Crazy Follow einer Story

juuhina Julia Olsen

Naquela tarde fria de inverno, o coração da jovem Hyuuga havia se despedaçado novamente em uma grande desilusão amorosa. Com seu cigarro acesso entre os dedos naquele ponto de ônibus, sem saber o que fazer com a sua própria vida, seu, agora, ex-cunhado apareceu como uma luz para lhe ajudar. Sasuke, sabendo da imensidão que Hinata tinha no peito, estava disposto a vê-la bem e com segurança. O que ele não contava era que iria se cativar pela bela moça de orbes perolados.


Fan-Fiction Anime/Manga Alles öffentlich.

#allHina #sasuke #hinata #naruto #sasuhina
Kurzgeschichte
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Luz



Hinata


A janela daquele ônibus velho nos dava uma bela vista de uma nevasca. Os fones de ouvido reproduziam uma música sensual que me faziam lembrar dos momentos mais fodidos em que passei nesses últimos meses. Ao descer naquele ponto de ônibus abandonado, retirei meu maço e ali, eu precisava me sentir mais aliviada.

A cada tragada meu peito se enchia com a fumaça cinza e meus olhos relutavam em não deixar com que aquelas lágrimas teimosas escorressem sob meu rosto frio. A ficha não havia caído, eu amava aquele filho da puta mais do que tudo nesse mundo. 

A neve estava cada vez mais densa e o local estava passando a ser torturante. Aquilo não me importava, eu só queria saber do meu cigarro e da voz melancólica da Beyoncé em Crazy In Love, da versão daquele filme podre que ele amava, talvez porque ele queria uma santa na rua e uma puta na cama que cedesse a tudo que ele quisesse. Eu não queria responder mais perguntas desnecessárias, apenas a minha própria companhia.

– Hinata.

A voz feminina me despertou, fazendo com que eu me virasse abruptamente para trás e me deparasse com aquela mulher de cabelos róseos. Minha sobrancelha arqueou, ela tinha os olhos arregalados ao me ver sem dar uma única resposta a ela. Novamente levei meu cigarro a boca para mais uma tragada.

– Eu posso explicar, não era nada do que você estava pensando, o Itac...

– Eu não estou pensando sobre nada, Sakura – a interrompi – eu apenas quero continuar fumando em paz. 

Ela me encarou curiosa. 

– Se você quiser conversar, estarei ouvindo você. 

Meus dedos continuavam segurando o cigarro de forma sutil, ignorei sua fala, até notar que os pés se moviam em cima da neve. Aquela cena nojenta não saía da minha cabeça. Minha única amiga cavalgando loucamente em cima do meu noivo em nossa cama. A cama que eu dormia e que tínhamos os toques mais íntimos, que eu fazia amor com ele. Há horas eu descobri que fazia amor sozinha, ele apenas me fodia. No sentido literal e sentimental da palavra.

A música trocou, sendo Warm, do The Neighbourhood. Sentei e cruzei minhas pernas. Mais um cigarro saía do maço. Cada cigarro equivalia um pouco do meu tormento. Quatro anos da minha vida jogados no lixo. Quatro anos me dedicando a uma pessoa que, mesmo estando comigo nos momentos mais podres, era de caráter descartável. 

As lágrimas finalmente desceram, por mais que eu relutasse. Como não querer desistir da vida? Eu estava cansada de tanto apanhar, esse havia sido o soco mais dolorido de todos. Eu era uma fodida que estava sozinha. Não tinha família, não tinha um emprego, agora sem amigos e sem um amor. Eu estava próxima a ser expulsa do meu quartinho por não ter dinheiro para pagar, tive que morar com o Itachi até conseguir arrumar um emprego, e agora não tenho onde cair viva. 

– Ei, está frio aí fora!

A voz me assustou repentinamente, ao ver um carro parado em minha frente e ali estava o rosto do meu, agora, ex-cunhado. Ele havia notado que eu estava chorando e tomou um semblante sério. Ele sempre foi uma pessoa muito distante, era raro encontrá-lo, ainda mais naquele momento.

Ele acenou para que eu entrasse no carro.

– Eu vou embora, Sasuke. Não precisa se preocupar comigo.

– Eu já soube o que aconteceu. Entra aqui, eu quero conversar com você.

Mesmo receosa, levantei dali e entrei no carro dele. Era bem confortável e tinha um cheiro agradável, diferente da minha jaqueta que cheirava a nicotina. Meu rosto estava inchado e ele não parava de me observar, apesar do silêncio. No carro tocava Warm também. Eu estava perto de surtar.

– Você está bem?

Ele olhava nos meus olhos. Ele era tão parecido com o irmão e ao mesmo tempo tão diferente... Ainda me surpreende ele querer conversar com a "marmita" do irmão dele. A família Uchiha nunca foi com a minha cara. Eu era pobre demais para eles. Eles sequer passaram por uma necessidade na vida.

– Já estive em dias melhores. Acredito que tudo vai se ajeitar em alguma hora.

– Hinata, ele é um imbecil. Ele tentou mascarar a história de que você estava ficando louca, mas todos sabiam que a Sakura era o lanchinho dele há meses. Ela já era a queridinha porque ela tem dinheiro e tudo mais, tentaram jogar ela até para mim. Eles se merecem o suficiente, não acho isso certo, mas talvez o melhor seja isso, vocês longe... Ele era tóxico demais pra você. Ele é tóxico para qualquer pessoa.

As lágrimas passaram a escorrer novamente. 

– Olha, Sasuke, me desculpa por presenciar isto, mas é que... Eu estou cansada de tudo. Eu sempre desabafava com ela, ela sempre me aconselhava a terminar com ele e que eu iria ficar melhor sozinha... Agora eu sei o porquê. Estou cansada de ser passada para trás. 

Ele assentiu. Ele parou no sinal vermelho e me encarou fixamente.

– Eu não tenho nem onde ficar, Sasuke. Eu não tenho nada, eu não tenho ninguém. Eu provavelmente iria dormir naquele ponto de ônibus. Eu não quero que você tenha dó de mim ou algo do tipo, eu só preciso espairecer. 

– Você não vai dormir na rua, Hinata!

– E onde eu vou dormir? Eu não tenho para onde ir...

– Você vai dormir no meu apartamento. Não vou deixar que você morra de frio na rua, tá louca?

– Eu não posso aceitar. É a sua privacidade, eu não sou mais nada sua e...

– Cala a boca. Você vai dormir lá sim, nem que eu te amarre na cama e te vigie a noite toda. E você vai ficar quanto tempo precisar, até arrumar um emprego e se estabilizar. 

Sendo gentil e sem sutileza. Um broto diferente do resto da família podre que ele tem. 

– Obrigada, Sasuke. Eu não sei nem como agradecer. 

– Agradeça aceitando isso. Eu não sou como eles, sempre te achei uma boa pessoa e aprendi muito com a sua história. Agora vamos no mercado e de lá vamos pra casa.

Eu sorri de canto, apesar da vergonha e de tudo estar fluindo desse jeito. Ele me deixou dentro do carro reflexiva, mexendo no meu celular e me deparando com algumas mensagens do meu ex no meu WhatsApp. Apenas visualizei, tirei o status de relacionamento do Facebook e o bloqueei de todas as redes sociais. 

O Uchiha mais novo voltou com duas sacolas cheias, colocando-as no banco de trás e me dando uma long neck de uma cerveja bem amarga. Ironicamente, era a minha cerveja preferida. 

– A vida fica melhor com cerveja. 

Eu ri levemente daquela frase. Ele tinha razão.


&


O apartamento era relativamente grande para uma única pessoa. Sasuke era uma pessoa bem sucedida, apesar de ter a mesma idade que eu, exatos vinte e cinco anos. Ele era engenheiro mecatrônico de uma grande multinacional e sempre foi bem reservado quanto ao seu conforto.

– Sinta-se a vontade, Hinata. Seu quarto é o último do fundo, está bem arrumado, é só deixar sua mochila lá. Depois irei pedir para um amigo buscar o restante dos seus pertences na casa do Itachi – ele disse sem me olhar nos olhos – Está com fome?

– Não muita. Se você tiver com fome, o mínimo que eu posso fazer é servir um jantar para você... 

– Oh! Sinta-se a vontade, pode fazer o que quiser. Vou tomar banho, depois podemos jantar e ver alguma coisa. 

Assenti enquanto ele foi em direção do banheiro. Revirei a cozinha e decidi fazer uma das minhas especialidades: macarrão de forno. Aos poucos, o cheiro do bacon, do presunto e do queijo passaram a empestear a casa, trazendo um Sasuke curioso até o local.

– O cheiro está ótimo. O que apronta?

– Está quase pronto. É surpresa.

Ele se sentou na bancada e observava eu cozinhar minunciosamente. Retirei o macarrão do forno e os olhos dele se encheram. Um sorriso brotou em meus lábios, estava contente por deixar Sasuke visivelmente faminto por um simples macarrão de forno. 

– Está maravilhoso. Por favor, pise sempre que quiser nesta cozinha. 

Sorrimos um para o outro. Senti ali que nossa convivência seria saudável.


Sasuke


– Ei, Teme, eu soube que o Itachi e a namorada gata dele, a Hinata, terminaram, é verdade? Ela tirou o status de relacionamento com ele e apagou todas as fotos dele.

Eu sabia que o Naruto era afim dela, só não imaginava que ele era um stalker ativo e que essa pergunta viria tão rápido. Tem homem que honra a fama que tem. As vezes eu me amaldiçoava de ceder a minha hora de almoço para ouvir as groselhas dele. Desta vez, iria ter um preço.

– Sim, eles terminaram tem cerca de uma semana. Você sabe que ele é um babaca filho da puta, até demorou para isso acontecer. 

Ela já está saindo com alguém?

– Ninguém termina um relacionamento de quatro anos sendo fiel e em uma semana arruma outra pessoa, seu imbecil. 

Ele riu. 

– Enfim, Dobe, eu preciso de um favor seu. Preciso que você vá na casa do meu irmão hoje pra pegar as coisas da Hinata e depois você tem que levar pra minha casa. Você vai dizer que ela pediu. 

Ele me olhou desconfiado.

– Por que eu tenho que ir lá, pegar pra ela e levar pra sua casa?

– Porque a Hinata está na minha casa. Se eu for lá, ele vai achar muito esquisito e a Hinata não quer que ele saiba que ela está lá. Ela não tem pra onde ir e eu não ia deixar ela na rua.

Ele engasgou com o gole de refrigerante.

– A Hinata está no seu apê há quase uma semana e você tem a audácia de não me dizer nada? Caralho, Sasuke, achei que você era meu brother.

Revirei os olhos. Realmente, alguém me segura pra eu não esmurrar a cara dele.

– Você vai fazer essa merda ou não? Se não eu peço pra outra pessoa.

– Eu vou, mas só porque quero ver ela depois disso. Tô chateado com você, devia ter me contado. 

– Cala a boca, Naruto. 


&


A campainha tocou estridente. Hinata estava na cozinha terminando de fazer o jantar, remexendo o corpo com o som ligado em The Less I Know The Better, da Tame Impala. Eu estava satisfeito em vê-la mais feliz e animada mesmo depois de tudo que aconteceu, aquilo vinha alegrando meus dias, ter ela em casa estava me fazendo bem.

Eu olhei pelo olho mágico e era o Naruto com três malas e uma mochila. Abri a porta e ele estava com um semblante sério. Puxou as malas para dentro da sala e os olhos foram diretamente para a porta da cozinha, onde um sorriso largo apareceu instantaneamente. Ele observava ela dançar docemente, e ali, eu passei a observar também. 

Ela tinha um jeito sutil de se remexer. A legging leve, a camiseta de mangas longas larga, os chinelos e o coque frouxo a deixavam com um ar descontraído e despreocupado. Ela sentia somente a sua presença e esquecia do resto do mundo. Quem dera todos nós fôssemos assim, quem dera eu tivesse a mesma força desta pequena grande mulher.

Ele estava vidrado nela, com o rosto corado e com a respiração descompassada. Eu sentia a energia dele em volta dela, era uma coisa anormal. Agora entendo, mesmo não justificando, o ato stalker dele. Provavelmente isso vem a muito tempo. Admito que me sinto estranho com isso. 

A música estava quase no fim, quando ela retirou a travessa de cima do fogão e se virou para trás, vendo eu e ele observarmos ela. O rosto dela corou e ela soltou uma risada sem jeito, mesmo com a travessa cheia de batatas assadas e recheadas com requeijão.

– Desculpem, eu não vi que vocês estavam aí. Oi Naruto, obrigada por ter pego as minhas coisas com o meu ex, aproveitei e fiz o jantar para nós três. 

Ela o cumprimentou com um beijo no rosto leve, levando a travessa à mesa e colocando com os acompanhamentos feitos, de frango desfiado, azeitonas, bacon, queijo, presunto, ovo e tomates. 

– Tudo bem, Hinata. Não precisa agradecer.

– Como ele está, Dobe? – questionei.

Ele engoliu em seco.

– Quando cheguei, ele estava com Sakura. Ele estranhou eu chegar do nada e não procurar por você. Eu disse o motivo do qual eu estava lá, ele arregalou os olhos e mandou eu entrar e pegar as malas feitas no porão. Ele esperava que ela mesma fosse buscar para tentar uma reconciliação, enquanto ele falava, ela fazia feições de nojo e desprezo quando ele se referia à Hinata. Eu estava me segurando para não arregaçar os dois.

Hinata abaixou a cabeça. Devia ser duro para ela entender como ele era nojento. Odeio pensar que tenho o mesmo sangue que um homem tão escroto igual a ele, que viemos do mesmo lugar e crescemos praticamente juntos.

– Ele queria se reconciliar para continuar me traindo, não bastava eu ter tolerado tanta coisa por ele... Mas não importa. Acabou, eles que sejam felizes sozinhos e que a lei do retorno funcione.

– Sasuke, se a Hinata morar mais um mês aqui, você vai virar uma bolinha. Como não engordar com tanta coisa gostosa?

Ela deu uma gargalhada doce.

– Meus planos de ter uma vida saudável foram abaixo. Ela faz cada coisa boa, Dobe.

– Se você quiser morar na minha casa e quiser cozinhar assim para mim, está convidada, Hinata.

A investida foi nítida. Ela corou com o pedido e riu sem dar uma resposta para ele. Continuamos comendo e, ao fim da noite, decidi dormir e deixar os dois conversando na sala de estar. Deitei na cama e minha mente me perturbava, com a curiosidade do que os dois estavam fazendo. Eu ouvia apenas o barulho da televisão e vozes sem poder entender o que se falavam. 

Eu não deveria bisbilhotar. Apenas fui beber água na cozinha e encontrei os dois ali, se beijando no sofá. Me recolhei antes de entrar no cômodo antes que eles me vessem. Por mais que eu soubesse que aquilo era inevitável, me incomodou. Me incomodou pelo fato de que a presença dela era algo marcante para mim. Me incomodou pelo fato de que ela sabia cuidar de suas feridas e seguir em frente. 

Me incomodou pelo fato de que nunca seria eu. Me incomodou pelo fato de não ter chances por ela ser ex noiva do babaca do meu irmão. Eu nunca deveria vê-la com estes olhos. Ela estava aqui somente por não ter aonde ficar e simplesmente estava tendo uma grande relevância na minha vida.

Voltei para o meu quarto, tentando apagar da minha mente o que eu acabei de presenciar.


&


– Eu não acredito que ela morreu mesmo, puta merda! Tanta gente pra morrer e é logo a Sharon! Que raiva!

Estávamos assistindo a season finale de Major Crimes, série que eu sempre gostei e descobri que era a série favorita dela. Estávamos comendo pizza e bebendo vinho direto do gargalho, cada um com sua garrafa. Eu a encarava com o rosto corado e quente pelo álcool e pelo nervoso de ver sua personagem favorita morta. 

– Mesmo com isso, essa série está de parabéns! Eu gostava mais do Julio e do Provenza.

– Essa série é ótima, mas estou triste. A Sharon não devia morrer. 

O silêncio predominou por um minuto.

– Esqueci de te contar, o Naruto me arrumou uma entrevista em um escritório de advogados, vou ser secretária de um deles. Irei na segunda de tarde.

Ela parecia extremamente empolgada com a oportunidade de um emprego em uma área que ela sempre quis entrar. Eu sorri para ela, mesmo lembrando daquela cena aqui no sofá. Depois disso, almocei com o Naruto uma vez e ele parecia feliz por ter avançado com ela. 

– Vai dar tudo certo, eles vão ver que você tem potencial. 

– Agradeci muito a ele pela oportunidade. Agora eu posso começar a rever minhas coisas. 

Engoli em seco.

– E como vocês estão? Sinto que tem algo rolando entre vocês. O Naruto não consegue disfarçar quando está perto de você.

Ela corou mais, se é que fosse possível.

– Naquele dia que ele trouxe as minhas coisas, acabou que rolou uns beijos. Ele disse que era muito afim de mim e eu não sabia como contestar isso dele. Depois disso, eu conversei com ele e disse que queria somente amizade, que eu não estava pronta para me afundar de cabeça em um novo relacionamento... Ele entendeu e está sendo um excelente amigo para mim. Não é a toa que ele conseguiu essa entrevista para mim. 

Alívio. Era apenas isso que eu sentia.

– Mas você pensa em ir embora daqui, Hinata?

Ela assentiu positivamente.

– Estou aqui há quase um mês, Sasuke. Eu não quero atrapalhar a sua vida e privar a sua liberdade dentro da sua própria casa. É ótimo viver aqui, mas eu preciso do meu lugar. Não é justo com você.

Ela bebeu um bom gole de vinho.

– Por favor, não vá embora, Hinata – eu depositei minha mão na sua – Estou tão acostumado com a sua presença... Passei a ter vontade de voltar para casa, e ver que não estou mais sozinho aqui me enche o peito. Não quero que você se preocupe com isso, já me sinto bem o suficiente tendo você aqui. 

Ela arregalou os olhos sutilmente, e acariciou minha mão que eu havia depositado em cima da dela. Ela abaixou a cabeça e passou a me observar de lado com o rosto corado, até que, surpreendentemente, ela me deu um abraço apertado, depositando a cabeça em meu peito.

– Obrigada por tudo. Você é um anjo na minha vida, Sasuke. Se não fosse por você, eu não sabia nem o que eu iria fazer naquele dia. Provavelmente eu estaria vagando por aí até hoje.

– Eu não ia deixar isso acontecer nunca. A partir do momento que eu soubesse disso, eu iria te encontrar e te acolher, porque sei que foi a melhor decisão que eu tive.

Ela parecia surpresa com que eu acabara de dizer, assim como eu, acho que o vinho estava começando a fazer efeito e eu estava perdendo o pudor das palavras. Ela continuava abraçada comigo e estava extremamente próxima. Sem pensar, eu selei seus lábios nos dela, deixando-a por baixo no sofá.

Os toques eram cada vez mais ardentes em decorrência do vinho e da vontade que eu tinha daquela mulher. E ali, naquele sofá, eu a fiz minha. Sem medo, sem pudores, apenas eu e ela ali. Sempre querendo mais daquela mulher que parecia ter sido esculpida por Deus. Os gemidos dela eram minha nova música favorita.

Ao terminarmos, tomamos banho juntos e a deitei ao meu lado na minha cama. Ela passou a me encarar com o rosto corado e beijando o meu rosto sutilmente, acariciando os fios do meu cabelo que caíam em meus olhos. Acho que era verdade: eu estava apaixonado pela minha ex-cunhada. Era moralmente errado, mas quem se importa, eu a queria para mim.


Hinata


Os dias corriam sutis como deviam ser. Eu havia passado na entrevista de emprego, o local era um ambiente agradável e minha chefe, a advogada trabalhista Kurenai Yuuhi, era um doce de mulher. Eu estava muito feliz, e nesta noite, iria comemorar com Sasuke o meu primeiro dia. Iríamos jantar em um restaurante que servia rodízio de comida japonesa.

Estávamos muito bem, eu estava me sentindo muito melhor graças a ele, e definitivamente, a melhor das coisas era poder ter a companhia dele. Eu estava vidrada em ficar com ele e sentir a sua presença. Estávamos nos entendendo da melhor forma possível e ele me tratava como uma dama. Eu estava encantada.

Estávamos arrumados e prontos para sair juntos, ao abrirmos a porta, damos de frente com Itachi e Sakura, o Uchiha mais velho estava com o dedo na campainha ao nos ver. Eu engoli em seco, ele e Sakura me encaravam e Itachi passou a ficar vermelho ao olhar para nós. Eu devia imaginar que ele não sabia que eu estava aqui e que uma hora ou outra, ele iria descobrir.

– Que surpresa ver minha ex-noiva na casa do meu querido irmão caçula.

Ele foi entrando sem pedir licença a ninguém. Sakura nos mediu de cima a baixo e seguiu os passos do amante, sem proferir uma única palavra. Itachi parecia transtornado ao me ver naquela condição.

– Sakura, Itachi, o que fazem aqui? Não avisaram que vinham. Eu tenho um compromisso agora – deboche que diz, não é mesmo? Ele estava inexpressivo diante a alteração sem motivo do mais velho – agradeço se puderem se retirar da minha casa.

– Você está fodendo ela, Sasuke? Você tá comendo a minha ex?

Eu permanecia no meu canto, quieta. 

– Isso não é da sua conta, Itachi. Você tem o seu brinquedo, que preferiu trocá-la pela Hinata. Eu sempre fiz questão de não julgar a sua burrice, mas dessa vez você foi longe demais. Deixou ela na rua mesmo depois de tudo que ela fez pra suportar a pessoa escrota que você é.

Itachi tinha um olhar sanguinário pra cima de mim.

– Você não aprende com seus erros, não é mesmo? Já não bastou a Karin, agora vai ser bonzinho com a golpe do baú dois. Ainda bem que eu comia outras enquanto fingia amar essa aí. Faça bom proveito dos meus restos, irmãozinho.

As lágrimas passaram a escorrer em meu rosto, aquilo havia sido o fim, era tamanha humilhação gratuita, simplesmente pelo fato de que nasci pobre e vou morrer assim. Apenas ouvi o soco que Sasuke acabara de dar em Itachi, que foi direto ao chão.

– Sai da minha casa agora! Antes que eu mate você!

Ele saiu pisando fundo e arrastando a mulher até a rua. Ao se recompor, ele veio em minha direção e me abraçou fortemente, acariciando a minha cabeça até que eu me acalmasse por completo. A Sakura nunca foi a única amante, haviam outras mulheres. 

– Ele é um babaca filho da puta, esquece isso. Vamos comer e fingir que isso nunca aconteceu. 

Assenti, arrumando-me novamente para sairmos. Não iríamos permitir que aquele imbecil arruinaria a nossa noite.


&


– Desculpe a pergunta, Sasuke, mas quem foi Karin?

Ele engoliu em seco antes de responder para mim.

– Karin foi uma ex namorada que eu tive no ensino médio. Eu era apaixonado por ela. Apresentei para a minha família, mas todos fizeram questão de demonstrar que odiaram ela pelo fato dela ser pobre. Ela sempre fez questão de demonstrar ser uma boa pessoa para meus pais e de ser uma boa menina, estudávamos juntos para passarmos na universidade, enfim, depois de uns dois, quase três anos ao entrar na faculdade, ela surtou comigo e assumiu que estava comigo pelo dinheiro. Eu estava afastado da minha família desde então, decidi retornar por achar que meus pais estavam certos. Até perceber que você tinha entrado na família e eles fazerem exatamente o mesmo com você e o Itachi nunca se posicionar em relação a isso. Isso já me fez querer se afastar novamente.

Eu encarei ele.

– Mas o que te fez perceber que eles estavam errados sobre mim? Eu podia ser igual a Karin.

– Você era diferente com ele. A forma que você olhava para ele, a forma que você tratava ele depois de todas as merdas dele. Era impossível dizer que vocês eram iguais, a Karin era falsa e prepotente. Você nunca cobrou nada do meu irmão, queria apenas o amor e a companhia. É uma coisa que quem é de fora percebe com veemência.

Ele mordeu um pedaço daquele temaki de salmão e continuou a falar.

– Quando vocês terminaram, eu estava na casa da minha mãe pronto para ir embora, até que ela recebeu a ligação dele dizendo que você tinha surtado e tudo tinha acabado. Ela ficou extremamente feliz e disse que ele não precisava se preocupar com você, que você iria se foder pra aprender a não se meter com quem não devia. Aquilo me queimou por dentro, apenas peguei a chave do meu carro e passei a vagar pela cidade pra te encontrar, e te encontrei no ponto de ônibus fumando, sozinha e chorando. Aquilo cortou meu coração. Eu já imaginava que você tinha descoberto as traições dele e que estava mal.

Eu abaixei a cabeça. Ele, mesmo distante, conseguia entender os meus sentimentos melhor do que ninguém. Hoje fico feliz de tê-lo ao meu lado, e que estávamos tendo uma sintonia tão boa. 

– Eu não imaginava que você via essa situação dessa forma. Eu estava sem perspectiva nenhuma, completamente fodida e sozinha...

– Eu sei, Hina. Eu já disse pra você que foi a melhor coisa que eu fiz. Não é a toa que quero você do meu lado. Eu estou apaixonado por você.

Eu não estava esperando por aquilo. Um sorriso brotou em meus lábios. 

– Eu também estou, Sasuke. Já passou de ser gratidão há um bom tempo.

Ele me beijou docemente ali. Finalmente a loucura havia saído de cena, dando lugar a uma casa cheia de amor e carinho. As vezes, coisas ruins tem de acontecer para que as boas possam ser liberadas. 

17. Februar 2019 15:30:13 1 Bericht Einbetten 0
Fortsetzung folgt…

Über den Autor

Julia Olsen Fã incontestável de Naruto, allHina, allIno e ShikaTema. Metal é minha vida, mas escuto tudo o que for música boa, inclusive, Arianator com força. Escrevendo desde os 14, sigo com 22 aninhos de pura malemolência. Thank u, next.

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GS Gabrielle Silva
Continua por favor por favor
August 10, 2019, 16:31
~

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