Dynamite Follow einer Story

maahheim MaahHeim

Casamentos arranjados e triângulos amorosos eram coisas que Katsuki nunca pensou que fossem fazer parte de sua vida - mas, quando sua mãe resolve destruir seus sonhos, aparentemente é nesse tipo de coisa que você se mete.


Fan-Fiction Anime/Manga Nicht für Kinder unter 13 Jahren. © Todos os Direitos Reservados

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1671 ABRUFE
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União com Benefícios

Era um belo dia de primavera. O sol iluminava os jardins das casas e fazia pequenos arco-íris surgirem nas fontes destas, e as flores de sakuradeixavam as ruas rosadas, como num sonho. Era abril, o começo do ano letivo para as crianças e adolescentes do Japão. A estação e o mês de novos começos e de novos amores.


Não que isso interessasse a mínima para Bakugou Katsuki, graças a deus - o garoto havia se formado no ano anterior, e finalmente havia se livrado da insuportável escola. Sempre tivera as melhores notas da turma e achava tudo fácil demais, o que lhe deixava de saco cheio.


Romance? Garotos ou garotas também não lhe interessavam nem um pouco, muito obrigado. O que ele queria de verdade era lutar. Nada lhe deixava mais animado do que a imprevisibilidade de uma briga. O resto era simplesmente isso, o resto.


Entre gritos de "Maldito" e "Morra", Katsuki treinava socos em um dos sacos de pancada que havia na academia de sua casa. Estava completamente alheio ao dia bonito que fazia do lado de fora. O ar-condicionado estava ligado e ele tinha fones de ouvido no máximo, mantendo-o completamente alheio ao mundo exterior - Exatamente o que ele queria.


Não era o que sua mãe, Bakugou Mitsuki, tinha em mente, entretanto.


"Katsuki" A mulher havia batido duas vezes, sem resposta. Seus cabelos loiros estavam presos por bobes, e ela tinha um roupão branco bem amarrado ao redor do corpo. "Katsuki."


Desistindo de esperar, ela abriu a porta com força, uma carranca em seu rosto. Havia tirado a chave da academia há anos. Tudo para que o filho não pudesse ficar se trancando e ignorando completamente o mundo ao seu redor - O que ele fazia com frequência.


Ela soltou um longo suspiro ao ver que o filho estava usando fones de ouvido e gritando. Já era algo típico, mas ainda uma decepção para ela. Não tinha muita ideia de onde tinha vindo essa personalidade dele.


Andou com cuidado até estar atrás do garoto e, com a delicadeza que apenas uma mãe teria, tirou um de seus fones de ouvido.


"Seu filho da puta!" Xingou, alheia ao fato de que estava, ao mesmo tempo, falando de si mesma "Já falei pra você parar de ouvir música alta assim, caralho! Não escuta porra nenhuma! Os empregados ficam com medo de entrar aqui com você gritando! Toma jeito, porra!"


O garoto estalou a língua e se afastou para longe da mãe, sentando-se na cadeira que havia próximo à janela da academia.


"Que inferno." Ele reclamou, passando a mão na testa para tirar o suor que escorria "Já falei que não quero que me atrapalhem quando estou treinando."


"Treinando pra quê, Katsuki? Pelo amor de deus, garoto, eu não sei mais o que fazer com você." A mãe se desesperava, batendo os pés "Foda-se." Respirou fundo "Foda-se. Não importa. Veste uma roupa." Ordenou "Agora" Completou ao ver o olhar rebelde do garoto "Vamos receber visitas e você precisa estar lá. Não quero ouvir desculpas. Se eu ouvir um pio vamos te mandar pra porra de um internato na Suíça ou qualquer merda assim, você está me ouvindo? Foda-se que você é maior de idade. Põe a porra de uma roupa!"


Ela saiu batendo os pés com força no chão, deixando um Katsuki irritado para trás.


"Filha da puta…" Murmurou encostando a cabeça no batente da janela "Saco."


Levantou-se com raiva e seguiu para seu quarto, do outro lado do corredor, onde poderia, contra sua vontade, cumprir as ordens da mãe.


Não que ele fosse fazer exatamente do jeito que ela queria, óbvio.


. . .


Meia-hora depois, na sala ampla, limpa e bem iluminada da residência dos Bakugou, Katsuki, único filho da prestigiosa família Bakugou, destoava completamente do ambiente e de seus progenitores.


Seus pais, Mitsuki e Masaru, estavam sentados ao seu lado, ambos muito bem vestidos, enquanto o garoto, com cabelos loiros completamente desalinhados, trajava uma camiseta com os dizeres "CALE A BOCA OU VOU SOCAR VOCÊ" acompanhada de uma calça rasgada, meias de pares diferentes e tênis surrados.


"Eu não vou falar nada" Garantiu sua mãe, vendo o garoto coçar a cabeça como se não desse a mínima. "Você também, Masaru." Alertou o marido "Deixe-o. Ele é, oficialmente, um caso perdido."


Katsuki sabia que a atitude da mãe não duraria por muito tempo e que ela logo começaria a gritar com ele e xingá-lo, como havia feito há pouco, mas ficou grato pelo momentâneo silêncio que recebera dos pais. Ele não fazia ideia de porquê tinha sido convocado ali, e também não se importava. Só queria que pudesse se livrar logo da inconveniência para voltar à seu treino diário.


"Ele vai perder essa atitude esnobe rapidinho" Comentou a mãe para ninguém em particular. Katsuki e Masaru lhe olharam de canto de olho, percebendo que sua promessa de ficar quieta havia durado pouquíssimo. "Vai ser ótimo."


"Oh, chegamos na fase das ameaças de novo?" Provocou Katsuki "Eu já disse que se vocês não me derem dinheiro, eu consigo eu mesmo. Se vocês não aprovam do que eu quero fazer, não estou nem aí"


O rosto de Mitsuki começou a ficar vermelho de ódio, mas antes que ela pudesse dizer ou fazer qualquer coisa, as portas da mansão foram abertas por um dos empregados, e os olhares dos três Bakugou foram para a direção destas.

"Uraraka-chan!" Mitsuki levantou-se alegre, se adiantando na direção de uma mulher de aparência gentil e bochechas vermelhas que adentrava a mansão. "Que bom que vocês vieram"


Masaru rapidamente copiou a esposa e se adiantou para ir cumprimentar os convidados enquanto Katsuki, por outro lado, fez questão de permanecer sentado e começar a limpar as próprias unhas, se mostrando completamente indiferente ao que acontecia.


Mitsuki logo percebeu a atitude do garoto, e voltou seu olhar para ele.


"Katsuki." A mãe chamou com um tom homicida "Venha cumprimentar os convidados."


O garoto bufou, mas obedeceu. Sabia que o quanto antes fizesse seja lá o que fosse que os pais quisessem, o mais rápido estaria livre deles.


Levantou-se olhando para os próprios pés, com vontade de chutar algo que estivesse em seu caminho. Não havia nada, infelizmente.


"Essa é Uraraka Sara, minha amiga de infância." Mitsuki apresentou antes mesmo que o Katsuki levantasse o olhar "Este é Mathias, seu marido. E essa aqui é…" A Bakugou travou "Desculpe, querida…"


"Ochako. Uraraka Ochako."


"Ochako-chan!" Mitsuki sorriu "Ela é a filha única de Sara e Mathias"


Katsuki levantou os olhos com claro desinteresse, mas imediatamente franziu a testa em surpresa ao fitar a filha do casal.


Se havia um oposto de Bakugou Katsuki no mundo, este oposto definitivamente seria Uraraka Ochako.


A garota tinha o olhar mais doce que ele já tinha visto e bochechas naturalmente vermelhas, que esbanjavam simpatia. Como se sua aparência já não fosse doce o suficiente, ela ainda trajava um vestido verde cheio de laços e frescuras que Katsuki não fazia sequer ideia do que eram. Era como estar cara a cara com uma princesa da Disney.


"E você é o Bakugou Katsuki-kun, certo?" Ela fez uma mesura "Muito prazer."


Mitsuki tinha um olhar de pura admiração no rosto. Ela segurou no braço do marido, sorridente.


Katsuki estava em choque por conta do ser adorável em sua frente. A presença dela meio que lhe dava vontade de vomitar, ou de pelo menos sair e socar o saco de pancadas com mais força que o habitual.


"Nós vamos almoçar juntos hoje, Katsuki" Mitsuki explicou "Mas depois você pode voltar a fazer suas coisas."


O garoto deu de ombros, de repente saindo do transe que Uraraka Ochako havia lhe colocado. De certa forma, tinha medo que a fofura dela fosse contagiante.


Os pais dele se afastaram, animadamente conversando com o casal hóspede que lhes visitava, e ele e a jovem garota ficaram para trás.

"Legal sua casa" Ela comentou, olhando ao redor. Ele se perguntou por que ela estava falando com ele. Queria que fosse muda. Na verdade, queria que ela não existisse. "Mansão? Bem, é muito legal" Sorriu "Aposto que você deve se divertir muito aqui dentro."


Ele permaneceu quieto enquanto os dois caminhavam na direção da sala de jantar. Podia estar treinando, mas não, tinha que ficar fazendo sala para a maldita garota.


"O seu estilo…" A garota observava os trajes de Katsuki "Você é skatista?"


"Eu sei andar de skate, se é isso que você quer saber" Respondeu mal-humorado.


"Isso é tão legal!" Ela sorriu "Eu tentei aprender uma vez, mas não deu muito certo" Pegou a borda do vestido frufru e o levantou, indicando a coxa direita "Eu caí em cima de um troço de metal e cortei a coxa. Por ser bem fundo, acabou ficando a marca."


Katsuki franziu a testa por 1) Estar olhando debaixo do vestido de uma garota e 2) Alguém como Uraraka Ochako ter tentado andar de skate alguma vez na vida.


Acabou por ignorar ambos e continuou caminhando ao lado dela, ainda quieto.


. . .


"E faculdade, Ochako-chan?" Mitsuki perguntou, só sorrisos. Katsuki bufava entre mastigadas, claramente descontente de estar ali "Está cursando?"


A garota colocou uma mecha de seu cabelo castanho atrás da orelha, parecendo envergonhada.


"Ainda pensando, na verdade…" Comentou, parecendo um pouco sem graça "Não pensei em nada que me interessasse de verdade. Estou ajudando na empresa por enquanto."


Os pais de Ochako eram construtores. Bakugou olhou para a garota e tentou imaginá-la no meio de pedreiros, pedras, areia e cimento. Não conseguiu. Lógico, ela deveria apenas ajudar com a parte administrativa, mas ele não conseguia não tentar enfiá-la em situações em que a garota se destoasse. Ela mal parecia ser humana. Ele aceitaria muito melhor a existência dela se ela fosse uma personagem 2D.


O almoço foi mais rápido do que Katsuki esperava, para sua felicidade e eterna gratidão. Ele teria ido embora muito antes, assim que havia terminado de comer, mas Mitsuki tinha afundado as unhas em sua coxa assim que ele tentara se levantar.


Infeliz, ele se obrigou a cruzar os braços e esperar que todos terminassem de comer. Se fizesse um escândalo na frente de visitas, com certeza perderia ainda mais tempo de treino discutindo com sua mãe.


Assim que a mãe de Ochako tomou o último gole de sua bebida, Katsuki se levantou, impassível. Havia feito o que a mãe quisera, esperado que todos terminassem de comer, e agora iria partir em retirada. Já tinha obedecido a mãe por muito tempo. Se ela quisesse que ele ficasse até as visitas fossem embora, ela que fosse para o inferno.


"Katsuki." Sua mãe chamou assim que ele tentou se afastar da mesa. Geralmente ele não ouviria, mas seu chamado foi tão natural e doce que o assustou muito mais do que se ela tivesse sibilado seu nome "Espere. Precisamos conversar sobre uma última coisa."


Um pouco surpreso pelo tom da mãe, o garoto parou e virou-se na direção deles, demonstrando que, apesar de estar concordando com ela, não iria voltar a se sentar. Um silêncio estranho perpassou pelo ambiente, e Katsuki observou os presentes: Seu pai parecia ansioso e sua mãe triunfante. Não gostou daquilo. Os pais de Ochako tinham um tipo de sorriso nervoso em seus rostos, e a garota mordia o lábio inferior e encarava a mesa.


"O quê? Alguém morreu ou o quê?" Ele perguntou, de repente furioso porque todos pareciam saber de algo que ele não sabia.


"Achamos que gostaria de saber que, depois de muitos anos de amizade, tomamos a liberdade de estreitá-la" Mitsuki tinha um sorriso feliz no rosto. "A família de Sara está com problemas financeiros, e nós resolvemos ajudá-los. Ochako, que sempre foi uma ótima garota, concordou prontamente."


O olhar de Katsuki foi para a garota de vestido fru fru, tentando entender. Aparentemente ela tinha concordado com alguma coisa, mas sua expressão não era exatamente feliz.


"Por conta disso, resolvemos que vamos dar total suporte financeiro e tudo mais não só para eles, mas para tudo que você quiser com relação à luta e quaisquer outras besteiras mais que você desejar" A mãe continuou, revirando os olhos. Katsuki foi ao céu e voltou. Mas ainda era muito cedo para comemorar, ele sabia. Esperou com a face sem emoção alguma. "Em troca…" O sorriso voltara ao rosto da Mitsuki "Você e Ochako vão se casar."


As sobrancelhas de Katsuki se ergueram.


"Que porra você acabou de falar?"

22. April 2019 03:44:37 0 Bericht Einbetten 0
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