One day at a time Follow einer Story

nathymaki Nathy Maki

— Não devia se preocupar tanto com o futuro incerto e que pode vir a nunca acontecer. Só podemos viver um dia de cada vez e agradecer por cada segundo que passamos juntos, por ainda te ter junto a mim. — Certa, você sempre está certa. - o sorriso dele em resposta era deslumbrante. E, enquanto os lábios se tocavam com doçura e adoração, Kang Cheol agradeceu por ela estar realmente ali, viva e bem, em seus braços que eram o lugar ao qual pertencia.


Fan-Fiction Series/Doramas/Soap Operas Alles öffentlich.

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Im Fortschritt - Neues Kapitel Jeden Mittwoch
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Realidade

Notas Iniciais: Fanfic escrita para o Sr. Artie que se aproveita das minhas fraquezas e baixa tolerância à palavra não. De início iam ser 2 história diferentes, mas depois de escrever a primeira e tentar encontrar um título que preste, acabei fundindo as duas :v Será então uma só com 3 capítulos! Espero que goste <3

***

Gotas de água pingavam do teto para as poças no chão. As paredes úmidas tinham o cheiro de mofo e bolor que engasgava em sua garganta. Cada passo ecoava duas, três vezes mais alto mesmo que ele se esforçasse para ser silencioso. O silêncio era crucial. Afinal, ele estava ali, espreitando nas sombras, apenas a espera de um momento ideal.

Tateou as costas e puxou a arma que sentia pressionada contra a sua lombar. Acelerou os passos, controlando a respiração e retendo o pânico e o desespero que ameaçavam percorrer seu corpo. Não podia se dar ao luxo de ser paralisado ou retardado por eles, esse não era o momento, não quando a vida de Yeon Joo estava em perigo. Virou corredor após corredor, os pés provocando ondulações na água que escorria das paredes e se acumulava no chão. A respiração condensava a sua frente e Kang Cheol ignorava ao máximo o frio que insistia penetrar em seus ossos.

Um grito se juntou ao gotejar constante e pareceu serpentear por toda a sua pele, tocando cada terminação nervosa, alertando-a. Era feminino, delicado e exalava dor. Seu sangue gelou nas veias e o corpo paralisou por alguns segundos. Oh Yeon Joo, foi tudo o que teve tempo de pensar antes de disparar pelos corredores, os pés chapinhando nas poças sem mais se importar com o barulho que fazia.

Uma sirene, aguda, persistente, se juntou ao pinga-pinga, ressoando nas paredes, atravessando seu corpo e reverberando em seus ossos. Acelerou os passos. Outro corredor, uma bifurcação, uma decisão. Virou à direita onde o barulho da sirene parecia mais alto. O caminho se estendia a sua frente como um gigante, tortuoso e infinito, que apenas ria do seu desespero de chegar ao lugar que desejava, e, exatamente como um sádico, ele tinha apreço por sua dificuldade, por sua dor.

A água chegava aos tornozelos agora, encharcado suas meias, mas ele não se importou com as roupas, eram apenas acessórios supérfluos e prosseguiu. Esquerda, esquerda e mais uma esquerda, se seguisse o mesmo curso não se perderia. A risada rude e grosseira se juntou ao som infernal da sirene. Seu estômago se contorceu. Não. Não. Não. A palavra era gritada repetidamente em sua consciência. Mantenha a calma! Observe seus arredores! Sua parte racional lhe falou. Gastou apenas um segundo para se recompor. As luzes acima de sua cabeça piscavam em intervalos regulares, fracas, à beira de um colapso.

Um obstáculo surgiu do nada, encoberto pela escuridão e ele tropeçou antes de saltar por cima do que parecia ser uma cadeira tombada. Nada que merecesse sua atenção, não até que visse o tecido pesado de um casaco, o mesmo casaco marfim que ela usava quando saíram os dois naquela noite para um jantar à luz de velas - mais um dos pedidos românticos que estava determinado a cumprir.

O nó retorceu suas entranhas ao ver a mancha vermelha na manga. Não. Não era verdade. Recusava-se a acreditar. Retomou o caminho, impulsionando-se ainda mais. Agora, junto ao som estridente e a gargalhada rouca tinha o tiquetaquear de um relógio a soar nos ouvidos, o avançar do ponteiro que indicava o que podiam ser os minutos finais daquela que amava.

Depois de tanto sacrifício. Depois de tudo que houve, por que as coisas tinham que acontecer assim? Por quê? Sua mente gritava, revoltada com aquele destino cruel a que ambos pareciam estar atados.

O labirinto ouviu seus gritos interiores e deliciou-se com eles, a água atingia suas canelas agora e ele corria ofegante espalhando-a em todas as direções sem se importar se fazia ou não barulho. Aquele ser certamente o aguardava. Não seria surpresa alguma. O corredor que seguia pareceu se dobrar contra si e ao virar para o próximo encontrou-se diante de uma porta: seu destino.

Parou deslizando e tomou uma respiração para se recompor. Conferiu a arma e xingou a sua existência. Uma bala. Um único tiro era a chance que teria. Se falhasse tudo estava perdido. Quis gritar com aquela porcaria de destino, revoltar-se, socar sua cara e o encher de buracos se possível, pois ele era o verdadeiro vilão ali. Mas resignou-se e caminhou para a porta a luz fraca adiante.

Entrou no cômodo e o coração falhou uma batida. Ela estava ali, amarrada a uma cadeira velha, os olhos grudados na única porta e agora percorriam seu rosto, as pupilas dilatadas, os olhos arregalados como se não acreditassem no que estava diante de si. No rosto um corte na bochecha vertia sangue fresco, o vermelho contrastando com o branco da blusa fina que ela vestia. O sangue escorreu pela bochecha e gotejou na água que agora atingia seus joelhos.

Ao seu lado, estava ele: o assassino sem nome e sem rosto que dedicara a vida a perseguir e que, ao fim de tudo, pensou ter enfim, se livrado. O rosto sob o capuz era inexistente, somente um chiado falho de uma televisão mal sintonizada, mas as letras que flutuavam a sua frente diziam tudo o que ele já sabia “Salve-a se puder. ” Avançou mais um passo, quase podia ouvir o apelo silencioso dela para que fugisse, mas tal coisa era inconcebível, não podia abandoná-la. Ergueu a arma e apontou-a para onde deveria haver um rosto. Um tiro. Uma chance.

Então aconteceu. O telhado desabou e a água inundou o aposento. Não houve tempo para um último fôlego. Somente para um olhar trocado entre os dois, tristeza e medo brilhavam naqueles olhos tão determinados. Não pelo que lhe acontecia, Kang Cheol sabia, mas por ele. Por sentir e prever a dor dele. E então tudo escureceu e ele estava submergindo. A água negra o envolvendo, retirando o ar e o guiando e em bolhas até a superfície distante.

A água se estendia por várias direções. Não havia orientação, não havia cima ou baixo, direita ou esquerda. Não havia nada senão a ínfima corrente de luz que se tornava mais e mais distante enquanto ele submergia.

Ela estava ali também. Em algum lugar. Precisava encontrá-la. Precisava salvá-la, protegê-la, havia feito uma promessa. Tentou se debater, lutar, mas a pressão o esmagava, forte demais, absoluta demais e o empurrava mais para o fundo, de onde não retornaria dessa vez.

Era isso. Não havia escapatória, nem mesmo uma mesa mágica para salvá-lo dessa vez. Apenas o sussurro reivindicador das águas, revogando para si o que uma vez havia lhe sido tirado. Era tarde demais.

Então abriu a boca e permitiu a água escura seu intento, sentindo-a invadir seus pulmões em uma queimação tão dolorosa quanto a que havia imaginado. E, em seus últimos segundos, todos os pensamentos foram direcionados a ela, aquela que havia lhe alegrado os dias, aquela a quem amava.

A respiração de Kang Cheol engasgou na garganta. Levou a mão ao peito forçando-se a respirar. O ar entrava e saia, arranhando por todo o caminho. As mãos trêmulas alcançaram o rosto e encontraram-no molhado pelas lágrimas. As mãos voaram para o espaço embaixo do travesseiro e a arma que ali escondia. Os olhos percorriam o quarto, a decoração, as poltronas confortáveis sem, entretanto, reconhecer onde estava, até se deterem na forma suave deitada ao seu lado.

Yeon Joo abriu os olhos, assustada pelos movimentos bruscos dele, porém, antes que pudesse abrir a boca e enunciar as palavras que desejava, sentiu os braços dele passarem ao seu redor, puxando-a para mais perto, o rosto enterrando-se em seus cabelos. Silenciou com o gesto e deixou que ele lhe abraçasse o quanto fosse necessário, os dedos da mão direita correndo pela nuca e acariciando suas costas, sentindo a tensão que se acumulava sob os músculos.

— Foi um sonho. Só um sonho. Nada daquilo é real. – Os dedos dele se enterraram mais na fina blusa que vestia, os nós embranquecendo pela força que eram cerrados, trazendo-a ainda mais para perto até que não soubesse mais dizer onde um começava e o outro terminava. O cheiro dela ainda era o mesmo e isso o acalmou, ela estava ali. Garantiu a si mesmo. Havia sido apenas um sonho.

Yeon Joo permaneceu onde estava, acariciando os cabelos macios e sussurrando em seu ouvido palavras tranquilizadoras. Não precisava perguntar, tinha uma boa noção do tema daquele sonho que, por muitas vezes, também se fazia presente nos seus.

— Eu sei. Eu sei. Também sonho com ele, repetidas e repetidas vezes. Mas são apenas isso, sonhos. O que importa é que eu estou aqui para você e você para mim. Nós dois somos reais e juntos vamos enfrentar.

Kang Cheol assentiu e deixou as palavras dela assentarem em seu coração juntamente ao aroma, ao calor, à maciez da pele. Era real. Tudo isso era real. Aos poucos, o ritmo da respiração ofegante diminuiu e os dois se encararam, ajoelhados na cama ainda nos braços um do outro.

— Obrigado. – Ele agradeceu, os dedos soltando-se do tecido fino da blusa e passando para as laterais do rosto, segurando-a com carinho. — Você está certa, foi só um sonho.

— Devia se acostumar com isso. – Ela deu uma pequena risada, repetindo o mesmo gesto dele e tomando seu rosto entre os dedos. — Afinal eu estou sempre certa.

Ele sorriu e baixou o rosto até que as testas se encostasse. Aquilo era certo, aquela proximidade reconfortante, a sensação agradável a tomar os sentidos, o ecoar das batidas dos corações como se fossem um só.

E, quando os lábios se tocaram para um beijo calmo e apaixonado, Kang Cheol teve a certeza de que aquela era a realidade.

13. Februar 2019 14:44:20 1 Bericht Einbetten 122
Fortsetzung folgt… Neues Kapitel Jeden Mittwoch.

Über den Autor

Nathy Maki Leitora voraz desde que tenho idade para segurar um livro em mãos. Sagitariana e um poço de emoção e muuita indecisão. Amo um clichê bem escrito e um suspense que te prende, mas fantasias e ligações são especialidade. Sou fã daqueles finais inusitados. Até mesmo os tristes! Lema: Colecionar sonhos, ideias e magia e depois transformá-los em palavras é o que torna bela a vida.

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Patricia Silva Patricia Silva
Uau. A narração é incrivelmente detalhada de um jeito muito envolvente, da pra sentir a apreensão do personagem. Esses dois são lindos demais. Amei demais.
17. Juli 2019 17:36:23
~