que não era digno como cavaleiro. Colocou as mãos em seus lábios bem desenhados, contendo os soluços que saiam sem autorização. Sentou-se na escadaria da primeira casa, colocando a seu lado a caneca que segurava, colocando a então ocupada a mão encima da outra.

Fechou os olhos com força, tentando em vão pararem de lacrimejar e para aquele sentimento voltasse a se enterrar no fundo de seu ser.

Depois de um bom tempo, que não tinha ideia de quanto, sentiu um calor, um aroma até então esquecido, sumido pela ausência e tempo.

Abriu os olhos, vazando sua visão para onde vinha aquela sensação. Em suas costas um brilho dourado e aconchegante se fez presente, como também o desenho, a estrutura corpórea, as feições e os longos cabelos loiros de seu mestre. Ele estava com suas típicas expressões calmas, suas roupas eram as tradicionais e simples que usava em Jamil.

- Kiki – a voz morna e calma ecoou. O ruivo arregalou suas orbes, não acreditava no que via – Estou muito orgulho de ti – sorriu amável – Não fique assim – as íris verdes do outro eram carinhosas – Vós sóis um maravilhoso cavaleiro, habilidoso, gentil, inteligente e hábil. Sinto muito por não pode-lo acompanhar, em vê-lo crescer e ficar ao seu lado – se aproximou lentamente de seu antigo aprendiz – Passou por muita dificuldade, e evolução mas em nada me decepcionei – o atual guardião de Áries, saindo de sua estupefacção correu até seu mestre de braços abertos – Eis forte, se tornou um grande homem – sentiu o impacto e o abraço de seu menino.

Chorava mais violentamente. Desabando tudo dentro de si.

- Mestre! – gritou entre soluços – Senti muito sua falta! – abraçou-o mais forte, por um breve momento, parecia que o ruivo tinha voltado a sua forma infantil, de oito anos, suas pequenas mãos se afundaram nos fios loiros do maior – Não me deixe mais por favor!

Um sorriu de olhos fechados, seu pequeno filho de consideração não poderia ver sua expressão gentil, com o rosto enterrado no ombro do mais velho.

Sempre sentiu e observou tudo que seu antigo aprendiz fizera e faz. As alegrias, tristezas, as vitórias, as dúvidas e o próprio luto. Encaixou o queixo no pequeno ombro, deslizando em cafuné nas madeixas ruivas e curtas.

- Nunca te deixei – sussurrou – Sempre estive por perto, observando, te guiando e protegendo como podia, o que não era muito – sentiu o beijo refrescante do vento passar por ambos – Mesmo que não me pudesse ver, sempre estive contigo – desfez o abraço dolorido pela separação, para olhar nos olhos do garoto – Em seu coração e em suas memórias - virou-se para o nascer do Sol – Não esqueça disso, meu querido. Vivo em suas memórias – olhou-o novamente – E jamais me decepcionaria. Te amo, meu filho.

Com um brilho dourado, Mu de Áries sumiu novamente, tão rápido como surgiu.

Kiki acordou com o canto dos pássaros, deitado próximo a umas das colunas dóricas de sua casa. A caneca de chá estava ao chão, com o líquido derramado, como se tivesse sido derrubado pelo levantar abrupto.

Será que tinha sido um sonho?

Não!

Seu rosto estava molhado, o laço que prendia seus cabelos, agora desfeitos, estava ao seu lado no chão. O calor e o cheiro de seu mestre pairavam no ar e em sua pele. Sim, de alguma forma tinha sido real.

O peso que tinha em seus ombros e a tristeza que o dominava não estava mais lá, como se todas suas preocupações tivessem sido retiradas. Se sentia bem, como não era a tanto tempo.

Sorriu mínimo.

- Obrigado mestre – colocou a mão direita no peito protegido com sua armadura – Estou melhor agora, pode descansar em paz. Também te amo.

Mais sopro bagunçou suas mexas ruivas, morno e compreensivo, como se de alguma forma fosse sua resposta.

O Sol já apontava no alto, logo ouviu barulho dentro de sua casa. A aprendiza deveria já ter despertado, retornou para a casa, calmo e com mais confiança do que nunca.

11. Juni 2019 21:55:37 0 Bericht Einbetten 1
Das Ende

Über den Autor

Sophia Grayson Só uma garota que gosta de escrever.

Kommentiere etwas

Post!
Bisher keine Kommentare. Sei der Erste, der etwas sagt!
~